Os
mangais são árvores que crescem nas margens dos Rios, do mar e dos estuários
dos países onde faz muito calor, o caso de Moçambique. E no nosso país os
mangais estão ameaçados com o corte indiscriminado para carvão, lenha,
construção de casas e barcos. De acordo com o Ministério do Mar, Águas
Interiores e Pescas, áreas de mangal são destruídas anualmente para a expansão
de cidades, construção de estradas e portos e outras infra-estruturas. Ainda de
acordo com a mesma fonte áreas de mangal são destruídas para fazer salinas e
praticar aquacultura.
Otília
Alfredo ergueu sua casa em 2015 numa no Bairro da Matola "D", numa
área que outrora tinha mangais. A referida zona ora ocupada e de forma
desordenada é húmida, com água a correr permanentemente, as paredes das casas
sofrem com a humidade. A jovem mulher diz que é muito difícil habitar naquele
bairro.
"A
água chega aqui, chega neste quintal do meu vizinho que fica cheio de água,
passamos mal com água. O lixo quando vem do rio até chega aqui, tem que
amanhecer varrer não temos como”. A situação relatada pela Otília é notável em
diferentes partes do pais. Quando se corta o mangal os animais que dependem do
mangal desaparecem. Com o corte indiscriminado do mangal a costa fica mais
frágil.


“No
ano passado a nível da Cidade da Beira foram mais de 5 pessoas que foram
responsabilizadas e ao longo de todo país são mais de dez que já foram
responsabilizadas criminalmente e é por isso que as pessoas estão a recuar no
abate do mangal”.
Os
mangais servem de abrigo para espécies marinhas como peixes, caranguejos entre
outros. Estabilizam a linha da costa e evitam a erosão. Os mangais fornecem
alimento e medicamentos às comunidades. Bem geridos os mangais fornecem lenha e
material de construção pra barcos, casas e outras finalidades. O dia
internacional da conservação dos mangais foi adoptado em 2015 pela conferência
Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura
(UNESCO) e é comemorada desde 2016 para vincar a importância e vulnerabilidade
do mangal. Para este ano o lema escolhido e “Futuro dos mangais está nas nossas
mãos”.
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