terça-feira, agosto 11, 2015

Com antigos colegas

No segundo dia da sua visita de estado à Índia, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, regressou ao Instituto Indiano de Gestão (Indian Institute of Management, IIM), uma instituição do ensino superior em Ahmedabad, a maior cidade do estado de Gujarat, onde frequentou um curso de formação de quatro meses e meio para executivos avançados em 2003.Na época, Nyusi era um executivo sénior da Empresa Pública, Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e ainda não havia qualquer indício de que um dia ele seria eleito para ocupar o cargo de Presidente de Moçambique.Para a visita de Nyusi, foram convidados os seus colegas de turma de 2003 para um reencontro, tendo comparecido 18 dos seus 36 antigos parceiros. Foi um encontro que decorreu num ambiente informal, onde tiveram a oportunidade de abraçar o Presidente, rir, brincar e lançar algumas piadas.
Muitos dos seus antigos colegas são agora figuras importantes em grandes empresas indianas, alguns dos quais com interesses em Moçambique, enquanto outros manifestaram interesse em expandir para o mercado da Africa Austral, incluindo Moçambique. Sunil Gen, que actualmente exerce o cargo de director financeiro da Videocon, um conglomerado indiano, com vários interesses, desde produtos electrónicos de consumo a petróleo e gás, disse que ele e Nyusi eram grandes amigos e lembra-se do Presidente como sendo 'intelectualmente poderoso'.'Estamos muito orgulhosos com o facto de um dos nossos colegas ser agora Presidente de Moçambique', acrescentou. Outros no grupo agradeceram Nyusi 'por trazer-nos todos juntos novamente depois de 12 anos'.
Houve também momentos mais relaxantes, como quando um antigo colega disse que “eu costumava sentar atrás do camelo, para evitar que você caísse”.
Estudantes moçambicanos continuam a frequentar instituições de ensino superior em Gujarat, e Nyusi teve um breve encontro com um grupo num hotel de Ahmedabad que contou com a participação de 21 dos 49 residentes naquele estado. Cinco do grupo são agentes da polícia moçambicana, com diplomas universitários, e que estão a frequentar um curso de mestrado em ciência forense.A chefe do grupo, Liana Cumbe, uma estudante do terceiro ano de engenharia informática assegurou ao presidente que todos os alunos estão comprometidos com o desenvolvimento de Moçambique. 'Tenho a certeza que vão sair daqui quadros bem formados”, disse ela.
Mas, quando Nyusi questionou se eles tiveram alguma dificuldade em se adaptar às condições da Índia, um dos membros do grupo admitiu que a falta de laboratórios em muitas escolas secundárias moçambicanas, significa que muitos estudantes acabaram encontrando equipamento desconhecido que tiveram que aprender a lidar em Gujarat.O grupo também manifestou a sua preocupação com as perspectivas de emprego após o seu regresso a Moçambique, e afirmaram que poderão tentar encontrar empregos com empresas indianas que operam no país.

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