sexta-feira, julho 20, 2018

Chico-espertismo?



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Se a situação no Movimento Democrático de Moçambique (MDM) já era difícil, não ficou melhor. Com a saída de Venâncio Mondlane para a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) já se falava num partido em crise. Agora, Manuel de Araújo anunciou que já não será cabeça de lista pelo partido no município de Quelimane. Segundo a imprensa local, o político prepara-se para ingressar na RENAMO.
O jornalista e analista político moçambicano Fernando Lima, que concorda que este é um "golpe duro para o MDM". Para o analista, o principal problema é que a saída de altos quadros do MDM para a RENAMO põem em causa possíveis coligações para derrotar a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) nas eleições. Contudo, Fernando Lima defende que os partidos não podem depender de pessoas de importância, e que o MDM ainda tem uma forte base de apoiantes com que ainda pode contar.

WD - O que se passa o MDM?
Resultado de imagem para manuel araujo na renamoFernando Lima (FL): O que se passa é que tem havido uma grande deserção de pessoas conhecidas, de pessoas colunáveis, mas também de militantes de base. E o último nome a ser conhecido é o de Manuel de Araújo. Penso que é um duro golpe para o MDM, porque perde pessoas notáveis, com grande capacidade, num momento particularmente complicado, porque estamos à beira das eleições autárquicas. Mas, tal como disse recentemente o líder do MDM [Daviz Simango], os partidos não se podem formar na base de pessoas colunáveis, têm de ser formados por militantes, pessoas que fazem o trabalho do partido, que se devotam a uma causa partidária, que acreditam nas diretivas e ideologia do partido. É isso que o MDM tem de fazer.

WD - Qual o futuro do MDM? O que se pode esperar do partido?
FL: É um teste muito duro que o MDM vai ter de enfrentar. O MDM poderia ter feito uma coligação com grande potencial com a RENAMO, uma coligação entre os dois principais partidos da oposição. Penso que, neste momento, com estas deserções e com o facto de a grande maioria das deserções ter apenas um único destino, a RENAMO, duvido que esta possível coligação ainda possa acontecer, mesmo, nos casos pontuais em que se chegar à conclusão que, num determinado município, deveria haver uma coligação para enfrentar o candidato do partido FRELIMO. É um golpe muito, muito duro para o MDM.

WD - Sem essa possibilidade de coligação, o cenário para as eleições autárquicas é mesmo negativo?
Resultado de imagem para manuel araujo na renamoFL: Eu diria que é difícil, mas também diria que o MDM tem de aprender das suas lições de luta política, ou seja, compreender que a política não se faz apenas de pessoas que chegam diretamente para ocupar cadeiras disponíveis em termos de poder, em termos de Parlamento, em termos de autarquia, mas que devem corresponder a um outro tipo de luta e de militância mais profundo, o que não é o caso destas pessoas que abandonaram o MDM, porque são pessoas de militância e de adesão recente ao MDM.


WD África- Tem alguma ideia das motivações que levam estas pessoas, como Manuel de Araújo, a sair do MDM para a RENAMO?
FL: De acordo com essas pessoas, todos eles falam em falta de democracia interna no MDM. Há, claramente, um problema interno no MDM em termos do debate de ideias, do próprio funcionamento das estruturas, o que terá levado ao descontentamento destes indivíduos. O MDM, também pela natureza dos próprios estatutos, é muito centrado na figura de Daviz Simango, o atual edil da cidade da Beira. Este é outro desconforto para estas pessoas que gostariam de sentir mais democracia interna no MDM. Mas, a questão de fundo, claramente, são problemas ligados com a própria natureza das personalidades que abandonaram o partido.
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WD -  Acha que Daviz Simango está a ficar isolado na liderança do partido?
FL: Não, não penso que ele esteja isolado. Não confundo o partido com o facto de meia dúzia de figuras sonantes terem abandonado o partido. São golpes políticos significativos no MDM, mas o MDM tem centenas de milhares de pessoas que votam MDM e não me parece que a existência de tantos milhares de apoiantes do MDM torne o engenheiro Daviz Simango solitário na liderança.

465.046 alunos do ensino primário...desistiu


A cifra, segundo um documento de aproveitamento escolar de 2017 facultado na reunião conjunta do MINEDH, cuja cerimónia de abertura foi dirigida pela ministra do pelouro, Conceita Sortane, representa 8,9 por cento de alunos matriculados em todo o país no ano em referência.
Resultado de imagem para desistencia escolarO número de desistência do ano passado reduziu, comparativamente a 2016, em que a taxa foi de 10,9 por cento - uma das mais elevadas dos últimos cinco anos.
“Nos últimos cinco anos, a taxa de desistência teve o seu pico em 2016 o que representa, em termos absolutos, um número significativo de alunos que têm abandonado o sistema educativo”, lê-se no documento. O documento, com cerca de 30 páginas, refere que o maior número de desistentes é de alunos do sexo masculino. Daquele número, segundo o balanço, 212.995 são alunos do sexo feminino e outros 252.051 são do sexo masculino.
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“A amplitude de desistência oscila entre 2,5 por cento na província de Maputo e 13,3 por cento na província de Cabo-Delgado”, lê-se no relatório. As províncias de Cabo-Delgado, Nampula, Niassa, Sofala, Tete e Zambézia, entre o norte e centro do país, são as
que registaram altos índices de desistência.
Em relação as classes, o maior índice de desistência vai para os alunos da segunda classe, tanto em 2016, como em 2017. Por exemplo, em 2016, a taxa de desistência na segunda classe foi de 17,7 por cento, enquanto em 2017 foi de 14,6 por cento. A taxa de desistência das outras classes ronda entre os 5 a 13 por cento de alunos. “Tendo em conta o número de alunos matriculados na 2ª classe em 2017 (1.238.743), a taxa de desistência é equivalente a 180.055 alunos 14,6 por cento”, indica o documento.

segunda-feira, julho 16, 2018

Alugados 3 de 50 lugares,valor que daria 6 de 150

Que estado é este que através do seu instituto de gestão de participações nomeia gestores para gerir suas empresas e depois não as audita?
No meio de um trambulhão, assistimos a interferências de ministros e grandes figuras da arena política no dia-dia das organizações, resultando em ausência de poder de controlo e gestão dos que ali são colocados com o propósito de rentabilizar e garantirem o funcionamento sustentável das organizações.
A LAM foi mais um “vítima” desta tamanha incompetência por parte daqueles que deveriam controlar e auditar as equipas de gestão desses “sacos azuis”.
Resultado de imagem para boeing lam frotaO declínio da LAM não começa com esta equipa de gestão que cessou na passada sexta-feira. Ela tem o seu início já com outros grupos de gestão que não podendo dizer não aos políticos, tiveram que se submeter as atrocidades, sob risco de verem as suas cabeças rolarem por desacato ao dito poder, como dizia um velho amigo “o dono daquela empresa que está a concorrer para fornecer a comida nos aviões é o papá Gueus”.O prejuizo começa em 2008, quando em vez de se ir buscar dinheiro para financiar a compra dos 3 jactos do tipo Embraer 195 num banco internacional com taxas de juro a 2.5% usando o acionista estado como avalista, a empresa recorre a um banco nacional que não tinha capital suficiente para financiar a empreitada. Sendo assim, este banco por sua vez também teve que recorrer a um banco internacional para conseguir o valor a uma taxa de juro desnecessária. Estamos a falar de uma taxa de juro de cerca de 2.5% contra 9% cobrado por este banco nacional em moeda norte americana.
Resultado! a letra que LAM deve pagar ao banco era de um “x” em 2009 que passou para 3 vezes mais em 2018, resultante do agravamento da taxa de câmbio de metical para o dólar deste período para cá, estamos a falar em cerca do tríplo do valor.
Resultado de imagem para ERJ M$EXHoje a LAM tem em letra de pagamento deste tipo de avião (são 2 unidades) um valor que no mercado chegava para alugar 4 avioes Boeing 737, caricato não é? Alguem deve ter se beneficiado com isto e sempre em prejuizo dos que ali trabalham.Para agravar existe um contrato entre a LAM e a sua filha MEX de aluguer de 3 aviões pequenos de 50 lugares igualmente, com preços super inflacionados cujo valor no mercado daria para alugar 6 aeronaves Boeing de 150 lugares cada, mais um caso caricato, pois não?
Bem amigos, são estas atrocidades que transitam de gestão em gestão, sem se efectuarem as devidas correcções.Mais do que nunca é necessário acabar com o fenómeno de “saco azul” nas organizações. Se o Beltrano e o João são ministros ou chefes de bancadas parlamentares não segnificam que tem o direito de sacrificar os aumentos salariais e qualidade de vida dos trabalhadores dessas organizações só porque podem ameaçar os gestores com a comum frase “cabeças vão rolar ou é de um chefe grande” metendo daí suas empresinhas para saquear via obras com preços absurdos, preços malucos de bens e serviços ou  ainda manutenção de equipamentos de uso, como ar-condicionados, reparação de viaturas a preços malucos como aqueles que se vem nos jornais, os chamados concursos públicos ou concursos malucos.A LAM, meus caros compatriotas, não é uma excepção aos saques perpetrados pelas elites do nosso belo moçambique só que ao contrário de outras não é uma flor que se cheire em termos de lucros.
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Resultado de imagem para boeing lamA aviação comercial de caracter regular é por sinal um dos piores negócios em termos de lucratividade no mundo, como dizem os outros “não dá para pestanejar”, é em pequenos exercícios de manobra e sacrifício que vem o seu pouco lucro.Interessante ainda é facto de estarmos na africa austral,  longe da densidade de tráfego aéreo, e onde raras são as companhias aéreas de fazer lucros. Nesta região, o custo logístico é mais elevado pois aterram poucos aviões, se compararmos a regiões perto do oriente médio, medeterrâneo, mais ou menos onde está a base da Ethiopian Airlines.Portanto, caros governantes nesta região o cuidado deve ser redobrado. Arranjem outros sítios para colocar os jogadores de bancada (paraquedistas) não em linha aérea. Na aviação, o raio de acção não é apenas do Rovuma ao Maputo ou do Zumbo ao Índico. Neste sector há primazia em prestação de contas as várias associações em que as companhias aéreas são membros, como por por exemplo a IATA, AFRAA, ICAO etc (LAM herdou em 1975 da DETA uma frota de 4 Boeing)... e a primeira coisa que eles querem saber é de onde vem este fulano? Vem do município de Xibabava??? Com todo o respeito aos residentes desta urbe.Olhando um pouco para o caso da nossa “Late And Maybe” como os seus passageiros “carinhosamente” a tratam e depois de consultas a algumas fontes, deixamos aqui alguns pontos sob forma de  recomendação para os tomadores de decisão, que por sinal nem sabem o que é uma companhia aérea de bandeira ou ainda o que querem  dela:
Imagem relacionadaa)    Contratar um gestor sénior internacional que não tenha ligações nem quizilheces com o panorama político nacional. Este senhor gestor (CEO – Chied Executive Officer) que, não irá trazer muito de novo até porque a “roda já foi inventada” pelo menos não terá 21 chefes membros de governo ou de partidos políticos para prestar vassalagens e justificações de âmbito de gestão operacional, todos os dias. Isto vai permitir que a equipade gestão deixe de atender chamadas toda a hora e se concentre em aspectos estratégicos e de longo prazo. Desta forma, para os outros cargos de gestão, como administradores se se justificar considerando o volume de negócios que é produzido por apenas 4 aviões, poder-se-á abir concursos públicos com base em requisitos pré estabelecidos;
b)    Colocar as contas da empresa de forma transparente (receitas vs custos) e munuciosamente analisados, como forma de eliminar os “cancrozinhos” escondidos nas rúbricas despesas administrativas  ou outros custos que quando vamos ver, representa cerca de 30% dos custos totais;
c)    Fazer o saneamento da empresa, renegociação das dívidas malucas contraídas de forma irresponsável sob aval do governo e;
d)    Permitir a entrada de capital privado de empresas de aviação comercial na então LAM já com dívidas renegociadas;

Imagem relacionadaComo é possível uma linha aérea alugar avião para fazer as rotas Maputo, Inhambane Vilaculos em que os custos do voo, depois do avião cheio, cerca de 29 passageiros com tarifa alta fazer um prejuizo na ordem dos 300.000MT por voo??? É preciso coragem ou então os patrões não fazerem auditoria de performance de KPI’S – Indicadores chave de desempenho.
Contam os meus amigos, que nesta empresa não se faz o verdadeiro exercício de redução de custos, bastanto para tal apresentar as ditas 3 cotações, mesmo que sejam custos 1000% superior ao que a praça oferece, até parece que o dinheiro é da tia maria. A título de exemplo, um sumo de 200ml com custo na praça de 20MT, quando chega via empresas de catering a LAM o custo é de 45MT. Grande trabalho tem a empresa de catering, comprar e colocar no caixinha de papel de 10USD, porque nem sequer gelados são os ditos sumos. Me desculpem...

Imagem relacionadaO que a empresa precisa no fundo é reduzir os custos em materias que não são do benefício, nem do público interno nem do cliente.Deve haver um plano de frota emanado pelo accionista com um plano de longo prazo, pelo menos 10 anos sem que os paraquedistas que por ali “aterram” possam mudar, por exemplo mudar de Boeing 737 para Embraer 190, ora de Embraer para Bombardier etc, resultando ali numa mixelândia de aviões do Tio que geria em  2009, ou da Mamã de 2014 ou ainda do Sobrinho de 2015 dando assim azo a custos de peças, número elevado de pilotos pois nada joga com nada. Piloto do Embraer não pode pilotar Boeing e nem a roda do Bombardier serve no Embraer.Fontes indicam que a LAM deveria ter apenas 2 tipos de aviões, sendo Boeings 737 pelo facto de haver mais companhias que operam este tipo de avião na região, sendo que seria mais fácil fazer intercâmbito de peças com os vizinhos bem como praticar a dita “economia de escala” e outros aviões do tipo Bombardier Q400 pelo facto de algumas pistas como Inhambane e Vilanculos comportarem apenas estes tipos de aviões (hélice) portanto, não mais do que 2 tipos.Após estes ajustes é necessário colocar uma equipa no IGEPE, que se não tem know-how na matéria que contratem auditores, estamos a falar de ex gestores ou gestores de companhias aéreas que vem ajudar a medir o performance da equipa de gestão,  com base em KPI’S pré negociados nos actos da definição de objectivos anuais.Parem de sacrificar equipas de gestão, desta porque o Primeiro-Ministro ficou em terra, desconsiderando que todos os dias ficam passageiros em terra, vítimas deste sistema.