segunda-feira, julho 27, 2009

Fazer ?Sim , mas bem

Samora Machel, (saudades da sua integridade) sonhou e mandou desenhar nos primeiros anos da independência nacional uma política de desenvolvimento de dez anos para Moçambique.Os resultados não foram os esperados devido a factores até mesmo externos.Daí para cá foram traçados outras estratégias mas pouco se viu e como consequência , o ciclo vicioso da pobreza.Um dos maiores desafios foi o persistente afunilamento das discussões, não permetindo alargar a outras sensibilidades a identificação das causas do fracasso, para de seguida vislumbrar soluções.É verdade que a mudança constante de estratégia demonstra que há preocupação em enterrar os males que teimam adiar a melhoria de qualidade de vida dos moçambicanos.A dificuldade está na maneira de como fazer as coisas.O Fundo de Investimento Local (FIL) é o exemplo de uma estratégia de grande alcance mas que peca por não requerer muito esforço e sacrificio dos cidadãos abrangidos e particularmente do Governo, que deve monitorar o processo.Aparentemente não há obrigatoriedade no reembolso dos empréstimos. Os Conselhos Consultivos distritais que dão o aval para a execução dos projectos admitem timidamente não terem indicações especificas de como reaver os fundos emprestados.Uma operação como esta sem a devida assessoria tecnica e financeira pode ruir e não atingir o desejado impacto social e economico.Nota-se com algum calor e até compreensivel o entusiasmo dos administradores distritais.Foram verdadeiros heróis no período da guerra,tudo fazendo para proteger milhares de pessoas dos ataques animalescos da RENAMO.Fazem parte da equipa eleita para a gestão do Estado Moçambicano no último quinquénio e que não se livrou de hábitos e costumes que dificultam o desenvolvimento social e humano. Optaram por mobilar residencias oficiais, comprar viaturas e outros bens que nada tem a haver com o desenvolvimento das zonas rurais(70% da população vive no campo).O cidadão torce o nariz, denuncia estas incongruencias , o ambiente torna-se tenso, total descrebilidade. Todos os dias são milhões os dolares que os bancos financiam mas na condição dos seus clientes terem requisitos e cumprirem com as regras de jogo. Que futuro tem esta estrategia de transformar o distrito em polo de desenvolvimento? De onde virá o dinheiro para financiar os proximos projectos, se os actuais não garantem o retorno, reflexo das duvidas quanto a sua sustentabilidade económica e financeira? Sim, porque os sete milhões/ano por distrito não sao eternos.Nos anos 70, o governo da Coreia do Sul, sem grandes recursos identificou algumas comunidades para uma experiencia piloto que ao receberem sacos de cimento comprometiam-se em realizar obras de uso comum. Todos os projectos eram decididos por um conselho tecnico e comunitário (Saemaul Undong) e executados com mão de obra local. As comunidades-piloto que no ano seguinte apresentassem resultados positivos recebiam mais 500 sacos de cimento e 1 tonelada de aço para continuarem as obras. Aos poucos as zonas do interior transformaram o cenário atrasado e antiquado num visual urbanizado,desenvolvido com destaque para a industrializacao.Moçambique com a idade que tem tal como o seu governo (34 anos) não suporta mais uma vaga de experiências. Neste clima de boas intenções a procura do melhor o tempo vai passando, e o povo é a principal vítima disso. O país tem cerebros capazes de operar mudanças e não milagres.

sexta-feira, julho 24, 2009

Morreu a velha raposa

Rui Cartaxana, jornalista moçambicano, 79 anos , fundador da Tempográfica, também defensor de causas sociais como no bairro da Munhava, na cidade da Beira, morreu esta sexta-feira em Portugal.Em 2006 esteve em Maputo para rever familiares, amigos e a terra que o viu nascer. Antes do regresso , falou para o SAVANA desfiando a memória sobre a sua vida, a sua carreira profissional, o jornalismo moçambicano, o papel da Imprensa independente no desenvolvimento do país.Numa entrevista conduzida por Robben Jossai, começou pela parte que mais me marcou nas suas reportagens, sobre a usurpação de terra da população vulnerável por latifundiários na Munhava.Rui Cartaxana: Nessa altura não era fácil aquele tipo de reportagens…O que estava a passar é que na zona que liga a cidade da Beira, numa extensão de oito, nove quilómetros, a terra ali é boa e começou a ser ocupada por populações rurais daquela zona. Só que o proprietário registado daqueles terrenos (embora julgo não ser em título definitivo) eram o Dr. Joaquim Palhinha e um outro senhor chamado Dias da Cunha, que eram homens ricos da cidade da Beira. Eles tinham lá dois ou três cobradores brancos, europeus, que regularmente percorriam aqueles quilómetros cobrando dois tipos de receitas: uma era pela implantação de uma palhota e a outra era pela machamba. Só a palhota custava “x”, a palhota com a machamba custava mais. Não sei muito bem se foi o contínuo da redacção ou o (Ricardo) Rangel que me disse: isto é uma vergonha. Estes desgraçados, que eram milhares de pessoas, que estão para fazer a sua machamba ou palhota pagam uma renda mensal que era cobrada por esses empregados dos latifundiários. Um dia falei com Soares Martins sobre esse trabalho e disse-me que avançasse…
Rui Cartaxana esteve durante largos anos à frente do jornal desportivo Record, do qual foi director no período entre 1986 e 1998. Ao serviço do jornalismo, Rui Cartaxana mereceu algumas distinções, entre as quais o Prémio "Gazeta" Reportagem de Imprensa em 1984, ex-aequo com o jornalista Carlos Cáceres Monteiro, também já falecido. O velório de Rui Cartaxana realiza-se sábado, na Igreja dos Olivais. As cerimónias fúnebres são domingo, no cemitério dos Olivais, onde o corpo de Rui Cartaxana será cremado.

quarta-feira, julho 22, 2009

Atentos....

Sou completamente contrário a tudo que esteja relacionado com "imprescindiveis". Embora não seja o único contra este sistema, pouco ou nada significa no meio de um grande grupo de pessoas que o defendem .Desde há alguns anos atrás as pessoas teimam em votar em personalidades. Os partidos fomentam-no o que não admira, é uma das funções. Mas há quem vota em estratégias e programas. Se vota num partido, tem que acreditar minimamente que a pessoa que o lidera é idónea. Nada de votar apenas porque gosta da cara do fulano ou o ache honesto. Se assim fosse, não teria dúvidas em votar em Raul Domingos ou no Daviz Simango, como exemplos de honestidade e credibilidade. No entanto, não valerá a pena votar no primeiro porque o seu partido porque é cavalo perdedor e quanto ao segundo tem muita parra e pouca uva. Quanto aos restantes, estão sempre fora do âmbito porque não cumprem a primeira condição – HONESTIDADE. Vaidosos, embora em extremos opostos do pensamento político, muito parecidos nos seus afins , em torno de cada um, ou seja "culto à personalidade". O culto da personalidade ou culto à personalidade é uma estratégia de propagandapolítica baseada na exaltação das virtudes que são reais ou supostas , bem como da divulgação positivista da sua figura. Cultos de personalidade são frequentemente encontrados também em democracias. O termo culto à personalidade foi utilizado pela primeira vez por Nikita Kruschov para denunciar Josef Stalin.O culto incluí cartazes gigantescos com a imagem do líder, o seu nome de baptismo a cada esquina que se ergue, constante bajulação do mesmo por parte de meios de comunicacao e, irrita-os aqueles que não se levantam a sua passagem.A afirmação da personalidade individual constituí uma regressão a solidariedade e o respeito pelo o outro. Em suma: perde-se a sensibilidade do amor dada a busca insaciável e infértil da auto-promoção.

As mulheres unem!

Passou despercebido para muitos, mas deixou alguns sinais de mudança o facto do edil da Beira ter marcado presença nas celebrações do dia da Mulher Moçambicana.De facto mais não fez se não tomar uma atitude de Estado, na pessoa de representante de uma instituição onde todos os citadinos com maior ou menor frequência necessitam dela.Estabelecido o contraste com aquela oposição que não faz para influenciar e deixa-se ficar em casa protestando os fundamentos das datas históricas nacionais.Ao tratar-se de uma figura independente no xadrez politico nacional, o Presidente do Município da segunda maior cidade moçambicana, mostrou que uma outra atitude, pode mudar a visão afunilada e politizada de momentos incontornaveis para a nação moçambicana.O seu apelo para que o 7 de Abril seja uma forma de agregar todos os nacionais, abre entre linhas a possibilidade a curto prazo de esta data e outras passarem a ser uma referencia para todos e de adesão o espontânea. Na forja um politico de visão aglutinadora, aparentemente de dificel aceitação pelos moçambicanos com outra visão para o país.Ao querer notabilizar e render homenagem as heroínas moçambicanas, o jovem engenheiro deixou passar entre linhas que a Organização da Mulher Moçambicana deve estar aberta a todos, seja quais forem as suas inclinações politicas.Ficou-se com a ideia que está interessado em inscrever na OMM as mulheres que comungam dos ideais do seu recém criado partido. Embaraçoso ou não, certo é que a acontecer os actuais lideres da Organização vão ter que fazer jus aos estatutos que a norteiam, ou seja, integração de todas a mulheres independentemente a sua filiação politica.Provavelmente se estendera a outras organizações próximas a “nossa” histórica FRELIMO, como por exemplo a dos jovens.É cedo para chegar a esta conclusão, mas é um exercício pouco comum no jovem espaço democrático nacional.Se for esta a pretensão, o edil da Beira e o seu Movimento podem estar a passar a mensagem de que há espaço para todos, e que ele só não foi ocupado devido a complexos, intriguismo e uma visão obtusa da mais valia do pluralismo de ideias.A mensagem de harmonia e respeito pelas sensibilidades do eleitor, caiu bem fundo no coração dos munícipes da capital de Sofala.A dado momento a relação reticente e medroso entre moçambicanos de cores politicas diferentes, esfumou-se sem muitos darem por ela.Exemplo recente temos da terra do “tio Sam”, durante os últimos anos odiada quase pelo mundo inteiro, e num ápice recuperou a admiração dos povos.Na senda dos homens de boa vontade, os actos valem mais que os discursos.Vamos esperar e aguardar na esperança do sol ao brilhar para todos seja de igual maneira.Na última instância caberá a cada um saber com sua inteligência tirar proveito do raio que o ilumina.

sexta-feira, junho 26, 2009

Torcidando os "Mambas"

Faizal Ismael Sidat,Presidente da Federação Moçambicana de Futebol e Martin Noijj seleccionador da selecção nacional de Moçambique não se entendem.O primeiro entende que o holandês não está a fazer o devido aproveitamento dos melhores jogadores de momento. O técnico não aceita aquilo a que chama de interferência no seu trabalho da parte de quem nada percebe da matéria.As relações extremaram-se no jogo frente ao Quénia ao ponto de Sidat abandonar a tribuna VIP para pedir satisfações ao técnico.Este é um caso dos vários que têm acontecido no seio da Federação em que são protagonistas estas duas figuras. Martin Noijj não aceita rodar jogadores em datas marcadas pela FIFA, realizando jogos de controle, justificando que o plantel é pequeno e deseja livra-lo de lesões.Faizal Sidat discorda absolutamente, pois na sua perspectiva há outros atletas em forma e que militam no Moçambola com pergaminhos para vestir a camisola da selecção nacional.Noijj embirrou com Sidat, e por pirraça não dá chances a jogadores por exemplo da Liga Muçulmana ,equipa dos amores da família Sidat, também activos na escolha de talentos na qualidade de agentes da FIFA.Noijj farto das incongruências directivas, sabe que a única montra internacional é a selecção, então não dá chances aos empresários no nosso futebol..... Uma relação azeda que deriva de dois perfis de gestão completamente diferentes. Rigor,profissionalismo até ao mais ínfimo pormenor organizativo, pode estar a chocar com uma visão mais flexível e de ocasião.Ou seja, Martin Noijj não é personalidade ideal para encaixar na actual gestão da Federação, ou o seu Presidente não tem perfil para gerir, conviver com os princípios imprescêndiveis do desporto profissional e de alta roda.Dos técnicos nacionais que passaram pela selecção nacional na última década, apenas um teve a coragem de dizer que o nosso futebol era uma brincadeira, e a Federação fora assaltada por gente ignorante em matéria de desporto. Palavras de Artur Semedo.A imagem cinzenta que paira na selecção é apenas entre estas duas figuras, porque o balneario ,esse, é tonica comum de ser um dos melhores graças ao actual selecionador nacional.Faizal Sidat, o Presidente da estrutura que tutela o futebol nacional questiona os resultados dos treinos á terça-feira, com um grupo de trinta selecionados, dos quais só três ou cinco são convocados.Martin Noijj, o seleccionador ao serviço de Moçambique questiona o papel dos membros da Federação, quanto a responsabilidade individual para com a equipa em particular nas deslocações ao estrangeiro, uma situação que vem penalizando o seu trabalho e rendimento do colectivo.

Reforma compulsiva

O governo de Moçambique prepara um plano que retira 70% do salário mensal ao funcionário afectado por doença prolongada. Depois de dois anos, confirmando-se que já não pode trabalhar, seguir-se-á uma reforma compulsiva.Segundo o porta-voz do governo de Moçambique, Luís Covane, vice-ministro da Educação e Cultura, em 2008, dos cerca de 167 mil trabalhadores da função pública 32.000 estavam infectados, dos quais 10.000 precisavam de tratamento anti-retroviral. Sabe-se que cerca de 1.600 funcionários públicos moçambicanos morrem anualmente vítimas de Sida, o que está a colocar problemas ao Estado, que tem de repor funcionários, “alguns deles altamente qualificados”. Tal situação, leva a grande absentismo e a mortes que obrigam o Estado a “fazer reposição de quadros”, alguns “altamente qualificados” e nos quais se fez um grande investimento.Moçambique, com 20,3 milhões de habitantes, é um dos países mais afectados pela Sida no mundo.

ADEUS

quarta-feira, junho 24, 2009

Conservação biológica

NOVOS registos de espécies de plantas, répteis e anfíbios, borboletas e pássaros acabam de ser detectados nos ecossistemas mantanhosos do país, o que representa o alargamento da sua ocorrência e necessidade de uma maior conservação pelas autoridades e sociedade no geral.Os dados constam de um estudo que demonstra a riqueza da biodiversidade e importância dos aspectos de conservação biológica em Moçambique que, considera, entretanto, existir ainda muito trabalho por realizar na componente de identificação e registo.O facto foi tornado público semana passada na cidade de Maputo pelo Ministro da Ciência e Tecnologias, Venâncio Massingue, num seminário promovido pelo Instituto de Investigação de Moçambique (IIAM) destinado a divulgar os resultados preliminares do estudo dos ecossistemas montanhosos.A pesquisa foi realizada entre Maio do ano passado e igual período do ano em curso nos montes Chiperone, Namúli, Mabu, Inago e Mchese, este último no Malawi.Os maciços montanhosos escalados pelas expedições científicas são de particular significado biológico, uma vez que ocorrem em pradarias de altitude que comportam espécies de plantas endémicas bem como extensas áreas de floresta húmida.Cerca de 15 espécies de plantas foram encontradas em Chiperone e aproximadamente 40 por cento das detectadas em Namúli não estão referenciadas no “checklist” de plantas vasculares do país.No mesmo monte, sete espécies são novos registos na flora zambesíaca. Resultados preliminares do monte Mabu indicam uma lista de 250 espécies das quais duas são novos registos para Moçambique.Relativamente à répteis e anfíbios foi apurado que as espécies que eram consideradas endémicas no monte Mulanje (Malawi) existem em Namúli, o que alarga a sua área de ocorrência natural. Em Mabu os pesquisadores registaram uma espécie nova de víbora de floresta, a qual se deu o nome científico de “atheris mabuensis”. A mesma espécie foi, entretanto, observada no monte Namúli. Ainda em Namúli foram registadas cinco novas espécies de borboletas, incluindo igual número em monte Mabu que estão ainda em estudo para a sua confirmação.Em relação aos pássaros não houve novas espécies mas realça-se a existência de espécies ameaçadas e de novos registos de áreas de ocorrência natural. A título exemplificativo, em Chiperone oito espécies estão ameaçadas. De destacar que o Namúli Aplis, único pássaro endémico do país e que até à data da pesquisa só tinha registos de ocorrência no monte Namúli foi encontrado em Mabu.De acordo com a pesquisa, actividade humana como queimadas descontroladas, abertura de machambas, corte de madeira têm contribuído para a destruição das espécies raras no País.Perante este cenário, os pesquisadores aconselham para maior coordenação entre as instituições ligadas à protecção das espécies ao nível interno e internacional.“Neste momento, o desafio é a devolução deste conhecimento das espécies para as comunidades pelos próprios cientistas. É preciso fazer a avaliação do seu impacto social e económica porque o estudo não deve ser só para a nossa satisfação”, disse o Ministro.Para Venâncio Massingue, é necessário estabelecer um programa nacional de investigação nesta área bem assim que urge o enquadramento de jovens cientistas.“Encorajamos os programas transfronteiriços de modo a facilitar os pesquisadores do nosso País e de Malawi ou outras nações”, destacou.
Fonte:
24 de Junho de 2009:: Notícias

sexta-feira, junho 19, 2009

Brazucas no Zimpeto?

Matematicamente, alguns pontos ainda separam a selecção brasileira da classificação para o Campeonato Mundial de Futebol de 2010 na África do Sul. Mesmo assim, a concorrência para receber a preparação da equipe de Dunga antes do Mundial já está aberta, com algumas nações da áfrica austral do continente a actuar nos bastidores para contar com estrelas como Kaká e Robinho.
Oficialmente, a Confederação Brasileira de Futebol só se pronuncia sobre o caso quando a classificação estiver garantida nas eliminatórias sul-americanas. A entidade também diz que o sorteio dos grupos, com as designações de locais dos jogos, também influenciarão na decisão. No entanto, iniciaram as conversações com os países próximos da África do Sul.O embaixador brasileiro Raúl de Taunay no Zimbabwe disse recentemente nu
ma entrevista ao jornal local The Herald que entre os países interessados, o Zimbabwe é oq ue se apresenta melhor visto ter duas vantagens, o clima e a altitude.
Além da altitude, a língua aparece como carta na manga de outras nações, como Moçambique, também país vizinho da África do Sul, que admite oficialmente o interesse em receber os brasileiros.
"Moçambique já formalizou uma proposta através de seu governo. O país tem
todo interesse em receber a selecção e já está a construir estrutura para isso", diz Leônidas Coelho, segundo secretário da embaixada brasileira em Moçambique. O convite dos moçambicanos à selecção brasileira foi formalizado na última visita do presidente Lula da Silva ao país. A intenção foi reiterada durante a passagem por Maputo do ministro do Turismo Luiz Barreto. Outro país de língua portuguesa que também está na disputa para receber a equipa nacional do Brasil na sua preparação para a Copa é Angola - nação que tem a desvantagem de não fazer fronteira com a África do Sul.

Tolerancia é uma exigência

Frequente nos últimos anos desta legislatura o sentimento de que o tratamento do nacional em função a sua competencia não é atributo principal para as suas aspirações.A moçambicanidade deixou de ser o suficiente para fazer juz aos propositos individuais, colectivos e associativos.

Este “tique” adverso aos sonhos do arquitecto da unidade nacional é alimentado pela bipolarização da política, recaindo toda a responsabilidade aos que insistem em ficar entrincheirados na defesa do seu feudo.Os discursos que se conhecem deixam para as últimas linhas aquelas que eram as principais palavras, como a paz, solidariedade, perdão, unidade e harmonia.Ataques em todos os sentidos e de forma contundente levantam os maus espiritos, aqueles que há muito foram enterrados, agora exorcitados.A intolerância política pouco a pouco, começa a tomar conta dos principais actores numa manifesta arrogância para com uma população que tanto está bem agora como entra no desespero amanhã.As famílias atacadas em tempo de paz por uma multidão de compatriotas muito recentemente na terra natal de Eduardo Mondlane é um dos sinais de quanto a secular tolerancia dos moçambicanos é infectada pelos políticos da actualidade.A ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes é um exemplo triste para a jovem democracia moçambicana.Certo de que os moçambicanos envolvidos nestes actos violentos não tenham sido incitados a tal, não deixa de ser um aviso de que vamos ter um ano eleitoral efervescente.Gente simples, dedicada ao trabalho foi também vítima de uma postura nada cívica, da parte dos auto-intitulados “pais” da democracia no país. Destruição de bens foi a arma utilizada numa afronta aos principios de convivência entre os homens e são testemunhas os que vivem na terra onde nasceu o nosso actual Presidente da República.

Os argumentos têm que ser outros, diferentes das formas mais óbvias de intolerância política, sobretudo aquelas que lançam mão da violencia para esmagar quem não comunga das mesmas ideias.Apela-se a tolerância, sabendo que cada moçambicano sempre pode discordar mas que o faça pacíficamente.Não se pode hipotecar o visível desenvolvimento do país, construindo-o em cima da raiva, menosprezo das pessoas por causa das suas opiniões ou características fisícas ou culturais.Num nível mais extremo pode levar a violencia e na sua forma mais severa ao genocídio.Foi assim no Ruanda, Uganda, Sudão, e Costa de Marfim, apenas alguns exêmplos de povos que decidiram responder aos actos intolerancia usando o terror das armas.

O povo moçambicano é reconhecido como trabalhador e hospitaleiro , não se compreendendo as atitudes violentas reportadas de um dos distritos da terra que viu nascer o arquitecto da unidade nacional.A classe politica não está a falar para o abstrato. Os que ouvem e registam com um olhar atento são também filhos de Deus e como tal têm sentimentos.

quarta-feira, maio 27, 2009

Grosseiros

Os gestores do Estado Moçambicano têm rapidamente de perceber que foi aberta em pleno ano eleitoral uma “cruzada” visando pressionar as vontades do país.Pensada com base na informação sistematizada pelas embaixadas dos países do ocidente com sede em Maputo, esta onda tem vindo pelo que se percebe a ser engendrada há já algum tempo.Sabem quanto Moçambique precisa dos seus apoios quer materiais e financeiros para estabilidade politica que passa necessariamente pelo funcionamento das instituições do Estado. A insistência de Washington em condicionar os apoios em projectos sociais a entrada de médicos americanos, não é mais do que começar “diplomaticamente” a deitar as regras da actual administração Obama.No mandato de Ronald Reagen, a arma foi apoiar todos os grupos contra revolucionários de países de regime socialista, depois , Bush “pai” com sansações económicas a todos aqueles que não comungavam das políticas do ocidente. Bill Clinton com duas medidas e dois pesos , acabou por ser substituído por Bush “filho” que para atingir os seus interesses partiu para o confronto militar. Agora é um senhor chamado Barack Obama que toda a África ficou contente, pelos seus laços genéticos, mas, tal como alguns políticos árabes afirmam, o novo inclino da Casa Branca é americano e, pensa como tal.

Recordo que uma das primeiras acções do presidente dos Estados Unidos, foi congelar os salários mais altos dos principais funcionários da Casa Branca, uma medida de austeridade em tempos de crise económica.

Será que a administração Obama quer que o governo Moçambicano faça o mesmo?

Obama anunciou também o endurecimento das regras para os lobistas que trabalham no governo e servem-se das suas funções para tirar proveito avisando que a transparência e o papel da lei serão o estandarte da sua presidência.

Quererão a mesma resposta do governo de Moçambique , pautando pela mesma linha dos americanos?

Barack Obama fez cem dias de governação, e durante este período de emergência económica, foi tomando medidas, de modo que as famílias americanas ao apertarem os cintos não sejam as únicas, mas que o mesmo deve ser feito em Washington, na qualidade de servidores públicos.

É esta uma das razões da interferência nas politicas do governo do nosso país?

Segundo analistas americanos a quantidade de decretos assinados por Obama até agora evidenciam um estilo que vai além do prognosticado. Para estes Obama é mais inclusivo, menos arrogante, mais conciliador, menos doutrinário e mais pragmático, não apenas na forma como administra a maior e mais influente máquina pública do planeta, como na maneira de lidar com os seus aliados e inimigos, quer na política doméstica como na externa. Os gestores do Estado Moçambicano têm rapidamente de perceber o que a América e a Europa Ocidental querem.

terça-feira, maio 26, 2009

Utensílio doméstico

Voar de helicóptero deixou de ser um artigo de luxo, para ser uma ferramenta de trabalho. A primeira ideia de um helicóptero foi concebida primeiro por Leonardo da Vinci no século XV, mas esquecida até a invenção do avião no século XX.O primeiro voo bem-sucedido e registado de um helicóptero ocorreu em 1907, realizado por Paul Cornu, na França. Porém, o primeiro voo de um helicóptero completamente controlável foi demonstrado por Hanna Reitsch em 1937 em Berlim, Alemanha.No início dos anos 40, Igor Sikorsky esteve na base do aparecimento do Sikorsky R4. Em 1946, foi lançada a produção do Bell 47B, que atingia uma velocidade de 140 km/h, com duas pessoas a bordo. Entretanto, no fim dos anos 50, os helicópteros começam a especializar-se e a desenvolver-se, atingindo velocidades de 260 km/h, com até 44 lugares a bordo.Tornando-se um símbolo de poder, o helicóptero veio a ser também uma fonte de prestígio para determinados homens de negócios. Tudo começou quando a companhia norte-americana Bell não ganhou uma encomenda de helicópteros de observação, acabando, em 1965, por adaptar o projecto à área civil. Este helicóptero veio a ser um modelo popular entre os homens de negócios, apreciadores do conforto.Nos anos 70, acabou por ser melhorado, readquirindo o seu interesse militar, pelo que foi vendido a forças armadas de todo o Mundo. Ainda no campo militar, surgiu o AH-64 Apache, que veio a constituir a base dos helicópteros modernos.Na década de 90, surge o Westland-Augusta EH-101, um helicóptero diversificado que suporta o transporte de passageiros, operações militares e de salvamento no mar. Com as melhorias da tecnologia, o consumo de combustível baixou. Os níveis de ruído foram reduzidos, o mesmo sucedendo com as vibrações. Desta forma, passa também a haver um menor desgaste da estrutura.Em termos militares, a fuselagem é feita de forma a diminuir as possibilidades de os helicópteros serem detectados por radares, tendo esta sido uma das preocupações dos engenheiros aeronáuticos durante os anos 90. Uma das possibilidades é fazer com que o helicóptero não emita uma quantidade elevada de calor, para não ser detectado por infra-vermelhos.Desta forma, o helicóptero é um meio de transporte que tem evoluído. Depois de ter sido usado ora em termos civis, ora para fins militares, adquiriu um estatuto especial entre outras formas de transporte. Acaba, assim, por se revelar fundamental para situações de salvamento, de guerra ou mesmo como meio de transporte de luxo. Por exemplo , um hora de percurso num helicóptero com a capacidade até 6 passageiros, o valor ronda USD 3.600 americanos. Hoje pode-se voar de helicóptero, com excelentes preços.Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Helic%C3%B3ptero


sábado, maio 23, 2009

Os mesmos de sempre!!!!

Chama-se Bert Koenders, holandês, e na sua terra é Ministro para a Cooperação e Desenvolvimento. Reuniu-se com a Dra. Luísa Diogo, Primeira Ministra da República de Moçambique e com o edil da cidade da Beira. No cumprimento do seu programa resolveu fazer uma palestra subordinada ao tema “Os cidadãos de Moçambique, o polo de desenvolvimento”.O que disse este “senhor (com letras pequenas porque não merece outro tratamento)?Algumas das afirmações que demonstra que o país tem que se preparar para uma frente externa que de um momento para outro entende torcer o nariz sem justificação plausível e de ingerência descarada nos destinos dos moçambicanos:

“Infelizmente o cenário da diferença entre ricos e pobres em Moçambique é patente” . Onde é que não é? “Devido ao carácter da sua politíca interna, Moçambique corre o risco de estagnar o seu desenvolvimento”. Quem disse que as apostas dos moçambicanos têm que ser iguais aos da União Europeia? “Em Moçambique não houve progresso suficiente no que se refere ao alcance dos objectivos do Desenvolvimento do Milénio, como todas as crianças para a escola, e direitos iguais para homens e mulheres.” Está mal informado,porque o que mais se tem construído são escolas e o “género” defendido em toda a instituição do Estado Moçambicano. “O melhor método de combater a probreza em Moçambique é investir na transparência, em condições jurídicas adequadas e no fortalecimento da democracia, bem como no envolvimento do sector privado na criação de empregos”. De facto, Bert Koenders não conhece os avanços feitos com este propósito. “Governação significa entre outras coisas a transparência da políticia do Estado, um Estado de direito que funciona de forma eficaz e na prevenção da corrupção, mas também significa a prestação de contas a nível nacional aos cidadãos moçambicanos” . Em qualquer lugar, a principal acção das autoridades tem sido o respeito pelas instituições e ninguém pode estar acima da lei. Se assim não fosse o país não se desenvolvia, um cenário reconhecido pela comunidade internacional. Uma contradição não é? “Nos próximos anos a prestação de contas ao nível nacional ou a responsabilização interna, aos cidadãos,continua a ser uma das linhas centrais da cooperação holandesa em Moçambique.” Imposição de politícias e depois pretende-se que se faça o mesmo dos seus países. “Os cidadãos têm o poder de mostrar o seu descontentamento, já que se trata de dinheiro dos moçambicanos, dinheiro de impostos.” Onde e em que momento os cidadãos não utilizaram os mecanismos que a legislação permite? “Sejam criadas condicções adequadas para que as pessoas sejam estimuladas a engajar-se para que se sintam ouvidas, nao só durante as visitas do PR as provincias, mas também pelas autoridades locais.” O Ministro Holandês só conhece o Presidente da República, mais ninguém pelos vistos.... “É uma pena que os observadores internacionais tivessem constatado que nas últimas eleições autarquicas houvesse casos de fraudes, ainda que não tenham influenciado nos resultados,desejo por isso que Moçambqiue,para 2009 eleições integras e livres, não como as ultimas eleições autarquicas.” O tradicional papel de quem apaga duas velas ou está em cima do muro , como no tempo da guerra fria. Uma forma de influenciar o processo eleitoral , dando uma ajudazinha a ..... pisca para a esquerda mas depois vira para a direita.




Desemprego e.....

O encerramento de empresas passou a ser notícia vulgar nos orgãos de comunicação social.Quando tudo começou parecia que a crise económica era para os outros e passaria ao lado da nossa janela.Infelizmente não é assim, e bem perto são as centenas as famílias que abruptamente ficaram sem o seu sustento.Desemprego e uma palavra terrível.A ausência de segurança económica provoca em cadeia tensão nas pessoas incapazes de a suportar durante muito tempo.O cenário é pior num país cuja população é maioritariamente jovem,dispondo de imensos recursos naturais e mesmo assim ás flutuações económicas fazem-se sentir com maior dureza.São cada vez mais os que têm o ensino médio concluído, em contrapartida uma boa parte não trabalha ou nunca exerceu uma actividade remunerativa estável.É aqui que reside o maior perigo politíco do desemprego.O perigo de ver o desemprego a ameaçar a democracia é mais elevado do que se pensa particularmente quando são jovens a suportar as decepções.Jovens resignados e a falta de experiêcia de vida nã conseguem medir os riscos que pode derivar de uma atitude irreflectida.O desemprego é cruel num período como este que o país e mundo atravessa. Mas também é incorrecto pensar que ultrapassada a crise mundial, haverá mais postos de trabalho.A falência de importantes empresas decorre a mais de uma decada e as razões assentam na maior parte dos casos de apostas no cavalo errado.Os postos de trabalho que se criaram não são novos empregos, enquadram-se sim na reposição dos anteriormente existentes.Não para de aumentar o número de desempregados e, como consequência, os perigos de exclusão social espreitam em cada esquina.Ter trabalho hoje pode causar inveja.O ano 2009 representa o agravamento das condições de vida de milhares de famílias em Moçambique em particular.São pouquissimas as sociedades onde a esperança reside no facto de viver-se um ano de eleições e se calhar até de mudanças. Olhando a nossa volta, é escusado alimentar esta visão tendo em conta a falta de capacidade, dos candidatos que se perfilam, mesmo tendo qualidades para exercer cargos de governação aos diferentes níveis.

sábado, maio 09, 2009

A utilidade das estatísticas

Elas valem pelo seu conteúdo de relevo para os programadorese dão a estes indicações quanto ao futuro.Mas não chegam para ultrapassar as dificuldades inerentes ao quotidiano.Os que têm o poder de decisão usam geralmente as estatísticas para mostrar trabalho quantitativo.No parlamento moçambicano o desfile de números no momento de prestação de contas não difere de outros países.A oposição desgovernada “chia” por todos os lados mas já não incomoda. Ela não sabe mesmo, fora algumas pequenas excepções.Vida fácil para os escolhidos com a responsabilidade para gerir o Estado, ao ponto de se deleitarem com as incongruências dos adversários políticos.Satisfaz aos gestores de Moçambique o número de escolas, hospitais, poços de água construídos para provar a importância que dada as politicas sociais.É um risco governar para as estatísticas.Na ânsia de obter números favoráveis acabam por ocultar a realidade. Fica para segundo plano toda e qualquer estratégia de combate a crise.Resultado, continuam figurar os desiquilíbrios sociais já existentes e hipotecar o futuro das gerações mais jovens.Os jovens que libertaram a pátria moçambicana dos portugueses fascistas, aprenderam a ler e a escrever debaixo de árvores.Foram estes combatentes que mesmo sem experiência técnica asseguraram os primeiros anos de gestão de Moçambique. Valeu-lhes a escola do rigor,da disciplina,da clareza dos objectivos.Hoje são aos milhares os jovens com direito a uma escola convencional e apetrechada para receber o conhecimento técnico, uma escola que permite a falta de respeito ao mestre , corrupção e a vandalização do bem público.

Em suma, governar para os números, é o mesmo que passar um pano por cima de problemas concretos de natureza social que geram situações de desespero e afectam com especial gravidade os mais desprotegidos.A quem serve as estatísticas?

sexta-feira, maio 08, 2009

Borrada !!!!

As nossas autoridades não se deram ao trabalho de fazer uma pequena pesquisa na net para perceber que aqueles ESTRANGEIROS não são INIMIGOS. Veja o link http://www.orgoniseafrica.com/orgone.html e pesquise outros links dentro do site. Há reportagens fotograficas anteriores de outras expedições a Moçambique e até a Washington DC. Tudo documentado com fotos, mapas etc. Baseam-se no principio que as torres de telecomunicações, centrais electricas geram campos electromagneticos que interferem com a atmosfera, nomeadamente com a concentração de nuvens, interferindo com a precipitação e beleza da paisagem. Utilizam 'dispositivos' de fabrico caseiro a base de limalhas de metal e resina ( youtube tem videos sobre como fazer um "tower buster" portanto não é nenhuma arma secreta), as interferencias nocivas dos campos electromagneticos são canceladas ou mesmo iliminadas melhorando a precipitação e a paisagem resultante e um afastamento das nuvens.A postura do Presidente Armando Guebuza ,Chefe de Estado Moçambicano foi brilhante deixando já a transparecer que está muito melhor informado do que aqueles que deveriam estar....?

quarta-feira, maio 06, 2009

Nicoadala: árvore com dois séculos

São 5 as espécies chamadas de Mogno Africano, todas do gênero Khaya e estão procuradas por reflorestadores devido ao seu rápido crescimento e ao alto valor de sua madeira no mercado internacional:khaya ivorensis, khaya anthotheca, khaya senegalensis,khaya madasgarensis,khaya nyasicaÉ uma planta heliófila, tolerante a sombra durante a fase jovem. É uma árvore de porte elevado, caducifólia (cai as folhas na seca) nos climas áridos, atingindo na natureza alturas de 40 m a 50 m e DAP(diâmetro na altura do peito) de até 200 cm. O caule é retilíneo, isento de ramificações até 30 m de altura e o sistema radicular tabular é bastante vasto.O Mogno Africano tem uso comercial bastante diversificado, devido às características tecnológicas e à beleza da madeira. A madeira é de elevada durabilidade, fácil de trabalhar e secar, porém de difícil impregnação. O alburno tem coloração marrom-amarelada e o cerne, de cor marrom-avermelhado.É usada em movelaria, faqueado, construção naval e em sofisticadas construções interiores. O mercado europeu consome principalmente a madeira da espécie Khaya ivorensis.Todas as espécies africanas são resistentes ao ataque da praga do broto terminal (Hipsiphyla grandella), praga que inviabilizou os plantios do mogno brasileiro (Swietenia macrophyla). (Fonte texto:www. mudasnobres.com.br)
As fotografias (clik) foram tiradas em meados de Março, a 30 Km de Nicoadala, no percurso Chimuara/Quelimane.

segunda-feira, maio 04, 2009

AJUDEM!!!

Cresce o número de vilas e povoações com acesso a rede nacional de energia eléctrica.Mais moçambicanos têm acesso ao país e mundo graçaas a expansão da rêde de telefonia.Melhores estradas permitem facilidades de circulação de pessoas e bens.Moçambique caminha para o relançamemto da sua economia e do bem estar dos seus donos.Não está estagnado como parece, bem pelo contrário.Preocupa sim, a qualidade e durabilidade dos pilares em que vai assentando o seu visivel crescimento.Acontece que a visão dos politicos é muitas vezes pressionada pela manutenção dos ganhos pessoais, desviando-os do compromisso que assinaram no momento em que foram eleitos.Se assim não fossem, os políticos não eram seres racionais. É ou não é? Moçambique em Àfrica e mundo é um País jovem, mas também com o andar do tempo com menos espaço para cometer erros.Os que podem ajudar a corrigir aquilo que é visto a olho nu mas por conveniência deixam de ver, são os lideres religiosos.Estes são actores que podem em forum próprio e descomprometido desafiar os políticos a formularem programas realistas e exequíveis.Os lideres religiosos devem despertar os eleitores a tomarem consciência do que esta em causa quando se vota.Até ao acto eleitoral podem presssionar pessoalmente e publicamente a classe política a defenderem o bem comum e o interesse de todos. Não se trata de imiscuir na vida política dos partidos, é sim o assumir da responsabilidade social dos dirigentes religiosos na defesa da dignidade humana. Os religiosos não se podem colocar distantes dos problemas, a espera que os eleitos cometam erros para depois emitirem opiniões de quando em vez . Não ajuda a Moçambique a critica do dia seguinte . O povo de Moçambique exige que os lideres religiosos apontem o dedo agora aos políticos e avisem quanto é importante a escolha de candidatos capazes para as assembleias provinciais e parlamento . A comunidade religiosa tem a seu favor tempo pela frente para alertar os políticos que o sucesso eleitoral passa pela escolha de gente capaz de realizar a sua missão com competencia ,cultura, vivencia civica, fidelidade e honestidade. Gente que dá garantias , orientados pelo interesse nacional, e não pelo partidario ou pessoal.O facto de ser candidato não pode ser visto como uma promoção, ou uma forma de pagar um favor, mas um serviço que se pede aos moçambicanos mais capazes.É isto que os partidos políticos e os seus dirigentes têm que ouvir e os religiosos não se podem esquivar deste papel.Porquê este apelo aos religiosos?São os únicos na nossa sociedade que ainda são ouvidos. Os únicos que podem alertar, sem receios e com propriedade os limites suportáveis a que o homem moçambicano chegou. São três actos eleitorais importantes.Há que regeitar quem não serve, quem não dá garantias.Na última instancia, perante a surdez e cinismo dos políticos, os lideres de todas religiões e os seus crentes devem-se unir por Moçambique.Não é um compromisso politico. É um compromisso por eleições cujo o critério fundamental deve ser a pessoa humana concreta, servida e respeitada na sua dignidade e direitos.Uma mobilização pela eleição de candidatos que defendam a familia, estejam comprometidos com os direitos humanos, combatam a corrupção, e que procurem soluções como o direito ao trabalho.Os religiosos moçambicanos devem AJUDAR a votar de harmonia com a consciência.