sábado, outubro 18, 2014

Organizadas e conduzidas num clima calmo



A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (EU) afirmou que as V eleições gerais moçambicanas decorreram de forma ordeira com os eleitores a exercerem livremente o seu direito de voto após uma campanha eleitoral desigual e marcada por actos de violência localizados.As quintas eleições gerais desde a implementação do sistema multipartidário foram realizadas ao abrigo de uma nova legislação que partidariza toda a estrutura da administração eleitoral, uma mudança justificada no actual contexto político, com objectivo de proporcionar maior transparência e inclusão ao processo eleitoral.O entendimento foi expresso  em Maputo por ocasião da declaração preliminar da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia, que acompanhou o decurso das V eleições gerais havidas quarta-feira em todo o país.“A missão de observação da União Europeia observou um processo de votação e contagem que na sua generalidade foi organizado e conduzido num clima calmo, contudo foram notadas algumas inconsistências na implementação de procedimentos pelos membros das assembleias de voto”, disse Judith Sargentini, chefe da missão.Segundo Sargentini, os observadores da UE visitaram 614 mesas das assembleias de voto no dia das eleições e 90 por cento foram avaliadas na sua conduta geral durante a votação como tendo sido boas ou muito boas.A fonte disse, por outro lado, que o sigilo de voto foi quase sempre respeitado e a presença dos observadores nacionais e de delegados dos partidos conferiu maior transparência ao processo.Na ocasião, ela apontou igualmente que o encerramento das urnas foi conduzido de maneira calma e ordeira durante a noite nas 46 assembleias de voto observadas, onde os delegados e os membros das mesas de voto assinaram ou receberam cópias dos editais.Apesar de a maioria das assembleias de voto terem fixado os editais no seu exterior para a exibição ao público, os protestos violentos, manifestações e actos de vandalismo ocorreram e resultaram em feridos e na destruição de material eleitoral nas províncias da Zambézia, Sofala e Tete (zona centro) e Nampula no norte.“Embora circunscritos a distritos específicos nas regiões onde os partidos da oposição têm normalmente um bom desempenho, os protestos geraram medo e desconfiança entre a população e tiveram impacto negativo nos esforços das autoridades eleitorais de projectarem, a nível nacional, actividades pacíficas e ordeiras durante o dia.

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