segunda-feira, abril 18, 2011

Venha investir nos rios e lagos do Niassa!

Quantidades consideráveis de peixe capturado nos rios e lagos da província de Niassa, Norte de Moçambique, estão a deteriorar-se devido a falta de sistemas de conservação.Com efeito, o Governador daquela província, David Marizane, disse que o que esta acontecer anula todo o esforço empreendido pelos pescadores.Marizane, que falava recentemente numa reunião com os funcionários da Direcção das Pescas de Niassa, disse que o informe que lhe foi apresentado fala de pescado que 'e desperdiçado mas, o mais agravante, é que, no relatorio, não se fez nenhuma menção de possíveis planos para a sua conservação.Para aquele governante, o desafio da Direcção Provincial das Pescas de Niassa 'e encontrar câmaras frigoríficas para a conservação do pescado, sobretudo o extraído no lago Niassa.O “Diário de Moçambique’ refere, na sua edição de hoje, que o Governador Marizane manifestou ainda inquietação pelo facto de o mesmo informe não se referir a actividade piscatória ao longo do rio Rovuma.Segundo o governador, não faz sentido excluir-se aquela corrente de água porque nela também abundam várias espécies de peixe.“No Niassa temos muitas correntes de água, mas no vosso informe não fazem menção às actividades que estão a ser desenvolvidas no rio Rovuma. Deixam de fora este rio cheio de recursos, que os nossos vizinhos vão delapidar”, afirmou o Governador.Naquela ocasião acabaram sendo anunciados alguns projectos que deverão ajudar a colmatar a situação prevalecente naquela província.O distrito de Mecanhelas, por exemplo, onde se encontram situados os lagos Chiuta e Amarramba, poderá contar, até ao próximo mês de Maio, com uma fábrica de gelo.Por sua vez, a Directora Provincial das Pescas do Niassa, Rosa Calima Ngome, assegurou à imprensa que, dentro do presente ano, Metangula, a sede do distrito do Lago, terá um frigorífico para a conservação do pescado e contactos nesse sentido estão numa fase avançada.A Província de Niassa, para além dos lagos Niassa, Amarramba e Chiuta, é ainda atravessada por grandes rios, nomeadamente Lugenda, Amarramba, Rovuma e Lucheringo, onde é praticada a actividade piscatória, na sua maioria com recurso a materiais impróprios, tais como redes mosquiteiras que, até certo ponto, tem dizimado algumas espécies de peixe.

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