segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Chinas fora do prazo

As autoridades da província de Inhambane, Sul de Moçambique, apreenderam, há dias, produtos fora do prazo avaliados em cerca de 50 mil meticais (cerca de mil e seiscentos dólares americanos) que estavam sendo comercializados num supermercado gerido por um cidadão de nacionalidade chinesa.Esta irregularidade foi detectada pela Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) que, na sequência disso, ordenou a retirada e posterior incineração destes produtos.Contudo, o Director Provincial de Indústria e Comércio de Inhambane, Américo Jenga, afirma que ainda não foram determinadas as medidas a serem tomadas na sequência deste acto ilícito, já que muitos aspectos ainda carecem de explicação.“As medidas a serem aplicadas só serão definidas depois de se saber se os gestores do supermercado são reincidentes ou não”, disse Jenga, citado pelo jornal “Notícias” de hoje.Dos produtos fora do prazo que ainda eram comercializados no supermercado em causa constam a manteiga, bolachas, queijo e conservas.Após a sua retirada, estes produtos foram substituídos por outros semelhantes, mas que também acabariam por ser removidos das prateleiras, no dia seguinte, devido aos mesmos motivos.“Estamos a espera do relatório final para tomar as medidas definitivas. Se se tratar de um caso de reincidência a punição será severa”, disse Jenga, salientando que a venda de produtos fora de prazo constitui um atentado à saúde pública.

COBARDE!!!

Aviões da Aeronáutica líbia bombardeiam hoje os manifestantes que protestam em Trípoli, informa a rede de televisão Al Jazeera. A emissora, que cita diversas testemunhas, não deu detalhes sobre as áreas que foram bombardeadas, nem divulgou um número de vítimas.Muammar Kadhafi pode estar a caminho da Venezuela.

Marropino

Um grupo de empresários europeus manifesta interesse em investir nas minas de tantalite em Marropino, distrito de Ile, província da Zambézia, centro de Moçambique.De acordo com a Televisão de Moçambique, estação pública, trata-se de um grupo constituído por banqueiros alemães e holandeses que, recentemente, ficou impressionado com os recursos disponíveis após uma visita efectuada àquele complexo mineiro. A mina de Marropino, propriedade da Noventa, uma empresa com capitais britânicos, é o principal empreendimento económico do distrito de Ile. As minas estiveram encerradas durante 18 meses, tendo retomado as suas actividades em Abril de 2010.A mina foi encerrada devido aos elevados custos operacionais ditados pela falta de energia eléctrica da rede nacional e a crise financeira internacional que afectou o mercado deste minério.A energia eléctrica da rede, que era um dos problemas para a operacionalização sustentável da fábrica, já foi estabelecida.A mina foi aberta em 2008 e, logo após o arranque dos trabalhos, os seus proprietários sempre se queixaram da falta de energia eléctrica da rede nacional que, para além de implicar altos custos de combustível para alimentar os geradores, também condicionou a concretização da segunda fase do projecto que incluía a expansão da sua capacidade de produção.Para avançar com para a segunda fase do empreendimento implicaria o aumento do consumo de energia e, como consequência, investimentos adicionais quer em termos de grupos geradores, quer no que diz respeito à aquisição de combustíveis, numa altura em que o minério do tantalite registava baixos preços no mercado internacional.Hoje, a maioria da produção concentrado de tântalo extraído da mina de Marropino é exportado para os Estados Unidos da América. A mina de Marropino está situada há cerca de 350 quilómetros a nordeste de Quelimane.

Indispensável

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique defende a necessidade para a adopção de políticas capazes de criar um ambiente empresarial mais favorável ao desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME’s) no país.De acordo com o vice-presidente da CTA, Rogério Manuel, as PME’s são a espinha dorsal da economia moçambicana e a maior fonte potencial de emprego e crescimento.Por isso, a CTA considera que este segmento empresarial deve merecer uma maior atenção e apoio do Governo.“Para que as PME’s possam dar à economia o forte impulso que Moçambique tanto necessita, é indispensável prever, à nível das políticas, um contexto empresarial que lhes permita prosperar” frisou.Rogério Manuel, que falava no lançamento do Mecanismo de Subsídio Empresarial (MESE), referiu que parte do problema das PME’s reside na falta de informação, ou seja obtenção em tempo útil de informações sobre oportunidades existentes quer no mercado doméstico e no exterior. “As PME’s necessitam de apoio e aconselhamento para poderem tirar o máximo partido do mercado. As PME’s são as mais inovadoras e as mais susceptíveis de conceber um produto ou serviços que possam dar origem a um mercado inteiramente novo e criar postos de emprego” disse.Manuel explicou que a CTA está determinada em garantir que as PME’s beneficiem o mais possível do mercado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que abrange cerca de 250 milhões de pessoas. “Assim, estão a ser envidados esforços consideráveis para proporcionar às PME’s os conhecimentos e os recursos necessários que lhes permitam ir para além do contexto doméstico e exportar mais facilmente os seus produtos e serviços, prestando-lhes apoio para que possam expandir a sua actividade para outros mercados” salientou .O MESE é uma iniciativa do Governo que visa apoiar na promoção do desenvolvimento das PME’s e as Associações Económicas para que elas se tornem mais competitivas.Nesse contexto, o Governo dispõe de 25 milhões de dólares que serão desembolsados em fases até 2014, último ano desta iniciativa.Nesta primeira fase, estão disponíveis 4.5 milhões de Dólares para os quais os beneficiários devem concorrer apresentando projectos de actividade bem concebidos.

Artilharia , deserções e sequestros

Na capital, milhares de manifestantes entraram em confronto com apoiantes do líder, Muammar Khadafi, na Praça Verde, no centro, noticiou a estação Al-Jazira. “Há manifestações. Ouvem-se slogans contra o regime e tiros”, disse à AFP uma testemunha residente num bairro popular. "Estamos em Trípoli, e há cânticos, dirigidos a Khadafi: 'Onde estás? Onde estás? Aparece se és homem'", relatou à televisão Al-Jazira um manifestante, por telefone. Ainda antes dos protestos nocturnos, dezenas de advogados participaram num protesto contra a repressão e foram identificados pela polícia. Ao longo do dia, segundo a AFP, numerosos residentes afluíram às lojas para comprarem alimentos.A contestação ao regime, que tem decorrido longe da capital, começou no fim-de-semana a fazer-se sentir mais perto de Trípoli. Informações recolhidas pela AFP referem confrontos no sábado em Musratha, terceira cidade do país, 200 quilómetros a leste da capital. De Zaouia, 60 quilómetros a ocidente, chegaram também notícias de violência. Muito graves são os relatos que ontem chegaram de Bengasi. Braikah, uma médica que falou à BBC, não tem dúvidas: na segunda cidade do país aconteceu “um verdadeiro massacre”. Mais de 200 pessoas foram mortas e cerca de 900 ficaram feridas nas brutais acções de repressão dos últimos dias, disse. Na morgue do hospital de Jala deram entrada 208 cadáveres e para outra unidade médica foram levados 12, afirmou a médica. “Noventa por cento dos ferimentos de bala [foram] principalmente na cabeça, no pescoço, no peito, também no coração.”O Departamento de Estado dos EUA informou saber que há “centenas” de mortos e feridos na Líbia. Só na tarde de domingo foram mortas cerca de 50 pessoas em Bengasi, disse fonte hospitalar à Reuters.O termo “massacre” para descrever o que se tem passado na cidade surgiu também noutros testemunhos. “Foram mortas dezenas de pessoas... estamos a meio de um massacre”, referiu uma testemunha contactada pela Reuters. O advogado Fethi Tarbel, cuja detenção temporária na terça-feira deu origem aos primeiros tumultos, referiu-se igualmente a Bengasi como teatro de “massacres”. “Lembra uma zona de guerra aberta entre os manifestantes e as forças de segurança”, referiu à televisão Al-Jazira.A organização Human Rights Watch, que diariamente actualiza o número de mortos, corrigiu domingo à tarde o balanço matinal e calculou que tinham já morrido, pelo menos, 173 pessoas.“É um número ainda incompleto, baseado em fontes hospitalares”, disse à AFP o director da organização em Londres, segundo o qual os ferimentos descritos por fontes médicas são característicos de “armas pesadas”. “Temos fortes inquietações [...] de que esteja em curso uma catástrofe em matéria de direitos do Homem”, acrescentou Tom Porteous.Os piores actos de violência terão ocorrido precisamente em Bengasi, cidade de tradição oposicionista, a mil quilómetros de Trípoli, durante o fim-de-semana, quando armas pesadas teriam sido usadas contra a multidão que acompanhava funerais de vítimas de confrontos anteriores.Num diálogo mantido na noite de sábado pela BBC com outro médico de Bengasi, eram audíveis tiros que, segundo esta fonte, estavam a ser disparados para o ar, em direcção a edifícios, mas também “contra civis”.O líder da tribo Al-Zuwayya, do Leste da Líbia, que vive a sul da cidade de Bengasi, ameaçou entretanto, segundo a Reuters, cortar as exportações de petróleo no prazo de 24 horas se não parar a "opressão dos manifestantes". Outra tribo, a Warfala, ter-se-á juntado já aos protestos.As informações sobre a situação na Líbia são escassas devido às restrições das autoridades. Desde o início dos levantamentos não entraram no país jornalistas estrangeiros, a deslocação dos que lá se encontram tem sido dificultada e as comunicações telefónicas sofrem perturbações frequentes.Sabe-se, no entanto, que Beyida, também no Leste, tem sido outro dos cenários da violência. Relatos de sábado indicavam que 23 pessoas tinham até então sido mortas na cidade, onde o centro estaria ocupado por manifestantes e as forças do regime controlavam entradas e saídas.Um alto responsável líbio afirmou à AFP, sob anonimato, que um “grupo de extremistas islamistas”, auto-intitulado Emirado Islâmico de Barka [antigo nome da região nordeste da Líbia] mantinha sequestrados na cidade membros das forças de segurança e cidadãos. O grupo, disse, “quer o levantamento do cerco imposto para não executar os reféns”.O Emirado, cujo núcleo duro seria composto por islamistas libertados nos últimos meses na Líbia, terá assaltado na quarta-feira um arsenal do Exército em Derna, a leste de Beyida, disse a mesma fonte, segundo a qual um coronel, Adnana al-Nouisri, se juntou ao grupo. O representante da Líbia na Liga Árabe, Abdel Moneim al-Honi, anunciou também ontem a demissão para se juntar “à revolução”.A Liga Árabe e diferentes governos apelaram ao fim da violência e a Líbia ameaçou suspender a cooperação sobre migração ilegal com a União Europeia, se os países comunitários continuarem a encorajar os protestos pró-democracia.

domingo, fevereiro 20, 2011

Última derrota em casa foi em 2002

O Real Madrid ganhou este sábado ao Levante, por 2-0, mas o destaque vai, no entanto, para a proeza de José Mourinho: mais de nove anos sem derrotas em casa.Benzema inaugurou o marcador cedo, aos seis minutos, após um grande trabalho de Di María, e Ricardo Carvalho, com uma assistência de Cristiano Ronaldo, marcou o seu terceiro golo no campeonato a quatro minutos do intervalo.Com esta vitória, Mourinho conseguiu ultrapassar a fasquia dos nove anos seguidos sem perder em casa em competições nacionais.A última vez que o treinador português saiu derrotado na condição de visitado foi a 23 de Fevereiro de 2002, contra o Beira-Mar que ganhou ao FC Porto nas Antas (2-3).Desde essa partida as equipas do treinador campeão europeu já fizeram 180 jogos em casa sem conhecerem a derrota. Este recorde está dividido por FC Porto (45), Chelsea (75), Inter de Milão (44) e Real Madrid (16). De resto, esse desaire com o Beira-Mar é mesmo exemplar único na carreira interna de Mourinho. Real Madrid e Panathinaikos, ambos duas vezes, e Barcelona foram os outros clubes capazes de bater o técnico português como visitantes, mas em competições europeias. Dividindo por competições, 147 dos jogos sem perder aconteceram nos diversos campeonatos nacionais (38 em Portugal, 60 em Inglaterra, 38 em Itália e já 11 em Espanha), 27 nas respectivas taças (só um empate) e cinco na Taça da Liga inglesa.

"sikio la kufa halisikii dawa"

Uma boa parte das elites dos países africanos encontraram-se desligados dos seus súbditos. A liderança é muito semelhante a um pai ausente ou a mãe que gere até décadas e mais tarde larga a sua cria. Tunisinos e egípcios disseram: "não! Onde você esteve todo este tempo?" Os líderes da África sub-sariana pensam que, uma vez que eles estão isolados por etnia, nas suas tribos podem conter as crianças do até à procura de uma casa, depois de anos como espectadores do crescimento económico e político dos seus próprios países.O Quénia escapará as fortes correntes varrendo o norte? Infelizmente a busca de soberania que aparentemente serve os caprichos da elite política tem cegado os líderes pelo facto de que nenhum investimento foi feito na construção da nação. Um líder referiu-se publicamente a bandeira do Quénia como um tapete inútil. Outros consideram o país como um fígado gerador de malabarismos . A maioria considera o país como um "bolo" que cada um deve ter a sua porção de comida! Em Kiswahili diz-se: "sikio la kufa halisikii dawa" (livremente traduzido: orelha destinada a morrer não pode responder a medicação). Está claramente exposto que as elites pensam só no dinheiro, poder e etnia e ignoram os motivos porque os quenianos estão a favor de uma nova constituição.Considerando que os nortistas têm um sentido de nacionalidade, os africanos subsarianas são muito como ovelhas perdidas. Uma vez que os europeus rasgaram em pedaços os seus reinos e chefaturas, as pessoas mudaram de direcao. Após a independência, os "pais" deixaram de se incomodar em amamentar os bebês. Eles mudaram a fidelidade para outros cônjuges. Neste caso, ex-colonizadores, países doadores e suas próprias redes de negocio.Usaram a infra-estrutura constitucional herdada na altura da independência para juntar as mais variadas Nações e construir uma unica. As motivacoes que levaram a mudanças sísmicas políticas no norte são as mesmas na profundeza da África sub-sahariana: mais de 65% dos jovens do continente tem a idade inferior a 25 anos, escolas e universidades produzem centenas de milhares de alunos todos os anos. os governos estão dívida com o Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e outras agências internacionais determinando e conduzido as suas visões e objectivos. A maioria da África sub-sahariana vive em menos de US $2 por dia enquanto os grandes sectores produtivos exportam por ano e sem impostos, como a mineracao, US $150 bilhões a US $200 bilhões. Os cidadãos dia a dia menos acreditam no seu futuro, enfrentando a fome , trabalhando em indústrias para enriquecer as elites políticas que nao se preocupam em incentivos para investir numa solução duradoura. Os líderes africanos tem que ter a consciencia que os rodeia uma crescente tribo de desempregados, marginalizados. Podem concentrar o maior paiol de armas de fogo, usar o dinheiro e as melhores relações públicas do mundo, mas os acontecimentos no norte mostram que estas não podem parar uma população agitada. Os contribuintes dos países que financiam programas de governação em África assistem com interesse como na politica placas sísmicas reagem com raiva no continente africano. Manifestações contra os governos do Norte são um indicador que as pessoas não têm feito parte da gestao do Estado e da sua boa governança. A situação não é diferente na África Sub-sahariana, onde os ditames da boa governançao são a grande contradicao entre os africanos e os países doadores. Os países doadores estão com receios.Convulsões em África levarao as populações para as suas fronteiras. Milhões vão procurar refúgio longe dos seus países saqueados com o patrocinio das elites políticas. Uma combinação de politicas internas e interesses dos doadores trouxeram o continente para este precipício. ( Por James Shikwati, director da Inter regiao economica)

sábado, fevereiro 19, 2011

Negociantes de missangas

Todos os anos, desde há vários anos, talvez décadas, ouvimos que o País precisa de mobilizar investimentos. Ministro para aqui, ministro para ali, funcionários do Centro de Promoção de Investimentos a viajar por tudo o que é lugar, jantares, almoços nos melhores restaurantes do País e do Mundo, apresentações públicas e mais apresentações quase todos os dias dentro e fora do País, conferências de imprensa espectaculares, um vaivém enorme de figuras do Governo e de instituições públicas para vários destinos, missões particulares e oficiais de outros países de visita a Moçambique, tudo isso tem acontecido para criar a ideia de que tudo vai ser um mar de realizações no nosso País. Mas os resultados não correspondem ao movimento que tem havido e muito menos correspondem ao enorme investimento público que se tem feito em Moçambique para convencer e mobilizar os tais investidores. Gasta-se mais no espectáculo para criar a ilusão de progresso do que se vê de progresso real. Os estudos do Instituto Nacional de Estatística já provaram isso. Os anos passam e os mesmos grandes projectos continuam a ser a “montra” de realizações que já são há vinte anos. E ainda para mais nada rendem ao Estado. O que parece progresso, o que mais ilude, são carros em segunda mão, a sucata ou quase sucata do Japão e do Dubai…
Vai havendo uma coisita aqui e outra acolá, mas no computo do movimento e do dinheiro gasto a promover investimentos – falamos sobretudo dos fundos públicos – o que se vê de investimento real é praticamente nada para o que o País precisa. O povo continua sem emprego e sem trabalho. Cada vez há menos oportunidades. As oportunidades são cada vez mais sempre para os mesmos que se apoderaram do Estado falcatruando eleições, subvertendo a natureza das instituições e enganando o Povo que já nem sequer vai votar, como convém a quem quer continuar a aldrabar que em Moçambique existe uma democracia. A miséria aumenta em vez de diminuir. A mentira alimenta o dia-a-dia do País. O que se vê são apenas números bonitos, estatísticas muito bem elaboradas a esconderem cada vez mais a miséria e a fome. Os investidores sérios afastam-se. Os que trazem no seus currículos (curricula) as maiores manchas de outros horizontes por onde andaram e por onde até alguns deixaram poucas saudades, “aterram” em Moçambique e são recebidos de braços abertos. Assim se alimenta a “industria do suborno”, assim os funcionários se vêem ressarcidos dos fracos salários que o Estado lhe paga e assim se iludem. Assim se alimenta o patriotismo frelimista…
Aos nacionais e estrangeiros sérios, que querem investir em Moçambique e desenvolver o País, só se criam dificuldades. A quem quer investir poupanças que muito custaram a acumular, aos sérios, com provas dadas, só se criam complicações. Pela frente encontram barreiras que mais parecem obstáculos inventados por mafiosos que usam o poder político para beneficiar os seus projectos pessoais e impedir a concorrência sã. Acaba-se assim por impedir o desenvolvimento do País. Dificulta-se a criação de mais postos de trabalho. Mas isso eles resolvem com espectáculos de “patriotismo”, falsos espectáculos como o mais recente de evocação de Samora Machel para desviar as atenções do Povo dos problemas reais que afecta a esmagadora maioria da população. Se Samora estivesse vivo morria por saber onde chegou o descaramento dos seus velhos camaradas. De tantos “chairmen” que assassinaram, só porque queriam o capitalismo, que nunca roubaram como hoje se rouba, o que faria Samora se fosse vivo?
Se Samora hoje fosse vivo, fuzilava os “chairmen” ou os seus camaradas?
São muitos os exemplos que poderíamos citar. Basta olharmos para a primeira página do jornal diário, o oficioso “Notícias”, para concluirmos que vivemos num País de futurologistas e de constantes falsas promessas. É comum, é vulgar, é corriqueiro lermos que se vai investir aqui e acolá tantos milhões de dólares ou euros – agora até às vezes yenes – mas depois pouco ou nada acontece e o pouco que acontece nunca acaba bem, como por exemplo o já famoso Estádio Nacional do Zimpeto que não tem condições para num jogo de futebol se poder marcar um canto…
Compare-se isso ao custo do empreendimento no Zimpeto e pergunte-se mais uma vez como se pergunta relativamente à Linha de Sena: onde andou o governo quando a obra estava em curso? Com problemas em cada metro de balastragem, nas várias centenas de quilómetros da ferrovia, como agora se propagandeia, onde andavam todos ceguinhos que agora querem transferir toda a culpa para os indianos? É apenas xenofobia?
Um ministro e um vice-ministro do Desporto é pouco para evitar o que aconteceu ao estádio? O Ministério das Obras Públicas não é para tratar das Obras do Estado? Porque razão existe um Ministério das Obras Públicas e depois cada Ministério trata das suas obras. É para ninguém comer no prato do outro?
Quanto se terá gasto em fiscalização para depois o resultado ser tão cómico?
Responderão depois da asneira feita que ainda há tempo para se corrigir o que está mal antes dos Jogos Africanos. Mas isso é custo adicional. Quem restitui o que se gastou a pagar a pessoas que andaram distraídas a tal ponto que deixaram chegar ao ponto ridículo a que chegaram as características da obra do Estádio Nacional do Zimpeto? O governo aceitou, sem que ela esteja em conformidade com as exigências das regras desportivas e a culpa é dos chineses? Quem aprovou o projecto? Mais uma vez xenofobia?
De tantas promessas de investimentos que se ouve, se acontecesse tudo o que se anuncia, talvez “Sua Excelência”, que anda sempre com a “marrabenta” do “combate à pobreza absoluta” na boca, sempre ajudado por um coro de “papagaios”, bons de retórica mas muito maus concretizadores, teria placas com o seu nome gravado por tudo o que fossem realizações e não cairia tanto no ridículo como está a suceder. Em resumo, empreendimentos que só têm alimentado o role de promessas falsas para fazer o povo viver sempre na expectativa de que vem aí dias melhores, mostra bem que não temos um governo que faz. Temos, um governo de autênticos “negociantes de missangas”, de “vendedores de escravos”, que querem enriquecer à custa das oportunidades que surgem pelo facto de controlarem o poder político. Poder político esse que até é sustentado por instituições a quem a lei incumbe de realizar eleições com base no legislado e depois nem sequer cumprem com o que aos membros da CNE a lei impõe ficando o País à mercê de leituras que pouco diferem do que está a levar os povos de vários países à rua em acções de protesto que só esmorecem quando de facto os algozes, os ditadores, são afastados do seu reino.Voltando a nós, ao custo benefício dos ditos “investimentos” que a maior parte das vezes não passam de números de circo, o que vemos essencialmente é certos moçambicanos aparecerem como figurões, “nomes sonantes da praça”, como “grandes empresários” e vai-se ver são todos eles apenas muletas frágeis, accionistas tesos à espera que os investidores estrangeiros e os outros invistam para eles mamarem. Serão esses senhores empresários? Não serão chulos? Vamos continuar a permitir que esta farra prossiga?
A cidadania exige de cada um de nós uma melhor reflexão.O país não pode continuar a ter de lidar com casos como o da Linha de Sena, como o do Corredor de Nacala, onde os superiores interesses do Estado andam a ser postos em causa pelos próprios senhores que agindo em representação do Estado acabam baralhando tudo por forma a que a melhor parte fique para eles pessoalmente ou seu séquito.Todos temos de passar a saber que estamos a ser governados por pessoas que nos andam a Nacionais e estrangeiros que ainda se interessam por Moçambique, temos todos de perceber de uma vez por todas que a promiscuidade entre os negócios de Estado e os negócios privados de certos governantes, tem de acabar um dia. Está a ficar tarde para que se evite uma explosão social.Nunca mais haverá emprego para os moçambicanos se nada fizermos para acabar com a trupe de gente que passa mais tempo a tratar dos seus interesses privados enquanto se faz passar por alguém que está a tratar de negócios do Estado, do que a tratar do futuro do País.Moçambique precisa de um Governo de gente séria, com a máxima urgência. Salvaguarde-se, no entanto, o bom nome dos poucos que ainda o são. (Canalmoz / Canal de Moçambique)

Onde está o Oliveira da OMEGA?

A Polícia moçambicana (PRM) é acusada de ter carregado sobre os trabalhadores da empresa de segurança privada “Omega Segurança” que, decidiram sair a rua em Quelimane, província central da Zambézia, para se manifestar exigindo o pagamento de 18 meses de salários em atraso.Segundo escreve o jornal “Diário de Moçambique”, os manifestantes percorreram as ruas da cidade, numa marcha que foi desaguar na Direcção Provincial do Trabalho.“Foi nessa altura que os agentes da Polícia carregaram sobre os manifestantes, numa acção que se saldou em várias detenções, havendo relatos de ocorrência de feridos”, escreve esta publicação editada na cidade da Beira, na província central de Sofala.No rol das suas reclamações, os manifestantes também exigiam indemnizações, uma vez que a representação da Omega Segurança na Zambézia encerrou as portas, sem antes cumprir com o seu dever, incluindo o pagamento de salários em atraso correspondente a um ano e meio de serviço.Ao invés de cumprir com as suas obrigações, o empregador terá aconselhado os trabalhadores a filiarem-se numa outra empresa do ramo que foi recentemente criada pela Omega Segurança nos arredores de Quelimane.Contudo, o Comité Sindical rejeitou esta proposta, defendendo que, em primeiro lugar, deveria ser encerrado o dossier Omega Segurança, através do pagamento dos salários em dívida e rescisão dos contractos celebrados com a instituição ora extinta.“Estamos muito preocupados porque os trabalhadores da Omega foram abandonados e estão a ser convencidos a abraçar uma nova empresa de segurança, mas a Omega não cumpriu o que a lei estabelece no quadro de rescisão de contratos e o pior ainda é que não pagou salários atrasados”, disse a secretária do Sindicato dos Trabalhadores de Segurança da Zambézia, Flora Munhonha.“Os trabalhadores estão assim mesmo. Durante os 18 meses muitos apresentavam-se todos os dias no seu posto de trabalho, na base da esperança de que os seus salários seriam um dia pagos”, acrescentou ela.Esta situação afecta cerca de 300 trabalhadores, alguns dos quais já se encontram filiados a outras empresas de segurança existentes na Zambézia, como é os casos da Soprotecção e a 4GAS.A Direcção provincial do Trabalho confirma o enceramento dos escritórios da Omega Segurança na Zambézia, presume-se que o proprietário da referida empresa (Oliveira) esteja algures na capital do país.As autoridades dizem estar a trabalhar no sentido de solucionar este problema, numa altura em que a Omega já encerrou a sua conta bancária na Zambézia.Refira-se que a Omega Segurança é uma das empresas privadas, cujos trabalhadores realizaram o maior número de manifestações ao longo de 2010 na cidade de Maputo.

2014 livre de minas

As autoridades moçambicanas acreditam ser possível desminar totalmente o país até 2014 caso a comunidade internacional canalize os recursos financeiros necessários para apoiar os esforços do Governo nesse sentido.Júlio Braga, director do Instituto Nacional de Desminagem (IND) diz que o Executivo, através do Orçamento do Estado, disponibiliza anualmente três milhões de dólares norte-americanos para as operações de desminagem, aos quais se juntam as contribuições de parceiros internacionais.Citado pelo diário “Noticias”, Braga falava durante um seminário realizado na semana passada, na vila fronteiriça da Namaacha, província de Maputo. Na ocasião, ele explicou que o valor disponibilizado anualmente permite desminar cerca de dois milhões de metros quadrados. Por seu turno, Agostinho Chavana, do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, que também esteve no seminário, disse que Moçambique dispõe de meios financeiros para que a desminagem seja feita dentro dos prazos assumidos no âmbito da Convenção de Internacional de Banimento de Minas no Mundo.A fonte explicou que, em Moçambique, o custo de desminagem por metro quadrado e’ de dois dólares norte-americanos contra os dois a seis convencionados a nível internacional, pelo facto de ter integrado a desminagem na agenda de desenvolvimento nacional, por conseguinte uma das prioridades nacionais.“O facto de Moçambique conseguir desminar pouco mais de dois milhões de metros quadrados por ano e tendo em conta que o remanescente de áreas por desminar e’ de cerca de oito milhões de metros quadrados pode-se concluir que há condições para o cumprimento da meta em 2014”, assegurou Chavana.A fonte disse que o desafio para Moçambique continua a ser a focalização de esforços na clarificação das áreas remanescentes e preparação do país para lidar com o controlo da qualidade e desminagem residual pós-2014.O programa aprovado pelo governo em 2007 preconiza o envolvimento das comunidades no processo da avaliação e validação dos resultados das operações de identificação, remoção e destruição dos artefactos explosivos para eliminar quaisquer suspeitas de presença de áreas minadas.E’ neste contexto que o IND vai formalizar o processo de entrega dos relatórios das áreas desminadas as estruturas dos governos provinciais, distritais e autoridades comunitárias.O programa tem como meta desminar até 2013 as 541 áreas minadas, pesquisar e desminar 33 estradas, fronteiras e infra-estruturas suspeitas nas províncias de Tete, Manica, Sofala Inhambane, Gaza e Maputo, assim como destruir os engenhos localizados em 146 locais nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia.

"Maningue nice"

O projecto de construção da ponte sobre a baía de Maputo, ligando o distrito municipal da Ka Tembe à capital moçambicana já começou a dar alguns passos, apesar de ainda não haver datas para o arranque das obras.Para o efeito, segundo Nelson Nunes, director geral da Empresa de Desenvolvimento de Maputo Sul, já foi concluída a concessão do projecto a um consórcio composto pelas empresas Ascendi, Visabeira e Emocil, na sequência do concurso público internacional lançado em 2008.Actualmente, decorrem em paralelo a realização de estudos detalhados do projecto, bem como a conclusão da elaboração do pacote financeiro.O projecto da ponte da Ka Tembe inclui a construção das estradas Ka Tembe/Ponta d’Ouro e Boane/Bela-Vista, na região sul da província de Maputo, bem como de algumas vias na capital. Segundo Nunes, todo o projecto está avaliado em 500 milhões de dólares. Entretanto, ainda falta apurar a empresa que vai executar as obras, mas existem vários interessados.“Para este projecto prevemos um investimento de 500 milhões de dólares e neste momento estamos a fechar o pacote financeiro. Já iniciamos estudos preliminares para podermos arrancar com o projecto. Não temos datas para o arranque, mas este quinquénio o projecto deve estar implementado” defendeu.De acordo com Nunes, a ponte da Ka Tembe vai desembocar nas proximidades da praça 16 de Junho, mais concretamente na zona da Toyota (a pracinha onde termina a avenida da Organização das Nações Unidas, que será transformada em rotunda. A Avenida da Organização das Nações Unidas não será mexida, aliás, todos os que usarem a ponte para chegar a capital e que queiram deslocar-se a baixa da cidade, terão que contornar a rotunda e seguir por esta avenida.De referir que a estrada da ponte passará pelas barreiras da Malanga e contará com portagens.À luz do mesmo projecto, será construída uma estrada ao longo da Avenida Nuno Álvares (uma rodovia que passa pela Pousada dos Caminhos de Ferro de Moçambique) intercalando com a Avenida de Moçambique, na Brigada Montada.Na avenida 24 de Julho, será construída uma estrada tipo ponte por cima da praça “16 de Junho”, terminando na zona do mercado Malanga na mesma avenida, para ajudar no escoamento do tráfego.Haverá ainda uma série de vias alternativas que serão reconstruídas para ajudar a descongestionar as entradas e saídas da cidade de Maputo.Para dar lugar a estas obras, o bairro da Malanga, na cidade de Maputo, e outros do lado da Ka Tembe serão requalificados, um processo que também deverá envolver a transferência de algumas famílias.

4,5 milhões de cajueiros em todo o país

A província de Sofala, no centro de Moçambique, vai exportar no presente ano quatro mil toneladas de castanha de caju para a Índia, segundo uma fonte do Instituto Nacional de Caju (Incaju), citada pela agência noticiosa “Macauhub”.No corrente ano, a província de Sofala prevê produzir 5,5 mil toneladas de castanha de caju.Segundo a fonte, as receitas previstas para este ano com a produção e comercialização da castanha de caju em Sofala deverão atingir cerca de 120 milhões de meticais (3,8 milhões de dólares) contra os 40 milhões de meticais (1,3 milhões de dólares) registados na época transacta.A fonte refere que a “boa produção” deve-se às “boas condições climáticas” bem como à pulverização dos cajueiros, boa floração, entre outros.Para o presente ano, serão tratados 4,5 milhões de cajueiros em todo o país, com o objectivo de torná-los mais produtivos.Em Nampula serão tratados 2,2 milhões de árvores, seguindo-se a província de Cabo Delgado com 1,5 milhões de cajueiros e a Zambézia com duzentos mil.Este programa também será extensivo às províncias de Manica, Gaza, Maputo e Sofala.Para a presente campanha, Moçambique prevê produzir 95 mil toneladas de castanha de caju.
A enfermaria de Cirurgia do Hospital Militar de Maputo reabriu ao público depois de uma paralisação de pouco mais de um ano para dar lugar as obras de remodelação daqueles serviços, um investimento orçado em 12 milhões de meticais (cerca de 385 mil dólares) disponibilizados através dos cofres do Estado.A nova enfermaria aumentou a sua capacidade de acolhimento de doentes, contando actualmente com quartos modernos, climatizados e com acesso a água quente. Estes serviços contam com todas as especialidades de cirurgia geral, incluindo ginecologia, otorrinolaringologia, ortopedia e oftalmologia.O Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, disse que a reinauguração dos serviços constitui uma “grande demonstração da capacidade de intervenção do sector naquilo que ontem era um grande pesadelo”.Prosseguindo, Nyusi disse que o Ministério da Defesa Nacional (MDN) e as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) pretendem desafiar a sua capacidade transformando os Hospitais Militares em unidade de referência no país e na região.“Vamos continuar a reabilitar as infra-estruturas. Vamos redobrar os esforços para o seu reequipamento em diferentes especialidades, mas o desafio vai mais longe. Vamos igualmente prosseguir com a reabilitação da gestão, reabilitação do Homem que assegura a conservação e garante a manutenção das infra-estruturas”, disse o governante.Apesar de ser uma unidade militar, o Hospital Militar de Maputo (HMM) também tem as suas portas abertas ao público em geral. Aliás, segundo o ministro do pelouro, os civis representam 70 por cento dos pacientes daquela unidade sanitária, uma das maiores do país.Ainda na sua intervenção, Nyusi apelou aos quadros dos seus sector para que haja uma contínua aposta pela auto-formação, amor permanente ao paciente, rigor e cuidado com o equipamento.“Queremos um hospital que seja um autêntico jardim, onde se transmite a mensagem de carinho e esperança, onde se valoriza a vida humana, um hospital que oferece a máxima confiança”, ressaltou o ministro.

Antiretroviarais produzidos localmente

O administrador do Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE), Santos Gonzaga, anunciou para Março próximo, o início das obras de adaptação da fábrica de soros, no município da Matola na província de Maputo, para se tornar numa unidade para a produção de antiretroviarais.Segundo anuncia a Agencia de Noticias de Resposta ao SIDA, para membros do Conselho de Administração da fábrica de antiretrovirais, que deverá iniciar as suas actividades até finais do corrente ano, o IGEPE, nomeou Alcino Ndeve, Fernanda Neves e Natividade Bule. Numa primeira fase, que deverá oc2012 e 2013, a fábrica vai produzir anualmente 250 milhões unidades de comprimidos antiretrovirais e 145 milhões de unidades de outros medicamentos considerados essenciais e bastante utilizados em Moçambique.Mais tarde, a produção de medicamentos antiretrovirais deverá atingir a cifra de um milhão de unidades por ano.Santos Gonzaga, administrador do IGEPE, informou que para a nomeação da nova direcção foram tomadas em consideração a sua experiência profissional e conhecimento na área de HIV/SIDA. “Alcino Ndeve e Fernanda Neves, por exemplo, são médicos, enquanto que Natividade Bule preside a organização Empresários Contra o SIDA (EcoSida)” explicou.Concebida em 2003, durante a primeira visita oficial a Moçambique do antigo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, a fábrica de antiretrovirais teve o projecto de viabilidade elaborado pelo governo brasileiro e ficou acordado que aquele pais sul americano pagaria a maior parte da execução do projecto. No ano passado, o congresso brasileiro libertou, através de uma doação, cerca de oito milhões de dólares a Moçambique para apoiar a iniciativa, enquanto que o governo moçambicano adquiriu as instalações onde está a ser instalada a nova fábrica.
A Presidente da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, Verónica Macamo, disse estar encorajada com os níveis de reposição de coqueiros, uma cultura que nos últimos anos foi severamente afectada pela doença do amarelecimento letal na província central da Zambézia. Falando em Quelimane, durante a sessão ordinária do Governo provincial da Zambezia, Macamo sublinhou que “o amarelecimento letal do coqueiro é um assunto preocupante, mas encoraja-nos o facto de haver um grande esforço para combater o fenómeno”.Com efeito, o governador da Zambézia, Itai Meque, disse que a província produziu, distribuiu e plantou, desde a última época chuvosa, aproximadamente 91 mil novas mudas do coqueiro nos distritos de Namacurra, Maganja da Costa, Inhassunge e Chinde.Este número, apesar de encorajador, ainda esta aquém de atingir o nível de reposição dos coqueiros atingidos por esta doença. Estima-se que já tenham sido abatidos 121 mil plantas em vários distritos da Zambézia. O coqueiro é considerado a principal fonte de rendimento das populações da Zambézia, uma província que já foi considerada como detentora do maior palmar do mundo.





sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Quem quiser ser objectivo e sincero, intelectualmente honesto só pode encontrar as causas dos cancros que corroem este belo e martirizado país num só lugar: na política de exclusão engendrada pelo partido FRELIMO. Teimosia e intolerância, apropriação pura e simples de um país em nome de um suposto direito que advém do facto de seus dirigentes terem participado na luta anti-colonial. Desprezo total e completo dos outros e implantação de um regime baseado no medo, na repressão e na proibição do direito à informação, reunião. Se temos na actualidade algumas liberdades e se nos é permitido escrever e falar publicamente é porque depois de uma sangrenta e longa guerra civil os estrategas da Frelimo decidiram que tinham já montado um esquema que garante a esta continuar a controlar o país através da monopolização de áreas vitais da economia. Petróleo, banca, telecomunicações, construção civil, importação e exportação, tudo está sob controlo estreito da Frelimo através de seus pontas-de-lança. Se hoje paira uma aparente tolerância à existência de oposição política esta não pode ser interpretada como benevolência da Frelimo mas sim uma constatação estratégica que esta efectuou. Com a mudança dos equilíbrios internacionais e com a falência de suas “retaguardas seguras” havia que assumir-se esta nova realidade. E dizemos que não é benevolência ou magnanimidade porque a maioria da oposição política ao regime tem sido amolecida e virtualmente comprada através de diversos esquemas que vão desde a infiltração e subversão, marginalização e estabelecimento de mecanismos aparentemente legais para impedir a sua manifestação plena, utilização de dinheiros para silenciar “políticos” de barriga vazia. Este é o cenário real que qualquer diagnóstico sério irá encontrar. A musculatura exibida pelos detentores do poder é a chave dos problemas do país. O controle cerrado que a elite no poder estabeleceu sobre tudo o que é economicamente significativo mina qualquer possibilidade de emergência de uma oposição forte. Fora os financiamentos externos ilícitos às suas campanhas político-eleitorais é preciso dizer que a Frelimo conta com membros que podem pagar quotas e isso se faz num sistema de contribuições mais ou menos tácitas e obrigatórias pois as fortunas destes membros nasceram de jogos de tráfico de influências e autênticas ofertas que foram feitas quando a economia centralizada se desmoronava. Quem beneficia de crédito bancário politizado tem a obrigação de pagar quotas e esforçar-se para continuar a ter acesso a fundos que de outra maneira não conseguiria. Ou não é assim que acontecem as coisas?
Julgo que não estou inventando coisa alguma. “O boi no palácio é bem visível”.
Há exemplos de sobra por este Moçambique todo. Simples escrivães de tribunal de repente se transformam em detentores de fortunas apreciáveis. Vendedores ambulantes e pequenos traficantes viraram empresários de sucesso e com fama de “bosses”. Funcionários públicos especialmente nas Alfândegas e certos departamentos da polícia viram-se catapultados para a alta-roda social. Professores em função nas escolas públicas repentinamente apresentam sinais de riqueza incomportáveis com os salários auferidos. Já para não falar de altos funcionários do estado, PCA’s de empresas públicas, ministros-empresários.
Porquê toda esta tolerância ao manifestamente lesivo aos princípios de organização de um Estado?
Porque tanta complacência e tolerância a actos ilícitos e ao mesmo tempo proclamar-se que se pretende desenvolver o país e dignificar os moçambicanos?
É a farra de quem vive montado nas costas de quem um dia há-de acordar violentamente se não houver lucidez para se evitar já o pior. Um país só pode fortalecer-se e desenvolver-se com o envolvimento de seus cidadãos sob direcção de um governo sério que se assuma servidor do povo. A dimensão e significado de Público, servir o público, respeitar a lei e contribuir para que todos sejam a todo momento iguais perante ela, ultrapassam a esfera partidária.
A nação e a moçambicanidade não são prerrogativa partidária.Tem sido o permanente açambarcamento da verdadeira agenda nacional por uma elite sem visão estratégica que contribui para a corrosão do tecido social nacional e o exacerbar da crise no país. Essa maneira de agir e proceder tem conduzido à alienação progressiva dos cidadãos e a que estes se mostrem pouco interessados em participar nos assuntos que afinal são seus. Embrutecer a juventude e transformá-la em imitadora de padrões consumistas e culturais dos outros é apresentado como desenvolvimento mas faz parte de uma campanha insidiosa de moldar e pacificar mentes. A juventude urbana que alguns queriam ou querem chamar de “geração da viragem” tem rapidamente se transformado numa massa acrítica pouco interessada no debate sério e consequente dos problemas do país. “Pintada de vermelho” e alimentada por uma máquina propagandista que vai buscar recursos aos cofres de empresas públicas, especialmente na telefonia móvel pública, dança ao som de imitações medíocres de aprendizes de “rappers” e imagina-se vivendo em Los Angeles ou Nova Iorque. Esfomeados e embrutecidos, os poucos que conseguem concluir estudos superiores de qualidade questionável são logo recrutados para as “fileiras” de organizações servis e para um Aparelho de Estado onde cada vez é mais clara a necessidade de possuir o cartão vermelho para nele se ingressar. Estes são alguns dos cancros que fazem definhar o país. Estas são algumas das metástases de cancros de origem política implantados cirurgicamente para possibilitar a conquista e manutenção no poder. Nada é fortuito neste campo da política ou do confronto entre os partidos políticos. Existe uma corrida contra o tempo e uma sensação de que os detentores do poder não estão preparados para o futuro e no que diz respeito ao presente não tem qualquer perspectiva de abordagem consequente. Quando parecia que tinham o barco controlado e que tudo estava caminhando ao sabor de seus desígnios, nuvens negras surgem no horizonte prenunciando tempestades. Todos os acontecimentos políticos regionais e internacionais nesta era de grande e rápido fluxo de informações tornam-se preocupações reais e tangíveis em qualquer país. Quem fala de “efeito dominó” ou “efeito de Tunis-Cairo não está mentido pois é uma realidade: as pessoas estão perdendo o medo. É como se de repente homens couraçados, munidos com equipamento tecnologicamente avançado e concebido para controlar multidões enfurecidas tivessem perdido completamente seu poder de dissuasão. Quando na “segura” e inexpugnável Líbia cidadãos desarmados avançam contra a polícia anti-motim, isso deixa o seu efeito psicológico mesmo em governantes que se supunham à margem daqueles processos da África do Norte. É a falta de desenvolvimento ou o desenvolvimento concêntrico eleito política oficiosa que empurram o país para caminhos desastrosos. Aquilo que parecia uma plataforma política válida para governar o país tem se revelado continuamente fonte de desastres, de crises e de crispações crescentes entre os cidadãos governados. Conceitos que pareciam comprovadamente infalíveis estão se mostrando esburacados e incapazes de oferecer orientação tão necessária em momentos de crise. “Cada um puxa a brasa para a sua sardinha” e se havia diferenças de interpretação ou de visão entre gente do mesmo partido agora estas diferenças de interpretação resvalaram para o campo da economia, da política económica, monetária. Aparentemente os cavalos estão puxando o carro para direcções diferentes. De onde deveria vir orientação sábia e apaziguadora surgem verdadeiras contradições que em situação de normalidade governativa já teriam significado a queda ou demissão de figuras ligadas a esta importante esfera da governação. Afinal quem tem razão ou quem está transmitindo as decisões do PR? Quem é que dirige a política monetária do país? O ministro dos “7 milhões” oferecidos estrategicamente, distribuídos para garantir votos eleitorais tem se revelado um orador activo mas sem soluções estratégicas para guiar o desenvolvimento económico nacional. Surgiram no panorama intelectual e político moçambicano experiências muito interessantes e importantes de “think-tanks’ à medida e dimensão moçambicana, produzindo reflexões, estudos e análises de grande valor. O IESE, CIP, CEMO e outros têm sido atentos aos fenómenos nacionais e respondido com grande responsabilidade intelectual e política aos desafios de desenvolvimento actuais. Mas estranhamente os governantes fazem de conta que não tem capacidade de escutar, ler e ouvir. Não aceitam conselhos de ninguém talvez somente dos digníssimos conselheiros internacionais afectos ao PR. Quando não se escuta a voz de quem até já provou que sabe do assunto e que seus pronunciamentos são sustentados por evidências irrefutáveis só se pode considerar de estranho, descabido e um atentado contra a verdadeira agenda nacional.
Uma alta de preços de mercadorias agrícolas cuja produção é perfeitamente viável no país vai afectar a estabilidade nacional e poderá ser a causa de levantamentos populares. Isto é um facto e não invenção conspirativa. Se os especialistas apontam e aconselham determinadas acções e quem deveria pelo menos escutar e dialogar com eles não o faz, que se pode dizer dessa maneira de agir?
Moçambique pode voltar a ser produtor de excedentes agrícolas e aliviar a pressão que as importações de alimentos exercem na sua balança de pagamentos. Existem tecnologias conhecidas, experimentadas e acessíveis. Existem recursos humanos em qualidade e quantidade para abordar a questão de escassez de alimentos. Não existe enquadramento empresarial nem estruturação bancária que possa sustentar as acções do fomento específico necessário. Aí e por aí se deveria avançar. Mas primeiro é necessário que quem governa entenda e aceite que precisa dos moçambicanos que dominam este dossier e colocá-los ao serviço da causa nacional independentemente de suas cores ou crenças partidárias…Mas isso estragaria o negócio de muitos que abocanharam o poder político com a sua ignorância. (Noé Nhantumbo)

Samora autorizou na época do socialismo

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Entreposto de Moçambique, Nuno de Sousa, anunciou que até 2015 serão investidos 6 milhões de dólares norte-americanos para aquisição de equipamentos e retoques nas infra-estruturas da sede da empresa em Maputo. Sousa, que falava à margem da cerimónia de entrega oficial do selo “Made in Mozambique” às empresas Entreposto Comercial de Moçambique, Toyota de Moçambique, Moçambique Florestal, Servisis Moçambique, Carpremium e Nyala Safaris, que compõem o Grupo Entreposto, disse que este investimento é feito em reconhecimento do país e como estratégia comercial. Explicou que, para além da componente das viaturas, o Grupo Entreposto opera no mercado moçambicano na área de comércio, indústria, serviços e imobiliário. Por exemplo, disse que a empresa produz madeira de eucaliptos na região norte que exporta para África do Sul, Swazilândia e Botswana. Na região centro, concretamente em Dondo, dedica-se à fabrico de travessas para a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique.“Sobrevivemos às etapas difíceis do país. A empresa participou nos bons momentos e construiu assim a sua identidade, tipicamente moçambicana. O grupo está presente em três continentes e é representado no país por diversas empresas, actuando em diferentes áreas de negócios”, disse afirmando que o grupo emprega 1.022 trabalhadores, dos quais 650 trabalham fora de Maputo.O presidente Executivo do Grupo Entreposto, Pedro Painha, lembrou que depois da independência de Moçambique, em 1975, os gestores da empresa solicitaram um encontro com o primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, em que quiseram saber como iriam continuar a fazer um negócio privado num país de economia socialista.O estadista respondeu que o Entreposto merecia confiança de continuar com as actividades comerciais e contava com esta firma para a construção do “Moçambique Novo”. Assim o grupo continuou a trabalhar até 1987, ano em que o governo entrou como sócio através da Toyota de Moçambique com 50 porcento das acções. Já na década 90 o Estado voltaria a vender as suas acções ao grupo, tendo este as adquirido na totalidade.Painha referiu que a Entreposto nasceu em Moçambique em 1926, como uma pequena empresa que trabalhava no sector da agricultura, indústria e serviços. Foi neste percurso que permitiu que o grupo se internacionalizasse a partir de 1967, para Espanha e Brasil.“Moçambique é referência na vida do grupo. Nos três continentes, onde estamos representados, sabe-se que a empresa tem origem moçambicana. Eu também nasci aqui”, recordou Painha. (Cláudio Saúte)

O mundo árabe está em revolução

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

O Inspector Monteiro dos Santos da PIC moçambicana em 1975 era Zéca Russo

Por Adrião Rodriguês, advovado (falecido)

O Zeca Russo foi uma figura mítica na Lourenço Marques colonial. Filho ou sobrinho da moça das docas, figura que povoava os primeiros poemas do poeta Virgílio de Lemos, era jovem, bem parecido, simpático no trato mas cedo se começou a meter pelos trilhos do pequeno crime. Um furto aqui, uma burla acolá, adquiriu também a fama de ser uma espécie de Zé do Telhado que roubava aos ricos para dar a pobres.
Não seria bem assim, mas a verdade é que ajudava a mãe, pessoa pobre que o adorava e não fazia a menor ideia da origem do dinheiro que ele lhe dava. Ao mesmo tempo Zeca ajudava familiares e amigos também pobres, com pequenas importancias,cuja posse atribuía sempre ao trabalho ou a pequenos negócios de ocasião. Segundo me contou a sua advogada, Ruth Garcez, nesta fase ele sempre teve a preocupação de disfarçar e justificar a origem dos fundos que doava a familiares e amigos pobres, de modo que estes tinham por ele grande estima.O mesmo já não acontecia com as vitimas dos furtos e burlas, que sabiam muito bem onde ele arranjava o dinheiro e não se coibiam de o divulgar. . Mas como os furtos e as burlas eram de pequenos montantes e o Zeca Russo era simpático e tinha fama de generoso, começaram a chamar-lhe Zé do Telhado mas não apresentaram queixa contra ele ou quando apresentaram, não se preocuparam em carrear provas para o processo, de modo que os seus pequenos crimes de juventude ficaram impunes.Depois foi para a África do Sul,onde subiu uns patamares na prática de crimes, passando a dedicar-se em gang, a actos violentos contra pessoas e bens, sempre com o objectivo final de se apoderar de património alheio. Foi preso,mas, antes de julgado, conseguiu fugir e na fuga, ainda feriu um policia branco sul-africano o que deixou a corporação policial sul-africana com um ódio de morte ao Zeca Russo.Veio para Moçambique, no principio da década de 1970.e, durante uns tempos manteve-se socegado. Mas quando viu que a África do Sul não requeria a sua extradição( nem podia) logo organizou a sua pequena quadrilha, de constituição multi-racial,e Lourenço Marques foi varrida por uma série de roubos e assaltos, sobretudo a casas e ourivesarias, de quantias elevadas, o que causou alguma perturbação na cidade.Mas a policia depressa detectou e prendeu os autores dos crimes, que aliás confessaram.Assim o julgamento que se seguiu não prometia grande espectáculo, porque se tratava de réus confessos e com abundantes provas contra e alguns poucos acusados como encobridores que questionavam tal qualificação.Todavia, por se tratar do Zeca Russo, o julgamento teve uma razoável cobertura mediática e grande assistência de público do qual se destacava uma claque que saudou, na primeira audiência o Zeca Russo como se fosse um herói. A advogada dele lá lhe disse que aquilo era contraproducente e as manifestações acabaram. A advogada era a Dr.ª Ruth Garcez, mais tarde a primeira juíza portuguesa e que tinha a difícil tarefa de atenuar o mais possível a culpa do seu réu´que fez com muito brilhantismo, sendo que os outros advogados a ajudaram, na medida em que organizaram uma defesa dos outros réus que não sobrecarregava a culpa do Zeca Russo. Mais tarde,, quando a pena saiu mais pesada que o esperado, todos os advogados do processo apoiaram Dr.ª Ruth Garcez no recurso que interpôs, fornecendo-lhe apontamentos do julgamento e colaborando com ela no estudo de certos problemas, recurso que obteve uma substancial redução da pena.. O Zeca Russo sentiu também esse apoio, de modo que ficou amigo dos advogados. Quando eu ia à penitenciária em serviço, muitas vezes encontrava por lá o Zeca Russo que gozava um regime de semi-liberdade. De uma das vezes, eu aguardava no átrio um cliente meu que tinham ido chamar à cela e o Zeca Russo foi o primeiro a aparecer de um grupo da cadeia que ia jogar futebol fora.. Só estávamos três pessoas no átrio: eu,ele e um guarda. De repente o guarda teve que sair para a rua e deixou o portão aberto e eu,de brincadeira disse ao Zeca Russo: -Você qualquer dia perde o prestigio todo, se estes tipos o deixam com porta aberta para a rua e você não foge.Por eu estar aqui não deixe de fugir que eu nem corro atrás de si nem grito “ó da guarda”.. Ele riu-se e respondeu-me que não queria fugir, mas que tinha que pedir delicadamente aos guardas que o não deixassem sozinho, com a porta da cadeia aberta para a rua, porque era um desprestigio para ele. Depois, mais a sério, disse-me que os guardas sabiam que ele não queria fugir; o que ele queria era reduzir a pena com bom comportamento, perdões e amnistias, porque tinha um emprego prometido e queria mudar de vida.Acreditei nele.Conheça o fim desta história aqui.

Arbitragem vista por dentro

O que seguidamente vai ter a oportunidade de ler, não é mais do que a possibilidade que lhe dou de entender mais em concreto toda a problemática da arbitragem. É muito fácil criticar e desde que se entre de cabeça na arbitragem, nada melhor há que saber conviver com as criticas e outras situações que mexem com qualquer ser humano. Mas como ninguém se importa em saber o que é necessário para que o árbitro esteja de corpo e alma nesta arte complicada, há que ter em conta alguns aspectos, que pela sua importância, aqui resolvi deixar para os que olham para o árbitro de forma diferente e para os que, mesmo sendo críticos “famosos”, por vezes, saibam reconhecer que muito há para se fazer para que a arbitragem tenha a sua cara lavada. Vamos então para o que importa.

1.É necessário urgentemente que seja implementado o Plano Nacional de Formação para o sector da arbitragem. E é preciso, de igual forma, definir qual o percurso formativo em cada categoria bem como o respectivo acompanhamento. Sendo que todos os métodos pedagógicos têm sofridomudanças, não é mais possível que se continue a formar árbitros como há vinte anos atrás. Por outras palavras, falta ainda uma sólida formação multidisciplinar nesta domínio, até porque a matéria lectiva apresentada, por exemplo, aos árbitros de 1ª categoria nacional, não pode ser igual à que for ministrada aos árbitros da 3ª categoria nacional. Neste e noutros capítulos, é missão das COPAF’s (conselhos de arbitragens provinciais) de recorrer às novas tecnologias no que se refere à formação de árbitros.

2.A arbitragem não acompanhou todos os aspectos científicos do futebol. É forçoso haver uma detecção de talentos logo no início da carreira da cada árbitro, porque só assim poderão ser devidamente acomapanhados na ascensão e percurso em cada categoria. E, em nome da qualidade que se exige em qualquer actividade, não se pode cair no erro de aceitar todos os candidatos. As COPAF’s devem começar a implementar aquilo que se pode definir como a “despistagem da qualidade”.

3. O nosso chamado futebol profissional (?) já não se compadece com árbitros que dificilmente se expressam bem em português e que nem um relatório conseguem fazer dos acontecimentos do encontro dirigido. É quase obrigatório que cada árbitro ou conjunto de árbitros tenham um preparador físico para que possam trabalhar científicamente pois o empirismo “ajuda” a criar problemas físicos (lesões). Agora se pergunta: COM QUE VALORES? Os prémios devem subir... esta actividade esta a ser esquecida e só se lembram quando se quer mal dizer dela. Não se pode esquecer que para além do preparo físico (treinos), há que ter em conta o preparo teórico-práticos e o treino mental, e que depois de tudo isto temos (nós os árbitros) necessitdade de períodos de descanso físico e mental. Isto é, necessidade de descansar o suficiente para estar “no ponto” para ser lançado às ferras... Este descanso passa por fazer piscina, dar um passeio descontraido e sauna. Pode-se, quando há problemas após um jogo que correu mal, recorrer a um psicólogo para “descer a terra”! O transporte e a antecedência da ida do árbitro para o local de actividade torna-se muito importante, pois o facto de se tratar mal desdes itens, pode levar a que o árbitro não esteja em condições de fazer um trabalho esperado perante a sua categoria e/ou as exigências do próprio jogo. Portanto, os árbitros e os seus dirigentes têm de ter consciência que não podem fazer mais grandes trajectos antes e após os jogos sem terem presente a assumida componente repouso. Conclusão: ISSO CONTRIBUIRÁ PARA UMA TENDÊNCIA MAIOR PARA O ENGANO. (Asselam Khan/instrutor FIFA)