Não há um delfim,
nem segundo nem terceiro delfim. Há ele e subalternos. Se o chefe grande desaparecer
isso é perigosíssimo para a Renamo. No entanto, espero que não seja morto. Aí
penso que a Renamo pode até recuperar um bocadinho. Com aquela demonstração de
força militar ela pode convencer o povo moçambicano que é um grupo importante e
que vale a pena votar nela. (E as pessoas) podem votar nela", até porque
"a Renamo nunca perdeu a totalidade da base".O historiador sublinhou
que "se o contexto político mudar, pode ser que as pessoas que uma vez
votaram na Frelimo voltem a votar na Renamo para exprimir o descontentamento. O
voto para a Renamo é um voto político"."Para mim, a Renamo não são
bandidos armados, é um fenómeno político. Estão a exprimir o sofrimento de
parte da população que foram historicamente marginalizados, às vezes, desde o
tempo dos portugueses, mas a marginalização continuou com a Frelimo",
adiantou.Quanto ao MDM, terceiro partido com representação parlamentar, que tem
vindo a destacar-se na cena política moçambicana, Michel Cahen considerou que
apesar de ser um partido com uma base social que "parece muito mais
urbana, (essa formação politica) é um fenómeno novo".Mas, avisou: "Em
Moçambique e no meu país também, em França, as pessoas não votam por questões
ideológicas. A ideologia pode ser uma coisa importante como cultura geral, mas
as pessoas votam porque estão descontentes, estão a sofrer, é uma camada social
que é marginalizada. No entanto, um bom debate de programas de alternativas
poderia esclarecer a situação, mostrar bem a toda a gente quem propõe o quê. Isso
não existe, então é uma certa confusão".sexta-feira, maio 30, 2014
"Na França não votam por questões ideológicas"-Michel Cahen
Não há um delfim,
nem segundo nem terceiro delfim. Há ele e subalternos. Se o chefe grande desaparecer
isso é perigosíssimo para a Renamo. No entanto, espero que não seja morto. Aí
penso que a Renamo pode até recuperar um bocadinho. Com aquela demonstração de
força militar ela pode convencer o povo moçambicano que é um grupo importante e
que vale a pena votar nela. (E as pessoas) podem votar nela", até porque
"a Renamo nunca perdeu a totalidade da base".O historiador sublinhou
que "se o contexto político mudar, pode ser que as pessoas que uma vez
votaram na Frelimo voltem a votar na Renamo para exprimir o descontentamento. O
voto para a Renamo é um voto político"."Para mim, a Renamo não são
bandidos armados, é um fenómeno político. Estão a exprimir o sofrimento de
parte da população que foram historicamente marginalizados, às vezes, desde o
tempo dos portugueses, mas a marginalização continuou com a Frelimo",
adiantou.Quanto ao MDM, terceiro partido com representação parlamentar, que tem
vindo a destacar-se na cena política moçambicana, Michel Cahen considerou que
apesar de ser um partido com uma base social que "parece muito mais
urbana, (essa formação politica) é um fenómeno novo".Mas, avisou: "Em
Moçambique e no meu país também, em França, as pessoas não votam por questões
ideológicas. A ideologia pode ser uma coisa importante como cultura geral, mas
as pessoas votam porque estão descontentes, estão a sofrer, é uma camada social
que é marginalizada. No entanto, um bom debate de programas de alternativas
poderia esclarecer a situação, mostrar bem a toda a gente quem propõe o quê. Isso
não existe, então é uma certa confusão".
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