quarta-feira, abril 22, 2015

“Se não tivesse estudado em África,seria difícil falar do continente ”



O Governo chinês atribuiu, em 2014, um total de 7.833 bolsas de estudo a África, das quais pouco mais de cem (100) a Moçambique.A África é o segundo maior receptor de bolsas de estudo da China depois do continente asiático. “Este é apenas o número de bolsas atribuídas pelo governo através do Ministério da Educação. Há outros africanos que estudam na China mas com outros apoios, incluindo auto-financiamento”, disse o Director Geral do Departamento de Cooperação e Intercâmbio Internacional no Ministério chinês da Educação, Cen Jianjun.
Resultado de imagem para Cen JianjunFalando Terça – feira (21), em Beijing, num encontro com jornalistas africanos em estágio profissional na China, Cen disse ainda que o governo chinês melhorou o valor pago por cada bolsa de estudo.Ele não avançou nenhum montante nem a percentagem do aumento mas sabe-se de outras fontes, que a medida, com efeitos a partir de Setembro de 2014, determinou que para o grau de licenciatura o montante da bolsa varia de um mínimo de 59.200 yuanes (cerca de 9.400 USD) a 66.200 yuanes por ano. Para o mestrado, o valor oscila entre 70.200 e 79.200 yuanes e para o doutoramento entre 89.800 e 99.800 yuanes.Sabe-se que a propina para os estudantes estrangeiros na China custa, em média, 20 mil yuanes por cada ano de licenciatura, 25 mil para o grau de mestre e 32 mil yuanes para doutoramento.Por outro lado, Cen disse haver, nos últimos tempos, um crescente número de estudantes chineses interessados em se graduar em universidades africanas ou a especializarem-se em assuntos africanos.“Se eu não tivesse estudado em África (Nigéria), seria me difícil falar deste continente com algum detalhe”, disse, por seu turno, Liu Hongwu, docente e director geral do Instituto de Estudos africanos da Universidade de Zhejiang, na China.Liu, também presente no encontro e que é igualmente director da Associação de Amizade entre povos africanos e chinês, disse que optou por África por inspiração de alguns seus professores que também estudaram no continente negro.Segundo ele, durante a sua passagem por África percebeu e defendeu que a educação tem de estar virada as necessidades de cada país, destacando, no caso vertente, as áreas de saúde, agricultura, educação, entre outras.

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