O governo de Moçambique vai mesmo avançar com o projecto
de Gás Natural Liquefeito com o qual quer transformar a península de Cabo
Delgado numa das maiores produtores mundiais de gás.Numa altura em que as
notícias que chegam daquele território dão conta de ataques de
jihadistas que
pretendem criar um Estado governado pela lei corânica no Norte de Moçambique, o
estado moçambicano vai mesmo avançar com o projecto e a construtora Mota-Engil
acaba de anunciar ter sido umas das escolhidas para assegurar uma primeira fase
dos trabalhos.
Gonçalo Moura Martins, presidente executivo e Antonio Mota, presidente da Mota-Engil
De acordo com o comunicado enviado esta tarde à Comissão de Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil integra uma parceria 50/50 com a empresa belga
Besix, especializada em trabalhos marítimos, e que vai assegurar a construção
de uma ponte cais e de uma plataforma de descarga de material, que implicam um
investimento de 350 milhões de dólares (323 milhões de euros ao câmbio
actual). No total, o projecto GNL implica um investimento de 50 mil
milhões de dólares (46,17 mil milhões de euros), e estão já dois consórcios
formados para o seu desenvolvimento.

Dos 50 mil milhões de dólares anunciados como
investimento necessário para este mega projecto, estima-se que cerca de 15%
estejam relacionados com trabalhos de construção civil, terraplanagens,
construção de estaleiros, construção e melhora de acessos, novos cais e
plataformas. Ou seja, as empresas de construção têm aqui um potencial de
investimento de 7,5 mil milhões de dólares até 2024-2025.
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