terça-feira, outubro 22, 2013
Presidente do MDM no comício do Presidente Guebuza
O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, apelou esta Segunda –
feira a todos os eleitores residentes nas 53 cidades e vilas municipais do país
para afluírem massivamente a votação de 20 de Novembro próximo.Segundo Guebuza,
os cidadãos em idade de votar não devem deixar de exercer este direito
constitucional, mesmo que haja dificuldades.“O nosso voto visa reforçar a
unidade nacional e diversificar formas de rapidamente derrotarmos a pobreza”,
sublinhou.Falando no comício que orientou no populoso bairro da Manga,
arredores da cidade portuária da Beira, inserido na presidência aberta e
inclusiva de quatro dias a província de Sofala, iniciada naquele mesmo dia da
semana, Guebuza vincou que “não devemos deixar de ir votar, mesmo que haja
dificuldades, porque é com o voto que garantimos o nosso futuro”.Curiosamente,
este comício ocorreu num município cujo edil ‘e do Movimento Democrático de
Moçambique (MDM), a segunda maior força da oposição com representação
parlamentar. No acto, parte da população queixou – se de ma gestão da
urbe, a segunda politicamente mais importante do país, depois de Maputo, a
capital moçambicana.Com o apelo a participação de todo o eleitorado nas
próximas autárquicas, Guebuza fez, claramente, perceber que os moçambicanos têm
o direito de escolher quem lhes deve governar, bem como os melhores programas
para o desenvolvimento dos locais onde vivem.Guebuza, membro da Frelimo, foi
eleito Presidente, pela segunda vez consecutiva, em 2009, sob candidatura da
bandeira desta formação politica que libertou o país da dominação colonial.A
Renamo, ate aqui o maior partido da oposição com representação parlamentar, ‘e
a única que decidiu boicotar as quartas eleições municipais e a não deixar que
nenhum moçambicano participe neste exercício democrático, ameaçando e dando
fortes sinais de retorno a guerra civil, tal como a que liderou durante 16
anos, até ao Acordo Geral de Paz (AGP) assinado em 1992. O líder desta
formação politica, Afonso Dhlakama, há mais de um ano que não vive em nenhum
município.
Com as ameaças de retorno as hostilidades se as autárquicas ocorrerem, Dhlakama esta a impor uma nova ordem politica no país, ao negar que os demais cidadãos exerçam o direito democraticamente mais comum no mundo: votar ou ser eleito.
Depois de desaparecer da cidade nortenha de Nampula, Dhlakama refugiou-se nas matas de Satungira, no distrito de Gorongosa. Alguns meses depois, passaram a ocorrer assaltos, incluindo a alvos civis, em que foram mortos cidadãos indefesos e destruídos seus bens, para além de tentativas de dividir o país.Os homens armados da Renamo, que teimosamente se mantem como exército paralelo, já atacaram em ocasiões diferentes uma esquadra policial em Muxúnguè, um paiol em Savane, várias posições militares, entre outras acções de desestabilização na província central de Sofala, que também resultaram em mortes e roubo de material bélico.
Com as ameaças de retorno as hostilidades se as autárquicas ocorrerem, Dhlakama esta a impor uma nova ordem politica no país, ao negar que os demais cidadãos exerçam o direito democraticamente mais comum no mundo: votar ou ser eleito.
Depois de desaparecer da cidade nortenha de Nampula, Dhlakama refugiou-se nas matas de Satungira, no distrito de Gorongosa. Alguns meses depois, passaram a ocorrer assaltos, incluindo a alvos civis, em que foram mortos cidadãos indefesos e destruídos seus bens, para além de tentativas de dividir o país.Os homens armados da Renamo, que teimosamente se mantem como exército paralelo, já atacaram em ocasiões diferentes uma esquadra policial em Muxúnguè, um paiol em Savane, várias posições militares, entre outras acções de desestabilização na província central de Sofala, que também resultaram em mortes e roubo de material bélico.
sexta-feira, outubro 18, 2013
Vai ou não vai?
Raul Conde Marques Adriano, actual edil de
Chimoio, é a figura escolhida pelo partido Frelimo para concorrer à sua própria
sucessão. O mesmo foi esta quinta-feira apresentado no centro da cidade do Chimoio pelo braço juvenil deste partido, no mercado Feira.A apresentação de Conde foi testemunhada por Anchia Talapa, secretária do Comité Central da OJM para a administração e finanças, que se encontrava a trabalhar em Manica há oito dias, tendo escalado outras quatro cidades e vilas municipalizadas, para além da cidade do Chimoio.O oitavo dia da representante da brigada central da Organização da Juventude Moçambicana foi reservado à cidade do Chimoio, a capital provincial de Manica, que, no âmbito da apresentação de Conde, referiu, em jeito de balanço de actividades que vinha efectuando nas outras autarquias, que a Frelimo está em condições de vencer as cinco autarquias, dado o empenho da massa juvenil do partido Frelimo.Talapa referiu ainda que a missão que a levou a Manica era também aferir o nível de organização e preparação do braço juvenil do partido para as eleições do próximo mês, processo que iniciará com a campanha eleitoral, a 5 de Novembro próximo.Entretanto o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, Daviz Simango reuniu , em Nampula com todos candidatos do seu partido para presidência das autarquias da zona norte incluindo província da Zambézia.No encontro, Simango, deixou ficar a sua experiência no processo de campanhas para as eleições e apelou aos candidatos a serem humildes, perseverantes e pacientes. A campanha eleitoral inicia a 1 de Novembro e a votação a 20.
sucessão. O mesmo foi esta quinta-feira apresentado no centro da cidade do Chimoio pelo braço juvenil deste partido, no mercado Feira.A apresentação de Conde foi testemunhada por Anchia Talapa, secretária do Comité Central da OJM para a administração e finanças, que se encontrava a trabalhar em Manica há oito dias, tendo escalado outras quatro cidades e vilas municipalizadas, para além da cidade do Chimoio.O oitavo dia da representante da brigada central da Organização da Juventude Moçambicana foi reservado à cidade do Chimoio, a capital provincial de Manica, que, no âmbito da apresentação de Conde, referiu, em jeito de balanço de actividades que vinha efectuando nas outras autarquias, que a Frelimo está em condições de vencer as cinco autarquias, dado o empenho da massa juvenil do partido Frelimo.Talapa referiu ainda que a missão que a levou a Manica era também aferir o nível de organização e preparação do braço juvenil do partido para as eleições do próximo mês, processo que iniciará com a campanha eleitoral, a 5 de Novembro próximo.Entretanto o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, Daviz Simango reuniu , em Nampula com todos candidatos do seu partido para presidência das autarquias da zona norte incluindo província da Zambézia.No encontro, Simango, deixou ficar a sua experiência no processo de campanhas para as eleições e apelou aos candidatos a serem humildes, perseverantes e pacientes. A campanha eleitoral inicia a 1 de Novembro e a votação a 20.
Quem ganha a guerra?Marceta ou Emílio?
Enquanto os
políticos continuarem a mostrar falta de inteligência política para, de uma vez
por todas, devolverem paz e estabilidade efectivas ao país, muitos moçambicanos
inocentes e não só, vão morrendo nas perseguições, assaltos, emboscadas e tiroteios
que vão acontecendo nalguns circunscrições do território nacional. Depois de
Muxúnguè, Rio Save, Savane, Santugira, Padja(…), ontem foi a vez de Mucodza. As
informações sobre o que efectivamente aconteceu ainda são contraditórias. Ou
melhor, o Ministério da Defesa Nacional e a Presidência da República contam uma
versão e a Renamo conta outra. As versões são diferentes porque cada lado tenta
puxar a razão e as glórias para o seu lado, mas a verdade manda dizer que
filhos da Pátria Amada perderam a vida em mais uma acção do que se pode
considerar “brincar à guerra”. O Ministério da Defesa Nacional diz que um
contingente seu foi emboscado na zona de Mucodza, próximo a Casa Banana quando
ia a caminho da vila da Gorongosa. Diz que em reacção, as Forças Armadas de Defesa
de Moçambique (FADM) abateram dois guerrilheiros da Renamo, feriram outros e
capturaram um. Diz também que as FADM conseguiram recuperar número ainda não
especificado de material bélico que estava na posse dos homens da Renamo. Entretanto,
por sua vez, a Renamo diz que uma posição sua em Mucodza foi atacada pelas FADM
quando simplesmente encontrava-se a comemorar mais um aniversário da morte de
André Matsangaíce, o primeiro presidente da guerrilha da Renamo. Diz a Renamo
que na resposta conseguiu expulsar as FADM, tendo ferido mais de 10 soldados. Isto
é o que cada parte diz em relação a mais um triste e inaceitável acontecimento que
vem atiçar ainda a tensão que o país já vive há mais de 1 ano. Não temos aqui o
número total de mortos desde que há 1 ano o país entrou na tensão
político/militar, mas, a verdade é que apenas por uma questão de capricho e
teimosia estamos a deixar que vidas inocentes se percam sem razões objectivas para
que isso aconteça. Todos os dias continuamos a ouvir dirigentes dos dois lados
a lamentar e a condenar o que está por detrás das mortes. São lamentações e
condenações que, em nenhum momento, devolvem as vidas que estão a ser perdidas.
É preciso recordar que uma única morte evitável, deve chocar toda uma nação na
medida em que são mulheres que ficam sem seus maridos e maridos que ficam sem
suas mulheres, são crianças que ficam sem seus pais e pais que ficam sem seus
filhos e, por aí em diante. Embora os nossos dirigentes políticos nos tenham já
provado que o choro do povo não lhes diz absolutamente nada, gostaríamos de
recordar a esses dirigentes político/governativos que não foram eleitos e
escolhidos para lamentar mortes, mas sim, para criar condições que evitem as
mortes. E aqui é necessário que tenhamos a coragem de dizer que tem maior responsabilidade
em relação ao povo quem de facto recebeu a missão constitucional de proteger o
povo. Quem de facto foi eleito pelo povo e do povo recebeu a missão
constitucional de assegurar protecção e segurança no sentido de este mesmo povo
poder fazer a sua vida normalmente. Aliás, o povo contribui todos os dias na
criação de condições para que o governo e os governantes eleitos tenham condições
objectivas para proteger o povo. É verdade que não estamos aqui a dizer que quem
tem poder efectivo deve, desde já, pegar em armas e atacar esta ou aquela posição de quem quer que seja. Estamos sim a dizer que a inteligência humana é para ser usada na plenitude e a bem da maioria (do povo) e, assim sendo, vários caminhos podem ser encontrados rapidamente para definitivamente acabarmos com esse “brincar à guerra”. Aliás, parece ser consensual, a ideia de que um encontro ao mais alto nível pode reduzir a tensão político/militar e evitar as mortes que contabilizamos todos os dias. A pergunta que todos fazem é: o que então falta? A resposta é simples: falta, nos políticos, capacidade e inteligência de saber descortinar brincadeira (ficção) de uma situação de confrontação real. O Presidente da República disse a 4 de Outubro que a linguagem belicista é para os filmes onde tudo é ficção. Nós acrescentamos: os tiroteios que assistimos todos os dias não são ficção, são verdadeiros e moçambicanos estão a morrer apenas porque os políticos querem exibir, desnecessariamente, a sua musculatura. Havendo consenso de que a paz está nas mãos de duas pessoas (Armando Guebuza Afonso Dhlakama) é momento de as duas figuras colocarem a sua mão na consciência e perceberem que, em última instância, são os dois grandes responsáveis e culpados pela situação actual. Mas, pensamos nós, o peso está mais do lado de quem foi efectivamente eleito pelo povo. Engolir mais um sapo a bem do “maravilhoso povo”, pode representar a colecta de grandes louros no futuro. Situação contrária pode igualmente colocar quem foi eleito pelo povo numa situação de vilão que, por causa de orgulho e capricho de querer apenas receber um compatriota seu no ar condicionado da Presidência da República, recusou totalmente ir buscar a paz nalgum outro ponto do imenso território nacional. Gorogosa e Santugira são regiões do território nacional e “a paz não tem sede” como, um dia, disse Raul Domingos.Paremos de “brincar à guerra, pois,conhecemos os seus efeitos devastadores!”(f.mbanze)
tem poder efectivo deve, desde já, pegar em armas e atacar esta ou aquela posição de quem quer que seja. Estamos sim a dizer que a inteligência humana é para ser usada na plenitude e a bem da maioria (do povo) e, assim sendo, vários caminhos podem ser encontrados rapidamente para definitivamente acabarmos com esse “brincar à guerra”. Aliás, parece ser consensual, a ideia de que um encontro ao mais alto nível pode reduzir a tensão político/militar e evitar as mortes que contabilizamos todos os dias. A pergunta que todos fazem é: o que então falta? A resposta é simples: falta, nos políticos, capacidade e inteligência de saber descortinar brincadeira (ficção) de uma situação de confrontação real. O Presidente da República disse a 4 de Outubro que a linguagem belicista é para os filmes onde tudo é ficção. Nós acrescentamos: os tiroteios que assistimos todos os dias não são ficção, são verdadeiros e moçambicanos estão a morrer apenas porque os políticos querem exibir, desnecessariamente, a sua musculatura. Havendo consenso de que a paz está nas mãos de duas pessoas (Armando Guebuza Afonso Dhlakama) é momento de as duas figuras colocarem a sua mão na consciência e perceberem que, em última instância, são os dois grandes responsáveis e culpados pela situação actual. Mas, pensamos nós, o peso está mais do lado de quem foi efectivamente eleito pelo povo. Engolir mais um sapo a bem do “maravilhoso povo”, pode representar a colecta de grandes louros no futuro. Situação contrária pode igualmente colocar quem foi eleito pelo povo numa situação de vilão que, por causa de orgulho e capricho de querer apenas receber um compatriota seu no ar condicionado da Presidência da República, recusou totalmente ir buscar a paz nalgum outro ponto do imenso território nacional. Gorogosa e Santugira são regiões do território nacional e “a paz não tem sede” como, um dia, disse Raul Domingos.Paremos de “brincar à guerra, pois,conhecemos os seus efeitos devastadores!”(f.mbanze)
quinta-feira, outubro 17, 2013
Mortes maternas equivale ao despenho de Boeing 747
A Lei moçambicana proíbe a prática do aborto. Contudo, as mulheres
não deixam de fazê-lo. “Não há nenhuma Lei que conseguiu impedir que as
mulheres não façam o aborto”, refere Nafissa Osmar. Por falta de alternativas,
quando se vêem numa gravidez indesejada, as mulheres abortam às escondidas e em
condições deploráveis, usando métodos que colocam em risco as suas vidas.As que
não morrem ficam com sequelas graves, algumas por toda a vida devido ao tipo de
instrumento ou meio que usam para abortar. Há aquelas que ingerem ervas,
lixívia, gasolina, pólvora e café. Outras introduzem nos órgãos genitais,
instrumentos e raízes, folhas de plantas e medicamentos tais como o
permanganato de potássio.Em 2012, só a cidade de Maputo registou mais de mil
admissões de mulheres com complicações devido ao aborto inseguro. Do total, dez
perderam a vida devido a sepsia e dois por hemorragias. Estes dados excluem o
Hospital Central de Maputo (HCM), o maior do país.Devido à gravidade das
lesões, algumas mulheres lhes são tiradas o útero, outras ficam sem
possibilidade de voltar a engravidar o que aumenta a sua discriminação na
sociedade por não conseguirem conceber, explica a socióloga Maria José Arthur.As
principais vítimas de aborto inseguro são mulheres de todas as idades,
sobretudo raparigas, e com poucos rendimentos, residentes, na sua maioria, em
zonas rurais e, com desconhecimento do uso de contraceptivos modernos, uma vez
que as que têm mais meios podem ter acesso aos serviços de aborto seguro em
clínicas privadas e com todas as condições, fez notar Nafissa Osmar. “Não
estamos a favor do aborto. O ideal seria que todas as mulheres conseguissem
prevenir a gravidez indesejada. Mas a nossa realidade é outra. As mulheres
estão a morrer e temos que fazer algo para evitar essas mortes”, aponta a
gineco-obstetra, Nafissa Osmar. Em 1989, o Dr. Pascoal Mocumbi, na altura
ministro da Saúde, aprovou um regulamento interno que autorizou a prestação de
serviços de interrupção da gravidez, a pedido das mulheres que assim o
desejassem, o que contribuiu para salvar vidas. Contudo, esta norma não está a
ser respeitada em todas as unidades sanitárias do país porque não vai de acordo
com o que está no Código Penal.“Há directores de hospitais que são sensíveis à
questão da morte de mulheres e permitem a interrupção voluntária da gravidez no
hospital, mas há outros que não, por questões pessoais, religiosos e morais”,
aponta Maria José Arthur.
Por uma consciência suficientemente adulta!
Mais uma sessão, desta feita a oitava da Assembleia da República
decorre desde ontem(16) em Maputo. São sessões quando acontecem todos viramos
os olhos e ouvidos para a chamada “Casa do Povo”, pois são de muito interesse
para nós na perspectiva de que os nossos respeitados deputados debatem
problemas que dizem respeito à nação moçambicana. Por conseguinte, pessoalmente
terei orgulho, tal como pode acontecer com os outros concidadãos, do nosso
parlamento pluripartidário se os grandes debates políticos, económicos, sociais
e doutra índole que acontecem nele, forem feitos efectivamente, num ambiente de
confiança e respeito entre os políticos das três bancadas. Todavia, se os
debates forem feitos com qualidade e alto espírito construtivo e principalmente
patriótico, mesmo que as posições dos deputados não tenham sido convergentes ou
de consenso, até porque numa Assembleia da República como aquela, isto é,
multipartidária nem sempre há consenso, por exemplo, na aprovação de uma lei. É
que, há situações que acontecem em tempo de sessões na nossa AR que, por vezes,
deixam os cidadãos atónitos e incrédulos, dando a transparecer uma certa
“sufocação” democrática e desvio da função primordial dos ilustres
representantes do povo àquela casa, com o fim de aparentemente se valorizar
mais a militância política do que propriamente a defesa dos interesses de toda
a nação.
A falta de serenidade por parte de alguns deputados tem levado à
intolerância, neste caso política, o que igualmente leva à subida de tom a
propósito disto ou daquilo, que em momentos “quentes” dos debates estes atingem
por vezes rudeza na linguagem. O nosso desejo é de termos um parlamento que
passe a ser, a partir de agora, verdadeiro centro de vida política nacional,
não apenas a nível simbólico, onde há menos retórica, mas sim, melhor
dialéctica e sobretudo mais eficácia.
Um parlamento onde todos os deputados tenham uma consciência
suficientemente adulta para debater com maturidade os assuntos constantes nas
agendas de cada sessão que se realiza tendo conhecimento de que, por exemplo, a
reconfiguração da Renamo, o maior partido político da oposição em Moçambique,
implica a capacidade e vontade de construir uma perspectiva alternativa de
poder, sem que tenha assumido uma postura de ameaça ou incitamento à violência
ou desobediência civil.
Que haja civismo e cultura democrática no nosso grande parlamento,
pois, se temos a necessidade, até convicção em nos apresentarmos como arautos
da verdade política ou democrática, então não nos comportemos com uma aparente
inabilidade política. Esperamos que desta vez os nossos ilustres deputados, não
enveredem por um caminho de maior crítica descabida que aumente as tensões
políticas na “Casa do Povo”, pois o povo moçambicano é digno de respeito.
Independentemente das suas preferências partidárias, esperamos que os
parlamentares mantenham atitudes positivas que façam com que todos sejam
centrados numa visão democrática do país e se interessem mais no debate dos
assuntos que têm a ver com a vida política, económica e social de Moçambique, e
não àquilo que sempre mereceu indignação e repúdio dos eleitores. Que reine
acima de tudo, a sensibilidade e o bom senso político, na perspectiva de melhor
servirem o eleitorado moçambicano que, no dia 20 de Novembro, volta a votar nas
eleições autárquicas nas suas cidades e vilas.( Mouzinho de Albuquerque)
Camarada acredita que a subnutrição pode ser reduzida
A Luta Continua!
A minha
intervenção vem a propósito da decisão tomada pelo Governo do meu país
relativamente ao cidadão português de nome Diamantino Miranda, na altura dos
factos, treinador ao serviço do Clube dos Desportos da Costa do Sol, por sinal
meu clube de coração e alma!
Moçambique, tal
como Portugal, é um Estado soberano e independente, merecendo respeito de
qualquer cidadão do mundo, independentemente da sua raça, cor, crença
religiosa/política, estado socioeconómico e cultural. Somos um país acolhedor e
com dignidade no concerto das nações e não nos importamos de acolher a quem
quer que seja, desde que o acolhido seja pessoa de bem, disposta a contribuir
com o seu trabalho para o desenvolvimento do país, respeitando obviamente, as
instituições e os cidadãos da República.
Agora, não é
ético nem salutar quando alguém, por ser medíocre ou mesmo incompetente na sua
profissão toque a insultar a tudo e todos, sem o mínimo da vergonha na cara,
tal como o fez este senhor. Desde que o senhor tomou os destinos do Costa do
Sol, não trouxe nenhum valor acrescentado senão derrotas e empates escandalosos
para a dimensão deste clube, para depois “cuspir no prato onde comia”. É no
mínimo ridículo e uma falta de educação gritante!
Chamo atenção
ao Governo da República que situações similares a esta as temos em todo o nosso
país, perpetradas por alguns cidadãos malcriados, desempregados e incompetentes
vindos dos quatro cantos do mundo, faltando apenas a coragem para a sua
denúncia. Falo de malcriados vindos de todo o mundo, sem excepção. Atenção!
Falo de pessoas singularizadas e não dos povos!. Não haja confusão.
Por isso, a
expulsão deste senhor, que sirva de exemplo (prevenção geral) para tantos
outros que têm apetite de, quando estão de barriga cheia tocam a insultar as
instituições e cidadãos deste país. Encontrámo-la esta situação com frequência
nos cafés e restaurantes da cidade de Maputo, onde indivíduos de conduta
duvidosa e sem ocupação reconhecida e credível estão muito empenhados em
insultos e difamações às instituições e cidadãos do país, sob capa de liberdade
de expressão e de imprensa.
Para terminar,
quero encorajar o Governo do meu país, sobretudo o Ministério do Trabalho para
continuar a expurgar e mandar de volta este “lixo” que se vem despejando no
nosso país, sob capa de cooperação e investimentos, quando muitos são
indivíduos, técnica e financeiramente falidos. E mais não disse. A Luta
Continua!.
(Licueque La
Mambo)
quarta-feira, outubro 09, 2013
Dimantino é um assunto de Estado!
segunda-feira, outubro 07, 2013
" Ele queria agradecer e não subornar”
O
escândalo do candidato da Frelimo em Moatize, Carlos Portimão, que foi apanhado
em flagrante delito a subornar a procuradora local, Ivânia Mussagy, está a
causar enorme preocupação e interpretação de vária ordem sobre o comportamento
do agora candidato.Mas a nível do partido Frelimo, o caso está, estranhamente,
a ser encarado com a maior
naturalidade do mundo, e já tem, até, um nome simpático: “acidente de
percurso”. Em entrevista, o porta-voz do partido Frelimo, Damião José, disse
que o que aconteceu em Moatize é um “acidente de percurso” e não vai de maneira
alguma colocar em causa a reputação do candidato da Frelimo, Carlos Portimão.
Damião José, que é também secretário para a Mobilização e Propaganda do partido
Frelimo, confirma a tentativa de suborno à procuradora por parte do candidato
da Frelimo e diz que a Imprensa reportou o caso de forma deturpada e colocou o
candidato da Frelimo numa situação de vilão. O porta-voz do partido Frelimo diz
que o candidato Carlos Portimão de facto tentou
“oferecer dinheiro” à procuradora, mas não com
a intenção de suborná-la, mas para agradecer pelo
facto de o “irmão” ter sido colocado a aguardar pelo julgamento em liberdade. “Foi um momento de emoção e ele queria
agradecer e não subornar”, disse Damião José,
sem tecer mais comentários sobre agradecimento monetário
a magistrados em caso de liberdade condicional. “Mas é uma questão já ultrapassada e os munícipes de Moatize já
perceberam que foi um mal-entendido”, disse. O
candidato do partido Frelimo à presidência do município de Moatize,
Carlos Portimão, foi detido no dia 26 de Setembro pelas 11 horas ao tentar
subornar a procuradora distrital, Ivânia
Mussagy, pelo valor de cinco mil meticais. Foi detido
em flagrante delito. Habituados a uma magistratura servil, o partido Frelimo
foi encontrado em contra pé com a detenção do seu candidato e teve de agir ao
mais alto nível. Sabe-se , houve até a intervenção do próprio procurador-geral
da República, Augusto Paulino, e do secretário do Comité Central para
Verificação de Mandatos, José Pacheco, que também é ministro da Agricultura,
para que Carlos Portimão fosse solto, porque à partida já não podia concorrer. Carlos
Portimão foi julgado, sumariamente, e condenado a três meses de prisão
convertidos em multa que pagou imediatamente, tendo sido solto e voltou a ser
candidato. Contrariamente ao que diz Damião José, o próprio visado concedeu uma
entrevista ao Canal de Moçambique onde confirma que tentou oferecer dinheiro à
procuradora para alegadamente a magistrada “parar de incomodar” o seu “irmão”
que está a aguardar o julgamento. O “irmão” – na verdade: primo – do candidato
da Frelimo está envolvido num contencioso judicial que tem como pomo um
acidente de viação. (CANALMOZ)segunda-feira, setembro 16, 2013
Governo compra arrastões!
Federação faz um "forcing" para que aconteça!
Depois de ter acolhido o Campeonato Africano de Basquetebol
(Afrobasket) sénior feminino, nos anos de 1896 e 2003, Moçambique concorreu para o certame em deste ano , precisamente
este mês de Setembro.A FIBA-África avançou na altura a informação na sua página oficial e fez saber
que pesou para a escolha o sucesso havido na organização dos Jogos Africanos de
2011, do Afrobasket sub-18 em masculinos e na recente fase preliminar da Taça
dos Clubes Campeões de África.Esta será ou seria a terceira vez que o país acolhe o certame depois do de
1986, ganho pela República Democrática de Congo, e o de 2003, no qual a Nigéria
venceu na final a selecção de Moçambique por 69-63.As obras no Pavilhão do
Maxquene estão atrasadas, nomeadamente a montagem do piso com a recomendada
exigência da caixa de ar, limitação fisíca da área técnica e para a imprensa e
o aumento da capacidade da tribuna de honra.O Director da FIBA –África coloca a
hipotise de transferir a prova para a África do Sul, país que em tempo devido já
foi contactado e aceite como alternativa.O evento deve iniciar já esta sexta-feira, dia 20.terça-feira, agosto 27, 2013
Elevaram a Zambézia!
O presidente do Município de Quelimane, Manuel
de Araújo, vai propor à Assembleia Municipal local nomes de personalidades de
referências da cidade para constar das ruas da urbe. O
s nomes dos músicos Eduardo Carimo, Dr. Mussa Rodrigues e General Bonifácio
Gruveta darão entrada em breve na Assembleia Municipal de Quelimane para
decisão dos membros do órgão. O edil diz que pretende homenagear figuras da
Zambézia, já perecidas, “que deram contributo imensurável para elevar o bom
nome da província e da cidade de Quelimane. A lista conta com mais nomes que
serão conhecidos dentro de duas semanas quando der entrada na Assembleia
Municipal. A proposta do General Gruveta, membro sénior do partido Frelimo até
à sua morte, dividiu opiniões de pessoas próximas ao edil. Alguns radicais à
atitude consideram que Araújo não devia propor o general, mas há muitos também
que elogiaram a atitude do edil classificando-a como “uma visão de Estado”, que
ignora a filiação partidária e dá a primazia ao serviço que cada figura
desempenhou ao Estado. Gruveta foi o primeiro governador da província da
Zambézia pós independência e até à sua morte era deputado eleito pelo círculo
eleitoral da Zambézia.
quarta-feira, agosto 14, 2013
F r e s q u i n h a s
Impasse “desejado”
por quem?
O Governo
moçambicano e a RENAMO, o maior partido de oposição no país, continuam em
impasse depois da 15ª Ronda Ordinária do diálogo que decorreu ontem, em Maputo.
A questão das Forças de Defesa e Segurança (FDS), despartidarização da Função
Pública, as questões económicas, bem como o desarmamento da Renamo são os
pontos que haviam sido agendados para esta ronda de diálogo.Contudo, a lei
eleitoral foi a principal matéria que originou o impasse entre as partes nesta
ronda do diálogo.A Renamo discorda com os compromissos prescritos nos termos de
referência e diz que traz um dossier pronto para remeter à Assembleia da
República (AR), o parlamento moçambicano, desde que haja um acordo político com
o governo. Segundo José Pacheco, Ministro da Agricultura e Chefe da delegação
do Governo no diálogo, o Executivo permitiu que assinasse e procedesse a
entrega desse dossier, mesmo que não tenha obedecido ao princípio de partilha
com a outra parte.“Ressalvámos que devem fazer parte desse dossier as respostas
que o Governo deu em que concordou com 16 por cento dos pontos que a Renamo
submeteu, o correspondente a 90 por cento das suas propostas”, avançou.Por seu
turno, a Renamo diz que só vai aceitar submeter a proposta da revisão da Lei
Eleitoral depois de se alcançar o acordo político com o Governo.
Aumenta a
despesa
A
Assembleia da República aprovou ontem, em definitivo, o Orçamento Rectificativo
para o ano de 2013, que prevê a alteração da despesa total de 174.954,9 milhões
de meticais inicialmente programados, para 188.719,8 milhões de meticais, num
incremento equivalente a 40,2 porcento.A primeira versão da Lei de Orçamento
Rectificativo para 2013 foi aprovada sexta-feira última com um total por 162
votos da bancada parlamentar da Frelimo, e 40 votos contra da Renamo e o do
MDM.O Governo considera que com estes indicadores houve um incremento das
despesas do Estado em 13,766,2 milhões de meticais, resultante do reforço das
despesas de funcionamento e de investimento interno em 7.037,0 milhões de
meticais que também resultam, por um lado, do reforço nas dotações de despesas
financiadas com receitas próprias e consignadas como resultado de inscrição de
saldos transitados do exercício de 2012 e excessos na arrecadação registada de
Janeiro a Junho e, por outro, a inscrição no orçamento das receitas das
mais-valias.Justifica
que houve também reforço nas despesas de investimento financiadas com recursos
externos em 6.729,2 milhões de meticais, resultante de desembolsos adicionais
ocorridos durante o processo de execução do Orçamento para 2013, que levou à
actualização das dotações orçamentais.
Depois de
6.120 dias
A Assembleia da
República (AR), aprovou ontem, por definitivo, a proposta de lei do Estatuto do
Médico na Administração Pública, um instrumento que vinha sendo debatido há 17
anos e que estabelece os direitos e deveres desta classe profissional.A primeira
versão desta lei foi aprovada semana passada na generalidade e por consenso. Na
apreciação na especialidade, os membros da Comissão dos Assuntos Sociais, do
Género e Ambientais voltaram a registar consenso, tendo o seu parecer colhido
aprovação de todos os deputados na plenária.As maiores alterações ocorreram no
capítulo sobre as Incompatibilidades, Deveres, Direitos e Regalias dos médicos
e médicos dentistas em exercício da sua profissão na Administração Pública. Com
efeito, da lista de deveres especiais, acrescentou-se à lei anterior o de “não
considerar o exercício da medicina como uma actividade orientada para fins
lucrativos, sem prejuízo do seu direito a justa remuneração, devendo a
profissão ser fundamentalmente exercida em benefício dos cidadãos”.
Migração
juvenil é bem vinda
O
Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, defendeu ontem, em Maputo, que a migração
juvenil pode promover o desenvolvimento socio-económico nacional,
particularmente nesta fase em que crescem as descobertas de recursos minerais
no país. Vaquina, que falava na 5ª Conferência da Juventude, por ocasião do 12
de Agosto, Dia Internacional da Juventude, sob o lema “Migração Juvenil e
Desenvolvimento Sustentável”, explicou que este fenómeno deve ser visto sob
dois prismas. O primeiro, relacionado com a deslocação interna de jovens
moçambicanos dentro do país, que levando consigo as suas experiências podem
prestar um grande contributo para o desenvolvimento do país. O segundo, no
contexto internacional, pode levar os jovens a atravessar fronteiras e buscar
experiências fora de Moçambique, levando consigo a Pátria, e retornar com mais
conhecimentos para a mesma causa.
“Miúdos” vão
vigiar o processo eleitoral
Jovens a
escala nacional vão participar na observação e na monitoria das eleições
autárquicas a realizarem-se a 20 de Novembro do ano em curso, bem como nas
presidenciais, legislativas e provinciais de 2014. Para viabilizar tal
participação, o Observatório Eleitoral (OE) e o Parlamento Juvenil rubricaram
ontem, em Maputo um memorando de entendimento o qual prevê a criação de uma
rede de jovens que serão envolvidos na observação de tais pleitos, debates em
fóruns de candidatos e na monitoria dos conflitos eleitorais, em todos os
locais onde vão decorrer as eleições locais, gerais e provinciais.Como parte de
tal esforço, o Observatório Eleitoral vai participar no processo de formação e
treinamento dos jovens que serão envolvidos na operação.
Falando na
ocasião, o presidente do PJ, Salomão Muchanga, fez notar que nos processos
eleitorais passados os jovens tiveram enorme protagonismo na observação
eleitoral, corporizando mais de 80 por cento dos observadores do OE.
Alí, há
fome
A falta de
chuva está a provocar bolsas de fome no distrito de Macanga, segundo revelaram
ontem os residentes da localidade de Gandali, em mensagem dirigida ao Chefe de
Estado, Armando Guebuza, que se encontra em presidência aberta à província de
Tete. Localizada a nordeste da província, Gandali possui cerca de 31 mil
habitantes, organizada em 14 aglomerados populacionais. Tem como principais
actividades económicas a agricultura, produzindo milho, feijões, batata-doce,
batata-reno e hortícolas. As receitas familiares são provenientes da venda de
tabaco, produzido em grande escala, reforçadas com a introdução da soja. Na mensagem, os habitantes desta localidade
congratularam-se com os progressos económicos que estão a conhecer,
particularmente no que concerne à construção de escolas, postos de saúde,
fornecimento de energia eléctrica de Cahora Bassa, recepção de sinal de telefonia
móvel, entre outros. Contudo,
solicitaram ao Chefe de Estado para interceder na disponibilização de adubos
químicos para a produção de milho; fornecimento de tractores para lavrarem as
terras de produção; para além da necessidade de se reabilitarem estradas para o
escoamento da produção, sobretudo do tabaco que é vendido à companhia
"Mozambique Leaf Tabaco", que tem no local uma unidade de
processamento. "Neste momento, a nossa principal preocupação são as bolsas
de fome que estão a verificar-se no nosso distrito devido à falta de chuva, que
não cai desde o princípio do ano", lê-se na missiva.
Vamos lá saber quantos somos e como vivemos
Técnicos
do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Fundo das Nações para
Actividades Populacionais (FNUAP) visitaram recentemente o National Bureau of
Statistics (NBS) da República Unida de Tanzânia, no quadro da preparação do IV
Recenseamento Geral da População e Habitação, a ter lugar em 2017 no país.Fonte do
INE disse ao Notícias que a deslocação à Tanzania tinha, entre outros
objectivos, permitir a troca de experiências sobre boas práticas, elevar o
domínio das novas tecnologias e melhorar as metodologias de condução de censos
populacionais. A ideia, segundo a fonte, é garantir que o Censo de 2017 conduza
à obtenção de dados de melhor qualidade, apurados através de processos
simplificados e com maior fiabilidade. Planificação e logística, metodologias,
cartografia censitária e tecnologias de informação e comunicação são as áreas
que mereceram atenção especial da missão moçambicana, reconhecendo a sua
relevância no processo de recenseamento da população e habitação.Com os
gestores do NBS a missão moçambicana procurou inteirar-se dos processos
conducentes de montagem, organização, funcionamento e gestão de uma estrutura
responsável pela realização de um censo populacional.
Sobejamente
sabido
Jovens
moçambicanos, no âmbito do seu dia internacional, reclamam os mesmos problemas
de sempre, a falta habitação, emprego, bem como a má qualidade do ensino no
país. Esta data celebra-se em todo mundo desde 1999, depois da resolução da
Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em resposta à
recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude,
reunida em Lisboa, de 8 a 12 de Agosto de 1998. Os jovens, que manifestaram o seu desagrado
com a sua actual situação, defenderam a necessidade de o Governo moçambicano e
as instituições privadas ajudá-los na procura de soluções para os seus problemas.
“O Estado pode nos ajudar a ultrapassar as nossas dificuldades. Existem
particulares que também podiam dar uma mão”, disse Osvaldo Namburani um dos
jovens, para quem o acesso ao crédito bancário para a implementação de alguns
projectos juvenis é difícil devido aos elevados juros praticados no mercado
financeiro nacional.
Afinal o crime ......
O Ministro
moçambicano do Interior, Alberto Mondlane, disse ontem haver um decréscimo
quantitativo de crimes na província de Maputo, não acontecendo o mesmo em
relação a capital moçambicana.Falando a imprensa, pouco antes de uma reunião
que ele orientou e que contou a participação de altos dirigentes da Cidade e
Província de Maputo, com vista delinear melhores estratégias no combate contra
o crime, Mondlane manifestou o seu agrado pelo facto de a população estar a
interagir com a polícia. Por isso, ele exortou para que este acto prevaleça. O
Ministro reuniu-se com a Governadora da província de Maputo, Maria Jonas, o
edil da Cidade de Maputo, David Simango, e o Comandante Geral da Polícia da
República de Moçambique (PRM), Jorge Khalau.Mondlane disse a jornalistas que o
realiza-se na sequência da situação criminal que se tem registado nos
Municípios de Maputo e Matola.
O lamento
de Mondlane
O Ministro
moçambicano do Interior, Alberto Mondlane, lamentou a morte do artista
plástico, Alexandria Ferreira, na sequência de um linchamento popular após ter
sido confundido como membro do intitulado Grupo-20 (G-20), que tem semeado
terror nos municípios da Matola e Maputo. “Este tipo de acontecimentos é de
lamentar. É por isso que nós recomendamos que todo o trabalho de patrulhamento
deve ser coordenado pelos comandantes da polícia que estão nos postos
policiais”, disse.Falando a imprensa, minutos antes de um encontro com altas
individualidades de Maputo e Matola, com vista delinear estratégias no combate
contra o crime, o ministro reiterou o seu apelo a um patrulhamento ordeiro em
coordenação com a polícia.O malogrado fazia parte de um grupo de patrulha que
foi confundindo com membros do G-20 por um outro grupo, que também se dedicava
a mesma actividade.Alexandria Alex Simões Ferreirax) Ferreira era considerado
um dos melhores artistas plásticos contemporâneos em Moçambique, com prémios
amealhados a nível internacional. Ele nasceu em Dezembro de 1978 e entrou no
mundo das artes sob tutela do seu pai em 1990.
Fome vai
acabar
Os
distritos costeiros de Machanga e Búzi, em Sofala, estão longe de enfrentar,
este ano, o crónico problema de fome, havendo no terreno comida em abundância
cujo excedente conhece uma acentuada comercialização, embora as vias de acesso
constituem algum revés na livre circulação de pessoas e bens.Machanga, que
conta com universo de mais de 60 mil habitantes, e Búzi, com 180 mil, têm
alimentação suficiente até à colheita da produção de próxima campanha agrícola
2013/2014, segundo garantias dadas neste sentido pelos respectivos
administradores, Ana Matequite e Tomé José, num informe ao governador Félix
Paulo durante uma visita de trabalho à região.A confirmar esta versão, em
vários encontros que o timoneiro de Sofala realizou semana passada em Divinhe,
distrito de Machanga, Bândua e Grudja, no Búzi, todos intervenientes não
fizeram qualquer menção à crise alimentar e, pelo contrário, aproveitaram a
circunstância para realizar feira agro-pecuária.
6 mortes
numa semana
Os
acidentes de viação continuam a semear morte e dor nas avenidas e ruas da
Cidade de Maputo. Só na semana passada,
segundo o porta-voz da Policia moçambicana na cidade de Maputo, Orlando
Mudumane, foram registados seis óbitos, contra quatro em igual período do ano
passado, e 11 feridos ligeiros.A Polícia aponta como prováveis causas dos
sinistros o excesso de velocidade, condução sob efeito de álcool e desrespeito
às regras de trânsito. Ainda durante a semana finda, as autoridades policiais
fiscalizaram 4.082 condutores, tendo aplicado 1.293 multas e apreendido 43
cartas de condução. Igualmente, 33 condutores foram surpreendidos a conduzir em
estado de embriaguez e dois estavam numa condução sem habilitações legais para
o fazer.
Sete dias
, três quadrilhas desmanteladas
A
Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou três quadrilhas que se
dedicavam a vários crimes, dentre eles, assaltos a residências, a
estabelecimentos comerciais e a bens privados. As quadrilhas foram
desmanteladas nos Bairros Hulene, Ferroviário das Mahotas e Laulane, arredores
da Cidade de Maputo, a capital do país.O facto foi revelado, pelo Porta-voz da
PRM ao nível da Cidade de Maputo, Orlando Mudumane, no habitual briefing
semanal, explicando que as quadrilhas eram constituídas por indivíduos alguns
cadastrados e outros ainda na fase primária. Mudumane referiu-se a detenção de
seis indivíduos surpreendidos pela PRM no bairro Jorge Dimitrov, distrito
municipal KaMubukwana, arredores da capital.
quarta-feira, agosto 07, 2013
Nunca.Jamais!!!
O presidente da República está a caminhar a
passos galopantes para o fim do seu mandato. A senhora vai ou não se candidatar
à Presidência da República?Isso nunca passou pela minha cabeça. Acho que no fim
do mandato do meu marido temos o direito de fazer a nossa vida pessoal. Demos a
nossa contribuição durante estes 10 anos para o desenvolvimento do país. acho
que também será uma oportunidade para que os outros moçambicanos possam fazer
ainda melhor que nós. há muitos e muitos quadros no nosso país que poderão dar
a sua contribuição de uma forma muito boa.
Se porventura o partido Frelimo lhe colocar essa
proposta, qual será a sua resposta?Impossível. Sou quadro sénior da Frelimo,
mas não é possível. Acho que este tempo foi de trabalho muito intenso, então é
o momento para darmos também a nossa contribuição de uma outra maneira. Não
nesta posição, porque a Frelimo e Moçambique têm muitos quadros. Vão surgir
muitos quadros para desempenhar essa função.
Como é que olha para a actual situação política
do país, em particular, a tensão política que se vive em Muxúnguè?Olhamos para
esta situação com muita preocupação, porque eu, em particular, e penso que
aqueles que têm quase a minha idade viveram momentos de horror e terror e não
querem voltar para esse tipo de situação. Moçambique está em paz há 20 anos e
queremos continuar em paz, queremos que as nossas crianças desfrutem da paz.
Queremos que as nossas crianças e nós continuemos a desenvolver o nosso país
sem nenhuma perturbação. Por isso, todos os moçambicanos, todos nós, vamos
trabalhar para que a paz continue no nosso país. Quem deve manter a paz somos
todos nós. Não é apenas a polícia, não é apenas o Ministério da Defesa, cada
moçambicano no local em que estiver tem o dever de manter a paz no nosso país.
A questão da recandidatura ou não do presidente
da República tem sido motivo de forte debate. Como esposa do Presidente, como é
que olha para esta questão?Digo com toda a franqueza: ele não se vai
recandidatar. Ele disse em público várias vezes e eu digo aqui que ele não se
vai recandidatar. No fim do mandato ele vai entregar as pastas ao outro
presidente. Então, não adianta criarmos preocupações ou insistências. A verdade
é uma, ele não se vai recandidatar.
Se lhe colocassem a proposta de um terceiro
mandato, o que o aconselharia?Não o aconselharia a ir ao terceiro mandato,
porque devemos ser nós os primeiros a respeitar a Constituição. Devemos ser os
primeiros a respitar o mandato. Se são 10 anos, então no fim tem que haver este
processo de eleições e um novo presidente.
Como é
que a primeira-dama reage quando lê jornal, vê televisão, escuta rádio e
depara-se com críticas fortes à governação do seu marido?Muitas vezes, vejo que
são pessoas que não estão informadas; são pessoas que não conhecem o Moçambique
real; são pessoas que não conhecem as realizações do país. Se formos a Manhiça,
a Gaza, iremos ver as mudanças que há, aquilo que está a acontecer. Mas estamos
num país em democracia e com liberdade de expressão, então cada um pode falar o
que bem acha. Eu não digo que não se faça críticas, mas elas devem ser
construtivas.(OPais)
Governados recebem visita presidencial
O
Presidente da República, Armando Guebuza, disse que os moçambicanos não devem
permitir qualquer divisão, devendo, pelo contrário, manter a unidade e a paz,
instrumentos determinantes e fundamentais para intensificar os esforços de
combate a pobreza.Nos últimos anos, o país concretizou realizações assinaláveis
em várias áreas como estradas, escolas, hospitais, extensão da rede de energia
eléctrica, produção agrícola em franco crescimento, abertura de estradas e
pontes que sem a paz e a unidade entre os moçambicanos na luta contra o inimigo
comum que é a pobreza não seriam possíveis. Guebuza falava, durante um comício
na localidade de Missal, Posto Administrativo de Bojane, distrito da Maganja da
Costa, província da Zambézia, no quadro da sua Presidência Aberta e Inclusiva,
um momento que serve para dialogar, directamente, com as populações sobre aspectos
de governação.Na ocasião, Guebuza destacou que estes efeitos espelham o valor
que os moçambicanos atribuem a paz e a unidade.“Nós, os moçambicanos, sabemos
construir a paz e conhecemos o seu valor. Sabemos o que sofremos antes de
alcançar a paz, não estaríamos como estamos hoje. Não podíamos ir às nossas
machambas a vontade, não podíamos realizar as cerimónias de evocação dos nossos
antepassados, até nos hospitais éramos raptados”, disse o presidente.
Hoje,
porém, o país está em paz e tem estradas, telefones, que alguns moçambicanos
levam consigo no bolso. Alguns têm energia eléctrica em suas casas e podem, a
partir dela, desenvolver alguma actividade de renda que contribui para melhorar
ainda mais a qualidade de vida das pessoas.A localidade de Missal, que dista a
mais de 130 quilómetros da sede distrital da Maganja da Costa, tem excelentes
níveis de produção agrária com destaque para as culturas de batata-doce,
feijão, mandioca, gergelim, amendoim, arroz, cana sacarina entre outras, mas
enfrenta dificuldades de escoamento do “boom” da acção agrária dos produtores.
A
região ressente-se também da perda de parte considerável do seu palmar em
consequência do amarelecimento letal do coqueiro, doença que dizimou milhares
de plantas a nível da província e, por conseguinte, o encerramento de pequenas
e médias indústrias que empregavam uma boa parte da mão-de-obra local, que se
dedicava ao processamento do coco.No comício de Missal, Guebuza ouviu também
casos de professores que obrigam os alunos a oferecer uma galinha para divulgar
as notas de frequência, de quadros da saúde que mandam os doentes fazer limpeza
na unidade sanitária local em troca de atendimento.Nessa interacção, os
residentes da localidade pediram a alocação de uma ambulância destinada ao
transporte de doentes em estado crítico, sobretudo as mulheres grávidas, que
nalguns casos morrem a caminho da unidade sanitária.A construção de um lar para
os estudantes, a reabilitação de todas as infra-estruturas devastadas pela
depressão tropical “funso”, bem como a criação de condições financeiras para o
alargamento das áreas de produção são pedidos que entraram na carteira de
assuntos levados ao Chefe de Estado.Guebuza, que não respondeu na totalidade as
preocupações colocadas pelos residentes de Missal, disse, em relação a questão
das áreas de produção, que os distritos recebem um pacote financeiro na ordem
de sete milhões de meticais para as iniciativas de geração de renda.Realçou
igualmente que as vias de acesso às áreas de produção podem ser reabilitadas
com o fundo de infra-estruturas destinado aos distritos, situação que pode
ajudar a aliviar os constrangimentos enfrentados pelos camponeses após a colheita
dos excedentes agrícolas.Após o comício, o presidente orientou uma sessão
extraordinária da secretaria da localidade, alargada aos membros do Conselho
Consultivo local, visitou a machamba da Coconut Barror na sede distrital e
orientou uma reunião da sociedade civil”.
Tako para as novas autarquias
O Governo moçambicano vai alocar 500
milhões de meticais (ceca de 17 milhoes de dolares norte-americanos) as 10
novas autarquias locais, que entrarão em funcionamento em 2014, depois das
eleições autárquicas agendadas para 20 de Novembro próximo.Ao revelar o facto,
o director nacional do Desenvolvimento Autárquico, Manuel Alberto disse que o
valor vai servir para a construção e reabilitação de infra-estruturas locais
para adequa-las as novas exigências de funcionamento. As novas autarquias são
constituídas pelas vilas de Boane, na província de Maputo, Quissico
(Inhambane), Nhamatanda (Sofala), Sussundenga (Manica), Nhamayábué (Tete),
Maganja da Costa (Zambézia), Malema (Nampula), Chiúre (Cabo Delgado) e Mandimba
(Niassa).“As infra-estruturas devem corresponder as novas exigências da região
autarcizada com destaque para o saneamento do meio, reabilitação das vias de
acesso, iluminação pública, recolha de resíduos sólidos, mercados, cemitérios e
gestão da educação primária”, disse Alberto, citado pelo jornal governamental
“Moçambique”.Segundo Manuel Alberto, nestes locais o Estado e que fazia a
intervenção para a provisão dos serviços básicos e com a descentralização
autárquica, este deixa de intervir de forma directa e as actividades passam a
ser exercidas pelas lideranças eleitas localmente.Para que esta iniciativa
ganhe corpo, segundo o director nacional, e necessário que os munícipes
contribuam com recursos e ideias para que a capacidade financeira da autarquia
seja forte para responder ao princípio de autonomia administrativa e
financeira.A autonomia administrativa e financeira, segundo a fonte, pressupõe
a existência de recursos próprios, para que as novas autarquias possam decidir
sobre as acções que precisam de realizar no âmbito do desenvolvimento económico
e social com base na participação dos munícipes e do sector privado.A criação
das 10 novas autarquias foi aprovada pela Assembleia da República (AR), o
parlamento moçambicano, em Maio ultimo. De acordo com os cálculos efectuados na
altura, esta teria um impacto de 501,6 milhões de meticais no Orçamento do
Estado, com efeitos a partir de 2014. Com esta medida, que foi aprovada pelo
parlamento com anuência da bancada da Frelimo, partido no poder, e do Movimento
Democrática de Moçambique (MDM), da oposição e boicote da Renamo, Moçambique
passa a contar com 53 municípios, contra os actuais 43.
Combate aos sabotadores
Um chefe da Direcção de Administração e Finanças
(DAF) de uma instituição não revelada, na Cidade de Nampula, está a contas com
a Justiça acusado de desviar da conta pública 29 milhões de meticais, através
de um esquema fraudulento de fornecimento de material de escritório e outros
bens.“O chefe de DAF criou, em 2008, uma empresa de fornecimento de material de
escritório e outros bens. Assinou um contrato com a entidade que criou sem
cumprir as formalidades exigidas”, contou o porta-voz do Gabinete Central de
Combate à Corrupção, Bernardo Duce.Duce falava ontem à imprensa no habitual
briefing mensal sobre o desempenho institucional.O porta-voz não avançou o nome
e nem mais detalhes do caso, alegadamente para “não atrapalhar as
investigações”.Ainda segundo Duce, foi detido em flagrante delito um agente da
PRM afecto à Polícia de Trânsito quando exigia a um cidadão, que conduzia
ilegalmente, cinco mil meticais para cancelar a multa de dez mil meticais.Outro
caso corre contra uma ex-directora provincial de Saúde de Maputo em cujo
julgamento está marcado para o próximo dia 10 de Agosto corrente, acusado de
crime de falsificação de documentos e burla. Proibido Em Inhambane um
comandante distrital da PRM é acusado de receber 150 mil meticais resultantes
da assinatura de contratos entre membros da PRM para prestação de serviços em
dias de folga e empresas privadas.Durante o mês de Julho, o GCCC tramitou 57
processos dos quais quatro julgados e 13 detenções. (A. Mulungo)
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