quarta-feira, maio 27, 2009

Grosseiros

Os gestores do Estado Moçambicano têm rapidamente de perceber que foi aberta em pleno ano eleitoral uma “cruzada” visando pressionar as vontades do país.Pensada com base na informação sistematizada pelas embaixadas dos países do ocidente com sede em Maputo, esta onda tem vindo pelo que se percebe a ser engendrada há já algum tempo.Sabem quanto Moçambique precisa dos seus apoios quer materiais e financeiros para estabilidade politica que passa necessariamente pelo funcionamento das instituições do Estado. A insistência de Washington em condicionar os apoios em projectos sociais a entrada de médicos americanos, não é mais do que começar “diplomaticamente” a deitar as regras da actual administração Obama.No mandato de Ronald Reagen, a arma foi apoiar todos os grupos contra revolucionários de países de regime socialista, depois , Bush “pai” com sansações económicas a todos aqueles que não comungavam das políticas do ocidente. Bill Clinton com duas medidas e dois pesos , acabou por ser substituído por Bush “filho” que para atingir os seus interesses partiu para o confronto militar. Agora é um senhor chamado Barack Obama que toda a África ficou contente, pelos seus laços genéticos, mas, tal como alguns políticos árabes afirmam, o novo inclino da Casa Branca é americano e, pensa como tal.

Recordo que uma das primeiras acções do presidente dos Estados Unidos, foi congelar os salários mais altos dos principais funcionários da Casa Branca, uma medida de austeridade em tempos de crise económica.

Será que a administração Obama quer que o governo Moçambicano faça o mesmo?

Obama anunciou também o endurecimento das regras para os lobistas que trabalham no governo e servem-se das suas funções para tirar proveito avisando que a transparência e o papel da lei serão o estandarte da sua presidência.

Quererão a mesma resposta do governo de Moçambique , pautando pela mesma linha dos americanos?

Barack Obama fez cem dias de governação, e durante este período de emergência económica, foi tomando medidas, de modo que as famílias americanas ao apertarem os cintos não sejam as únicas, mas que o mesmo deve ser feito em Washington, na qualidade de servidores públicos.

É esta uma das razões da interferência nas politicas do governo do nosso país?

Segundo analistas americanos a quantidade de decretos assinados por Obama até agora evidenciam um estilo que vai além do prognosticado. Para estes Obama é mais inclusivo, menos arrogante, mais conciliador, menos doutrinário e mais pragmático, não apenas na forma como administra a maior e mais influente máquina pública do planeta, como na maneira de lidar com os seus aliados e inimigos, quer na política doméstica como na externa. Os gestores do Estado Moçambicano têm rapidamente de perceber o que a América e a Europa Ocidental querem.

terça-feira, maio 26, 2009

Utensílio doméstico

Voar de helicóptero deixou de ser um artigo de luxo, para ser uma ferramenta de trabalho. A primeira ideia de um helicóptero foi concebida primeiro por Leonardo da Vinci no século XV, mas esquecida até a invenção do avião no século XX.O primeiro voo bem-sucedido e registado de um helicóptero ocorreu em 1907, realizado por Paul Cornu, na França. Porém, o primeiro voo de um helicóptero completamente controlável foi demonstrado por Hanna Reitsch em 1937 em Berlim, Alemanha.No início dos anos 40, Igor Sikorsky esteve na base do aparecimento do Sikorsky R4. Em 1946, foi lançada a produção do Bell 47B, que atingia uma velocidade de 140 km/h, com duas pessoas a bordo. Entretanto, no fim dos anos 50, os helicópteros começam a especializar-se e a desenvolver-se, atingindo velocidades de 260 km/h, com até 44 lugares a bordo.Tornando-se um símbolo de poder, o helicóptero veio a ser também uma fonte de prestígio para determinados homens de negócios. Tudo começou quando a companhia norte-americana Bell não ganhou uma encomenda de helicópteros de observação, acabando, em 1965, por adaptar o projecto à área civil. Este helicóptero veio a ser um modelo popular entre os homens de negócios, apreciadores do conforto.Nos anos 70, acabou por ser melhorado, readquirindo o seu interesse militar, pelo que foi vendido a forças armadas de todo o Mundo. Ainda no campo militar, surgiu o AH-64 Apache, que veio a constituir a base dos helicópteros modernos.Na década de 90, surge o Westland-Augusta EH-101, um helicóptero diversificado que suporta o transporte de passageiros, operações militares e de salvamento no mar. Com as melhorias da tecnologia, o consumo de combustível baixou. Os níveis de ruído foram reduzidos, o mesmo sucedendo com as vibrações. Desta forma, passa também a haver um menor desgaste da estrutura.Em termos militares, a fuselagem é feita de forma a diminuir as possibilidades de os helicópteros serem detectados por radares, tendo esta sido uma das preocupações dos engenheiros aeronáuticos durante os anos 90. Uma das possibilidades é fazer com que o helicóptero não emita uma quantidade elevada de calor, para não ser detectado por infra-vermelhos.Desta forma, o helicóptero é um meio de transporte que tem evoluído. Depois de ter sido usado ora em termos civis, ora para fins militares, adquiriu um estatuto especial entre outras formas de transporte. Acaba, assim, por se revelar fundamental para situações de salvamento, de guerra ou mesmo como meio de transporte de luxo. Por exemplo , um hora de percurso num helicóptero com a capacidade até 6 passageiros, o valor ronda USD 3.600 americanos. Hoje pode-se voar de helicóptero, com excelentes preços.Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Helic%C3%B3ptero


sábado, maio 23, 2009

Os mesmos de sempre!!!!

Chama-se Bert Koenders, holandês, e na sua terra é Ministro para a Cooperação e Desenvolvimento. Reuniu-se com a Dra. Luísa Diogo, Primeira Ministra da República de Moçambique e com o edil da cidade da Beira. No cumprimento do seu programa resolveu fazer uma palestra subordinada ao tema “Os cidadãos de Moçambique, o polo de desenvolvimento”.O que disse este “senhor (com letras pequenas porque não merece outro tratamento)?Algumas das afirmações que demonstra que o país tem que se preparar para uma frente externa que de um momento para outro entende torcer o nariz sem justificação plausível e de ingerência descarada nos destinos dos moçambicanos:

“Infelizmente o cenário da diferença entre ricos e pobres em Moçambique é patente” . Onde é que não é? “Devido ao carácter da sua politíca interna, Moçambique corre o risco de estagnar o seu desenvolvimento”. Quem disse que as apostas dos moçambicanos têm que ser iguais aos da União Europeia? “Em Moçambique não houve progresso suficiente no que se refere ao alcance dos objectivos do Desenvolvimento do Milénio, como todas as crianças para a escola, e direitos iguais para homens e mulheres.” Está mal informado,porque o que mais se tem construído são escolas e o “género” defendido em toda a instituição do Estado Moçambicano. “O melhor método de combater a probreza em Moçambique é investir na transparência, em condições jurídicas adequadas e no fortalecimento da democracia, bem como no envolvimento do sector privado na criação de empregos”. De facto, Bert Koenders não conhece os avanços feitos com este propósito. “Governação significa entre outras coisas a transparência da políticia do Estado, um Estado de direito que funciona de forma eficaz e na prevenção da corrupção, mas também significa a prestação de contas a nível nacional aos cidadãos moçambicanos” . Em qualquer lugar, a principal acção das autoridades tem sido o respeito pelas instituições e ninguém pode estar acima da lei. Se assim não fosse o país não se desenvolvia, um cenário reconhecido pela comunidade internacional. Uma contradição não é? “Nos próximos anos a prestação de contas ao nível nacional ou a responsabilização interna, aos cidadãos,continua a ser uma das linhas centrais da cooperação holandesa em Moçambique.” Imposição de politícias e depois pretende-se que se faça o mesmo dos seus países. “Os cidadãos têm o poder de mostrar o seu descontentamento, já que se trata de dinheiro dos moçambicanos, dinheiro de impostos.” Onde e em que momento os cidadãos não utilizaram os mecanismos que a legislação permite? “Sejam criadas condicções adequadas para que as pessoas sejam estimuladas a engajar-se para que se sintam ouvidas, nao só durante as visitas do PR as provincias, mas também pelas autoridades locais.” O Ministro Holandês só conhece o Presidente da República, mais ninguém pelos vistos.... “É uma pena que os observadores internacionais tivessem constatado que nas últimas eleições autarquicas houvesse casos de fraudes, ainda que não tenham influenciado nos resultados,desejo por isso que Moçambqiue,para 2009 eleições integras e livres, não como as ultimas eleições autarquicas.” O tradicional papel de quem apaga duas velas ou está em cima do muro , como no tempo da guerra fria. Uma forma de influenciar o processo eleitoral , dando uma ajudazinha a ..... pisca para a esquerda mas depois vira para a direita.




Desemprego e.....

O encerramento de empresas passou a ser notícia vulgar nos orgãos de comunicação social.Quando tudo começou parecia que a crise económica era para os outros e passaria ao lado da nossa janela.Infelizmente não é assim, e bem perto são as centenas as famílias que abruptamente ficaram sem o seu sustento.Desemprego e uma palavra terrível.A ausência de segurança económica provoca em cadeia tensão nas pessoas incapazes de a suportar durante muito tempo.O cenário é pior num país cuja população é maioritariamente jovem,dispondo de imensos recursos naturais e mesmo assim ás flutuações económicas fazem-se sentir com maior dureza.São cada vez mais os que têm o ensino médio concluído, em contrapartida uma boa parte não trabalha ou nunca exerceu uma actividade remunerativa estável.É aqui que reside o maior perigo politíco do desemprego.O perigo de ver o desemprego a ameaçar a democracia é mais elevado do que se pensa particularmente quando são jovens a suportar as decepções.Jovens resignados e a falta de experiêcia de vida nã conseguem medir os riscos que pode derivar de uma atitude irreflectida.O desemprego é cruel num período como este que o país e mundo atravessa. Mas também é incorrecto pensar que ultrapassada a crise mundial, haverá mais postos de trabalho.A falência de importantes empresas decorre a mais de uma decada e as razões assentam na maior parte dos casos de apostas no cavalo errado.Os postos de trabalho que se criaram não são novos empregos, enquadram-se sim na reposição dos anteriormente existentes.Não para de aumentar o número de desempregados e, como consequência, os perigos de exclusão social espreitam em cada esquina.Ter trabalho hoje pode causar inveja.O ano 2009 representa o agravamento das condições de vida de milhares de famílias em Moçambique em particular.São pouquissimas as sociedades onde a esperança reside no facto de viver-se um ano de eleições e se calhar até de mudanças. Olhando a nossa volta, é escusado alimentar esta visão tendo em conta a falta de capacidade, dos candidatos que se perfilam, mesmo tendo qualidades para exercer cargos de governação aos diferentes níveis.

sábado, maio 09, 2009

A utilidade das estatísticas

Elas valem pelo seu conteúdo de relevo para os programadorese dão a estes indicações quanto ao futuro.Mas não chegam para ultrapassar as dificuldades inerentes ao quotidiano.Os que têm o poder de decisão usam geralmente as estatísticas para mostrar trabalho quantitativo.No parlamento moçambicano o desfile de números no momento de prestação de contas não difere de outros países.A oposição desgovernada “chia” por todos os lados mas já não incomoda. Ela não sabe mesmo, fora algumas pequenas excepções.Vida fácil para os escolhidos com a responsabilidade para gerir o Estado, ao ponto de se deleitarem com as incongruências dos adversários políticos.Satisfaz aos gestores de Moçambique o número de escolas, hospitais, poços de água construídos para provar a importância que dada as politicas sociais.É um risco governar para as estatísticas.Na ânsia de obter números favoráveis acabam por ocultar a realidade. Fica para segundo plano toda e qualquer estratégia de combate a crise.Resultado, continuam figurar os desiquilíbrios sociais já existentes e hipotecar o futuro das gerações mais jovens.Os jovens que libertaram a pátria moçambicana dos portugueses fascistas, aprenderam a ler e a escrever debaixo de árvores.Foram estes combatentes que mesmo sem experiência técnica asseguraram os primeiros anos de gestão de Moçambique. Valeu-lhes a escola do rigor,da disciplina,da clareza dos objectivos.Hoje são aos milhares os jovens com direito a uma escola convencional e apetrechada para receber o conhecimento técnico, uma escola que permite a falta de respeito ao mestre , corrupção e a vandalização do bem público.

Em suma, governar para os números, é o mesmo que passar um pano por cima de problemas concretos de natureza social que geram situações de desespero e afectam com especial gravidade os mais desprotegidos.A quem serve as estatísticas?

sexta-feira, maio 08, 2009

Borrada !!!!

As nossas autoridades não se deram ao trabalho de fazer uma pequena pesquisa na net para perceber que aqueles ESTRANGEIROS não são INIMIGOS. Veja o link http://www.orgoniseafrica.com/orgone.html e pesquise outros links dentro do site. Há reportagens fotograficas anteriores de outras expedições a Moçambique e até a Washington DC. Tudo documentado com fotos, mapas etc. Baseam-se no principio que as torres de telecomunicações, centrais electricas geram campos electromagneticos que interferem com a atmosfera, nomeadamente com a concentração de nuvens, interferindo com a precipitação e beleza da paisagem. Utilizam 'dispositivos' de fabrico caseiro a base de limalhas de metal e resina ( youtube tem videos sobre como fazer um "tower buster" portanto não é nenhuma arma secreta), as interferencias nocivas dos campos electromagneticos são canceladas ou mesmo iliminadas melhorando a precipitação e a paisagem resultante e um afastamento das nuvens.A postura do Presidente Armando Guebuza ,Chefe de Estado Moçambicano foi brilhante deixando já a transparecer que está muito melhor informado do que aqueles que deveriam estar....?

quarta-feira, maio 06, 2009

Nicoadala: árvore com dois séculos

São 5 as espécies chamadas de Mogno Africano, todas do gênero Khaya e estão procuradas por reflorestadores devido ao seu rápido crescimento e ao alto valor de sua madeira no mercado internacional:khaya ivorensis, khaya anthotheca, khaya senegalensis,khaya madasgarensis,khaya nyasicaÉ uma planta heliófila, tolerante a sombra durante a fase jovem. É uma árvore de porte elevado, caducifólia (cai as folhas na seca) nos climas áridos, atingindo na natureza alturas de 40 m a 50 m e DAP(diâmetro na altura do peito) de até 200 cm. O caule é retilíneo, isento de ramificações até 30 m de altura e o sistema radicular tabular é bastante vasto.O Mogno Africano tem uso comercial bastante diversificado, devido às características tecnológicas e à beleza da madeira. A madeira é de elevada durabilidade, fácil de trabalhar e secar, porém de difícil impregnação. O alburno tem coloração marrom-amarelada e o cerne, de cor marrom-avermelhado.É usada em movelaria, faqueado, construção naval e em sofisticadas construções interiores. O mercado europeu consome principalmente a madeira da espécie Khaya ivorensis.Todas as espécies africanas são resistentes ao ataque da praga do broto terminal (Hipsiphyla grandella), praga que inviabilizou os plantios do mogno brasileiro (Swietenia macrophyla). (Fonte texto:www. mudasnobres.com.br)
As fotografias (clik) foram tiradas em meados de Março, a 30 Km de Nicoadala, no percurso Chimuara/Quelimane.

segunda-feira, maio 04, 2009

AJUDEM!!!

Cresce o número de vilas e povoações com acesso a rede nacional de energia eléctrica.Mais moçambicanos têm acesso ao país e mundo graçaas a expansão da rêde de telefonia.Melhores estradas permitem facilidades de circulação de pessoas e bens.Moçambique caminha para o relançamemto da sua economia e do bem estar dos seus donos.Não está estagnado como parece, bem pelo contrário.Preocupa sim, a qualidade e durabilidade dos pilares em que vai assentando o seu visivel crescimento.Acontece que a visão dos politicos é muitas vezes pressionada pela manutenção dos ganhos pessoais, desviando-os do compromisso que assinaram no momento em que foram eleitos.Se assim não fossem, os políticos não eram seres racionais. É ou não é? Moçambique em Àfrica e mundo é um País jovem, mas também com o andar do tempo com menos espaço para cometer erros.Os que podem ajudar a corrigir aquilo que é visto a olho nu mas por conveniência deixam de ver, são os lideres religiosos.Estes são actores que podem em forum próprio e descomprometido desafiar os políticos a formularem programas realistas e exequíveis.Os lideres religiosos devem despertar os eleitores a tomarem consciência do que esta em causa quando se vota.Até ao acto eleitoral podem presssionar pessoalmente e publicamente a classe política a defenderem o bem comum e o interesse de todos. Não se trata de imiscuir na vida política dos partidos, é sim o assumir da responsabilidade social dos dirigentes religiosos na defesa da dignidade humana. Os religiosos não se podem colocar distantes dos problemas, a espera que os eleitos cometam erros para depois emitirem opiniões de quando em vez . Não ajuda a Moçambique a critica do dia seguinte . O povo de Moçambique exige que os lideres religiosos apontem o dedo agora aos políticos e avisem quanto é importante a escolha de candidatos capazes para as assembleias provinciais e parlamento . A comunidade religiosa tem a seu favor tempo pela frente para alertar os políticos que o sucesso eleitoral passa pela escolha de gente capaz de realizar a sua missão com competencia ,cultura, vivencia civica, fidelidade e honestidade. Gente que dá garantias , orientados pelo interesse nacional, e não pelo partidario ou pessoal.O facto de ser candidato não pode ser visto como uma promoção, ou uma forma de pagar um favor, mas um serviço que se pede aos moçambicanos mais capazes.É isto que os partidos políticos e os seus dirigentes têm que ouvir e os religiosos não se podem esquivar deste papel.Porquê este apelo aos religiosos?São os únicos na nossa sociedade que ainda são ouvidos. Os únicos que podem alertar, sem receios e com propriedade os limites suportáveis a que o homem moçambicano chegou. São três actos eleitorais importantes.Há que regeitar quem não serve, quem não dá garantias.Na última instancia, perante a surdez e cinismo dos políticos, os lideres de todas religiões e os seus crentes devem-se unir por Moçambique.Não é um compromisso politico. É um compromisso por eleições cujo o critério fundamental deve ser a pessoa humana concreta, servida e respeitada na sua dignidade e direitos.Uma mobilização pela eleição de candidatos que defendam a familia, estejam comprometidos com os direitos humanos, combatam a corrupção, e que procurem soluções como o direito ao trabalho.Os religiosos moçambicanos devem AJUDAR a votar de harmonia com a consciência.

quinta-feira, abril 30, 2009

De tanto tapar, já não dá mais...

Não vale a pena contar quantos buracos existem. Até o cidadão mais exigente perde-se nas contas. “São centenas”, dizem os mais optimistas. “São milhares”, afirmam os que mais sofrem com eles: motoristas de ligeiros, de passageiros até mesmo os que circulam de bicicleta. O pior é que muitos começaram a surgir há meses e até anos sem que tenham sido adoptadas medidas para resolver o problema. A situação é tão séria que, de tanta indignação, transforma este texto numa experiência interactiva. “Está tudo esburacado !”, gritava um motorista . “É para tirar uma foto? Olhe alí do outro lado é pior!”, diz outro. “Filme aquele atraz do muro”, pede uma dona-de-casa. “Põe no jornal!”, grita um passageiro.Quando chove as crianças brincam dentro das crateras no asfalto. Sem a noção de estarem a por a vida em perigo, os miúdos apenas sorriem,sob o olhar despreocupado das mães já cansadas da situação.O pior é que os buracos são crônicos e aumentam as histórias para contar. Como a registada na conversa com o mecânico J.Amide. “Só em Abril teve que ajudar a desenterrar cinco carros”, testemunha. Um rapaz partiu a perna ao cair da motorizada. Uma mulher grávida de seis meses caiu da bicicleta/táxi e foi internada com urgência. Um carro entrou pelo quintal dentro de uma residencia , para desviar do buraco”.Já dentro da cidade, bem no centro ,os buracos vão ocupando as faixas de rodagem Os motoristas mais pressionados pelo tempo até usam o passeio para os peões como desvio. “Com este piso , não há suspensão que aguente”, adianta o “Chapeiro” F.Canivete. Conta que, em menos de um mês, gastou 40% do que facturou para recuperar o seu carro.Os dois factores que levam ao desgaste do asfalto, segundo as autoridades camararias são o tráfego pesado ( viaturas transportando madeira para o porto no rio dos Bons Sinais/Cuácua) e a acumulação de água. Mas não só: a falta de manutenção preventiva, que só nos ultimos anos começou a ser feita mas tardiamente. Em Novembro de 2008 foram programados 30 milhões de dolares para a reparação de todo o sistema de drenagem e asflato dos 50km de estrada.Resultado da crise economica mundial, as autoridades camararias viram o valor a muito esperado reduzido para dois milhões de dolares.Estão confirmados sete milhões de dolares para aplicar nas principais vias desde a tubulação, até a compactuação do solo e a recolocação do asfalto”.O conformismo dos citadinos é assustador.No dizer de alguns só lhes resta Deus como tábua de salvação.

sexta-feira, abril 17, 2009

Borbulha da fraude

No Brasil o celular era usado pelo eleitor para fotografar a tela da urna eletrônica de modo a comprovar e receber o dinheiro do “comprador de votos”. O Tribunal Eleitoral proibiu, mas veio a criatividade . O aliciador oferece, por exemplo, 50 reais pelo voto do eleitor. Este leva 25 reais de sinal, e é acompanhado no momento da votação por uma criança que tem a função de verificar se ele vai votar no candidato pré-acordado. Fora e confirmado , leva os restantes 25 reais . Mas há mais. A propagação da fraude cibernética onde é usada urna eletrônica. É programada por seres humanos e o seu software é alterável de acordo com as caracteristicas de cada pleito. Por ser programavel pode sofrer a intervenção de maliciosos que queiram alterar os resultados em resposta aos seus interesses e modificar a escolha do voto com mais facilidade do que se mata um vírus via Internet. Há várias formas de se fazer isto: é possível programar um comando que a cada cinco votos desvie um para determinado candidato mesmo que o eleitor tenha teclado só o número do seu preferido. Talvez eventuais alterações sejam possíveis detecta-las a posterior .Mas descobrir a fraude depois de ocorrida não adianta. O importante é prevenir. O livro "Fraudes e Defesas no Voto Eletrônico" de autoria de dois especialistas brasileiros é, no mínimo inquietante. Em 2005 dois milhões de eleitores alemães não precisaram de fazer, um "x" no boletim de voto, mas fizeram as suas escolhas usando uma urna eletrônica. Segundo o Tribunal Constitucional Federal, sediado na cidade de Karlsruhe, o acto feriu o direito básico de garantia de uma eleição pública. Para o TCF um "evento público" como uma eleição implica que qualquer cidadão possa dispor de meios para averiguar a contagem de votos, bem como a regularidade do decorrer do pleito, sem necessitar, para isso, de conhecimentos especiais. No processo eleitoral tradicional, uma vez que o voto é depositado na urna, qualquer pessoa pode acompanhar a contagem junto do posto de votação. Manipulações, nesses casos, são difíceis, uma vez que podem a qualquer momento ser descobertas. Ora isto não acontece no caso das urnas eletrônicas, em que o eleitor simplesmente aperta um botão e o computador, horas mais tarde, fornece um resultado. Por consequência, os resultados finais são obtidos, acionados que forem os sistemas de processamento electrónico dos dados chegados de todos os postos de votação. O cidadão comum, neste caso, não tem meios para apurar possíveis erros de programação ou manipulações propositadas na parte final do processo eleitoral. Modificar a lei eleitoral de modo a auditar previamente o sistema informatico antes da publicaçaão oficial dos resultados? Muito complicado, em particular se houver actos obscuros para aprovar uma lei que restringe a possibilidade de auditoria externa do processo eleitoral.

quarta-feira, abril 15, 2009

Também!!!

Comandante Rachelle Jones, primeira ofical Stephanie Grant e comissáriass Diana Galloway e Robin Rogers formaram a tripulação. A Atlantic Southeast Airlines que voa para a Delta Connection baseada em Atlanta recentemente fez o primeiro voo comercial a jato operado somente por uma tripulaçao de mulheres negras (ou afrodescendentes como seria politicamente correto e geograficamente incorreto)
A Delta tem sido parceira da
Women in Aviation por mais de uma década, patrocinando cursos e outras atividades. A organização faz conferências anuais em diferentes locais ao redor dos Estados Unidos e selecionou Atlanta como sede para o evento deste ano.O vice presidente senior de operações de voo da Delta informa que a companhia tem aproximadamente 150 pilotos do sexo feminino de um total de 7000 e ganhou mais através da fusão com a Northwest Airlines.Não deixa de ser uma importante conquista das mulheres na aviação..........Fonte: Today’s Drum

“Page Down & Page Up”

Amiudamente vai tomando forma mais uma organização de índole política.Não esconde, nem supera o cepticismo em particular dos urbanos de esta ser mais uma tentativa de responder aos diferentes anseios de um eleitorado.A experiência de vida de outras apostas oferecidas não foram felizes e há uma natural decepção e de conformismo.Os que têm o previlégio de exteriorizar as suas convicções não deixam de colocar as suas reticencias quanto ao nascimento de uma força que pretende e acredita que Moçambique pode mudar.Ainda assim os “mais” da política nacional deixaram perceber que os “putos” podem fazer alguns estragos, quanto mais não seja complicar as contas, há muito sempre as mesmas e previsíveis.Inegávelmente a constituição do núcleo duro do provável Clube político alerta aos mais batidos nestas coisas da democracia e é um teste aos que a defendem.Marcado pela força da representação de provincias mais populosas, a rapaziada esta a construir um edifício com material novo, usado e velho.Este é um exercício de difícel gestão tudo porque a imagem de qualquer organização política e marcada pela sua matriz, e moldada pelos ventos soprados por quem tem na força a razão.Agora os “putos” vão atrapalhar os mais batidos na cena política nacional, ao abrirem-se as ideias de todos quanto queiram dizer o que lhes vai no íntimo, nem que seja para defini-los como uma base avançada de interesses externos.Podem ser uma boa aspirina para a concorrência eleitoralista, obrigando ao fim do caciquismo .Paradoxalmente os dois principais actores da democracia já não escondem a imagem em que se transformaram por dentro, desviando-se na pratica do que concordaram defender nos seus foruns devidos.Sem complexos, de abertura total ,os “tipos” da Beira e arredores estão aí para explorar o caos instalado na luta política do país, pescando tudo quanto seja peixe ou parecido.Os veteranos da nossa política, aqueles que são assumidamente os donos, senhores , “já eram” porque a lei da natureza encarregou-se de lhes tirar a destreza que lhes foi tão útil para pegar em armas.Acontece que, dobradiça velha não abre porta nova, e ,por essa via, os que sabem e fazem, e os que são os pais da democracia, têm que correr a procura de outros “Ferrari” para substituir os actuais, que mesmo tendo bons motores, raramente é-lhes dada a oportunidade de lutarem pela grelha de partida.Atenção que os “putos” têm uma caminhada durissima, por mais que tenham a razão do país, são muito verdes, imaturos para os truques de gente mais calejada e com meios para virar qualquer cenário.Mas parece que os propositos desta miudagem transmitem alguma certeza e mesmo os receosos em opinar começam a espreitar por cima do muro.Torcer, torcer no silêncio para que o outro Clube ganhe pontos, é uma postura comum de quem esta fisicamente acomodado, incerto das suas convicções, quer mudanças e acredita que esses “putos” podem influenciar de fora as regras de convivência no seu casulo.Vai ser giro ver os miúdos da libertação, os miúdos da democracia e os miúdos da inclusão na luta pelo espaço do poder.Afinal, o País é deles, dos jovens os únicos que podem e como entenderem explorar a sua sabedoria para conquistar o seu mundo.Na era de digitalização só vence quem raciocina e percebe os seus principios de modo a aplica-la com criatividade e sem limitantes em qualquer campo de batalha.Convenhamos: macaco velho não tem novo truque.

terça-feira, abril 14, 2009

Uma história de sucesso!!!

Num passado não muito distante, os amigos dos “carochas” decidiram fazer um desfile pelas ruas da capital moçambicana.Praticamente ninguém se conhecia, e graças ao “carro do povo”, assim foi baptizado pelos alemães, despontaram novas amizades.Como um veículo, cujo modelo data dos anos trinta, ainda hoje provoca e desperta as atenções. Para os mais novos a marca é identificada nos modernos modelos como “Vedablio”, assim é pronunciado.Outras linhas, outras caracteristicas técnicas é verdade, mas são os Volkswagen.Estão de volta as ruas moçambicanas os modelos 1200,1300 e 1500, cada um deles já sofridos pela tempo de vida muito bem escondido graças a criatividade dos seus proprietarios.Voltam a estrada no momento de oscilação dos preços de combustível e uma manutenção onerosa.Foi o Dr. Ferdinand Porsche (avô do actual presidente da Volkswagen, Dr.Ferdinand Piech), que desenhou e e construiu o primeiro protótipo do "Carocha" com a esperança de criar um carro para os de baixa renda.Em Berlim, Adolf Hilter Hitler mudou o projecto e o VW é usado na guerra sob o aspecto do "KUBELWAGEN". Este carro de guerra foi concebido de maneira a que a sua leveza impedisse de enterrar no deserto.A 10 de Maio de 1945, os soldados Americanos penetraram numa vila perto de Hannover que não figurava nos mapas . Neste lugar dominava uma grande oficina em parte destruída pela guerra. No meio dos escombros, os soldados encontraram peças de aviões, a linha de montagem destes estranhos automóveis com as costas arredondadas.A "Royal Electrical and Mechanical Enginners", toma conta da oficina de Wolsfburg e assim os britânicos ressuscitaram assim o Volkswagen. Quatro anos depois, a Volkswagen volta para as mãos da então edificada RFA. No verão de 1960, a Volkswagen exporta o Carocha n.º 500.000 para os Estados Unidos e apos quatro anos começa a produzir carros no México. Em 1978 é produzido na Alemanha o último Carocha . A produção da Volkswagen no Brasil, México e Nigéria passa a ser de 1000 unidades por dia. A produção do Carocha pára no Brasil em 1996. Dois anos depois é apresentado no Salão de Paris o New Beetle.No brasil é baptizado de fusca.,na Espanha,escarabajo,no México, vocho, na Malásia,kareta kura-kura,em Israel,hiposhit,na Africa do Sul,Duiwel,nos EUA, Bug.

sexta-feira, abril 03, 2009

"Ó tempo NÃO volta para traz"

Revelando-se como princípio da coerência e de justa convivencia de Estados fortes, não encontra espaço a imprudente operação policial. Em defesa do simples ao mais abastado, a autoridade respeitada deve reconhecer que os primeiros elevam-se pelos valores.n Distante de episódios há muito escondidos pelo tempo e justeza da historia, a amostragem da força sacudindo os direitos do cidadão são reconhecíveis e tomados de análise tão diferente como presente por todos amantes da concordia. Uma geração “caçula” ao acto de soberania, beliscada pela espinhas do conflito de ideias, supera e reage menos introvertida. Os sorrisos e gargalhadas espontâneas da crescente piramide da adolescência na Nação, contrariados por ventos tao equiparáveis a crueldade. No esforço titanico de um mundo pobre, empobrecido pelos ricos, dando o que não pode, liberta o íntimo, a verdade dos que não mudaram. Pobre sem trabalho, pobre que deita a água á sorte matizada, pobre que não tem medo da morte enfastiada, pobre inadaptavel ás luzes da noite. Respeito e justeza dos actos, pilares da estabelidade, tão longes de sí, como a verdade e a mentira se interrogam. De pé ante-pé na esperança do reconhecimento das mentes, muitas mentes sãs, a viagem da auto-estima é sacudida tal como a emboscada mágoa e entristece.
Vazio o tambor, barulho ensurdecedor, ruído no desejado entendimento, salva-se a razão da força. Na união das correntes, debaixo do sol abrasador, chuva maltrante e ataques traiçoeiros, forjaram-se convicções, alimentando certezas nos corações tão diferentes e tão parecidos.
A marcha de todos, muitos de todos decidem emagrecer a fila, erguendo o punho entre as linhas que não era assim quando tudo começou. Afinal, a existência dos Estados não se fazem com a blindagem das armas, elas jamais superam os gritos de alegria, de vitória , de desespero,de raiva e de revolta. As rotinas da vida, iguais sim, diferentes na modelagem são o combustível para a inspiração.A distração quando ao acaso, dá tempo a tapar o buraco. A distração quando sempre, arruína e leva a todos.O vento sopra e mal na base piramica. Insiste-se em dosear o bom vento , muda-lo de sentido na ostensiva extremidade. Tão longe e tao perto…o bem e o mal.
Entre eles quem fica?







terça-feira, março 31, 2009

Visão de Edson Macuácua

O jornal "DIÁRIO DE MOÇAMBIQUE" publicou na sua edição de 24 de Março uma entrevista feita ao Secrectário do Comité Central da Frelimo para a mobilização e propaganda. Pelo seu interesse, alguns extratos desta entrevista conduzida pelo jornalista Arsénio Cruz.

DM- Como encara o denominado Movimento Democratico de Moçambique (MDM)?
EM- Não estamos em presença de um novo partido.Estamos em face de um desmembramento da Renamo em dois partidos... é uma génese patológica, na medida em que este partido não é um partido formado por gente nutrida de valores ou convicções de pretender servir o país.É sim um partido que emerge de um grupo de desertores e dissidentes que são movidos por uma ideologia de ódio e vingança.
DM- O MDM diz que há membros da Frelimo que se filiam a este partido.Não há mais membros a desertarem?
EM- A Frelimo tem aproximadamente três milhões de membros no país.....eles tentam usar o artificio para procurar distrair e enganar a opinião pública recorrendo a métodos de mediatização de um determinado individuo, de um determinado cartão,o que para nós não tem nenhum significado dentro das fileiras do nosso partido.....para os militantes da Frelimo , que são militantes com convicção e que são membros activos vinculados e enquadrados,eles em nenhum momento se deixam enganar por este movimento....aliás,foi visível no próprio acto de criação deste partido que os participantes eram em grosso modo membros da Renamo.
DM-Este movimento da Frelimo que s everifica em Sofala não terá a ver com a criação do MDM?
EM- Não, pelo contrário, aqui vê-se a diferença entre a Frelimo e o referido movimento.É que enquanto a Frelimo trabalha nos distritos de Sofala, trabalha nas localidades de Sofala, o referido movimneto está a trabalhar na Europa....portanto enquanto eles agem como um instrumneto do estrangeiro e, neste caso, estão neste momento com os seus aliados na Europa, nós estamos com os nossos aliados aqui no terreno, que são os moçambicanos, que é o povo moçambicano.
DM- Daviz Simango surpreendeu nas últimas eleições autárquicas como independente. Agora como líder do MDM, acha que vai surpreender nas eleições presidenciais, legislativas e provinciais?
EM – Daviz Simango não foi independente nas últimas eleições autarquicas. A sua candidatura foi formalmente apresentada em nome de um grupo concrecto constituído por cidadãos que até já tiveram assento na Assembleia Municipal.
DM- O que acha da posição de D.Simango de logo a seguir das autarquicas , criar um partido através do qual vai concorrer as eleições provinciais,legislativas e presidenciais?
EM- É um comportamento atípico......mas de ponto de vista de coerência, ele acaba sendo um animal atípico....é possível que haja certos individuos imediatistas que pretendem tirar benefícios e proveitos e que estejam a intrumentaliza-lo e a empurra-lo para o seu próprio precipício.... o partido não pode ser um somatorio de desertores,pois pode ser realmente um colosso de pernas de barro que a qualquer momento se pode esfumar.
DM-Durante a sua passagem por Portugal,D.Simango disse que o principal objectivo do MDM é evitar que a Frelimo tenha mais de dois terços nas próximas eleições.Quer comentar?
EM-Aquí revela-se a grande fragilidade política desta organização,pois eles não deveriam se organizar em função da Frelimo.
DM- Quer dizer que D.Simango teme a vitória da Frelimo nas próximas eleições?
EM-Ele está consciente, está ciente de que os dados concretos no terreno revelam uma ascendência, um crescimento da Frelimo.



quarta-feira, março 25, 2009

Sabores da verdade

Verdade, verdadinha.O Senhor Governador de Tete não gostou nada dos artigos do jornalista Bernardo Carlos.Curioso é que o “dito cujo” escreve para o jornal “Notícias”, o matutino mais antigo da imprensa moçambicana.Não é um diário qualquer pois nos momentos de dificuldade o socorro vem do Estado, o principal detentor.Tal como os outros jornais da praça, o “Notícias” é cada vez menos comprado e as razões vão desde a sua informação muito oficial até a capacidade do cidadão em compra-lo. Portanto os maiores clientes são instituições do Estado, organismos não governamentais e pouco mais num imenso país de vinte milhões de pessoas.As “inverdades” contestadas pelo Senhor Governador Idelfonso Mwanatata só podem fazer comichões ao próprio e os seus directos colaboradores, que mais não são os que vivem na cidade. Será que o administrador , o chefe de posto ou de localidade leram os artigos de Bernardo Carlos?A nova, a mais recente ameaça aos “feudos” não está nos jornais, rádios ou estações de televisão quer públicas ou privadas. Os perigos a qualquer poder, neste caso político, está no mundo virtual e que arriscaria a chamar de “tempestade de opinião” .Ele permite a qualquer pessoa de qualquer lugar produzir informação. Basta um cidadão revoltado, um cliente insatisfeito, para digitar até mesmo um boato não explicado, e o estrago está feito. Por isso, as figuras publicas devem começar a estar atentos ao potencial da internet, pois pode fazer estragos.Nacala é a quinta cidade em Moçambique, depois de Maputo, Matola, Beira e Nampula a usufruir de um serviço suportado pela mais recente tecnologia de internet sem fios , a qual o país foi o primeiro em África a utilizá-la.Não é preciso tanto. O acesso a internet é também por via do celular e aí o número de utilizadores está perto dos três milhões (o protesto contra o aumento das tarifas dos “chapas”em 2007 foi organizado via SMS).Depois da capital com o maior número de beneficiários da internet, Seguem-se todas as capitais de provincia e mais outras 15 sedes distritais.Pondo de parte as instituições públicas e privadas ligados a rede, existem cerca de 14.000 subscritores de vários provedores do país, 50 por cento destes são indivíduos e os restantes pequenas empresas, (estudo da A country ICT survey for Mozambique). Com a expansão da fibra óptica a todas as capitais de provincia até ao final de 2009, abre-se a possibilidade de circulação de um maior volume de informação(audio,video,dados) e com qualidade.Portanto, se desmentir uma notícia, há alguns anos, já era difícil mesmo com a publicação de uma carta ou de um anúncio, hoje começa a ser praticamente impossível. Acontece que a internet tem estimulado o chamado “jornalismo cidadão”, uma actividade independente da mídia tradicional, mas que muitas vezes parte para exageros. Muito pouco valerá a ameaça do Senhor Governador de Tete, pois basta abrir as dezenas de “blogs” moçambicanos e vai encontrar as mais variadas opiniões relacionados sobre os mais diferentes temas de actualidade, inclusive comentarios a ameaça feita ao jornalista ( cuida-te porque se não terás o mesmo fim do Carlos Cardoso).É preciso dominar este novo ambiente, um tipo de actividade que poderia ser chamado de “jornalismo de multidão”, incontrolável, as vezes até muito parecido com o terrorismo. O que os politicos e outros têm que apostar é modernizar o seu discurso, com novas ideias, novos produtos que convençam. Precisam de estar atentos ao este novo tipo de jornalismo que surge na “blogosfera”, aquele que pode colocar qualquer um numa situação constrangedora com extrema rapidez e eficiência.Aconselha-se a não menosprezar os tentaculos da internet.Pode ser paranoia, mas não custa estar precavido.

terça-feira, março 17, 2009

Morte na cadeia

As estruturas presionais no modelo actual não fornecem recursos adequados aos reclusos. Nas cadeias, a alimentação é precária, o comércio de drogas,os esgotos “impossíveis” assim como o abuso sexual, são práticas comuns.O quadro torna-se mais delicado no momento em que consideramos o aumento progressivo do índice de pessoas presas. Ainda não se conhecem as causas da morte de 12 das 25 pessoas encarceradas numa prisão na provincia nortenha de Nampula (Not.RM/comunicado do Ministério do Interior). Mas sabe-se que há uma repetição constante da ideia de que a culpa individual atenua as obrigações do Estado e da sociedade. Por isso, os maus tratos nas cadeias são menos condenáveis, pela sociedade, do que os maus tratos às crianças. Independentemente da questão da culpa, o facto é que esse descuido deixa o recluso muito mais vulnerável e coloca-o numa situação de desamparo, de exposição à violência policial e de outros, o que pode causar momentos de tensão e agressividade.Como resultado torna-o mais violento, agressivo e propício a vícios e degradações. O carácter correctivo e reabilitador da pena não é contemplado, pelo contrário, dados indicam o alto índice de reincidência nas prisões assim como a aprendizagem de novas artimanhas para cometer actos ilegais.A finalidade do sistema prisional é questionável, pois não cumpre sua função de corrigir e reabilitar o cidadão.

Boas notícias

Notícias boas geralmente são as notícias que reportam tragédias, mortes violentas, desastres de diversas proporções, histórias de dor e pesar, crises políticas e outros casos estranhos, sangrentos ou sensacionalistas. São estas as notícias que recheiam as páginas dos jornais, televisão e rádio do mundo inteiro.Pois bem, aí está uma pequena amostra de boas notícias. Note bem: boas, pois o quotidiano ainda está repleto de factos positivos.

A EMPRESA Petrobeira vai construir um conjunto de sete reservatórios para o armazenamento e mistura de condensado de gás natural e outros combustíveis líquidos nas suas instalações da Munhava, na cidade da Beira.

MOÇAMBIQUE tem disponível neste momento um excedente de milho estimado em cerca de 75.000 toneladas, o que acontece pela primeira vez em 25 anos.

Metade dos 128 distritos que Moçambique possui terá uma agência bancária dentro de cinco anos, na sequência da Campanha Nacional de Promoção de Poupança.

O BANCO Africano de Desenvolvimento vai desembolsar a primeira tranche dos 45 milhões de dólares correspondentes à sua comparticipação na asfaltagem da estrada Lichinga-Montepuez, viabilizando a ligação entre a província do Niassa aos portos de Pemba, em Cabo Delgado, e Nacala, na província de Nampula.

UMA fábrica de montagem de computadores vai entrar em funcionamento este mês, numa iniciativa do Ministério de Ciência e Tecnologia, em parceria com uma multinacional especializada no ramo.

UM grupo de clínicos voluntários de origem Uma equipa coreana constituída por oftalmologistas, enfermeiros, anestesistas e outro pessoal de apoio concluiu com sucesso, no Hospital Provincial de Xai-Xai, um programa de intervenções cirúrgicas a cerca de 90 pacientes padecendo de cataratas.

A TERCEIRA maior universidade pública do país, UniZambeze, sediada na cidade da Beira, em Sofala, iniciou as suas actividades lectivas.

Pelo menos cinco milhões de moçambicanos - um quarto do total da população - terão acesso à energia eléctrica da rede nacional até 2014. Actualmente, a energia eléctrica cobre apenas 14 por cento da população, deixando de fora os restantes 86, sendo Cabo Delgado e Niassa as províncias menos abrangidas pela electricidade.

Claro está que fazer um bloco de boas notícias não é fácil. As tragédias já trazem em si algo de interesse. As boas notícias precisam de ser realmente muito boas, com informações relevantes e alto grau de interesse para prenderem a atenção das pessoas . Insisto: é possível fazer um jornal de boas notícias sem abdicar dos factos, da realidade que não pára, dos escandalos, tragédias e tantos outros assuntos que compõem o retrato complexo de um dia no país e no mundo .