sexta-feira, abril 15, 2011

Escutem as vozes da mudança!

Não obstante terem decidido suspender as marchas de protesto, como consequência das medidas adoptadas pelo governo, os sindicatos da Swazilândia consideram que a acção dos trabalhadores foi um “sucesso retumbante” pois permitiu revelar a “natureza não democrática” do governo daquele país, e “enviar uma mensagem clara ao povo e ao mundo inteiro de que agora é a altura de se edificar uma democracia multipartidária”. Lê-se numa declaração conjunta que a federação do Trabalho da Swazilândia (SFL), a Federação de Sindicatos da Swazilândia (SFTU) e a Associação Nacional dos Professores da Swazilândia (SFTA), irão reunir-se no dia 19 do corrente a fim de decidir qual a via a seguir. A organização Advogados para os Direitos Humanos da Swazilândia instou o governo a escutar as vozes da mudança, concordando em dar início a um processo tendo em vista resolver a questão constitucional. A organização exige uma nova Constituição para a Swazilândia, que garanta a independência do poder judicial, a existência de um parlamento autónomo e não partidário, e um poder executivo que responda perante a nação, para além de um ambiente condicente ao usufruto, protecção e promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.”O ANC, partido no poder na África do Sul, emitiu uma declaração apelando ao governo da Swazilândia “a trabalhar para a normalização do ambiente político, legalizando os partidos políticos da oposição, restituindo os activistas políticos à liberdade, e enveredando pela via do diálogo com a oposição política e os sindicatos tendo em vista encontrar uma solução colectiva para a situação socioeconómica com que o país depara”.Em apoio à declaração do ANC, a Rede de Solidariedade da Swazilândia (SSN) disse que o partido dirigente sul-africano necessitava de tomar uma posição. Segundo a SSN, o ANC deve exercer pressão sobre as estruturas governamentais sul-africanas a fim de forçar o governo da Swazilândia a legalizar os partidos políticos e a dar início a um diálogo genuíno”.Posição idêntica foi assumida pela Aliança Democrática, principal partido da oposição na África do Sul. Numa declaração, a AD afirmou que face à situação prevalecente na Swazilândia, a União Aduaneira da África Austral (SACU) devia suspender o pagamento das receitas aduaneiras como forma de pressionar o governo swazi a introduzir reformas. Mais de metade do orçamento de Estado da Swazilândia deriva das receitas da SACU, que para além deste país integra a África do Sul, Botswana, Lesoto e Namíbia

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