Que estado é este que através do seu
instituto de gestão de participações nomeia gestores para gerir suas empresas e
depois não as audita?
No meio de um trambulhão, assistimos a
interferências de ministros e grandes figuras da arena política no dia-dia das
organizações, resultando em ausência de poder de controlo e gestão dos que ali
são colocados com o propósito de rentabilizar e garantirem o funcionamento
sustentável das organizações.
A LAM foi mais um “vítima” desta tamanha
incompetência por parte daqueles que deveriam controlar e auditar as equipas de
gestão desses “sacos azuis”.
Resultado! a letra que LAM deve pagar ao
banco era de um “x” em 2009 que passou para 3 vezes mais em 2018, resultante do
agravamento da taxa de câmbio de metical para o dólar deste período para cá,
estamos a falar em cerca do tríplo do valor.
Hoje a LAM tem em letra de pagamento deste
tipo de avião (são 2 unidades) um valor que no mercado chegava para alugar 4
avioes Boeing 737, caricato não é? Alguem deve ter se beneficiado com isto e
sempre em prejuizo dos que ali trabalham.Para agravar existe um contrato entre
a LAM e a sua filha MEX de aluguer de 3 aviões pequenos de 50 lugares
igualmente, com preços super inflacionados cujo valor no mercado daria para
alugar 6 aeronaves Boeing de 150 lugares cada, mais um caso caricato, pois não?
Bem amigos, são estas atrocidades que
transitam de gestão em gestão, sem se efectuarem as devidas correcções.Mais do
que nunca é necessário acabar com o fenómeno de “saco azul” nas organizações.
Se o Beltrano e o João são ministros ou chefes de bancadas parlamentares não
segnificam que tem o direito de sacrificar os aumentos salariais e qualidade de
vida dos trabalhadores dessas organizações só porque podem ameaçar os gestores
com a comum frase “cabeças vão rolar ou é de um chefe grande” metendo daí suas
empresinhas para saquear via obras com preços absurdos, preços malucos de bens
e serviços ou ainda manutenção de equipamentos de uso, como
ar-condicionados, reparação de viaturas a preços malucos como aqueles que se
vem nos jornais, os chamados concursos públicos ou concursos malucos.A LAM,
meus caros compatriotas, não é uma excepção aos saques perpetrados pelas elites
do nosso belo moçambique só que ao contrário de outras não é uma flor que se
cheire em termos de lucros.
A aviação comercial de caracter regular é
por sinal um dos piores negócios em termos de lucratividade no mundo, como
dizem os outros “não dá para pestanejar”, é em pequenos exercícios de manobra e
sacrifício que vem o seu pouco lucro.Interessante ainda é facto de estarmos na
africa austral, longe da densidade de tráfego aéreo, e onde raras são as
companhias aéreas de fazer lucros. Nesta região, o custo logístico é mais
elevado pois aterram poucos aviões, se compararmos a regiões perto do oriente
médio, medeterrâneo, mais ou menos onde está a base da Ethiopian Airlines.Portanto,
caros governantes nesta região o cuidado deve ser redobrado. Arranjem outros
sítios para colocar os jogadores de bancada (paraquedistas) não em linha aérea.
Na aviação, o raio de acção não é apenas do Rovuma ao Maputo ou do Zumbo ao
Índico. Neste sector há primazia em prestação de contas as várias associações
em que as companhias aéreas são membros, como por por exemplo a IATA, AFRAA,
ICAO etc (LAM herdou em 1975 da DETA uma frota de 4 Boeing)... e a primeira coisa que eles querem saber é de onde vem este fulano?
Vem do município de Xibabava??? Com todo o respeito aos residentes desta urbe.Olhando
um pouco para o caso da nossa “Late And Maybe” como os seus passageiros
“carinhosamente” a tratam e depois de consultas a algumas fontes, deixamos aqui
alguns pontos sob forma de recomendação para os tomadores de decisão, que
por sinal nem sabem o que é uma companhia aérea de bandeira ou ainda o que
querem dela:
b)
Colocar as contas da empresa de forma transparente (receitas vs custos) e
munuciosamente analisados, como forma de eliminar os “cancrozinhos” escondidos
nas rúbricas despesas administrativas ou outros custos que quando vamos
ver, representa cerca de 30% dos custos totais;
c)
Fazer o saneamento da empresa, renegociação das dívidas malucas
contraídas de forma irresponsável sob aval do governo e;
d)
Permitir a entrada de capital privado de empresas de aviação comercial na
então LAM já com dívidas renegociadas;
Como é possível uma linha aérea alugar
avião para fazer as rotas Maputo, Inhambane Vilaculos em que os custos do voo,
depois do avião cheio, cerca de 29 passageiros com tarifa alta fazer um
prejuizo na ordem dos 300.000MT por voo??? É preciso coragem ou então os
patrões não fazerem auditoria de performance de KPI’S – Indicadores chave de
desempenho.
Contam os meus amigos, que nesta empresa
não se faz o verdadeiro exercício de redução de custos, bastanto para tal
apresentar as ditas 3 cotações, mesmo que sejam custos 1000% superior ao que a
praça oferece, até parece que o dinheiro é da tia maria. A título de exemplo,
um sumo de 200ml com custo na praça de 20MT, quando chega via empresas de
catering a LAM o custo é de 45MT. Grande trabalho tem a empresa de catering,
comprar e colocar no caixinha de papel de 10USD, porque nem sequer gelados são
os ditos sumos. Me desculpem...

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