Mudanças que, segundo Maria, não foram
capazes de reverter o essencial: “Porque é que a quem vem de fora pagam um
salário alto e a nós nos dão o valor mínimo? Se trazem as máquinas para
produzir, porque é que não nos ensinam a usá-las e as deixam aqui para nós?
Também sabemos conduzir. Como não nos calamos, dizem que somos contra o
desenvolvimento, mas que tipo de desenvolvimento é este? Estamos é contra a
escravatura que nos fazem. Os negros não são pessoas? São pessoas!” Faça um CLIK em https://www.publico.pt/2018/08/19/mundo/reportagem/terra-de-todos-terra-de-alguns-1840612
segunda-feira, agosto 20, 2018
Os negros não são pessoas?
segunda-feira, agosto 06, 2018
What!!!? What!!!? What!!!?
Na
semana passada quando no Hotel Polana desceu dos seus aposentos para o lobby,
Girma Wake, o antigo CEO da Ethiopian Airways, recostou-se numa poltrona e se
embrenhou no seu tablet numa busca sobre Moçambique. Quando um alto quadro
local do sector dos transportes, que ele aguardava, chegou para cumprimentá-lo,
Girma contou que, em meia hora, tinha percebido que a LAM estava sentada por
cima de uma mina de ouro. Ele nomeou 4 factores que podiam alavancar o
crescimento exponencial do sector da aviação em Moçambique: gás, animais,
praias e camarão. Mas Girma se espantou com o estado precário da
LAM.
Quando
Girma entrou para a Ethiopian em 2014 depois de anos passados na extinta Gulf
Air, ele estabeleceu suas condições. A principal era a de que não
aceitaria interferências de fora e queria toda a liberdade para indicar seus
gestores. Girma Wake recordou uma coisa que muitos governantes não sabem e nem
querem aprender: companhia área é um negócio de margem zero. Ou seja, no
balanço, o saldo entre custo e receita é por regra nulo.
Logo
que Girma terminou seu testemunho em Maputo, meia sala se encheu de murmúrios.
Nossos governantes acabavam de levar uma valente bofetada. Tudo o que ele
disse, sua receita de sucesso, é o que não está a acontecer em Moçambique. Ou
seja, a LAM e o ambiente politico que a rodeia corporizaram tudo o que encaixa
no antípodas da gestão eficiente de linha aérea. Nos últimos anos, a companhia
nacional tem seguido esse caminho nebuloso. Reduzindo a receita e aumentando os
custos. Basta comparar o número de pessoas transportadas em 2017, que reduziu
substancialmente, e a dimensão de seus recursos humanais, que tem aumentado
drasticamente.
Os
recados deixados por Wake surgem em momento exacto agora que no leme da LAM
está o competente Engenheiro Pó Jorge (na foto), que herdou uma dívida acumulada de cerca
de 200 milhões de USD e uma situação estrutural errática. Desde a saída do Eng.
José Viegas, gestores da LAM duraram pouco tempo. sexta-feira, julho 20, 2018
Samora ,como independente?
Samora Machel Júnior está fora da corrida interna para ser candidato a
cabeça de lista do partido Frelimo na cidade de Maputo.
Esta sexta-feira (20)Comité da Cidade submeteu à Comissão Política os nomes dos membros que vão
disputar a eleição interna e não consta de Samora Machel Júnior, e este já
pensa na possibilidade de concorrer ao município de Maputo apoiado por grupo de
cidadãos.
Fontes próximas a Samora Machel Júnior indicam que o mesmo está
indignado e está a ponderar mesmo assim avançar com uma candidatura apoiada por
um Grupo de Cidadãos tal como está previsto na lei, caso a Comissão Política da
Frelimo mantiver de fora o seu nome nas Eleições Internas, o que a acontecer
será inédito na história do partido Frelimo.
Samora Machel Júnior terá recebido a informação do seu afastamento da
corrida através do Primeiro Secretário do Comité da Cidade da Frelimo,
Francisco Mabjaia, num encontro que teve lugar esta sexta-feira.
Durmam pouco!
Por
exemplo, por todas as aldeias afectadas por que passamos, as comunidades
queixam-se de
fome porque já não podem ir às machambas por medo dos ataques, o que desmente a
politicamente correcta versão do governador, que garantiu que em nenhum momento
a população se queixou de falta de comida e que continuam a trabalhar e a
produzir no seu dia-a-dia. Verdade, porém, é que, timidamente, os deslocados
vão regressando às suas zonas de origem.Por exemplo, na Ilha do Ibo, para onde
se tinha deslocado grande parte das comunidades afectadas. De acordo com os
residentes da Ilha, no pico dos ataques chegavam por dia até cinco barcos com
cerca de 50 deslocados, cada. Mas a maioria já não está no Ibo.
O apelo do
governador Parruque para que as comunidades mantivessem vigilância, mesmo que
isso passasse por dormirem pouco, está em marcha no norte da província. A
partir das 19h, grupos de jovens locais, empunhado armas brancas, sobretudo catanas,
arcos e flechas, juntam-se aos militares para patrulhas nocturnas. Autêntica
caça ao homem em defesa da vida.
Os meninos da bola na europa
O moçambicano Gildo Lourenço e Bruno Langa são
os novos reforços do Amoras FC para a presente temporada futebolística. Recentemente,
o Renildo Mandava também assinou pelo Belenenses de Portugal. Soou um alarme de
uma provável saída de Zainadine Júnior do Marítimo, mas ficamos a saber que o
mesmo vai permanecer no respectivo clube, onde foi considerado o melhor defesa do
ano.
Depois
da geração de ouro que jogou em Portugal, como Eusebio, Coluna, Matateu e nao
so, uma nova geracao de jogadores mocambicanos vai chegando a Europa,
concretamente em Portugal, epicentro das novas contratacoes de jogadores
mocambicanos. Praticamente, os clubes, da primeira e segunda divosoes, ja
abriram as oficinas rumos aos seus objectivos tracados.
Esta
confirmado, que ate, entao, tres jogadores assinaram recentemente com
clubes portugueses, com maior destaque para Amoras FC e Belenenses de Portugal.
O internacional Gildo Lourenco, que teve passagem no Braga de Portugal, e a par
de Bruno Langa do Maxaquene, vao jogar no Amoras FC. Segundo fontes seguras,
Bruno tera que estar em Portugal ate ao dia 22 do presente mes. Sabe-se que uma
delegacao da Black Bulls, efectua uma visita de trabalho a Amoras FC, onde esta
marcado um jogo treino com o respectivo clube. De salientar que os sócios do
Amora FC aprovaram a entrada de investidores mocambicanos no futebol portugues.
Trata-se de Junaide Lalgy e a Familia Sidat. O agente de Bruno, Jonas Nhaca,
confirmou a ida de Bruno a Lisboa. Tendo dito que “e um facto. Ele, deve estar
em Portugal ate ao dia 22 de Julho, tudo esta acautelado para a sua deslocacao.
Na primeira fase, ele vai ficar no Amoras FC, com possibilidade de rumar para
outros clubes que o cobicarem”.
Gente experiente brincando com a Lei
“Eu vou mais longe ainda”, asseverou Teodato
Hunguana, sublinhando que o calendário eleitoral so deveria comecar a ser posto
em marcha depois da aprovação de toda a legislacao a reger o processo, porque “a
propria alteracao do quadro legal, depois da marcação da data de eleicoes, viola
o principio da legalidade”.
Sobre o principio da legalidade, o numero 3 do
artigo 2 da Constituicao estabelece que “o Estado subordina- se a Constituicao
e funda-se na legalidade”. Assim, por maioria de logica, so depois da aprovação
de todo pacote legislativo o Governo deveria convocar as eleicoes. Com base no
entendimento expresso por Teodado Hunguana, “nao podem o c o r r e r a l ateracoes do
quadro legal que governa as eleicoes no periodo entre a marcacao da respectiva
data e a sua realizacao, sob pena de se impor o reajustamento desta data”.
Para Hunguana, “no nosso Pais ainda nao se
assumiu plenamente o principio da supremacia absoluta da Constituicao, antes
esta-se numa fase de recorrente e perigosa relativizacao”, razão pela qual, “so
se pode esperar que a presente indecisao, ou suspensao, não se prolongue
indefinidamente”.
Nesta ideia-base, Hunguana ainda acredita que “a
marcacao da nova data para a realizacao das eleicoes tera de ser feita de
acordo com os prazos legais que a marcacao obedece”. E entendimento do trilhado
em direito que depois de se alterar a constituicao, qualquer hesitacao em
implementar essa alteracao, acaba por constituir uma flagrante
inconstitucionalidade, por omissao de conformação legal com a mesma constituicao.
O interlocutor se referia, sem sombra de
duvida ao facto de a Assembleia da Republica (AR) nao ter realizado a sessão que
apreciaria e aprovaria a legislacao ordinaria para conformar o pacote eleitoral
a alteracao constitucional operada em funcao do acordo entre o Presidente da Republica, Filipe
Nyusi e o antigo lider da Renamo Afonso Dhlakama. Em relacao ao posicionamento
da bancada parlamentar da Frelimo, a maioria no orgao legislativo-mor, nao
poderia ter sido menos incisivo e disparou: “arrepia-me a ideia de que a conformação
com a Constituicao possa constituir moeda de troca em qualquer negociacao”.
Contra o que pode parecer bipolarizacao de negociação do modelo de descentralização
e desconcentracao, envolvendo a Renamo e Governo dirigido pela Frelimo,
Hunguana sublinhou que “a descentralização nao e interesse ou programa de um determinado
partido” mas sim “interesse e programa de consolidacao do Estado mocambicano,
que por varias circunstancia sofreu paragens e retrocessos”, mas que nem por isso
deixou de ser, cedo ou tarde “o caminho incontornável para a consolidacao do
nosso Estado nas condicoes de hoje”. “Por isso, nao e estranho que haja
consensos para se introduzir alteracoes a Constituicao com esse ob-jectivo. O
que e estranho e que depois nao haja consensos para se implementar as
alteracoes”desanuviou.(ZB)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
