sexta-feira, agosto 23, 2019

Jair, o ignorante, mal-educado e sem preparação


Resultado de imagem para fogo amazoniaO pulmão do mundo já arde há mais de 16 dias e a devastação é gigantesca! Segundo a Agência Espacial Brasileira, só este ano já foram detetados 72 mil focos de incêndio. Tais números significam um aumento de 70% face a 2018. O número de focos de incêndio no país já é o maior dos últimos sete anos.
O fumo já é visível do espaço!

Os incêndios na Amazónia atingiram números recorde!
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Resultado de imagem para fogo amazoniaO estado do Amazonas já decretou emergência no Sul e na capital Manaus devido ao impacto negativo da desflorestação ilegal e queimadas não autorizadas. Mark Parrington, especialista citado pelo Vice, referiu que os incêndios na Amazónia libertam em média de 500 a 600 toneladas de dióxido de carbono durante um ano típico. Em 2019, já foram libertadas 200 toneladas. De acordo com a imprensa brasileira, que tem como base o “Programa de Queimadas” do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o bioma (conjunto de ecossistemas) mais afetado é o da Amazónia, com 51,9% dos casos. Segue-se o cerrado – ecossistema que cobre um quarto do território do Brasil – com 30,7% dos focos registados no ano. Além disso, segundo o INPE, os incêndios já consumiram mais de 20 mil hectares de vegetação e desapareceram três milhões de espécies de fauna e flora. As chamas afetaram também um milhão de indígenas que vivem naquela floresta.
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A NASA publicou recentemente duas imagens de satélite que mostram o fumo proveniente dos incêndios. Segundo as informações, desde o passado dia 15 de agosto já deflagraram mais de nove mil fogos. As imagens foram captadas a 11 e 13 de agosto pelo satélite Aqua.
Já o Presidente da República Federativa do Brasil afirmou nesta quarta-feira (21) que governadores da região Norte são "coniventes" com o aumento do desmatamento e de queimadas na Amazônia . Sem citar nomes, Jair Bolsonaro disse que alguns governadores "não estão movendo uma palha" para resolver a situação e que "estão gostando" disso.
Olha só, tem governador, não quero citar nome, que está conivente com o que está acontecendo e bota a culpa no governo federal. Tem estados aí, que não quero citar, na região Norte, que o governador não está movendo uma palha para ajudar a combater incêndio. Está gostando disso daí — afirmou Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada.
Bolsonaro também levantou a hipótese de que o aumento das queimadas na Amazônia pode ter sido causado por membros de ONGs para prejudicar a imagem de seu governo.
O crime existe, e isso aí nós temos que fazer o possível para que esse crime não aumente, mas nós tiramos dinheiros de ONGs. Dos repasses de fora, 40% ia para ONGs. Não tem mais. Acabamos também com o repasse de dinheiro público. De forma que esse pessoal está sentindo a falta do dinheiro. Então, pode estar havendo, não estou afirmando, ação criminosa desses "ongueiros" para exatamente chamar a atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil.
Imagem relacionadaQuestionado se considerava as ONGs responsáveis pelas queimadas, Bolsonaro disse que não estava afirmando isso, que insinuou que elas poderiam estar representando "interesses de fora do Brasil".
Não estou afirmando. Temos que combater o crime, depois vamos ver quem é o possível responsável pelo crime. Mas, no meu entender, há interesse dessas ONGs, que representam interesses de fora do Brasil.
Bolsonaro afirmou que estranha as imagens das queimadas e disse que "tudo indica" que os responsáveis pelas filmagens são as mesmas pessoas que tocaram fogo:
O fogo foi tocado, pareceu, em lugares estratégicos. (Tem) imagens da Amazônia toda. Como é que pode? Nem vocês teriam condições de todos os locais estar tocando fogo para filmar e mandar para fora. Pelo que tudo indica, foi para lá o pessoal para filmar e tocaram fogo. Esse que é o meu sentimento. Vocês têm que entender uma coisa, que isso não está escrito. Não têm um plano para isso aí. Isso é conversa, pessoal faz, toma decisão e ponto final completou
O presidente ainda minimizou os cortes nos repasses da Alemanha e da Noruega para ações contra os desmatamento.
Eu não posso apenas aceitar recursos de alguém sem saber a intenção daquela pessoa. Eu não vou te dar um dinheiro todo mês, para você, se eu não tiver alguma intenção que você faça alguma coisa de bom para mim. Ou é apenas coração grande da Noruega, da Alemanha? Não é isso daí. Não é verdade. Não se pode acreditar nessa infantilidade. É isso que eu tento o tempo todo alertar o povo do Brasil.

Procurados, os governadores da região Norte reagiram às declarações de Bolsonaro.
O governador do Amapá, Waldez Goes (PDT), disse que o presidente está tentando “transferir responsabilidades” e que essa postura não vai resolver o problema.
Resultado de imagem para fogo amazoniaTransferir responsabilidades não vai acabar com as queimadas. Os governadores da região não concordam com isso— disse o governador, que é presidente do recém-criado consórcio de nove estados da Amazônia Legal que, além do Amapá, inclui Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Mato Grosso, Tocantins, Roraima e Acre. Em nota, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), disse que o estado vem tomando medidas para combater as queimadas e, sobre a frase de Bolsonaro, adotou um tom conciliador afirmando que vem mantendo “diálogo permanente” com o governo federal. Em Rondônia, comandado pelo colega de partido do presidente Coronel Marcos Rocha (PSL), o governo se limitou a dizer que está montando uma “blitz” de combate às queimadas a partir desta quarta-feira na capital, Porto Velho. Na nota enviada à reportagem, Rocha não faz nenhuma menção às declarações de Bolsonaro. Os governos do Acre, Roraima, Tocantins e Pará ainda não se pronunciaram.
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Se Antes os incêndios na Amazônia aconteciam em áreas desmatadas, como pastagens, agora o fogo se alastra maioritariamente sobre floresta em pé.

Apertinhos!

Parece estar cada vez mais apertado o cerco para Armando Emílio Guebuza (1), ex-Presidente da República, no que tange ao seu papel na contratação das “dívidas ocultas”, no valor de 2.2 mil milhões de USD, que levaram o país à falência.    Um dos detalhes que consta do Despacho de Pronúncia exarado pela 6ª Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM) é referente a um correio electrónico enviado por Jean Boustani (3) à arguida Maria Inês Moiane (2), Secretária particular de Armando Guebuza, durante os 10 anos em que este esteve na Presidência da República, com conhecimento do seu filho, Armando Ndambi Guebuza, cujo destinatário era o então Chefe de Estado.
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O e-mail, enviado pelas 11:37 horas do dia 10 de Fevereiro de 2014 e transcrito pelo Tribunal, dizia:

“Excelência Chefe,
Tivemos uma discussão de ideias sobre as soluções imediatas para a Proindicus.
Podemos fazer um lobby (influenciar) com ANADARKO e ENI e garantir os contratos. Não há absolutamente nenhuma preocupação.
Mas, primeiro precisamos do seu aconselhamento e instruções para os seguintes passos se forem apropriados:
1)      Criar uma filial da nossa empresa em Moçambique;
2)      Criar uma empresa conjunta entre a filial moçambicana e o SISE, onde este último será o maior accionista;
3)      Esta empresa conjunta deve receber concessão EXCLUSIVA tanto do Conselho de Ministros ou do Decreto Presidencial para gerir os activos da Proindicus e providenciar serviços de protecção a todas as empresas (nacionais e estrangeiras) em funcionamento em Moçambique.
Com esta solução, somos legalmente “prova de bala”.
Como você nos instruiu, devemos agir imediatamente.
Aguardamos as suas ordens
Melhores cumprimentos
Sandy & Jean”.

Entretanto, o documento na posse da “Carta” não revela qual terá sido a resposta de Armando Guebuza ao referido e-mail, da mesma forma como não apresenta a resposta dada por Ndambi Guebuza ao banco sul-africano FNB, quando este questionou a proveniência do valor, assim como da relação entre Ndambi Guebuza e Privinvest, como condição para disponibilizar o dinheiro.     De acordo com a acusação do Ministério Público, Maria Inês Moiane, enquanto Secretária Particular do ex-Chefe de Estado, preparou encontros entre o Presidente da República e dirigentes seniores do Grupo Privinvest, com destaque para Jean Boustani e Iskandar Safa. Nessa missão, revela o despacho do TJCM, a arguida recebeu e-mails de Jean Boustani, incluindo o acima citado, com conhecimento de Ndambi Guebuza, relacionados com os equipamentos a serem fornecidos pela Privinvest no âmbito da implementação do Projecto de Protecção da Zona Económica Exclusiva com a orientação de fazê-los chegar ao Presidente da República.
Aliás, no e-mail enviado à arguida e transcrito pelo Tribunal, direccionado a Armando Guebuza, Jean Boustani escreveu: 

“Bom dia minha irmã. Por favor, passe para o Chefe. Abraços e 100 beijos. Jean”.

 Pelo trabalho, Inês Moiane recebeu da Privinvest um valor total de 877.500 Euros, que aplicou na aquisição de imóveis, que os passou para a gestão do irmão Elias Moiane, também arguido no processo nº 18/2019-C. (Abílio Maolela)

terça-feira, agosto 20, 2019

Avanços na cirurgia plástica


Imagem relacionadaO Hospital Central de Maputo (HCM) já possui valências que lhe permite usar expansores tissulares nas cirurgias plásticas e reconstrutivas. Trata-se de um procedimento que possibilita gerar pele extra para a reconstrução da zona do corpo afectada, levando a um resultado natural.Esta técnica, que nos últimos anos se tornou num dos procedimentos mais utilizadas na cirurgia reconstrutiva e que até então não era usada nesta unidade sanitária, foi introduzido pela primeira vez durante a 7ª missão medica internacional de cirurgia plástica que decorreu de 12 a 16 de Agosto.A missão composta por 19 especialistas provenientes da Califórnia, nos Estados Unidos de América era integrada por médicos cirurgiões, especialistas em feridas, enfermeiros gerais, enfermeiros especializados em queimaduras, fisioterapeutas, anestesiologistas, e outros voluntários.Foram no total assistidos, treze pacientes com idades compreendidas entre 21 meses e 44 anos de idade que apresentavam deformidades resultantes de acidentes e queimaduras de diversos graus.
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Em Moçambique, as fendas labiais e queimaduras constituem um problema de saúde pública e os pacientes exigem muitos cuidados e pessoal muito bem treinado daí que o intercâmbio que o HCM tem vindo a realizar através destas missões trazem muitos benefícios.
Imagem relacionadaFalando no quadro desta missão, Celma Issufo, directora do Serviço de Cirurgia Plástica no Hospital Central de Maputo (HCM) explica que na época fria registam-se altos índices de queimaduras principalmente em crianças devido a forte tendência de aquecer água para o banho, utilização de lareiras, aquecedores e fogões a lenha daí que alerta para tomada de medidas de precaução.Segundo Celma, com estes procedimentos o HCM pretende estar ao mesmo nível de qualidade com outros países do mundo e oferecer melhores serviços aos seus pacientes que muitas vezes recorrem ao exterior em busca de atendimento.O facto dos pacientes requererem cuidados específicos que exigem recursos materiais, nalguns casos bastante onerosos e um tratamento extremamente delicado, leva o país a grandes desafios, tais como a realização de acções de formação envolvendo cirurgiões com uma experiência acima da capacidade existente no país, daí que justifica-se a realização destas missões.De acordo com as estatísticas do sector, existem no país apenas três especialistas nacionais em cirurgia plástica e reconstrutiva para um universo de 27,9 milhões de habitantes, auxiliados por médicos de nacionalidade cubana, daí que a aposta é ter mais médicos moçambicanos para responder a demanda. São em média diariamente atendidos neste serviço, quatro a cinco pacientes maioritariamente transferidos das outras unidades sanitárias do país.