quinta-feira, outubro 24, 2013

Dhlakama sabia do ataque?

O Ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyussi, assegurou  em Satunjira, que a ocupação Segunda-feira última da base da Renamo que funcionava neste ponto do Posto Administrativo de Vunduzi, em Sofala, foi da única e exclusiva responsabilidade das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).Falando a jornalistas na base de Satunjira, onde o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, viveu por pouco mais de um ano, até a passada Segunda-feira, Nyussi disse não ser verdade o que alguma imprensa tem noticiado, associando o sucesso da operação com a presença de tropas especiais internacionais.
Alguns cépticos não acreditam, por exemplo, que a ocupação da base sem ‘banho de sangue’ tenha sido obra do exército moçambicano. “Não houve banho de sangue porque não era esse o nosso propósito”, disse Nyussi, reiterando que é missão das FADM desactivar toda e qualquer tentativa de colocar em risco a soberania moçambicana.“Passamos por aqui para os jornalistas verem quem são os que lideraram esta operação. Não vimos nenhum militar estrangeiro aqui. Todos eles são moçambicanos”, afirmou Nyussi.Um alto oficial das FADM disse que o único local onde houve duas mortes e sete detidos, por parte dos homens armados da Renamo, foi duranteos confrontos que culminaram com a queda da posição estratégica de Mucoza, a 17 de Outubro (Quinta-feira passada). Os jornalistas também visitaram este local, onde permanecem intactas as casernas usadas pelos homens da Renamo.Segundo a fonte militar, a bandeira da Renamo que se encontrava içada naquela posição foi entregue a Saimone Macuiane, deputado e líder do grupo da Renamo que tem vindo a dialogar com o governo a volta da tensão politica engendrada pela própria Renamo.
Ao longo do percurso para Satunjira foi notório que a presença das FADM está a

devolver paz e tranquilidade às populações locais.Parte da população que tinha abandonado as suas casas está, paulatinamente, a regressar as suas residências e a retomar suas actividades.Nesta mesma curta visita a antiga base da Renamo e residência de Dhlakama foi possível ver, nas proximidades, camponeses nas machambas e outros cidadãos transportando os seus haveres, de regresso as suas casas. O próprio Ministro disse, no contacto com os jornalistas, que “como puderam ver, a vida está a recomeçar e algumas populações já estão a abandonar os esconderijos de regresso as suas casas”. Nyussi, que deixou evidente que desconhece o paradeiro do líder da Renamo, disse que apesar disso o governo vai continuar a enviar a sua delegação para o diálogo com esta formação, que normalmente decorre, a cada segunda-feira, no Centro de Conferências Joaquim
Chissano. “Não sei se haverá algum desinteresse por parte da Renamo, mas o governo sempre estará la”, assegurou.Na ex-base de Dhlakama, em Satunjira, continuam intactas as palhotas em que ele vivia e outras que estrategicamente foram construídas por baixo de árvores. Esta estratégia, segundo os militares, visa dificultar visualização mesmo em operações aéreas. Outras cabanas, incluindo a que acolheu, recentemente, a conferência nacional de quadros da Renamo, foram destruídas.Naquele mesmo sítio, os jornalistas reconheceram algumas peças de vestuário de Afonso Dhlakama, abandonadas durante a fuga. Ainda se acredita que ele refugiou-se na serra de Gorongosa. Centenas de bandeiras, incluindo a que se supõe ser um protótipo do que será a futura bandeira deste movimento militarizado, foram abandonadas na base. A retirada da perdiz e de setas, que corporizam a actual bandeira, é a principal novidade do novo símbolo também encontrado no local.

Arqueologia subaquática

A Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique vai disponibilizar 63 milhões de dólares americanos à Associação Moçambicana “Bitonga Divers”, e a “Ocean Revolution” destinados a financiar a formação em matéria de documentação da biodiversidade ma
rítima no país. O projecto a ser executado pelas duas Organizações Não-Governamentais (ONGs) tem por objectivo descobrir locais subaquáticos e documentar o seu papel histórico no comércio de escravos, focalizando-se na formação de moçambicanos para serem mergulhadores técnicos qualificados e descobrir importantes locais arqueológicos, a fim de preservar a rica história do país. Um comunicado de imprensa da embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) refere que o acordo para o efeito foi recentemente assinado em Maputo entre o embaixador norte-americano, Douglas Griffiths, e os representantes da Bitonga Divers e da Ocean Revolution, Kudzi e Timothy Dykman, respectivamente.A Ocean Revolution é uma ONG que trabalha na área do activismo marítimo e estabeleceu-se no país em 2006, altura em que ajudou os moçambicanos a criarem a Bitonga Divers, uma associação profissional de mergulhadores e instrutores de mergulho.“No quadro do projecto, irão formar moçambicanos para protegerem a rara diversidade marítima local e a herança cultural e histórica de Moçambique”, disse o embaixador.Neste contexto, o Fundo do Embaixador para Projectos Culturais fará parte de um maior projecto chamado “The African Slave Wrecks Project (ASWP)”, uma colaboração internacional envolvendo vários parceiros, dentre eles o ASWP que irá trabalhar com a Ocean Revolution e a comunidade académica moçambicana na investigação e protecção da herança cultural e histórica do comércio global de escravos.

terça-feira, outubro 22, 2013

O racismo "subtil" dos tugas

Cláudia Semedo é atriz há uma década que lamenta que a sua cor negra a impeça de ter oportunidade de poder entrar em mais projetos de ficção. A atriz lamenta que nem a considerem para um 'casting'. 'Por ter ascendê
ncia africana tenho de trabalhar mais', sublinha Cláudia Semedo, citada pelo 'Diário de Notícias'.'Sinto que por ser mulher e ter ascendência africana tenho de trabalhar muito mais', diz Cláudia Semedo que admite que já se sentiu discriminada e de uma forma muito clara.     'Obviamente que sinto muito claramente que na ficção portuguesa não se contemplam as diferenças que o país tem. E o nosso país é um caldeirão, temos africanos, chineses, brasileiros... há muitos papéis sem cor que são escritos naturalmente para pessoas caucasianas e eu não estou com palas nos olhos, vejo isso', desabafa. A também apresentadora do programa Nós, RTP2, sabe que não pode fazer todos os papéis por causa do tom da sua pele, mas assegura que não há igualdade de oportunidades para todos. 'Eu sei que não posso ser filha de um Nicolau Breyner e de uma Lia Gama, mas há uma série de papéis que posso fazer e sinto que nem me consideram para casting porque não encaixo no estereotipo de Portugal. Sinto que nem sequer se pensa nisso', acusa. Cláudia Semedo regressa aos palcos dia 25 de Outubro com a peça Paredes Meias, no teatro Amélia ReY Colaço, Lisboa. 'É muito bom voltar', diz.

Em 2011, a cantora Rihanna, que actuou no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, escreveu na rede social Twitter que foi alvo de comentários racistas no hotel onde esteve hospedada.A estrela da Ilha de Barbados escreveu no Twitter que encontrou 'o cabrão mais racista de sempre'.Segundo a cantora, o homem disse as 'coisas mais loucas sobre as mulheres negras'. 'Chamou-nos cadelas, prostitutas e afirmou que nós não deveríamos estar hospedadas nos mesmos hotéis que os brancos', acrescentou.Perante estes insultos, Rihanna revelou que não se conteve e reagiu. 'Como é óbvio, a negra que há em mim saltou cá para fora, falei com sotaque dos Barbados e tudo', escreveu, com um toque de humor, revelador do modo como lidou com o caso. No fim, a cantora acrescentou que veio a descobrir que o gerente do hotel português também era negro.Apesar do incidente, Rihanna diz não ter guardado qualquer tipo de rancor a Portugal.Em Setembro passado, 17 Estados membros, incluindo Portugal, propuseram a criação de um pacto pela diversidade e contra o racismo a assinar por todos os países da União Europeia e pela Comissão Europeia e a vigorar entre 2014 e 2020. A proposta de elaboração do pacto consta da Declaração contra o Racismo assinada por Portugal, Grã-Bretanha, Bélgica, França, Suécia, Itália, Grécia, Irlanda, Bulgária, Croácia, Lituânia, Polónia, Roménia, Malta, Letónia, Chipre e Áustria, em Roma, a capital italiana, segundo a imprensa lusa. A iniciativa partiu da ministra do Interior belga, Jolle Milquet, como forma de repudiar todas as formas de racismo e discriminação, mas em particular de mostrar uma posição firme contra as agressões de que tem sido alvo a ministra da Integração italiana, Cécile Kyenge, de origem congolesa (RDCongo). A Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) de Portugal, Rosário Farmhouse, declarou à Lusa que depois de ter conhecimento do que se estava a passar com a ministra italiana, a ministra belga convidou todos os Estados membros da União Europeia para se juntarem numa ação conjunta. A Declaração de Roma surge 'não só para mostrar solidariedade para com a ministra italiana, mas também para mostrar indignação em relação ao que se tem estado a passar' e, ao mesmo tempo, assumir um 'compromisso de luta no combate ao racismo e à xenofobia', disse A Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural de Portugal. 
A Declaração contra o racismo não só lembra momentos históricos europeus e mundiais, como o Holocausto, a Convenção Europeia dos Direitos Humanos ou o discurso de Martin Luther King, como aproveita para defender que agora, mais do que nunca, é necessário desafiar a intolerância e o extremismo onde quer que eles ocorram. Nesse sentido, adiantou Farmhouse, ficou o compromisso de se construir um pacto para os anos 2014-2020 com medidas concretas de combate ao racismo e à xenofobia. 

Feira do caju

Os actores da cadeia de valores no processo de produção da castanha de caju, estratégica para Moçambique, vão trocar em Novembro próximo as suas experiências e conhecimentos relativos as melhores formas de maneio daquela cultura de elevado valor comercial.Para o efeito, o Instituto de Fomento do Caju vai realizar a primeira feira de produtos do caju, cujo objectivo fundamental é criar uma plataforma de intercâmbio de experiência entre os actores da cadeia. Citada hoje pelo Jornal “Notícias”, a directora da instituição, Filomena Maiópue, disse que a feira será transformada em um ambiente à transmissão de conhecimentos aos produtores sobre práticas saudáveis relativamente ao maneio da cultura.A i
deia, segundo Maiópue, é focalizar a produção de castanha de qualidade, capaz de se afirmar no mercado nacional e internacional em termos de preço.“Cada produtor tem a experiência que traz da zona de origem relativamente aos mecanismos adoptados para lidar com as pragas e doenças que afectam a cultura do caju, com reflexos nefastos na qualidade da castanha e, consequentemente, o registo de perdas financeiras no momento da comercialização”, disse a fonte.   No evento, os produtores vão trocar também ideias não só sobre esta matéria, como também sobre outras que sejam de interesse colectivo.Na feira, que terá o suporte técnico da Universidade Lúrio, haverá espaço para a realização de uma exposição de equipamentos de processamento dos produtos do caju, bem como de produção de embalagens para amêndoa da castanha, que é um elemento fundamental para se acrescentar valor ao produto.Geralmente, os produtores usam apenas o saco para armazenar a sua castanha de caju sem observar outros pormenores, sobretudo os relacionados com o material usado para o fabrico.   Por isso, Maiópue disse ser necessário explicar aos produtores sobre a importância de usarem sacos produzidos com recurso a materiais que garantam frescura da castanha, até chegar à fábrica para o processamento.No entanto, é ainda desconhecido o distrito que vai acolher a feira, mas a expectativa é tenha lugar próximo da capital provincial, para poupar os participantes, incluindo a organização, dos custos de deslocação e alojamento.

Dhlakama humilhado!!!

Presidente do MDM no comício do Presidente Guebuza

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, apelou esta Segunda – feira a todos os eleitores residentes nas 53 cidades e vilas municipais do país para afluírem massivamente a votação de 20 de Novembro próximo.Segundo Guebuza, os cidadãos em idade de votar não devem deixar de exercer este direito constitucional, mesmo que haja dificuldades.“O nosso voto visa reforçar a unidade nacional e diversificar formas de rapidamente derrotarmos a pobreza”, sublinhou.Falando no comício que orientou no populoso bairro da Manga, arredores da cidade portuária da Beira, inserido na presidência aberta e inclusiva de quatro dias a província de Sofala, iniciada naquele mesmo dia da semana, Guebuza vincou que “não devemos deixar de ir votar, mesmo que haja dificuldades, porque é com o voto que garantimos o nosso futuro”.Curiosamente, este comício ocorreu num município cujo edil ‘e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a segunda maior força da oposição com representação parlamentar. No acto, parte da população queixou – se de ma gestão da urbe, a segunda politicamente mais importante do país, depois de Maputo, a capital moçambicana.Com o apelo a participação de todo o eleitorado nas próximas autárquicas, Guebuza fez, claramente, perceber que os moçambicanos têm o direito de escolher quem lhes deve governar, bem como os melhores programas para o desenvolvimento dos locais onde vivem.Guebuza, membro da Frelimo, foi eleito Presidente, pela segunda vez consecutiva, em 2009, sob candidatura da bandeira desta formação politica que libertou o país da dominação colonial.A Renamo, ate aqui o maior partido da oposição com representação parlamentar, ‘e a única que decidiu boicotar as quartas eleições municipais e a não deixar que nenhum moçambicano participe neste exercício democrático, ameaçando e dando fortes sinais de retorno a guerra civil, tal como a que liderou durante 16 anos, até ao Acordo Geral de Paz (AGP) assinado em 1992. O líder desta formação politica, Afonso Dhlakama, há mais de um ano que não vive em nenhum município.
Com as ameaças de retorno as hostilidades se as autárquicas ocorrerem, Dhlakama esta a impor uma nova ordem politica no país, ao negar que os demais cidadãos exerçam o direito democraticamente mais comum no mundo: votar ou ser eleito.
Depois de desaparecer da cidade nortenha de Nampula, Dhlakama refugiou-se nas matas de Satungira, no distrito de Gorongosa. Alguns meses depois, passaram a ocorrer assaltos, incluindo a alvos civis, em que foram mortos cidadãos indefesos e destruídos seus bens, para além de tentativas de dividir o país.Os homens armados da Renamo, que teimosamente se mantem como exército paralelo, já atacaram em ocasiões diferentes uma esquadra policial em Muxúnguè, um paiol em Savane, várias posições militares, entre outras acções de desestabilização na província central de Sofala, que também resultaram em mortes e roubo de material bélico.

sexta-feira, outubro 18, 2013

2014, ano de eleições presidenciais!!!

Vai ou não vai?

Raul Conde Marques Adriano, actual edil de Chimoio, é a figura escolhida pelo partido Frelimo para concorrer à sua própria
sucessão. O mesmo foi esta quinta-feira apresentado no centro da cidade do Chimoio pelo braço juvenil deste partido, no mercado Feira.A apresentação de Conde foi testemunhada por Anchia Talapa, secretária do Comité Central da OJM para a administração e finanças, que se encontrava a trabalhar em Manica há oito dias, tendo escalado outras quatro cidades e vilas municipalizadas, para além da cidade do Chimoio.O oitavo dia da representante da brigada central da Organização da Juventude Moçambicana foi reservado à cidade do Chimoio, a capital provincial de Manica, que, no âmbito da apresentação de Conde, referiu, em jeito de balanço de actividades que vinha efectuando nas outras autarquias, que a Frelimo está em condições de vencer as cinco autarquias, dado o empenho
da massa juvenil do partido Frelimo.Talapa referiu ainda que a missão que a levou a Manica era também aferir o nível de organização e preparação do braço juvenil do partido para as eleições do próximo mês, processo que iniciará com a campanha eleitoral, a 5 de Novembro próximo.Entretanto o  Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, Daviz Simango reuniu , em Nampula com todos candidatos do seu partido para presidência das autarquias da zona norte incluindo província da Zambézia.No encontro, Simango, deixou ficar a sua experiência no processo de campanhas para as eleições e apelou aos candidatos a serem humildes, perseverantes e pacientes. A campanha eleitoral inicia a 1 de Novembro e a votação a 20.

Quem ganha a guerra?Marceta ou Emílio?

Enquanto os políticos continuarem a mostrar falta de inteligência política para, de uma vez por todas, devolverem paz e estabilidade efectivas ao país, muitos moçambicanos inocentes e não só, vão morrendo nas perseguições, assaltos, emboscadas e tiroteios que vão acontecendo nalguns circunscrições do território nacional. Depois de Muxúnguè, Rio Save, Savane, Santugira, Padja(…), ontem foi a vez de Mucodza. As informações sobre o que efectivamente aconteceu ainda são contraditórias. Ou melhor, o Ministério da Defesa Nacional e a Presidência da República contam uma versão e a Renamo conta outra. As versões são diferentes porque cada lado tenta puxar a razão e as glórias para o seu lado, mas a verdade manda dizer que filhos da Pátria Amada perderam a vida em mais uma acção do que se pode considerar “brincar à guerra”. O Ministério da Defesa Nacional diz que um contingente seu foi emboscado na zona de Mucodza, próximo a Casa Banana quando ia a caminho da vila da Gorongosa. Diz que em reacção, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) abateram dois guerrilheiros da Renamo, feriram outros e capturaram um. Diz também que as FADM conseguiram recuperar número ainda não especificado de material bélico que estava na posse dos homens da Renamo. Entretanto, por sua vez, a Renamo diz que uma posição sua em Mucodza foi atacada pelas FADM quando simplesmente encontrava-se a comemorar mais um aniversário da morte de André Matsangaíce, o primeiro presidente da guerrilha da Renamo. Diz a Renamo que na resposta conseguiu expulsar as FADM, tendo ferido mais de 10 soldados. Isto é o que cada parte diz em relação a mais um triste e inaceitável acontecimento que vem atiçar ainda a tensão que o país já vive há mais de 1 ano. Não temos aqui o número total de mortos desde que há 1 ano o país entrou na tensão político/militar, mas, a verdade é que apenas por uma questão de capricho e teimosia estamos a deixar que vidas inocentes se percam sem razões objectivas para que isso aconteça. Todos os dias continuamos a ouvir dirigentes dos dois lados a lamentar e a condenar o que está por detrás das mortes. São lamentações e condenações que, em nenhum momento, devolvem as vidas que estão a ser perdidas. É preciso recordar que uma única morte evitável, deve chocar toda uma nação na medida em que são mulheres que ficam sem seus maridos e maridos que ficam sem suas mulheres, são crianças que ficam sem seus pais e pais que ficam sem seus filhos e, por aí em diante. Embora os nossos dirigentes políticos nos tenham já provado que o choro do povo não lhes diz absolutamente nada, gostaríamos de recordar a esses dirigentes político/governativos que não foram eleitos e escolhidos para lamentar mortes, mas sim, para criar condições que evitem as mortes. E aqui é necessário que tenhamos a coragem de dizer que tem maior responsabilidade em relação ao povo quem de facto recebeu a missão constitucional de proteger o povo. Quem de facto foi eleito pelo povo e do povo recebeu a missão constitucional de assegurar protecção e segurança no sentido de este mesmo povo poder fazer a sua vida normalmente. Aliás, o povo contribui todos os dias na criação de condições para que o governo e os governantes eleitos tenham condições objectivas para proteger o povo. É verdade que não estamos aqui a dizer que quem
tem poder efectivo deve, desde já, pegar em armas e atacar esta ou aquela posição de quem quer que seja. Estamos sim a dizer que a inteligência humana é para ser usada na plenitude e a bem da maioria (do povo) e, assim sendo, vários caminhos podem ser encontrados rapidamente para definitivamente acabarmos com esse “brincar à guerra”. Aliás, parece ser consensual, a ideia de que um encontro ao mais alto nível pode reduzir a tensão político/militar e evitar as mortes que contabilizamos todos os dias. A pergunta que todos fazem é: o que então falta? A resposta é simples: falta, nos políticos, capacidade e inteligência de saber descortinar brincadeira (ficção) de uma situação de confrontação real. O Presidente da República disse a 4 de Outubro que a linguagem belicista é para os filmes onde tudo é ficção. Nós acrescentamos: os tiroteios que assistimos todos os dias não são ficção, são verdadeiros e moçambicanos estão a morrer apenas porque os políticos querem exibir, desnecessariamente, a sua musculatura. Havendo consenso de que a paz está nas mãos de duas pessoas (Armando Guebuza Afonso Dhlakama) é momento de as duas figuras colocarem a sua mão na consciência e perceberem que, em última instância, são os dois grandes responsáveis e culpados pela situação actual. Mas, pensamos nós, o peso está mais do lado de quem foi efectivamente eleito pelo povo. Engolir mais um sapo a bem do “maravilhoso povo”, pode representar a colecta de grandes louros no futuro. Situação contrária pode igualmente colocar quem foi eleito pelo povo numa situação de vilão que, por causa de orgulho e capricho de querer apenas receber um compatriota seu no ar condicionado da Presidência da República, recusou totalmente ir buscar a paz nalgum outro ponto do imenso território nacional. Gorogosa e Santugira são regiões do território nacional e “a paz não tem sede” como, um dia, disse Raul Domingos.Paremos de “brincar à guerra, pois,conhecemos os seus efeitos devastadores!”(f.mbanze)

quinta-feira, outubro 17, 2013

Mortes maternas equivale ao despenho de Boeing 747

“A FAMÍLIA só ficou a saber que a rapariga havia interrompido a gravidez quando ela estava já a morrer. Quando a levaram ao hospital descobriram que o útero estava danificado e a infecção já tinha invadido os outros órgãos vitais do seu organismo”.Foi neste cenário sinistro que Ricardo João, estudante, descreveu a forma como uma menina, sua vizinha de 18 anos, perdeu a vida devido ao aborto feito fora do hospital e por uma pessoa não qualificada.Esta jovem mulher, que residia na cidade de Maputo, não é a única que morreu devido ao aborto inseguro no nosso país e no mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que, em cada um minuto, uma mulher perde a vida, a nível mundial, devido a complicações relacionadas à  gravidez ou ao parto, o equivalente a cerca de 1.600 óbitos por dia.Em Moçambique, mais de 400 mulheres perdem a vida por 100 mil nascimentos vivos. Desses óbitos, 11 por cento estão ligados ao aborto feito fora do hospital. Estes são dados conhecidos, prevendo-se a ocorrência de mortes fora da unidade sanitária que não são registadas no sistema de saúde.  “O número de mortes maternas equivale ao despenho de quatro em quatro horas de uma aeronave Boeing 747 (um dos maiores do mundo). Quando o avião despenha o assunto é falado por todos, é notícia na imprensa. Mas, esta tragédia silenciosa (aborto inseguro) que acontece diariamente, não se fala”, observa Nafissa Osmar, médica gineco-obstetra e presidente da Associação Moçambicana de Obstetras e Ginecologistas (AMOG).Nafissa Osmar falava há dias num fórum onde se reflectia sobre como intensificar a campanha “Por uma lei que descriminaliza a interrupção voluntária da gravidez”, actividade realizada, em Maputo, à margem das comemorações do Dia Global de Acção para o Acesso ao Aborto Seguro e Legal, assinalado a 28 de Setembro. O debate foi organizado pela Rede de Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos.

A Lei moçambicana proíbe a prática do aborto. Contudo, as mulheres não deixam de fazê-lo. “Não há nenhuma Lei que conseguiu impedir que as mulheres não façam o aborto”, refere Nafissa Osmar. Por falta de alternativas, quando se vêem numa gravidez indesejada, as mulheres abortam às escondidas e em condições deploráveis, usando métodos que colocam em risco as suas vidas.As que não morrem ficam com sequelas graves, algumas por toda a vida devido ao tipo de instrumento ou meio que usam para abortar. Há aquelas que ingerem ervas, lixívia, gasolina, pólvora e café. Outras introduzem nos órgãos genitais, instrumentos e raízes, folhas de plantas e medicamentos tais como o permanganato de potássio.Em 2012, só a cidade de Maputo registou mais de mil admissões de mulheres com complicações devido ao aborto inseguro. Do total, dez perderam a vida devido a sepsia e dois por hemorragias. Estes dados excluem o Hospital Central de Maputo (HCM), o maior do país.Devido à gravidade das lesões, algumas mulheres lhes são tiradas o útero, outras ficam sem possibilidade de voltar a engravidar o que aumenta a sua discriminação na sociedade por não conseguirem conceber, explica a socióloga Maria José Arthur.As principais vítimas de aborto inseguro são mulheres de todas as idades, sobretudo raparigas, e com poucos rendimentos, residentes, na sua maioria, em zonas rurais e, com desconhecimento do uso de contraceptivos modernos, uma vez que as que têm mais meios podem ter acesso aos serviços de aborto seguro em clínicas privadas e com todas as condições, fez notar Nafissa Osmar. “Não estamos a favor do aborto. O ideal seria que todas as mulheres conseguissem prevenir a gravidez indesejada. Mas a nossa realidade é outra. As mulheres estão a morrer e temos que fazer algo para evitar essas mortes”, aponta a gineco-obstetra, Nafissa Osmar.  Em 1989, o Dr. Pascoal Mocumbi, na altura ministro da Saúde, aprovou um regulamento interno que autorizou a prestação de serviços de interrupção da gravidez, a pedido das mulheres que assim o desejassem, o que contribuiu para salvar vidas. Contudo, esta norma não está a ser respeitada em todas as unidades sanitárias do país porque não vai de acordo com o que está no Código Penal.“Há directores de hospitais que são sensíveis à questão da morte de mulheres e permitem a interrupção voluntária da gravidez no hospital, mas há outros que não, por questões pessoais, religiosos e morais”, aponta Maria José Arthur.

Por uma consciência suficientemente adulta!

Mais uma sessão, desta feita a oitava da Assembleia da República decorre desde ontem(16) em Maputo. São sessões quando acontecem todos viramos os olhos e ouvidos para a chamada “Casa do Povo”, pois são de muito interesse para nós na perspectiva de que os nossos respeitados deputados debatem problemas que dizem respeito à nação moçambicana. Por conseguinte, pessoalmente terei orgulho, tal como pode acontecer com os outros concidadãos, do nosso parlamento pluripartidário se os grandes debates políticos, económicos, sociais e doutra índole que acontecem nele, forem feitos efectivamente, num ambiente de confiança e respeito entre os políticos das três bancadas. Todavia, se os debates forem feitos com qualidade e alto espírito construtivo e principalmente patriótico, mesmo que as posições dos deputados não tenham sido convergentes ou de consenso, até porque numa Assembleia da República como aquela, isto é, multipartidária nem sempre há consenso, por exemplo, na aprovação de uma lei. É que, há situações que acontecem em tempo de sessões na nossa AR que, por vezes, deixam os cidadãos atónitos e incrédulos, dando a transparecer uma certa “sufocação” democrática e desvio da função primordial dos ilustres representantes do povo àquela casa, com o fim de aparentemente se valorizar mais a militância política do que propriamente a defesa dos interesses de toda a nação.
A falta de serenidade por parte de alguns deputados tem levado à intolerância, neste caso política, o que igualmente leva à subida de tom a propósito disto ou daquilo, que em momentos “quentes” dos debates estes atingem por vezes rudeza na linguagem. O nosso desejo é de termos um parlamento que passe a ser, a partir de agora, verdadeiro centro de vida política nacional, não apenas a nível simbólico, onde há menos retórica, mas sim, melhor dialéctica e sobretudo mais eficácia.
Um parlamento onde todos os deputados tenham uma consciência suficientemente adulta para debater com maturidade os assuntos constantes nas agendas de cada sessão que se realiza tendo conhecimento de que, por exemplo, a reconfiguração da Renamo, o maior partido político da oposição em Moçambique, implica a capacidade e vontade de construir uma perspectiva alternativa de poder, sem que tenha assumido uma postura de ameaça ou incitamento à violência ou desobediência civil.
Que haja civismo e cultura democrática no nosso grande parlamento, pois, se temos a necessidade, até convicção em nos apresentarmos como arautos da verdade política ou democrática, então não nos comportemos com uma aparente inabilidade política. Esperamos que desta vez os nossos ilustres deputados, não enveredem por um caminho de maior crítica descabida que aumente as tensões políticas na “Casa do Povo”, pois o povo moçambicano é digno de respeito.

Independentemente das suas preferências partidárias, esperamos que os parlamentares mantenham atitudes positivas que façam com que todos sejam centrados numa visão democrática do país e se interessem mais no debate dos assuntos que têm a ver com a vida política, económica e social de Moçambique, e não àquilo que sempre mereceu indignação e repúdio dos eleitores. Que reine acima de tudo, a sensibilidade e o bom senso político, na perspectiva de melhor servirem o eleitorado moçambicano que, no dia 20 de Novembro, volta a votar nas eleições autárquicas nas suas cidades e vilas.( Mouzinho de Albuquerque)

Camarada acredita que a subnutrição pode ser reduzida

O ministro da Agricultura, José Pacheco, aponta o incremento da produção de alimentos com qualidade desejável para o consumo humano como um dos principais requisitos para o combate a erradicação da fome em Moçambique. O Ministro falava  em Maputo, durante as cerimónias alusivas ao Dia Mundial da Alimentação, um evento que contou com a presença do representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, em Moçambique (FAO), Castro Camarada.“Os produtores devem consumir o seu produto e vender apenas os excedentes. Há certas pessoas que acham que alguns produtos são apenas para colocar no mercado”, disse o ministro. No corrente ano, a efeméride foi celebrada no mundo inteiro sob o lema “Sistemas Alimentares Sustentáveis para a Segurança Alimentar e a Nutrição”. Em Moçambique pelo menos 300 mil pessoas ainda enfrentam uma situação de escassez de alimentos, das quais cerca de 70 por cento vive nas zonas rurais, o que significa que houve uma evolução positiva, pois em 2007 a fome afectava cerca de 520 mil pessoas. Por isso, Pacheco manifestou a sua satisfação com a actual situação de Moçambique, fazendo menção o facto de o Governo ter lançado a Nova Aliança para a Segurança Nutricional (G-8) que visa melhorar e facilitar os mecanismos do sector privado na agricultura de modo a aumentar a produção produtividade agrária através do incremento de investimentos, bem como reduzir a insegurança alimentar.“No caso de projectos virados para a produção de bens alimentares, pretendemos que pelo menos 40 por cento da área requerida seja usada para a produção de alimentos na base de contrato entre investidores e as comunidades locais. O nosso objectivo é transformar os produtores familiares, predominantemente de subsistência em produtores orientados para o mercado, disse o ministro. Explicou que o incremento da produtividade no país vai garantir o acesso aos mercados, promoção da gestão dos recursos naturais e estabelecimento de parcerias inteligentes entre os vários intervenientes na cadeia de produção e de valores.Durante a sua alocução, o ministro apelou aos moçambicanos a contribuir para o desenvolvimento do sector agrário no país.“Todos nós devemos contribuir para que a nossa agricultura desenvolva, criando, por exemplo, tecnologias necessárias para o desenvolvimento da agricultura que podem revolucionar ainda mais a nossa agricultura”, exortou.Pacheco aproveitou a oportunidade para fazer referência ao combate as pragas e doenças, melhoria de gestão sustentável dos recursos hídricos, entre outros.“A gestão de usos sustentável de recursos minerais, terra, água e florestas, são críticos para a segurança alimentar e nutricional e para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”, disse.Aquele membro do Governo apontou, ainda, para a consolidação das relações entre instituições públicas e privadas como garantia do sucesso dos programas de segurança alimentar e nutricional.“O nível de actividades produtivas dos nossos produtores já justificam montar unidades de processamento que os habilite a colocar directamente seus produtos no mercado, de modo a ter mais rendimentos na sua actividade”, referiu.Por seu turno, Camarada disse acreditar que o actual sistema de alimentação ainda possui enormes falhas.“O crescimento da produção alimentar colocou uma grande pressão sobre os recursos naturais. Degradação de solos, poluição, redução na disponibilidade de água destruição florestal exaustão dos stoks, redução da biodiversidade, são características dos presentes sistemas, deixando estes recursos com reduzida capacidade de responder às necessidades alimentares dos nossos filhos e das gerações futuras.” Camarada acredita que a fome e a subnutrição podem ser reduzidas em Moçambique, bastando, para o efeito, incluir os programas de alimentação escolar e de transferência de rendimentos para as famílias mais pobres.

A Luta Continua!

A minha intervenção vem a propósito da decisão tomada pelo Governo do meu país relativamente ao cidadão português de nome Diamantino Miranda, na altura dos factos, treinador ao serviço do Clube dos Desportos da Costa do Sol, por sinal meu clube de coração e alma!
Moçambique, tal como Portugal, é um Estado soberano e independente, merecendo respeito de qualquer cidadão do mundo, independentemente da sua raça, cor, crença religiosa/política, estado socioeconómico e cultural. Somos um país acolhedor e com dignidade no concerto das nações e não nos importamos de acolher a quem quer que seja, desde que o acolhido seja pessoa de bem, disposta a contribuir com o seu trabalho para o desenvolvimento do país, respeitando obviamente, as instituições e os cidadãos da República.
Agora, não é ético nem salutar quando alguém, por ser medíocre ou mesmo incompetente na sua profissão toque a insultar a tudo e todos, sem o mínimo da vergonha na cara, tal como o fez este senhor. Desde que o senhor tomou os destinos do Costa do Sol, não trouxe nenhum valor acrescentado senão derrotas e empates escandalosos para a dimensão deste clube, para depois “cuspir no prato onde comia”. É no mínimo ridículo e uma falta de educação gritante!
Chamo atenção ao Governo da República que situações similares a esta as temos em todo o nosso país, perpetradas por alguns cidadãos malcriados, desempregados e incompetentes vindos dos quatro cantos do mundo, faltando apenas a coragem para a sua denúncia. Falo de malcriados vindos de todo o mundo, sem excepção. Atenção! Falo de pessoas singularizadas e não dos povos!. Não haja confusão.
Por isso, a expulsão deste senhor, que sirva de exemplo (prevenção geral) para tantos outros que têm apetite de, quando estão de barriga cheia tocam a insultar as instituições e cidadãos deste país. Encontrámo-la esta situação com frequência nos cafés e restaurantes da cidade de Maputo, onde indivíduos de conduta duvidosa e sem ocupação reconhecida e credível estão muito empenhados em insultos e difamações às instituições e cidadãos do país, sob capa de liberdade de expressão e de imprensa.
Para terminar, quero encorajar o Governo do meu país, sobretudo o Ministério do Trabalho para continuar a expurgar e mandar de volta este “lixo” que se vem despejando no nosso país, sob capa de cooperação e investimentos, quando muitos são indivíduos, técnica e financeiramente falidos. E mais não disse. A Luta Continua!.

(Licueque La Mambo)

quarta-feira, outubro 09, 2013

Dimantino é um assunto de Estado!


“É um assunto de Estado” - palavras do inspector do Ministério da Juventude e Desportos, José Dimitri, numa conferência de imprensa a propósito das declarações do treinador do Costa do Sol  Diamantino Miranda.Tudo aconteceu no final do jogo da 19ª Jornada do Moçambola(1-2) frente ao Vilankulo Futebol Clube. Diamantino considerou e passamos a citar - «falta de seriedade de todos, a imprensa é  enganada por um prato de sopa e falsea a verdade desportiva. Num país sério já teriam pessoas presas” –disse Miranda. Entretanto, a Direção do Clube Desportos da Costa do Sol vai analisar as declarações do treinador da sua equipa principal de futebol, Diamantino Miranda, proferidas no final do jogo entre com o Vilankulo FC. Segundo Garrido Jeremias, diretor executivo do Costa do Sol, a análise dos pronunciamentos e tomada de posição em relação ao mesmo só vai acontecer após a reunião da Direção do clube. «Tomámos conhecimento das declarações. Ainda não temos qualquer posicionamento, pois a Direção do clube ainda não se reuniu no seu encontro semanal para analisar a vida do clube», disse Jeremias.

segunda-feira, outubro 07, 2013

" Ele queria agradecer e não subornar”

O escândalo do candidato da Frelimo em Moatize, Carlos Portimão, que foi apanhado em flagrante delito a subornar a procuradora local, Ivânia Mussagy, está a causar enorme preocupação e interpretação de vária ordem sobre o comportamento do agora candidato.Mas a nível do partido Frelimo, o caso está, estranhamente, a ser encarado com a maior naturalidade do mundo, e já tem, até, um nome simpático: “acidente de percurso”. Em entrevista, o porta-voz do partido Frelimo, Damião José, disse que o que aconteceu em Moatize é um “acidente de percurso” e não vai de maneira alguma colocar em causa a reputação do candidato da Frelimo, Carlos Portimão. Damião José, que é também secretário para a Mobilização e Propaganda do partido Frelimo, confirma a tentativa de suborno à procuradora por parte do candidato da Frelimo e diz que a Imprensa reportou o caso de forma deturpada e colocou o candidato da Frelimo numa situação de vilão. O porta-voz do partido Frelimo diz que o candidato Carlos Portimão de facto tentou “oferecer dinheiro” à procuradora, mas não com a intenção de suborná-la, mas para agradecer pelo facto de o “irmão” ter sido colocado a aguardar pelo julgamento em liberdade. “Foi um momento de emoção e ele queria agradecer e não subornar”, disse Damião José, sem tecer mais comentários sobre agradecimento monetário a magistrados em caso de liberdade condicional. “Mas é uma questão já ultrapassada e os munícipes de Moatize já perceberam que foi um mal-entendido”, disse. O candidato do partido Frelimo à presidência do município de Moatize, Carlos Portimão, foi detido no dia 26 de Setembro pelas 11 horas ao tentar subornar a procuradora distrital, Ivânia Mussagy, pelo valor de cinco mil meticais. Foi detido em flagrante delito. Habituados a uma magistratura servil, o partido Frelimo foi encontrado em contra pé com a detenção do seu candidato e teve de agir ao mais alto nível. Sabe-se , houve até a intervenção do próprio procurador-geral da República, Augusto Paulino, e do secretário do Comité Central para Verificação de Mandatos, José Pacheco, que também é ministro da Agricultura, para que Carlos Portimão fosse solto, porque à partida já não podia concorrer. Carlos Portimão foi julgado, sumariamente, e condenado a três meses de prisão convertidos em multa que pagou imediatamente, tendo sido solto e voltou a ser candidato. Contrariamente ao que diz Damião José, o próprio visado concedeu uma entrevista ao Canal de Moçambique onde confirma que tentou oferecer dinheiro à procuradora para alegadamente a magistrada “parar de incomodar” o seu “irmão” que está a aguardar o julgamento. O “irmão” – na verdade: primo – do candidato da Frelimo está envolvido num contencioso judicial que tem como pomo um acidente de viação. (CANALMOZ)

segunda-feira, setembro 16, 2013

Governo compra arrastões!

Moçambique solicitou a construção de 30 navios as construções mecânicas Normandie (CMN). Tudo por um valor de 200 milhões de euros, anunciou quinta-feira o proprietário do estaleiro, o empresário libanês Iskandar Safa. SPCs têm vendas anuais de cerca de EUR 50 a 100 milhões por ano e empregam 350 pessoas, em Cherbourg. O pedido inclui vinte e quatro arrastões, três barcos de patrulha de 32 metros e seis de 42 metros de comprimento, segundo Safa  numa conferência de imprensa em Cherbourg. Para a ocasião, Nicole Bricq Bernard Cazeneuve, um ex-membro de Cherbourg, e Arnaud Montebourg estavam presentes. "Este é o triunfo do 'made in Cherbourg' e, portanto, o" Made in France ", declarou o ministro da Recuperação produtiva. Arnaud Montebourg, porta-voz  do "Made in France" também anunciou quinta-feira à tarde uma outra boa notícia: algumas bicicletas eléctricas vendidas sob a marca Solex serão montados na França e não na China partirde 2014. 

Federação faz um "forcing" para que aconteça!

Depois de ter acolhido o Campeonato Africano de Basquetebol (Afrobasket) sénior feminino, nos anos de 1896 e 2003, Moçambique concorreu  para o certame em deste ano , precisamente este mês de Setembro.A FIBA-África avançou na altura a  informação na sua página oficial e fez saber que pesou para a escolha o sucesso havido na organização dos Jogos Africanos de 2011, do Afrobasket sub-18 em masculinos e na recente fase preliminar da Taça dos Clubes Campeões de África.Esta será ou seria a terceira  vez que o país acolhe o certame depois do de 1986, ganho pela República Democrática de Congo, e o de 2003, no qual a Nigéria venceu na final a selecção de Moçambique por 69-63.As obras no Pavilhão do Maxquene estão atrasadas, nomeadamente a montagem do piso com a recomendada exigência da caixa de ar, limitação fisíca da área técnica e para a imprensa e o aumento da capacidade da tribuna de honra.O Director da FIBA –África coloca a hipotise de transferir a prova para a África do Sul, país que em tempo devido já foi contactado e aceite como alternativa.O evento deve iniciar já esta sexta-feira, dia 20.

terça-feira, agosto 27, 2013

Elevaram a Zambézia!

O presidente do Município de Quelimane, Manuel de Araújo, vai propor à Assembleia Municipal local nomes de personalidades de referências da cidade para constar das ruas da urbe. O
s nomes dos músicos Eduardo Carimo, Dr. Mussa Rodrigues e General Bonifácio Gruveta darão entrada em breve na Assembleia Municipal de Quelimane para decisão dos membros do órgão. O edil diz que pretende homenagear figuras da Zambézia, já perecidas, “que deram contributo imensurável para elevar o bom nome da província e da cidade de Quelimane. A lista conta com mais nomes que serão conhecidos dentro de duas semanas quando der entrada na Assembleia Municipal. A proposta do General Gruveta, membro sénior do partido Frelimo até à sua morte, dividiu opiniões de pessoas próximas ao edil. Alguns radicais à atitude consideram que Araújo não devia propor o general, mas há muitos também que elogiaram a atitude do edil classificando-a como “uma visão de Estado”, que ignora a filiação partidária e dá a primazia ao serviço que cada figura desempenhou ao Estado. Gruveta foi o primeiro governador da província da Zambézia pós independência e até à sua morte era deputado eleito pelo círculo eleitoral da Zambézia.

quarta-feira, agosto 14, 2013

F r e s q u i n h a s

Impasse “desejado” por quem?
O Governo moçambicano e a RENAMO, o maior partido de oposição no país, continuam em impasse depois da 15ª Ronda Ordinária do diálogo que decorreu ontem, em Maputo. A questão das Forças de Defesa e Segurança (FDS), despartidarização da Função Pública, as questões económicas, bem como o desarmamento da Renamo são os pontos que haviam sido agendados para esta ronda de diálogo.Contudo, a lei eleitoral foi a principal matéria que originou o impasse entre as partes nesta ronda do diálogo.A Renamo discorda com os compromissos prescritos nos termos de referência e diz que traz um dossier pronto para remeter à Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, desde que haja um acordo político com o governo. Segundo José Pacheco, Ministro da Agricultura e Chefe da delegação do Governo no diálogo, o Executivo permitiu que assinasse e procedesse a entrega desse dossier, mesmo que não tenha obedecido ao princípio de partilha com a outra parte.“Ressalvámos que devem fazer parte desse dossier as respostas que o Governo deu em que concordou com 16 por cento dos pontos que a Renamo submeteu, o correspondente a 90 por cento das suas propostas”, avançou.Por seu turno, a Renamo diz que só vai aceitar submeter a proposta da revisão da Lei Eleitoral depois de se alcançar o acordo político com o Governo.

Aumenta a despesa
A Assembleia da República aprovou ontem, em definitivo, o Orçamento Rectificativo para o ano de 2013, que prevê a alteração da despesa total de 174.954,9 milhões de meticais inicialmente programados, para 188.719,8 milhões de meticais, num incremento equivalente a 40,2 porcento.A primeira versão da Lei de Orçamento Rectificativo para 2013 foi aprovada sexta-feira última com um total por 162 votos da bancada parlamentar da Frelimo, e 40 votos contra da Renamo e o do MDM.O Governo considera que com estes indicadores houve um incremento das despesas do Estado em 13,766,2 milhões de meticais, resultante do reforço das despesas de funcionamento e de investimento interno em 7.037,0 milhões de meticais que também resultam, por um lado, do reforço nas dotações de despesas financiadas com receitas próprias e consignadas como resultado de inscrição de saldos transitados do exercício de 2012 e excessos na arrecadação registada de Janeiro a Junho e, por outro, a inscrição no orçamento das receitas das mais-valias.Justifica que houve também reforço nas despesas de investimento financiadas com recursos externos em 6.729,2 milhões de meticais, resultante de desembolsos adicionais ocorridos durante o processo de execução do Orçamento para 2013, que levou à actualização das dotações orçamentais.
Depois de 6.120 dias  
A Assembleia  da República (AR), aprovou ontem, por definitivo, a proposta de lei do Estatuto do Médico na Administração Pública, um instrumento que vinha sendo debatido há 17 anos e que estabelece os direitos e deveres desta classe profissional.A primeira versão desta lei foi aprovada semana passada na generalidade e por consenso. Na apreciação na especialidade, os membros da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género e Ambientais voltaram a registar consenso, tendo o seu parecer colhido aprovação de todos os deputados na plenária.As maiores alterações ocorreram no capítulo sobre as Incompatibilidades, Deveres, Direitos e Regalias dos médicos e médicos dentistas em exercício da sua profissão na Administração Pública. Com efeito, da lista de deveres especiais, acrescentou-se à lei anterior o de “não considerar o exercício da medicina como uma actividade orientada para fins lucrativos, sem prejuízo do seu direito a justa remuneração, devendo a profissão ser fundamentalmente exercida em benefício dos cidadãos”.

Migração juvenil é bem vinda
O Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, defendeu ontem, em Maputo, que a migração juvenil pode promover o desenvolvimento socio-económico nacional, particularmente nesta fase em que crescem as descobertas de recursos minerais no país. Vaquina, que falava na 5ª Conferência da Juventude, por ocasião do 12 de Agosto, Dia Internacional da Juventude, sob o lema “Migração Juvenil e Desenvolvimento Sustentável”, explicou que este fenómeno deve ser visto sob dois prismas. O primeiro, relacionado com a deslocação interna de jovens moçambicanos dentro do país, que levando consigo as suas experiências podem prestar um grande contributo para o desenvolvimento do país. O segundo, no contexto internacional, pode levar os jovens a atravessar fronteiras e buscar experiências fora de Moçambique, levando consigo a Pátria, e retornar com mais conhecimentos para a mesma causa.

“Miúdos” vão vigiar o processo eleitoral
Jovens a escala nacional vão participar na observação e na monitoria das eleições autárquicas a realizarem-se a 20 de Novembro do ano em curso, bem como nas presidenciais, legislativas e provinciais de 2014. Para viabilizar tal participação, o Observatório Eleitoral (OE) e o Parlamento Juvenil rubricaram ontem, em Maputo um memorando de entendimento o qual prevê a criação de uma rede de jovens que serão envolvidos na observação de tais pleitos, debates em fóruns de candidatos e na monitoria dos conflitos eleitorais, em todos os locais onde vão decorrer as eleições locais, gerais e provinciais.Como parte de tal esforço, o Observatório Eleitoral vai participar no processo de formação e treinamento dos jovens que serão envolvidos na operação.
Falando na ocasião, o presidente do PJ, Salomão Muchanga, fez notar que nos processos eleitorais passados os jovens tiveram enorme protagonismo na observação eleitoral, corporizando mais de 80 por cento dos observadores do OE.
 Alí, há fome
A falta de chuva está a provocar bolsas de fome no distrito de Macanga, segundo revelaram ontem os residentes da localidade de Gandali, em mensagem dirigida ao Chefe de Estado, Armando Guebuza, que se encontra em presidência aberta à província de Tete. Localizada a nordeste da província, Gandali possui cerca de 31 mil habitantes, organizada em 14 aglomerados populacionais. Tem como principais actividades económicas a agricultura, produzindo milho, feijões, batata-doce, batata-reno e hortícolas. As receitas familiares são provenientes da venda de tabaco, produzido em grande escala, reforçadas com a introdução da soja.  Na mensagem, os habitantes desta localidade congratularam-se com os progressos económicos que estão a conhecer, particularmente no que concerne à construção de escolas, postos de saúde, fornecimento de energia eléctrica de Cahora Bassa, recepção de sinal de telefonia móvel, entre outros.  Contudo, solicitaram ao Chefe de Estado para interceder na disponibilização de adubos químicos para a produção de milho; fornecimento de tractores para lavrarem as terras de produção; para além da necessidade de se reabilitarem estradas para o escoamento da produção, sobretudo do tabaco que é vendido à companhia "Mozambique Leaf Tabaco", que tem no local uma unidade de processamento. "Neste momento, a nossa principal preocupação são as bolsas de fome que estão a verificar-se no nosso distrito devido à falta de chuva, que não cai desde o princípio do ano", lê-se na missiva.
Vamos lá  saber quantos somos e como vivemos
Técnicos do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Fundo das Nações para Actividades Populacionais (FNUAP) visitaram recentemente o National Bureau of Statistics (NBS) da República Unida de Tanzânia, no quadro da preparação do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, a ter lugar em 2017 no país.Fonte do INE disse ao Notícias que a deslocação à Tanzania tinha, entre outros objectivos, permitir a troca de experiências sobre boas práticas, elevar o domínio das novas tecnologias e melhorar as metodologias de condução de censos populacionais. A ideia, segundo a fonte, é garantir que o Censo de 2017 conduza à obtenção de dados de melhor qualidade, apurados através de processos simplificados e com maior fiabilidade. Planificação e logística, metodologias, cartografia censitária e tecnologias de informação e comunicação são as áreas que mereceram atenção especial da missão moçambicana, reconhecendo a sua relevância no processo de recenseamento da população e habitação.Com os gestores do NBS a missão moçambicana procurou inteirar-se dos processos conducentes de montagem, organização, funcionamento e gestão de uma estrutura responsável pela realização de um censo populacional.
Sobejamente sabido
Jovens moçambicanos, no âmbito do seu dia internacional, reclamam os mesmos problemas de sempre, a falta habitação, emprego, bem como a má qualidade do ensino no país. Esta data celebra-se em todo mundo desde 1999, depois da resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em resposta à recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, reunida em Lisboa, de 8 a 12 de Agosto de 1998.  Os jovens, que manifestaram o seu desagrado com a sua actual situação, defenderam a necessidade de o Governo moçambicano e as instituições privadas ajudá-los na procura de soluções para os seus problemas. “O Estado pode nos ajudar a ultrapassar as nossas dificuldades. Existem particulares que também podiam dar uma mão”, disse Osvaldo Namburani um dos jovens, para quem o acesso ao crédito bancário para a implementação de alguns projectos juvenis é difícil devido aos elevados juros praticados no mercado financeiro nacional.
Afinal o crime ......

O Ministro moçambicano do Interior, Alberto Mondlane, disse ontem haver um decréscimo quantitativo de crimes na província de Maputo, não acontecendo o mesmo em relação a capital moçambicana.Falando a imprensa, pouco antes de uma reunião que ele orientou e que contou a participação de altos dirigentes da Cidade e Província de Maputo, com vista delinear melhores estratégias no combate contra o crime, Mondlane manifestou o seu agrado pelo facto de a população estar a interagir com a polícia. Por isso, ele exortou para que este acto prevaleça. O Ministro reuniu-se com a Governadora da província de Maputo, Maria Jonas, o edil da Cidade de Maputo, David Simango, e o Comandante Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jorge Khalau.Mondlane disse a jornalistas que o realiza-se na sequência da situação criminal que se tem registado nos Municípios de Maputo e Matola.

O lamento de Mondlane
O Ministro moçambicano do Interior, Alberto Mondlane, lamentou a morte do artista plástico, Alexandria Ferreira, na sequência de um linchamento popular após ter sido confundido como membro do intitulado Grupo-20 (G-20), que tem semeado terror nos municípios da Matola e Maputo. “Este tipo de acontecimentos é de lamentar. É por isso que nós recomendamos que todo o trabalho de patrulhamento deve ser coordenado pelos comandantes da polícia que estão nos postos policiais”, disse.Falando a imprensa, minutos antes de um encontro com altas individualidades de Maputo e Matola, com vista delinear estratégias no combate contra o crime, o ministro reiterou o seu apelo a um patrulhamento ordeiro em coordenação com a polícia.O malogrado fazia parte de um grupo de patrulha que foi confundindo com membros do G-20 por um outro grupo, que também se dedicava a mesma actividade.Alexandria Alex Simões Ferreirax) Ferreira era considerado um dos melhores artistas plásticos contemporâneos em Moçambique, com prémios amealhados a nível internacional. Ele nasceu em Dezembro de 1978 e entrou no mundo das artes sob tutela do seu pai em 1990.

Fome vai acabar
Os distritos costeiros de Machanga e Búzi, em Sofala, estão longe de enfrentar, este ano, o crónico problema de fome, havendo no terreno comida em abundância cujo excedente conhece uma acentuada comercialização, embora as vias de acesso constituem algum revés na livre circulação de pessoas e bens.Machanga, que conta com universo de mais de 60 mil habitantes, e Búzi, com 180 mil, têm alimentação suficiente até à colheita da produção de próxima campanha agrícola 2013/2014, segundo garantias dadas neste sentido pelos respectivos administradores, Ana Matequite e Tomé José, num informe ao governador Félix Paulo durante uma visita de trabalho à região.A confirmar esta versão, em vários encontros que o timoneiro de Sofala realizou semana passada em Divinhe, distrito de Machanga, Bândua e Grudja, no Búzi, todos intervenientes não fizeram qualquer menção à crise alimentar e, pelo contrário, aproveitaram a circunstância para realizar feira agro-pecuária.

6 mortes numa semana
Os acidentes de viação continuam a semear morte e dor nas avenidas e ruas da Cidade de Maputo.  Só na semana passada, segundo o porta-voz da Policia moçambicana na cidade de Maputo, Orlando Mudumane, foram registados seis óbitos, contra quatro em igual período do ano passado, e 11 feridos ligeiros.A Polícia aponta como prováveis causas dos sinistros o excesso de velocidade, condução sob efeito de álcool e desrespeito às regras de trânsito. Ainda durante a semana finda, as autoridades policiais fiscalizaram 4.082 condutores, tendo aplicado 1.293 multas e apreendido 43 cartas de condução. Igualmente, 33 condutores foram surpreendidos a conduzir em estado de embriaguez e dois estavam numa condução sem habilitações legais para o fazer. 

Sete dias , três quadrilhas desmanteladas

A Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou três quadrilhas que se dedicavam a vários crimes, dentre eles, assaltos a residências, a estabelecimentos comerciais e a bens privados. As quadrilhas foram desmanteladas nos Bairros Hulene, Ferroviário das Mahotas e Laulane, arredores da Cidade de Maputo, a capital do país.O facto foi revelado, pelo Porta-voz da PRM ao nível da Cidade de Maputo, Orlando Mudumane, no habitual briefing semanal, explicando que as quadrilhas eram constituídas por indivíduos alguns cadastrados e outros ainda na fase primária. Mudumane referiu-se a detenção de seis indivíduos surpreendidos pela PRM no bairro Jorge Dimitrov, distrito municipal KaMubukwana, arredores da capital.