terça-feira, outubro 18, 2016

MDM e FRELIMO à batatada por descuido da EDM

A empresa Electricidade de Moçambique (EDM), confirmou ter havido erro na transferência de cerca de 15.074.256.00 Mts ao Conselho Municipal da Beira (CMB), provenientes da cobrança da taxa de lixo que desde Dezembro de 2015 a Setembro do corrente ano não era canalizado por aquela empresa. Devido a falha registada na EDM, a direcção financeira daquela empresa, estava a transferir o valor cobrado a título de taxa de lixo para a conta nº 130822205810001, com a designação Conselho Municipal da Beira Vereação das Finanças, domiciliada no Banco Comercial de Investimentos (BCI). Uma conta bancária que, segundo dados em nosso poder, nunca foi usada pela edilidade para esse efeito, até porque a mesma jamais foi declarada pelo município na sua prestação de contas, facto que está deixar correr muita tinta, para além da agitação instalada no município.
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Em conferência de imprensa havida esta Segunda-feira (17) na Beira, Luís Amado, director de distribuição da EDM, reconheceu o facto tendo dito que o referido dinheiro não foi para a conta real do município da Beira. O engenheiro Luís Amado frisou que a edilidade mandou o nº correcto à sede da EDM, pois o erro foi registado na direcção financeira da mesma empresa, onde já decorre neste momento uma investigação interna, visando apurar se se tratou de falha ou negligência. “Tivemos sim um mal-entendido em que durante oito meses, o município da Beira não viu o dinheiro referente as taxas de limpezas, a EDM foi transferindo dinheiro para uma conta errada ou seja, por pequeno descuido, escreveu-se um nº de conta errado, tem o nome do município da Beira mas o nº que está lá a frente não é correto”, disse. O director de distribuição da empresa EDM, reafirmou a reposição dos valores referente aos meses de Dezembro do ano passado a Agosto deste 2016, inclusive a factura do mês de Setembro, que segundo Amado - e por nós já divulgado - foram pagos no dia 07 de Outubro. Indagado se a reposição do valor foi efectuado com a retirada dos montantes correspondentes às 8 transferências efectuadas "erradamente" para a "conta fantasma" nº 130822205810001 -Conselho Municipal da Beira Vereação das Finanças, domiciliada no Banco Comercial de Investimento (BCI), afirmou negativamente, tendo feito saber que para tal usou-se dos fundos da empresa. Para dizer, os mais de quinze milhões de meticais permanecem nesta conta.
Convidado a esclarecer quem afinal é o titular da "conta fantasma" nº 130822205810001 no banco BCI, o engenheiro Luís Amado não foi claro na resposta, apenas confirmando que existe sim uma conta com esse número embora não tutelada pelo Município da Beira.
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O próprio banco BCI - segundo um documento datado de 14 de Outubro corrente, na posse do jornal - informa que "o nº da conta acima mencionado não pertence ao CMB" e se recusa a fornecer dados adicionais da conta senão "mediante um oficio legal do Tribunal".
Entretanto, quanto aos documentos comprovativos apresentados recentemente pela Frelimo à Imprensa na Beira, na qual aquele partido com assento na Assembleia Municipal da Beira, afirmava categoricamente que os valores estavam sendo canalizados ao município através de uma conta verdadeira, o director Luís Amado, disse que a EDM não passou nenhum ofício ao partido Frelimo no tocante a transferência do dinheiro em causa, tendo a fonte acrescentado que aquela formação política pode ter tido estas informações através de outros meios.
“A EDM não passou informação ao partido Frelimo pelo menos de forma oficial, não à nenhum ofício que enviou ao partido Frelimo, o partido Frelimo pode ter tido informação como acontece de várias formas, mas não houve qualquer informação oficial da EDM que tenha sido enviada ao partido”, clarificou. Recorde-se, este escândalo foi despoletado no decurso da III Sessão Extraordinária da AMB, no dia 10 do mês em curso e que visava o debate e aprovação do orçamento municipal, pela segunda vez neste ano, referente ao exercício económico de 2016, na ordem dos 833 milhões 732 mil 94 meticais 45 centavos. A reunião, ofereceu momentos trágicos onde a violência não foi recriminada por quem de direito, como a ilustra a sequência fotográfica reportada na segunda imagem. (Magaine CRV)

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