segunda-feira, abril 01, 2013

França baixa em Moçambique


O investimento francês em Moçambique tem vindo a declinar nos últimos cinco anos, anunciou quinta-feira, em Maputo, o Centro de Promoção de Investimentos (CPI).“A verdade é que de 2008 a 2012 a tendência de investimento francês é decrescente, em termos de volume de investimento realizado. Eu acredito que esta tendência é justificável. É em 2008 que começa a crise económica mundial e não é só a França que não investiu em Moçambique, houve uma retracção de investimentos ao nível mundial”, disse o director-geral do CPI, Lourenço Sambo.
Explicou que em 2008 o investimento francês no país situou-se na ordem de oito milhões de dólares, tendo caído no ano seguinte para 3,5 milhões. Em 2010, o investimento daquele país em Moçambique caiu para um milhão de dólares, tendo subido ligeiramente no ano seguinte para 2,5 milhões, mas voltou a cair no ano passado, situando-se na ordem de 1,3 milhões.No entanto, Sambo disse acreditar que com a recuperação da economia mundial a França vai relançar o seu investimento em Moçambique, e alterar o actual cenário.“O desafio agora é mudar esse cenário de investimento francês em Moçambique”, disse Sambo, falando aos participantes do fórum empresarial, que contou com a presença três dezenas de empresas daquele país europeu.Trata-se de empresários que se encontram em Moçambique no âmbito deste fórum, um evento organizado através de uma parceria entre a Embaixada da França, CPI, Confederação das Associações Económicas (CTA) e pela MEDEF – Internacional – uma organização de empresários franceses.Na sua intervenção durante o encontro, Sambo disse que Moçambique oferece inúmeras oportunidades de investimento estrangeiro, incluindo as empresas francesas, em áreas tais como turismo, indústria, serviços, transportes e comunicações, turismo, construção, entre outras.Como forma de atrair mais investimentos franceses para Moçambique, o CPI diz estar a trabalhar com a Embaixada da França em Maputo e a Embaixada de Moçambique naquele país com vista a realizar um fórum económico em Paris sobre as potencialidades nacionais.O fórum visa também levar empresários moçambicanos a procurar possibilidades para o estabelecimento de parcerias com empresas francesas de modo a junto explorarem as potencialidades de Moçambique.Isso deve-se ao reconhecimento que a maioria das empresas moçambicanas ainda carece de recursos – sobretudo perícia e capital – para sozinhas explorarem as potencialidades existentes no país, particularmente nas novas áreas em expansão como são os casos dos recursos minerais.

Não"importem" os problemas do Brasil!


O Ministro da Agricultura, José Pacheco, disse que as grandes potencias mundiais, como o Japão, devem olhar para a agricultura como prioritária para os seus investimentos, referindo que no final de cada dia nenhum cidadão exige carvão mineral para comer, nem gás natural para matar a sede. “Moçambique tem recursos naturais abundantes como o gás natural em que o Japão tem um forte interesse. Mas, no final de cada dia, ninguém vai querer beber gás nem comer carvão”, disse Pacheco, falando na reunião de alto nível sobre o ProSAVANA que hoje decorreu em Tóquio, inserido na visita de trabalho que realiza ao Japão desde a noite de Sábado último.Na ocasião, que contou com a participação de várias dezenas de pessoas, entre políticos e especialistas de diversas áreas directa ou indirectamente relacionadas com a produção agrícola em Moçambique, Japão e no Brasil, Pacheco frisou que até os médicos aconselham os doentes para se alimentarem por forma a que os medicamentos tenham o efeito desejado. “Os medicamentos só funcionam positivamente num doente que tem disponibilidade de comida”, disse o titular da pasta da Agricultura, sustentando, claramente, a tese de que Mocambique e o mundo nao devem 'correr' para recursos como o gas e carvao em detrimento da Agricultura que, no pais, sempre foi a base de desenvolvimento economico.No encontro de hoje foram apresentadas e discutidas várias possibilidades de financiamento do ProSAVANA, um programa ambicioso de desenvolvimento da agricultura no corredor de Nacala, envolvendo as províncias de Nampula e Niassa, no Norte, e Zambézia, Centro de Moçambique, numa área de cerca de dez milhões de hectares.Por outro lado, o Ministro da Agricultura voltou a tranquilizar aos receosos em torno do ProSAVANA, explicando que qualquer passo que se da é feito em estreita consulta aos governos, lideres comunitários e produtores locais. Jose Pacheco encontra-se em Tóquio na companhia dos governadores destas três províncias e alguns membros e produtores locais. O antigo Ministro moçambicano da Agricultura, Hélder Muteia, actualmente representante da FAO em Portugal, também esteve presente no encontro. “Os principais actores são as pessoas que estão lá onde as coisas ocorrem”, indicou, acrescentando que o governo moçambicano é pela ‘parceria público-privado–população’ e não apenas “parceria público-privado”.Pacheco apelou a todas as partes envolvidas neste programa para que estejam preparadas para enfrentar obstáculos, mas, segundo disse, o importante ‘e que as coisas andem pelo bem de um Moçambique auto-suficiente em alimentos. Segundo o titular da pasta da agricultura, Moçambique tem terra capaz de produzir alimentos para aliviar a própria população mundial, principalmente numa altura em que as projecções indicam para uma crescente escassez de alimentos, nos próximos anos. Entretanto, o Embaixador brasileiro no Japão, Fernando de Abreu, destacou o facto de as autoridades moçambicanas avançarem sem descurarem a realidade existente nos locais abrangidos pelo ProSAVANA. Mas, segundo ele, os moçambicanos não devem se deixar levar por qualquer tipo de “manipulação”, destacando que o Brasil tem a tecnologia mas a terra ‘e dos moçambicanos e “não de qualquer que seja o movimento que quer levar problemas ocorridos no Brasil e transferi-los automaticamete para Moçambique”.Por seu turno, o vice-director da Agencia japonesa de Cooperação Internacional (JICA), Tsuneo Kurokawa, usou outras palavras para também afirmar que o ProSAVANA está na posse do povo e do governo moçambicanos, onde o Japão e o Brasil aparecem como parceiros.“Japao e o Brasil e Moçambique e seu povo são muito fortes para levarem este programa ao sucesso”, indicou o dirigente da JICA, um dos grandes parceiros de desenvolvimento de Moçambique. Ainda hoje, o Ministro Pacheco visitou as multinacionais niponicas Mitsui e Sumitomo. Na manha de Terça-feira, ele vai aos ministérios dos Negócios Estrangeiros, e da Economia, Comercio e Industria do Japão, antes de participar num seminário internacional sobre investimentos em Moçambique. Já no último dia, Quarta-feira, o Ministro tomará parte na assinatura de minutas de assuntos acordados durante a visita.

A bandeira da nossa dignidade e emancipação!

Em nome do Governo da República de Moçambique gostaria, antes de
mais, de saudar todos os presentes e apresentar os cumprimentos de boas vindas a todos os ilustres Ministros e Secretários de Estado do Turismo dos Estados-membros da CPLP, nomeadamente, Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Moçambique, bem como aos distintos convidados a esta reunião que a nossa Pátria Amada tem a honra de acolher. Fazemos votos que todos se sintam bem e em casa, nesta pérola do Índico. Na verdade, o sorriso carinhoso e acolhedor de Moçambique e dos moçambicanos, o nosso calor humano, são algumas marcas que nos distinguem, de forma invejável, como um povo amigo de si próprio e amigo dos seus amigos. Boas vindas, caras e caros presentes!  Acolhemos a presente VII Reunião dos Ministros de Turismo da CPLP num momento em que o nosso País vive ainda, com muita intensidade e emoção, os efeitos causados pelas recentes cheias e inundações que fustigaram o nosso País, tendo ceifado vidas humanas, destruído culturas, danificado infra-estruturas económicas e sociais e atirado muitas famílias à condição de sem lar e à mais absoluta penúria. O Governo de Moçambique enaltece a solidariedade humana manifestada de moçambicano para moçambicano, que criou as condições para que mais rápido e eficazmente o Governo tivesse prestado, de forma eficaz e a tempo, a assistência devida aos necessitados. Igualmente, temos em alto apreço o apoio prestado pela solidariedade internacional, pelos países irmãos, amigos e outros, no socorro às vítimas e no restabelecimento da normalidade da vida dos nossos concidadãos que tudo perderam, reconstruindolhes a auto-estima e devolvendo-lhes a esperança. Em Junho de 2012, por ocasião da IX Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que o nosso País teve a honra de acolher nesta nossa bela e hospitaleira capital, a cidade de Maputo, cidade das acácias, Moçambique assumiu a Presidência da Comunidade. Naquele encontro, os Estados Membros da CPLP decidiram definir as bases de um entendimento comum para a definição de uma Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional, com uma abordagem do direito humano à alimentação adequada, sendo a erradicação da fome, das carências nutricionais e da pobreza, propósitos da mais alta prioridade. Na VI Reunião dos Ministros do Turismo da CPLP, realizada em São Paulo, no Brasil, em 2010, os Esta dos membros da Comunidade assumiram o compromisso de criar um portal da CPLP e provê-lo de conteúdo, visando facilitar a troca de informações e de conhecimento entre os países da Comunidade, nas áreas de promoção turística, oportunidades de investimento e formação profissional. A VI reunião dos Ministros do Turismo da CPLP deixou também expressa a forte intenção de estreitar a cooperação técnica com a Organização Mundial do Turismo (OMT), considerando o carácter estratégico do Turismo, no quadro geral da cooperação entre os Estados membros da CPLP e entre estes e o resto do mundo, bem como o papel relevante que esta actividade pode desempenhar na elevação do padrão da vida das populações dos países de Língua Portuguesa, através de uma participação cada vez mais relevante na economia e bem-estar social, por via da geração de mais postos de trabalho e riqueza. A presente reunião, que se realiza sob o lema "Turismo: gerando renda, emprego e bem-estar para a Comunidade!", tem como objectivo avaliar o desenvolvimento do turismo nos Estados Membros, apreciar a estratégia de cooperação da CPLP em matéria de Turismo, e a proposta de Acordo de Cooperação entre a CPLP e a Organização Mundial do Turismo. Estes assuntos a serem tratados neste encontro, consolidam em nós a convicção de que o Turismo constitui hoje uma das principais plataformas sobre a qual assenta o desenvolvimento económico, social e cultural de qualquer país, no contexto da globalização É, por isso nossa expectativa que se produzam directrizes sobre as estratégias que os nossos países devem adoptar com vista a assegurar o desenvolvimento de um Turismo cada vez mais responsável e sustentável, que dignifique o Homem, que promova a conservação e protecção da biodiversidade, assumindo o ambiente e os seus diversos ecossistemas como a sua própria casa, uma casa própria e sã e uma causa a defender em benefício das gerações actuais e as vindouras. O Turismo é, na verdade, o espaço do desenvolvimento, preservação e respeito dos valores culturais. De facto, o Turismo, como actividade de estímulo à nossa auto-estima, faz com que nós sejamos sempre nós mesmos, cada vez mais nós próprios, erguendo bem alto a bandeira da nossa dignidade e emancipação. O Governo da República de Moçambique considera que a indústria turística desempenha um papel estratégico na promoção do desenvolvimento económico e social, através da geração do emprego, criação da renda, valorização do património histórico-cultural, promoção da unidade nacional e da auto-estima dos cidadãos, famílias e comunidades, sendo, ao mesmo tempo, um estímulo do desenvolvimento das outras actividades económicas e sociais e culturais e um dinamizador de actividades economicamente rentáveis e sustentáveis, tais como a conservação, a agricultura, a pecuária, a pesca e o desenvolvimento de infra-estruturas económicas e sociais. A localização geográfica privilegiada de Moçambique, com uma vasta costa de cerca de 2700 km, a hospitalidade do nosso Povo, os recursos faunísticos, florestais, marinhos, lacustres e fluviais, as nossas invejáveis riquezas paisagísticas e culturais, colocam o nosso País numa posição estratégica para o desenvolvimento do Turismo doméstico e internacional. Estamos, pois, cientes de que esta é uma oportunidade ímpar para a troca de experiências, a promoção e divulgação das potencialidades turísticas de todos os Estados membros da CPLP e, do nosso lado, para, uma vez mais, formularmos o nosso convite ao sector privado nacional e estrangeiro a investir no nosso País, sobretudo neste momento em que o nome de Moçambique encerra em si mesmo, uma marca de confiança que ecoa vigorosa no mercado internacional. Em Moçambique, o sector do Turismo contribui substancialmente no combate que travamos contra a pobreza, pois emprega, directa e/ou indirectamente, as comunidades onde os projectos estão implantados, e estimula a sua participação na conservação da biodiversidade, promovendo a criação de acampamentos turísticos comunitários e fazendo com que 20% das receitas de exploração das áreas de conservação sejam canalizadas para as populações residentes nessas áreas e seus arredores. É, pois, nossa ânsia que os países da CPLP adopte estratégias que promovam o desenvolvimento de um Turismo baseado nas comunidades rurais e suburbanas, como forma de valorizar algumas iniciativas das camadas mais desfavorecidas e criar oportunidades de negócio e emprego. Por isso, fazemos votos que esta reunião constitua um momento de celebração da nossa união que nos orgulha, tomando a Língua Portuguesa, por pretexto e respeitando a grande diversidade cultural que somos e que, ainda que fisicamente distantes uns dos outros, nos torna tão próximos e tão amigos. Façamos, pois, deste encontro, um espaço para criar sinergias, de modo a que a nossa comunidade possa tirar os maiores proveitos possíveis do actual crescimento do Turismo internacional, sendo urgente na nossa Comunidade a definição de uma estratégia de cooperação neste domínio, que seja verdadeiramente vantajosa para todos e cada um de nós, assumindo a nossa grande dispersão geográfica ao mesmo tempo como um desafio a transpor e como uma vantagem comparativa e competitiva. Esperamos, pois, que esta reunião possa potenciar a diversificação da indústria turística, abrangendo a imensidão dos nossos recursos naturais e manifestações culturais dos nossos
países, incluindo a gastronomia, a arte e o turismo cinegético. Acreditamos que a reunião vai reforçar os entendimentos alcançados, com vista a tornar as nossas instituições mais modernas e facilmente adaptáveis aos novos desafios que o sector do turismo impõe, contribuindo, deste modo, para o combate à pobreza rumo ao bem-estar dos nossos concidadãos, famílias, comunidades e povos. Não podíamos deixar de nos referir, com preocupação, à situação actualmente vivida na Guiné-Bissau, membro da CPLP que se encontra a atravessar uma fase difícil da sua vida como Nação. Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para reiterar o nosso total apoio ao Presidente José Ramos-Horta, mandatário do Secretário-Geral da ONU, nos esforços de pacificação e de busca de estabilidade política para a Guiné-Bissau. Esperamos que este país irmão volte, com a maior brevidade possível, ao convívio desta nossa comunidade. Temos certeza que os nossos irmãos guineenses saberão encontrar os melhores e mais eficazes caminhos para restaurarem a confiança do povo guineense, o qual tem o direito de olhar o futuro com mais esperança.

*Primeiro-MInistro, discurso na abertura da
VII Reunião dos Ministros do Turismo da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP)
que teve lugar semana finda em Maputo

sexta-feira, março 29, 2013

Médicos sem saúde


Chama-se Ernesto Afonso, é médico neurologista no Hospital Central de Nampula, profissão que desempenha com muito sacrifício e dedicação há 18 anos. Na semana (28 Março), em que se comemora-se o Dia do Médico moçambicano, e fez uma "radiografia" das condições em que a classe trabalha e vive. Nos últimos anos, disse, a situação dos médicos tem estado a deteriorar-se porque o salário que lhes é pago não corresponde ao esforço empreendido nem ao custo de vida. As pessoas que se formam para ser médicos não têm a mínima ideia do que se passa no terreno.   “Por vezes somos obrigados a encontrar uma solução urgente para determinados problemas de saúde. E muitos profissionais acabam por ficar frustrados quando terminam o curso superior em ciências médicas porque na realidade, o médico não é um homem rico, mas sim, um homem de sacrificio”, considerou Afonso. Segundo as suas palavras, no geral, a situação do médico vai de mal a pior em Moçambique porque antigamente assistia-se uma visão social, onde o Governo acolhia o médico atribuindo uma habitação condigna, um fundo social que era usado para custear as despesas escolares dos seus filhos, pagamento dos serviços de comunicação, energia, água e transporte. Condições que, actualmente, já não existem.    “Hoje, com a condição moral que existe, o médico é considerado como um trabalhador que desempenha as suas actividades com sacrifício na sociedade, sem, no entanto, preocupar-se em criar melhores condições da sua vida porque o salário não chega. O médico é olhado como se fosse um padre, pessoa que desempenha actividades de caridade, ao invés de estar preocupado em lutar para melhorar a sua própria vida”, acrescentou a fonte, que recorda que a fase mais triste da sua profissão foi quando terminou a sua especialização e regressou para a província de Nampula, numa altura em que a região era afectada por um surto de cólera que vitimou mais de doze mil pessoas. A experiência foi muito dura, pois, tinha de se deslocar para todos os distritos no sentido de sensibilizar as comunidades sobre a necessidade de prevenir, através da observação das regras elementares de higiene, a doença. Em relação ao seu tempo de ingresso no Sistema Nacional de Saúde, a fonte revelou que escolheu a profissão de médico porque na província de Nampula havia uma carência de técnicos para esta área. Formou-se em 1985 e no primeiro ano de trabalho foi afecto ao distrito de Angoche, onde ficou até o ano de 2000. De acordo com Ernesto Afonso, houve momentos difíceis, pois, em algum momento foi obrigado a assegurar todas as áreas no hospital rural local, devido à insuficiência de profissionais qualificados. Teve de aprender, forçosamente, a fazer uma cirurgia, aplicar uma anestesia, lidar com a pediatria, fazer uma cesariana, incluindo algumas amputações. Nessa altura, era apenas um médico clínico geral, recebia e atendia doentes transferidos dos distritos de Moma, Nametil e Mogovolas porque as unidades sanitárias locais não tinham salas operatórias. A parte mais complicada na sua experiência foram os programas de prevenção de certas doenças, que exigiam muito esforço, sobretudo, nas campanhas de vacinação. Na circunstância, apareceu a ideia de promover cursos de pequena duração destinados aos enfermeiros e serventes (agentes de serviços) para lhes capacitar sobre trabalhos adicionais em casos de urgências. Os serventes aprendiam técnicas de canalização de veias para assegurar a salvação de vidas humanas. Depois desta fase, as dificuldades que se registavam com muita frequência, estavam relacionadas com as limitações financeiras para a aquisição de novos equipamentos de trabalho e escassez de medicamentos nas farmácias públicas. Volvido algum tempo, Ernesto Afonso beneficiou de uma oportunidade de formação em Maputo e Brasil para a especialização. Enganou-se quando pensou que terminado o curso, as coisas no terreno teriam melhorado. Ele era o único especialista neurologista afecto no Hospital Central de Nampula e tinha a dura missão de atender a todos os pacientes que aquela unidade sanitária recebia, transferidos de outras regiões da zona norte do país. Aliás, afirmou que uma das coisas que lhe marcam pela negativa é a falta de medicamentos e de aparelhos para testes de neurologia.(@V)

quinta-feira, março 28, 2013

Mensagem do Presidente


Por ocasião da Páscoa endereçamos à Comunidade Cristã do nosso país e do mundo, as nossas calorosas saudações. Nesta data, os cristãos não só celebram esta importante data no seu calendário religioso como também reflectem em torno dos valores do sacrifício, da comunhão, do perdão e do amor ao próximo. 
Na verdade, guiados pelos valores cristãos e pelo significado do que a Páscoa representa, os cristãos usam este importante acontecimento para aprofundarem a cultura de Paz, da concórdia e da convivência sã e para renovarem o seu compromisso com o espírito de solidariedade humana, de ajuda mútua e de harmonia entre os homens.
Congratulamo-nos pelo papel que a comunidade cristã em Moçambique tem desempenhado na luta contra a pobreza. Em particular, saudamos o seu papel no apoio às vítimas das calamidades naturais que assolaram diferentes espaços geográficos da nossa Pátria Amada, na promoção da cultura de paz, do espírito de cidadania e da Unidade Nacional. 
Desejamos a todos os cristãos boas festas e Feliz Páscoa.
 
Armando Emílio Guebuza
(Presidente da República de Moçambique)