quarta-feira, outubro 21, 2015

Pior político da "casa"

Elegi o Alberto Joaquim Chipande como o expoente máximo da política moçambicana. Agora é hora de eleger o pior político da nossa praça. Não é o Afonso Dhlakama, não senhor! Na minha classificação, este (o "tio" Afonso) nem se quer é político.
Aponto como o pior político em Moçambique o compatriota cuja cara se vê na imagem que acompanha esta reflexão. Sim, ele mesmo, o Sérgio Veria (SV). Este compatriota, veterano da luta de libertação nacional, é um político bastante inteligente e bem articulado, mas usa estas suas qualidades exclusivamente no interesse próprio. As verdadeiras causas defendidas por SV são obscuras e privilegiam o que gera vantagens pessoais para si. Isto é, o SV é um político egoísta.
Na nossa história colectiva, o SV é apontado pelos seus correligionários como sendo alguém que ardilosamente induziu a maioria aos muitos erros de governação cometidos durante a nossa primeira república, a República Popular de Moçambique. Esses erros culminaram com a morte precoce do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, na sequência do despenhamento do jato presidencial (Tupolev Tu 134), ocorrido em Mbuzini, África do Sul, quando a aeronave se aproximava do Aeroporto Internacional de Maputo, transportando o Samora Machel e sua comitiva, idos de Mbala, Zámbia, onde estiveram a participar numa cimeira de Chefes de Estados dos Países a Linha da Frente, destinada a analisar a situação político-militar em Angola. Nessa altura, o SV era Ministro da Segurança!
Numa entrevista concedida por SV à STV, ele apareceu publicamente a dizer que Samora Machel foi vítima da sua própria teimosia ou excesso de confiança. Isto foi considerado um grande contrassenso e severamente contestado pelos camaradas do SV, incluindo eu próprio. Suspeita-se até que o SV tenha dito aquilo como forma de repelir as suspeitas que recaem sobre si, de que ele deve saber mais sobre as circunstâncias que estiveram na origem do acidente aéreo que vitimou Samora Machel. Aliás, é preciso recordar que na sequência da morte ainda mal esclarecida de Samora Machel, o SV foi literalmente isolado pelos seus camaradas, a quem tem passado a vida a criticar ferozmente, quando a tentativa de lhes agradar com beneplácitos (o mesmo que lamber-lhes as botas) não surte bom efeito, como nunca surtiu.
Eu não estou esquecido de que o SV falou muito bem e depois falou muito mal do Joaquim Chissano. Voltou a fazer exactamente o mesmo com o Armando Guebuza. Aos que serviram no consulado de Joaquim Chissano como Presidente da República (PR), o SV chamou de corruptos, ambiciosos. Já aos que serviram no consulado de Armando Guebuza, também como PR, o SV rotulou de "lambebotas". Aqui é oportuno recordar que o actual PR, Filipe Nyusi, foi Ministro da Defesa Nacional no consulado de Armando Guebuza como PR. Logo, para o SV o Filipe Nyusi era, nessa altura, um "lambebota". Estranhamente, porém, quando o Filipe Nyusi foi eleito candidato da Frelimo para a eleição presidencial ocorrida a 15 de Outubro de 2014, o SV apareceu a dizer bem do "lambebota". Que incoerência gritante e descarada! Pergunto-me como se pode confiar num político assim como o SV? Celebra os bons resultados com todos, como seus também; mas quando as coisas correm mal, atira todas as culpas aos outros, como que a querer dizer: "se fosse eu o dirigente, tudo seria melhor do que está actualmente!". Qual melhor qual carapuça?! De facto, quando o SV dirigiu o Gabinete Para desenvolvimento do vale do Zambeze (GPZ), muito dinheiro do erário público foi drenado para aquela instituição, que nada produziu. Ainda ninguém pediu contas ao SV, sobre o seu trabalho no GPZ. Mas ainda vamos a tempo! …

Não obstante as incoerências gritantes e descaradas do SV, as críticas severas que ele tem feito à nossa governação são pertinentes e devem ser levadas a sério no novo ciclo de governação! Repare-se que o SV fica incisivo na crítica quando está fora das funções de direcção. Parece-me, pois, que o SV é mais útil ao seu partido, a Frelimo, quando desvinculados das funções de direcção. Nessa situação ele presta-se muito bem como treinador político da nossa oposição. Pena que esta (a oposição) não saiba aproveitar correctamente as lições políticas gratuitas do SV, que tanto precisa delas para aprender a fazer política construtiva. Afinal, nem tudo o que é pior é inútil!(JJCumbane in Facebbok)

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