Na qualidade de
candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) às eleições gerais de 15
de Outubro deste ano, Daviz Simango, iniciou esta segunda-feira (19) a sua
pré-campanha eleitoral na província de Nampula, onde deve, dentre outros
aspectos, colher experiência dos quadros que estiveram por detrás da vitória do
seu partido nas eleições autárquicas de 2013.
Falando num
comício, Daviz Simango disse aos presentes que era chegado o momento de mudar o
sistema de governação no país e que há necessidade de os moçambicanos viverem
condignamente. “Não podemos continuar a ser governados por pessoas que
necessitam de um aperto de gatilho para dirigir os moçambicanos. Atingir o
poder não é preciso matar pessoas e muito menos comprar armas”, acrescentou. Segundo
Simango, há, no país, toda necessidade de a população ter emprego e salário
condignos.
Simango deu como exemplo as classes dos enfermeiros e dos médicos,
que, na sua opinião, não devem continuar “a sobreviver” da venda de
medicamentos e da prestação de serviços em clínicas privadas. Para Simango,
não deve haver espaço, no país, para as pessoas trabalharem sem pensar no seu
futuro. “Não há espaço para pessoas que trabalham sem pensar no amanhã. Não queremos
ladrões, corruptos,.....”, resumiu.









A Associação dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique
entregou, na segunda-feira(12), à Presidência da República uma carta de repúdio
contra a lei das regalias e mordomias dos antigos Presidentes da República e
deputados, recentemente aprovada pela Assembleia da República. Esta
informação foi confirmada pelo presidente da Associação dos Desmobilizados de
Guerra, Hermínio dos Santos, que acrescentou que, além da Presidência, a mesma
carta foi entregue ao Conselho Constitucional, à Procuradoria-Geral da
República e à Assembleia da República Segundo a missiva, os autores há 36 anos
eram jovens, e muitos foram recrutados à força, tirados das salas de aula para
o Serviço Militar Obrigatório, a fim de defender a pátria que na altura estava
em guerra. “Estes jovens e crianças que deixaram tudo para trás, incluindo os
seus sonhos de serem médicos, professores, operários e (porque não?) deputados,
para defender a pátria. Durante o exercício da defesa, não tinham salário, não
tinham condições de criar bases de sustentação para as suas famílias”, pode
ler-se numa das passagens da carta. Acrescenta a missiva que, depois do Acordo
Geral de Paz, também os desmobilizados das Forças Populares de Libertação de
Moçambique (os Antigos Combatentes anónimos) e das Forças Armadas da Defesa de
Moçambique, desde 2000 para cá, não beneficiaram da reintegração social. (C.
Saúte) - Clik 





