terça-feira, julho 07, 2015

"Saia já,se não mando prender"

O governador da provincia de Tete, centro de Moçambique, Paulo Auade, revelou esta segnda-feira, que há dias sofreu tentativa de suborno, quando apareceu no seu próprio gabinete de trabalho um empreiteiro do distrito de Marara, pertencente aquela provincia, a propor-lhe facilidades na adjudicação de obras de construção civil nas empreitadas do Estado, em troca de uma “comissão”. “Há um cidadão que fez as obras em Marara, veio aqui dizer-me assim: nas obras do Estado que eu vou ganhar, quero saber qual é a sua percentagem de comissão.
Resultado de imagem para paulo auadeResultado de imagem para Paulo Auade E eu disse, sai daqui, antes que fique agora preso e há-de ir preso” – foi com estas palavras que o governador de Tete alertou aos seus colaboradores sobre o fenómeno “corrupção”. Em Tete, segundo o “Diário de Moçambique”, que reporta hoje a notícia, este é o primeiro caso de que há memória, em que o governador sai a público dizer que sofreu tentativa de suborno por um empreiteiro, que quer facilidades para ganhar as obras de construção civil e sem receios “escolheu” Paulo Auade, para que nos concursos lançados participe sem hesitação, em troca de “comichão” como sói dizer-se. Sem apontar o nome do empreiteiro, Paulo Auade disse ter sido a primeira vez a ocorrer um caso do género. Afirmou que “às vezes, as pessoas ficam zangadas quando falamos da corrupção, mas temos que combatê-la”. Depois do anúncio da tentativa de suborno, a sala onde decorria a cerimónia de lançamento do Inventário Geral do Estado, segundo o jornal, ficou “gelada”. Mas, mesmo assim, o governador Auade prosseguiu com o seu discurso, apelando aos seus colaboradores para que durante o inventário não escondam as informações relevantes e que têm a ver com a coisa pública, de modo a se obter dados sobre a sua localização institucional e geográfica. Paulo Auade visitou recentemente o distrito de Marara, na sua agenda de avaliação da implementação das acções em prol dos habitantes ou cidadãos, que querem ver expandidas as redes escolar e sanitária, bem como fontes de abastecimento de água potável, entre outras infra-estruturas sociais.

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