quinta-feira, dezembro 11, 2014

Direitinhos!!!

O Governo moçambicano garante aplicar os cerca de 110 milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Banco Mundial ao Orçamento do Estado, no programa de redução da pobreza, melhoria dos sistemas de gestão financeira, entre outros aspectos.O facto foi revelado a imprensa hoje, em Maputo, por Henrique Banze, vice - ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, no final da 32ª sessão do Conselho de Ministros.Na sessão, o Conselho de Ministros aprovou a resolução que ratifica o acordo de crédito celebrado entre o Governo de Moçambique e a Associação para o Desenvolvimento Internacional (IDA), organismo que se encarregará em disponibilizar o valor.“Esta importância, muito essencial para Moçambique, servirá para o aprofundamento de reformas adicionais que devem ser levadas a cabo nos diversos sectores, para além, sem dúvida, do desenvolvimento económico do país. Esperemos que possamos garantir que o nosso orçamento cumpra com os objectivos que estão estabelecidos”, acrescentou Banze.O Banco Mundial, através do seu Conselho de Administração, aprovou,  o financiamento que, além de apoiar o Orçamento do Estado, vai impulsionar as acções inseridas no Plano de Redução da Pobreza (PARP).A ajuda será providenciada ao abrigo do programa de crédito de apoio à redução da pobreza, décima série, que apoia a agenda de reformas programáticas do Governo, acordada com o Banco Mundial, no âmbito do apoio ao orçamento geral.

1,21%

A inflação em Moçambique, medida pelo Índice do Preços no Consumidor nas três maiores cidades do país, nomeadamente Maputo (capital moçambicana, na zona sul), Beira (centro) e Nampula (norte), subiu 0,36 por cento em Novembro último, o que representa uma aceleração 0,23 pontos percentuais comparativamente ao mês anterior, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Como resultado, a inflação acumulada para o período compreendido entre Janeiro e Novembro do corrente ano é de 1,21 por cento, o que significa que até o final do ano poderá situar-se em menos de dois por cento.Perpétua Michangula, chefe do Departamento de Preços e Conjuntura no Instituto Nacional de Estatística (INE), explicou em conferência de imprensa que em Novembro, o nível geral de preços na capital registou um agravamento na ordem de 0,41 por cento comparativamente ao mês de anterior. Na cidade da Beira o nível geral de preços aumentou na ordem de 0,74 por cento o que representa uma aceleração de 0,67 pontos percentuais em relação ao mês anterior.“Em relação a cidade de Nampula, ao longo do mês de Novembro comparativamente a Outubro, o nível geral de preços agravou-se em cerca de 0,12 por cento”, explicou Perpetua Michangula.
Nas três cidades, a divisão de Alimentação e Bebidas não Alcoólicas é a que mais se destacou ao contribuir com, cerca de 0,34 pontos percentuais (pp) na cidade de Maputo, com cerca de 0,76 pp na cidade da Beira e com cerca de 0,12 pp na cidade de Nampula. Durante o mês em análise a cidade de Maputo, registou uma inflação mensal de 0,41 por cento e acumulada de 0,46 por cento, na Beira a inflação mensal cifrou-se em 0,74 por cento e a acumulada em 1,24 por cento e a cidade de Nampula teve uma inflação mensal de 0,12 por cento e acumulada de 2,25 por cento.A nível de produto, segundo Michangula, na cidade de Maputo, destaque particular vai para o agravamento dos preços de tomate, coco, viaturas novas, limão, alface, frango congelado e sapatos que contribuíram no comportamento geral dos preços (inflação mensal) em cerca de 0,46 pp. Na cidade da Beira destaque especial vai para os preços de peixe fresco e do congelado, coco, camarão seco, alface, tomate, feijão manteiga, folhas de abobora, produtos que contribuíram no total da inflação mensal em cerca 0,75 pontos percentuais.Para a cidade de Nampula, destaque vai para os preços de peixe fresco e congelado, peixe seco, cebola, arroz, lulas frescas, lulas congeladas, milho em grão e do camarão fresco que contribuíram para a inflação mensal em cerca de 0,27 pontos percentuais.Em termos de inflação acumulada, segundo o INE, de Janeiro a Novembro a cidade de Maputo registou um aumento de preços na ordem de 0,46 por cento, 1,24 por cento para a cidade da Beira e 2,25 por cento para Nampula.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Estica,estica e estica e........está


Claro que, agora, a paz só pode ser-nos assegurada pelo Conselho Constitucional e só este órgão poderá salvar-nos de uma nova tormenta. Este órgão, que “não é carne nem é peixe”, porque os seus poderes são muito relativos, dado que não chega a ser tribunal, é, apesar de tudo, a réstia de esperança para não virmos a tornarmo-nos um país definitivamente inviável. Dhlalkama deixa isso claro na entrevista. Mas ele próprio também tem de entender que a Frelimo o quer levar na conversa, ao ponto de o levar a calar-se perante a indubitável fraude, que ninguém pode ter agora dúvidas que existiu.
Dhlakama, nesta entrevista concedida ao “Canal de Moçambique”, deixa claro que tem consciência de que a paz é essencial, mas claro que não pode ser só ele a ter consciência disso.
A democracia não pode continuar a ser um permanente exercício de burlas. 
É totalmente irresponsável quem continuar a pensar que a democracia é um dado adquirido, quando, a olhos vistos, a consciência cívica dos moçambicanos cresce e, com o andar do tempo, os cidadãos se tornam cientes de que os “marqueses de Nanchingweia” são cada vez mais inaptos para continuarem a dirigir o país ou para escolher os seus herdeiros.Para que Moçambique continue o seu curso normal e de progresso e a ser diferente de outros países africanos onde se viveram processos semelhantes ao que trouxe Moçambique da colonização à Independência e da Independência à democracia e terminaram mal, é preciso continuar-se a respeitar os cidadãos e a evitar que se digam disparates absurdos como o que se ouviu, há pouco, do dito “homem do primeiro tiro”. Não podemos eleger a hereditariedade dos violentos que passam a vida a chamar violentos aos outros. Por isso não nos podemos calar perante fraudes monstruosas. Se nos calarmos, nunca mais haverá democracia.Indo-se à história universal, vemos que, por exemplo, Portugal chegou à democracia com um golpe de Estado, a França chegou à Liberdade, Igualdade e Fraternidade com uma Revolução e mesmo Moçambique chegou à Independência com violência, porque a outra parte recusou o diálogo e fingiu que o queria. Quando, de facto, a exclusiva ideia de quem está no poder é perpetuar o direito de oprimir os outros, negando critérios civilizados de escolha, como é o caso das eleições, pode restar apenas a violência como alternativa. Por isso é preciso que a verdade nas urnas não seja para ser resolvida com Dhlakama, mas sim com os eleitores. 
Os eleitores querem saber quem ganhou e querem saber os resultados direitinhos.
Dhlakama alerta que só depois do Conselho Constitucional se pronunciar se saberá o que se seguirá a mais esta “fraude” eleitoral, em que aos próprios cidadãos, aos próprios eleitores, continuam a ser escondidos os editais e actas a pretexto de a lei estar elaborada desta ou daquela forma, que seguramente nunca poderá ser, no espírito do legislador, com o sentido de esconder toda a verdade a quem usou o dia 15 de Outubro de 2014 para dar o seu voto a quem lhe pareça melhor para nele delegar o exercício da soberania que pertence ao povo como constitucionalmente está previsto no Artigo 2 da “Lei Mãe”.O país não pode ficar refém nem de proporcionalidades nos órgãos eleitorais nem de proporcionalidades num Conselho Constitucional. Não pode continuar esta farsa. Não compete a estes dois órgãos eleger. Compete ao povo. Não compete à Polícia! Compete ao povo. Não compete senhor Naife ou ao senhor do cofió, escolhido, como se sabe, por uma burla, que quem a construiu até já a confessou.O país, de facto, não quer guerra, nas também não quer continuar a ter eleições em que a vontade dos eleitores é falseada por uma clique amedrontada, e que até duvida dos méritos do pluralismo democrático.Ficou já por demais demonstrado que o povo moçambicano quer a democracia, mas não quer que a construção da democracia permaneça uma falsidade que está instalada para impedir os cidadãos do país de serem efectivamente soberanos.
Os portugueses sabem que Salazar e Marcello Caetano também faziam eleições fraudulentas e tentavam a todo o custo chamar àquilo democracia. Não passava afinal de um simulacro. Não passava de uma burla, até que um dia as Forças Armadas puseram fim a toda aquela trafulhice. As Forças Armadas colocaram-se ao serviço do povo e nunca mais houve guerra em Portugal. Passou a haver uma democracia em que até já os ex-primeiros-ministros vão para a cadeia.O partido de Salazar era a União Nacional. Na “Mudança na Continuidade” passaram a chamar-lhe Acção Nacional Popular (ANP). Em suma, foi uma tentativa de continuarem a enganar os portugueses, para poderem continuar a explorá-los e a impedir a Independência das colónias, para que uma elite depravada continuasse a chupar o suor dos cidadãos, quer da metrópole das ditas “províncias ultramarinas”, quer de quem aspirava a ser definitivamente soberano. 
As Forças Armadas portuguesas acabaram por compreender que era urgente pôr termo às pretensões dessa elite depravada que se habituou a explorar os cidadãos de um país e de territórios estrangeiros ocupados, fingindo seguir princípios democráticos depois de se aperceberem que estavam no fim das suas capacidades de continuarem a enganar o povo.Os militares portugueses jogaram uma cartada fundamental contra um regime que se instalou por António de Oliveira Salazar o ter salvo de uma enorme catástrofe financeira, mas que depois acabou oprimindo.As Forças Armadas salvaram Portugal e abriram caminho para que a paz deixasse de ser uma aspiração enganosa.A Frelimo e Samora Machel foram essenciais para que a Independência de Moçambique fosse conquistada. Como os militares portugueses foram imprescindíveis para libertar Portugal.
Hoje a “democracia” que temos não é democracia nenhuma. 
Como também não era democracia nenhuma a democracia que Salazar e Marcello Caetano quiseram fazer crer que existia em Portugal nos tempos em que as eleições eram fraudulentas como são hoje em Moçambique.A democracia deve ser um sistema para regular os poderes, de modo a impedir que se instalem no poder confrarias mafiosas.Em Moçambique, não queremos guerra, mas também não queremos que nos enganem com eleições fraudulentas. Como não queremos que venham de fora procurar legitimar eleições fraudulentas. Dhlakama foi sempre um homem que aparentemente contribuiu para que a democracia se instalasse em Moçambique. Mas também não nos podemos esquecer que Dhlakama, apesar de ser um militar de grandes méritos, tem-se revelado ingénuo politicamente em momentos decisivos. Vai numa de grande político, e depois espalha-se. Desta vez, corre o risco de os seus generais o deixarem a falar sozinho, se “vender a democracia ao Diabo”.Terá um destino diferente de Savimbi, porque ele acabará como o par dos que enveredaram pela Unita Renovada.Estrategicamente, em termos militares, Dhlakama tem sido um mestre, mas, não querendo Moçambique mais guerra, ele tem de saber evitá-la sem vender a democracia e os seus homens.Não basta que um homem que já demonstrou imensas qualidades se perca a dar mais prioridade ao seu ego do que a uma democracia consistente, em que toda a oposição caiba, e não seja só ele e a Frelimo a estarem no centro das atenções.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Portugueses,ontem e hoje

 "... as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas..." 2Cor 5:17

Tendo tomado conhecimento através da página do "Bula Bula"(jornal Domingo) da semana passada, duma suposta reclamação da devolução duma parcela de terra, apresentada às Autoridades Moçambicanas por uma tal senhora portuguesa de seu nome Maria Paula Neves do Prado de Lacerda (na foto), alegando que em 1897, (pasmem, passam 117 anos!), tinha sido dum seu bisavó português dono dum Prazo no Carungo, Distrito de Inhassunge na Província da Zambézia, (entre parêntesis, para quem não sabe ou não se lembra, um PRAZO era uma espécie de Enfiteuse se quisermos, pela qual o senhor de um prédio, no caso, de um pedaço de terra, através duma Convenção transferia a outrem o domínio útil do mesmo), simplesmente fiquei terrificado! É que, além de ser um verdadeiro absurdo essa reivindicação, tendo em conta o facto de que, no nosso Pais, a terra pertence ao Estado, o qual a dá a quem a trabalha, considero a mesma um verdadeiro insulto a nossa soberania e até uma provocação. Para que fique claro de uma vez por todas e para o benefício dos mais jovens, (Moçambicanos e Portugueses), bem assim como para o esclarecimento dos saudosistas e dos confusos, seja-me permitido trazer de cabeça, aquilo que fui obrigado a aprender a partir dos meus dez anos de idade e durante toda a minha adolescência. Ensinaram-me, (e eu aprendi e ficou gravado e arquivado no meu subconsciente), que Portugal é um pequeno pedaço de terra, que ocupa uma área total de cerca de 92 090 km², (portanto, nove  vezes mais pequeno que Moçambique, (801 590 km²). No passado Portugal fazia parte do Condado  de Leão e Castela, hoje Reino da Espanha lá no extremo ocidental da Europa, na Península Ibérica, do qual (Condado), ficou Independente através do Tratado de Zamora um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriquese seu primo, Afonso VII de Leão e Castela.Celebrado a 5 de Outubrode 1143,esta é considerada como a data da independência de Portugal. Donde, nenhum Português ou Espanhol no gozo do seu juízo pleno pode reivindicar o que quer que seja do antigo Condado que unia os dois Povos (Espanha e Portugal há 971 anos!) Sobre o nosso Pais, Localizado na costa Oriental, (para ser mais exacto, no Sudeste), da África, fazendo fronteira, a Norte com a Tanzânia, a Oeste, com o Zimbabué, Zâmbia e Malawi, a Sul, com a África do Sul e a Suazilândia, e a Este com o Oceano Índico e tendo como localização cósmica, os paralelos 10° e 27 e 26° e 52 de latitude Sul, e entre os meridianos 30° 12 e 42° 51 de longitude Este, portanto, a mais de dez horas de vôo de avião de Lisboa, capital dos portugueses, para Maputo, capital dos Moçambicanos. 
Consequentemente, dois Países que são dois Povos bem distintos e bem distantes. A presença do  navegador português Vasco da Gama entre 6 de Janeiro e 2 de Março de 1498, a frenteduma expedição que navegou da Europa para as Índias, contornando o continente africano, e passando pelo nosso Pais, veio semear um veneno no quadro das relações humanas entre portugueses e moçambicanos. Durante aproximadamente quinhentos anos os portugueses, se julgavam donos de Moçambique, levando tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram.Mas, os desacatos terminaram com o acordo de Lusaka assinado a 7 de Setembro de 1974 e consolidado com a Constituição preparado na Praia do Tofu, materializado com a independência a 25 de Junho de 1975. Donde, à senhora Maria Paula Neves do Prado de Lacerda, e seus apaniguados resta-lhes virar as costas a este Pais e regressar para Santa Comba Dão onde se encontra enterrado o seu bisavô Salazar, para se aconselhar melhor! Boa viagem!

Kandiyane Wa Matuva Kandiya