Conhecidos na gíria popular por “Simanguinhos”, em tributo ao seu homónimo
de Maputo, que no seu primeiro mandato enfrentou os mesmos problemas, os
buracos tornaram a cidade da Beira praticamente intransitáveis devido a
situação lastimável em que se encontram maior parte das vias da urbe. Naquela
cidade é difícil circular, principalmente nos dias chuvosos, devido ao mau
estado em que se encontram as estradas em diversos pontos da cidade, o que
condiciona a vida dos munícipes que, não raras vezes, vêem- -se obrigados a
parquear as suas viaturas para não correrem o risco de danifica-las. O MAGAZINE
efectuou uma ronda pelas artérias da cidade da Beira e constatou que os
problemas vão desde o pavimento irregular, aos buracos, alguns dos quais
enormes no meio da estrada, bem como o desgaste das marcas de sinalização do
pavimento em muitas zonas. Os munícipes da Beira reclamam pela demora do
Conselho Municipal em resolver o problema que remota desde 2012 e vai se
agravando com o andar do tempo.
Em vários outros pontos da
cidade da Beira, os automobilistas recorrem a vários truques para fugir das
covas, mas porque quase todas as ruas da cidade estão esburacadas, não lhes
resta outra saída se não pedir socorro, a quem de direito. Desde 2013 que a
situação vem se agravando, perante uma aparente incapacidade das autoridades
municipais. Tanto o presidente do município, Daviz Simango assim como o seu
vereador para Área de Construção e Urbanização, sempre prometeram resolver a
situação em prazos curtos, mas nunca cumpriram, segundo avançaram alguns
automobilistas ouvidos pelo Magazine. Segundo eles, o Conselho Municipal da
Beira que sempre promete fazer uma reabilitação de raiz de algumas estradas, através
da remo- ção e recolocação do asfalto, apenas fez o tapamento de buracos com
saibro, o que faz com que sempre que chove voltem a surgir os buracos. A
edilidade justifica o facto com problemas no seu orçamento que não possibilitam
a resolução da degradação das estradas. Estranhamente, o Município da Beira é
um dos que anualmente se beneficiam do Fundo de estradas, canalizado pela
Administração Nacional de Estradas para a manuten- ção destas, mas assiste-se,
ao invés de trabalhos de manutenção, ao tapamento de buracos em estradas
alcatroadas recorrendo a saibro que se transforma em lodo quando chove,
deixando os buracos ainda mais salientes e concorrendo para o entupimento dos
canais de drenagem recentemente reabilitados. Segundo dados fornecidos pela ANE,
no ano passado, aquele município não constava da lista dos municípios que não
recebem fundos.
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