O Parlamento
Juvenil promoveu um encontro entre os jovens e a embaixadora da Suécia, Ulla
Andrén, em que a diplomata transmitiu a experiência de governação e de
transparência no seu país. Os participantes no encontro, a maioria dos quais são
jovens, acusaram os governantes moçambicanos de serem resistentes à
transparência. Magalhães Mendes quis saber da embaixadora até que ponto a
governação democrática vai reduzir a corrupção e falta de transparência. “Os
governantes moçambicanos são resistentes à transparência. Como é que se pode
quebrar esta resistência, incluindo a corrupção?”, perguntou. Castigo Dias quis
saber: se a Suécia trabalha com 53 organizações da sociedade civil em
Moçambique, que avaliação faz destas organizações. Elisa Vasco falou das
exigências que a Suécia tem encontrado nas áreas de educação e de emprego para
jovens e na saúde. Quis saber: se a embaixadora, como jovem, visitou Moçambique
em 1980, que percepção tem da Organização da Juventude Moçambicana de hoje?
sexta-feira, maio 16, 2014
“Queremos fazer da juventude um poder"
quinta-feira, maio 15, 2014
"Foi assim no passado. Se-lo-á no futuro”
O Presidente da Frelimo e da Republica, Armando
Guebuza, diz que a democracia no seio do partido no poder em Moçambique não e
uma encenação politica ensaiada para terceiros porque integra valores que
definem a cultura politica e da' a conhecer a forma de estar e de fazer
politica. Falando terça-feira(14), na cidade da Matola, no encerramento da 1ªa Sessão Extraordinaria do Comite Central, Guebuza disse que a Frelimo é fruto e
promotora da democracia, uma democracia que tem estado a cultivar ao longo dos
50 anos de sua existência, por isso não pode ser vista como algo acoplado aos
valores nem algo inscrito em notas de rodapé. Foi no contexto democrático que,
Segundo Guebuza, o Comité Central da Frelimo reuniu-se para debater e aprovar
as propostas do Manifesto Eleitoral, das Directivas sobre a Eleição de
candidatos a deputados da Assembleia da Republica e sobre a eleicao de
candidatos a membros das Assembleias Provinciais. Segundo Guebuza, foi a
Frelimo democrática é promotora da democracia interna que galvanizou homens e
mulheres a engajarem-se e a persistirem na luta contra a colonização, opressão,
humilhação, discriminação e a ignorância, para conquistar a liberdade,
dignidade, igualdade, o saber e a auto-estima.
RENAMO traumatiza alunos
Proteja-se!!!
A Associação dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique
entregou, na segunda-feira(12), à Presidência da República uma carta de repúdio
contra a lei das regalias e mordomias dos antigos Presidentes da República e
deputados, recentemente aprovada pela Assembleia da República. Esta
informação foi confirmada pelo presidente da Associação dos Desmobilizados de
Guerra, Hermínio dos Santos, que acrescentou que, além da Presidência, a mesma
carta foi entregue ao Conselho Constitucional, à Procuradoria-Geral da
República e à Assembleia da República Segundo a missiva, os autores há 36 anos
eram jovens, e muitos foram recrutados à força, tirados das salas de aula para
o Serviço Militar Obrigatório, a fim de defender a pátria que na altura estava
em guerra. “Estes jovens e crianças que deixaram tudo para trás, incluindo os
seus sonhos de serem médicos, professores, operários e (porque não?) deputados,
para defender a pátria. Durante o exercício da defesa, não tinham salário, não
tinham condições de criar bases de sustentação para as suas famílias”, pode
ler-se numa das passagens da carta. Acrescenta a missiva que, depois do Acordo
Geral de Paz, também os desmobilizados das Forças Populares de Libertação de
Moçambique (os Antigos Combatentes anónimos) e das Forças Armadas da Defesa de
Moçambique, desde 2000 para cá, não beneficiaram da reintegração social. (C.
Saúte) - Clik AQUÍ para ouvir a música da marcha.quarta-feira, maio 14, 2014
LAM recebe Boeing 737-700 NG que foi da Aeroméxico
A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique vai integrar na sua frota,
nos próximos dias, um Boeing 737-700 Nova Geração que substituirá o Embraer 195
acidentado em Novembro passado na Namíbia. O novo aparelho moçambicano
(cn33792, s/n1571), que terá o registo nacional C9-BAQ, vem da Aeromexico, para
cuja frota entrou poucos meses depois do seu voo inaugural (reportado pelo
portal ‘Airfleets’ em 01 de Setembro de 2004). Portanto trata-se de um aparelho
que ainda não tem 10 anos de serviço. A entrada deste B737-700 NG na frota da
companhia moçambicana acontece cerca de um mês e meio depois da LAM ter
anunciado que tinha decidido comprar três aviões desse modelo. Sabe-se contudo
que a companhia moçambicana receberá à mesma os três aparelhos encomendados e
mantém uma opção de compra para mais três.A intenção da Administração da LAM
deve ser colmatar a falta do aparelho acidentado e manter o mesmo nível de
oferta e qualificação do equipamento.Segundo a listagem de novos registos do portal
‘skyliner-aviation.de’ o novo aparelho da LAM,já em Maputo, que tinha antes o
registo N855AM (na foto), estava no dia 06 de Março passado, no Aeroporto Juan
Santamaría, na cidade de São José da Costa Rica, a aguardar entrega à companhia
moçambicana.Desconhece-se a lotação do novo avião da LAM. Os que estão
encomendados à Boeing virão configurados com 126 assentos em duas classes.A LAM
tem actualmente na sua frota outro Boeing 737, mas do modelo 500. A companhia
tem sido, ao longo dos últimos 40 anos, uma fiel utilizadora de aviões Boeing
737, e tem em Maputo uma das mais conceituadas oficinas de manutenção e apoio a
este tipo de aparelho no Sul do continente africano.terça-feira, maio 13, 2014
48% casa-se antes dos 18 anos
A pobreza e as práticas culturais, sobretudo nas zonas rurais, são
apontadas por aquela governante britânica como as principais causas. O Governo
moçambicano, pela voz da ministra da Mulher e Acção Social, Iolanda Cintura,
reconheceu a existência destas práticas no país, sobretudo nas zonas rurais,
onde se regista mais casos, influenciados por questões culturais e, por outro
lado, devido à debilidade da lei, que não criminaliza os praticantes. “Esta
prática põe em causa os esforços do Governo, uma vez que, para além das leis
criadas a nível nacional, adoptou instrumentos internacionais de combate a este
fenómeno”, afirmou a ministra da Mulher e Acção Social. (R. Moiane)
Unidade nacional é um valor sagrado
A UNIDADE nacional é um dos valores sacrossantos e
estruturantes da acção do Partido Frelimo, desde a sua génese como instituição
política, afirmou ontem o Presidente Armando Guebuza na abertura da I Sessão
Extraordinária do Comité Central que decorre na cidade da Matola, província de
Maputo. Caracterizando-a como um dos segredos e condimentos da garantia das
sucessivas vitórias do partido no poder, Armando Guebuza disse que a unidade
nacional é o valor que alimentou, dinamizou e emancipou os moçambicanos como
homens e mulheres resolutos à busca da liberdade e independência. Como prova
maior da sua grandeza, segundo o Presidente da Frelimo, é que no fervor do
nacionalismo, nem mesmo as prisões arbitrárias da sanguinária PIDE impediram
que os moçambicanos sonhassem e idealizassem um país livre e independente.
“Ainda que presos e torturados, ainda que sob as sevícias dos
verdugos dessa tenebrosa PIDE, nas nossas mentes nós já nos sentíamos livres e
agíamos como tal. Por isso, os nossos sonhos de liberdade e independência nunca
foram encarcerados. Muito pelo contrário, eles transformaram-se em escolas e
viveiros da nossa crença num Moçambique livre e independente”, disse,
acrescentando que exactamente onde era suposto os moçambicanos se sentirem
oprimidos, nasceu a consciência de que valia a pena resistirem e continuarem a
lutar por Moçambique.
Armando Guebuza considerou a unidade nacional hoje como a mais
importante bandeira, o estandarte galvanizador da luta que os moçambicanos
travam contra a pobreza e pelo desenvolvimento social e económico do seu país. É
com a unidade nacional que os moçambicanos se sentem cada vez mais irmãos e
irmãs, livres de fixar residência em qualquer canto do país, donos das riquezas
com que o país é abençoado e estão prontos ao trabalho. Neste contexto, afirmou
o Presidente do partido no poder, a unidade nacional é o maior ganho dos
moçambicanos.
“Foi-o no passado, é-o no presente e sê-lo-á no futuro”,
garantiu Armando Guebuza, acrescentando que a Frelimo se orgulha de ser uma
força política muito abrangente, inclusiva e representativa de todos os
moçambicanos.
A I Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo vai
aprovar em definitivo a versão final do manifesto eleitoral do partido e do seu
candidato para as eleições de 15 de Outubro, depois de os quadros terem
avançado as suas contribuições. Vai ainda aprovar as directivas sobre a eleição
de candidatos a deputados da Assembleia da República e sobre a eleição de
candidatos a membros das assembleias provinciais. Sobre aqueles instrumentos,
Armando Guebuza exortou a todos os membros do Comité Central a expurgarem todas
as imperfeições, ambiguidades e subjectivismos para que tudo o que for neles
plasmado esteja claro e não haja espaço para quem queira subverter a sua letra
e espírito. Depois de aprovados, segundo o Presidente da Frelimo, não se deve
permitir que o tribalismo, racismo, regionalismo ou grupos de interesse
contrários à unidade nacional e à coesão interna os ponham em causa.
segunda-feira, maio 12, 2014
Mulher de fibra!
O suficiente para um jornalista começar a franzir a
testa, tanto mais que o seu autor conhece as engrenagens do sistema político
aqui estabelecido. E nem se deve tentar fazer comparações com o caso do Edil da
Beira, Daviz Simango, quando se candidatou àquela autarquia porque estariamos a
comparar grandezas diferentes. Dito de uma forma deselegante, pode-se afirmar que se está em presença de um
embuste jornalístico mas a satisfazer expedientes de dentro do partido Frelimo,
visando abater a ex-funcionária do Banco Mundial, sabido que Luísa Diogo não
teria condições, ou seja não teria estrutura política que a endossase para
enfrentar Filipe Nhusy, mesmo que viesse a receber apoio quer de Joaquim
Chissano e de qualquer outro colosso da Frelimo. Parece cedo demais para
assistirmos a oxidação do partido Frelimo como aconteceu com o Partido
Comunista da União Soviética (PCUS). A Frelimo parece mesmo um partido
inoxidável. Luísa Diogo deve ser extremamente ponderada para não aventurar e seguir o
caminho por que passou Francisco Masquil, antigo governador da província de
Sofala, depois que entregou o seu “cartão vermelho” ao partido, ela (Luísa) que
não é nehuma entusiasta em matéria política. E desafiar o “actual status quo” feito à medida do alfaiate, em Pemba, quando
do 10º Congresso da Frelimo seria um suicídio político que Luísa não quererá
experimentar. Candidatar-se, hoje, como independente é o mesmo que entregar o
cartão como fez Francisco Maquil. A não ser que a Luísa pretenda andar na rua a
falar sozinha!
Para dar um cunho jornalístico ouviu-se uns iluminados académicos, mas
omitindo-se de fazer o que se recomenda em material jornalística. A Sra Luísa
Diogo e toda a prosa não dizem ao leitor que algum esforço foi empreendido para
ouvir a “candidata independente”.
Ao tentar tentar sustentar um rumor na base daqueles académicos, que se sabia,
à partida, pensariam da mesma forma foi seguir o que faz a TV pública que
sempre nos dá a ouvir a mesma opinião mas saída de quarto bocas diferentes, e
mesmo assim chamam àquilo “debate”. E o que se fez com as pessoas que tiram 30 meticais para comprar o SAVANA, como
eu, foi uma burla no sentido em que se foi buscar “académicos” (que até são
bons) que se sabia, à priori que iam analisar o assunto sem se abstrair do
passado recente da Luísa Diogo.
E por que é necessário abater a dona Lulu, como é chamada em alguns círculos,
tendo sido já aniquilada em sede das internas do Comité Central da Frelimo.
Provavelmente (permita-me, Madaukane, voltar a especular também) em função dos
resultados das internas é preciso ter em conta o seguinte aspecto. É que na
constituição do governo, caso Nhusy vença as eleições de Outubro, o que é muito
provável, não se deve, hipoteticamente, deixar a Luísa na periferia do “taxo
governativo” ou em outros cargos importantes. É que Luísa Diogo, no jogo do
equilíbrio do género de que Moçambique se “gaba” de ser campeão na África
Subsahariana, ela pode ser equacionada para Primeira-Ministra mais uma vez ou
mesmo para substitur Verónica Macamo, na Assembleia da República, caso a
Frelimo vença as eleições de 15 de Outubro. Isto vai garantir-lhe manter
visibilidade por um periodo de dez anos até daqui a dez anos e é isso que corrói
alguns corações. Provavelmente. E conhecendo-se o arcaboiço intelectual, académico de que é detentora e mesmo
comparando com algumas mulheres que até fazem parte da Comissão Política, é
preciso começar a trabalhar porque em 2024 Luísa Diogo terá 66 anos e ainda com
energia para o que der e vier.
A presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, chegou ao poder em 2005 com 67
anos, contando hoje com 76 anos e o percurso dela tem alguns pontos em comum
com a hoje PCA do BARCLAYS. E não nos esqueçamos que Luísa Diogo foi Primeira-Ministra nos primeiros cinco
anos de Armando Guebuza para, mais tarde, não fazer o segundo mandato, e em sua
substituição vir Aires Aly, não tendo feito este último se quer três anos. E
não pode ter sido problema de incompetência que fez com que Luísa Diogo caisse
da cadeira de Primeira-Ministra. E indo na teoria de alas que se supõe existir dentro da Frelimo, não se deve
colocar de lado a hipótese de uma cabala estar a ser engendrada pela mão da ala
feminista dos que no último Comité Central sairam vencedores que a vêem como
sendo uma ameaça para a sua estabilidade política e económica futura e o tempo
começa a escassear. E tal não me parece coisa de Homens, deve ser mesmo coisa
de mulheres. Sou forçado a pensar na senhora que o um jornalista diz ser “a
mulher poderosa” da Frelimo. E eu prefiro tratá-la com uma outra designação:
ponderosa. A Margarida??? Isto só pode ser problema dos dentro e os de fora,
fora de quê? Luísa Diogo foi para fora do jogo quando desafiou Nhusy em segunda
volta. A dona Lulu foi vítima do seu “atrevimento”.(R.Bié)
sexta-feira, maio 09, 2014
Comunicado da Associacao Moçambicana dos Juízes
Foi com profunda indignação
que a Associação Moçambicana de Juízes tomou conhecimento do desaparecimento
físico do colega e membro, Dr. Dinis Nhavotso Sílica, presidente da Secção da
Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, barbaramente
assassinado na manhã de hoje, em Maputo, por volta das 9 horas, a caminho do
local de trabalho.
Este assassinato constitui um
choque para toda a nação em geral e para a classe dos juízes em especial.
Em qualquer país, o juiz é o
derradeiro guardião da legalidade. Atentar contra a vida de um juiz é atentar
contra a justiça. Por isso hoje não mataram só o juiz Sílica, mas deixaram
gravemente ferida a Justiça moçambicana. Foi desferido um golpe contra todos os
que estão comprometidos com a verdade e a justiça. Os que não vergam diante das
ilegalidades. Do crime organizado. Da chantagem. Do suborno.
O corpo de juízes é formado por
homens de carne e osso com sentir e reflectir próprios. São pessoas que no dia-a-dia
pugnam para levar a justiça para a comunidade. Não se pense contudo que o juiz
age ao livre arbítrio. O juiz age dentro de um quadro jurídico que fixa as suas
competências e atribuições.
Matar um juiz da instrução é matar
um juiz da paz, aquele que garante a verificação dos direitos e liberdades
fundamentais. É o juiz da instrução que garante em última análise se a prisão
de um arguido foi efectuada dentro dos pressupostos formais e materiais
exigidos por lei. Se entender pela ilegalidade da prisão, é de lei que deva
soltar. De contrário, se entender pela legalidade, a prisão será mantida.
A Associação lembra que o país está
a atravessar um momento particular de elevação dos níveis de criminalidade, que
neste momento exigem uma acção mais firme de todos. Desde a polícia, os
procuradores e, claro, os juízes.
Mais do que nunca, as condições de
trabalho e de segurança sobre os actores jurídicos afiguram-se prementes.
Não se conhece do juiz Sílica
qualquer desvio de carácter ou propensão para actos ilícitos, nomeadamente
envolvimento em corrupção. A tentativa de assassinato de carácter é só uma
etapa para desacreditar não só o juiz finado, mas toda a máquina judiciária no
seu todo.
Matar um juiz não vai permitir a
quem assim ordenou fazer cessar o procedimento criminal contra si. Antes, pelo
contrário, a morte do colega nos impele a um comprometimento sem tréguas contra
a criminalidade organizada.
Maputo, aos 8 de Maio de 2014.
A Presidente da Associação
Moçambicana de Juízes
Vitalina Papadakis
quinta-feira, maio 08, 2014
Dhlakama ja pode votar e ser eleito!!!!!!!!!

O Presidente da Renamo, Afonso Dhlakama acaba de se recensear.A informacao acaba de ser confirmada por canais seguros e vinda de Ivone Soares,Chefe da Juventude e deputada por este partido na Assembleia da Republica.O processo foi mais moroso do previsto porque na noite de ontem um batalhao das Forcas Armadas de |Defesa de Mocambique tentou ocupar posicoes consideradas vitais em Satungira,regiao de grandes confrontos militares e perto da serra da Gorongosa, onde tem vivido a mais de 12 meses o chefe da guerrilha da Renamo.Janet Mondlane
Janet Mondlane fez ontem (7/5) 80 anos!
Está a batalhar pela sua vida num hospital e há muita fé quanto a sua
recuperação. Não faltando o calor dos filhos e netos. Janet Rae Mondlane nasceu
em 1935, nos Estados Unidos. Em 1962 fundou a Frente de Libertação de
Moçambique (FRELIMO) junto com seu marido, Eduardo Mondlane(com quem casou a 56
anos) , que veio a ser o primeiro presidente da Frente. Em 1963 tornou-se a
diretora do Instituto de Moçambique, coordenando actividades não-militares da
FRELIMO. Mesmo com a morte de seu marido em 1969, Janet Mondlane deu
prosseguimento a seu trabalho no Instituto, constituindo-se Os desfavorecidos estão numa situação crítica
quarta-feira, maio 07, 2014
Assustador!!!!!!
Zona Franca Industrial de Mocuba
O antigo complexo agro-industrial, Têxtil de Mocuba, na província
central da Zambézia, será transformado num parque industrial em regime de zona
franca, no quadro de um grande projecto que levou o governo a estabelecer
também, naquela região, uma zona económica especial.Para o efeito, o Conselho
de Ministros, reunido hoje na sua 14ª sessão ordinária, aprovou dois decretos
sendo um que cria a Zona Franca Industrial de Mocuba, e outro que estabelece a
Zona Económica Especial de Mocuba.
O desafio, segundo o porta-voz do governo,
Alberto Nkutumula, é de garantir o aproveitamento integral das potencialidades
existentes na região.A criação destas zonas foi antecedida de um estudo com o
objectivo de fazer diagnóstico da actual situação da zona, mapear as principais
potencialidades, entre outras informações, tendo se chegado a conclusão de que
há condições para o efeito.“São áreas destinadas sobretudo a empreendimentos
orientados à produção de bens essencialmente destinados à exportação”, explicou
Nkutumula, vincando que pelo menos 70 por cento dos bens ali produzidos serão
para a exportação.Este complexo agro-industrial de Mocuba, segundo a fonte, tem
infra-estruturas como armazéns, fábricas, estação de captação e tratamento de
água, 115 casas para trabalhadores, entre outras infra-estruturas. Com a sua conversão em parque industrial prevê-se que sejam criados cerca de
dois mil novos postos de emprego.“Vai haver indústria de montagem de diversas
componentes de agro - processamento e têxtil, bem como outros serviços de
indústria alimentar”, explicou.Nkutumula disse que haverá uma maior
possibilidade de as pequenas e médias empresas se juntarem a esse grande
empreendimento para se dedicarem a produção de bens para a exportação.“Na área
de agro - processamento, por exemplo, os produtores de gergelim deverão vender
o produto às grandes indústrias que poderão processá-lo, ao invés de exportá-lo
em bruto, de forma a assegurar uma mais-valia para o país”, disse.Relativamente
a Zona Económica Especial, que ocupa uma área de 10.727 km2 e uma população de
mais de 360 mil habitantes, abrange os distritos de Mocuba, e o posto
administrativo de Munhamade, no distrito de Lugela. Nesta área, segundo as
pesquisas feitas, existem concessões florestais e mineira, bem como títulos de
aproveitamento de terra individuais e comunitários.“Em termos os de
potencialidades, temos recursos florestais e solos férteis, produção pesqueira
em água doce, condições para a prática de agricultura, havendo regadios com
potencialidade para a produção de arroz. Nova fábrica têxtil para Chimoio
A cidade de
Chimoio, capital da província central de Manica, em Moçambique, vai contar com
uma fábrica de confecções de mantas até meados de 2015. O director provincial
da Indústria e Comércio, Acácio Foia, diz
que o empreendimento, com uma capacidade instalada de oito mil unidades
de mantas por mês, vai empregar cerca 300 trabalhadores. As mantas, feitas com
base em lã, serão comercializadas no mercado interno. Para além de mantas, a
fábrica irá, igualmente, confeccionar camisas, calças e outros artigos de
vestuário. A nova unidade fabril prevê ainda fomentar a criação de
ovelhas, cujos pêlos serão usados na confecção de diversos artigos de
vestuário.O projecto, a ser implementado a médio e longo prazo, irá envolver os
produtores do sector familiar, os quais receberão incentivos financeiros e
unidades de carneiros para iniciar a produção de lã, ao nível interno, e sair
da dependência do mercado externo.“Enquanto isto não acontece, aquela unidade
fabril irá importar a matéria-prima dos países produtores”, escreve o diário
JN. Neste momento, decorre o processo da sua construção da nova fábrica. (Na imagem o actual estado daquela que foi ab uma das maiores fábricas de confecções da África Austral, a Textáfrica de Chimoio)Aí vai,aí vai,aí vai o Mexer.....
O internacional moçambicano Mexer é o
terceiro jogador mais pontuado da Liga portuguesa de futebol (2013/14), numa
votação promovida pelo diário desportivo luso, “Record”.
Baixas na Renamo
A equipa de
avanço das Forças Armadas de Defesa de Moçambique que tem trabalhado na escolta
de viaturas civis na zona do rio Save sofreu, na manhã de terça-feira (6), uma emboscada realizada por
homens armados que se acredita que sejam da Renamo. O ataque ocorreu na
região do rio Gorongosa e do posto administrativo de Zove, distrito de
Machanga, província de Sofala. Da referida emboscada, presume-se que tenha
havido mortes de militares das FADM em número não especificado, apesar de o
porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, Damião Macuácua, não o
confirmar. Segundo a Damião Macuácua, tudo aconteceu nas primeiras horas de
terça, quando a equipa de avanço pertencente às FADM deparou com uma cratera
aberta no meio da estrada N1. Quando tentavam tapar o buraco, foram
surpreendidos por um ataque. Alguns conseguiram fugir e outros perderam a vida
no local. Devido à situação, a coluna das 9 horas de 3ªfeira não conseguiu
fazer a ligação Muxúnguè-Save e vice-versa. Enquanto decorria a troca de tiros,
os civis tiveram que descer para se esconderem debaixo das viaturas (foto). Nenhum
civil ficou ferido. Na noite de domingo passado, supostos homens armados
Renamo atacaram a última coluna que saía do Save em direcção a Muxúnguè.
Supõe-se que tenha havido mortes de militares e não de civis. Os feridos
das FADM foram de imediato transportados para hospital rural de Muxúnguè e
outros para o Hospital Central da Beira, por possuirem ferimentos graves. “Não
confirmo mortes por parte das FADM, mas sim pela parte da Renamo, segundo as
nossas fontes no terreno”, disse o porta-voz do comando provincial da PRM em
Sofala, Damião Macuácuà. (José Jeco)
Última hora: homens de Afonso Dlakama voltaram atacar esta manhã,4ªfeira (7) uma coluna de viaturas da região do Rio Save causando ferimentos a um cidadão.
Última hora: homens de Afonso Dlakama voltaram atacar esta manhã,4ªfeira (7) uma coluna de viaturas da região do Rio Save causando ferimentos a um cidadão.
terça-feira, maio 06, 2014
África:governar tornou-se num exercício desnaturado
Não há como
compreender que os supostos libertadores de África tenham decidido abandonar
seu projecto inicial. Com muito poucas excepções, de Norte a Sul, somos governados por autênticos
“troca-tintas”. É vergonhoso, e historicamente um crime, destruir toda uma herança de esforços
e sacrifícios de milhões de pessoas, para assegurar vantagens individuais e
familiares. Transformar a política africana em um meio de enriquecimento
próprio, baseados numa política de correcção da história, é o que tem sido feito
e revelado pela maior parte dos governantes. Chegam ao poder advogando
libertação, direitos políticos e económicos, mas rapidamente se esquecem dos
verbos. Uma herança preciosa de posicionamentos firmes abraçada por saudosos políticos
africanos foi abandonada por seus seguidores. Alegações de que conjunturas específicas geram posicionamentos diferentes
colhem, mas não colam, pois são justificações dessa natureza as utilizadas
assaltar o poder em África. Uma vez no poder, a opção seguida é cavalgar os
cidadãos, reprimi-los, organizar tudo com vista à sua conservação. Os palacetes e as benesses é que catalisam a generalidade dos políticos e
governantes. Acumular riquezas e amantes é uma das normas. Até se legisla a
poligamia em alguns países.
Governar tornou-se num exercício desnaturado, longe do escrutínio público.
A vergonha actual é montada sob o signo da impunidade e secretismo.
Numa operação combinada entre um grupo de ineptos, colocados muitas vezes no
poder através de golpes de Estado financiados e dirigidos por serviços secretos
desta ou daquela potência, aliados a governantes de potências com aspirações de
manter as vantagens coloniais, fazem-se jogos político-económicos que lesam
milhões de pessoas. Depois de décadas sujeitos aos ditames das potências que se digladiavam sob a
Guerra Fria, em que países politicamente independentes não passavam de
marionetes e satélites das chancelarias internacionais, chegou-se à actualidade
sem mudanças de vulto quanto aos procedimentos.
Do “Angolagate” saltou-se para jantares amistosos numa situação de limpeza da
imagem que não corresponde perfeitamente ao modo de actuação de quem quer
ganhar espaço e influência. Afinal a aceitação internacional adquire-se através
de lobistas generosamente pagos. Mal-entendidos do passado e mesmo acusações levadas aos tribunais são apagados
sob alegações de realismo e interesses estratégicos dos países. Os crimes
cometidos são amnistiados como se nunca tivessem acontecido. Como, por exemplo, Lisboa precisa de investimentos e dinheiro fresco para
alavancar a sua economia e finanças na bancarrota, não importa que os direitos
políticos de milhões de angolanos sejam esquecidos. Há que, a qualquer custo,
não perder terreno face ao avanço “amarelo”.
Estamos destinados a ser “povos menores”, ou temos que, como cidadãos, nos
livrarmos duma corja de governantes lesa-pátria? Somos cidadãos de segunda
classe, ou somos vítimas dum processo de governação historicamente desfasado
dos reais interesses dos nossos países? Somos uma consequência duma política
externa de longo prazo, concebida e implementada por governos atentos aos seus
interesses geoestratégicos, ou somos antes vítimas da mediocridade governativa
dos nossos próprios governos?
A diferença entre um africano que vendia os seus conterrâneos para a
escravatura e aqueles que dizimam os seus concidadãos e vendem ao desbarato os
minerais, madeiras e camarão, existe? Como entender que diferenças de religião
e de etnia possam conduzir a autênticos genocídios?
Alguma coisa está visceralmente errada connosco. Não nos podemos queixar de
falta de conhecimento ou de experiências. A idade das nossas Independências e
os conhecimentos adquiridos já não justificam que se chame à mesa o
colonialismo, sempre que algo é feito sem qualidade ou que algo de errado
aconteça nos nossos países. Os que se atiram ao circo político não podem continuar a merecer a nossa
aceitação quando alegam que “isto e aquilo” é culpa do colonialismo. O neocolonialismo em que vivemos afigura-se de concepção e implementação
endógena. Quem se nega a salvaguardar os legítimos interesses dos países
africanos são os seus governantes. Quem abdicou dos princípios orientadores da
gesta da libertação africana foram governantes africanos. Os parceiros externos
da pilhagem de África limitam-se a defender seus interesses e a aproveitar as
facilidades concedidas pelos chamados líderes de África.
A diáspora africana silenciada ou manietada por políticas de repressão é
activamente impedida de regressar e contribuir com o seu saber para o
desenvolvimento de África.
Multiplicam-se fóruns internacionais de cooperação entre a África e Índia,
China, Europa, EUA, França, Reino Unido, Japão, mas os resultados concretos são
escassos. O Fórum de Davos tornou-se num exercício de controlo de agendas e não de
discussão de saídas sustentáveis.
Onde a caridade e filantropia internacional substituem acções concretas de
empoderamento das pessoas há que dizer que algo está sendo mal feito. Não se pode permitir que países como Angola tenham mais de cinquenta por cento
da sua população vivendo abaixo dos padrões internacionais de pobreza, quando o
seu país é o segundo maior exportador de petróleo de África. Um continente que vê os seus políticos apegados ao poder como se de reis se
tratasse, caminhando para a senilidade, mas sempre insistindo que o seu destino
é governar, tem um grave deficit de democracia política. Ter reis como o da
Suazilândia, esbanjando parcos recursos nacionais em casamentos todos os anos,
enquanto uma boa parte dos seus concidadãos vegeta e se encontra doente de
HIV/SIDA e outras enfermidades é desumano e atroz. Onde deveria haver lugar a um renascimento continental sugerido por gente como
Thabo Mbeki, vemos governantes associados a negócios escuros de compra de
armas. A corrupção é abraçada com “unhas e dentes” como forma de vida e
cultura. Filhos e filhas tornam-se herdeiros de pais e empresários de sucesso
num processo escuro e cheio de ilicitudes.
Diz a tradição africana, “o feiticeiro entra quando alguém lhe abre a porta”.
Se os megaprojectos supostamente constituem a via do renascimento económico de
África, isso ainda tem de ser visto. Porque os milhões de africanos votados à
sua sorte e vegetando na maioria dos países não sente que assim seja. Regressão histórica e humilhação de milhões são os relatos de racismo e
tratamento eticamente deplorável que parceiros internacionais como os chineses
e alguns europeus praticam com os africanos.
Quando até se impede que os cidadãos nacionais possam servir-se das praias e
complexos turísticos instalados em alguns países, que resta dizer deste
continente à deriva?
É possível alterar este quadro dantesco? Obviamente que isto não é intrínseco,
mas político.
São os próprios africanos que devem tomar nas suas mãos o seu destino e tudo
fazer para remover as células cancerosas que teimam em multiplicar-se no
organismo continental.
A democracia não é exógena, como o querem dar a entender certos políticos como
Museveni e o defendia Kadaafi. Viver bem e livre não é exógeno. A justiça
económica e social não é exógena. (Noé Nhantumbo)
Abelhas unidas contra o perigo
Abelhas mamangabas são capazes de diferenciar ambientes seguros dos
perigosos e, quando expostas a situações de risco, escolhem pousar em flôres
em que já há outras abelhas. Essas foram as conclusões de um novo estudo
realizado pela Universidade de Londres Queen Mary, na Inglaterra, e publicado
na semana passada no periódico Proceedings of the Royal Society B. "Nosso
experimento mostra pela primeira vez que, quando as abelhas se encontram entre
muitos predadores, elas se juntam a outras abelhas em locais seguros para se
alimentar", explica Erika Dawson, co-autora do estudo. Os cientistas
treinaram as abelhas para diferenciar ambientes seguros e perigosos: quando
elas pousavam em uma flor associada ao perigo, pinças de espuma as prendiam e
impediam que elas saíssem em busca de alimento, simulando um ataque de aranha -caranguejo,
predador que se esconde nas flores e captura insectos polinizadores, como as
abelhas. Os resultados mostraram que, em
ambientes seguros, as mamangabas escolhiam de forma aleatória as flores para se
alimentar, mas em ambientes perigosos elas só pousavam em flores já ocupadas
por outras abelhas. "É como andar por um bairro perigoso — você tende a
escolher um caminho mais movimentado, onde as chances de acontecer algo com
você são provavelmente menores", diz Erika. Para Lars Chittka, co-autor do
estudo e líder do laboratório de Ecologia Sensorial e Comportamental das
Abelhas, os resultados mostram uma grande flexibilidade nas decisões e
estratégias dos polinizadores. "As abelhas normalmente se espalham pelas
flores para diminuir a competição, mas quando o perigo aparece elas se unem
para buscar segurança", afirma o pesquisador.(Veja)
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