A população afectada pela exploração
do carvão mineral, pelas empresas mineradoras Vale Moçambique e JINDAL
Mozambique Minerais Limitada (JINDAL), nos distritos de Moatize e Marara, ainda
não beneficiou, na totalidade, das compensações a que tem direito. O Governo,
não só simplesmente pouco faz, como, também,esquiva-se da lei sobre a matéria,
por si criadas, o que o coloca numa situação dubia relativamente às
companhias prevaricadoras, em prejuízo do povo.
As condições de habitação
proporcionadas às comunidades de Cateme, da Unidade 6 do bairro 25 de Setembro
e de Chirodzi são impróprias à dignidade humana, as terras com que as mesmas
comunidades foram compensados são pedregosas e inadequadas à prática de
agricultura, não foi desenvolvido qualquer sistema de regadio, a população
enfrenta, hoje, problemas sérios de acesso à água, transporte e fome aguda.Aliás, em Marara, parece que o
distrito inteiro está abraços com a fome e 12.750 famílias não têm comida.Segundo a Justiça Ambiental (JA), dos
dois hectares de terra a que tinham direito, as famílias reassentadas em Cateme
apenas receberam um, tendo cada família, recebido um valor monetário de 119 mil
meticais, em substituição do segundo hectare de terra – não obstante haverem
relatos de famílias que alegam não ter recebido esse valor.
“Segundo as comunidades afectadas, os
critérios que determinaram tal substituição e a fixação do aludido valor não
foram transparentes nem acordados com a comunidade, tratou-se de uma espécie de
imposição”.A JINDAL, que está a explorar uma das
maiores minas de carvão, a céu aberto, na localizada em Chirodzi, também ainda
não cumpriu o plano de reassentamento, tanto é que as centenas de famílias
afectadas estão a viver dentro da concessão mineira atribuída àquela empresa,
enquanto leva a cabo a sua actividade de exploração mineira num ambiente de
poluição, que periga a saúde e a vida das famílias afectadas, diz a JA, no seu
recente boletim.
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