quarta-feira, junho 04, 2014

"Vale" com prejuízos


O recém-chegado director da “Vale Moçambique”, Pedro Gutemberg, anunciou que a empresa registou um prejuízo de 44 milhões de dólares no decurso do primeiro trimestre de 2014. Aquele responsável precisou que os prejuízos decorrem dos elevados custos operacionais no sector do carvão em Moçambique e à queda vertiginosa do preço do minério no mercado internacional. Na semana passada, duas locomotivas tombadas, 26 vagões destruídos, 150 metros de linha danificados, 50 metros de plataforma removidos, a interrupção do tráfego e a perda de 1638 toneladas de carvão mineral foi o resultado do pior descarrilamento registado na linha de Sena, no centro de Moçambique. Este descarrilamento duma composição com duas locomotivas e 42 vagões carregados de carvão extraído em Moatize pela “Vale Moçambique”, subsidiária do grupo brasileiro “Vale”, causou também ferimentos nos maquinistas das locomotivas. Citado pela agência “Macaub”, o director da Brigada de Reconstrução da Linha de Sena, Elias Xai-Xai, disse que a parte mais afectada por este descarrilamento é a plataforma, zona onde assentam o balastro, chulipas e carris, cuja reposição vai exigir uma profunda compactação dos solos. Se, há dois anos, o preço da tonelada de carvão se situava em 250 dólares no mercado internacional, actualmente a mesma quantidade está cotada em cerca de 100 dólares, adiantou o director da “Vale Moçambique”. Pedro Gutemburg salientou que é necessário garantir a eficiência máxima ao longo de toda a cadeia de valor da produção de carvão em Moçambique. Caso tal não seja possível, conclui Gutemburg: “Os resultados manter-se-ão negativos e dificilmente vamos conseguir atrair novos investimentos”.




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