terça-feira, novembro 05, 2013

Análise fria (4)

Para mim Guebuza merece o título de “Construtor de Moçambique”. Se considerarmos o desenvolvimento como consequência de crescimento e as infra-estruturas como suporte desse desenvolvimento, diríamos que Guebuza teve uma visão de longo prazo e preparou os alicerces para o desenvolvimento efectivo do país. A SADC define hoje as infra-estruturas como cruciais para o desenvolvimento da região, coisa que o Presidente já tinha definido em 2004, ou seja, há quase dez anos. É verdade que durante os primeiros anos do seu primeiro mandato limitou-se a inaugurar as grandes infra-estruturas deixadas pelo seu antecessor, como são os casos das pontes sobre o Rios Limpopo (Guijá), Rovuma, a própria ponte Armando Guebuza e a reversão da HCB para Moçambique (a que ele apelidou de segunda independência, dado o seu significado histórico), entre outros.
Mas cedo Guebuza iniciou uma grande epopeia na edificação de infra-estruturas económicas e sociais de grande impacto, tais como a segunda ponte sobre o Rio Zambeze em Tete, o Aeroporto de Nacala, a ampliação e modernização do Aeroporto Internacional de Mavalane, o Estádio Nacional do Zimpeto, a circular de Maputo e a contestada ponte Maputo-Ka Tembe, a estrada Guijá-Chicualacuala, o Hospital
Provincial de Maputo, o Hospital Central de Quelimane, a linha férrea Tete-Nacala, entre várias outras. Incluem-se também os sistemas de abastecimento de água e de drenagem nas cidades de Maputo, Beira, Nacala, Nampula e Quelimane, as escolas e unidades sanitárias de nível primário que cresceram exponencialmente, aumentando as coberturas aos moçambicanos.
Grande parte dos distritos do país estão ligados à rede nacional de energia eléctrica (embora com a qualidade que deixa muito a desejar) e há que destacar o papel do FUNAE (Fundo Nacional de Energia) na electrificação rural. Pela primeira vez na história, regiões como Changanine e Murrure passaram a ter energia eléctrica a partir de painéis solares.
Não há dúvidas que neste aspecto o Presidente deixou um legado histórico. Claro que ainda há muito por fazer e, por vezes, os executores não cumpriram todas as normas impostas pelos financiadores, como são os casos dos projectos financiados pelo Millennium Challenge Corporation. Surgiu também a questão da qualidade das obras, onde desponta a Vila Olímpica, mas as culpas não podem recair sobre a figura do Presidente, que não é ele quem fiscaliza a execução das obras.

segunda-feira, novembro 04, 2013

ÚLTIMA HORA! ÚLTIMA HORA! ÙLTIMA HORA!!!!!


O PRESIDENTE DA REPUBLICA, ARMANDO GUEBUZA ESTA DISPOSTO A ENCONTRAR-SE DIA 8 DE NOVEMBRO COM O PRESIDENTE DA RENAMO.AFONSO DHLAKAMA.

ACTUALIZAÇÃO ( 5/11/13) 

Segundo um comunicado de imprensa da Presidência da República, o convite enquadra-se nos “esforços contínuos” do governo, visando a preservação da paz.“Sua Excelência Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique, reiterando o seu permanente engajamento e disponibilidade para o diálogo e no estrito respeito aos supremos anseios do povo moçambicano, convida o dirigente da Renamo, Senhor Afonso Macacho Dlhakama, a deslocar-se no dia 08 de Novembro de 2013 a Maputo para um encontro, para auscultação das preocupações que apoquentam a Renamo”, indica o comunicado.A realização dum frente-a-frente entre o Presidente da República e o Presidente da Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, é visto como a única via para se ultrapassar a actual tensão que se deteriorou em Abril último com início de ataques, por homens armados da Renamo, as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e civis, que já provocaram dezenas de vítimas.Há meses, as duas partes anunciaram a sua disponibilidade de se encontrar para dialogar sobre a situação política do país, mas as condições impostas dificultaram a materialização do mesmo. A Renamo defendia que o encontro poderia acontecer em qualquer parte do país, desde que o governo retirasse as forças na altura posicionadas em Gorongosa, província de Sofala, a cerca de 30 quilómetros de Satunjira, local onde se encontrava a viver o líder da Renamo, antes de ser desalojado pelas FDS no dia 21 de Outubro. Caso contrário, a Renamo dizia que o Presidente da República deveria se deslocar a Satunjira ou para a vila da Gorongosa. Contudo, agora as condições devem ter mudado, já que o seu líder encontra-se em parte incerta desde que foi desalojado de Satunjira. Além disso, a Renamo considera que Dhlakama está a ser vitima de perseguição e procura protecção diplomática.Por seu turno, o governo defende que o encontro deve acontecer em Maputo, que é a capital do país. Por outro lado, o governo recusou a exigência da Renamo, justificando que as FDS têm a missão de garantir segurança em qualquer parte do país e a todos os cidadãos.O comunicado da Presidência da República, que é assinado pelo Conselheiro e porta-voz do Presidente da República, Edson Macuácuá, indica que “para a materialização do encontro, o Governo está disponível a utilizar os habituais canais apropriados”.

ACTUALIZAÇÃO (2)
Temos informação não confirmada que forças governamentais estão atacar, desde o fim da manhã, um posição alegadamente da Renamo na zona de Murreremba no distrito de Murrumbala na Província de Zambézia.Temos indicação que está a ser usada artilharia pesada (morteiros, 80, RPG 7).As forças governamentais suspeitam que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, esteja naquele local. (@VERDADE)


Atacantes falavam língua estranha

Confrontos entre militares e supostos  elementos armados da Renamo em Mutivaze e Navevene, na província de Nampula,  norte de Moçambique, provocaram pelo menos dois mortos e a fuga de populações  para as matas para se protegerem. Esta manhã, em Mutivaze, os poucos populares ali presentes disseram  que voltaram para as suas casas para arranjar comida e água e procurar  crianças desaparecidas. "Eu vim aqui para ver se encontro um dos meus filhos que desapareceu  quando fugíamos aos disparos", disse à Lusa Amisse Taíde, residente em Mutivaze. Ali, um camião vindo do distrito de Ribaué foi assaltado e, depois de saqueados os produtos que transportava, foi incendiado por pessoas até agora não identificadas, estando o ato a ser imputado pelas autoridades a supostos elementos armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo). Em consequência do assalto ao camião e de outros ataques, foram mortos dois civis e há um número ainda não determinado de feridos, segundo os habitantes da região. A população afirma que as pessoas que dispararam na região na quarta-feira falavam uma língua estranha.  "Nós ouvimos as pessoas a falarem, mas não entendemos o que estavam  a dizer porque falam uma língua estranha", disse Joana Afonso.  Todavia, a população abandonou as suas residências e muitas pessoas  são dadas como desaparecidas.  Elementos da Força de Intervenção Rápida e das Forças Armadas de Defesa  de Moçambique já se mobilizaram para o local e a situação mantinha-se ainda  calma.  Funcionários públicos afetos a serviços, como saúde e educação, também abandonaram os seus postos e muitos deles encontram-se refugiados na cidade  de Nampula

Análise fria (3)

Não há dúvidas de que o país está a crescer a olhos vistos, com o PIB nominal quase a duplicar nos últimos dez anos. O Orçamento do Estado cresce a cada ano que passa e o défice orçamental vai diminuindo gradualmente, fruto de uma maior capacidade de colecta de receitas fiscais e não só. Essa capacidade é resultado do crescimento económico.Muitos académicos, sendo Carlos Nuno Castelo Branco o expoente máximo, referem que o país poderia estar a ganhar muito mais em receitas fiscais caso o Estado tributasse na medida certa os megaprojectos. A Action Aid Moçambique juntou-se ao movimento, através de um estudo publicado que revela, de forma sucinta, as perdas do Estado devido às políticas de isenções fiscais aos megaprojectos.O Presidente da República tem se desdobrado em sossegar os moçambicanos que só em 2018 é que o país vai começar a usufruir dos resultados de exploração das suas riquezas, mas a ansiedade é tanta que ninguém quer esperar. O INE publicou os resultados do IOF (Inquérito aos Orçamentos Familiares) que foram bastante incómodos para o próprio executivo, ao revelar que a pobreza havia aumentado nos últimos anos.Várias são as razões de tal facto, sendo a (má) distribuição da riqueza uma delas. Mas existes outros factores não menos importantes: os níveis de desemprego ainda são muito altos; os salários pagos aos moçambicanos assalariados são baixos e ainda não garantem boa qualidade de vida; Moçambique tem uma das mais altas taxas de natalidade do mundo (só nos últimos 16 anos nasceram cerca de 7 milhões de moçambicanos, todos eles ainda sem capacidade para o trabalho).O PNUD provocou a ira do executivo moçambicano quando publicou o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no ano transacto, colocando o país nas últimas três posições do ranking mundial. Ouviram-se questionamentos sobre os critérios utilizados por aquela agência das Nações Unidas, tendo Luísa Diogo respondido, quase desabafando, que todos devemos respeitar as instituições internacionais e sérias, como o PNUD e o INE, respectivamente, ao invés de nos incomodarmos com os resutados dos seus estudos.Os efeitos mais elucidativos do sofrimento e descontentamento popular deram-se nas cidades de Maputo e Matola, naquilo que o sociólogo Carlos Serra apelidou de “sismos sociais” em Setembro de 2010 e Fevereiro de 2011, bem como em Catame (Tete), Palma (Cabo Delgado) e partes do Município da Matola. Existem também os dossiers “madjermans” e “desmobilizados de guerra”, cujos desfechos se desconhecem, mas contribuem para o descontentamento de determinados grupos sociais que constituem a população moçambicana.

Luta pelo poder autarquico

O Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Abdul Carimo, apelou aos partidos políticos, candidatos e mesmo grupos de eleitores proponentes a transformarem a campanha eleitoral em momento de festa e não de rivalidade política entre os diversos adversários.Carimo, que falava hoje em Maputo na exortação por ocasião da campanha eleitoral que inicia terça-feira em todas as 53 autarquias, pediu uma maior consciencialização dos adversarios políticos e afirmou que a campanha constitui um momento de alegria.“Na campanha devemos transmitir a esperança aos munícipes e não enveredar pelo caminho da violência durante as campanhas eleitorais, porque isso pode os inibir de ir votar na própria data”, disse o presidente, acrescentando que tudo o que se deve fazer é encorajar o munícipe a votar e para o efeito a campanha deve decorrer num clima pacífico e tranquilo.Na campanha eleitoral, segundo Carimo, os adversarios políticos devem procurar transmitir ao munícipe uma mensagem de esperança e mudança da qualidade de vida e que os municípios estarão datados de condições ainda melhores. O presidente da CNE disse estarem criadas todas as condições para que até ao 15 do mês em curso os materiais de votação estejam em todas as 53 autarquias, para que os eleitores possam exercer o seu direito de votar e ser votado no dia 20 de Novembro. O presidente lançou igualmente um apelo aos partidos políticos e seus candidatos no sentido de obedecerem estritamente o espirito e a letra do plasmado na lei, evitando linguagem que incita a violência, o uso de jovens e crianças para impedir as campanhas dos seus adversários, as situações de violência física, uso de bens do Estado ou dos municípios. 
“O meu receio é que estas campanhas eleitorais voltem a ser marcadas por acontecimentos iguais aos das campanhas anteriores”, disse Carimo.
Questionado sobre até que ponto a tensão político-militar na zona centro do país pode afectar a realização das eleições autárquicas, Carimo minimizou os acontecimentos em curso e afirmou haver condições para a execução do processo em todos os municípios e a expectativa da CNE é que a situação retorne, o mais depressa possível, a normalidade. Carimo disse não haver, até ao momento, razões para dar um tratamento diferenciado aos municípios como Gorongosa a não ser que haja uma ameaça real que seja detectada no momento. Apenas nessa situação é que são tomadas medidas excepcionais. A fonte disse, a título ilustrativo, que ao abrigo da lei eleitoral, quem determina a existência ou não de eleições num determinado município são as Comissões Distrais de Eleições (CDE) que, dois dias antes da votação, avaliam as condições de segurança, climatéricas e uma diversidade de aspectos que podem inviabilizar a realização do processo.“Se disserem que sim, as eleições avançam, mas se disserem não à eleição naquele dia, por deliberação da comissão distrital, ela é adiada e a remarcação fica para a Comissão Nacional de Eleições (CNE)”, disse a fonte.O presidente disse, por outro lado, não haver ainda razões para recear que as pessoas não poderão votar de forma livre e justa e transparente, porque até agora as condições estão lá e se não houver ameaças nos dias que antecedem a votação ela (eleição) vai decorrer.A lei, segundo Carimo, estipula que so se a CDE avaliar a falta de condições à realização de eleições naquele local específico, por via duma deliberação, e' que devem ser adiadas.“A mesma lei estabelece que no domingo seguinte as eleições devem acontecer. Mas isso será matéria de análise por parte da CNE que deverá estabelecer uma nova data posterior e julgada mais adequada”, explicou Carimo.

Análise fria (2)

Neste capítulo, Guebuza teve o mérito de ter erguido várias infra-estruturas que contribuíram para a moralização das instituições, podendo se destacar-se: os edifícios da Procuradoria Geral da República, dos Ministérios do Trabalho, da Juventude e Desportos, da Função Pública, do Turismo, entre outros. Nas províncias e distritos foram erguidas infra-estruturas para o funcionamento das Secretarias Provinciais e Distritais, Direcções Provinciais, Palácios de Justiça, residências oficiais dos Administradores e de outros dirigentes. Nos últimos anos, temos visto as instituições, sobretudo os governos distritais, a desfilarem frotas de viaturas topo de gama, tudo isso visando dar suporte à governação e governabilidade do país. Vários outros desafios ainda se colocam, mas neste aspecto Guebuza teve mérito, porque criou alicerces para a condignidade da Administração Pública. Guebuza criou, igualmente, instituições novas, com destaque para o Ministério da Função Pública e a Autoridade Tributária. A última foi uma decisão acertadíssima, enquanto a primeira deixa muito a desejar. A Autoridade Tributária é uma das instituições mais eficientes que o país já teve, com um sistema de gestão que inspira a qualquer um e cujos resultados se reflectem na crescente capacidade do Estado em gerar receitas e reduzir o défice orçamental. O mesmo não se pode dizer do Ministério da Função Pública que não consegue gerir menos de meio milhão de servidores públicos, que ainda se debatem com o crónico problema de falta de promoções e progressões, sem contar que não conseguiu uniformizar a política salarial dentro do Aparelho do Estado, o que cria descontentamento intersectorial e constantes fugas de quadros. Este Ministério não conseguiu sindicalizar a Função Pública e não faz uso do Artigo 22 do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, que prevê a mobilidade de quadros, o que a acontecer poderia resolver o problema de falta de enquadramento dos funcionários que frequentam cursos “fora da vocação das suas respectivas instituições”, enquanto outras instituições enfrentam problemas de falta de
quadros qualificados. O recenseamento e cadastramento dos funcionários públicos, bem como o pagamento de salários via “e-folha” são algumas das poucas acções visíveis deste ministério que, quanto a mim, deveria ser extinto. Nos seus primeiros anos de mandato, Guebuza foi recordista de normas que posteriormente foram declaradas inconstitucionais, mas cedo corrigiu esse problema, tendo passado a promulgar e mandar publicar leis de grande utilidade pública, sobretudo no domínio do funcionamento das instituições do Estado. No dia da tomada de posse, o Presidente Guebuza declarou como espírito de deixa-andar o “sub-aproveitamento dos quadros disponíveis na instituição”, mas o que se viu ao longo de todos estes anos foi exactamente isso. Muitos funcionários foram desencorajados, de diversas formas, a darem o melhor de si, ou por não pertencerem ao partido no poder, ou por terem um pensamento diferente dos dirigentes e do regime. Existem vários exemplos de quadros que não passam de simples leitores de jornais nas suas instituições.

Doença oral a 4ª mais cara

O Ministério da Saúde (MISAU) assume que o encargo das doenças orais permanece elevado e o tradicional modelo exclusivo centrado nos cuidados curativos de saúde representa uma abordagem incorreta e com um alto impacto nos cuidados de saúde. O reconhecimento foi assumido pela vice-Ministra da Saúde, Nazira Abdula, na abertura hoje da 6/a Reunião Nacional de Saúde Oral, que congrega, em Maputo, quadros idos de diversos pontos do país para, entre vários assuntos, discutir como melhorar a qualidade de serviços.No encontro de dois dias, sob o lema “Boca Saudável, Vida Saudável, sem Álcool e sem Tabaco”, Abdula sublinhou que a saúde oral é um direito humano básico e fundamental para uma boa qualidade de vida da população.Ciente da essência deste direito, o MISAU, segundo a fonte, tem estado a aumentar os serviços de estomatologia para reduzir ainda mais as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde oral a população.Para o efeito, ela apontou, a título de exemplo, que todos os hospitais centrais, gerais e provinciais, e em alguns hospitais distritais e centros de saúde, existe um médico dentista.“Temos cerca de 238 serviços de estomatologia com 389 profissionais de saúde oral e com uma cobertura distrital de 98 por cento”, disse Abdula, anotando que os indicadores mostram um grande avanço no quadro dos esforços do MISAU. As doenças orais constituem, pela sua elevada prevalência, um dos principais problemas de saúde da população infantil e juvenil. No entanto, segundo a ministra, se prevenidas adequada e precocemente, a cárie e as doenças periodontais são de uma elevada vulnerabilidade, com custos económicos reduzidos e ganhos em saúde relevantes. A doença oral é a quarta mais dispendiosa de tratar e a cárie dentária, que é a maior causa de procura, afecta 90 por cento da população do mundo e permanece como uma das doenças crónicas mais comuns e, por outro lado, o cancro oral é o oitavo mais comum. As orientações do MISAU assentam em estratégias como a promoção da saúde oral no contexto familiar e escolar; prevenção das mesmas doenças; diagnostico e tratamento precoce e tratamento dentário.  Desta feita, o desafio do pelouro é melhorar os conhecimentos e comportamentos sobre a alimentação e higiene oral; diminuir a incidência e a prevalência da cárie dentária; aumentar a percentagem de crianças livres desta doença, entre outras acções.

Análise fria (1)

Armando Emílio Guebuza foi empossado Presidente da República de Moçambique no dia 2 de Fevereiro de 2005, na Praça da Independência, Cidade de Maputo, pelo então Presidente do Conselho Constitucional, Doutor Rui Baltazar, sucedendo a Joaquim Alberto Chissano que governou o país durante 18 anos. É o terceiro Presidente de Moçambique e o segundo democraticamente eleito. Na sua tomada de posse, Guebuza elegeu como sua missão o combate contra a pobreza e destacou a corrupção como um mal que coroe as instituições do Estado e promove a não confiança do cidadão nestas. Afirmou que não era tempo de andar, mas sim “de acelerar o passo”, rumo à vitória contra a pobreza que, entretanto, aumentou nos últimos anos. Nesta série, pretende-se analisar a sua governação de forma fria e, tanto quanto possível, imparcial. O título foi “emprestado” do propalado e contestado programa televisivo que tem levado muitas mentes “iluminadas” a desdobrarem-se em demonstrações de quão imaculada é a figura do Presidente, como se outros presidentes, talvez melhores do que ele, nunca tenham existido nesta “Pérola do Índico” habitada pelo “maravilhoso Povo Moçambicano”.
Estilo de governação
Armando Guebuza privilegiou um estilo de governação inclusivo e participativo que, muito rapidamente, transformou-se em estilo populista e despesista. O Presidente chegou ao cúmulo de usar seis helicópteros e uma avioneta de carga (dizem que transporta dezoito malas de roupa e outros pertences de Sua Excelência) para se deslocar da Cidade de Maputo para Marracuene ou Boane, sabido que as nossas Forças Aéreas não possuem um único meio aéreo e que os meios usados acarretam avultadas somas de dinheiro que ele próprio não se cansa de dizer que o país ainda não tem. Em cada ponto do país por onde passou, entre distritos e postos administrativos, mandou construir tribunas com custos estimados em mais de meio milhão de Meticais, sem impacto económico algum nas respectivas comunidades.
Lembro-me que o Ministro do Interior, Alberto Mondlane, assumiu certa vez que as precárias condições de trabalho da PIC reflectiam a realidade do país. É caso para perguntar: as sumptuosas presidências abertas que realidade reflectem? A valorização dos Heróis Nacionais foi uma atitude de grande utilidade histórica, mas teve a desvantagem de ser demasiado onerosa e mais a favor das pessoas próximas do Presidente do que propriamente das famílias dos próprios heróis. As presidências abertas foram um instrumento de popularização da figura do Presidente, cujo impacto económico deveria ser estudado e determinado. Acresce-se a isso as digressões da Primeira Dama, que faz “presidências abertas paralelas”, arrastando consigo verdadeiras frotas automóveis, com construções de residências dos líderes comunitários de permeio para as famosas “noites à volta da fogueira”.
Outra medida populista do Presidente foi a instituição do actual “Fundo de Desenvolvimento Distrital”, vulgos “7 milhões”, cujos critérios de atribuição, utilização e desembolso são até hoje questionáveis. Seria interessante que instituições académicas e de investigação trouxessem à tona os reais impactos económicos e sociais deste fundo nas comunidades porque a olho nu são difíceis de quantificar/qualificar. Este fundo reforçou a influência do Partido FRELIMO nas bases porque qualquer moçambicano que dele quisesse beneficiar tinha que render vassalagem às autoridades partidárias. Ademais, a maioria dos beneficiários são dirigentes do Partido ao nível da base, o que dificulta a cobrança (coerciva) por parte das autoridades governativas locais.
Guebuza mostrou-se desde logo averso à crítica, tendo se esquecido que é da crítica que o país avança e se desenvolve; que é da crítica que surgem as reformas do Estado e se desenham novas estratégias de governação consentâneas com os desafios actuais. O Presidente se esqueceu que não seria possível os mais de 20 milhões de moçambicanos pensarem da mesma maneira e tratou de atribuir nomes aos seus críticos que não dignificam um presidente que jurou servir a todos os moçambicanos, independentemente das suas convicções políticas ou ideológicas. Ele desencorajou a liberdade de pensamento e procurou alienar as mentes dos moçambicanos, onde a imprensa independente não escapou. Até dentro do Partido FRELIMO surgiu a denominação “membros de coração” e “membros de cartão”, uma forma implícita de reconhecer que muitos moçambicanos tornaram-se membros do Partido por medo de perseguições.

Outro ponto digno de realce foram as constantes descoordenações entre os membros do mesmo executivo sobre os aspectos sensíveis da nação, onde sobre o mesmo assunto ouviam-se várias versões. O caso mais recente é o da aquisição de navios para pesca e/ou para a defesa da costa moçambicana, onde os ministros da Planificação e Desenvolvimento, das Finanças e da Defesa defenderam posições completamente diferentes. A este juntam-se os casos de zona de servidão militar da base aérea de Nacala.  Nas suas comunicações na Assembleia da República sobre o estado da nação Guebuza demonstrava muito nervosismo e cinismo, tendo chegado a afirmar “clara e inequivocamente” que o estado da nação era bom quando os factos provavam exactamente o contrário. Mais tarde decidiu amainar o discurso e o país passou a estar “no bom caminho rumo ao desenvolvimento”, mas em nenhum momento ouvimos o Presidente ou outro membro do seu executivo a assumir erros, à excepção de Paulo Zucula no dia da sua saída (sem glória) do Ministério dos Transportes e Comunicações.

Lourenço do Rosário é como uma prostituta à venda

Naturalmente, após vários ataques a alvos militares e civis da parte da Renamo, o exército tinha de reagir e tomar Santundira. Para mim e para a maioria de mocambicanos esta decisao do exército peca por ser tardia.Não entendo o estradalhaço da notícia e do seu efeito surpresa da parte de alguns sectores hipócritas, que a bem pouco silenciavam e diziam das boas contra a inoperância da FADM. O único acordo das FADM é com a democracia, democracia essa que a Renamo sistematicamente foi pondo em causa com o seu comportamento sempre recorrente e irreponsável de desafio.Claro que não foi uma vitória militar e nem disso se tratava, por se entender vitória, o vergar a adversidade e retirá-lo do campo de acção. O escolho continua. Mas foi o assumir das responsabilidadee de quem de direito perante actos de vandalismo e terrorismo, perpetrados por um grupo que se dizia político e democrático. O nosso estado de direito deve ser garantido e protegido, senão não passamos de república de bananas, assim como se especula quando se trata de raptos criminais, actualmente usuais em Moçambique, onde são usados reféns. Passadas 48 horas após a tomada de Santundjira pelas FADM, alguma media intriguista como o País, diz que o movimento de Dlhakama reagiu e atacou uma outra esquadra da polícia na zona de Maringue. E incrível como este jornal dá destaque, como os jornais portuguses, às declarações do líder da Renamo e dos seus ajudantes.Diz o porta-voz da Renamo que os seus homens em debandada terão agido sem o aval do chefe. E antes do assalto a Santundjira quem era o mandante dos crimes e assassinatos praticados pela Renamo? O chefe. Tenhamos bom senso. Esse é o paradigma da Renamo.Terrorismo como chatagem política. Mudá-lo esse deve ser o desafio das nossas forças de defesa e segurança. O estado deve estar em condições de usar o seu peso da lei e ordem para ser respeitado e fazer-se respeitar. O porta-voz da Renamo, um fulano sempre com cara de ódio, que tanto se gaba dos feitos militares do movimento a que pertence, parecia mentalmente perturbado ao ler a notícia da tomada de Santundjira pela FADM.Este fulano de nome Mazanga ao declarar que a Renamo se dissociava dos acordos de Roma era também o reconhecimento do seu isolamento político. Efectivamente discordar é não concordar com a composição dos órgãos eleitorais, nunca seria motivo suficiente justificativo para  levar uma direcção político partidária à beira da loucura, recusando-se participar num pleito, ou querer sabotar todo o processo democrático.Os motivos restam suspeitosos para além daqueles já conhecidos, partilha de poder e os sempre apelativos recursos minerais e gás natural e outros...
Mas que poder a ser partilhado, com um grupo sem eira nem beira e sem expressão política numa democracia, se foi encarregando de esvaziar o seu eleitorado?
Qual o moçambicano para além daquele que cultiva o ódio pelo governo para se  identificar com os  princípios e filosofia de ódio? O que motiva a Renamo nem trata de recusa em se conformar com as derrotas, mas o facto de constatar da erosão do seu eleitorado a favor do MDM. Esta noção de que tudo pode estar perdido pode levar a Renamo a querer, num acto de desespero ser protagonista da desgraça de arma na mão.Qualquer indivíduo com uma arma na mão pode causar um alarido muito grande em Moçambique antes de ser preso ou abatido. Mas, atenção, a Renamo perdeu o seu santuário na África Austral. Qalquer, membro da SADC recusaria dar o seu apoio a Renamo.Na Europa o quadro seria diferente e na América do Norte uma questão de minutos ou horas. Trata-se o fundo de uma questão de mentalidade de fazer política.Se se teme a Renamo pela capacidade de recuar  o país para esse passado de guerra,  que a Renamo adoptou como sua filosofia política de vida, também posso dizer que os moçambicanos não podem viver órfãos do medo.Enquanto no DNA  da Renamo remanescer  resíduos sanguíneos provenienete da sua criação (serviços secretos da antiga Rodésia) e depois o regime do apartheid, tenho e teremos sempre dúvidas sobre a verdadeira  intenção política  da Renamo e do seu chefe Afonso Dhlakama em Moçambique. Vejamos que depois de 1994 e que pos fim ao AGP, sempre que nos pleitos eleitorais as coisas correram mal, a Renamo sempre ameaçou a paz com ameaças de retorno à guerra. Um acordo político de paz é produto sempre de duas partes reponsáveis e adultas e idóneas em serviço de uma causa. Em 1992, enquanto o governo de Moçambique ia em busca de uma solução definitiva, a democracia, salvaguardando o interesses da estabilidade sócio política e económica dos mocambicanos, a Renamo do seu lado agia como testa de ferro do racismo e colonialismo, apenas colocava uma assinatura e aguadava ordens dos seus patrões. Sinceramete alguém com cabeça tronco e membros é capaz de ajuizar que a Renamo alguma vez lutou pela democracia?
Se a Renamo nas primeiras eleições democráticas não tacaou a democracia foi por os patrões desta organização em 94 acharem que o plano estava no plano certo, depois disso foi o descalabro, e todos sabem porque...

Potencias facilitadores como Lourenco do Rosário (Reitor da Universidade A POLITÉCNICA na fotografia acima ) são como prostitutas à venda. Devem ser procurados e presos por acobertarem inimigos da democracia. Nunca o governo de Moçambique iria sentar-se à mesa e discutir negócios de estado moçambicano com uma agenda encomendada de traidores a pátria. Basta verificar na folha quem financia a Universidade Politécnica e LDH, para verificar quem está por detrás destas organizações.O governo de Moçambique não pode nem deve buscar a paz e a segurança dos seus cidadãos através daqueles que não respeitam a constituição da república e o parlamento.A Renamo armada foi desalojada de Santundjira, mas convém aqui enaltercer que deve ser desalojada de todo territorio nacional.Temos as FADM para nos proteger de bandidos armados e apaniguados.Sempre disse que a democracia estaria mais do que consolidada caso não tivéssemos como um dos actores a Renamo. Os moçambicanos desejam paz. Não acredito num conflito localizado, nem mesmo que a paz esteja ameaçada. A Renamo deve ser desarmada a bem ou a mal. (Jornal Domingo ,3/11/2013, sem assinatura do autor e só com a fotografia do autor colocada no lado direito)

Uma aquisição milionária

A Força Aérea de Moçambique acabou de adquirir (2ªmão) um Hawker 850 XP , segundo o sítio Defence Web, publicado no dia 1 de Novembro de 2013. Fabricado nos Estados Unidos da América. Tem um custo estimado de 14 milhões de dólares. A aeronave é de uso “VIP” e utilizado por alguns Estados para o transporte de membros de Governo.

sexta-feira, novembro 01, 2013

Marcha a favor da tolerância


O povo fez história. Pela primeira vez, o povo moçambicano saiu à rua de forma pacífica e ordeira para protestar contra o estado caótico e de insegurança generalizada em que o País está. A capital, Maputo, parou literalmente. Estima-se que tenham estado na marcha mais de 10 mil cidadãos. Moçambicanos de todas as raças, sexo, idade e extractos sociais saíram à rua e, numa única voz, manifestaram a sua indignação perante a incompetência do Governo da Frelimo. “Basta”, foi o lema da marcha. O povo
disse “basta” ao actual espectro de guerra civil que se está a alastrar por todo o País, devido à “intolerância política”, tal como disse “basta” à onda de raptos e assassinatos que já atingiram níveis de calamidade.A marcha começou um pouco depois das 08 horas, na estátua Eduardo Mondlane, na avenida do mesmo nome. O mar de gente começava da estátua pela Avenida Eduardo Mondlane e desaguava no cruzamento com a Albert Lithuli. Era muita gente. Empunhando cartazes com palavras de ordem como: “abaixo a corrupção”, “queremos a paz”, “a quem serve a polícia?”, “Governo mudo”, “não à intolerância”, o povo manifestou a sua indignação com a actual situação do País. De forma muito ordeira a marcha seguiu até à Praça da Independência, em frente ao edifício do Conselho Municipal de Maputo.Já na Praça da Independência a moldura humana concentrou-se em frente à estátua Samora Machel, e os líderes das instituições envolvidas na organização do mega evento tomaram a palavra para manifestar a sua indignação. Observou-se um minuto de silêncio em memória às pessoas que perderam a vida nos confrontos militares e em consequência dos raptos. Foi entoado o hino nacional em sinal de patriotismo dos manifestantes. Mas antes dos discursos, subiu ao palco o músico Azagaia para com a multidão cantar, “Ladrões, fora! Corruptos, fora! Assassinos, fora!”(Canalmoz)

Renamo desmantelada na Beira

A Polícia antimotim invadiu hoje a sede da Renamo, maior partido da oposição, no bairro da Pontangêa, cidade da Beira, Sofala, centro de Moçambique, para efetuar buscas, disseram à Lusa populares. "O bairro acordou em susto quando agentes da FIR (Força de Intervenção Rápida) chegaram e entraram na sede da Renamo. Os agentes continuam com as buscas e o edifício está isolado", disse à Lusa por telefone uma residente. "A polícia está ainda no interior e não se sabe o que buscam. A situação provocou susto a populares pois por detrás do edifício da sede da Renamo há vivendas com civis", descreveu um jornalista local. Em declarações à Lusa, Joaquim Nido, comandante da polícia de Sofala, remeteu para mais tarde detalhes da operação de busca na sede da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) na Beira. A força conjunta da FIR e exército governamental ocupou esta semana a sede da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) no distrito de Maringué (Sofala) e Rapale (Nampula), que agrupavam elementos armados do antigo movimento. A Renamo repeliu na quarta-feira a tentativa de ocupação da sua base em Sitatonga (Manica). O país atravessa o pior momento de tensão político-militar desde o Acordo Geral de Paz (AGP), assinado entre governo e Renamo em 1992 e que acabou com 16 anos de guerra civil. A 21 de outubro, o exército moçambicano atacou e ocupou a base de Sadjundjira, na Serra da Gorongosa, cntro do país, onde se encontrava o líder da Renamo,Afonso Dhlakama, desde então em parte incerta. 


Terra vai escurecer

O eclipse solar de dia 3 é um dos acontecimentos mais marcantes do mês de novembro. Este tipo de fenómenos ocorre quando, durante a lua nova, esta passa muito perto do plano da órbita da Terra em torno do Sol, ou seja, quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol.Trata-se de um eclipse híbrido pois, dependendo do local de observação, podemos ver a Lua cobrir totalmente o Sol (eclipse total) ou apenas a sua parte central (eclipse anular).Este evento será visível na sua totalidade ao longo da África equatorial e de parte do oceano Atlântico.  Nunca é demais recordar os perigos decorrentes da observação directa do Sol. Por este motivo, quem quiser observar o eclipse deve fazê-lo projectando a luz do Sol contra um ecrã ou através de filtros adequados para o efeito (não é recomendável usar radiografias, vidros fumados ou negativos sobre-expostos).Em Moçambique não será totalmente visível,mas se estiver interessado em saber os detalhes clique...
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fc/SolarEclipse2013Nov03H.GIF

A filha de Sérgio Vieira

A embaixadora brasileira Leda Lucia Camargo tentou favorecer a candidatura da filha de um político de Moçambique para o Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), que oferece vagas para estrangeiros no Brasil, em 2004. Segundo a diplomata, o político era um dos "mais importantes integrantes" do grupo que decidiria naquele ano se a Vale do Rio Doce receberia concessão para explorar o carvão de Moatize, no norte do país.
"Tomo a liberdade de recomendar que seja considerada com especial atenção a candidatura da estudante (4ª colocada com alta média entre 33 candidatos) ao curso de Estilismo e Moda da Universidade de Londrina. A estudante é filha de Sérgio Vieira, alta autoridade do núcleo político do governo moçambicano, um dos mais importantes integrantes do grupo que decidirá sobre as minas de Moatize", escreveu em telegrama confidencial e urgente enviado para o Itamaraty em 21 de julho de 2004.
Apesar do pedido, a estudante não foi aceita. A Vale ganhou o direito de explorar o carvão moçambicano em novembro de 2004. Leda Camargo foi a embaixadora do Brasil em Maputo entre 2004 e 2007 e hoje comanda a Embaixada na Suécia.
O PEC-G é o maior programa de cooperação educacional do Brasil, desenvolvido pelo Itamaraty e pelo Ministério da Educação (MEC). Estão cadastradas 97 instituições de ensino superior, entre elas USP, Unicamp, UnB e UFRJ. De 2000 a 2013, foram beneficiados 7.600 estudantes da África e América Latina. A escolha é feita em duas etapas. Primeiro, as embaixadas brasileiras fazem uma pré-seleção. Em 2004, a Embaixada do Brasil em Moçambique selecionou 33 nomes, entre eles o da estudante citada no telegrama. Já a seleção final é feita em Brasília pelo MEC. Nesta fase, a garota não foi incluída entre os 20 selecionados.
Negativa. O Itamaraty e a embaixadora Leda Camargo disseram que não podem comentar o teor do telegrama porque ele está classificado como "secreto", ou seja, com grau de sigilo de 15 anos – até 2019. Originalmente, o grau de sigilo era "confidencial" - 10 anos. Em abril de 2012, um mês antes da entrada em vigor do decreto que regulamentou a Lei de Acesso à Informação, o Itamaraty ampliou o prazo de sigilo do telegrama.
Em nota, a Vale afirmou que não tem nenhuma relação com os temas apresentados.

Já Sérgio Vieira nega ter sinalizado para Leda Camargo que a decisão de Moatize poderia ser influenciada pela escolha de sua filha para universidade brasileira. "Jamais me passaria pela cabeça uma tal tentativa nojenta de corrupção. A Vale obteve a concessão porque ganhou num concurso em que participaram várias transnacionais". Ele diz que não fez parte do júri que tomou a decisão.

quinta-feira, outubro 31, 2013

"Enquanto não disserem o que não está bem,tenho plena confiança no meu Comandante-geral da Polícia”,

O Presidente da República, Armando Guebuza, manifestou hoje a sua confiança nas Forças de Defesa e Segurança do país, apesar do elevado número de raptos que se registam em Moçambique, alguns dos quais envolvendo agentes da polícia. Nos últimos dois anos, Moçambique tem sido assolado por uma onda de raptos perpetrados por pessoas que exigem avultadas somas em dinheiro para resgate das vítimas. Só na semana passada, Maputo registou um total de seis casos de raptos. Contudo, o mais preocupante é que alguns desses casos envolvem agentes de segurança. Na Segunda-feira, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo condenou seis membros de uma quadrilha que se dedicava a raptos, três dos quais são agentes da Forcas de Defesa e Segurança, sendo dois da Polícia da República de Moçambique (PRM) e um outro da Casa Militar, uma unidade de elite que garante segurança ao Chefe do Estado. Diversas correntes têm apelado para uma maior acção do governo para prevenir e combater estes crimes e alguns exigem reformas ao nível da PRM. Contudo, falando hoje a jornalistas, Guebuza disse que não haverá nenhuma reforma, porque ele ainda confia nos actuais órgãos de segurança. “Eu tenho confiança na Casa Militar e no Comandante Geral da Polícia. Que me apresentem o que está errado para poder corrigir”, disse Guebuza, falando em Chimoio, na conferência de imprensa que marcou o fim da sua Presidência Aberta e Inclusiva a província de Manica, centro do país.
“Há uma opinião que as
coisas não estão bem, mas não dizem o que não está bem. Não dizem quem faz o quê e querem que eu haja. Não, eu tenho plena confiança na Casa Militar e também tenho confiança no meu Comandante-geral da Polícia”, acrescentou o estadista moçambicano.
Contudo, Guebuza considerou justa a preocupação da sociedade em relação a este tipo de crimes e ao funcionamento dos órgãos de administração da justiça no geral. O Presidente da República disse que os moçambicanos não estão habituados a este tipo de crime que considerou de transfronteiriço e “não aceitável”. “Eu sei que a nossa polícia está a fazer tudo que está ao seu alcance para resolver estes problemas e alguns dos raptores foram levados à barra do tribunal e estão mesmo em julgamento, mas isso não é suficiente e temos que fazer ainda muito mais”, admitiu Guebuza.  O estadista moçambicano afirmou que, em parte, por uma maior consciência por parte de todos os actores da sociedade sobre “o significado destes crimes…“Aparentemente, ainda não alcançamos essa consciência colectiva sobre a gravidade destas questões”, disse ele. “Em segundo lugar concordo que o Código Penal poderá ajudar a resolver o problema, mas, como eu digo, não é a condição, por isso nós – a bancada e o governo - estamos a insistir para que haja, pelo menos, um agravamento maior e isso seja posto ainda nesta sessão da Assembleia da Republica porque não pode esperar”, disse ele. Para Guebuza, a moldura penal actualmente usada para este tipo de crimes não penaliza de forma justa os criminosos. “Então vamos corrigir já. Façamos uma moldura penal que mais tarde vai ser integrada no Código Penal”, disse ele

quarta-feira, outubro 30, 2013

Se o Governo não tem capacidade,à nossa maneira, nós vamos acabar com isso!

Crítica a Jorge Rebelo a propósito da entrevista que concedeu ao jornal "SAVANA", publicada no jornal "DOMINGO" no dia 27.10.2013.

As nossas primeiras palavras são de total agradecimento ao temido Secretário do Trabalho Ideológico da FRELIMO, obreiro-môr da orientação, condução e direcção do Partido em todas suas vertentes. Esta posição privilegiada no seio do Partido , impõe -lhe por dever ético e moral a assumpção do bom e do odioso da organização. Infelizmente recorda-se de todos os momentos bons com uma impressionante memória, e por mais paradoxal que pareça, ela é gasosa quanto aos malefícios, crimes e outras atrocidades perpetradas por si ou com o seu silêncio ou cumplicidade. A acompanhar esta capacidade, relativamente aos seus nefastos feitos envolve-se num rol de contradições que põem qualquer mundano a duvidar da sua sanidade mental. Para ilustrar esta asserção basta atentar para o título da sua entrevista publicada no semanário Savana de 18/10/2014 , com o título "A FRELIMO de hoje não aceita crítica e muito menos fazer auto-crítica " Este intróito sugere de facto uma FRELIMO onde a crítica é abominável, o que é inteiramente falso. Aliás, o próprio entrevistado diz ter verberado publicamente intervenções com laivos de racismo em pleno Congresso da
FRELIMO que é o Órgão mais alto, facto que revela que afinal a sua afirmação de não aceitação da crítica na organização, é falsa. Falou Jorge Rebelo e falaram muitos outros cidadãos, foi ovacionado e não censurado e nem tão pouco julgado pelas suas ideias. Não há em Moçambique quem não tenha acompanhado a sua intervenção naquele Fórum, e a sua intervenção foi propalada para o mundo a sete ventos. Mas afinal qual é o seu problema? É por não ter sido reconduzido a membro do Comité Central? É por não simpatizar com qualquer dos dirigentes da "actual" FRELIMO? Parece que sim, já que introduziu no vocabulário político moçambicano a ideia da existência de duas FRELIMOS, a de hoje e a de ontem. A aceitarmos esta sua tese podemos publicamente afirmar que a FRELIMO de hoje deu-nos a liberdade de expressão, a liberdade de opinião, a liberdade de reunião, a liberdade de escolhermos os nossos dirigentes através do voto expresso nas urnas. A liberdade de circulação, a liberdade de tomar iniciativas para combater a pobreza, as liberdades individuais atribuídas e reconhecidas a todo o cidadão no mundo moderno, a liberdade até do surgimento de jornais do quilate desse de que se serviu para dar a sua "grande" entrevista. A liberdade que até libertou o Jorge Rebelo para aparecer em público e em jornais, a fazer o que no tempo do seu reinado como ideólogo do Partido e Ministro de Informação, configuraria um crime de traição eivado de reaccionarismo, porque criticando assuntos do Partido fora das estruturas, seria matéria de medidas draconianas que só lembram mesmo o seu reinado. Está escrito e registado em devida nota nos anais da nossa história, que no tempo do seu reinado, o país era regido segundo as regras da ditadura do proletariado, ora ditadura, adjectivada ou pincelada com as cores mais lindas ou não, ditadura é sempre ditadura, e é uma negação sagaz da democracia e consequentemente da crítica e da autocrítica. Melhor dito, não existe sequer discussão de ideais. Há ordens rígidas emanadas na senda da máxima: quem não está connosco está contra nós. Sabe, o senhor é mesmo maldoso e amante despudorado da ilicitude e a sua alma maledicente não sossega, enquanto não encontrar epítetos insultuosos contra muitos de nós. Hoje, depois de nos ter brindado com insultos como xiconhocas, corruptos, javalis, macacos procura agora besuntar-nos com as cores do lambebotismo e de incompetentes, ou seja, quem se atrever a falar bem de Guebuza, é lambebotas, quem reconhecer os seus feitos, e que são vários, vira lambebotas! Quer saber uma coisa senhor Jorge Rebelo? Enquanto o senhor e demais apaniguados seus se desdobram em cada dia que passa, em insultos, críticas de trazer de casa ou mesmo em entrevistas encomendadas contra Guebuza, mais engrandecem esse Grande homem, que além de patriota, dotado de uma inteligência rara, é acima de tudo, de uma capacidade de tolerância sem igual, pois, pelo mal que Jorge Rebelo e sua clique lhe fizeram em todo o vosso reinado, nem devia suportá-los. Em algum momento e quando li alguns escritos de Silvestre Nungu, por quem nutro uma forte simpatia, considerei haver alguns exageros neles, mas com a sua Grande Entrevista, sou levado a acreditar que Nungu tem razão em toda a sua extensão. Como é que o senhor se pode atrever a chamar-nos de lambebotas? Para não o sermos, temos que pensar como o senhor? Ou está numa tentativa de amordaçar a todos os que têm cargas de razão para lhe criticar e apelar, para que as suas culpas, e são várias, não continuem solteiras, pois têm um namorado como o senhor? O senhor na sua entrevista tem o desplante de criticar a qualidade da educação, mas na verdade, quem foi que destruiu a educação, não foi o senhor e os seus? Em prol do escangalhamento do Aparelho do Estado, não foram vocês que acabaram com a qualidade da educação ministrada pelos professores formados no Alvor, pelas instituições religiosas e mesmo pelas escolas oficiais? Se há alguém que concebeu, e incubou pepinos de pequenos até grandes, esse alguém é o Jorge
Rebelo e os seus. Na verdade, a qualidade da sua educação senhor Jorge Rebelo, é deveras surpreendente, que mesmo na sua fértil imaginação, consegue enxergar o que outros não enxergam. Virei e revirei a minha pobre imaginação, própria de um incompetente lambebotas, para ver se encontrava na dita menção pelo Presidente, a moçambicanos genuínos e não genuínos, algo que indicasse pretos ou brancos, não digo mulatos, porque esses, ou são filhos da minha mãe ou do meu pai, mas confesso, não abarquei nem meiei (desculpe o meu português). Quando se tem culpas no cartório ou quando se vive ruminando verdades inconfessáveis, a imaginação torna-se fértil até de mais, o que muitas vezes nos leva a confessar em voz alta os nossos segredos ocultos. Senhor Rebelo, quando disse a Samora que ele comportava-se como ditador, ele não considerou o seu pronunciamento como ofensa, porque na verdade, Samora entanto que homem era generoso e aberto, o que sem sombra de dúvidas teria sido diferente, se um eu tivesse dito exactamente a mesma coisa a Samora na sua presença, porque aí, não Samora, mas você, teria interpretado isso como desnaturado atrevimento, e usando da sua imaginação torpe e criminosamente inventiva, tudo teria feito para eu exemplarmente engolir o meu atrevimento. Os seus temores, senhor Jorge Rebelo, junto de Samora, eram reflexo do que o senhor faria a um eu que se atrevesse apelidar-lhe assim. Por favor, senhor Jorge Rebelo, parem de nos tratar como imbecis. Somos muito humildes e com uma capacidade enorme para compreender e perdoar. Já que não nos resta mais nada, já nos insultaram e nos insultam todos os dias, onde até os nossos dirigentes, incluindo o Presidente da República, em nome da liberdade da imprensa, não escapam a esses insultos, algum dia, teremos que dizer basta, e se as instituições do Governo não têm capacidade para parar com esta perversão à nossa cultura, à nossa maneira, nós vamos acabar com isso. O nosso maior orgulho é esta Pátria duramente conquistada, incluindo os seus símbolos. Críticas construtivas sim. Cultura de insultos não!

Sargento Aposentado JORNAL DOMINGO – 27.10.2013

segunda-feira, outubro 28, 2013

Marra, o heroí!

O Presidente da República, Armando Guebuza, prestou homenagem ao herói nacional Joaquim Marra, pela passagem, este ano, de 40 anos após o seu desaparecimento físico.Figura pouco conhecida nos manuais oficiais da História de Moçambique, Luís Joaquim Marra foi um dos moçambicanos que se juntaram a luta armada de (1964/1974) movida pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e que culminou com a independência do país em 1975.Marra figura da lista dos combatentes que participaram na histórica Operação Nó Górdio, de Julho de 1970, em que o exército colonial português saiu vencido dos seus planos de “acabar com a FRELIMO em seis meses”.Luís Joaquim Marra nasceu a 26 de Setembro de 1946, no distrito de Caia – então Vila Fontes – província central de Sofala e morreu a 5 de Setembro de 1973 em Muidumbe, província nortenha de Cabo Delgado, assassinado numa emboscada perpetrada pela tropa colonial portuguesa contra a FRELIMO. Acaba de ser homenageado em cerimónia de Estado dirigida pelo Presidente da República, Armando Guebuza, por ocasião da passagem dos 40 anos do seu desaparecimento físico deste herói nacional.
“Viemos aqui recordar que a cortina espessa da máquina colonial de opressão que ofuscava os horizontes dos homens e mulheres de Caia não logrou travar os fulminantes ventos de liberdade e independência que viriam a dar um rumo nobre à vida de Luís Joaquim Marra”, disse o estadista moçambicano, falando durante a cerimónia que teve lugar em Caia, terra natal do malogrado.
Segundo Gebuza, Joaquim Marra sentiu desde a tenra idade a opressão colonial, primeiro na discriminação no acesso à formação e, mais tarde, no emprego, particularmente quando trabalhava nas Oficinas Gerais dos Caminhos de Ferro de Moçambique, na Beira.“Todavia, não se limitou a contemplar e a lamentar esperando que alguém alterasse essa situação política com impacto na sua vida e progresso”, disse Guebuza, anotando que, ao invés, cedo Marra integrou a rede clandestina da FRELIMO, tendo participado na mobilização de mais moçambicanos para se juntarem ao movimento de “resgate da nossa dignidade e contribuído para dar uma maior expressão aos diferentes movimentos cívicos que despontavam e animavam a vida cultural, e de forma discreta”, Depois de se juntar ao movimento em 1967, Marra iniciou os seus treinos no Centro de Preparação Político-Militar de Nachingwea, na vizinha Tanzânia, onde estava baseada a Frelimo, e teve formação em artes de guerrilha e em outras matérias da ciência militar.Mais tarde, ele foi estudar para a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e após o regresso juntou-se a Frente de Cabo Delgado, fixando-se na Base Ngungunyane, uma base que, segundo o Chefe de Estado, assumia um papel de grande importância estratégica para a FRELIMO e para o avanço da Luta de Libertação Nacional.Dentre várias funções assumidas durante a luta, Marra foi Comandante Provincial Adjunto de Artilharia em Cabo Delgado e simultaneamente era responsável pelo Comando do 2/o Sector.“Luís Joaquim Marra, que integra o panteão dos nossos heróis, é um nome que se deve invocar sempre que for necessário para buscarmos inspiração para continuarmos a consolidar a Paz e, deste modo, prosseguirmos a nossa luta contra a pobreza que já está a dar resultados bem vincados mesmo aqui, em Caia!”, disse Guebuza.O programa de homenagem a Luís Joaquim Marra incluiu uma visita a casa da sua família e ao cemitério familiar bem como a inauguração dum monumento em memória a este herói nacional.

A nossa capulana

Foi isso mesmo! A passagem dos 55 anos de elevação de Pemba à categoria de cidade foi três vezes mais animada, igual ao número de dias que durou, do que em todas as ocasiões em que, uma vez ao ano, temos de nos preparar para o que vier no dia 18 de Outubro. As razões podem ser reunidas num saco chamado coincidência, noutro de nome organização, bem como numa algibeira que os mais optimistas poderiam dar o nome de crescimento.Admitindo que o facto de o dia 18 de Outubro ter calhado numa sexta-feira se possa considerar coincidência (como se fosse possível colocá-lo numa quinta-feira, como no ano passado ou num sábado, como será no próximo) a localização da data teve o condão de encontrar citadinos que tinham à sua frente um fim-de-semana prolongado para trás (e não para frente como tem sido habitual), tendo a coisa fervido desde a montante.Não parecia que houvesse festa, porque, estranhamente, o executivo autárquico havia feito tudo aparentemente às escondidas, quase todos os viventes da zona de cimento gritavam a pés juntos que “desta seria uma vergonha”, na explicação errada de que cidade seja simplesmente essa parcela urbana e na mania de que festa poderia ser ver muitos cartazes a anunciarem o que iria acontecer e quem viria da estranja ou das outras paragens do nosso país.Ninguém se lembrou que os bairros estariam, todos, envolvidos numa preparação sem paralelo, organizados para três festas, como a seguir nos poderemos aperceber. E foi o que aconteceu. Ao fazê-lo, a edilidade terá inovado essa maneira de ser cidade, principalmente município, principalmente autarquia…
E no dia 18 aqueles que esperavam pelos cartazes foram surpreendidos pela festa, vinda de todos os bairros, que encheu os recintos públicos existentes e ela (a festa) foi sendo distribuída pelas alamedas, tendo regressado incompleta à sua origem (de novo aos bairros), onde tudo estava feito, incluindo o tradicional arroz e carne de vaca.Esta festa iria contagiar uma outra a seguir: lembrar Samora Machel, na terra onde ele gostava de gozar as suas férias e, por essa ocasião, o festival da Capulana, que, não fosse a forma como o Conselho Municipal voluntariamente assumiu o evento, corria o risco de ser um fiasco.
Todos ouviam falar de 15.000 mulheres com capulanas a desfilar. Todos ouviam gratuitamente a palavra mundial ou internacional e todos ouviam que Pemba seria apenas hospedeira, e por aí participante privilegiada.Ninguém sabia que, para lá da publicidade, estava a verdade de que tudo poderia ser Pemba, desde os participantes até ao uso e abuso dos termos mundial e internacional. Ninguém chegou de fora das fronteiras, para desfilar no festival, nem de outras províncias para o mesmo fim.Como que a sonhar e habituados às manias de coisas pensadas e dirigidas a partir de Maputo, o município desconfiou em absoluto e organizou-se a ponto de assumir a totalidade do festival, entanto que festa.Por isso, preparou-se para que todos os bairros fossem ao festival, nem era necessário pedir que fossem de capulanas – sempre estão! Espontaneamente lá estiveram quantas capulanistasquanto os olhos não puderam mais! Por isso, as cerca de 7000 beldades no desfile.
Vimos capulanas feitas de tudo aquilo que a imaginação conseguiu, cobrindo as diferentes formas de ser bela, diferentes e exuberantes traseiras, vistosos e gingadores peitos, a elegância da mulher na sua mais íntima vaidade e estilos, tanto tradicionais, quanto modernos, outros ainda forçados a coabitarem com a era informática, a caminhar para a digital. Capulana!
Na verdade, a capulana é muita coisa: é beleza, é riqueza, é alegria, é traição, é tradição e de facto é cultura, para o que não foi necessário algum seminário com algumas apresentações empower point, para que ela aparecesse em cheio e enchesse todo o perímetro chamado Pemba, principalmente, a bela praia do Wimbe.
Acabou sendo a nossa festa, de tal ordem que da próxima contemos connosco mesmos. Samora foi celebrado da melhor maneira, que contagiou o dia seguinte, em que entrámos na terceira festa: apuramento do Ferroviário de Pemba para o Moçambola/2014, donde poderemos não voltar cedo, se a razão for a falta de um campo relvado, segundo garantem as autoridades.
É dos sucessos que, por causa dos quais, não merece elogios, a quem quer que seja, porque devia ser sempre assim… (P.Nacuo)

Boa nova: Tunduru vai ser reabilitado

O presidente do Município de Maputo, David Simango, disse hoje que a reabilitação do Jardim Tunduru, localizado na baixa da cidade, vai constituir mais uma fonte de receitas municipais, através da construção de edifícios novos.A reabilitação deste património terá a duração de um ano e está orçado em pouco mais de 165 milhões de meticais (o dólar norte-americano custa 30 meticais, no câmbio actual). O valor será co-financiado pelas empresas Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), Fundação Vale, Instituto Nacional do Turismo (INUTUR) e pelo Conselho Municipal de Maputo (CMM).Falando por ocasião do lançamento da 1/a pedra para a reestruturacao do património, Simango disse que a reabilitação do espaço é um marco importante não só para os munícipes de Maputo, como também para todos os moçambicanos. A reabilitação deste espaço visa, essencialmente, recuperar a beleza do maior e histórico jardim botânico do país e de referência a nível de África; melhorar as condições paisagísticas do local e da baixa da cidade e melhorar as condições ambientais e ornamentais do jardim, referiu o edil.Segundo ele, as obras serão executadas em três fases, nomeadamente a nível do próprio jardim, a nível dos edifícios já existentes e a nível de edifícios novos. Assim sendo, na primeira fase será feita a reabilitação do muro de vedação, arruamentos, estufa, lagos e pérgulas, construção do sistema de saneamento e montagem dos sistemas de rega e de iluminação pública.A segunda fase consistirá na reabilitação de todos os edifícios já existentes e na construção da segunda estufa. Na terceira e derradeira fase vai se construir um restaurante e um quiosque. Esta fase será precedida do lançamento de um concurso público para se encontrar parceiros no âmbito das parcerias público-privadas. Simango disse ainda que pretende-se que os edifícios funcionem como serviços de apoio aos utentes do jardim, de modo a criar um fundo para apoiar a sua manutenção.