Os
líderes religiosos foram unânimes em afirmar que os ataques dos homens armados
a pessoas indefesas estão a criar desconforto no seio da comunidade na província de Manica, pois estes já mataram à queima-roupa dois pastores em
pleno culto, além de vandalizar os estabelecimentos comerciais e machambas da
população.
Elias
Trabuco, pastor da Igreja Assembleia de Deus internacional, revelou que se tem
vivido ambientes de terror nas zonas de Mutindiri um e dois. “Tenho recebido
várias famílias aqui na vila sede do distrito de Sussundenga, famílias que
deixam o seu negócio, casas, machambas e animais para fugir da guerra, não dá
para viver, assim aqui em Manica e Sofala”, disse.
Zeca
Bobo, líder da Igreja Apóstolo Comunhão com Espírito Santo, afirmou que a
situação da população daquela zona está crítica. “Nós sofremos muito com a
guerra dos dezasseis anos, e agora porque essa guerra está surgir nova-mente?
Nos pedimos o governo para resolver essa situação, porque o povo está a sofrer
muito com guerra”, clamou. A
governadora da província de Manica Francisca Tomás interveio na ocasião
afirmando que o governo, liderado pelo presidente Filipe Nyusi, está a criar
condições para que o povo moçambicano viva uma paz duradoura, pois ninguém tem
o direito de tirar a vida de outro ser humano. Francisca Tomás pediu igualmente
aos pastores para que continuem a pedir a Deus para que a paz reine no seio dos
moçambicanos e prometeu aos mesmos que dentro em breve vai organizar um movimento
de oração pela paz em todos os pontos da Província de Manica e no país em
geral.
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