quarta-feira, junho 18, 2014

Jeque, o peão "político" descartado

Como é sabido Carlos Jeque já não é Presidente do Conselho de Administração da empresa pública Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). A decisão foi tomada numa assembleia-geral extraordinária que teve a presença do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE). Para o lugar de Carlos Jeque foi indicado Silvestre Sechene, antigo PCA da EMOSE. Isto acontece na sequência dum conjunto de escândalos que está a acontecer na empresa e que tem sido reportado com provas documentais pelo semanário Canal de Moçambique. A empresa está mergulhada num caos, com descontentamento generalizado dos trabalhadores, que acusam Marlene Manave, a administradora-delegada, de estar a gerir a empresa de forma irresponsável, o que tem estado a reflectir-se em atrasos e avarias constantes dos voos. O Governo decidiu deixar toda a equipa responsável pelo caos, e atacou o elo mais fraco, para encobrir a anarquia.  A decisão de afastar Carlos Jeque suscitou a ira de todos os trabalhadores, incluindo pilotos, que sabem que quem está a destruir a LAM é Marlene Manave, actual administradora-delegada, e o seu grupo. Carlos Jeque, quando chegou à LAM, em 26 de Junho do ano passado, tentou pôr ordem, mas começou a ser combatido e acabou isolado. Já não tinha acesso a qualquer informação relevante da empresa. Ouvia tudo pelos corredores e pela comunicação social e acabou demitido como bode expiatório. O grupo de Marlene Manave, que é acusado de arruinar a empresa, diz que tem protecção do partido Frelimo e que ninguém o tira de lá, aconteça o que acontecer. E a decisão do Governo de manter o referido grupo vem comprovar que, de facto, a intenção é perpetuar os desmandos.

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