O presidente do Município de Quelimane, Manuel
de Araújo, vai propor à Assembleia Municipal local nomes de personalidades de
referências da cidade para constar das ruas da urbe. O
s nomes dos músicos Eduardo Carimo, Dr. Mussa Rodrigues e General Bonifácio
Gruveta darão entrada em breve na Assembleia Municipal de Quelimane para
decisão dos membros do órgão. O edil diz que pretende homenagear figuras da
Zambézia, já perecidas, “que deram contributo imensurável para elevar o bom
nome da província e da cidade de Quelimane. A lista conta com mais nomes que
serão conhecidos dentro de duas semanas quando der entrada na Assembleia
Municipal. A proposta do General Gruveta, membro sénior do partido Frelimo até
à sua morte, dividiu opiniões de pessoas próximas ao edil. Alguns radicais à
atitude consideram que Araújo não devia propor o general, mas há muitos também
que elogiaram a atitude do edil classificando-a como “uma visão de Estado”, que
ignora a filiação partidária e dá a primazia ao serviço que cada figura
desempenhou ao Estado. Gruveta foi o primeiro governador da província da
Zambézia pós independência e até à sua morte era deputado eleito pelo círculo
eleitoral da Zambézia.
terça-feira, agosto 27, 2013
quarta-feira, agosto 14, 2013
F r e s q u i n h a s
Impasse “desejado”
por quem?
O Governo
moçambicano e a RENAMO, o maior partido de oposição no país, continuam em
impasse depois da 15ª Ronda Ordinária do diálogo que decorreu ontem, em Maputo.
A questão das Forças de Defesa e Segurança (FDS), despartidarização da Função
Pública, as questões económicas, bem como o desarmamento da Renamo são os
pontos que haviam sido agendados para esta ronda de diálogo.Contudo, a lei
eleitoral foi a principal matéria que originou o impasse entre as partes nesta
ronda do diálogo.A Renamo discorda com os compromissos prescritos nos termos de
referência e diz que traz um dossier pronto para remeter à Assembleia da
República (AR), o parlamento moçambicano, desde que haja um acordo político com
o governo. Segundo José Pacheco, Ministro da Agricultura e Chefe da delegação
do Governo no diálogo, o Executivo permitiu que assinasse e procedesse a
entrega desse dossier, mesmo que não tenha obedecido ao princípio de partilha
com a outra parte.“Ressalvámos que devem fazer parte desse dossier as respostas
que o Governo deu em que concordou com 16 por cento dos pontos que a Renamo
submeteu, o correspondente a 90 por cento das suas propostas”, avançou.Por seu
turno, a Renamo diz que só vai aceitar submeter a proposta da revisão da Lei
Eleitoral depois de se alcançar o acordo político com o Governo.
Aumenta a
despesa
A
Assembleia da República aprovou ontem, em definitivo, o Orçamento Rectificativo
para o ano de 2013, que prevê a alteração da despesa total de 174.954,9 milhões
de meticais inicialmente programados, para 188.719,8 milhões de meticais, num
incremento equivalente a 40,2 porcento.A primeira versão da Lei de Orçamento
Rectificativo para 2013 foi aprovada sexta-feira última com um total por 162
votos da bancada parlamentar da Frelimo, e 40 votos contra da Renamo e o do
MDM.O Governo considera que com estes indicadores houve um incremento das
despesas do Estado em 13,766,2 milhões de meticais, resultante do reforço das
despesas de funcionamento e de investimento interno em 7.037,0 milhões de
meticais que também resultam, por um lado, do reforço nas dotações de despesas
financiadas com receitas próprias e consignadas como resultado de inscrição de
saldos transitados do exercício de 2012 e excessos na arrecadação registada de
Janeiro a Junho e, por outro, a inscrição no orçamento das receitas das
mais-valias.Justifica
que houve também reforço nas despesas de investimento financiadas com recursos
externos em 6.729,2 milhões de meticais, resultante de desembolsos adicionais
ocorridos durante o processo de execução do Orçamento para 2013, que levou à
actualização das dotações orçamentais.
Depois de
6.120 dias
A Assembleia da
República (AR), aprovou ontem, por definitivo, a proposta de lei do Estatuto do
Médico na Administração Pública, um instrumento que vinha sendo debatido há 17
anos e que estabelece os direitos e deveres desta classe profissional.A primeira
versão desta lei foi aprovada semana passada na generalidade e por consenso. Na
apreciação na especialidade, os membros da Comissão dos Assuntos Sociais, do
Género e Ambientais voltaram a registar consenso, tendo o seu parecer colhido
aprovação de todos os deputados na plenária.As maiores alterações ocorreram no
capítulo sobre as Incompatibilidades, Deveres, Direitos e Regalias dos médicos
e médicos dentistas em exercício da sua profissão na Administração Pública. Com
efeito, da lista de deveres especiais, acrescentou-se à lei anterior o de “não
considerar o exercício da medicina como uma actividade orientada para fins
lucrativos, sem prejuízo do seu direito a justa remuneração, devendo a
profissão ser fundamentalmente exercida em benefício dos cidadãos”.
Migração
juvenil é bem vinda
O
Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, defendeu ontem, em Maputo, que a migração
juvenil pode promover o desenvolvimento socio-económico nacional,
particularmente nesta fase em que crescem as descobertas de recursos minerais
no país. Vaquina, que falava na 5ª Conferência da Juventude, por ocasião do 12
de Agosto, Dia Internacional da Juventude, sob o lema “Migração Juvenil e
Desenvolvimento Sustentável”, explicou que este fenómeno deve ser visto sob
dois prismas. O primeiro, relacionado com a deslocação interna de jovens
moçambicanos dentro do país, que levando consigo as suas experiências podem
prestar um grande contributo para o desenvolvimento do país. O segundo, no
contexto internacional, pode levar os jovens a atravessar fronteiras e buscar
experiências fora de Moçambique, levando consigo a Pátria, e retornar com mais
conhecimentos para a mesma causa.
“Miúdos” vão
vigiar o processo eleitoral
Jovens a
escala nacional vão participar na observação e na monitoria das eleições
autárquicas a realizarem-se a 20 de Novembro do ano em curso, bem como nas
presidenciais, legislativas e provinciais de 2014. Para viabilizar tal
participação, o Observatório Eleitoral (OE) e o Parlamento Juvenil rubricaram
ontem, em Maputo um memorando de entendimento o qual prevê a criação de uma
rede de jovens que serão envolvidos na observação de tais pleitos, debates em
fóruns de candidatos e na monitoria dos conflitos eleitorais, em todos os
locais onde vão decorrer as eleições locais, gerais e provinciais.Como parte de
tal esforço, o Observatório Eleitoral vai participar no processo de formação e
treinamento dos jovens que serão envolvidos na operação.
Falando na
ocasião, o presidente do PJ, Salomão Muchanga, fez notar que nos processos
eleitorais passados os jovens tiveram enorme protagonismo na observação
eleitoral, corporizando mais de 80 por cento dos observadores do OE.
Alí, há
fome
A falta de
chuva está a provocar bolsas de fome no distrito de Macanga, segundo revelaram
ontem os residentes da localidade de Gandali, em mensagem dirigida ao Chefe de
Estado, Armando Guebuza, que se encontra em presidência aberta à província de
Tete. Localizada a nordeste da província, Gandali possui cerca de 31 mil
habitantes, organizada em 14 aglomerados populacionais. Tem como principais
actividades económicas a agricultura, produzindo milho, feijões, batata-doce,
batata-reno e hortícolas. As receitas familiares são provenientes da venda de
tabaco, produzido em grande escala, reforçadas com a introdução da soja. Na mensagem, os habitantes desta localidade
congratularam-se com os progressos económicos que estão a conhecer,
particularmente no que concerne à construção de escolas, postos de saúde,
fornecimento de energia eléctrica de Cahora Bassa, recepção de sinal de telefonia
móvel, entre outros. Contudo,
solicitaram ao Chefe de Estado para interceder na disponibilização de adubos
químicos para a produção de milho; fornecimento de tractores para lavrarem as
terras de produção; para além da necessidade de se reabilitarem estradas para o
escoamento da produção, sobretudo do tabaco que é vendido à companhia
"Mozambique Leaf Tabaco", que tem no local uma unidade de
processamento. "Neste momento, a nossa principal preocupação são as bolsas
de fome que estão a verificar-se no nosso distrito devido à falta de chuva, que
não cai desde o princípio do ano", lê-se na missiva.
Vamos lá saber quantos somos e como vivemos
Técnicos
do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Fundo das Nações para
Actividades Populacionais (FNUAP) visitaram recentemente o National Bureau of
Statistics (NBS) da República Unida de Tanzânia, no quadro da preparação do IV
Recenseamento Geral da População e Habitação, a ter lugar em 2017 no país.Fonte do
INE disse ao Notícias que a deslocação à Tanzania tinha, entre outros
objectivos, permitir a troca de experiências sobre boas práticas, elevar o
domínio das novas tecnologias e melhorar as metodologias de condução de censos
populacionais. A ideia, segundo a fonte, é garantir que o Censo de 2017 conduza
à obtenção de dados de melhor qualidade, apurados através de processos
simplificados e com maior fiabilidade. Planificação e logística, metodologias,
cartografia censitária e tecnologias de informação e comunicação são as áreas
que mereceram atenção especial da missão moçambicana, reconhecendo a sua
relevância no processo de recenseamento da população e habitação.Com os
gestores do NBS a missão moçambicana procurou inteirar-se dos processos
conducentes de montagem, organização, funcionamento e gestão de uma estrutura
responsável pela realização de um censo populacional.
Sobejamente
sabido
Jovens
moçambicanos, no âmbito do seu dia internacional, reclamam os mesmos problemas
de sempre, a falta habitação, emprego, bem como a má qualidade do ensino no
país. Esta data celebra-se em todo mundo desde 1999, depois da resolução da
Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em resposta à
recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude,
reunida em Lisboa, de 8 a 12 de Agosto de 1998. Os jovens, que manifestaram o seu desagrado
com a sua actual situação, defenderam a necessidade de o Governo moçambicano e
as instituições privadas ajudá-los na procura de soluções para os seus problemas.
“O Estado pode nos ajudar a ultrapassar as nossas dificuldades. Existem
particulares que também podiam dar uma mão”, disse Osvaldo Namburani um dos
jovens, para quem o acesso ao crédito bancário para a implementação de alguns
projectos juvenis é difícil devido aos elevados juros praticados no mercado
financeiro nacional.
Afinal o crime ......
O Ministro
moçambicano do Interior, Alberto Mondlane, disse ontem haver um decréscimo
quantitativo de crimes na província de Maputo, não acontecendo o mesmo em
relação a capital moçambicana.Falando a imprensa, pouco antes de uma reunião
que ele orientou e que contou a participação de altos dirigentes da Cidade e
Província de Maputo, com vista delinear melhores estratégias no combate contra
o crime, Mondlane manifestou o seu agrado pelo facto de a população estar a
interagir com a polícia. Por isso, ele exortou para que este acto prevaleça. O
Ministro reuniu-se com a Governadora da província de Maputo, Maria Jonas, o
edil da Cidade de Maputo, David Simango, e o Comandante Geral da Polícia da
República de Moçambique (PRM), Jorge Khalau.Mondlane disse a jornalistas que o
realiza-se na sequência da situação criminal que se tem registado nos
Municípios de Maputo e Matola.
O lamento
de Mondlane
O Ministro
moçambicano do Interior, Alberto Mondlane, lamentou a morte do artista
plástico, Alexandria Ferreira, na sequência de um linchamento popular após ter
sido confundido como membro do intitulado Grupo-20 (G-20), que tem semeado
terror nos municípios da Matola e Maputo. “Este tipo de acontecimentos é de
lamentar. É por isso que nós recomendamos que todo o trabalho de patrulhamento
deve ser coordenado pelos comandantes da polícia que estão nos postos
policiais”, disse.Falando a imprensa, minutos antes de um encontro com altas
individualidades de Maputo e Matola, com vista delinear estratégias no combate
contra o crime, o ministro reiterou o seu apelo a um patrulhamento ordeiro em
coordenação com a polícia.O malogrado fazia parte de um grupo de patrulha que
foi confundindo com membros do G-20 por um outro grupo, que também se dedicava
a mesma actividade.Alexandria Alex Simões Ferreirax) Ferreira era considerado
um dos melhores artistas plásticos contemporâneos em Moçambique, com prémios
amealhados a nível internacional. Ele nasceu em Dezembro de 1978 e entrou no
mundo das artes sob tutela do seu pai em 1990.
Fome vai
acabar
Os
distritos costeiros de Machanga e Búzi, em Sofala, estão longe de enfrentar,
este ano, o crónico problema de fome, havendo no terreno comida em abundância
cujo excedente conhece uma acentuada comercialização, embora as vias de acesso
constituem algum revés na livre circulação de pessoas e bens.Machanga, que
conta com universo de mais de 60 mil habitantes, e Búzi, com 180 mil, têm
alimentação suficiente até à colheita da produção de próxima campanha agrícola
2013/2014, segundo garantias dadas neste sentido pelos respectivos
administradores, Ana Matequite e Tomé José, num informe ao governador Félix
Paulo durante uma visita de trabalho à região.A confirmar esta versão, em
vários encontros que o timoneiro de Sofala realizou semana passada em Divinhe,
distrito de Machanga, Bândua e Grudja, no Búzi, todos intervenientes não
fizeram qualquer menção à crise alimentar e, pelo contrário, aproveitaram a
circunstância para realizar feira agro-pecuária.
6 mortes
numa semana
Os
acidentes de viação continuam a semear morte e dor nas avenidas e ruas da
Cidade de Maputo. Só na semana passada,
segundo o porta-voz da Policia moçambicana na cidade de Maputo, Orlando
Mudumane, foram registados seis óbitos, contra quatro em igual período do ano
passado, e 11 feridos ligeiros.A Polícia aponta como prováveis causas dos
sinistros o excesso de velocidade, condução sob efeito de álcool e desrespeito
às regras de trânsito. Ainda durante a semana finda, as autoridades policiais
fiscalizaram 4.082 condutores, tendo aplicado 1.293 multas e apreendido 43
cartas de condução. Igualmente, 33 condutores foram surpreendidos a conduzir em
estado de embriaguez e dois estavam numa condução sem habilitações legais para
o fazer.
Sete dias
, três quadrilhas desmanteladas
A
Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou três quadrilhas que se
dedicavam a vários crimes, dentre eles, assaltos a residências, a
estabelecimentos comerciais e a bens privados. As quadrilhas foram
desmanteladas nos Bairros Hulene, Ferroviário das Mahotas e Laulane, arredores
da Cidade de Maputo, a capital do país.O facto foi revelado, pelo Porta-voz da
PRM ao nível da Cidade de Maputo, Orlando Mudumane, no habitual briefing
semanal, explicando que as quadrilhas eram constituídas por indivíduos alguns
cadastrados e outros ainda na fase primária. Mudumane referiu-se a detenção de
seis indivíduos surpreendidos pela PRM no bairro Jorge Dimitrov, distrito
municipal KaMubukwana, arredores da capital.
quarta-feira, agosto 07, 2013
Nunca.Jamais!!!
O presidente da República está a caminhar a
passos galopantes para o fim do seu mandato. A senhora vai ou não se candidatar
à Presidência da República?Isso nunca passou pela minha cabeça. Acho que no fim
do mandato do meu marido temos o direito de fazer a nossa vida pessoal. Demos a
nossa contribuição durante estes 10 anos para o desenvolvimento do país. acho
que também será uma oportunidade para que os outros moçambicanos possam fazer
ainda melhor que nós. há muitos e muitos quadros no nosso país que poderão dar
a sua contribuição de uma forma muito boa.
Se porventura o partido Frelimo lhe colocar essa
proposta, qual será a sua resposta?Impossível. Sou quadro sénior da Frelimo,
mas não é possível. Acho que este tempo foi de trabalho muito intenso, então é
o momento para darmos também a nossa contribuição de uma outra maneira. Não
nesta posição, porque a Frelimo e Moçambique têm muitos quadros. Vão surgir
muitos quadros para desempenhar essa função.
Como é que olha para a actual situação política
do país, em particular, a tensão política que se vive em Muxúnguè?Olhamos para
esta situação com muita preocupação, porque eu, em particular, e penso que
aqueles que têm quase a minha idade viveram momentos de horror e terror e não
querem voltar para esse tipo de situação. Moçambique está em paz há 20 anos e
queremos continuar em paz, queremos que as nossas crianças desfrutem da paz.
Queremos que as nossas crianças e nós continuemos a desenvolver o nosso país
sem nenhuma perturbação. Por isso, todos os moçambicanos, todos nós, vamos
trabalhar para que a paz continue no nosso país. Quem deve manter a paz somos
todos nós. Não é apenas a polícia, não é apenas o Ministério da Defesa, cada
moçambicano no local em que estiver tem o dever de manter a paz no nosso país.
A questão da recandidatura ou não do presidente
da República tem sido motivo de forte debate. Como esposa do Presidente, como é
que olha para esta questão?Digo com toda a franqueza: ele não se vai
recandidatar. Ele disse em público várias vezes e eu digo aqui que ele não se
vai recandidatar. No fim do mandato ele vai entregar as pastas ao outro
presidente. Então, não adianta criarmos preocupações ou insistências. A verdade
é uma, ele não se vai recandidatar.
Se lhe colocassem a proposta de um terceiro
mandato, o que o aconselharia?Não o aconselharia a ir ao terceiro mandato,
porque devemos ser nós os primeiros a respeitar a Constituição. Devemos ser os
primeiros a respitar o mandato. Se são 10 anos, então no fim tem que haver este
processo de eleições e um novo presidente.
Como é
que a primeira-dama reage quando lê jornal, vê televisão, escuta rádio e
depara-se com críticas fortes à governação do seu marido?Muitas vezes, vejo que
são pessoas que não estão informadas; são pessoas que não conhecem o Moçambique
real; são pessoas que não conhecem as realizações do país. Se formos a Manhiça,
a Gaza, iremos ver as mudanças que há, aquilo que está a acontecer. Mas estamos
num país em democracia e com liberdade de expressão, então cada um pode falar o
que bem acha. Eu não digo que não se faça críticas, mas elas devem ser
construtivas.(OPais)
Governados recebem visita presidencial
O
Presidente da República, Armando Guebuza, disse que os moçambicanos não devem
permitir qualquer divisão, devendo, pelo contrário, manter a unidade e a paz,
instrumentos determinantes e fundamentais para intensificar os esforços de
combate a pobreza.Nos últimos anos, o país concretizou realizações assinaláveis
em várias áreas como estradas, escolas, hospitais, extensão da rede de energia
eléctrica, produção agrícola em franco crescimento, abertura de estradas e
pontes que sem a paz e a unidade entre os moçambicanos na luta contra o inimigo
comum que é a pobreza não seriam possíveis. Guebuza falava, durante um comício
na localidade de Missal, Posto Administrativo de Bojane, distrito da Maganja da
Costa, província da Zambézia, no quadro da sua Presidência Aberta e Inclusiva,
um momento que serve para dialogar, directamente, com as populações sobre aspectos
de governação.Na ocasião, Guebuza destacou que estes efeitos espelham o valor
que os moçambicanos atribuem a paz e a unidade.“Nós, os moçambicanos, sabemos
construir a paz e conhecemos o seu valor. Sabemos o que sofremos antes de
alcançar a paz, não estaríamos como estamos hoje. Não podíamos ir às nossas
machambas a vontade, não podíamos realizar as cerimónias de evocação dos nossos
antepassados, até nos hospitais éramos raptados”, disse o presidente.
Hoje,
porém, o país está em paz e tem estradas, telefones, que alguns moçambicanos
levam consigo no bolso. Alguns têm energia eléctrica em suas casas e podem, a
partir dela, desenvolver alguma actividade de renda que contribui para melhorar
ainda mais a qualidade de vida das pessoas.A localidade de Missal, que dista a
mais de 130 quilómetros da sede distrital da Maganja da Costa, tem excelentes
níveis de produção agrária com destaque para as culturas de batata-doce,
feijão, mandioca, gergelim, amendoim, arroz, cana sacarina entre outras, mas
enfrenta dificuldades de escoamento do “boom” da acção agrária dos produtores.
A
região ressente-se também da perda de parte considerável do seu palmar em
consequência do amarelecimento letal do coqueiro, doença que dizimou milhares
de plantas a nível da província e, por conseguinte, o encerramento de pequenas
e médias indústrias que empregavam uma boa parte da mão-de-obra local, que se
dedicava ao processamento do coco.No comício de Missal, Guebuza ouviu também
casos de professores que obrigam os alunos a oferecer uma galinha para divulgar
as notas de frequência, de quadros da saúde que mandam os doentes fazer limpeza
na unidade sanitária local em troca de atendimento.Nessa interacção, os
residentes da localidade pediram a alocação de uma ambulância destinada ao
transporte de doentes em estado crítico, sobretudo as mulheres grávidas, que
nalguns casos morrem a caminho da unidade sanitária.A construção de um lar para
os estudantes, a reabilitação de todas as infra-estruturas devastadas pela
depressão tropical “funso”, bem como a criação de condições financeiras para o
alargamento das áreas de produção são pedidos que entraram na carteira de
assuntos levados ao Chefe de Estado.Guebuza, que não respondeu na totalidade as
preocupações colocadas pelos residentes de Missal, disse, em relação a questão
das áreas de produção, que os distritos recebem um pacote financeiro na ordem
de sete milhões de meticais para as iniciativas de geração de renda.Realçou
igualmente que as vias de acesso às áreas de produção podem ser reabilitadas
com o fundo de infra-estruturas destinado aos distritos, situação que pode
ajudar a aliviar os constrangimentos enfrentados pelos camponeses após a colheita
dos excedentes agrícolas.Após o comício, o presidente orientou uma sessão
extraordinária da secretaria da localidade, alargada aos membros do Conselho
Consultivo local, visitou a machamba da Coconut Barror na sede distrital e
orientou uma reunião da sociedade civil”.
Tako para as novas autarquias
O Governo moçambicano vai alocar 500
milhões de meticais (ceca de 17 milhoes de dolares norte-americanos) as 10
novas autarquias locais, que entrarão em funcionamento em 2014, depois das
eleições autárquicas agendadas para 20 de Novembro próximo.Ao revelar o facto,
o director nacional do Desenvolvimento Autárquico, Manuel Alberto disse que o
valor vai servir para a construção e reabilitação de infra-estruturas locais
para adequa-las as novas exigências de funcionamento. As novas autarquias são
constituídas pelas vilas de Boane, na província de Maputo, Quissico
(Inhambane), Nhamatanda (Sofala), Sussundenga (Manica), Nhamayábué (Tete),
Maganja da Costa (Zambézia), Malema (Nampula), Chiúre (Cabo Delgado) e Mandimba
(Niassa).“As infra-estruturas devem corresponder as novas exigências da região
autarcizada com destaque para o saneamento do meio, reabilitação das vias de
acesso, iluminação pública, recolha de resíduos sólidos, mercados, cemitérios e
gestão da educação primária”, disse Alberto, citado pelo jornal governamental
“Moçambique”.Segundo Manuel Alberto, nestes locais o Estado e que fazia a
intervenção para a provisão dos serviços básicos e com a descentralização
autárquica, este deixa de intervir de forma directa e as actividades passam a
ser exercidas pelas lideranças eleitas localmente.Para que esta iniciativa
ganhe corpo, segundo o director nacional, e necessário que os munícipes
contribuam com recursos e ideias para que a capacidade financeira da autarquia
seja forte para responder ao princípio de autonomia administrativa e
financeira.A autonomia administrativa e financeira, segundo a fonte, pressupõe
a existência de recursos próprios, para que as novas autarquias possam decidir
sobre as acções que precisam de realizar no âmbito do desenvolvimento económico
e social com base na participação dos munícipes e do sector privado.A criação
das 10 novas autarquias foi aprovada pela Assembleia da República (AR), o
parlamento moçambicano, em Maio ultimo. De acordo com os cálculos efectuados na
altura, esta teria um impacto de 501,6 milhões de meticais no Orçamento do
Estado, com efeitos a partir de 2014. Com esta medida, que foi aprovada pelo
parlamento com anuência da bancada da Frelimo, partido no poder, e do Movimento
Democrática de Moçambique (MDM), da oposição e boicote da Renamo, Moçambique
passa a contar com 53 municípios, contra os actuais 43.
Combate aos sabotadores
Um chefe da Direcção de Administração e Finanças
(DAF) de uma instituição não revelada, na Cidade de Nampula, está a contas com
a Justiça acusado de desviar da conta pública 29 milhões de meticais, através
de um esquema fraudulento de fornecimento de material de escritório e outros
bens.“O chefe de DAF criou, em 2008, uma empresa de fornecimento de material de
escritório e outros bens. Assinou um contrato com a entidade que criou sem
cumprir as formalidades exigidas”, contou o porta-voz do Gabinete Central de
Combate à Corrupção, Bernardo Duce.Duce falava ontem à imprensa no habitual
briefing mensal sobre o desempenho institucional.O porta-voz não avançou o nome
e nem mais detalhes do caso, alegadamente para “não atrapalhar as
investigações”.Ainda segundo Duce, foi detido em flagrante delito um agente da
PRM afecto à Polícia de Trânsito quando exigia a um cidadão, que conduzia
ilegalmente, cinco mil meticais para cancelar a multa de dez mil meticais.Outro
caso corre contra uma ex-directora provincial de Saúde de Maputo em cujo
julgamento está marcado para o próximo dia 10 de Agosto corrente, acusado de
crime de falsificação de documentos e burla. Proibido Em Inhambane um
comandante distrital da PRM é acusado de receber 150 mil meticais resultantes
da assinatura de contratos entre membros da PRM para prestação de serviços em
dias de folga e empresas privadas.Durante o mês de Julho, o GCCC tramitou 57
processos dos quais quatro julgados e 13 detenções. (A. Mulungo)
quarta-feira, julho 31, 2013
Deixou de ser um transtorno
A Comissão
Nacional de Eleições (CNE) passa a exigir o número de cartão de eleitor e a
assinatura dos apoiantes das candidaturas, sem o seu reconhecimento pelo
notário, para as eleições autárquicas de 20 de Novembro próximo. A decisão, que
facilita o processo das inscrições dos partidos políticos, uma vez que antes
era necessário o reconhecimento das assinaturas pelo notário, surge na
sequência das reclamações feitas pelos partidos políticos ao CNE. A exigência
da assinatura dos apoiantes constituía um entrave para as inscrições dos
partidos políticos, visto que o número de fichas era elevado, segundo alguns
partidos.
A informação foi tornada pública pelo presidente da CNE, Abdul Carimo, durante
a cerimónia de abertura da sessão da plataforma de diálogo do CNE e os partidos
políticos, onde explicou que a decisão foi tomada, com vista facilitar a vida
dos partidos.
“Nós prometemos que traríamos, em momento oportuno, uma solução para esta
questão. Discutimo-la internamente e decidimos ir pelo caminho dos partidos
políticos", disse Carimo.
O representante do partido Frelimo, partido no poder, Morais Mabyeka, disse que
a Frelimo louva esta iniciativa que, segundo ele, vem acautelar todas as
dificuldades existentes e permite que todos os participantes as autárquicas
tenham a possibilidade de participar. “Nós aprovamos isso, porque desde que o
candidato tenha o Bilhete de Identidade (BI), com os seus dados, já não há
nenhuma justificação”, disse a fonte. José
Manuel de Sousa, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior
partido da oposição no país, disse também que o acto constitui um ganho para os
partidos políticos.
“Foi uma petição feita por todos partidos políticos na reunião anterior. Aliás,
o grande argumento que tivemos quando fizemos a petição é que nas eleições intercalares
este pressuposto não foi tido em conta. Os proponentes não tinham que
reconhecer as assinaturas”, afirmou Jose de Sousa. “A questão de reconhecimento de assinatura
criava grandes transtornos e levava os partidos políticos a movimentarem grande
número de cartões de eleitores para os cartórios e isso, de facto, não era
saudável”, sublinhou a fonte. O representante do MDM disse esperar que nas
próximas eleições (legislativas e presidências) nao seja necessario o
reconhecimento da assinatura dos proponentes. Quem não deixou de louvar a
iniciativa foi o presidente do PIMO (Partido Independente de Mocambique), Yaqub
Sinby. Na sua optica, esta é uma decisão que desburocratiza o processo
eleitoral. “E é neste aspecto que gostaríamos de saudar a CNE. Compreende-se
que ela é composta por pessoas experientes que estão cientes das
inconveniências que o nosso país tem tido em relação a documentação das pessoas
que estão a propor as suas assinaturas para o efeito eleitoral”, disse Sinby.
quarta-feira, julho 10, 2013
O estrangeiro não é inimigo!
23% de pessoas acreditam na democracia
Os cidadãos moçambicanos têm um nível baixo de
apoio à democracia no país, apesar desta realidade ter melhorado ligeiramente
nos últimos anos.Esta é uma das constatações do inquérito de opinião pública
sobre Qualidade da Democracia e Governação em Moçambique realizado pela
organização Afrobarómetro, uma rede Pan-africana de pesquisadores e analistas
de inquéritos de opinião pública que no pais é coordenado pelo Centro de
Pesquisas sobre Governação e Desenvolvimento (CPGD).A pesquisa lançada hoje em
Maputo mostra que, apesar da democracia ser o regime mais preferido pelos
cidadãos em relação a qualquer outra forma de governo, o seu apoio ainda é
fraco. “O baixo nível de comprometimento democrático dos cidadãos em
Moçambique deve-se, em parte, provavelmente ao baixo nível do comprometimento
das elites políticas pela democratização do país”, disse Carlos Shenga,
pesquisador do Afrobarómetro Moçambique.Segundo Shenga, devido a essa falta de
comprometimento, continua, por exemplo, a não ser o Chefe do Governo – que é
igualmente o Chefe do Estado – a prestar contas ao parlamento, conforme manda a
Constituição, mas sim o Primeiro-Ministro, que é assistente do Chefe do Governo.Por
outro lado, Shenga disse que a composição da Comissão Nacional de Eleições e do
Conselho Constitucional integra membros apontados pelos partidos políticos com
base na sua representação parlamentar, o que reduz a imparcialidade desses
órgãos.Moçambique é abrangido pelas pesquisas da Afrobarómetro desde 2002 e os
resultados em apreço são parte da quinta ronda do inquérito, realizado em 2012,
e que envolveu um total de 2400 participantes de todo o país, entrevistados em
cinco línguas, incluindo o Português (lingua oficial no pais).Falando a
jornalistas sobre o inquérito, Shenga disse que apenas 35 por cento dos
entrevistados dizem estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a democracia no
país e o nível daqueles que estão satisfeitos baixou significativamente de 2002
a 2012.Por outro lado, o nível de satisfação com a democracia daqueles que
estão muito satisfeitos aumentou em 2005 e 2008, mas baixou em 2012.Os
resultados mostram ainda que de 2005 a 2012 reduziu de 35 por cento para 23 por
cento a percentagem de pessoas que acreditam que Moçambique vive uma democracia
completa, enquanto aumentou de 13 para 23 por cento a percentagem referente
àqueles que pensam que o país vive uma democracia com maiores problemas. A pesquisa mostra ainda que as liberdades de expressão e de filiar-se a uma
organização política estão abaixo da metade e baixaram de 2008 a 2012. Enquanto
isso, a liberdade de votar sem sentir-se pressionado está acima da metade.Apesar
destas questões, os inquiridos entendem que o país já esteve numa situação
pior, particularmente na altura do monopartidarismo, e prevêem uma melhoria do
estágio da democracia no futuro.
Quem culpar?!
A recente interrupção da circulação de comboios
da companhia australiana Rio Tinto no transporte de carvão mineral de Moatize
ao Porto da Beira, no centro de Mocambique, resultou em avultados prejuízos
financeiros aos cofres da Empresa Pública Portos e Caminhos de Ferro de
Moçambique- Centro CFM), segundo escreve hoje o jornal “Notícias” de Maputo,
que, no entanto, não adianta cifras.A paralisação, levantada semana passada,
aconteceu logo após que a Renamo, maior partido da oposição do país, anunciou a
sua intenção de bloquear a linha férrea de Sena e o perímetro Muxúnguè-Save, na
Estrada Nacional Número Um, alegando que as vias estavam a ser usadas para o
transporte de homens e material bélico das forcas de defesa e seguranca para
cercar a base daquele movimento armado em Gorongosa.Por isso, a Rio Tinto
decidiu unilateralmente paralisar todo o seu tráfego semanal de uma média de
oito locomotivas, enquanto a companhia brasileira Vale manteve a circulação
entre 28 e 30 comboios. Os próprios CFM - Centro operavam de forma condicionada.“Como
autoridade do Sistema Ferroviário da Beira (formado pelas linhas de Sena e
Machipanda), sempre mantemos as vias abertas, sendo que os comboios dos CFM e
Vale nunca pararam”, disse o director executivo dos CFM-Centro, Cândido Jone,
revelando em seguida que a redução do fluxo dos comboios foi de uma média de 12
para oito unidades na linha de Sena.Este facto obrigou igualmente ao
abrandamento da velocidade das composições o que no final do dia teve
repercussões no número de viagens efectuadas.“Por isso mesmo, os prejuízos
financeiros são enormes, porque a Rio Tinto parou de andar no dia 20 de Junho e
retomou a 4 de Julho. Foram 14 dias em que apenas circulavam locomotivas de CFM
e da Vale"- sublinhou Jone.Sobre as reais causas que ditaram a
inactividade de Rio Tinto no escoamento deste recurso durante duas semanas
completas, contactos encetados pelo Jornal junto àquela companhia foram
infrutíferos.O transporte de carvão mineral de Moatize até ao Porto da Beira é
feito diariamente na linha de Sena nos sentidos ascendentes e descendente por
uma média de seis "comboios-tipo" formados cada por duas locomotivas
através de uma composição de 42 vagões.As metas da exportação deste mineral
para este ano estão fixadas em seis milhões de toneladas."Querem sabotar o país" - palavras do Presidente da Republica
Um novo esquema
sobre a forma como o Ministério moçambicano de Educação (MINED) terá sido
delapidado, pelo menos no ano passado, acaba de chegar ao Gabinete Central de
Combate à Corrupção (GCCC), o que atrasou o envio do processo ao tribunal. Um
relatório de sindicância da Inspecção das Finanças entregue ao Gabinete aponta
que parte dos montantes ilicitamente sacados do ministério em 2012 saiu
alegadamente para o pagamento de professores estrangeiros.O porta-voz do MINED,
Eurico Banze, segundo a Radio Moçambique, escusou-se, esta segunda-feira, a
indicar as áreas de ensino nas quais estão afectos os docentes estrangeiros
usados para a delapidação da instituição.Bernardo Duce, porta-voz do GCCC,
revelou que o documento remetido aponta que os valores retirados para aquele
fim, pelo menos no ano passado, estão muito acima das reais necessidades.A
ideia daquela repartição da Procuradoria-Geral da República, segundo Duce, era
ter enviado o processo ao tribunal durante o mês de Junho, mas que o relatório
das Finanças, uma autoridade na matéria, possui informações que não devem, de
forma alguma, ser ignoradas.Nesse sentido, o Gabinete está a cruzar os dados
que produziu com os do relatório da Inspecção das Finanças, na perspectiva de
que, uma vez o processo enviado ao tribunal, não haja necessidade de se
solicitar uma nova investigação para esclarecer eventuais dúvidas. A fonte, que segunda-feira falava em Maputo no “briefing” mensal da instituição
com a Imprensa, não revelou os montantes ilicitamente desviados por um grupo de
indivíduos sob a capa de estar-se a pagar salários de professores estrangeiros
ao serviço de Educação no país. O desfalque registado no MINED foi descoberto
em Novembro do ano passado e até ao momento não se sabe efectivamente quando é
que começou, muito menos os valores fraudulentamente retirados.Informações já
avançadas pelo GCCC indicam que o grupo de envolvidos inclui, para além de
funcionários públicos, pessoas que nada têm a ver com o Aparelho do Estado.
terça-feira, julho 02, 2013
Malawy bate na cruise energética
O governo malawiano anunciou que está numa fase avançada de
negociação de financiamentos para a implementação do projecto de interconexão
eléctrica com Moçambique.Em Abril último, os dois países assinaram um acordo
sobre o projecto que ficou muitos anos em ‘banho-maria’, que irá permitir o
acesso do Malawi a rede eléctrica regional ao qual está interligada a maioria
dos países da região.Citado pela agência de notícias Nyasa Times, o Ministro da
Energia, Ibrahim Matola, disse que o governo do seu país está actualmente em
negociações avançadas com financiadores do projecto e logo após a sua
conclusão, a matéria será submetida para a apreciação do parlamento.“Deve-se
assegurar ao público que o acordo de interconexão eléctrica com Moçambique será
materializado porque agora estamos a finalizar os acordos com os financiadores
“, disse o governante.“A energia é o elemento mais crucial de desenvolvimento e
de atracção de investidores para o Malawi. Se resolvermos 70 por cento dos
nossos desafios energéticos iremos facilitar as transacções comerciais e
aumentar a produção industrial e assegurarmos, deste modo, que também sirvamos
o mercado de exportações e reduzirmos os actuais altos custos de energia”,
acrescentou ele.Inicialmente, este projecto contava com o financiamento do pelo
Banco Mundial num total de 58 milhões de dólares americanos, dos quais 31,75
milhões para o Malawi e o remanescente para Moçambique.Contudo, o avanço do
projecto foi preterido pelo falecido Presidente Bingu wa Mutharika, alegando
que o mesmo só beneficiaria Moçambique. Mas a iniciativa foi resgatada pela
Presidente Joyce Banda, considerando-o fundamental para ultrapassar a actual
crise energética que se vive naquele país.
A todo o vapor por um Acordo Político!!!
A Comissão Permanente da Assembleia da República aprovou esta segunda-feira a
primeira quinzena de Agosto como período da sessão extraordinária que irá
debater vários assuntos candentes do quadro sócio-político moçambicano. O
Pacote Eleitoral, agora debatido entre o Governo e a Renamo não consta do rol
das matérias aprova das para a sessão, mas sabe-se que é um dos temas
principais a serem debatidos e que forçou o agendamento da sessão
extraordinária. Esta sessão, a decorrer de 01 a 15 de Agosto, foi agendada para
se debater e aprovar “em definitivo” o rol de matérias que estão a ser tratadas
em sede das negociações entre o Governo e a Renamo, que precisam passar pelo
crivo parlamen tar. Tal é o caso do Pacote Eleitoral que havia sido aprovado na
ausência da Renamo na sala de sessões.A sessão extraordinária terá, segundo o
rol de matérias a que tivemos acesso, oito pontos, nomeadamente: (1) Orçamento
Rectificativo, (2) o Estatuto do Médico, (3) o Código Penal, (4) Estatuto de
Prestador de Serviços Cívicos, (5) a Lei
do Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa, (6) a Lei da
Jurisdição Administrativa, (7) Projecto de Lei de Acesso à Informação e um
último ponto que continua em aberto e que depende, segundo Katupha, das
propostas da Renamo que ainda estão por serem apresentadas em sede da Comissão
permanente. Katupha deu a entender que a Lei Eleitoral é uma das matérias a
serem submetidas. “É muito provável que a Lei Eleitoral seja debatida”, disse.
Segundo o porta-voz da Comissão Permanente, o deputado da Frelimo, Mateus
Katupha, foi a chefe da bancada da
Frelimo, Margarida Talapa, quem propôs que as matérias que estão a ser debatidas nas
negociações fossem debatidas nesta sessão extraordinária Mateus Katupha disse a
jornalistas que a Comissão Permanente deu
tempo à Assembleia da República para organizar os pontos e apresentá-los ao
Parlamento, de modo a que as mesmas matérias sejam debatidas. “Não posso
precisar o tempo que a Renamo terá mas deve apresentá-los a tempo de serem
debatidas”.
Contrariamente ao que foi avançado em conferência de Imprensa pelo
porta-voz da Comissão Permanente da Assembleia da República, Mateus Katupha,
a chefe da bancada da Renamo, Maria Angelina Enoque, diz que a inscrição de
nova matéria no ponto deixado em aberto não depende da Renamo, mas, sim, do
acordo político que virá (ou não) das negociações entre a Renamo e o Governo.O
facto é que a Renamo sempre disse que não aceitava depositar de forma singular
as propostas no Parlamento porque a bancada parlamentar da Frelimo nunca
aprovou submetidas. “É muito provável que a Lei Eleitoral seja debatida”,
disse. Segundo o porta-voz da Comissão Permanente, o deputado da Frelimo,
Mateus Katupha, foi a chefe da bancada da Frelimo, Margarida Talapa, quem propôs
que as matérias que estão a ser debatidas nas negociações fossem debatidas
nesta sessão extraordinária. qualquer proposta vinda da oposição, por mais
mérito que a proposta tivesse. Mas o
porta-voz da Comissão Permanente veio dizer que foi concedido um tempo para a Renamo organizar a
matéria relativa ao ponto 08. A chefe da bancada da Renamo disse que não pediu tempo nenhum e também não foi
concedido tempo nenhum, porque quem vai depositar as propostas que irão
corporizar o ponto número oito não é a Renamo, tal como disse Mateus Katupha,
mas, sim, as duas delegações negociais. A
líder parlamentar da Renamo explicou, em exclusivo, que neste momento a
divergência tem que ver com o acordo político,
porque, segundo explicou, o chefe da delegação do Governo disse pela primeira
vez que os pontos que a Renamo colocou eram pertinentes e actuais. “É preciso
que se rubrique a nível do grupo que está a negociar o acordo político. Uma vez
rubricado, a bancada remete matéria a debate com base no acordo”, disse. Angelina
Enoque negou categoricamente que o assunto seja da inteira responsabilidade da
Renamo. “Se o ministro já disse que a nossa preocupação em relação à legislação
eleitoral é justa, então vamos assinar um acordo onde concordam com a nossa
proposta e levamos o acordo ao Parlamento para que a proposta seja aprovada”,
disse. Para a Renamo, sem acordo político nada vai avançar porque cairá na
tradicional rotina da Frelimo de reprovar tudo que vem da oposição. “Pensamos
que as negociações terminam com um acordo em que as partes assinam”. No dizer
da chefe da bancada da Renamo, “a bola não está do lado da Renamo. O porta-voz
da comissão fala de tempo dado à Renamo, mas isso é uma mentira porque a Renamo
nem sequer falou de tempo. Não foi dado tempo nenhum à Renamo, porque não
precisa de tempo para solicitar. O tempo está na mesa das negociações ”. A
posição da Renamo visa evitar aquilo a que a chefe da bancada apelidou de
“debate de humilhação”, daí estar tudo dependente das negociações e não do
alegado tem po. “As negociações é que devem produzir um acordo político. Se as negociações
não derem em nada o ponto 08 cai e não é discutido. O ponto está ali à espera
do acordo político. A única coisa que disse foi para se inscrever o ponto 08 e
ficarmos à espera do acordo político. Assim que for rubricado submeteremos ao
Parlamento. Este ponto não pode entrar na Assembleia sem acordo político porque
não nos interessa um debate para sermos humilhados”, esclareceu Enoque. (M.Guente)
quarta-feira, junho 26, 2013
"A tendência do ofendido é de atacar"
O antigo presidente da República, Joaquim Chissano, disse nesta
terça-feira em Maputo que a actual situação de tensão político-militar que se
vive no País está a colocar em causa a paz conquistada e mantida por 21 anos.Chissano,
que falava momento após as cerimónias oficiais das comemorações do 38.º
aniversário da independência nacional, disse que se fecharmos os olhos à actual
situação a paz será definitivamente colocada em causa.Num outro
desenvolvimento, o ex-presidente da República disse que a solução de qualquer
erro, dificuldade ou diferenças políticas não pode ser por via de destruição
daquilo que já foi construído tal como está a acontecer neste momento.“Devemos
reforçar as nossas relações de cidadãos irmanados do Rovuma ao Maputo. E para
que isso aconteça, é importante que cada um se prepare internamente para poder
levar este combate que na minha opinião considero difícil porque uma pessoa que
se sente ofendida a sua tendência é de atacar as outras pessoas quer por vias
de palavras ou por outras acções agressivas. Mas, quem souber conter sua ira,
raiva ou insatisfação pode encontrar formas de melhor resolver os problemas que
o aflige", sublinhou o ex-chefe de Estado moçambicano. (R. Moiane)
"Não é por cair um pingo de chuva que há cheias"
O Presidente da República, Armando
Guebuza, apelou hoje aos moçambicanos para não se sentirem desesperados com o
actual clima de tensão que se vive no país, onde homens armados atacam e matam
civis e agentes das forças de defesa e segurança.Falando a jornalistas, em
Maputo, por ocasião da passagem hoje de 38 anos após a proclamação da
independência nacional, Guebuza considerou essa situação como um teste à
determinação dos moçambicanos de continuarem unidos na construção do país e na
luta contra a pobreza.“Algumas pessoas não somente são impacientes, o que é
óbvio, mas ficam desesperadas e pensam que tudo acabou. Mas mesmo na vida de
cada indivíduo há períodos em que as pessoas são testadas na sua determinação
de fazer as coisas. E ao serem testadas devem provar que, efectivamente,
acreditam nos princípios e na sua determinação de vencer o sofrimento e a
pobreza e fazendo isso sobretudo garantindo que haja paz”, disse Guebuza.Nas
últimas semanas, mais de uma dezena de cidadãos e agentes das Forças de Defesa
e Segurança foram mortos em ataques perpetrados na província de Sofala, centro
do país, por homens armados que se acredita serem da Renamo, que é também a
maior força da oposição no país.O último ataque ocorreu na semana passada,
tendo como alvo um paiol das Forças Armadas de Moçambique no distrito de Dondo,
na província central de Sofala, cujo saldo foram sete militares foram mortos e
equipamento militar roubado. Dias depois, começaram outros ataques a civis ao
longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço Rio Save/Muxúnguè, onde até
agora a circulação é feita com a protecção de uma escolta das Forças Armadas.Para
Guebuza, o registo de incidentes isolados no país não pode ser interpretado
como o fim da paz em Moçambique. “O governo permanece firme na sua determinação
de, por via de diálogo, encontrar resposta a estas questões”, sublinhou o
estadista moçambicano.A acção armada da Renamo, que mantém homens armados nas
suas bases desde a assinatura do acordo geral de paz em 1992, é interpretada
como uma forma de pressão ao governo para responder positivamente as suas
exigências nas negociações em curso no país já há alguns meses.A principal
exigência da Renamo nessas negociações é a alteração da lei eleitoral – já em
vigor – de modo a assegurar uma representação por igual dos partidos políticos
na Comissão Nacional de Eleições (CNE). A lei passou em Dezembro último sem o
voto a favor na Renamo no parlamento.Contudo, ainda persiste um impasse no
diálogo entre a Renamo e o governo, o que para muitos significa a continuidade
ou alastramento do clima de violência no país. Guebuza apela à paciência da
sociedade, dada a complexidade do diálogo entre as partes.Sobre a necessidade
de um encontro urgente com o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, para
discutir e resolver a actual situação política do país, Guebuza esclareceu que
sempre esteve aberto para o diálogo.O estadista moçambicano afirma que o mesmo não sucede com Dhlakama que “escapa sempre”.
Questionado se a actual situação do país não fragiliza o seu papel na mediação de conflitos na Comunidade de Desenvolvimento a África Austral (SADC), que Moçambique detém a presidência rotativa, Guebuza respondeu “penso que não”.“Não devíamos ver em cada incidente ou cada acidente no percurso como pondo em causa tudo aquilo que é fundamental. Caso contrário, bastava cair um pingo de chuva para pensarmos que teremos cheias. Não é isso. Nós não estamos desanimados. Nós acreditamos que vamos resolver o problema e que o papel de Moçambique na SADC e no mundo permanece o mesmo”, explicou.
Nenhum operador sobrevive face a intraquilidade
O presidente da Autoridade Tributária
de Moçambique (ATM), Rosário Fernandes, adverte que as ameaças e os ataques da
Renamo, o maior partido da oposição no país, poderão afectar o processo de
arrecadação de receitas para os cofres do Estado. Segundo o dirigente, no ano
passado foram alcançados 98,6 mil milhões de meticais (cerca de 3,3 biliões de
dólares ao câmbio corrente) de receitas prevendo-se que, este ano, esta cifra
se mantenha ou seja superada.O jornal “Noticias”reporta que Fernandes fez esta
advertência sexta-feira última quando se dirigia aos tradicionais operadores do
Porto da Beira que garantem o trânsito de mercadorias de e para o Zimbabwe,
Zâmbia, Malawi e RDCongo com os quais se reuniu para juntos
abordarem matérias
relativas à implementação da Janela Única Electrónica (JUE).Aquele responsável
reagia assim aos últimos desenvolvimentos políticos no país caracterizados por
alguma instabilidade na sequência de ameaças e ataques da Renamo numa altura em
que decorre um diálogo entre as partes para a aproximação das diferenças.Aliás,
o impacto na economia moçambicana já é visível na região centro, onde centenas
de pessoas interessadas em seguir as suas viagens, quer para o sul quer para o
norte de Moçambique, são forçadas a permanecer na sede do posto administrativo
de Muxúnguè, província central de Sofala, a espera da oportunidade de
prosseguir. A par disso, um elevado número de camiões carregados de mercadoria
diversa, viaturas particulares, autocarros e “mini-buses” de transporte de
passageiros formam enormes filas que chegam a atingir entre um e dois
quilómetros, à espera da oportunidade de passar uma vez que a circulação só é
feita no período diurno, ou seja, o trânsito cessa depois das 17.00 horas. O
clima de instabilidade que se instalou na região centro de Moçambique também
está a afectar escoamento do carvão na Linha de Sena, que liga a região
carbonífera de Moatize, na província de Tete, ao porto da Beira, em Sofala,
particularmente no período nocturno. Como consequência, reduziu de seis para
três a circulação diária dos comboios transportando carvão mineral ao longo da
Linha de Sena. “Temos que ter as nossas vias de comunicação livres de
instabilidade com infra-estruturas sólidas. Queremos que haja uma comunicação
plena do sul, norte e no “hinterland”. Quando o comércio, a agricultura,
indústria estão parados isso provoca um colapso económico e Moçambique é
exemplo no mundo na estabilidade económica. Os cidadãos devem circular
livremente e os agentes económicos praticarem negócios como direitos
inalienáveis consagrados na constituição da República que não podem ser postos
em causa por ninguém”, recordou o presidente da ATM. E mais do que isso, no seu
dizer, o factor humano é essencial para o trabalho em condições de estabilidade
na livre circulação de pessoas e bens no nosso país e em toda a região da
África Austral e não só. Reafirmou que nenhum operador económico, seja ele qual
for, fica tranquilo quando as vias de comunicação estão fechadas. “Mesmo dentro
da própria cidade, quando há covas, não há energia e água é motivo de
preocupação. Quando o comércio, agricultura e indústria estão parados as
famílias também estão paradas”- concluiu o presidente da ATM.Sustentou que
Moçambique é um dos exemplos no mundo de estabilidade política cuja experiencia
é replicada internacionalmente.O constitucionalista de que Moçambique precisa
Numa altura em
que é unânime a ideia de que o diálogo entre o Governo e a Renamo está feito
uma espécie de “conversa entre surdos e mudos” sem resultados palpáveis,
Joaquim Mulémbwè, antigo presidente da Assembleia da República, apela à
honestidade de ambas as partes para que as conversações produzam resultados
palpáveis.Falando, na Praça dos Heróis, o antigo número um do parlamento
moçambicano disse que a actual situação política do País não é boa. “Todo o
moçambicano de bom senso vê para aquilo que acontece como sinal de algo que não
está bem no nosso País”. Para Mulémbwè, é importante usar as celebrações
da independência nacional para reflectir sobre o que não está bem no nosso
País. “Devemos fazer das celebrações do dia da independência um momento de
reflexão que traga caminhos para resolução do problema que temos hoje”.Sobre as
convulsões político-militares que se registam no centro do País, aquele membro
sénior do partido Frelimo disse que é preciso procurar caminhos que garantam
uma paz efectiva, “uma paz verdadeira e duradoira”. Para se atingir esse
desiderato, segundo disse o antigo procurador da república, é preciso que ambas
as partes cedam e sejam honestas nas negociações. “Tudo passa necessariamente,
na minha opinião, por um processo que se parece com a mortificação. Cada uma
das partes deve saber perder para que dessa morte possamos ressuscitar todos. É
preciso um diálogo franco e honesto, para que o povo volte a sentir a paz”,
disse Mulémbwè. (M. Guente)quinta-feira, junho 20, 2013
É de se tirar o chapéu!!!
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