O jornal "DIÁRIO DE MOÇAMBIQUE" publicou na sua edição de 24 de Março uma entrevista feita ao Secrectário do Comité Central da Frelimo para a mobilização e propaganda. Pelo seu interesse, alguns extratos desta entrevista conduzida pelo jornalista Arsénio Cruz.EM- Não estamos em presença de um novo partido.Estamos em face de um desmembramento da Renamo em dois partidos... é uma génese patológica, na medida em que este partido não é um partido formado por gente nutrida de valores ou convicções de pretender servir o país.É sim um partido que emerge de um grupo de desertores e dissidentes que são movidos por uma ideologia de ódio e vingança.
DM- O MDM diz que há membros da Frelimo que se filiam a este partido.Não há mais membros a desertarem?
EM- A Frelimo tem aproximadamente três milhões de membros no país.....eles tentam usar o artificio para procurar distrair e enganar a opinião pública recorrendo a métodos de mediatização de um determinado individuo, de um determinado cartão,o que para nós não tem nenhum significado dentro das fileiras do nosso partido.....para os militantes da Frelimo , que são militantes com convicção e que são membros activos vinculados e enquadrados,eles em nenhum momento se deixam enganar por este movimento....aliás,foi visível no próprio acto de criação deste partido que os participantes eram em grosso modo membros da Renamo.
DM-Este movimento da Frelimo que s everifica em Sofala não terá a ver com a criação do MDM?
EM- Não, pelo contrário, aqui vê-se a diferença entre a Frelimo e o referido movimento.É que enquanto a Frelimo trabalha nos distritos de Sofala, trabalha nas localidades de Sofala, o referido movimneto está a trabalhar na Europa....portanto enquanto eles agem como um instrumneto do estrangeiro e, neste caso, estão neste momento com os seus aliados na Europa, nós estamos com os nossos aliados aqui no terreno, que são os moçambicanos, que é o povo moçambicano.
DM- Daviz Simango surpreendeu nas últimas eleições autárquicas como independente. Agora como líder do MDM, acha que vai surpreender nas eleições presidenciais, legislativas e provinciais?
EM – Daviz Simango não foi independente nas últimas eleições autarquicas. A sua candidatura foi formalmente apresentada em nome de um grupo concrecto constituído por cidadãos que até já tiveram assento na Assembleia Municipal.
DM- O que acha da posição de D.Simango de logo a seguir das autarquicas , criar um partido através do qual vai concorrer as eleições provinciais,legislativas e presidenciais?
EM- É um comportamento atípico......mas de ponto de vista de coerência, ele acaba sendo um animal atípico....é possível que haja certos individuos imediatistas que pretendem tirar benefícios e proveitos e que estejam a intrumentaliza-lo e a empurra-lo para o seu próprio precipício.... o partido não pode ser um somatorio de desertores,pois pode ser realmente um colosso de pernas de barro que a qualquer momento se pode esfumar.
DM-Durante a sua passagem por Portugal,D.Simango disse que o principal objectivo do MDM é evitar que a Frelimo tenha mais de dois terços nas próximas eleições.Quer comentar?
EM-Aquí revela-se a grande fragilidade política desta organização,pois eles não deveriam se organizar em função da Frelimo.
DM- Quer dizer que D.Simango teme a vitória da Frelimo nas próximas eleições?
EM-Ele está consciente, está ciente de que os dados concretos no terreno revelam uma ascendência, um crescimento da Frelimo.


















Em Moçambique estão registados uma meia centena de estações de rádios, para além de canais de rádio e televisão cujo número é estimado em três dezenas.Reconhecendo as dificuldades no seu desempenho, em particular as locais/comunitárias vale a pena questionar o seu futuro.Vem a tona o encerramento do Centro Rádio Visor,uma das rádios mais ouvidas na cidade da Beira pelo seu cariz comercial tendo como forte da sua programação a música para diferentes nichos de ouvintes.Dificuldades em repor regularmente o investimento obrigou a esta decisão que no entender do seu proprietário ainda procurou no último ano suportar as despesas com os lucros de outras empresasa do Grupo CRV.Não sei se a política desta conhecida rádio privada do segundo maior centro urbano de Moçambique esteve assente também no pagamento de funcionários só com a tarefa de elaborar “playlists”.Pode não ser o caso, mas de uma maneira geral um funcionário de um rádio local tem de ser obrigatoriamente ser locutor, fazer reportagens, ler noticias, dar uma ajuda se necessário na parte técnica e até angariar publicidade. Pelo historial das estações de rádio instaladas uma boa parte de índole comunitária ( zonas rurais) o raio de cobertura tem diminuido e consequentemente a facturação baixa.Onde ir buscar dinheiro para pagar melhores salários , fazer um melhor serviço, pagar a manutenção técnica e pagar as contas da luz ao final do mês? As rádios locais funciona



De quando em vez correm notícias de que algures, uma certa pessoa desapareceu, para depois ser reencontrado em circunstâncias equacionáveis. Geralmente são jovens após uma avaliação física mesmo superficial, para além de eventuais confirmações médicas,concluí-se que a razão do desaparecimento , visa a utilização da vítima para extraírem os órgãos vitais do seu corpo.A probelmática do tráfico 
