do distrito de Boane até Salamanga e liga-se a linha Maputo-Goba e tem uma capacidade anual para suportar a circulação de cerca de 600 mil toneladas de carga.A ideia, segundo Cumbe, é reduzir o tempo de trânsito no trajecto Boane/Salamanga e vice-versa, passando das actuais 03:30 horas para 01:20 horas e aumentar a capacidade de tráfego da linha, saindo das 600 mil toneladas anuais para 3.400 mil nos próximos dois anos.Segundo a fonte, a reabilitação da linha vai ainda ampliar a capacidade de carga da linha das actuais 16,5 para 20 toneladas por eixo, os desvios de 30 para 60 vagões e a velocidade média dos comboios, dos actuais 17 quilómetros por hora para 50.Cumbe acrescentou que para além do transporte de matérias-primas e do cimento de Salamanga para Maputo e vice-versa, está-se a estudar a hipótese de introduzir uma carreira de transporte de passageiros, o que poderá servir para impulsionar o desenvolvimento da agricultura e outras actividades na região.Salamanga é uma das regiões do país com grandes reservas de calcário, principal matéria-prima para a produção de cimento, usado na construção civil.Com a instalação de mais um moinho na fábrica Cimentos de Moçambique, na zona industrial da Matola, que possui capacidade para produzir 600 mil toneladas de cimento por ano, há necessidade de ampliar o fornecimento da matéria-prima, sendo o comboio a principal alternativa para o transporte de grandes quantidades de calcário. Até ao momento, a Cimentos de Moçambique transporta calcário com base em camiões, o que é considerado bastante oneroso pelos gestores da companhia.Por outro lado, a fabrica ora em construção em Salamanga vai produzir cerca de 800 mil toneladas de cimento ‘Portland’ por ano.Trata-se de uma iniciativa que resulta de investimentos moçambicanos e chineses, avaliada em cerca de 72 milhões de dólares norte-americanos, dos quais, cerca de 58 milhões serão aplicados na construção e a parte remanescente na exploração de uma mina de calcário localizada na zona.domingo, setembro 18, 2011
03:30 para 01:20 horas
do distrito de Boane até Salamanga e liga-se a linha Maputo-Goba e tem uma capacidade anual para suportar a circulação de cerca de 600 mil toneladas de carga.A ideia, segundo Cumbe, é reduzir o tempo de trânsito no trajecto Boane/Salamanga e vice-versa, passando das actuais 03:30 horas para 01:20 horas e aumentar a capacidade de tráfego da linha, saindo das 600 mil toneladas anuais para 3.400 mil nos próximos dois anos.Segundo a fonte, a reabilitação da linha vai ainda ampliar a capacidade de carga da linha das actuais 16,5 para 20 toneladas por eixo, os desvios de 30 para 60 vagões e a velocidade média dos comboios, dos actuais 17 quilómetros por hora para 50.Cumbe acrescentou que para além do transporte de matérias-primas e do cimento de Salamanga para Maputo e vice-versa, está-se a estudar a hipótese de introduzir uma carreira de transporte de passageiros, o que poderá servir para impulsionar o desenvolvimento da agricultura e outras actividades na região.Salamanga é uma das regiões do país com grandes reservas de calcário, principal matéria-prima para a produção de cimento, usado na construção civil.Com a instalação de mais um moinho na fábrica Cimentos de Moçambique, na zona industrial da Matola, que possui capacidade para produzir 600 mil toneladas de cimento por ano, há necessidade de ampliar o fornecimento da matéria-prima, sendo o comboio a principal alternativa para o transporte de grandes quantidades de calcário. Até ao momento, a Cimentos de Moçambique transporta calcário com base em camiões, o que é considerado bastante oneroso pelos gestores da companhia.Por outro lado, a fabrica ora em construção em Salamanga vai produzir cerca de 800 mil toneladas de cimento ‘Portland’ por ano.Trata-se de uma iniciativa que resulta de investimentos moçambicanos e chineses, avaliada em cerca de 72 milhões de dólares norte-americanos, dos quais, cerca de 58 milhões serão aplicados na construção e a parte remanescente na exploração de uma mina de calcário localizada na zona.sábado, setembro 17, 2011
A Federação Moçambicana de Ténis (FMT) está a trabalhar no sentido de massificar a prática da modalidade a escala nacional, para que mais atletas dotadas de talento possam representar e ganhar competições que além dignificar o país vão também melhorar a classificação no 'ranking' internacional.Alberto Nhancale, seleccionador nacional, disse estar em curso a criação de um núcleo nacional, havendo actividades da modalidade nas cidades de Lichinga na província do Niassa, Pemba e Montepuez em Cabo Delgado, ambas no norte do país.Na cidade da Beira, província central de Sofala, estão também em curso esforços para a implantação do núcleo que vai, segundo Nhancale, desempenhar um papel fundamental na prospecção de talentos, que podem ajudar a diversificar as opções do país em alta competição.Em relação ao torneiro de ténis inserido nos X Jogos Africanos, em que os quatro atletas moçambicanos não foram capazes de conquistar uma única medalha, Nhancale disse estar satisfeito com o s
eu modesto desempenho.Os tenistas nacionais estavam, segundo a fonte, bem preparados do ponto de vista técnico, aspecto que os valeu algumas vitórias nas competições aos pares. Aliás, a capacidade técnica devia se traduzir em meldalhas, facto que não se verificou. 'Apesar de não terem conseguido uma única medalha, os nossos tenistas mostraram uma excelente capacidade técnica traduzida na passagem para a segunda volta', disse o seleccionador, enaltecendo também o facto de terem conseguido ir até a terceira, onde foram eliminados.A federação moçambicana da modalidade, em parceria com a Zona VI, está a tentar organizar mais 'opens' com vista a garantir uma maior rodagem e robustez dos atletas em momentos de competição, aspecto que não se assistiu durante os X Jogos Africanos.A fonte disse, por outro lado, que quatro atletas moçambicanos, dois para cada sexo, partem para as Maurícias, onde participarão em torneios de diversas categorias (+12) (+14), com vista a uma maior rodagem.Na modalidade de ténis, as medalhas de ouro, prata e bronze foram conquistadas pela Tunísia, Egipto a África do Sul respectivamente, em femininos, enquanto o Egipto, Madagáscar e Nigéria ficaram com as medalhas de ouro, prata e bronze em masculinos.
Quase ouro!
“não são todos os dias que se chega a uma final de uma competição como esta”.Mabjaia agradeceu, por outro lado, o público que acorreu aos campos onde decorriam as partidas, sublinhando que foi simplesmente “fantástico”.Ele prometeu mais trabalho para as selecções de basquetebol, tendo em vista aos futuros desafios.No final deste torneio, a Nigéria ficou com a medalha de Ouro, Moçambique com a de prata e a Angola quedou-se em terceiro lugar e, por consequência, a medalha de bronze.“Lançaram areia e água salgada na minha machamba"
tante dos CFM no processo de compensações, Rito Almirante, disse que a disparidade no pagamento dos valores deve-se ao facto de existir um grupo que perdeu apenas culturas de arroz, devido à invasão das águas salgadas, e outro que perdeu culturas e a própria terra. O último grupo tem direito a receber cinco mil meticais, enquanto o primeiro, que apenas ficou sem as culturas de arroz, tem como compensação 1.500 meticais. “Esta base de cálculo destes valores não está ser entendida pelas camponesas, havendo no grupo dos que têm direito a receber 1.500, alguns oportunistas”, afirmou Almirante, prometendo segunda-feira efectuar novos registos. O processo de levantamento indica que mais de mil camponesas ficaram lesadas pela repulsão das areias dragadas no mar. A empresa CFM calcula em 2.9 milhões de meticais o valor envolvido para as compensações.sexta-feira, setembro 16, 2011
Vem de longe o clamor dos artistas moçambicanos, sobretudo da esfera musical, por uma melhor protecção do produto do seu labor.Também é sobejamente sabido que muito pouco tem sido feito para assegurar uma efectiva protecção dos direitos de autor, reconhecidos por lei no nosso país.Prova desse facto é a proliferação de indústrias de produção e venda de discos contrafeitos nas nossas cidades. Um pouco por toda a parte, podem ser vistos jovens vendendo cópias de originais a valores irrisórios e sem contrapartida para os legítimos donos das obras discográficas. A indiferença das autoridades e a conivência dos cidadãos compradores faz desta prática nefasta um negócio chorudo que sustenta a muitos em detrimento dos verdadeiros produtores da arte, sobretudo musical. Alguns artistas, numa acção de desespero, optam por ser ao mesmo tempo produtores e vendedores, na vã tentativa de controlar a situação. Esse exercício, obviamente, rouba o tempo e a concentração que o artista necessita para se dedicar à criação de novas obras. Esta semana acompanhamos, com alguma satisfação, a investida que as cidades de Xai-Xai e Matola fizeram contra este mal que urge erradicar em todo o país. Numa acção combinada, diversas entidades estatais saíram à rua para recolher e destruir discos de áudio e vídeo contrafeitos. Nessas operações,
milhares cópias foram incineradas.Esta acção louvável, apenas peca por ser isolada porque a contrafacção ocorre um pouco por todo o país, com maior incidência nas cidades capitais das províncias.Operações como estas que tiveram lugar em Gaza e Maputo já as vimos, para gáudio de todos, serem realizadas no passado pela PRM e Polícia Municipal, sob direcção de entidades da Cultura, em cidades como Maputo e Beira.Infelizmente, como sempre, estas acções pecam por serem sazonais e ter como alvo preferencial os vendedores ambulantes que, quanto a nós, são apenas a ponta do iceberg.É sabido que por detrás dos vendedores ambulantes está sempre uma grande máquina de contrafacção discográfica sobre a qual não há nenhuma acção.Julgamos que enquanto a luta incidir apenas sobre os produtos contrafeitos, ignorando a fonte dos mesmos, não lograremos erradicar este mal.A outra face do roubo aos artistas musicais pode ser vista na radiodifusão moçambicana, onde as obras são objecto de comércio nos moldes “escolha e nós tocamos”, bastando para isso fazer uma chamada telefónica. Neste negócio ganham as rádios, ganham as empresas de telefonia móvel, mas não ganham os autores das músicas.Também há uma clara exploração barata dos artistas nalgumas estações de televisão, onde a custa da performance dos mesmos são asseguradas grandes audiências. Tais programas regra geral têm avultado patrocínio que fica totalmente na empresa. Ao artista cabe apenas a satisfação de ver a sua imagem passar na tela do televisor.Estes são alguns exemplos de como “valorizamos” aqueles que, como muitos, contribuem para a exteriorização do que somos, do que a
nsiamos como um povo.Sendo a arte uma forma que certas pessoas usam para se expressar, para revelar em suas obras, em suas produções artísticas e as suas descobertas sobre o mundo em que vivem, o que nós oferecemos como influência aos nossos artistas só pode favorecer o desenvolvimento de uma imagem negativa Às acções de repressão da pirataria, que já louvamos, devem se juntar outras que permitam desencorajar o interesse das pessoas pela contrafacção. A par da destruição do material apreendido devia-se associar a responsabilização criminal dos promotores da venda daquele material. Um mecanismo de controlo deve ser instituído para assegurar o devido pagamento ao artista sempre que seu produto seja usado em programas, com fins lucrativos, de rádio ou televisão.Uma correcta valorização dos artistas vai contribuir, de certeza, para que os mesmos invistam no seu trabalho e com isso melhore a qualidade do produto que oferecem à sociedade.Samora vai ter 9 de altura
ecto de requalificação da Praça da Independência, o que inclui algumas obras de beneficiação da Avenida Samora Machel, desde o local da nova estátua até ao Porto de Pesca.“Não é só uma questão de edificar a estátua. Trata-se de requalificação de toda uma praça. O que as pessoas vão ver faz parte de uma parceria público-privado. O projecto envolve a Coreia do Norte”, salientou. Está prevista igualmente a montagem de um sistema de iluminação à volta da estátua, com uma altura de nove metros e uma base com quatro metros, o que para Mucavele servirá de atracção para os turistas. Tendo em conta as características que nos foram descritas, a estátua de Samora será visível a partir do cruzamento das avenidas Samora Machel e 25 de Setembro, mesmo à noite.No esforço de trazer uma visão diferente à Praça da Independência, o município pretende construir um parque subterrâneo de estacionamento de viaturas cuja capacidade não revelou.Em relação a outros projectos, a fonte falou de reabilitação do Jardim Tunduru, o maior botânico do país, mas não quis adiantar as datas do arranque das obras, limitando-se a afirmar que já foi lançado um concurso público para o apuramento do empreiteiro que vai fazer o trabalho.“Ainda não existe uma previsão para o arranque da reabilitação do Tunduru, sendo que faz também parte de um outro projecto”, referiu. É de salientar que a estátua de Samora que está em frente ao Jardim Tunduru, em termos de altura, será menor em relação àquela que está sendo edificada na Praça da Independência, pois tem pouco mais de três metros. A nossa fonte disse ainda que aquele monumento não será removido.“Se fosse possível, teríamos, em todas as esquinas da nossa cidade, uma estátua de Samora Machel, com diversificadas alturas, mas não podemos. Por isso não pretendemos remover a antiga por causa desta que vamos inaugurar em Outubro”, disse Mucavele.
quinta-feira, setembro 15, 2011
Agentes proíbidos de reter as cartas de condução
O Código novo prevê ainda que aqueles que tenham licença (carta) de condução à menos de um ano, se tiverem um acidente ficam imediatamente sem carta.Aquele que se envolver em acidente de viação nos primeiros 365 dias após a obtenção da carta, vai imediatamente perder a licença de condução e será obrigado a retornar à escola para reciclagem, anunciou o director-geral do INAV.Com estas medidas, segundo disse Taibo Issufo, as autoridades rodoviárias moçambicanas pretendem reduzir o número de acidentes nas estradas promovendo uma condução segura e de protecção dos peões, estes classificados como as principais vítimas dos acidentes de viação que matam, em média, mais de 20 pessoas por semana, em todo o país.O director do INAV explicou ainda que as inovações introduzidas pelo novo código de estrada no país se inserem no cumprimento das regras de trânsito ao nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, SADC.O novo código estabelece ainda 120 quilómetros por hora como velocidade máxima nas estradas moçambicanas para as viaturas ligeiras e 100 para as viaturas de cargas e de passageiros, para além da retirada definitiva da carta ou detenção para os condutores que conduzirem sob efeito do álcool, no caso de reincidentes.
O novo código proíbe os agentes de trânsito de reter as cartas de condução em caso de excesso de velocidade, e manobras perigosas pela parte dos condutores. Esta medida vai ajudar muitos automobilistas, cujas cartas apreendidas pela Polícia chegavam
a desaparecer nos comandos da PRM.Taibo Issufo explicou ainda que no role do comprimento das regras de trânsito ao nível da SADC, o Governo moçambicano acaba de proibir a importação de viaturas para cargas comerciais com volante à esquerda. A medida está a ser deveras contestada pelos Transportadores de Carga. O presidente da FEMATRO (Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores), Rogério Manuel tem estado a liderar os protestos junto do governo. Ele alegou, em entrevista ao Canalmoz e ao Canal de Moçambique que a medida vai encarecer a aquisição de viaturas de carga, uma vez que o mercado norte-americano, que é o que proporciona camiões mais baratos em segunda mão, só fabrica camiões com volante à esquerda. (Raimundo Moiane)quarta-feira, setembro 14, 2011
Leite e do bom
ciais de Pecuária de Sofala, Félix Paulo, afiançou que todo o processo em relação à edificação da nova fábrica está num bom caminho, estando a decorrer os últimos passos atinentes à contratação do empreiteiro.A futura infra-estrutura, a segunda nesta parcela do país, vai produzir seis mil litros de leite por dia, uma capacidade triplicada em relação ao primeiro empreendimento que processa diariamente entre 1. 500 e 1. 800 litros.Félix Paulo afirmou que a ideia de erguer uma unidade fabril de processamento de leite, com maior capacidade na cidade da Beira, surge como necessidade de proporcionar aos produtores que neste momento dependem da fabriqueta pertencente a um criador, a qual processa entre 1. 500 e 1. 800 litros diariamente.“Foi nesta senda que o Governo de Moçambique em parceria com as autoridades sul-africanas criou condições para erguer uma nova fábrica de processamento de leite que vai em princípio ser construída na zona da Manga. O processo em relação a este propósito está já na fase avançada, estando neste momento a decorrer o traçado da área da fábrica e a procura do empreiteiro que irá construir a mesma” — disse Félix Paulo.O interlocutor revelou que tudo indica que até ao final do corrente ano a mesma estará instalada e as actividades poderão, segundo disse, arrancar já no próximo ano.Félix Paulo afirmou que a projecção de processamento de seis mil litros diários de leite irá significar aumento da capacidade de vacas leiteiras para corresponder as capacidades da fábrica.“Já é um dado adquirido, pois está tudo a decorrer como o planificado” — disse o chefe dos Serviços Pr
ovinciais de Pecuária de Sofala.Para dar vazão a nova fábrica em termos de matéria-prima, o nosso entrevistado afirmou estar em curso um programa de importação para a cidade da Beira de cabras leiteiras da vizinha África do Sul. Neste momento, de acordo com Félix Paulo, está a decorrer os últimos trâmites para o processo de transporte dos referidos animais para a província de Sofala.“Já na Beira, as cabras leiteiras passarão por um período de quarentena e depois disso serão distribuídas, primeiro, aos grandes criadores com capacidades de maneio sanitário e reprodutivo e os nascimentos resultantes serão redistribuídos aos criadores do sector familiar” — anotou a fonte, dando a conhecer que virão da vizinha África do Sul um total de noventa cabras.Na mesma entrevista, o chefe dos Serviços Provinciais de Pecuária afiançou existir em paralelo uma outra importação, desta feita de gado para o melhoramento genético, tendo já sido importados para esta parcela do país animais da raça brahman que estão a multiplicar-se no distrito de Nhamatanda. Os animais serão depois distribuídos ao sector familiar.24 jovens testam vacinas contra o SIDA
o Hospital Central de Maputo (HCM), irá avaliar a combinação das vacinas de ADN (usada como estimulo primário para desencadear uma resposta imune) e a MVA (a ser usada para fazer o reforço da resposta imune gerada pela vacinação de ADN).Segundo o governante, esta combinação da vacina, conhecida cientificamente como ADN-MVA, já foi testada em outros estudos realizados na Tanzania e na Suécia, com resultados encorajadores.“O estudo, a ser agora realizado em Moçambique, é denominado de ‘ensaio clínico fase I/II’ e visa avaliar a segurança e imunogenicidade da vacinação primária intradérmica com ADN e do reforço intramuscular com MVA em voluntários jovens e saudáveis em Moçambique”, disse o ministro.O governante explicou que este ensaio clínico visa avaliar se a vacina tem efeitos nocivos, ou se a mesma produz efectivamente uma resposta imune contra o HIV. “Trata-se, portanto, de uma fase inicial de pesquisa para contribuir para o desenvolvimento de uma vacina preventiva. Só em estudos subsequentes com estas vacinas é que se poderá aferir o grau de protecção da vacina contra o HIV”, disse.A realização desta pesquisa em Maputo é através de uma parceria designada por “TaMoVac”, que além de Moçambique também inclui a Tanzania, Alemanha, Estados Unidos da América (EUA), Inglaterra e Suécia. O programa de pesquisa da vacina contra HIV em Moçambique iniciou-se em 2008, contando com um financiamento de 1,9 milhões de dólares americanos financiados pela Parceria entre a Europa e os Países em Desenvolvimento para a realização de Ensaios Clínicos (EDCTP).De 2008 a esta parte, Moçambique já realizou uma série de actividades preparatórias, incluindo a formação de pessoal, aquisição e montagem do equipamento necessário para os exames a serem realizados, entre outras.Em Moçambique, este ensaio será conduzido por investigadores do INS e do HCM, entre os quais destacam-se os doutores Ilesh Jani e Nafissa Osman, de ambas as instituições, respectivamente.Tomando a palavra, Ilesh Jani disse que Moçambique possui capacidade, em termos de recursos humanos e equipamento, para realiza
r esta pesquisa.“Por outro lado, este tipo de trabalho contribui muito para a capacitação de quadros e nós temos capacidade técnica, equipamento e laboratório com tecnologia de última geração”, disse Jani, que é igualmente director do INS.Jani justificou a importância de se realizar este estudo em Moçambique pelo facto de haver diferença entre os vírus que circulam diversos locais, razão pela qual algumas vacinas desenvolvidas em determinados países podem não ser aplicáveis noutras regiões. Ilesh Jani explicou não haver riscos de saúde para os 24 jovens voluntários que irão participar nesses estudos. Estes jovens são HIV negativo e têm uma probabilidade muito baixa de contrair a infecção pelo HIV. Eles foram seleccionados das pessoas que costumam frequentar a clínica de jovens e adolescentes do HCM. “Nós vamos seguir os participantes de uma forma regular e rigorosa. Eles serão submetidos a uma série de exames”, explicou a fonte, acrescentando, por outro lado, que os produtos a serem administrados a estes jovens foram já testados noutros países, sem nenhum efeito secundário.terça-feira, setembro 13, 2011
Etanol da mandioca
m programa denominado “Facilidade integrada de agro – processamento de alimentos. Esmagamento de oleaginosas e produção de combustíveis para a cozinha”.Para garantir a produção do etanol, Cambezo é citado pela edição de hoje do jornal “Diário de Moçambique”, editado na cidade da Beira, Centro do país, a revelar que os promotores pedem a produção de grandes quantidades da mandioca não só em Dondo, mas também nos distritos circunvizinhos de Muanza e Nhamatanda.“Para nós é uma mais-valia termos este tipo de projecto, porque estimula os camponeses a aumentarem as suas áreas de cultivo”, disse Cambezo.No Dondo, a produção da mandioca é acentuada no bairro de Mafarinha e no Posto Administrativo de Savane, enquanto que em Muanza, a região de Galinha é a que se destaca no cultivo desta cultura.Cambezo anunciou ainda, para o próximo mês, a entrada em funcionamento, também no Município de Dondo, de uma nova fábrica de água mineral e bebidas secas, tendo adiantado que já foram feitas as experiências que mostraram resultados positivos.A fábrica esta localizada ao longo da Estrada Nacional número seis (EN6), próximo da fábrica Cimentos de Moçambique.Cambezo não precisou, igualmente, a capacidade instalada da fábrica nem os valores investidos, mas apontou que o empreendimento pertence a Balagi Group Africa Lda e Lifesave Água Pura. O Edil disse tratar-se de empreendimentos fomentados pela edilidade e por estrangeiros, que vão propiciando o crescimento económico e social daquela autarquia.Reconhecimento merecido
papel dinamizador por ela desempenhado desde a luta de libertação nacional até os dias que correm, nas diferentes áreas da vida social e económica do país.“Ao seres agraciada com o Título de Doutor Honoris Causa em Ciências da Educação fazes-nos recordar o teu papel na formação de quadros moçambicanos, numa altura em que no Moçambique colonizado esse direito era negado ao nosso Povo”, afirmou Guebuza, discursando na cerimónia de graduação da Janet Mondlane, esposa do malogrado Eduardo Mondlane, fundador e primeiro Presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e obreiro da unidade nacional.Guebuza recordou que quando Janet Mondlane visitou Moçambique, entre Novembro de 1960 a Fevereiro de 1961, reforçou a convicção de que a dominação estrangeira e a sua máquina de opressão não eram ficções. “Eram, isso sim, realidades do quotidiano do moçambicano, sendo a negação da formação e do progresso social exemplos evidentes”, afirmou o estadista moçambicano.Segundo Ele, isto explica porque Janet Mondlane, depois de regressar aos Estados Unidos da America, se empenhou na mobilização, juntamente com o marido, de recursos financeiros, junto de pessoas de bem, para constituir um fundo de bolsas que seria gerido em Moçambique por André-Daniel Clerc, aquele que, com Eduardo Mondlane, escreveu a obra “Chitlango, o filho do Chefe”.Guebuza recordou que desde 25 de Junho de 1962, ano da fundação da Frelimo, dava-se particular atenção à educação como uma componente fundamental para um envolvimento mais activo dos compatriotas na alteração das condições que lhes eram adversas, acção que, no entanto, continua a ser um dos princípios norteadores do actual governo. Para Guebuza, Janet Mondlane deu uma valiosa contribuição na superação destes desafios, participando na criação, em Kurasini, na Tanzânia, do emblemático Instituto Moçambicano. Esta instituição ocupava-se da formação de nível secundário de moçambicanos e de preparação de outros que seguiriam formação no ‘Kurasini International College’.Com a forte acção da Janet Mondlan
e, mesmo perante forcas adversas do colonialismo, os programas do Instituto, que dispunha de um internato, ganharam uma nova dinâmica e alargaram-se para o Centro Educacional de Bagamoyo e a áreas como a da saúde e dos serviços sociais. Na área da saúde destaque vai para a formação de pessoal, fundamental para a frente político-militar e para o tratamento da população nas Zonas Libertadas.Os programas do Instituto também abrangiam a área social, apoiando crianças, deficientes, mulheres e órfãos acolhidos no Centro Educacional de Tunduru, local onde se realizaram as maiores conferências sobre as políticas sociais que ainda hoje são prioridade do Governo, entre outros feitos.Guebuza disse que mesmo com a morte do marido, a 03 de Fevereiro 1969, Janet Mondlane não vacilou nem se deixou intimidar por aqueles que viam nas suas virtudes e entrega à causa do seu Povo uma ameaça ao projecto de destruir a coesão do movimento de libertação de Moçambique.“A Janet sabia que a FRELIMO era a sua família alargada e o Povo Moçambicano o seu Povo heróico”, declarou Guebuza. O Chefe do Estado moçambicano indicou que mesmo depois da independência nacional, em 1975, Janet Mondlane não baixou os braços. “Ela continuou a demonstrar o seu pendor para causas sociais nobres. Por isso, por todos os cantos deste nosso belo Moçambique, ela granjeia admiração e simpatia, sendo tratada carinhosamente por Mamã Janet’, frisou Armando Guebuza. Naquela ocasião, o Presidente Guebuza disse a Janet que “todos nós aguardamos, muito ansiosamente, pelas próximas edições das cartas do Presidente Mondlane que integram a colecção ‘Eco da tua voz’”. De acordo com Guebuza, “esta será mais uma oportunidade para conhecermos melhor esse grande Homem que ainda hoje nos inspira nas batalhas pelo bem-estar”.Janet Mondlane, de 77 anos de idade, é natural dos Estados Unidos da América, terra que ela abandonou para se juntar a causa moçambicana. Ela casou com Eduardo Mondlane em 1956.segunda-feira, setembro 12, 2011
Divisão na Frelimo é improvável
domingo, setembro 11, 2011
50 Kg de haxixe
Justino, que foi interceptado no bairro de Muhala Belenenses, algures na cidade de Nampula na posse de vinte e oito quilogramas de haxixe.O indiciado chefe da quadrilha, Omar Atumane, em declarações à Imprensa nas celas da 1ª Esquadra da PRM em Nampula, negou o seu envolvimento e procura jogar a culpa aos seus trabalhadores. “Se acontece deve ser pelos trabalhadores”, disse.Contudo, Inácio Dina não descora a hipótese de se tratar de uma rede maior com bases de actuação na costa marítima da província de Nampula, muito para além de apenas Angoche.A ilha para a qual é/era baldeada a droga faz parte do arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas, localizadas entre Pebane, na Zambézia, e Moma e Angoche, em Nampula, cuja proposta de declaração da área como sendo uma reserva marinha de carácter parcial tem encontrado dificuldades suscitadas pelo Ministério das Pescas, sem que para o efeito apresente uma justificação plausível, tendo em conta que os outros ministérios e a sociedade civil, pelos estudos desenvolvidos, deixaram claro que a área poderia servir para a conservação de espécies marinhas em perigo de extinção. (Aunício da Silva)Camiões apenas com volante à direita
O Governo moçambicano, através do Ministério dos Transportes e Comunicações, acaba de proibir a importação de camiões com volante à esquerda. A medida, de acordo com uma fonte do Ministério dos Transportes e Comunicações, faz parte do comprimento das regras de trânsito da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) bem como do plano de redução dos acidentes de viação no país. No entanto, a mesma já está a ser contestada pelos transportadores privados nacionais, principais utilizadores dos referidos meios no negócio de transporte de cargas ao nível interno e na região.Para o empresário do sector de transportes, presidente da Federação Moçambicana dos Transportadores (FEMATRO) e presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Rogério Manuel, esta medida vai acabar com o negócio de transporte rodoviário de cargas em Moçambique, uma vez que a maioria dos camiões usados pelos transportadores moçambicanos tem o volante à esquerda por serem mais acessíveis em termos de custos. São muitos deles im
portados dos Estados Unidos da América, em segunda mão.“Veja só um camião com volante do lado esquerdo custa nos Estados Unidos 25 a 35 mil dólares norte-americanos, contra 75 mil que é cobrado pela compra do mesmo veículo nos outros países”, explicou Rogério Manuel.“Na nossa opinião, o Governo moçambicano só tomou esta medida só para agradar o executivo sul-africano que tem vindo a exercer pressão no sentido de se acabar com o uso destes tipos de camiões na região, no sentido deles ganharem o monopólio dos transportes de carga na zona que neste momento está nas mãos dos moçambicanos. Por isso lançamos um apelo ao Governo moçambicano no sentido de rever esta medida, porque de contrário muitos transportadores de carga vão ficar completamente falidos”, sublinhou a nossa fonte. (Raimundo Moiane)Uma preta refrescante
lher, em geral, e da moçambicana, em particular. Tudo gira à volta de uma publicidade em painéis de rua, jornais e nos órgãos de comunicação de massas (principalmente as TV), sobre a cerveja “Laurentina preta”, uma das várias cervejas produzidas pela fábrica 2M. Uma representante daquela associação feminina disse, perante as câmaras de televisão, que tal publicidade é “uma vergonha nacional e internacional”, atendendo que é lançada numa altura em que Moçambique tem visitantes estrangeiros que participam nos Jogos Africanos. Ao mesmo tempo exigia que se retirasse tal publicidade, caso contrário uma marcha de protesto podia ser feita e mesmo um processo judicial poderia ser desencadeado. Como era óbvio, para fazer a notícia televisiva foi mostrada com destaque tal publicidade. Quer dizer, pessoas que vivem em zonas onde os jornais não chegam tiveram a oportunidade de ver no conforto das suas casas, nos locais de lazer, nos de trabalho, entre outros, tal publicidade. Mesmo nunca tinha prestado atenção a esta publicidade, tendo sido chamado a ver em hora nobre, a dos telejornais, em que a publicidade é paga a preço de ouro. No noticiário foi dito que a direcção da cervejeira decidiu mesmo pela retirada daquela publicidade. Terá o Fórum Mulher atingido o seu objectivo? Não. E explico: quantas pessoas que não tinham visto esta publicidade tiveram ocasião de a ver pela TV? A resposta é lógica: muitas. Quem ganhou com isso? A cervejeira que viu o seu produto (a cerveja preta) e a própria publicidade a serem levados ao debate a nível nacional. Este é o preço de fazer as coisas sob emoção. Se o Fórum Mulher tivesse pesado o resultado final da sua iniciativa, não teria optado por fazer o que fez, nomeadamente convocar uma conferência de imprensa que teve um efeito contraproducente. Bastava para isso ter se feito assessorar por pessoas conhecedoras de “marketing” publicitário. Para mim, publicidade é arte. Para fundamentar basta observar, por exemplo, os quadros do recentemente falecido Malangatana, o ícone da arte moçambicana, para ver neles homens, mulheres e crianças completamente nuas. Nem por isso os quadros do mestre deixavam de ser comprados a preço de ouro e admirados em todo o mundo. Já agora, porque aquele fórum feminino preferiu falar apenas da publicidade da “Laurentina Preta” e ignorar a publicidade da “Tentação”, a tal aguardente barata que transforma adolescentes em velhos, sem nunca terem passado da fase adulta? Não entendi esta ideia de pôr o país inteiro a debater este assunto, alegadamente porque “choca” com os valores das mulheres moçambicanas, como se isso fosse de interesse nacional. Muitos problemas afectam esta camada social, que é a maioria da população moçambicana.O problema principal da mulher moçambicana é a pobreza, que por seu turno é origem de muitos outros, como a prostituição, analfabetismo, casamentos prematuros, falta de planeamento familiar, violência doméstica, aborto clandestino, HIV/Sida, entre muitos outros. Para debater estes problemas e encontrar possíveis soluções é que devem servir organizações feministas no nosso país.Ocorre-me também perguntar aqui e agora: e as novelas que todos os dias passam nas n
ossas televisões não dizem nada às nossas intelectuais que fazem parte das direcções dessas organizações feministas? Podia se dizer que é aí que existe de facto alienação cultural, e por vezes com sexo ou palavreado pornográfico explicito, tudo isso visto até por crianças. Só que sobre este assunto preferem silêncio total, se calhar porque gostam das novelas.Já repararam, minhas irmãs, como se vestem hoje em dia muitas mulheres moçambicanas? Calças de cinta baixa que deixam ver o que os velhos na minha língua materna chamam de “massinguita” (uma palavra que não consigo traduzir, mas acho que entende). Devia ou não se proibir a venda deste tipo de roupa? Eis mais um motivo de debate... Já agora: já imaginou também a Fórum Mulher que outro efeito terá essa publicidade mesmo que tenha sido retirada? Não nos esqueçamos que estamos num mundo globalizado e a Internet é o meio tecnológico que chega a todo o lado.Como diz o povo, o proibido é apetecível. Sem ter pago nada, de facto a cervejeira nacional vai facturar a valer, tudo à custa da ingenuidade intelectual de quem provocou toda esta celeuma. Sem esforço nenhum, de facto, a cervejeira nacional, com a sua “preta” atingiu os pícaros da fama.Na foto de baixo cabe aos portugueses "puxarem" o que consomem...
Jornalista agredido por causa de um "GT"
ante provincial da PRM. Este, que é membro da Polícia de Protecção, agrediu o motorista da Direcção Provincial dos Recursos Minerais e Energia, Saide Aubi.Ambos foram espancados cerca das 21 horas da quinta-feira da semana passada, quando integravam a delegação do governador David Malizane, na sua visita ao distrito de Mavago.O correspondente do “Diário de Moçambique” refere que tudo começou com um pedido de cigarro, ao que Rachide terá dito que somente tinha um maço da marca ASPIN, facto que aparentemente desagradou o motorista e simultaneamente agente da Polícia de Protecção. “Esta marca de cigarro não fumo, peço um GT” — terá afirmado o motorista e polícia Issufo, segundo Duamassane Rachide, antes de apertar o seu pescoço, dar-lhe três golpes na cabeça com auxílio de uma parede e uma cabeçada.A vítima dirigiu-se a um estabelecimento sanitário de Mavago, onde lhe foi diagnosticado “traumatismo na região frontal da cabeça”.O motorista dos Recursos Minerais apanhou pontapés justamente no momento em que pretendia evitar que o motorista e agente da PRM continuasse a agredir o correspondente do “Diário de Moçambique”.Luís Dionísio, jornalista da Rádio Moçambique no Niassa, deslocou-se na manhã do dia seguinte, sexta-feira da semana passada, ao Comando Distrital da Polícia de Mavago, para se inteirar do sucedido.Dionísio não recebeu nenhuma explicação, tanto mais que os agentes de se
rviço não fizeram o registo da ocorrência envolvendo o seu colega e motorista do comandante provincial, apesar de terem sido eles que passaram uma guia para que a vítima se fosse apresentar na Saúde e receber tratamentos.O caso foi posto ao governador do Niassa, David Malizane, durante a conferência de imprensa que marcou o fim da sua visita ao distrito de Mavago, quando a comitiva já tinha percorrido cerca de 240 quilómetros de ida e volta à localidade de Milepa, na fronteira com a Tanzania.Foi em Milepa que o correspondente do “DM” teve a ocasião de apresentar a David Malizane o diagnóstico passado pelos serviços da Saúde. O governante encarregou o comandante provincial da Polícia do Niassa para apurar as causas.Junto do comandante, mais alguns membros do seu executivo e as delegadas do ICS e Rádio Moçambique, assim como os agredidos tentou-se pedir explicações sobre o assunto, mas houve que dissesse que não deveria ser reportado através da imprensa.Duamassane Rachide abandonou o local onde se encontrava o comandante provincial e outros jornalistas, como sinal de protesto contra esse procedimento.Ele refere que testemunhas oculares afirmaram que Issufo, o tal motorista e agente da Polícia, não só estava fardado como apresentava indícios de consumo de álcool e terá ameaçado pessoas nas proximidades com cinto.O caso já foi comunicado tanto às representações do Sindicato Nacional de Jornalistas como ao do MISA Moçambique. Está previsto um encontro entre Duamassane Rachide e o comandante provincial da PRM para se dar prosseguimento e esclarecimentos dos factos."Tugas" buscam oxigénio
Maputo:um dos mais belos edifícios do COI
Duas torres de 15 andares cada vão constituir a nova sede do Comité Olímpico de Moçambique (COM), num projecto que incorpora uma área comercial tento em vista a sustentabilidade daquele organismo.Dos 15 andares, três serão direccionados para o funcionamento de serviços comerciais, para que o Comité Olímpico gere recursos a aplicar nas despesas do seu funcionamento e preparação de atletas.Marcelino Macome, presidente do COM, explicou que o processo para a construção da nova sede do COM dura há mais de 10 anos, tendo sempre como horizonte construir uma sede sustentável.“Tivemos sempre em conta que não basta construir a sede para instalar serviços, era preciso garantir a sustentabilidade do próprio Comité Olímpico e julgamos que conseguimos assegurar isso através do acordo assumido com o empreiteiro”, indicou.A colocação do primeiro tijolo da obra foi partilhada pelo Presidente do Comité Olímpico Internacional e o Primeiro-Ministro mocambicano, nomeadamente Jacques Rougge e Aires Aly.Jacques Rougge não escondeu a sua satisfação, afirmando que “esta será uma das casas mais belas de 200 edifícios dos Comités Olímpicos Nacionais, oferecendo um espaço superior ao da própria Sede do Comité Olímpico Internacional, em Lausane, Suiça”.Acrescentou que teve a impressão de que as bases para o desporto em Moçambique estão lançadas “porque a população é jovem, os lideres desportivos são bons e o Governo dâ todo o seu apoio”.
sábado, setembro 10, 2011
Arranha-céus de Maputo encravado
O projecto de construção do prédio mais alto de Moçambique, na zona baixa da cidade de Maputo, está encravado. Em causa está o cepticismo das instituições financeiras em libertar fundos para um projecto de viabilidade duvidosa. No entanto, Archer da Cunha, director do projecto, recusa em falar em fracasso. Diz que são constrangimentos próprios para um empreendimento daquela envergadura. Garante que num futuro próximo as obras vão arrancar. O edifício foi concebido para 47 andares, numa área de cerca 90.000 m2. O prazo inicialmente programado para a construção do edifício era de 36 meses.No meio de muita pompa e perante altas individualidades da nação e do município de Maputo, a direcção executiva da Green Point Group, firma de capitais israelitas e moçambicanos, anunciou em Agosto de 2010, a construção de um arranha céus na zona baixa da capital moçambicana.O ponto mais alto da popularização deste projecto foi o lançamento da primeira. A cerimónia foi encabeçada por Paulo Zucula, ministro dos Transportes e Comunicações e contou também com a presença do presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango. Denominado “
Maputo Business Tower”, os mentores da iniciativa disseram no acto do lançamento que o edifício constituiria mais um símbolo de desenvolvimento nacional e que seria um ponto de convergência para os homens de negócio, turistas e cidadão comum. Por seu turno, Paulo Zucula afirmou que o prédio mostrava que o país está no caminho certo e simbolizava o desenvolvimento de infra-estruturas que está a ter lugar em Moçambique enquanto que David Simango disse que o “ Maputo Business Tower” seria mais uma oportunidade para que os visitantes da cidade possam beneficiar de diversificados serviços que aqui serão disponibilizados. Porém, um ano depois do lançamento da primeira pedra nada de concreto é visível. O capim tomou conta do local onde devia nascer o prédio mais alto do país.O que se vê dia após dia é a desmontagem do pouco equipamento que o empreiteiro já tinha começado a mobilizar. A própria vedação do local onde seria erguido o empreendimento também está a desaparecer. O edifício é fruto de uma parceria firmada em Abril de 2009 entre Green Point Group e a empresa pública Correios de Moçambique. Os dois detêm 50% do “Maputo Business Tower”. O edifício será construído num local vago entre o edifício central dos Correios de Moçambique e a Biblioteca Nacional, na Avenida 25 de Set
embro. Terá cinco andares para parque de estacionamento, 32 para escritórios e os restantes serão preenchidos por shoppings. No topo do prédio haverá um heliporto. Na altura do lançamento a Green Point disse que contava com fundos próprios e outra parte viria de empréstimos bancários já acordados.Sabe-se que a maior parte do bolo viria do financiamento bancário visto que, o sector imobiliário tem sido uma das áreas onde a banca deposita o seu capital devido aos altos níveis de rentabilidade. Contudo, quando tudo indicava que o projecto tinha “pés para andar” eis que as instituições financeiras recuaram. Acontece quealguns bancos e outros investidores recuaram quando se aperceberam que nenhuma figura relevante da nomenklatura estava ligado ao projecto.Archer da Cunha, director executivo da Green Point Group, negou que o seu projecto esteja a fracassar. Porém, reconheceu que o mesmo está bastante atrasado devido à dificuldade de financiamento.Aponta a crise económica que abalou o mundo e que indirectamente terá afectado o sistema financeiro moçambicano.“Quando idealizámos o projecto contávamos com o financiamento bancário. Aliás, um empreendimento deste nível dificilmente pode avançar sem parcerias bancárias, são mais de 100 milhões de dólares norte-americanos em jogo”, disse Archer da Cunha para depois referir que contra todas as expectativas os bancos tiveram dificuldades de libertar os fundos.Sublinhou que quando lançou a primeira pedra a intenção era de mostrar
aos principais parceiros que a iniciativa era sólida. Entende Archer que ainda reina o domínio de espírito de pessimismo no seio de muitas correntes do meio financeiro moçambicano.“Veja que quando lançámos a primeira pedra fomos interpelados por pessoas provenientes das esferas políticas, económica incluindo algumas instituições financeiras a quererem saber quem eram os verdadeiros mentores do projecto. Respondémos que é um grupo de pessoas com uma visão futurista sem suporte de nenhuma influência política partidária”, disse acrescentando: “sempre que nos referíssemos sobre quem eram aos sócios do projecto, o cepticismo predominou, até das instituições financeiras”.Mesmo com estas objecções, Archer da Costa promete que o projecto vai arrancar num futuro muito breve.Nesta primeira fase as obras serão totalmente financiadas pelos mentores do projecto. O predio mais alto data da decada de setenta e tem 33 andares.No bastidor dos nossos hospitais
As pessoas que normalmente recorrem aos centros hospitalares para atendimento médico, divergem quanto à qualidade dos serviços prestados nas áreas administrativas de Maputo e Matola. A diferença reside, fundamente, no que toca ao relacionamento com o pessoal auxiliar, por não serem “simpáticos” na forma como abordam os doentes e/ou seus acompanhantes. No bairro da Matola, falámos com três utentes, que foram unânimes nas acusações contra o pessoal auxiliar que, dizem, acabam assumindo todo o protagonismo num estabelecimento hospitalar. A razão é simples. São eles que fazem a ponte entre o doente e o médico. Daí que lhe cabe o direito (?) de escolher quem avança ou deixa de avançar para o gabinete de atendimento. No hospital situado na Matola, as pessoas com quem falámos acrescentam que outros funcionários de apoio têm, igualmente, “peso” na entidade. Eles garantem que tudo esteja em ordem e, mais do que isso, tratam de deixar tudo em ordem. Por isso, diz-nos um dos interlocutores, “eles se acham no direito de proferirem insultos às pessoas”. Esta situação acontece, em muitos casos, porque os utentes não conhecem as normas que regem um centro hospitalar. “Muitos consideram que, o facto de alguém estar a trabalhar num hospital lhe assiste o direito de andar a insultar ou a não ter de prestar contas aos doentes e seus acompanhantes”, desabafa Auxílio Zandamela.Este cenário é contrariado no gabinete médico. Regra geral, de acordo com as várias pessoas com quem conversámos, os médicos são mais simpáticos “e parecem dominar a área em que estão metidos”, procurando dominar ao pormenor eventuais sintomas num paciente. Para Álvaro João, os médicos não têm, sequer, tempo suficiente para estar com um doente, muitas vezes porque pressionados “pela presença, lá fora, de muita gente à espera de ser atendida”. Álvaro João afirma que a qualidade no atendimento é boa do ponto de vista médico, mas deixando muito a desejar quando a questão envolve o pessoal auxiliar. “São pessoas de quem duvido da sua formação profissional ou complementar, a avaliar pelo comportamento que têm demonstrado” tanto no hospital da Matola, como noutros onde Álvaro João tem frequentado. Já no Hospital José Macamo, quatro utentes dão nota negativa ao pessoal de apoio, mas também aos médicos e enfermeiros estagiários. Mário de Deus: “tanto faz. Às vezes são os funcionários de apoio que se comportam mal com os doentes e seus acompanhantes, enquanto noutras situações estes são mais simpáticos e os médicos cínicos”, sobretudo para os estagiários. Para ser preciso, Cacilda Banze acrescenta: “os médicos e enfermeiros estagiários costumam se enervar quando se fazem perguntas cujas respostas não conhecem. Eles se irritam quanto estão diante de um paciente que, por ter passado de vários médicos, começa a fazer observações pontuais”. Seja como fôr, de acordo com Cacilda João, há um enorme esforço no sentido de todo o pessoal que se encontra num determinado hospital, mudar de postura para melhor. No Hospital Central de Maputo a situação é mais delicada, uma vez que C. J. Fonseca, acompanhante, denuncia certos comportamentos que têm acontecido durante a noite nas salas de enternamento. “Já assistí uma enfermeira que se apresentou em estado de embriaguez” e os utentes mais antigos a confirmar tratar-se de um acto normal. C. J. Fonseca denuncia ainda a má prestação de serviço à noite, nas enfermarias. “Fazem-se negociatas, porque a funcionária trouxe de casa roupinhas para criançase as apresenta às mães ou acompanhantes destas”, anota C. J. Fonseca, a mesma que afirma nunca ter comprador tais roupinhas, apesar de já ter desconfiado represáliapor causa dessa atitude. Para finalizar: “dependendo do estado de espírito que nesse momento estiver o funcionário, tanto podemos gozar de um excelente atendimento, como do pior”. Margarida Tembe acha, por seu turno, que numa sociedade repleta de problemas derivados do elevado custo de vida, “é compreensível que os funcionários hospitalares também estejam afectados por isso”, uma vez que não estão isentos de dificuldades do dia-a-dia. Mas, acrescenta, porque “são pessoas que elegeram uma profissão delicada como a da medicina, precisam ser indivíduos especiais quando atendem os doentes e seus acompanhantes”, sublinha Margarida Tembe. Num outro desenvolvimento, Margarida Tembe afirma, todavia, existirem funcionários dotados de muita paciência no trato dos utentes, e reconhece que “também existem utentes que têm o hábito das provocações,acabando por complicar toda a prestação dos funcionários”. Na Clínica Especial do Hospital Central de Maputo, as duas pessoas com quem falámos dizem-se contentes pela prestação que têm estado a receber, e justificam isso com o facto de estarem a “pagar muito caro”. Não “Pagámos muito dinheiro para depois sermos mal atendidos…”, destaca um deles.( A.Cuna)