Elas valem pelo seu conteúdo de relevo para os programadorese dão a estes indicações quanto ao futuro. Mas não chegam para ultrapassar as dificuldades inerentes ao quotidiano. Os que têm o poder de decisão usam geralmente as estatísticas para mostrar trabalho quantitativo. No parlamento moçambicano o desfile de números no momento de prestação de contas não difere de outros países. A oposição desgovernada “chia” por todos os lados mas já não incomoda. Ela não sabe mesmo, fora algumas pequenas excepções.Vida fácil para os escolhidos com a responsabilidade para gerir o Estado, ao ponto de se deleitarem com as incongruências dos adversários políticos.Satisfaz aos gestores de Moçambique o número de escolas, hospitais, poços de água construídos para provar a importância que dada as politicas sociais.É um risco governar para as estatísticas.Na ânsia de obter números favoráveis acabam por ocultar a realidade. Fica para segundo plano toda e qualquer estratégia de combate a crise.Resultado, continuam figurar os desiquilíbrios sociais já existentes e hipotecar o futuro das gerações mais jovens.Os jovens que libertaram a pátria moçambicana dos portugueses fascistas, aprenderam a ler e a escrever debaixo de árvores.Foram estes combatentes que mesmo sem experiência técnica asseguraram os primeiros anos de gestão de Moçambique. Valeu-lhes a escola do rigor,da disciplina,da clareza dos objectivos.Hoje são aos milhares os jovens com direito a uma escola convencional e apetrechada para receber o conhecimento técnico, uma escola que permite a falta de respeito ao mestre , corrupção e a vandalização do bem público.

Em suma, governar para os números, é o mesmo que passar um pano por cima de problemas concretos de natureza social que geram situações de desespero e afectam com especial gravidade os mais desprotegidos.A quem serve as estatísticas?
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