Os seis juízes do Conselho Constitucional de Moçambique (CC) que se opõem ao presidente do órgão, Luís Mondlane, estão a estudar forma de o afastar, revela hoje o semanário Savana.Mondlane ganhou a inimizade dos restantes juízes do CC após a imprensa moçambicana ter revelado que terá usado fundos públicos para despesas pessoais, entre as quais a de uma viagem da sua mulher a Portugal e o pagamento de hipotecas da sua residência, que custou cerca de 565 mil euros.Em ano e meio, Mondlane terá gasto 12 milhões de meticais (cerca de 270 mil euros), grande parte dos quais utilizada para mobilar e decorar a sua residência, denunciou o jornal.Também a nomeação de uma secretária-geral do CC, sem os necessários cinco anos de experiência como juíza, foi contestada pelos restantes juízes, que boicotaram a cerimónia de tomada de posse.Segundo o Savana, a polémica está a irritar o Presidente moçambicano, Armando Emílio Guebuza, que nomeou Luís Mondlane mas que, por lei, se encontra impedido de tomar qualquer decisão.O presidente do CC, o mais alto órgão constitucional e eleitoral do país, é nomeado pelo Presidente, decisão ratificada pela Assembleia da República, por um período de cinco anos, durante os quais é quase inamovível.Apenas a abertura de um processo pelo próprio CC -- único órgão com competência disciplinar sobre os seus juízes -- poderá provocar a queda de Mondlane e, segundo o Savana, será esse o cenário que está a ser avaliado pelos seis magistrados.domingo, março 13, 2011
Presidente sem poderes para exonerar
Os seis juízes do Conselho Constitucional de Moçambique (CC) que se opõem ao presidente do órgão, Luís Mondlane, estão a estudar forma de o afastar, revela hoje o semanário Savana.Mondlane ganhou a inimizade dos restantes juízes do CC após a imprensa moçambicana ter revelado que terá usado fundos públicos para despesas pessoais, entre as quais a de uma viagem da sua mulher a Portugal e o pagamento de hipotecas da sua residência, que custou cerca de 565 mil euros.Em ano e meio, Mondlane terá gasto 12 milhões de meticais (cerca de 270 mil euros), grande parte dos quais utilizada para mobilar e decorar a sua residência, denunciou o jornal.Também a nomeação de uma secretária-geral do CC, sem os necessários cinco anos de experiência como juíza, foi contestada pelos restantes juízes, que boicotaram a cerimónia de tomada de posse.Segundo o Savana, a polémica está a irritar o Presidente moçambicano, Armando Emílio Guebuza, que nomeou Luís Mondlane mas que, por lei, se encontra impedido de tomar qualquer decisão.O presidente do CC, o mais alto órgão constitucional e eleitoral do país, é nomeado pelo Presidente, decisão ratificada pela Assembleia da República, por um período de cinco anos, durante os quais é quase inamovível.Apenas a abertura de um processo pelo próprio CC -- único órgão com competência disciplinar sobre os seus juízes -- poderá provocar a queda de Mondlane e, segundo o Savana, será esse o cenário que está a ser avaliado pelos seis magistrados.
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