A disposição para saldar estas dívidas fora já
manifestada pelo Ministro da Economia e Finanças, num recente encontro com
jornalistas em Maputo, durante o qual explicou que, em 2017, o Governo tinha
tomado a decisão de “reforçar a relação com os agentes económicos, pagando o
que lhes era devido para animar as empresas de modo a produzirem mais e gerarem
emprego...”.
Segundo
Maleiane, citado pelo “Notícias online”, da triagem feita na altura apurou-se
que estavam em dívida cerca de 19 biliões de meticais (296.875.000 dólares
nore-americanos ) referentes ao período 2007/2017, dos quais cerca de 16
biliões (o dólar vale 64 meticais) eram devidos por órgãos de nível central e
cerca de três de nível provincial.
Do exercício de validação feito a partir
dessa decisão pela Inspecção Geral de Finanças, segundo Maleiane, resultou a
estratificação da dívida em três grandes grupos, sendo o primeiro constituído
por credores que tinham contratos visados pelo Tribunal Administrativo, num
total de 1.196 empresas.
O outro grupo é constituído por 1933 empresas que a
inspecção constatou que, de facto, forneceram bens e serviços, mas ou não
tinham os contratos, ou, se os tinham, não estavam visados pelo TA. No terceiro
grupo, segundo explicação do Ministro da Economia e Finanças, estavam agrupadas
1.158 empresas que, segundo constatação da inspecção, não tinham nem contrato,
nem evidências de terem fornecido algum bem ou serviço ao Estado. Da avaliação
então feita resultou que dos 19 biliões de meticais em dívida, 5.7 biliões não
foram reconhecidos e 2.6 biliões foram validados mas não chegaram a ser pagos
devido à falta de contratos ou de vistos.

0 comments:
Enviar um comentário