
Olhando para estes detalhes todos e para o rigor que a lei impõe na maneira como as coisas devem ser feitas, até se pode dizer que os desmandos não terão mais espaço e que daqui em diante o processo irá decorrer perfeitamente. Aliás, esse é o objectivo do Governo ao produzir este regulamento. Não há dúvidas que a legislação é oportuna e, para além de proteger o artista moçambicano, abre espaço para que este ganhe dinheiro e cresça profissionalmente, actuando lado a lado com os estrangeiros que escalarem o país. Também é verdade que a lei constitui um grande contributo para que possamos assistir no país a espectáculos de qualidade, promovidos por profissionais da
área. Acaba com o amadorismo e, porque não, com os oportunistas que abundam na praça. Juntavam patrocínios e organizavam espectáculos que no final eram uma autêntica burla ao público em todos os aspectos, incluindo o som. Em nossa opinião, o desafio maior é o que se segue, nomeadamente, a necessidade do Ministério da Cultura desenvolver uma capacidade institucional para fazer cumprir a lei. É imperioso que este organismo se organize devidamente, o que passa pela potenciação do sector de inspecção, colocando homens capazes de garantir uma fiscalização responsável, actuando em nome da lei. Julgamos importante que o Governo, através do Ministério da Cultura, trabalhe em colaboração com a Associação Moçambicana dos Músicos, parte interessada no processo, em vários aspectos, na implementação do dispositivo, em benefício comum, do Executivo, dos artistas e do público em geral.

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