Na mesma conversa em tom de autêntica violação
psicológica entre os interlocutores, Raul Novinte faz transparecer que será
“inclusivo” e só aceitará trabalhar com “competentes” e chegou mesmo a prometer
colocar o seu cargo à disposição, caso o partido interfira na formação do seu
governo. A posição de Novinte chateou Feliciano Linha, que por um instante
esqueceu-se que estava perante o também seu director, e disse que o partido
deverá colocar pessoas de confiança e não se permitirá que membros de outros
partidos, como por exemplo a FRELIMO, possam fazer parte da equipa
governamental.
Eis alguns detalhes da conversa:
“Não
queremos pessoas da Frelimo a mandar no nosso governo. Nós temos pessoas
capazes dirigir e se agires deste modo não vais durar”, afirmou Linha.
Respondendo, Novinte adiantou que não vai acatar as decisões emanadas pelos
órgãos superiores da Perdiz, ou caso não, vai se demitir.
“Não cabe as pessoas da Cidade de Nampula
decidirem quem deve mandar em Nacala. A questão da formação do governo no
município não é por estudo, nem na vereação não é por estudo. É por ideias,
responsabilidade, respeito e dignidade da pessoa. Aqui, Aqui eu não vou buscar
porque você estudou e é licenciado”, afirmou Novinte.
Linha responde: “ não cabe você
convidar-me mas sim o partido irá solicitar-nos para fazer parte do governo”.
Fontes contactadas pela Carta indicam que o
problema surge porque Raúl Novinte pretende convidar alguns membros da Frelimo
que fazem parte do actual governo de Rui Chong Saw. O cabeça de lista da Renamo
venceu as eleições de 10 de Outubro com 54,63 % equivalente a 43,810 votos válidos
contra 32,469 do candidato da Frelimo, Rui Chong Saw e do Movimento Democrático
de Moçambique (MDM), com 2.247 votos. (Sitoi
Lutxeque e Omardine Omar)
0 comments:
Enviar um comentário