quarta-feira, maio 15, 2013

Jornalistas derrotam Governo

O Estádio Nacional do Zimpeto foi o ponto de encontro entre membros do Conselho de Ministros de Moçambique e jornalistas de vários órgãos de comunicação social, que colocaram de lado os fatos e gravatas, as esferográficas, máquinas de filmar e microfones e juntaram-se para uma peladinha, quiçá para agilizar a implementação da Lei de Acesso as Fontes, que muito clamam os jornalistas.O momento era único, daí que ambos os lados se tenham esquecido da algazarra que tem marcado o seu dia-a-dia, ambos ao serviço do público, e uniram-se em perseguição a uma bola para um jogo amigável de futebol. O Conselho de Ministros esteve na sua máxima força. O guardião das finanças moçambicanas, Manuel Chang (Ministro das Finanças), ocupou-se da baliza , enquanto na defesa pontificava o nome de Filipe Nyussi (Ministro da Defesa), prenúncio de que a defesa e segurança do último reduto da equipa ministerial estariam asseguradas, tal e qual o País. A cultura de bem defender o que é moçambicano também esteve presente com Armando Artur (Ministro da Cultura), enquanto a planificação e desenvolvimento dos ataques esteve entregue a Aiuba Cuereneia (Ministro da Planificação) que a meio-campo contou com a capacidade negocial de Henrique Banze (Vice-Ministro dos Negócios). Numa partida em que não havia distinção de sexo, a equipa ministerial apresentou-se em campo com o seu lado feminino, destacando-se as presenças de Carmelita Nhamashulua (Ministra da Administração Estatal) e de Esperança Bias (Ambiente), a quem coube administrar e dar outro ambiente ao ataque na busca de golos. A cada toque na bola eram audíveis os aplausos por parte do público que esteve na bancada. Beneficiando de maior frescura física, os jornalistas facilmente construíram uma vitória gorda por 5-2, neste que foi o primeiro frente-a-frente entre as duas partes, e que se espera que volte a acontecer brevemente como forma de promover a aproximação entre os governantes e os homens da comunicação social, bem como boas práticas de exercícios físicos para uma vida saudável.

A Renamo só exige,exige! Assim não é possível...

O Presidente Armando Guebuza, voltou a reiterar  em Wuhan, na China, que o diálogo entre o governo moçambicano e a Renamo não pode ser uma imposição de tudo o que este partido da oposição gostaria que o Executivo fizesse a seu favor, mas apenas o que se circunscreve nos preceitos da Constituição do País e que seja a favor da vontade da maioria dos moçambicanos.Falando em improviso diante de uma audiência constituída por estudantes moçambicanos que frequentam algumas universidades da cidade de Wuhan, no quadro da visita de trabalho de sete dias iniciada na segunda-feira à China, Guebuza deixou entender que a Renamo só fala da necessidade do diálogo, mas que no fundo o que quer é tudo menos um diálogo sincero capaz de produzir algo útil para a maioria dos cidadãos. Para fazer valer os seus argumentos, Guebuza falou dos dois anos que duraram as conversações entre o Governo e a Renamo em Roma, quando ele era o negociador-chefe do Executivo do seu antecessor Joaquim Chissano, e que culminaram com a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992. 

“Como sabem, a paz em que estamos é resultado de um diálogo que mantivemos em Roma com a Renamo durante mais de dois anos. Só isto mostra que não somos contra o diálogo, mas não podemos agir contra e fora da Constituição”, vincou. Deixou entender que, até agora, o que tem sido apresentado na mesa de conversações são exigências que, a serem aceites, seriam uma grave violação da Constituição ou na melhor das hipóteses, uma profunda revisão desta lei-mãe. O estadista moçambicano fez questão de afiançar que no actual quadro jurídico do País, uma revisão profunda da Constituição só pode ser deliberada no mínimo pela Assembleia da República, e nunca numa mesa de negociações entre duas partes, por mais poderosas que sejam. Destacou que, por isso, o seu governo entendeu que se deve embarcar pela revisão da Constituição tendo a AR no leme desse processo, para que seja ela a deliberar com o mandato do povo, para que se possam sanar os erros que, eventualmente, tenham sido cometidos no decurso da sua elaboração até à aprovação em 1990.
Disse que será na mesma esteira que se poderá sanar as lacunas que agora possam ter-se detectado ao longo dos 23 anos que discorreram após a sua aprovação, do mesmo modo que se poderão melhorar todos os outros aspectos que porventura haja quem queira que sejam inclusos agora.Vincou que mais do que se tentar fazer essa revisão fora dos parâmetros da lei e da participação de todos os moçambicanos, tal como se fez quando se ouviu todos os cidadãos moçambicanos quando se esboçou esta agora em vigor, para que a nova versão seja legítima deve ser feita com o envolvimento de todos ou pelo menos da maioria.Disse que assim se fez para a adopção da presente Constituição, e o mesmo deverá ser feito agora antes de se aprovar a Constituição revista.Refira-se que a Constituição mereceu uma revisão pontual em 2004.(G.Mavie)

Alimentação para alunos


O governo moçambicano aprovou hoje o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PRONAE), cuja implementação na sua fase piloto vai beneficiar mais de 88.400 do ensino pré-primário e primário.O programa, que abrange o período 2012/2014, foi aprovado durante a XIV sessão ordinária do Conselho de Ministros, que teve lugar hoje, em Maputo.Falando a jornalistas minutos após o término da sessão, o Ministro da Educação, Augusto Jone, explicou que para esta fase piloto foram identificados alguns distritos, na sua maioria das regiões semi-áridas, particularmente aquelas onde a situação de insegurança alimentar faz-se sentir com maior incidência.Segundo o Ministro, com este Programa, visa reduzir o impacto da insegurança alimentar nas escolas e, deste modo, reduzir o absentismo, abandono e melhorar o rendimento pedagógico, bem como a saúde escolar dos alunos.“Vamos fornecer uma alimentação saudável, melhorar o rendimento escolar, melhorar as taxas de ingresso e retenção nas escolas, e desenvolver uma educação alimentar e nutricional, bem como estimular os alunos a participar na produção agrária, particularmente nos centros e internatos”, disse.

Médicos querem + meticais


O Ministério da Saúde (MISAU) afirma que só reagirá as informações da iminente greve geral dos médicos, prevista para a próxima segunda-feira, quando o momento que julga ser oportuno tiver chegado.Martinho Dgedge, porta-voz do pelouro e director de Recursos Humanos,  disse única e simplesmente que informações de interesse público a volta do assunto só virão a superfície, quando o momento for o certo, escusando-se a avançar datas.A Associação dos Médicos de Moçambique (AMM) já comunicou publicamente que paralisará os serviços a partir do dia 20 do mês em curso (segunda-feira), em todos os sectores, devendo todos os médicos (clínicos gerais, académicos/investigadores, dentistas e especialistas) não comparecer aos locais de trabalho.No decurso da greve, deverão ficar paralisadas as enfermarias, as consultas externas, o bloco operatório, as urgências, a sala de observação da urgência, cuidados intermediários da cirurgia, a unidade de cuidados intensivos, a traumatologia, a maternidade e a sala de partos.A AMM afirma, por outro lado, que ficam completamente paralisadas as clínicas dos hospitais públicos e a paralisação é extensiva aos médicos que não estando a exercer a actividade clínica estejam a trabalhar em instituições públicas, incluindo o MISAU.A decisão da AMM, segundo o documento contendo as directrizes da greve,  resulta da violação flagrante do preconizado no memorando de entendimento assinado entre as partes (MISAU/AMM), em Janeiro último que pós termo ao “braço de ferro” que até então reinava.O memorando estabelecia, entre vários aspectos, a ausência de represálias aos médicos e médicos estagiários; a necessidade de um salário digno e diferenciado para cada profissional, baseado no princípio de equidade, com efeito a partir de Abril último.No entanto, a associação afirma que o preconizado não foi e nem está a ser cumprido, uma vez que os médicos e médicos estagiários sofreram represálias; não foi cumprida a questão de salário mínimo digno e diferenciado muito menos o debate do estatuto do médico na 1/a Sessão da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano.Desta feita, à AMM não sobra outra alternativa senão enveredar pela paralisação geral do serviço saúde, contrariamente ao que aconteceu na greve de 05 a 07 de Janeiro, que não estavam contemplados os serviços mínimos como as urgências, só para citar exemplo.

É assim que fala, é assim que pensa a juventude


“O desemprego é outro dos problemas que nos aflige, apesar de vermos com bons olhos os ventos de empreendedorismo crescerem e soprarem. Porém, assistimos a uma estranha tendência de exclusão dos nossos jovens quadros, nacionais, em áreas do seu domínio por cidadãos estrangeiros, algumas vezes arrogantes e outras vezes racistas a imporem-se no nosso seio. Começa a ficar grave o cenário camarada presidente, vemos cozinheiros, caixas e canalizadores importados do estrangeiro, será que não os temos cá? Não somos xenófobos ou racistas porque acreditamos que na vivência dos seres se trocam experiências, mas também acreditamos que não devemos ser preteridos no que sabemos e podemos fazer”- intervenção do agora destituído Secrectário Geral da OJM (leia aquí), Basílio Muhate na abertura da 3ª Sessão do Comité Central da OJM. Muhate e todo o Comité Central  da Organização da Juventude Moçambicana foram afastados no último fim de semana por decisão dos orgãos máximos do partido FRELIMO.
"No congresso da Frelimo, em Setembro do ano passado, Basílio Muhate e a sua delegação apresentaram-se trajados de boinas semelhantes às usadas por Malema e já tinham entoado cânticos da liga juvenil do ANC, irritando a liderança do partido no poder em Moçambique. O tom contestatário dos discursos de Basílio Muhate levaram muitos a identificar nele um futuro Julius Malema, gerando desconfianças na liderança máxima da Frelimo."- in Angola press

Greve convocada via "sms"


Está a decorrer nesta Quarta-feira (15) em Moçambique uma paralisação das actividades dos Professores em várias escolas. A greve, ilegal, acontece na sequência do recente aumento de 9% decretado pelo Governo para a classe de docentes públicos e que estes consideram de insignificante, tendo em conta os baixos salários que auferem.  Numa ronda pelas cidade e província de Maputo, assim como nas província de Gaza e de Nampula, confirmamos a paralisação das aulas em cerca de duas dezenas de Escolas.  A mobilização desta greve, que não foi antecedida de nenhum pré-aviso formal, aconteceu através de uma mensagem de telemóvel que dizia "prof. chegou a hora de despertar valorize o seu saber, saber fazer... paralisemos as aulas para pressionar a reflexão quarta próxima passa a palavra".  Refira-se que nesta Terça-feira (14) a Organização Nacional dos Professores (ONP/SNP), distanciou-se da greve através da sua Presidente Beatriz Manjama, que em Conferência de Impresa disse que "...não faz sentido que estando em processo de diálogo com o governo sobre vários assuntos inerentes aos problemas dos professores convocássemos uma paralisação. " A líder afirmou que o Sindicato dos Professores privilegia o diálogo para o alcance do consenso "a ONP/SNP chama uma especial atenção aos colegas para não aderirem, para não andarem sozinhos, e fora dos procedimentos legais porque só unidos formamos uma grande força e alcançamos os nossos objectivos". Manjama reafirmou que o Sindicato não está satisfeito com que o aumento salarial de 9% decidido pelo Governo "é insignificante se tivermos em conta o baixo salário que o professor aufere" e acrescentou que a organização está a consultar os professores em todo o país relativamente ao tecto salarial que permitisse aos educadores suportarem o custo de vida em Moçambique. Até este momento não foi possível quantificar a adesão à greve mas em algumas das escolas nenhuma sala está a ter aulas.(@Verdade)

sexta-feira, maio 10, 2013

Honesto para consigo mesmo


"Embora as irregularidades sejam sanáveis, não deixam de ser irregularidades, por isso declino a minha candidatura a Presidente da Comissão Nacional de Eleições.Por eleições justas,livres e transparentes."- Professor Dr. Leopoldo da Costa.


Horas antes:

A Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade já emitiu o parecer relativo à proposta de eleição de candidatos a membros da Comissão Nacional de Eleições, CNE, dos quais...Leopoldo da Costa, propostos por organizações da sociedade civil.Do parecer, é possível notar uma clara divisão entre os membros da referida Comissão, já que uns defendiam a legalidade da candidatura de Leopoldo da Costa enquanto outros entendiam que haviam sido cometidas irregularidades no processo.

Os membros defensores da irregularidade da candidatura de Leopoldo da Costa entendem que o órgão que submeteu a candidatura ”não é competente para o efeito”, sendo “o senhor Rosário Quive, segundo vice-presidente do sindicato, o coordenador das actividades do secretariado nacional executivo”. Defendem ainda que “há um entendimento de que mesmo que não se detecte nenhuma irregularidade, devido à polémica levantada não ficaria bem o candidato integrar a Comissão Nacional de Eleições”.

Na mesma Comissão, há membros que entendem que, defendendo a regularidade da candidatura, “pode-se alegar que o órgão que deliberou pelo suporte da candidatura foi dirigido por uma pessoa que, à luz dos estatutos e práticas da organização, tem legitimidade para fazê-lo. A senhora Safira Mahanjane dirige um departamento do Secretariado que trata das relações internas e externas do sindicato” defendem para, depois, referirem que “este procedimento foi seguido em 2007, mas porque o Sindicato não tinha divergências, o assunto não foi levantado. A irregularidade que pode ser levantada tem que ver com o facto de o secretarido, dirigido pela senhora Safira Mahanjane, não ter, de imediato, informado a Direcção do Sindicato para ratificação”.

quinta-feira, maio 09, 2013

"Sujinho,sujinho,sujinho" - V.Pereira,técnico do FC Porto


8 anos sem vencer no dragão


Uma campanha invicta e quase imaculada marca o percurso do Benfica na I Liga de futebol em 2012/13, com os "encarnados" próximos do título, mas a deixarem na reta final o FC Porto também dependente de si próprio. Em 28 jornadas o Benfica teve que chegar à antepenúltima para fazer o que não podia: escorregar, num empate em casa com o Estoril-Praia (1-1), e deixar o rival FC Porto a depender também de si, antes do clássico de sábado no Dragão. De quatro pontos de vantagem o Benfica passou a dois, a duas jornadas do final. Os "encarnados" até podem ser campeões no sábado, mas em caso de derrota deixam de liderar e até podem vir a perder o título na última ronda. É um final de campeonato repleto de incerteza, depois de uma campanha em que Benfica e FC Porto mostraram ser as únicas equipas capazes de lutar pelo título, com o Paços de Ferreira, terceiro, a 21 pontos de "águias" e 19 de "dragões". O Benfica, à semelhança do que tem acontecido desde a chegada em 2009  do treinador Jorge Jesus, até nem iniciou o campeonato da melhor forma, quando a 18 de agosto, no arranque, não foi além de um empate a dois golos em casa com o Sporting de Braga. Nas anteriores campanhas, Jesus começou 2009 com um empate em casa com o Marítimo, em 2010 derrota com a Académica também na Luz (2-1) e em 2011 com uma igualdade frente ao Gil Vicente, em Barcelos (2-2). Desta vez a malapata manteve-se na estreia com o Braga (18 de agosto), mas a equipa conseguiu embalar para uma boa época, apesar de ainda empatar, novamente a 2-2, à quarta jornada na visita à Académica (23 setembro). Ainda na primeira volta da Liga seria preciso esperar pela receção ao FC Porto, a 13 de janeiro, para o Benfica ceder nova igualdade em casa (2-2), a uma jornada do final da primeira metade. Os receios do último terço do campeonato  em que o Benfica perdeu a luta na anterior época - começaram a dissipar-se com os meses de março e abril repletos de vitórias, e já depois de somar em fevereiro (a 10) o quarto empate: na visita ao Nacional (2-2). Foi nesses meses que a equipa de Jorge Jesus igualou a melhor sequência de triunfos, com nove vitórias consecutivas entre a 19ª e a 27ª jornada, tal como havia feito entre a 5ª e a 13ª. Em 28 jogos a equipa conseguiu o melhor registo desde que Jesus é o treinador (74 pontos em 84 possíveis), superando os números que contava  no período homólogo da época em que foi campeão, 73 resultantes de 23 vitórias, quatro empates e uma derrota. Desta vez a equipa tem os mesmos triunfos, mas mais um empate e nenhuma derrota. O grande adversário é o FC Porto, colado na tabela e que no sábado é o anfitrião do "jogo do título". E quando tudo parecia encaminhado para a conquista da Liga, o Benfica consentiu um empate com o Estoril (1-1) e colocou-se na posição de ir ao Dragão a necessitar de empatar para manter a liderança ou vencer para se sagrar campeão. 
Na última época, com os mesmos treinadores nas duas equipas, o encontro terminou com uma igualdade a 2-2, mas o Benfica não sabe o que é vencer na casa do rival desde 2005, quando triunfou então com um "bis" de Nuno Gomes. Esta época a notar ainda a capacidade ofensiva da equipa, com 73 golos marcados (e 17 sofridos), num registo próximo do alcançado na última temporada em que foi campeã (75 à 28ª jornada e 78 no final). Um trajeto de 28 jogos sempre a marcar  nunca ficou em "branco" -, e algumas das vezes em forma de goleada (Vitória Setúbal, 0-5; Marítimo, 4-1; Gil Vicente, 5-0; Vitória de Guimarães, 0-4 e Rio Ave, 6-1).

Carvão a caminho da Índia

A empresa JSPL Mozambique Minerals (JINDAL- Africa) acaba de exportar 36.600 toneladas de carvão mineral extraído da zona de Chingodze, no distrito de Songo na província central de Tete, naquilo que constitui o seu primeiro lote de exportação. O navio, transportando o produto foi fretado directamente de Manila, capital das Filipinas. O mesmo partiu ao princípio da noite desta quarta-feira do Porto da Beira, na província de Sofala, com destino a Índia.O director-geral daquela mineradora indiana, Manoj Gupta, disse que a meta de exportações, a partir de Tete para este ano é alcançar cerca de um milhão de toneladas de carvão térmico e de coque. Segundo escreve o jornal “Notícias”, a embarcação “Malori Maiden” deverá fazer um percurso de 15 dias para chegar a Índia, sendo que o segundo carregamento poderá eventualmente ocorrer em Junho próximo. A JINDAL conta ainda, com um stock de 463.400 toneladas de carvão, no Porto da Beira, cujo processo de escoamento das minas foi efectuado por via terrestre envolvendo uma média diária de entre 15 e 20 camiões, percorrendo uma distância de cerca de 600 km. Porque o escoamento via rodoviária se apresentar bastante oneroso e de grande risco em termos de segurança, a JINDAL-Africa projecta utilizar a via ferroviária entre Junho e Julho próximos com a previsão da chegada, nessa altura, de cinco locomotivas e 100 vagões adquiridos na Índia. Com a entrada desta companhia na exploração mineira em Moçambique, concretamente na bacia sedimentar do Zambeze, eleva-se para três as operadoras envolvidas nesta actividade, nomeadamente a multinacional brasileira Vale e a Rio Tinto.

Locomotivas GE para Moçambique


A General Electric, gigante industrial dos Estados Unidos da América, tem planos para a construção, na África do Sul, de locomotivas para Moçambique, como forma de estimular o crescimento económico do país. Tim Schweikert, presidente e director executivo da GE para a África Austral revelou que o plano, cujo calendário de implementação nao foi avançado, surge como parte das relações de cooperação com a empresa de engenharia sul-africana Trasnet (TE).A construção de
comboios para Moçambique, a ser concretizada nos arredores de Pretória, capital política da África do Sul, insere-se nos ideais de fazer reaviver a indústria de engenharia de locomotivas naquele país vizinho. Schweikert disse que o plano também tem por objectivo responder ao crescimento económico que se regista, nos últimos anos, em vários paises africanos, incluindo Mocambique.Ele indicou que está em curso um outro projecto de construcao de locomotivas em Angola e Nigéria no âmbito do fomento do crescimento economico no continente. A GE, com base na cidade norte-americana de Chicago, disse esperar que a iniciativa venha estimular a actividade económica no continente.

"VMS" para travar saque da costa


Moçambique perde anualmente cerca de 74 milhões de dólares americanos como consequência da sub-declaração das capturas de pescado, reporta o “Jornal Moçambique”, uma publicação do Gabinete de Informação (Gabinfo) na sua edição da semana corrente. Para tentar combater esta prática ilegal, as autoridades moçambicanas introduziram recentemente um sistema electrónico de registo para melhorar o controlo e gestão de informação da actividade pesqueira e combate à pesca ilegal.A iniciativa surge no contexto do sistema de monitorização das embarcações de Pesca (VMS, sigla em inglês) que, para além do sistema de registo electrónico, inclui fichas de capturas diárias, diário de bordo de pesca e inspecção em porto de todas frotas industriais nacionais e estrangeirais para permitir a recepção e uniformização de dados em tempo útil.O chefe do Departamento de Fiscalização no Ministério das Pescas, Noa Senete, explicou que Moçambique conta actualmente com duas embarcações de fiscalização para fiscalizar as águas territoriais, uma de trinta metros de cumprimento, que é dedicada para águas costeiras e a área da pesca artesanal, e outra para o banco de Sofala, concretamente nas águas profundas, onde operam navios estrangeiros na pesca de camarão de profundidade, também denominado Gamba.“Dos 74 milhões de dólares que o País perde, 27 milhões são provenientes da não declaração correcta das capturas feitas e 7.6 milhões de dólares americanos, provenientes da sub-declaração da fauna acompanhante, ou seja, capturas de pescado que não é o grupo alvo”, explicou Senete.
“Temos ainda cerca de 40 milhões de dólares como prejuízos provenientes da não declaração das capturas de Atum, que é uma pescaria feita por navios estrangeiros e assume-se que anualmente essas embarcações capturam cerca de 20 mil toneladas de atum a um preço médio no mercado internacional de dois mil dólares por tonelada”, acrescentou a fonte.
Para tentar travar este mal, as autoridades moçambicanas estão a trabalhar com parceiros através de uma comissão que integra países membros da SADC, incluindo as Comores, Maurícias, Madagáscar, Ilhas Reunião, Tanzânia e Quénia. Também trabalha a nível bilateral com a África do Sul e Tanzânia.A nível nacional a fiscalização é feita através de parcerias estabelecidas com instituições com interesse no mar, incluindo a marinha de guerra de Moçambique, Policia Marítima Lacustre e Fluvial, Alfandegas e Serviços de Migração, e tem resultado na aplicação de sanções que vão desde multas, confiscação dos recursos pescados, até a proibição de exercer actividade no território moçambicano.Como exemplo, a fonte cita o caso do Lago Niassa, onde a actividade é assegurada pela Policia Marítima Lacustre e Fluvial e Marinha de Guerra, devido a escassez de meios para cobrir todo o País, que possui uma costa de 2.780 quilómetros.Num outro desenvolvimento, Senete disse que no ano passado foi levantado um processo contra uma embarcação estrangeira, que se dedicava a pesca industrial ilegal nas águas moçambicanas. O caso culminou com uma multa de 34,2 milhões meticais (cerca de 1,1 milhões de dólares). No mesmo período, foram arrecadados 914 mil meticais na pesca artesanal, resultante de 83 registos de multas aplicadas por diversas irregularidades.O Departamento de Fiscalização também expressa a sua preocupação com o uso de equipamento não recomendado, tais como redes mosquiteiras, que acabam colocando em risco os próprios recursos pesqueiros. Condena ainda a violação das normas estabelecidas para o exercício da actividade pesqueira.“A captura de espécies como tartaruga, ditongo, tubarão são proibidas, uma vez que estão em extinção, no entanto, mesmo para as espécies autorizadas como o camarão, deve-se observar o tipo de licença concedida, tendo em conta a quantidade e região para a qual foi autorizado a exercer actividade”, frisou Noa Senete.


“Os ‘Comandos’, devem servir com audácia a Pátria "


O Ministro moçambicano da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, instou as Forças Especiais a pautarem por um espirito de coragem e determinação no exercício das suas funções militares.Nyusi recordou que a história do país está repleta de valorosos exemplos de bravura e coragem, bem expressos nos jovens de 25 Setembro, legado este que está sendo abraçado pelas novas gerações.O Ministro falava recentemente em Nacala, província nortenha de Nampula, no encerramento de mais um curso de formação de “Comandos”, no âmbito do reforço em recursos humanos no seio das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).“As Forças Especiais são aquelas que avançam quando os outros vacilam”, disse o Ministro, sublinhando que os jovens que concluíram a sua formação a 3 de Maio corrente, foram sujeitos a condições únicas de grande adversidade, que colocaram à prova as suas convicções, os seus medos e os seus instintos. “Foram capazes de as vencer, com determinação e heroísmo, conseguindo feitos extraordinários”, afirmou Nyusi.Segundo o governante, estes jovens são para as FADM mais-valia para o aumento da capacidade de defesa da Pátria Amada em qualidade e quantidade. “Esperamos de vós, ‘Comandos’, que sirvam com audácia e abnegação a nossa Pátria e distingam o vosso relevante contributo para a sua defesa”, exortou. Na ocasião, Nyusi disse que o espírito de disciplina, o sentido de responsabilidade e o elevado patriotismo, referenciados durante a formação, devem ficar sempre patentes quando forem chamados a actuar em defesa da Pátria, assumindo um papel preponderante na preservação e na consolidação da democracia e da unidade nacional.Para Nyusi, as “Forças Especiais” são aquelas que vencem quando poucos acreditam, que conquistam quando muitos se opõem, que avançam quando outros vacilam.“O verdadeiro Comando” é aquele que ama devotadamente a sua Pátria, estando sempre pronto a consentir por ela sacrifícios; é aquele que com constante exemplo de energia, de amor ao trabalho, de dedicação e de lealdade à Constituição e aos seus superiores, não discute as ordens que recebe, não admite nem conhece embaraços ou resistência à sua integral execução”, reiterou.Ele recordou que o “Comando, não foge ao perigo e nem evita as situações que possam acarretar-lhe incómodos, porquanto, incumbido de uma missão, deve pôr no cumprimento dela todas as suas possibilidades de actuação, todas as suas forças, intelectuais e morais.“Manter estes padrões só é possível se estiverem associados a um rigoroso treino e uma identidade própria, alicerçados numa disciplina e em códigos de conduta fortes”, advertiu o Ministro.No dia seguinte,o Ministro da Defesa Nacional orientou uma outra cerimonia, desta feita de encerramento do curso de oficiais milicianos, que teve lugar na “Academia Samora Moisés Machel”, na cidade de Nampula.Dirigindo-se aos formandos, Nyusi defendeu que Ser oficial das FADM “é ter convicções profundas sobre a necessidade do serviço que presta e da razão porque o faz, pautando sempre pelo brio militar e pelos ditames e virtudes da condição militar”. Ele encorajou aos novos oficiais das FADM a trabalharem na promoção da paz e unidade nacional. “O nosso compromisso com a paz e o desenvolvimento de Moçambique traduz-se na formação contínua do militar, com vista à concretização do sonho de nossos Heróis, o sonho de mantermos uma nação independente e soberana, onde a unidade nacional se corporiza num sentimento de pertença de todos nós”, concluiu.

Riqueza do Congo igual ao PIB da Europa + EUA


O presidente zimbabweano, Robert Mugabe, advertiu terça-feira os serviços secretos africanos para que estejam preparados para enfrentar uma nova investida de estrangeiros e antigos colonizadores, numa corrida pela riqueza e recursos naturais no continente.O Presidente Mugabe afirmou que as enormes reservas de África e a recessão mundial desencadearam uma nova corrida pela partilha do continente por estrangeiros pelo controlo dos recursos naturais.Falando em Harare, a capital zimbabweana, na sessão de abertura de uma reunião do Comité dos Serviços Secretos e de Segurança da África, Mugabe disse que estrangeiros usaram desde 1990, pelo menos, 20 conflitos armados para recolherem informação secreta e instalarem aviões não tripulados para espiar os países do continente. O líder zimbabweano sublinhou que “os nossos colonizadores continuam a manipular instituições e convenções internacionais para justificarem intervenções militares indesejadas em África, com objectivo de extrair e explorar os nossos recursos”.Notou que os serviços secretos em África enfrentam novos desafios, incluindo a escalada de casos de tráfico humano e tráfico drogas, lavagem de dinheiro e terrorismo cibernético no continente.
Rungano Zvobgo, da Universidade de Masvingo, no sul do Zimbabwe, afirmou que o encontro, subordinado ao tema “o papel dos serviços de segurança na protecção de recursos naturais em África e futuro desenvolvimento económico”, é um tópico oportuno para o sector de inteligência no continente.Zvobgo indicou que a República Democrática do Congo (RDC) detém cerca de 24 triliões de dólares em recursos minerais, como ouro, dimanantes e urânio.“Esta riqueza”, de acordo com a fonte, “é igual ao Produto Interno Bruto combinado da Europa e Estados Unidos”.Ademais, estudos recentes indicam que pelo menos seis milhões de dólares “são contrabandeados diariamente para fora da RDC”.Referiu que durante os conflitos armados naquele país, “grupos rebeldes e milícias do governo monopolizam estes recursos” para adquirem armas e financiarem as suas operações.





PIB de Moçambique,um dos mais elevados do mundo


O governo moçambicano e o Fundo Monetário Internacional (FMI) acordaram um novo Instrumento de Apoio a Políticas (PSI – Policy Support Instrument) para o período 2013/6, anunciou hoje, em Maputo, o representante desta instituição com sede em Washington.  O acordo foi alcançado no término de uma visita de uma equipe do FMI a Moçambique entre 24 de Abril e 08 de Maio do corrente, para realizar discussões de consulta do Artigo IV e a sexta e última avaliação no âmbito do último PSI aprovado em Junho de 2010.  O novo acordo ainda carece de uma aprovação do Co
nselho de Administração do FMI. “O novo PSI terá como suporte quatro pilares, incluindo a consolidação da estabilidade económica no contexto da exploração dos recursos minerais; crescimento robusto e mais inclusivo; capacitação institucional na formulação e implementação da política macroeconómica; e fortalecimento da governação e transparência no sector público”, disse hoje a chefe da missão do FMI para Moçambique, Doris Ross, em conferência de imprensa.O PSI é um instrumento através do qual o FMI analisa e apoia as políticas económicas de um determinado país, mas não inclui a concessão de empréstimos.O FMI descreve o PSI como sendo um mecanismo que “foi concebido para os países de renda média que não querem ou não precisam de assistência financeira do FMI, mas que precisam da assessoria, monitoria e aprovação das suas políticas”.Moçambique e o FMI possuem um relacionamento que data há muitos anos. Inicialmente, esta relação era na forma de apoio financeiro, mas nos últimos seis anos passou a concentrar-se nos serviços de assessoria. “Neste momento não estamos a fornecer apoio financeiro ao governo. Talvez o facto mais importante do que o apoio financeiro seja a assistência técnica para melhorar e reforçar a gestão fiscal, melhorar os sistemas através dos quais o governo gere as suas despesas para conferir maior transparência e também encorajar o governo a publicar mais informação”, disse a chefe da missão. Segundo Ross, o FMI também assessora o governo moçambicano na formulação de legislação económica. Esta assessoria é particularmente importante nesta fase e tem como enfoque a legislação fiscal para a mineração e de hidrocarbonetos, que são sectores muito especializados e complexos. 
“O que pretendemos fazer é partilhar com o governo as melhores práticas internacionais”, disse.  Sobre a economia moçambicana, Ross manifestou a sua satisfação com o facto de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real ter atingido 7,5 por cento em 2012, um dos mais elevados do mundo e na região, o que reflecte a expansão e o rápido aumento da produção de carvão bem como nos serviços financeiros, transportes e comunicações e agricultura. As graves cheias no início de 2013 tiveram um impacto significativo, destruindo culturas no Sul do país e causando danos significativos nas infra-estruturas. Todavia, o FMI acredita que o crescimento real do PIB deverá atingir cerca de sete por cento até finais do corrente ano graças a expansão da exploração mineira e recuperação da produção agrícola. 
O FMI também enaltece a queda significativa da inflação do preço do consumidor, para 2,2 por cento em Dezembro de 2012, depois de atingir o pico de 16,6 por cento no fim de 2010.Estas conquistas são o reflexo dos efeitos do rigor da política monetária em 2011, uma boa colheita e o aumento no abastecimento de alimentos, relativa estabilidade do metical em relação as principais moedas, desenvolvimentos favoráveis nos preços internacionais e estabilidade dos preços administrados.Esta tendência foi contrariada no início de 2013 uma vez que as cheias fizeram subir os preços dos produtos alimentares, apesar de que a inflação deverá permanecer baixa em torno de 5-6 por cento a médio prazo.

quarta-feira, maio 08, 2013

Procura-se candidato "limpo e competente"

As desavenças internas no seio do partido Frelimo em Sofala, centro de Moçambique, são apontadas como as razões na origem das duas sucessivas derrotas que os candidatos da força política averbaram nas eleições autárquicas de 2003/08.Nos dois últimos pleitos, os candidatos do partido no poder no país perderam a favor de Daviz Simango, primeiro como candidato da Renamo, maior partido da oposição, e
no escrutínio de 2008 onde pareceu como independente.“Perdemos nas duas últimas eleições autárquicas, porque alguns dos nossos camaradas não estavam de acordo com os candidatos indicados para concorrer no município da Beira”, disse Henrique Bongece, primeiro-secretário da Frelimo citado na edição de hoje do Jornal “O País”.Na óptica de Bongece, há camaradas que viraram as costas ao partido e muito provavelmente foram votar noutros candidatos, ou, então, nem se fizeram presentes nas mesas de votação, o que culminou com a derrota dos candidatos da Frelimo.Bongece, que falava em comício no populoso bairro da Munhava, com o objectivo preparar os seus partidários aos próximos pleitos, acrescentou que dada a atitude dos seus membros, toda a Frelimo saiu a perder nos últimos 10 anos, na cidade da Beira. A fonte, que falava na qualidade de chefe provincial do gabinete das eleições da Frelimo em Sofala, disse ainda que o gesto dos membros foi uma clara “entrega do ouro ao bandido e agora a cidade está a ser gerida como eles querem”.“Camaradas, entendemos que os processos anteriores para a indicação do nosso candidato podem não ter agradado a muitos, daí que este ano o candidato da Frelimo será de consenso, desde a célula. “Apelamos a todos os órgãos de base a trabalharem arduamente, com vista a encontrarmos um concorrente de consenso”, apelou Bongece.Na ocasião, o secretário recordou aos presentes que, nas eleições passadas, os membros do seu partido não votaram em Lourenço Bulha, candidato da Frelimo, pensando que estavam a penalizar a força política.Porém, quem ficou penalizado, na verdade, segundo a fonte, foi o partido no seu tudo porquanto está a sofrer.

quinta-feira, maio 02, 2013

Jovens de Angoche marcam a diferença


O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, está impressionado com a visão estratégica a nível social e económica dos jovens do distrito de Angoche, na província nortenha de Nampula. “São jovens que fazem a diferença. O combate a pobreza faz-se trabalhando e não de mão estendida”, disse Guebuza.O governante reagia ao relatório de actividades dos jovens de Angoche, apresentado num encontro que teve lugar no Domingo, inserido na presidência aberta e inclusiva de cinco dias a Nampula . O relatório demonstra que os jovens tiveram um desempenho excepcional na implementação de seus projectos financiados com os fundos cedidos localmente. No âmbito do empreendedorismo e elaboração de projectos, o Conselho Distrital da Juventude de Angoche (CDJA) assistiu, em 2012, um total de 45 projectos juvenis submetidos para a obtenção de financiamentos a partir do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo “Sete Milhões”.O informe refere que daquele número foram financiados 33 projectos orçados entre 30 e 200 mil meticais (um dólar equivale a cerca de 30 meticais ao câmbio corrente).Seis destes projectos são de produção de comida, cinco para criação de gado, um para a criação e venda de frangos, 17 para comercialização de produtos diversos, dois para aquisição e gestão de igual número de moageiras, um para pesca e outro para carpintaria.Foram, igualmente, financiados dois projectos pelo Fundo de Apoio as Iniciativas Juvenis (FAIJ). Os projectos pertencem as associações Força da Mudança, no valor de 25 mil meticais, e Força da Mudança de Sicua, no valor de 29 mil meticais. Estas duas associações estão baseadas no Posto Administrativo de Boila – Namitoria. A Associação Força da Mudança de Sicua, que obteve o financiamento necessário em Fevereiro de 2012, conta hoje com 12 hectares de canavial, dois de hortícolas, um de arroz, dois de gergelim, para além de três bovinos, 12 caprinos e dez ovinos.Um total de 120 postos de trabalho foram criados pelas associações financiadas, garantindo a renda para igual número de famílias. Para o ano corrente foram elaborados 15 projectos dos quais seis foram enviados a Direcção Provincial da Juventude e Desportos de Nampula. Deste número, seis foram aprovados e aguardam financiamento do FAIJ e os restantes nove foram submetidos para financiamento no âmbito do FDD. Os jovens de Angoche aproveitaram o encontro para apresentar ao estadista moçambicano algumas preocupações relacionados com as modalidades de atribuição dos fundos, incluindo a descentralização do FAIJ e sua representatividade nos Conselhos Consultivos Locais, que são os órgãos de consulta sobre questões de desenvolvimento local.

Trabalhadores do Millenium BIM no 1º de Maio de 2013


Onde estão os nossos libertadores?


Quando os   governos limitam as liberdades  fundamentais dos cidadãos, dão  um sinal de descontrolo e desespero, como foi o caso do regime  colonial português e, só para citar  os últimos de 2012, as ditaduras  do Iraque, Tunísia, Egipto, Yemen. Todos os regimes ditatoriais tiveram as segundas repúblicas ou  segundas revoluções desde a Europa, USA, América do Sul, Europa,-Ásia, África, e Médio Oriente.Em Portugal houve a segunda república (Estado Novo) e a primeira revolução (25 de Abril). Na maioria dos países Africanos houve as segundas revoluções pós-independência (Argélia, Tunísia, Sudão, Gana, Uganda, Quénia, Nigéria, Senegal, Ex--Zaire, Costa-do Marfim, Mali, etc.).Muitas dessas mudanças radicais foram aproveitadas por ex-colonizadores ou nações dominantes para potenciar as suas influências. Contudo todas elas (segundas repúblicas ou revoluções) tiveram origens endógenas, baseadas em descontentamento causado por abuso de poder de governos fragilizados, que necessitaram de “força” para intimidar ou se “comunicarem” com os cidadãos. O poder e uma percepção que uns têm sobre alguém… Quando  esses pensarem que aquele já não é poderoso, não importa quanto armado e pesada for a sua força repressiva, o poder esvazia-se.O nosso Governo da FRELIMO ao limitar, perseguir, e punir cidadãos por requererem ou até exigirem direitos fundamentais é uma antítese da revolução que a Frelimo e Mondlane, Machel, Chissano e Armando Guebuza protagonizaram; A manipulação dos órgãos do poder – particularmente a Justiça – e da liberdade de expressão; a proibição de manifestação com repressão e perseguição; o abocanhamento do património do Estado; a utilização das forças de Defesa e Seguranca para intimidar, reprimir e encarcerar cidadãos no lugar de os proteger; a utilização de “mafias” para destabilizar a paz social e económica, faz recordar regimes feitos desaparecer pela revolta popular.Para aqueles que pensam que os que exigem são “reaccionários” devo-lhes recordar que estes direitos fundamentais estão na Carta Universal dos Direitos Humanos, estão na Constituição da República de Moçambique, e finalmente estão nos princípios ideológicos e filosóficos da FRELIMO, bem como nos seus estatutos.Se alguém está errado não somos nós. Este governo da FRELIMO que ajudei a eleger tornou-se canibal, comendo os seus próprios filhos. Mas esta educação foi-nos dada pelos líderes da FRELIMO. Será que estava errada?Onde estão os nossos libertadores? Os nossos independentistas? Os revolucionários? Será que foi um sonho?Todas a vítimas da “mafia”, da (in)justiça, da máquina repressiva, da limitação dos direitos fundamentais, da falta de ética e pudor no trato da coisa publica, do empobrecimento, etc… etc…, começam a ser demasiadas para ignorarmos. Nós Moçambicanos temos que dizer basta !!!!O barulho do silêncio é audível. A luta continua. (Amade Camal ex-deputado da FRELIMO)