última quarta-feira. O PR estava então ausente do país. Dizem agora os “desmobilizados” que esperarão por uma resposta até à próxima quarta-feira. Decidiram assim a pedido do executivo, dizem.O Governo pediu-lhes tolerância até quarta-feira. Prometeu-lhes que o presidente da República, Armando Guebuza, os vai os receber em audiência.Herminio dos Santos, líder do Fórum dos desmobilizados, declarou na noite de ontem, domingo, ao Canalmoz, que o ministro dos Combatentes, coronel na reserva Mateus Kida, o havia contactado para lhes pedir que tolerassem até quarta-feira. Nesse dia prometeu que nos darão a resposta, quando o chefe de Estado estará disponivel para receber os desmobilizados.“O ministro dos Combatentes veio nos pedir para esperarmos até quarta-feira, porque o presidente da República não estava no país e voltou na última sexta-feira” disse Hermínio dos Santos.Hermínio dos Santos garantiu que até lá, os desmobilizados não vão se manifestar. Contudo afirmou que caso na quarta-feira a resposta não seja satisfatória, vão voltar a sair às ruas em nova acção de protesto.Os desmobilizados exigem, entre outras coisas, uma “reforma condign”. Querem, designadamente uma pensão mensal de 12.500 meticais.Os mobilizados alegam que foram “usados” em diversas guerras e por isso querem ser compensados pelo governo pelos anos que passaram a combater.Os “desmobilizados” aglutinados no Fórum dirigido por Hermínio dos Santos alegam que “o Estatuto do Combatente aprovado pelo Partido Frelimo é discriminatório e favorece os combatentes de libertação nacional com vínculo historico ao regime do partido Frelimo”.Do grupo liderado por Hermínio dos Santos, que tem estado nas ruas a demonstrar a sua indignação e a lutar pela aprovação do seu pacote reivindicativo, fazem parte 13 mil desmobilizados provenientes de unidades da Frelimo e Renamo, ex-milicianos, antigos membros de grupos de Vigilância, Naparamas, viuvas e órfãos de combatentes de guerra falecidos durante e depois da guerra.Os desmobilizados já descataram qualquer diálogo que não seja com o presidente da República, Armando Guebuza ou o primeiro-ministro Aires Ali.(Bernardo Álvaro)segunda-feira, novembro 07, 2011
Presidente, ajude-nos por favor!
última quarta-feira. O PR estava então ausente do país. Dizem agora os “desmobilizados” que esperarão por uma resposta até à próxima quarta-feira. Decidiram assim a pedido do executivo, dizem.O Governo pediu-lhes tolerância até quarta-feira. Prometeu-lhes que o presidente da República, Armando Guebuza, os vai os receber em audiência.Herminio dos Santos, líder do Fórum dos desmobilizados, declarou na noite de ontem, domingo, ao Canalmoz, que o ministro dos Combatentes, coronel na reserva Mateus Kida, o havia contactado para lhes pedir que tolerassem até quarta-feira. Nesse dia prometeu que nos darão a resposta, quando o chefe de Estado estará disponivel para receber os desmobilizados.“O ministro dos Combatentes veio nos pedir para esperarmos até quarta-feira, porque o presidente da República não estava no país e voltou na última sexta-feira” disse Hermínio dos Santos.Hermínio dos Santos garantiu que até lá, os desmobilizados não vão se manifestar. Contudo afirmou que caso na quarta-feira a resposta não seja satisfatória, vão voltar a sair às ruas em nova acção de protesto.Os desmobilizados exigem, entre outras coisas, uma “reforma condign”. Querem, designadamente uma pensão mensal de 12.500 meticais.Os mobilizados alegam que foram “usados” em diversas guerras e por isso querem ser compensados pelo governo pelos anos que passaram a combater.Os “desmobilizados” aglutinados no Fórum dirigido por Hermínio dos Santos alegam que “o Estatuto do Combatente aprovado pelo Partido Frelimo é discriminatório e favorece os combatentes de libertação nacional com vínculo historico ao regime do partido Frelimo”.Do grupo liderado por Hermínio dos Santos, que tem estado nas ruas a demonstrar a sua indignação e a lutar pela aprovação do seu pacote reivindicativo, fazem parte 13 mil desmobilizados provenientes de unidades da Frelimo e Renamo, ex-milicianos, antigos membros de grupos de Vigilância, Naparamas, viuvas e órfãos de combatentes de guerra falecidos durante e depois da guerra.Os desmobilizados já descataram qualquer diálogo que não seja com o presidente da República, Armando Guebuza ou o primeiro-ministro Aires Ali.(Bernardo Álvaro)sábado, novembro 05, 2011
Sul em risco de desertificação
ices de solo, índices de vegetação, cartas de ocupação e uso de solo. As análises das regiões foram realizadas usando a ferramenta do projecto Desert Watch e com base nas imagens do ENVISAT MERIS, um satélite de observação da terra.Contudo, esta pesquisa ainda carece da validação do Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), devendo depois seguir a sua apresentação.Espera-se que com este estudo o Governo possa identificar possíveis medidas a tomar para combater o fenómeno da desertificação, tendo em conta a informação disponível.Refira-se que ao organizar o seminário de hoje, a Critical Software, uma empresa portuguesa que opera em Moçambique há já 10 anos, pretendia divulgar as vantagens das tecnologias de observação da terra em diversos sectores de actividade em Moçambique.“A Critical Software Moçambique desenvolve sistemas críticos de negócios, telecomunicações, energia, e indústrias, bem como militares como a aeronáutica e defesa. Nós desenvolvemos tecnologias de duplo uso (militar e civil)”, explicou Rui Melo, administrador executivo da empresa.“Por exemplo, trazemos capacidade de observação da terra a partir do espaço e explicamos a importância destas tecnologias em relação as técnicas manuais, tendo em conta a dimensão do solo moçambicano”, acrescentou.Durante o seminário, a Critical Software falou das vantagens de uso de tecnologias de observação da terra em diversas áreas, como na gestão de bacias hidrográficas, florestas, bem como na agricultura, planeamento urbano, controlo DE desertificação, erosão, entre outras.Os "medos"de uma eleição
ores 25.258 (vinte e cinco mil e duzentos cinquenta e oito) cidadãos. 11.335 obtiveram a segunda via do cartão de eleitor, isto é já eram antes eleitores neste município. Outros 4.035 (quatro mil e trinta e cinco) trata-se de transferidos de outros pontos para aquela urbe. E 9.888 são novos inscritos, novos eleitores.A 7 de Dezembro de 2011 vão sujeitar-se à escolha do eleitorado o candidato proposto pela Frelimo, Lourenço Abu Bacar Bico, comerciante, e o Professor Doutor Manuel de Araújo, proposto pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Um deles será o próximo presidente do Conselho Municipal.Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM) foi chamada a intervir no último dia do recenseamento em Quelimane. Algumas pessoas que se achavam ter sido impedidas de se inscreverem para votar no dia 7 de Dezembro próximo, estavam a protestar contra a morosidade nos postos de recenseamento e a Polícia foi chamada a intervir para os impedir de protestarem contra o encerramento do processo em que se viram excluídos.A revolta popular nalgumas assembleias de voto, onde a Polícia foi obrigada a reforçar os seus efectivos, surgiu quando a directora provincial do STAE na Zambézia, Joice Matsinhe, ordenou o encerramen
to das mesas, por volta das 17 horas sem dar nenhuma satisfação, alegando que o período tinha expirado.Na altura em que a directora deu essas informações, em algumas dessas assembleias, no caso concreto da Escola Primária de Quelimane, havia bichas de pouco mais de 50 pessoas, todas com senhas para se inscreverem. Foram impedidas de adquirir o seu direito de se tornarem eleitores. Chegaram antes de terminar o prazo, tinham senhas na mão mas foram escorraçadas e impedidas dessa do seu direito de cidadania.Na circunstância, os que se achavam interditos de se recensear, acusaram um oficial do STAE afecto no local de ter recebido suborno do partido Frelimo para fechar as mesas. Daí começaram a se rebelar, obrigando a Polícia a pedir reforço de efectivos.Segundo o calendário, a campanha eleitoral arranca no dia 22 de Novembro em curso e termina a 4 de Dezembro de 2011, ou seja, 48 horas antes da votação.De 22 de Novembro a 22 de Dezembro, ou seja, no espaço de um mês será proibida a divulgação de sondagens referentes às mesmas eleições.No dia 12 de Novembro, está previsto que a CNE divulgue os locais das Assembleias e mesas de Votação.De 18 de Novembro a 04 de Dezembro será o período de credenciação dos delegados de mesa e partidos políticos. (Bernardo Álvaro)Vizinho de sub-inspector foge da cadeia
Orlando Mudumane.Citado pelo jornal “Notícias”, Mudumane disse que a comissão também irá procurar apurar o grau de envolvimento de dois agentes da PRM, ora detidos, em conexão com o caso, particularmente o sub-inspector José Filipe Maoze, chefe-adjunto daquela cadeia, considerada a mais segura de todo o país.José Maoze, mais conhecido por “chefe José” é vizinho de um dos reclusos fugitivos. Ele reside no bairro de Malhazine e, aparentemente, servia de elo de ligação entre os meliantes foragidos e os respectivos familiares.Mudumane disse que caso se prove o envolvimento de “Chefe José” na evasão dos seis reclusos, ser-lhe-á instaurado um processo disciplinar e criminal. Até agora ainda não são conhecidas as circunstâncias da fuga dos seis bandidos. Contudo, a Polícia diz que, para lograrem os seus intentos, os meliantes serraram as grades de protecção da janela da cela, localizada no primeiro andar de um dos edifícios do Comando.Depois de abrir o buraco, os fugitivos usaram capulanas e mantas para fazer nós de ligação através dos quais desceram até ao andar térreo. Quatro dos reclusos fugiram no Domingo e os restantes dois no dia seguinte.Um sétimo cadastrado foi neutralizado ainda a tentar fugir na Segunda-feira.Dentre os cadastrados encontram-se Orlando Litsuri e Alcides Ndeve, condenados a 18 e 16 anos de prisão, respectivamente. Os outros quatro são Pedro Mulungue, Gilberto Mavie, Moisés Tivane e Clopaz Dimande, ainda não julgados, mas com a sua prisão já legalizada. A Polícia divulgou as imagens dos reclusos foragidos, com a excepção da Clopaz Dimande. Esta medida visa permitir o reconhecimento dos bandidos pelo público a quem é exortado denunciar as autoridades competentes. Equipamento moderno para novo hospital
tecnologia, bem como novas enfermarias.Esta informação foi revelada pelo director do hospital, Baltazar Domingos a jornalistas que visitavam o hospital que se encontra em fase de reabilitação. As obras de reabilitação e ampliação do hospital estão na sua recta final, prevendo-se a sua conclusão durante o primeiro trimestre de 2012. Assim, o hospital passa a contar com um bloco operatório com quatro salas de cirurgia, contra apenas uma que tinha antes, e vai passar a contar com 420 camas para doentes, o que representa um aumento de 100 por cento.“As obras estão 90 por cento realizadas. Estas obras permitem que o hospital tenha novas infra-estruturas e serviços, criando mais capacidade de referência e de resposta para os utentes do hospital o que constitui uma mais-valia. Podemos dizer que temos uma infra-estrutura em condições de responder a toda a demanda d
a província” disse. Segundo Baltazar, as novas infra-estruturas colocam novos desafios aos profissionais de saúde. Actualmente, o hospital conta com oito médicos especialistas, entre os quais um pediatra, gineco-obstetra, cirurgião, dois ortopedistas, um internista, anestesiologista, urologista e oncologista.O oncologista chegou ao hospital há cerca de duas semanas, colmatando a lacuna existente, que obrigava a transferir todos os casos de cancro para as cidades da Beira, Nampula e Maputo. A mesma situação afectava os serviços de urologia.“Já estamos em condições de trabalhar, mas precisamos de mais especialistas porque não estamos completamente satisfeitos. Com as novas infra-estruturas estamos em condições de acolher mais especialidades “ disse.O director revelou que o hospital precisa de um intensivista para a sala de reanimação, imageologista para exames de Raio X, ecografias e outros se
rviços, médico legista e um neurocirurgião.“O hospital não tem um intensivista para a sala de reanimação. Temos um serviço de imageologia com alta tecnologia, mas que será utilizado para serviços básicos operados por médicos, porque não temos um imageologista. Já temos condições para acomodar um médico legista. Também precisamos de um neurocirurgião e quando nos aparece um caso que requer este atendimento e’ transferido para Maputo, Beira e/ou Nampula”, explicou. Algumas especialidades solicitadas pelo Hospital província de Tete não existem em Moçambique. Outras existem em número reduzido, como são os casos de médicos legistas, neurocirurgiões.O Hospital Província de Tete conta com um efectivo de 420 trabalhadores entre pessoal de saúde e administrativo.122 milhões de meticais em infra-estruturas
de direito que ocupa as antigas instalações da faculdade de direito da Universidade Eduardo Mondlane.Para o efeito, a UNIZAMBEZE está a investir 122 milhões de meticais (cerca de 4,5 milhões de dólares ao câmbio corrente) na construção de um campus universitário localizado nas instalações de um antigo quartel das Forças Armadas de Defesa De Moçambique, no bairro Matacuane, na cidade da Beira, ocupando uma área de cerca de cinco hectares.O responsável das obras da UNIZAMBEZE, o arquitecto Cláudio Guambe, disse que as novas infra-estruturas, construídas de raiz contemplam sete áreas devidamente enumeradas, pelas quais serão distribuídas as diversas faculdades que funcionam naquela urbe, assim como a reitoria e os serviços administrativos.Assim, a área um é reservada a reitoria e serviços administrativos diversos da instituição, área dois é para um projecto futuro não revelado, área três será destinada à faculdade de ciências e tecnologias, com um total de 18 salas, das quais quatro laboratórios de engenharia civil e electrónica, bem como um centro de informática e as restantes para salas de aulas. As obras in
cluem um anfiteatro com capacidade para acolher 300 pessoas.A área quatro está reservada ao desporto, com campos de jogos. A área cinco destina-se à faculdade de ciências sociais e humanidades, com quatro salas, das quais duas de informática e as restantes para aulas.Na área seis haverá dois anfiteatros, um com capacidade para 200 pessoas e outro para 100, uma sala magna para reuniões, e a área sete está reservada a residências para os estudantes, com oito casas. De referir que este constitui um projecto futuro.“Aqui no campus teremos a Reitoria e todos os serviços administrativos da universidade que neste momento funciona num edifício dos Caminhos de Ferro de Moçambique. Os cursos de contabilidade, gestão e economia, que são ministrados na faculdade de direito, bem como a faculdade de ciências e tecnologias que funcionam em instalações alugadas serão também transferidos para o campus” disse.As obras do campus deveriam já ter sido concluídas, mas devido ao atrazo no desembolso de recursos, apenas a parte relativa às faculdades será entregue até ao fim de Janeiro próximo.As obras, que iniciaram a 2 de Setembro de 2010 e já se encontram no estado avançado.Nas outras províncias, onde a faculdade possui faculdades a funcionar, estão igualmente em curso obras de raiz.Em Tete, estão a ser construídos dentro do Hospital Provincial, a faculdade de Ciências de Saúde, e na vila de Ulongè, a faculdade de ciências agrárias.Segundo Guambe, as obras da faculdade de ciências de saúde, contemplam a reabilitação de um edifício já existente, que possui três salas de aula, quatro laboratórios e dois sanitários. Por outro lado, está em construção de raiz um edifício com sete salas, dois anfiteatros com capacidade para 200 estudantes cada, quatro laboratórios e um bloco administrativo.As obras, avaliadas em 45 milhões de meticais, deverão estar concluídas até Dezembro deste ano.Na faculdade de ciências agrárias de Ulonguè, está a ser concluído um edifício de dois pisos que contempla 10 salas de aulas, uma sala de informática e dois anfiteatros com capacidade de 300 lugares cada um, bem como o gabinete do director e outros serviços administrativos.A primeira fase que abarca as salas de aula e bloco administrativo será concluída em Janeiro próximo.Entreta
nto, as obras no global, estão avaliadas em 49 milhões de meticais, financiados pelo Orçamento do Estado, a semelhança do que acontece com os restantes empreendimentos.Enquanto isso, a faculdade de Engenharia Ambiental e dos Recursos Naturais, localizada em Chimoio, província de Manica, funciona num recinto do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) do Ministério para Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), enquanto decorrem preparativos para o arranque das obras de construção de infra-estruturas de raiz.De referir que a faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal localizada em Mocuba, na Zambézia, foi a primeira a beneficiar de obras de reabilitação e ampliação entre 2008 e 2009.Todas as obras da UNIZAMBEZE estão a ser executadas pela empresa chinesa Nantong Construções.A UNIZAMBEZE é uma instituição pública de ensino superior, criada pelo Conselho de Ministros, através do decreto 77/2007 de 18 de Dezembro, para disponibilizar a formação superior na zona centro do país.A sede da UNIZAMBEZE está na cidade da Beira, província de Sofala, mas possui, igualmente várias faculdades com vários cursos em todas as províncias do centro do país.A universidade conta actualmente com um total de 3.351 estudantes distribuídos em 21 cursos e um efectivo de 188 docentes.Gémeos culpados pela derrota em 1947
panjakas, uma família real local cujos 10 chefes eleitos reforçam a sua autoridade cultural. O tabu contra gémeos é baseado numa percepção cultural de um desastre histórico.Os anciãos de Mananjary culpam gémeos pela derrota da revolta contra as autoridades coloniais francesas em 1947, como exemplo da sua crença. Diz-se que uma rainha fugiu da luta mas esqueceu um dos gémeos. Ela mandou soldados de volta para trazer a criança e foram massacrados. Não há prova histórica de tal ocorrência.“Não existe nenhuma razão real para este costume, e se eu pudesse decidir de novo eu teria ficado com os meus filhos,” disse Marie Louise Zisllene, directora de escola local. Os seus gémeos foram adoptados por uma família canadiana em 1988 e ela não teve mais contacto com eles desde então, mas ela diz que eles tiveram provavelmente uma educação melhor daquela que teriam tido em Madagáscar.O professor Ignace Rakoto, co-autor, com Gracy Fernandes e Nelly Ranaivo Rabetokotany, de um recente estudo sobre a rejeição de gémeos, intitulado “Gémeos de Mananjary, entre abandono e protecção”, disse que “o tabu causa grande sofrimento no seio das famílias”. Ele pertence a um clã que não tem esse tabu.“Eu cresci ne
sta zona sem saber que isto (dar gémeos para adopção) acontecia, porque nunca ninguém falou disto. Algumas pessoas ficaram embaraçadas quando começámos a investigar,”, disse Rakoto. “Eles nos perguntavam porquê queriamos divulgar isso na imprensa.”Rakoto, que é antigo Ministro da Educação, disse que os chefes encaram o tabu como “parte da sua identidade – Eu tento dizer-lhes que não se pode construir uma identidade à volta de uma tradição errada.”Quando Voangy Razafy, de 31 anos, teve parto de gémeos ela tentou convencer a sua família de que ela deveria ser autorizada a criar os seus filhos, mas o avô de Razafy, um chefe do cã de Antambahoaka, recusou quebrar a tradição.“No fim, mesmo a minha mãe se voltou contra mim e mandou-me embora,” disse ela. O custo de desafiar o tabu significou que teve que ir viver numa outra parte da cidade, onde ela passa extremas dificuldades financeiras, e é ostracizada pela sua própria família. “Eles disseram que os meus filhos um dia vão se virar contra os progenitores quando cresceram.”A tradição dita que os gémeos devem ser abandonados à nascença e deixados para morrerem; aqueles que tiverem sorte são achados e recolhidos por outras pessoas. Na cidade, gémeos abandonados são dados para adopção e esta prática pode causar profundas divisões.“Aconteceu um caso em que gémeos foram achados junto a um contentor de lixo. Uma família de um outro grupo étnico levou uma das meninas. Anos mais tarde, quando os pais biológicos viram a menina queriam tomá-la de volta, mas ela recusou. Mesmo agora, como adulta, ela não quer nenhum contacto com a sua família biológica,”dizem os autores.Em 1987 foi criado o Centro para Adopção de Gémeos, mas foi recebido com muito ressentimento pelos membros da comunid
ade. “Quando acabávamos de abrir o centro, os vizinhos queixaram-se de que o vento que soprasse sobre o centro lhes provocava doenças. Tivemos que sair e viemos para este lugar, longe da cidade,” disse Julie Rasoarinanana, que gere o centro.Alguns membros da família dela também não concordavam com a ideia do centro e avisaram-na que ela seria proibida de entrar na casa real, conhecida como Tranobe, porque “eu toquei em gémeos”.O centro já providenciou a adopção de 300 crianças desde que abriu, e tem enfrentado crescentes dificuldades com a entrada em vigor de novas regras de adopção, para tentar controlar o tráfico de menores.terça-feira, novembro 01, 2011
Não está fácil!
ntidade total de sete quilogramas.“A PRM na cidade de Maputo deteve, no Aeroporto Internacional de Maputo, a cidadã H. Makhava, de 26 anos de idade, por tráfico de cinco quilogramas de cocaína, após ter desembarcado num voo proveniente da Etiópia”, indica o comunicado de imprensa do Comando Geral da PRM.Segundo a Polícia, na mesma semana e no mesmo aeroporto, a PRM deteve os cidadãos F. Nnoll e T. Mgidi, também sul-africanos, por tráfico de dois quilogramas de cocaína após o desembarque num voo da Ethiopian Airlines.Só na segunda metade de Setembro último, a PRM registou quatro c
asos de apreensão de droga pesada no Aeroporto Internacional de Maputo, um dos quais envolvendo três indivíduos (uma sul-africana, uma zambiana e um nigeriano), encontrados com 14,7 quilogramas de cocaína.Os outros casos registados em Setembro são de dois estrangeiros, uma zambiana e um sul-africano, surpreendidos com 500 gramas de cocaína pura; e o de uma cidadã boliviana, proveniente do Brasil, encontrada a transportar quantidades não especificadas de haxixe no estômago.A semana passada foi também marcada pela detenção de dois cidadãos, ambos de nacionalidade paquistanesa, acusados de tráfico de dinheiro no valor de 669.900 dólares americanos, quando eles pretendiam embarcar para Dubai, com trânsito na vizinha África do Sul.Refira-se que a legislação moçambicana não permite o porte e transporte de dinheiro em numerário superi
or a cinco mil dólares americanos sem a prévia autorização. Na altura da sua detenção, os dois indivíduos, ora detidos, contaram à PRM que eles operam no país há cerca de cinco anos, no ramo de venda de viaturas usadas. Os dois indivíduos foram posteriormente restituídos à liberdade, devendo responder o caso fora da cadeia. A PRM diz que não saber se houve pagamento de caução, mas avança que a natureza do processo ditou que os supostos traficantes de moeda fossem soltos. A Polícia de Investigação Criminal (PIC) está a investigar a origem do dinheiro, para apurar se existe ou não uma rede de tráfico em conexão com os dois cidadãos, bem como outros procedimentos que irão ajudar a aferir se o negócio de viaturas justifica o volume do dinheiro apreendido.Governo com nota + +
imais protegidos, cuja caça não é permitida, e ainda de elefante.Um informe da Direcção Nacional de Terras e Florestas (DNTF) do Ministério da Agricultura sobre a situação de exportação ilegal de madeira no país, citado pelo “Diário de Moçambique”, indica que as províncias de Cabo Delgado e Nampula, Norte do país, e Maputo, no Sul, são aquelas em que mais casos de exportação ilegal foram detectados nos seus portos.No porto de Pemba (Cabo Delgado), foram detectados em Dezembro do ano passado seis empresas a tentarem exportar 195 contentores de madeira em toros, perfazendo um volume de 3.047 metros cúbicos.Nestes carregamentos foram igualmente encontrados troféus tais como cornos de rinoceronte, carapaças e vísceras fumadas de pangolim, pontas de marfim, colares e pulseiras feitos à base de marfim e excrementos de elefante.Na província de Maputo foi desmantelada uma tentativa de exportar 49 contentores de madeira pertencentes a duas companhias, enquanto em Nampula destaca-se a apreensão, em Julho passado, de 563 contentores também de madeira em toros de espécies de primeira classe. Esta carga era pertencente a oito empresas nacionais e estrangeiras, que queriam exportar ilegalmente cerca de oito mil metros cúbicos de madeira não processada.Para além do cancelamento das licenças de actividades de exploração de espécies florestais e faunísticas, incluindo exportação, as 16 empresas foram obrigadas a pagar uma multa global equivalente a pouco mais de 9.9 milhões de meticais (cerca de 367 mil dólares americanos), bem como à perda da madeira e à apreensão de 126 pontas de marfim, entre outros bens.Do total dos mais de 11 mil metros cúbicos de madeira apreendidos, pouco mais de três mil metros cúbicos foram vendidos em hasta pública, o que resultou numa receita equivalente a cerca de 34 milhões de meticais.Polícia entra na MCEL
mpresa enfrentaram dificultados no envio de serviços de voz e dados.A empresa diz que tal deveu-se a um incêndio ocorrido Domingo último, tendo afectado os sistemas de energia do sector técnico da empresa. Inicialmente, afirmou-se que o incêndio, que deflagrou numa das salas do sector técnico, foi originado por um curto-circuito. Contudo, os bombeiros desmentem que o incidente tenha sido causado por curto-circuito.O porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), David Cumbane, disse que o incêndio (que não libertou chamas) aconteceu numa das sessões de baterias, o que não teria acontecido em caso de curto-circuito.“A sobrecarga ou curto-circuito estão fora de hipótese porque se tivesse sido uma dessas causas o incêndio teria afectado todas as baterias e não apenas uma das sessões”, explicou Cumbane.Ele disse que ainda se estão a investigar as reais causas do incêndio, num trabalho que além dos Bombeiros, também envolve uma equipa conjunta que inclui trabalhadores da empresa visada e agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM).Segundo o SENSAP, o incêndio iniciou com a explosão de uma das sessões das baterias, localizadas numa sala do sector técnico da Mcel. Contudo, apesar da fumaça que surgiu no local, o calor provocado não se libertou em chamas.Cumbane considera que os danos provocados ainda estão sendo avaliados, mas sabe-se que o incêndio afectou o edifício e equipamento, incluindo ar condicionados e candeeiros de iluminação.As TDM, empresa pública de telecomunicações também tem estado a a fornecer serviços condicionados desde a última semana devido ao equipamento afectado por descargas atmosféricas, segundo um comunicado tornado público aos clientes.Sem confirmação, sabe-se que alguns trabalhadores do ramp tecnico têm pautado por uma "greve silenciosa" numa contestação ao nível baixo dos salários e poucas oportunidades de evolução profissional.domingo, outubro 30, 2011
600 mil nas virilhas,meias e sovacos
A Policia moçambicana (PRM) está a apurar a proveniência dos 669.900 dólares norte-americanos (cerca de 18 milhões de meticais) apreendidos na tarde da passada Quarta-feira, no Aeroporto Internacional do Maputo, na posse de dois indivíduos de nacionalidade paquistanesa.Trata-se de M. Adnan, de 31 anos de idade, e M. Ahned (41 anos), residentes no bairro Central, na cidade de Maputo, e que, segundo eles, operam em Moçambique há mais de cinco anos na área da venda de viaturas usadas. Ambos tinham como destino Dubai, nos Emiratos Árabes Unidos, onde iriam adquirir mercadoria.A dupla transportava esse montante organizado em maços e camuflado em diversas partes do corpo. Segundo o porta-voz da PRM na cidade do Maputo, a capital moçambicana, Orlando Mudumane, a sua detenção foi possível graças a uma denúncia, seguida de uma aturada revista.Os paquistaneses disseram à Polícia não ser a primeira vez que transportam somas elevadas nas mesmas condições para fora do país.Mudumane indicou que a Polícia está a investigar a proveniência do dinheiro e que se for lícito, segundo a fonte, ser-lhes-á devolvido, mas obrigados a pagar uma multa por inobservância das normas de transporte de altas somas de dinheiro.O “Noticias” escreve que a Polícia vai instaurar um processo-crime contra eles e poderão responder em juízo pelos seus actos.Mugabe pode receber Saif
ribunal Penal Internacional (TPA), para evitar a sua captura por militares do novo regime naquele país.Gadhafi foi morto em circunstâncias ainda não esclarecidas num confronto havido entre os seus aliados e as forças do Conselho Nacional de Transição (CNT), na cidade de Sirte, sua terra natal.Notícias veiculadas pelo semanário sul-africano 'Mail & Guardian', editado em Joanesburgo, referem que para evitar uma sorte idêntica a do seu pai, Saif al-Islam ver-se-á forçado a entregar-se ao TPI ou asilar-se no Zimbabwe, país da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).O Jornal refere que o Presidente zimbabweano, Robert Mugabe, poderá acolher Saif, uma vez que ele beneficiou do regime de Gadhafi, além de que o Zimbabwe não é signatário do Tratado do TPI, que obriga os Estados membros a prenderem todo aquele que for suspeito e indiciado de crimes contra a humanidade.O TPI declarou que Saif, de 39 anos, está em contacto com aquela instância de direito internacional, que o adverte que poderá ordenar uma intercepção aérea se ele e os alegados mercenários que o protegem tentarem escapar do país.Notícias de Tripoli, citadas pelo Guardian, indicam que o filho do finado líder líbio se encontra escondido em comunidades das tribos tuaregues nas áreas fronteiriças entre a Líbia e o Níger.As mesmas notícias indicam que a família de Gadhafi mantém relações amistosas com as tribos habitante
s das regiões desérticas do Níger, Mali e outros países vizinhos da Líbia. Para além do Zimbabwe, onde se acredita que Saif poderá se exilar com a protecção de alegados mercenários sul-africanos.O Níger, Mali, Chade e Burquina Faso são signatários do Tribunal Internacional de Crimes, o que significa que Said poderá ser entregue àquela instância de direito, para responder por acusações de crimes contra a humanidade.Três irmãos foram mortos durante a guerra apoiada pela Nato, enquanto um outro Saadi, é dado como estando no Níger.Saifal-aIslam era considerado reformador liberal e arquitecto da reaproximação entre a Líbia e nações ocidentais.Ele é acusado pelo TPI de ter recrutado mercenários durante o levantamento que viria a desembocar em guerra, cujo maior saldo foi a morte do líder líbio.Objectivo dos EUA contra rivais como a China.
Assim como a campanha de bombardeamento a Líbia foi lançado com apelos para salvar civis da cidade de Benghazi, agora uma outra intervenção está a ser preparada em África, com o pretexto de ajuda humanitária as vítimas da seca fome. Este é um exercício cínico em decepcionante para a opinião publica. De acordo com um relatório produzido pelo conselho de relacoes exteriores dos EUA, Al-Shabaab é o grupo armado visado e mais forte com dez mil homens e segundo o Centro Nacional de Contra terrorismo, não tem ligações organizacionais com a Al Qaeda.No entanto, autoridades dos EUA culpam esta Organização pela actual fome que se vive naquele pais do corno de África . “O implacável terrorismo da Al-Shabaab contra o seu povo e graves e tão grave que só se espera o pior” anunciou a Secretaria de Estado americana Hillary Clinton na Semana passada. Na Verdade, Washington negou ajuda a todas áreas da Somália, que não estão sob o controle a norte do Governo Federal de Transição (TFG) o que significa que a ajuda é restrita a poucos quilómetros quadrados. "Estamos empenhados em salvar vidas na Somália e trabalhamos em qualquer área nao Controlada por al-Shabaab," Donald Steinberg, vice-Administrador da USAID numa conferencia de Imprensa em Londres. "Infelizmente, cerca de 60% das pessoas afectadas estão em territórios controlados por al-Shabaab ."Não se poderia ter uma visão mais clara da declaração de intenção de Washington de usar a ajuda alimentar e contra a fome como arma de guerra contra uma população civil. Cerca 3,7 milhões de pessoas estão ameaçadas pela fome na Somália, e 2,8 milhoes deles estao no sul do País onde o TFG nao tem autoridade. Qualquer agência que tenta fornecer alimentos em grandes partes da Somália corre o risco de serem processados por ajudar materialmente a uma organização terrorista.Em 2009, os EUA forçaram o Programa Alimentar Mundial a fechar os seusProgramas de Alimentação a Mães e Crianças desnutridas com o Fundamento de que estava a ajudar uma organização terrorista. As áreas onde a ONU declarou oficialmente um estado de fome tem sido nega
da a ajuda alimentar nos últimos dois anos.Aliado dos EUA, o presidente Yoweri Museveni do vizinho Uganda declarou uma zona de exclusão aérea a ser estabelecido sobre o sul da Somália. A finalidade, segundo ele, vai ajudar acabar com milícia al-Shabaab. No entanto, al-Shabaab nao tem poder aereo e nem de superfície como mísseis. Os seus combatentes, muitos deles nao mais do que adolescentes,movimentam-se em viaturas pick-up.A zona de Exclusão Aérea nao tem outro propósito se nao preparar o caminho para uma invasão. F. Geral Carter Ham, que lidera o comando dos EUA para África, AFRICOM, deixou claro que o Pentágono gostaria de ter uma zona de exclusão aérea desde que ela possa ser apresentada como uma decisao vinda de potências regionais, em vez de Washington. Ele quer que a União Africana apresente o plano da mesma forma que a chamada para uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia veio da Liga Árabe. Seria uma operação militar dos EUA sob uma bandeira falsa.Apoiado pelos EUA as forças da União Africana conhecido como AMISOM acabam de lançar uma ofensiva terrestre contra a milícia al-Shabaab. Uma luta feroz tem sido relatada em Mogadíscio e perto da cidade de Elwak, na região de Gedo do sul da Somália.Os EUA já tem preparada a capacidade de ataque em profundidade para a Somália. Em junho deste ano lançou um ataque usando conhecidos avioes não tripulados drone. Anteriormente, desembarcaram tropas das forças especiais em helicópteros para matar ou capturar suspeitos. Pode lançar ataques a partir de uma nova base da CIA em Mogadíscio, da frota de navios militares que patrulham ao largo da costa da Somália, ou a partir da base militar que mantém perto de Djibuti.As reivindicações dos EUA de que Al-Shabaab está ligado à Al Qaeda, estao a ser apresentadas como uma grande ameaça militar para os EUA. O Presidente do Comitê de Segurança Interna Peter King disse que al-Shabaab ser "uma crescente ameaça à nossa pátr
ia", alegando que o grupo estava a recrutar somalis-americanos para o terrorismo.Escrevendo no Guardian, Karen Greenberg, Diretor Executivo do Centro de Direito e Segurança da Universidade de Nova York Law School, desafiou King. Ela apontou que apenas um somali-americano foi condenado por crimes ligados ao terrorismo e que ele não tinha qualquer ligação com a Al-Shabaab.A reação de Washington à fome lembra a Operação Esperança Restauração, quando, nos últimos dias da presidência de George Bush pai, em 5 de dezembro de 1992, 30.000 soldados dos EUA foram enviados para a Somália sob o pretexto de entregar ajuda alimentar para crianças famintas.Al-Shabaab nao existia na altura. A suposta ameaça aos comboios de alimentos vieram dos "senhores da guerra" que emergiram do colapso do regime de Siad Barre. Os EUA tinham desde 1977 apoiado o ditador militar Barre contra o regime pró-soviético da Etiópia. Em 1991, Washington abandonou Barre e o seu regime entrou em colapso. Nenhum governo estável existiu na Somália desde então.O Presidente Bill Clinton continuou com o que se tornou cada vez mais abertamente uma ocupação. Em 1994, apos um helicóptero Black Hawk ter sido abatido em Mogadíscio e os corpos dos tripulantes exibidos diante das câmeras de televisão, foi forçado a retirar as tropas dos EUA da Somália.Operação de restauração Esperança representou uma nova fase de agressão colonial. A Liga dos Trabalhadores dos EUA , o antecessor do Partido da Igualdade Socialista, escreveu: "O desencadeamento de dezenas de milhares de soldados, apoiados por navios de guerra, caças e helicópteros de ataque, é uma violação brutal da soberania do povo somali. "É sinal de um retorno à escravidão colonial dos povos oprimidos, não só de África, mas em todo o mundo."Desde então, Washington foi determinada a reverter a sua derrota e recuperar o controle de um país que está no coração de uma nova c
orrida para a África, um continente rico em petróleo e outras matérias-primas preciosas. Somália senta-se na encruzilhada do comércio mundial por mar e ar. Cerca de 90 vôos comerciais por dia atravessam o seu espaço aéreo. Rotas marítimas que transportam petróleo do Golfo e Norte de África passm pela costa. O controle da Somália é um objetivo-chave dos EUA para manter a hegemonia global contra rivais como a China.Washington aprendeu a adoptar tácticas diferentes desde a sua derrota em 1994. Cada vez mais está a usar forças proximas em África. Em Dezembro de 2006, os EUA apoiaram a invasão etíope da Somália, que instalou o TFG como um regime fantoche. Quando as tropas etíopes se retiraram, a AMISOM substituiu-os. Uganda e Burundi dominam a AMISOM, e os seus militares foram treinados pelos EUA e devidamente equipados. Através de todas estas voltas e reviravoltas de intriga imperialista, a caracterização da invasão da Somália 1992-1994 tem sido repetidamente confirmada. Uma sucessão de aventuras imperialistas, invasões e guerras - nos Balcãs, na Ásia Central, no Golfo Pérsico e em África, mais frequentemente tem sido sob o pretexto de missões humanitárias. Trabalhadores e os jovens devem rejeitar todas as tentativas de manipular a preocupação pública com a fome trágica na Somália para pavimentar o caminho para mais uma intervenção brutal.(Susan Garth)
quarta-feira, outubro 26, 2011
“Dos Frutos do Amor e Desamores até à Pátria”
à Partida”. Em resposta ele diz que fala dos momentos em que começava a ganhar consciência da considerada vida dura.O livro em questão, que aparece no mundo literário sob a chancela da Alcance editores, refere-se igualmente às relações eróticos-amorosas que, até certo ponto, ausentes do conturbado presente, se tornam apenas em lembrança de um tempo mais fértil, no qual ainda existiam utopias a iluminarem a terra. “Desamores até à Partida” remete para o que foi e não é mais, conforme explicou, na ocasião, o seu autor.“Eu sou um ser humano e vivo o dia-a-dia destes desamores. Posso dizer que neste livro estão presentes todas as pessoas com quem vivi estes momentos”, acrescentou Adelino Timóteo. No que refere a primeira parte “Frutos do Amor” o autor entende que os leitores estão claros sobre o título atribuído. Nesta parte o livro, com 47 páginas, menciona que desenha a nudez de uma mulher desejada, flor-sol, lábios húmidos e quentes, vertigem e explosão de carícias, mistérios, ardores que deflagram no ar do poeta, uma escrita que também se faz rebeldia, forjada ora por reminiscências, ora por esquecimentos e lembranças. Adelino Timóteo recorda que na sua infância gostava de ver os frutos que ele e os seus amigos iam tirar nas árvores de um cemitério que se localizava no bairro de Macurungo, na Beira, onde nasceu. “Na altura eu tinha uma visão idílica dos frutos e via-os de várias vertentes, daí também o fruto do amor”, contou, frisando que “uma das maneiras de desafiar a tristeza é recordar os momentos belos vividos”. Adelino Timóteo nasceu a 3 de Fevereiro de 1970 na cidade da Beira. Formado em docência de língua portuguesa, não chega a exercer a sua profissão. Actualmente é jornalista do “Canal de Moçambique”. Em 2004 e 2007 foi, respectivamente, homenageado pelo Instituto Superior Politécnico e Universitário (ISPU) e o Conselho Municipal da Beira. No primeiro caso pela sua poesia e no segundo pelo seu contributo cultural que tem dado a cidade, como escritor e artista plástico. Já em 1999 venceu o Prémio Anual do Sindicato Nacional de Jornalistas para a melhor crónica jornalística. Em 2001 venceu o Prémio Nacional Revelação de Poesia da Associação dos Escritores de Moçambique (AEMO).Socorro!
los adultos e, consequentemente, os eventuais casos de assédio e outras formas de violação que possam ocorrer. Esta preocupação foi manifestada por crianças oriundas de várias escolas da Beira que ontem marcharam por ocasião das celebrações do 26º aniversário da fundação da Organização dos Continuadores Moçambicanos.Centenas de crianças juntaram-se na Praça dos Continuadores, onde procederam à deposição de uma coroa de flores.Não houve os habituais discursos por parte dos organizadores do evento.Entrevistadas na ocasião pelo “DM”, algumas das crianças pediram ao Governo a criação de parques, bibliotecas e clubes infantis que ajudem a recrear os petizes, evitando que estes recorram aos bares, clubes nocturnos e outros locais frequentados pelos adultos.Karmen Kiara, 13 anos, aluna da 9ª classe na Escola Secundária Samora Machel, disse que a falta de parques infantis faz com que muitas crianças recorram às discotecas para se recrearem.Esta situação, segundo referiu, propicia o assédio sexual contra as crianças, gravidez precoce, entre outros males que afectam os continuadores. “Isto tudo pode ser evitado se o Governo garantir espaços específicos para a diversão das crianças”.Para Clementino da Cruz, também de 13 anos, a frequentar a 7ª classe na Escola Primária Completa Amílcar Cabral, na Munhava, a falta de locais em que as crianças possam recrear-se faz com que estas recorram até mesmo às lixeiras para apanharem latas e outros objectos com os quais se divertem, sem terem em conta os riscos à saúde que possam correr.Por seu turno, o presidente do Parlamento Infantil em Sofala, Leonardo Daniel Jorge, 18 anos, aluno da 11ª classe na Escola Secundária Mateus Sansão Mutemba, referiu que o Governo deveria apostar mais na criação de condições para proporcionar recreação às crianças, para que estas possam crescer saudáveis.“As crianças necessitam de parques infantis, bibliotecas e jardins. Estes lugares dão falta na cidade. Os que existiam estão a desaparecer. A título de exemplo, o jardim do Bacalhau, na Ponta-Gêa, foi transformado num local que quase já não serve às crianças”, disse Jorge.Ele apelou ao Governo no sentido de dedicar parte do seu orçamento à criação destas condições para o bem-estar das crianças.Já Mariana da Maide, 14 anos, aluna da 9ª classe na Escola Secundária da Ponta-Gêa, referiu-se à falta de carteiras nas escolas como estando a afectar a qualidade de ensino de muitas crianças.“Estudar sentado no chão não ajuda a criança a ter boa caligrafia, porque cria desconforto. O Governo deve envidar esforços no sentido de alocar carteiras às escolas, para criar condições que nos permitam estudar de forma confortável”, pediu Maide.300 euros mês
De repente, o espaço António Repinga virou centro de contestação social.Os rivais de ontem viraram camaradas, unidos pela mesma causa: pensão condigna, avaliada em 12 Mil Meticais/mês.São desmobilizados das Forças Armadas de Moçambique (FAM), da Renamo, Naparamas e até milicianos,que decidiram unir as forças, fazer coincidir a concentração com o Conselho de Ministros. Difícil avaliar o efectivo destes indignados, mas por aí 1.500 almas aos gritos que nunca paravam. Cânticos que, pese a relativa distância com a sala do Governo, eram perceptíveis aos ouvidos de Aires Ali, o Primeiro-
Ministro que, coincidência ou não, esteve à frente do centro de decisão, já que Armando Emílio Guebuza (palacio presidencial)está na Austrália.Ali manteve-se ali, na sala, eventualmente se sentindo mais seguro ao lado dos outros membros do Governo.O homem não ganhou para o susto. E que susto.Homens e mulheres sem medo de uma AKM ou de uma bazuka, se calhar mais corajosos que os policiais que ontem os vigiavam a escassos metros.O grupo promete voltar à “sua” praça. A Praça da Indignação,para darem continuidade à contestação, estratégia adoptada depois de Armando Guebuza, ou alguém em seu nome, não ter dado ouvido a estes homens e mulheres. E como a paciência não é elástica, avisam que não tardará muito até que entrem para o Plano B destas manifestações, quase ignorando a presença policial nas suas variadas especialidades,incluíndo a famosa Força de Intervenção Rápida (FIR), todos armados até ao pormenor. Não foi necessário, porém, recorrer às chambocadas, o que teriaprecipitado um cenário negro.Nada que seja novidade.Os indignados estão emquase todo o lado, nos Estados Unidos, na Europa, no Norte de África e até aquí ao lado, em Joanesburgo, a ala juvenil do histórico ANC entra amanhã em cena, nasruas, contra o enriquecimento ilícito, contra as multinacionais,contra a injustiça social.Esta marcha junta-se auma outra de há semanas,na capital económica da Áfricado Sul.Angola também nãoescapou a estes ventos decontestação. E Moçambiquenão podia ficar indiferente.E se a socidade civil não tem “estofo” para avançar – sem destruições– os desmobilizados tomam a dianteira, pese acontra-propaganda da véspera.Esta casa aplaúde a forma disciplinada dos manifestantes.Isso terá ajudado os vários ramos da Polícia a assumirem uma excelente postura perante um cenário cujo desfecho era imprevisível.Que se manifestem,desde que de forma ordeira.E o Governo que estejapreparado, a avaliar pela carestia da vida. Deve “saber”falar. São os nossos indignados.
terça-feira, outubro 25, 2011
Mutola prepara regresso a uma Olímpiada
sido o meu ídolo desde que comecei a correr. Depois dos Mundiais perguntei-lhe se estava interessada em treinar-me. A resposta foi positiva e estou muito feliz”, afirmou Semenya, esclarecendo que o acordo foi alcançado após os campeonatos do Mundo que decorreram na Coreia do Sul há cerca de um mês, no qual conquistou a medalha de prata nos 800 metros.Para Lurdes Mutola, que se apo
sentou em 2008 com uma medalha de ouro olímpico, três títulos mundiais ao ar livre e sete em pista coberta, todos nos 800 metros, treinar Semenya “é um enorme desafio”: “É uma atleta jovem, mas já com excelentes resultados. Ainda temos um caminho longo a percorrer, queremos chegar aos Jogos Olímpicos Londres-2012 como número um”.Lurdes Mutola, a única atleta que ofereceu uma medalha de ouro olímpica a Moçambique, afirmou ainda que pretende usar toda a sua experiência para ajudar Semenya, salientando que “é muito mais fácil chegar ao topo do que manter-se lá”.Semenya incompatibilizou-se com o ex-treinador Michael Seme pouco antes dos Mundiais de Daegu.Refira-se que Lurdes Mutola, desde a sua retirada do atletismo profissional, tem se dedicado a apoiar o desporto e também tem estado a jogar futebol feminino. Recentemente foi incluída na Comissão Nacional de Futebol Feminino, na área de marketing.