sexta-feira, março 22, 2019

Desastre!!!



O número de óbitos confirmados, na sequência da passagem do ciclone “IDAI” na província central de Sofala, em Moçambique, subiu para 217, anunciou hoje o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia.
 Resultado de imagem para beiraResultado de imagem para beira
A passagem do “IDAI” pela região centro de Moçambique foi acompanhada por ventos fortes, com rajadas de 170 a 200 quilómetros por hora, deixando um cenário desolador, marcado por mortes e destruição massiva de infra-estruturas diversas.
 Resultado de imagem para beiraResultado de imagem para beira
“Neste momento estamos em 217 óbitos na zona de impacto”, disse o ministro, que falava em conferência de imprensa havida hoje, na cidade da Beira, capital provincial de Sofala.
Resultado de imagem para beiraResultado de imagem para beira
O governante anunciou que o caudal dos rios, que tinha atingido níveis elevados, já começou a reduzir e já é possível identificar algumas famílias que estão a trabalhar no sentido de recompor as suas vidas.
Resultado de imagem para beira Resultado de imagem para beira
Explicou que, actualmente, as equipes de salvamento e resgate estão a concluir os trabalhos de reconhecimento, com ajuda de meios aéreos, incluindo drones (veículos não tripulados), o que permite fazer uma avaliação mais precisa no terreno.
Resultado de imagem para beira
“O número de pessoas que ainda estavam em risco era de 15 mil famílias, mas naturalmente são números bastante preliminares, o tempo só começou a abrir (melhorar) agora”, disse.
 Imagem relacionada
Referiu que deste número foi possível resgatar na quarta-feira três mil.
Segundo Correia, existem, actualmente, mais de 35 mil pessoas abrigadas nos centros de acolhimento que carecem de apoio em produtos básicos de consumo alimentar, bem como de assistência e abrigo temporário.

quarta-feira, março 13, 2019

Mieze


O pai do jornalista Amade Abubacar garante que não tem permissão para visitar o filho, desde que este foi detido na cadeia de Mieze, no distrito de Metuge, província de Cabo Delgado. Segundo ele, as visitas têm sido também vedadas ao irmão da vítima, facto confirmado uma outra fonte próxima ao processo em curso na Procuradoria Provincial local.
Na terça-feira (05), a Amnistia Internacional (AI) disse que Amade Abubacar está em “péssimas condições de detenção”, pode estar a “necessitar de cuidados médicos urgentes e não estar” a recebê-los adequadamente. Volvidas 24 horas, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado escalou a penitenciária de Mieze, levando consigo alguns órgão de comunicação social. A finalidade era desmentir a AI, passar a imagem de que o jornalista tem um tratamento condigno e recebe regularmente visitas da família. Amade, que supostamente não foi autorizado gravar as suas declarações, nem se deixar fotografar e tão-pouco ser filmado, é citado pelo jornal Notícias, por exemplo, a relatar que recebe visitas de certas entidades, incluindo de organizações não-governamentais, e goza de boa saúde.
“O meu irmão vem regularmente visitar-me”, afirmou o jornalista, segundo aquele matutino.
Todavia, ele foi desmentido pelo próprio progenitor ao comentar, telefonicamente, que “o irmão dele quando pode ir lá visitá-lo não é permitido” qualquer contacto com o seu parente. “A última vez que vi Amade foi quando ele estava detido aqui em Macomia”, ido de uma base militar em Mueda, onde permaneceu vários dias, igualmente isolado de tudo e todos.
Resultado de imagem para Amade Abubacar
Armando Wilson, porta-voz da Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, classificou as informações veiculadas pela AI como falaciosas e susceptíveis de colocar em causa o Estado de Direito Democrática.
Augusto Messariamba, advogado do MISA-Moçambique e assistente do jornalista em alusão foi categórico ao afirmar que não podia tecer quaisquer informações em torno do seu cliente “sem a autorização da família” do mesmo.
Contudo, outra fonte contactada disse que não constitui verdade que Amade recebe visitas de quem quer que seja. “Você deve saber que na penitenciária de Mieze não se recebe visitas de familiares (...). O próprio MISA-Moçambique que assiste ao caso sabe disso”.  O interlocutor esclareceu ainda que, pese embora nenhum preso tenha o privilégio de manter contacto os parentes, aos advogados é permitido o acesso à cadeia em questão. Ele confirmou que o irmão de Amade já esteve em Mieze mas “ficou do lado de fora”.Ao contrário da mensagem que a Procuradoria pretende passar publicamente, nenhum familiar de Amade tem acesso àquela penitenciária. O irmão já esteve lá mas foi proibido de entrar.