segunda-feira, janeiro 20, 2014

Álcool para matar vírus informático


Depoimento de uma senhora, que diz ter passado álcool em toda a casa após descobrir que seu pen drive (memória/flash) estava com vírus.

"Ou retoma a democracia ou perde o poder"

A segunda parte (última) da entrevista feita ao Padre Couto pelo Jornal Savana

O partido Frelimo reivindica ter cerca de quatro milhões de membros. A Renamo também tem o seu eleitorado. A actividade dos partidos é convencer os eleitores a apostar nos seus programas. Porém, para o caso concreto dos dois principais partidos, as atenções estão viradas para os órgãos eleitorais e não nos eleitores. O que estará por detrás disso?
Por detrás disso está uma demagogia porque no meu entender não vejo nenhum problema em haver paridade na Comissão Nacional de Eleições (CNE). O que custa fazer paridade na CNE? Podem fazer isso. Aqui o problema é outro. Não é entre a Renamo e a Frelimo. O problema é que as oportunidades na economia, as vantagens dos proveitos dos recursos naturais devem ser oportunidades que mais ou menos todos tenham. As comunidades moçambicanas devem todas beneficiar destes proveitos. Com isso não quero dizer que, uns não podem ser ricos mais que os outros, mas basicamente todos querem os mesmos direitos e esses direitos quando não há, não me admirarei que haja um grupo da Frelimo a lutar contra a Frelimo oficial e por baixo a ajudar a Renamo. Não me admira que haja frelimistas que apoiam o MDM. Se for a ver, todos esses políticos que hoje aparecem como oposição à Frelimo saíram todos da Frelimo. São pessoas que em algum momento sentiram que são capazes de fazer isto ou aquilo, mas como não lhes dão espaço vão fazer do outro lado.

Como é que o padre Couto avalia os resultados eleitorais das eleições de 20 de Novembro?
Isso significa que a democracia está a começar em Moçambique. Há democracia quando de vez em quanto quem ganhou também perde. O jogo é democrático quando um dia ganha o Maxaquene e noutro o Desportivo. Por isso, o facto de a Frelimo ter ganho mas também perder não é uma coisa má para a democracia, é bom. Isso é uma vertente. Analisando concretamente os resultados das eleições autárquicas, no caso concreto de Nampula e Quelimane porque, como todos nós sabemos
Beira é uma cidade que sempre se opôs a quem está no poder, mesmo o Movimento Democrático de Moçambique se estivesse no poder, na Beira seria oposição. Aquela cidade foi sempre assim. Voltando às cidades de Quelimane e Nampula, é importante frisar que a Frelimo, existindo há 50 anos, dos quais perto de 40 no poder, chegou a um momento em que dentro do partido Frelimo não se tratam as coisas de maneira democrática. Manda-se do topo para a base, esquecendo-se que a Frelimo era um partido que tinha democracia a partir da célula, passando pela localidade, distrito, província até ao nível nacional. A base é que escolhia. Mas hoje é tudo o contrário. Muitas vezes nota-se que o topo põe líderes que as bases não querem. Aquela democracia de dizer que a base é que decide acabou. Vejam o que aconteceu com o candidato da Frelimo para o município de Nampula; quem o indicou? Foi a base ou o topo? Na renúncia de Pio Matos (em Quelimane), também foi o mesmo. No caso de Nampula,ouvi que a direcção da Frelimo foi avisada que aquele não era um candidato querido pelas bases e isso foi ignorado. Perante esta situação há que frisar que a Frelimo tem que mudar. Ou retoma a democracia ou perde o poder. No mundo há exemplos de grandes partidos que acabaram desaparecendo por causa disso. O partido Comunista na União Soviética trabalhou só 50 anos e daí já não podia ir mais a frente. Mikhail Gorbachev queria reformar e acabou com o partido. O topo já não se ligava às bases, trabalha-se em grupos. O mesmo
está a acontecer na Frelimo. Hoje, o partido trabalha através do cartão e no cartão infiltrou-se gente que não está interessada no povo. Está interessada nos seus próprios interesses.

Quem é o culpado disso?
O culpado disso é aquele que não promove a qualidade técnica, promove o cartão. Aquele que dá a entender que quem tem cartão tem mais vantagens e aquele que não o possui menos vantagens, independentemente da competência técnica. Acho que é uma tentativa errada porque está a fazer com que a Frelimo seja infestada por pessoas alheias aos verdadeiros objectivos do partido Frelimo. É um erro que a Frelimo tem de tomar em conta, porque se não corrigir pode culminar com a
divisão do partido.

Há quem defenda que se a Renamo continuar na actual rota ela corre o risco de perder a posição de segunda maior força política no país, a favor do MDM. Qual é a sua leitura?
Acho que neste momento a Renamo está a pôr suas raízes para competir nas próximas eleições gerais. Agora se terá um resultado favorável ou não isso não sei. Mas pode mostrar que ainda é forte e manter a posição de segunda maior força política nacional.

Há dias, o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, disse que o Presidente da Renamo deve ser acarinhado para se sentir confortável a voltar a Maputo. Compartilha a mesma ideia?
Concordo plenamente com as declarações do Presidente Chissano. Quando você quer dialogar com uma pessoa não a pode humilhar. A Frelimo não pode humilhar a Renamo e quem pode impedir isso é o eleitorado que deve fazer com que a Renamo não perca a sua representatividade no parlamento.
 
Como é que o padre Couto avalia a forma como o Presidente da República reage às críticas?
Não é fácil ser chefe e ao mesmo tempo ouvir que sou criticado mas, em geral é um erro que aqueles que cooperam comigo, façam calar aqueles que me criticam. Há aqui os mandatados para fazer com que a opinião pública não diga aquilo que quer dizer mesmo que seja a verdade. Neste ponto vou dar o exemplo do porta-voz do Presidente da República, o Senhor Edson Macuácua. É um jovem que o conheço e que foi nosso estudante na UEM. Nota-se da parte de Macuácua que há uma tentativa de travar a imprensa e a crítica pública. Aliás, qualquer Governo procura travar a imprensa de uma maneira ou de outra, mas se um Governo ou o Presidente quer ser democrático, tem de trabalhar com a imprensa nos bons moldes. Quer goste quer não. O que na realidade se vê é um exagero da parte de Edson Macuácua, quando chega à Presidência. Ele devia saber que está a servir o Chefe do Estado, que é Presidente de todos os moçambicanos. Não pode pensar que é empregado de uma cervejaria onde os críticos do chefe não podem comprar cerveja.

Nos seus encontros, os bispos católicos têm dito que a arrogância e a intolerância política da parte dos detentores do poder, para além da distribuição desigual da riqueza, é que estão a levar o país para o abismo. Concorda?
Sou padre Católico e falo para exprimir as minhas opiniões. Não é meu hábito comentar discursos de bispos católicos. Exprimindo a minha opinião pessoal, posso dizer que em Moçambique há um grupo de pessoas ricas que estão a favorecer as suas famílias sem olhar para a competência, há pessoas que têm mais facilidades que as outras. Uma das formas de criar riqueza é dar oportunidades para aqueles que são capazes e não limitar as coisas a um grupo de pessoas e
suas famílias.

Qual é a opinião do padre Couto sobre o papel da sociedade civil em Moçambique?
Em Moçambique há muita gente que diz que é da sociedade civil mas que na realidade não é. Sociedade civil não é família, não é Estado, não são sindicatos, não são jornalistas. A sociedade civil é aquela que sempre potencia a desvantagem e não aquela de potencia a vantagem. Alice Mabota, Lourenço do Rosário, entre outros, não são sociedade civil. Alice Mabota e Lourenço do Rosário fazem parte daquele grupo que tira proveitos das camadas desprezadas. Lourenço do Rosário é proprietário de uma universidade onde toda a gente que vai estudar tem de pagar dinheiro, é director do Fundo Bibliográfico onde tem regalias e ganha salário, é membro do MARP onde ganha senhas de representação. Sociedade Civil é aquela senhora que está no Xipamanine a vender para sustentar a sua família, educar
seus filhos.

Perante os factos que caracterizam a governação de Armando Guebuza nos dois mandatos, pode-se dizer
que sai de cabeça erguida?
Antes de mais há que realçar que nos primeiros cinco anos o próprio povo saiu satisfeito com o desempenho do Presidente Guebuza e do seu governo, de tal forma de conseguiu resultados positivos nas eleições gerais de 2009. Naquela altura, o Presidente Armando Guebuza disse coisas que fez. Quando disse que o distrito era o pólo de desenvolvimento e teria um fundo de sete milhões isso verificou. Podemos discutir os critérios de atribuição desses valores mas a verdade é que os sete milhões estão lá. Tivemos grandes realizações em infra-estruturas, acesso à educação, água potável, saúde, emprego entre outras áreas. Agora, quando veio o segundo período as coisas alteraram-se e os ministros não foram na mesma linha com o Presidente. Vimos muita coisa dita e que depois não foi feita. Posso dar o exemplo da cesta básica, da reforma do ensino superior entre outras promessas. Pelo que, o segundommandato não foi todo bom mas ainda pode inverter a situação. Para tal, é importante que o presidente Guebuza deixe o CC escolher um candidato que é resultado de uma discussão ampla e que é verdadeiramente acarinhado pelos moçambicanos e acabar com a instabilidade.




Nova terminal de adubos

Arrancam nos finais deste trimestre as obras de construção do terminal de fertilizantes no Porto da Beira, na província central de Sofala, com capacidade para manusear diariamente entre seis a oito mil toneladas de adubo. Orçado em 30 milhões de dólares norte-americanos, o terminal visa acomodar a crescente demanda no manuseamento daquele tipo de carga estando, neste momento, a funcionar no local um terminal provisório com capacidade de duas mil toneladas diárias. A ideia também visa reduzir o tempo de permanência dos navios de uma semana para três dias, permitindo maior rotação das embarcações. Basicamente, tenciona-se desviar as elevadas quantidades de adubo que passam para Durban, na República da África do Sul e que têm como destino o Zimbabwe e a Zâmbia para serem manuseadas a partir daquele terminal. O chefe do Departamento de Marketing e Vendas da Cornelder de Moçambique, Félix Machado, é citado pelo jornal “Noticias” a apontar que de 1998 a esta parte o Porto da Beira passou de 50 mil toneladas por ano para atingir actualmente 600 mil e com a possibilidade de acomodar entre 1,2 a 1,5 milhões de toneladas/ano que é o potencial da região. Para isso, defende que, é necessário melhorar a produtividade pelo facto de actualmente se trabalhar na descarga, ensaque e transporte de quantidades consideradas irrisórias para o mercado dos países do “hinterland” que são tradicionais operadores do Porto da Beira, designadamente Zâmbia, Zimbabwe, Malawi e RDCongo. Tudo isto, segundo Machado, acontece numa altura em que o manuseamento da carga no Terminal de Fertilizantes e de Granitos é mais estável atingindo anualmente entre 120 a 150 mil toneladas, mesmo com a crise do Zimbabwe. No armazém de tabaco usado maioritariamente pelo Malawi, o Porto da Beira, passou a manusear 80 por cento daquele produto de rendimento, contra os 20 anteriores, quantidade que no passado era manuseada a partir de Durban.

BELAZ visitada por empresários

Uma delegação de empresários moçambicanos encontra-se na Bielorrússia a pesquisar experiências locais na produção de fertilizantes a base de nitrogénio e potássio, bem como na indústria automóvel. Segundo escreve o portal de notícias da rádio e televisão da Bielorrússia (TVR), a delegação moçambicana, que esteve naquele país na semana passada, visitou a BelAZ, uma fábrica de equipamento de transporte e de manobras baseada em Zhodzina.“Nos tempos da União Soviética, camiões basculantes foram importados para Moçambique e agora há uma oportunidade de restaurar a cooperação”, escreve a publicação.A fonte indica que a delegação moçambicana assistiu a uma apresentação do maior camião basculante do mundo, com uma capacidade de carga de 450 toneladas.A mesma fonte afirma que os empresários moçambicanos visitaram a fábrica de automóveis Minsk Automobile (que é fabricante de camiões MAZ), havendo interesse em estabelecer, em Moçambique, uma fábrica conjunta de montagem destes veículos.

Ignorados 170 triliões de gás natural

A revisão do plano de energia da África do Sul, um projecto que deverá ser implementado ao longo dos próximos 20 anos, ignora “de forma chocante” as descobertas massivas de gás natural na Bacia de Rovuma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.Esta é a posição de Johan de Vos, Presidente da Comissão Executiva da Gigajoule, uma empresa sedeada em Pretória e que integra o consórcio da Gigawatt, responsável por um projecto de geração de energia a partir do gás natural em Ressano Garcia, sul de Moçambique.Segundo escreve o jornal sul-africano “Business Day”, esta posição de Johan de Vos surge pelo facto de as descobertas da Bacia do Rovuma constituírem o quarto maior depósito de gás natural do mundo, que pode resolver a crise imediata da energia da Eskom e evitar custos “dispendiosos” de construção de uma terceira nova central eléctrica a carvão.A Gigajoule diz ter realizado estudos que demonstram a viabilidade económica de um gasoduto com 2.450 quilómetros de comprimento e que parte de Cabo Delgado, norte de Moçambique, a Richards Bay, na África do Sul.Segundo de Vos, este gasoduto custaria cinco biliões de dólares americanos. Um estudo encomendado pela Gigajoule a empresa de consultoria VGI, refere que seriam construídos dois clientes âncora na forma de centrais de eléctricas a gás: um em Maputo e o outro em Richards Bay, com uma capacidade combinada para a geração de cinco mil megawatts e, para o efeito, seria necessário um investimento de outros cinco biliões de dólares.
“Trabalhámos dois anos nesse estudo de viabilidade e sabemos que se construirmos uma central eléctrica de cinco mil megawatts no fim do gasoduto este projecto é um bancável”, disse ele.
Com um custo estimado em 10 biliões de dólares, o investimento numa central térmica movida a gás seria “mais barato que o Medupi e irá custar menos a operar se forem acrescidos os respectivos juros”, acrescentou. 
Medupi é um projecto da Eskom, empresa produtora e distribuidora de energia eléctrica na Africa do Sul, para a construção de uma central eléctrica a carvão, um investimento orçado em 17 biliões de dólares. Esta central está em construção próximo de Lephalale, província de Limpopo.“Nós (África do Sul) não precisaríamos de construir a Coal 3”, disse a fonte, referindo-se ao plano do governo para a construção de uma terceira central eléctrica a carvão, além das de Medupi e Kusile.O fornecimento de energia na África do Sul tem sido precário desde 2008, quando a rede de energia da Eskom começou a se ressentir devido a sua incapacidade de suprir a demanda. Os grandes investimentos da Eskom em duas novas centrais eléctricas a carvão têm sido afectadas por longos atrasos de origem técnica e financeira.Os custos dispararam em flecha e a energia ainda não chegou à rede. O tempo e os custos associados aos projectos como o Gasoduto do Norte ao Sul de Moçambique (Gasnosu) mostram que se a construção arrancasse no próximo ano, o projecto estaria concluído até finais de 2018.“Os japoneses estão em tudo isso”, disse de Vos, referindo-se aos projectos de gás em curso na Bacia do Rovuma. “O Primeiro-Ministro japonês esteve em Moçambique esta semana (semana passada) para assinar acordos com o governo na área da energia. Nós (África do Sul) não fazemos nada”, acrescentou. “É tecnicamente viável e terá um impacto social massivamente positivo. Se estivermos todos alinhados, isso pode acontecer, é uma janela de oportunidade que temos agora e não devíamos desperdiçar, não podemos enveredar pelo Coal 3 quando existe esta oportunidade logo à porta”, disse ele.Para Cornelis van der Waal, director da unidade de energia na Frost & Sullivan, uma empresa de consultoria na área de pesquisa de mercado, disse que o gasoduto é a coisa mais “interessante e sensata” que ouviu sobre o desenvolvimento dos depósitos da Bacia do Rovuma.
Segundo referiu, o Plano Integrado de Recursos (IRP) encontra-se em revisão e não é muito tarde considerar o gás natural de Moçambique para o plano de electricidade da África do Sul.
“As companhias sul-africanas e o governo estão realmente a perder uma grande oportunidade em Moçambique, com o gás deles na equação, o debate sobre a necessidade de energia nuclear cai no vagão”, disse ele.“A beleza de um gasoduto é que, se for bem feito, pode replicar uma outra Sasol e reduzir seriamente a nossa dependência em importações de crude. Existem muitas companhias e indústrias que poderiam beneficiar disso, tirar-lhes da rede e fornecer-lhes gás barato e limpo. Rovuma devia absolutamente estar no IRP”, disse ele.Segundo o “Business Day”, a única menção de Rovuma no IRP - e que até foi erradamente escrito Romvula - é o facto de não ter sido considerado no cenário alargado de gás natural devido a distância e os custos envolvidos no transporte de gás natural liquefeito.
Pesquisas em curso na Bacia do Rovuma revelam a existência de reservas de gás natural na ordem de 170 triliões de pés cúbicos, uma magnitude que a Gigajoule considera capaz de responder a todas as necessidades energéticas da África do Sul, estimadas em cerca de 40 mil megawatts, nos próximos 170 anos.

"Incumprimento do princípio de impugnação prévia"

CC chumba pedido do MDM por incumprimento do princípio de impugnação prévia
O Conselho Constitucional (CC) chumbou o recurso apresentado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido da oposição no país, no qual solicitava a anulação da votação e, consequentemente, a repetição do processo eleitoral no distrito de KaMubukwana, no município de Maputo. O MDM, segundo partido mais votado nas quartas eleições autárquicas no país, não contesta na íntegra a deliberação da CNE, mas os resultados da eleição do edil de Maputo assim como dos membros da respectiva assembleia. O CC, órgão de soberania ao qual compete especialmente administrar a justiça em matérias de natureza jurídico-constitucional, afirma no seu acórdão não poder, por força do disposto na lei, conhecer os factos alegados no requerimento da interposição do MDM, porque constituem parte do conteúdo da “Reclamação sobre os resultados do apuramento intermédio”.A reclamação, segundo aquele organismo, foi anteriormente decidida pela Comissão Provincial de Eleições da Cidade de Maputo, órgão de cuja deliberação o ora recorrente não interpôs recurso para a Comissão Nacional de Eleições (CNE), não tendo respeitado, por conseguinte, o princípio de impugnação prévia, enquanto pressuposto necessário e indispensável ao recurso para o Conselho Constitucional das deliberações da CNE.Em relação à impugnação da deliberação do N/o 70/CNE/2013, de 04 de Dezembro, o acórdão afirma que é manifesta a incongruência entre o pedido e os respectivos fundamentos de facto ou causa de pedir, visto que os factos se consubstanciam a fundamentação não têm conexão lógica com o objecto dessa deliberação.A deliberação em questão consiste em (a)provar as operações materiais do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), a Acta de centralização nacional e apuramento geral dos resultados eleitorais do dia 20 de Novembro de 2013, bem como proceder a divulgação dos resultados da eleição de um edil e dos membros da assembleia municipal no último escrutínio.

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Paúnde ou foi mal interpretado ou ele....

Filipe Couto, antigo reitor das Universidades Católica e Eduardo Mondlane,  mostrou o seu repúdio às declarações do Secretário-Geral da Frelimo, Filipe Paúnde, sobre a limitação do CC na escolha de candidatos daquele partido à Presidência da República. Couto, que falava em entrevista ao SAVANA, referiu que espera que o CC defenda um candidato da maioria e que seja uma pessoa
que quer acabar com a guerra. Sobre a paridade na CNE, uma situação que está a levar o país ao conflito armado, Couto disse que por detrás da paridade há uma demagogia e não vê problema em haver paridade na Comissão Nacional de Eleições (CNE). Diz que o problema não é paridade, mas sim oportunidades na economia e nas vantagens dos proveitos dos recursos naturais. Acrescenta ainda que a consolidação do MDM significa que a democracia está a nascer em Moçambique. Nas linhas abaixo, segue a entrevista.

Falar do percurso do padre Couto equivale escrever um tomo. Pelo que, vamos nos concentrar apenas numa parte da sua história. Consta-nos que o padre Couto conciliou a guerra, como guerrilheiro, e a religião, como missionário. Será que não era pecado pregar a palavra de Deus e ao mesmo tempo estar envolvido numa organização que apregoava a violência?
As pessoas perguntam-me sempre como é que fui à Frelimo naquela altura em que usava armas para ir contra o colonialismo português. Fui porque o objectivo da Frente de Libertação de Moçambique era a independência total e completa de Moçambique, do Rovuma ao Maputo. Este era o interesse geral. Naquele momento pensava assim: tenho que fazer alguma contribuição na Frente. Esta contribuição se não é nas armas vai ser noutra coisa. Por isso, quando cheguei lá fiz todos os possíveis para ser aceite a trabalhar no campo mais ou menos humanitário. Ajudei que houvesse medicina para mutilados de guerra, crianças, ajudei um pouco nas escolas e um pouco nas relações exteriores para fazer ver que a Frelimo devia ser aceite pelos Estados do ocidente. Colaborei na luta pela independência num sentido contrário à violência, porque nem sequer fui treinado para tal e para não treinar foi preciso justificar e fui aceite. A Frelimo compreendeu-me e conseguiu integrar a minha intenção de contribuir para a independência de outra forma. Ou seja, no campo educacional, da saúde e diplomático.

A Frelimo acaba de anunciar os seus três pré-candidatos para as eleições presidenciais de 15 de Outubro. Como é que encara estas escolhas?
Eu sou antigo combatente e tenho o cartão de membro. Pela minha idade posso dizer que pertenço àquilo que chamam de veteranos da luta pela independência. Quando a Frelimo faz alguma coisa na sua política, primeiro procuro ver a parte positiva. A Comissão Política (CP) sugeriu nomes de três pré-candidatos para a sucessão do Presidente Armando Guebuza. A minha primeira reacção racional é que a CP, que representa o Comité Central (CC) na política do dia-a-dia, corrigiu Filipe Couto.
Lembram-se que eu falava de Feliciano Gundana como figura ideal
para suceder a Guebuza? A CP disse ‘não, Filipe, a tua geração e de Gundana devem ir repousar. Quem deve entrar nessa coisa de ser Presidente da República deve ser uma geração nova e não aquela dos veteranos. Gostas do teu Gundana, mas esta é a vez da nova geração’, e achei isso positivo.

…Mas como é encarou a exclusão dele (Gundana) da lista dos pré--candidatos?
Encarei a ausência de Gundana com grande disciplina e com a percepção de que nós velhos da Frelimo já não podemos querer comandar. As nossas forças diminuíram. A minha vista, os meus ouvidos e a minha flexibilidade hoje já não é a mesma de há um tempo. Há coisas que já não posso fazer devido à minha idade. É bom estar claro que estou satisfeito porque a escolha não recaiu sobre um veterano, mas sim em jovens com mais energia. Eu, Gundana e outros veteranos vamos ficar na retaguarda a olhar para o que esse jovem que será sucessor de Armando Guebuza vai fazer.

Com isso quer dizer que está de acordo com o Secretário-Geral da Frelimo, quando diz que não haverá outros candidatos para além dos três já anunciados, numa situação em que o Comité Central é que é, de facto, o órgão de decisão nesta matéria?
Sobre este ponto, vou divergir completamente com o que o meu irmão Filipe Paúnde disse. Não ouvi nem vi a entrevista dele, mas ouvi dizer que ele disse que a lista dos candidatos é esta: fulano, sicrano e beltrano e dessalista, um deles vai ser escolhido pelo CC para candidato da Frelimo. Na minha óptica, Paúnde deveria ter dito que esta lista é definitiva do ponto de vista da CP e vamos entregar ao CC. Cabe ao CC julgar se um deles vai em frente ou não, ou que devemos aumentar a lista dos candidatos para depois o CC escolher o candidato que vai de acordo com as exigências actuais. Se o meu irmão Paúnde pensa que sobre aquela lista, o CC deve fazer como se fosse uma
vaca projéctil a CP e dizer sim…sim…sim… sem dizer não…vamos aumentar outros candidatos, discordo plenamente. Na minha opinião, Paúnde ou foi mal interpretado ou ele expressou--se mal. Aí o CC, na qualidade do órgão que elege a CP e reúne maior número de membros, deverá corrigir esta situação.

Perante este cenário, qual acha que será o posicionamento do CC?
Não tenho dúvida de que o CC vai eleger um candidato proposto num contexto mais vasto. Isto é, num contexto em que se apresentam outros candidatos. Vai eleger um candidate que sai de uma discussão mais ampla e não só dos três. Os três são candidatos
daquele pequeno grupo de gestores do dia-a-dia do partido. É um grupo minoritário. Não se pode sobrepor à maioria que é o CC.

Em alguns sectores defende-se a ideia de que o candidato ideal da Frelimo tem de ser alguém capaz de fazer pontes e estabelecer consensos. Dos três pré-candidatos, qual é que acha que preenche esse perfil?
Não vou dizer se os três tem ou não qualidades ou quem dos três tem mais qualidades que o outro. O que defendo é que o candidato da Frelimo saia de uma discussão mais ampla
e num universo maior. Quanto às qualidades, posso dizer que todos nós mostramos se as nossas qualidades são boas ou más no exercício das nossas actividades.

Na óptica do padre Couto qual deverá ser o perfil do próximo presidente?
Tem de ser uma figura que ouve a sua equipa, que sabe escolher pessoas certas para posições certas, deve ser um presidente que é líder. Liderança não é só mandar de uma maneira monomaníaca, onde o chefe diz a todo o mundo que ‘sou eu que mando e se não faz assim vai embora’. Não. Tem de abrir espaço para discussão. Deve haver coragem da parte do escolhido de dizer que eu sou fraco neste e naquele ponto, mas juntos vamos procurar uma figura que melhor pode fazer as coisas e a outra parte entender isso com normalidade.

Isso não se verifica no actual cenário?
Poderia acontecer se quem é ministro de vez em quando mostrasse a sua personalidade. Infelizmente, isso não se verifica. Por exemplo, no segundo mandato do Presidente Armando Guebuza, dos ministros que estão lá, nunca testemunhei uma situação em que um ministro saiu a defender o Presidente. Nunca vi um ministro a vir a público e dizer que ‘esta situação tem a ver com o meu sector e vou responder’. Deixam que todos os erros recaiam sobre a figura de Armando Guebuza. A própria imprensa só se limita a criticar o Presidente e não olha para os ministros. Agora fala-se dos raptos. Todos exigem que o Presidente fale disso, mas existe o Ministro do Interior. É difícil para um Presidente de uma nação como esta responder a todas as perguntas.

…Mas há quem diga que isto acontece porque o Presidente Guebuza promove lambebotas e gosta de palmas.
O presidente Guebuza pode ter um bocado de culpa, embora não concorde plenamente. Tive a sorte de ser nomeado Reitor da UEM por ele e durante os quatro anos que estive lá, fiz coisas da minha cabeça e ele nunca veio me dizer ‘não faz isto e faz aquilo’. Eu não creio que o Presidente Guebuza proíba um ministro de fazer coisas como ele pensa. O que se verifica é que pessoas que se tornaram ministros, especialmente a partir do segundo período do Presidente Guebuza, ficam contentes quando vêem o chefe a ser criticado e eles não.

Com isso quer dizer que as partes puxam o mesmo comboio mas para
direcções diferentes?
Todos puxam o mesmo comboio mas quando há desastre dizem que o culpado é apenas o maquinista. Embora fazendo parte da tripulação, dizem que não são culpados e todas as
culpas recaiem sobre o maquinista.

No actual quadro político-partidário, não acha que qualquer um dostrês pré-candidatos será um Presidente refém das vontades do Presidente do partido Frelimo?
Se for isso, o presidente Guebuza tem que ter muita sorte. Conheço pessoas dentro das instituições do Estado que escolheram pessoas fiéis demais para lhes suceder e foram essas pessoas que as contrariaram. Um pessoa com poder pensa de outra forma e é capaz de dizer que até esse ponto não vou e você não faz nada porque ele tem poder. O que está a originar este pensamento é que as pessoas do Governo faziam coisas e diziam que o Presidente Guebuza é que mandou. Isso até o (antigo) Primeiro-Ministro, Aires Ali, sempre deu a entender que tudo aquilo que ele fazia era aquilo que Armando Guebuza queria. Agora, como é que ele caíu, se fazia tudo o que Guebuza queria? Na política é difícil obrigar uma pessoa, com poder, a fazer coisas quando não quer.

Estamos a falar de uma situação em que teremos um Presidente do partido que não será o mesmo que o da República e num cenário em que os estatutos da Frelimo dizem que os órgãos eleitos pela Frelimo para cargos governamentais devem prestar contas ao partido.
O presidente Samora morreu e entrou Joaquim Chissano, quando foi embora entrou Armando Guebuza. Depois de Guebuza tomar o poder, Chissano ficou Presidente do partido por pouco tempo, e logo entregou pastas ao Presidente Guebuza para fazer com que não houvesse contrastes entre o partido e o Governo. Se o próximo Presidente da República sair da Frelimo é claro que a mesma Frelimo vai querer que essa figura, como Presidente da República, apoie os interesses do partido, mas não numa vertente de oito para oitenta. Tem que se saber que aquele Presidente não é só dos membros da Frelimo, é de todos os moçambicanos. Mesmo aqueles que não votaram nele. Aqui, a Frelimo deve ter um Presidente aberto a todos os moçambicanos. Se isso acontecer já não será preciso fazer esta diferença entre o Presidente do partido Frelimo e o Presidente da República. Ter um presidente do partido e o outro da República tem uma desvantagem porque se o Presidente da República for fraco, o partido vai  condicionar tudo. Aqui, o mais importante é escolher uma pessoa quetem um coração aberto ao partido e a toda a nação.

Depois de 21 anos de paz, o país voltou a mergulhar numa nova guerra, tudo por causa de umas linhasdo pacote eleitoral. Considera que há razões para tal?
Há uma tese que defende que o Presidente Guebuza e Afonso Dhlakama é que têm a solução. É uma tese que quando se diz, eu às vezes fico preso nela e digo que as pessoas que a defendem talvez têm razão porque diz-se sempre que os presidentes Guebuza e Dhlakama devem encontrar-se mas os dois não se encontram. Temos um outro problema.Desde 19 de Outubro de 2013 que nunca vi Afonso Dhlakama falar publicamente ou de forma que convença que é mesmo ele. Pelo menos até ao dia 19 de Outubro, ele aparecia publicamente. Agora quem está a falar são membros da Renamo que nos dizem que o que estão a dialogar no centro Joaquim Chissano não está a surtir nenhum efeito. São quase três meses em que se fala da Renamo e do seu presidente, mas que este não aparece. Onde é que ele está? Está vivo ou está morto? Os membros da Renamo dizem apenas que o Presidente Dhlakama não quer isto ou aquilo. Isso dá-nos a entender que esta é uma conversação que só há poucos que conhecem o que está por detrás. Isso pode ser bom porque talvez vão chegar a um acordo entre eles, mas pode ser mau se isso está a ser levado para frente enquanto as coisas em baixo estão a deteriorar-se, começa a se ouvir demais ataques ali e acolá. Isso faz com que o país perca a confiança do cidadão e dos parceiros.

Quem na sua opinião é o principal responsável desta situação?
O principal responsável disto tudo somos nós moçambicanos. É que no meio disto tudo, não sei quem é, mas há quem gosta da guerra porque daí resultam certas vantagens. Primeiro diziam-nos que quer a Frelimo quer a Renamo não estavam interessadas nas eleições, mas depois vimos que as eleições autárquicas tiverem lugar. Depois disseram que ambas as partes não querem eleições gerais, mas agora vê-se que as eleições gerais terão lugar e oiço que a Renamo vai participar. Quando há uma guerra há sempre um grupo que ganha e o outro que sofre e nós dissemos que é o povo. Mas cuidado porque é preciso saber qual povo. De certeza será aquele que perde parentes, seus bens, aquele povo que será obrigado a deixar suas machambas, gado e outros bens para se refugiar noutras zonas, aquele comerciante que terá a sua cantina saqueada ou queimada. Portanto, é uma responsabilidade colectiva e que como moçambicanos que somos, temos a responsabilidade de eleger uma pessoa que quer acabar com essa guerra. Aí o CC também tem a palavra a dizer. O CC deve defender que seja um candidato que convença as pessoas que quer acabar com a guerra.

In "SAVANA"


O Chefe terrorista

O governo de Moçambique não quer a guerra e os investimentos estrangeiros devem continuar, contudo as FDS não podem continuar por muito tempo na posição defensiva. Certo que a ofensiva por imperativo nacional pode esperar mas não por muito tempo. Caso os ataques se mantenham, o estado tem a luz verde da maioria dos moçambicanos de usar todos meios militares disponíveis para acabar com as ameaças da guerra. Não sei se preferível um Dlhakama morto ou vivo, o que sei e que este indivíduo vive como constante ameaça  a paz e o desenvolvimento de Moçambique. A monte da justiça há meses por acumulação de crimes hediondos contra moçambicanos, lá gravou uma cassete através do  porta voz das suas façanhas CANALMOZ.O proscrito chefe terrorista Dlhakama  reapareceu em gravação para dizer das suas.  Na verboreia que o caracteriza disse que o presidente Guebuza o quis matar. Que o ataque a Sandjundira  pelas FDS  foi uma tentativa de assassinato. Apesar dos incontornaveis iatos não quer perder o barco. O seu desaparecimento pontual nada tem de inusitado.O drama vem quando aparece a lidar quase sempre com os seu demónios. Da impressão que por temer em demasia a morte consegue atrai-la. Todos nós um dia temos de morrer, mas se alguém ouvir dizer que este fulano desapareceu do reino dos vivos, ninguém irá ficar admirado. Omite que ele foi o mandante de crimes (inúmeras mortes )  moçambicanos e que mesmo com esse curriculum a partir de Abril de 2013 , se decidiu por repetir a façanha. Conforme o primeiro ministro Vaquina ``Ao estado moçambicano não restava outra opção senão ir calar a voz do comando terrorista. Mas ele em tom de desafio ainda se atreve ao desafio afirmando  que só permitirá  paz  em Moçambique a partir de Fevereiro de 2014 .
Que despautério!...Afinal que país é este?
Compete ao executivo responder sem reticências a esta questão. O cidadão não pode viver refém do terrorismo. O país tem a noção exacta do grau de dificuldade na lide com a qualidade de político que  este individuo representa. Desde  o seu surgimento político faz tempo obriga os moçambicanos a viver no limbo e no inferno, e mesmo assim  não tem remorso algum...,
O chefe terrorista comandou acções de violência sanguinária com objectivos políticos  de triste memória, classificado pela sua crueldade  nos arquivos de organizações internacionais; numa dos quais sabe-se  que o seu grupo assassinou  com golpes de catanas mais de 400 pessoas entre médicos, enfermeiros e doentes num hospital em Homoíne, província de Inhambane.  O mesmo aconteceu recentemente quando os bandidos armados sob o seu comando atacaram hospitais e centros de saúde  na zona de Muxungué , roubar medicamentos e destruir equipamentos médicos. O estereótipo jocoso endo
ssando a políticos africanos e produto factual contra a existência deste tipo tipo de pseudo políticos a viver ainda na era da tribo. Mas este tipo foi  imposto  a Moçambique pela politica contra producente do ocidente através do AGP como teste de ferro de interesse neocolonialista. O argumento apresentado e que era um bando de andarilhos armados e não um reflexo sociológico de uma sensibilidade política. Presente envenenado   ligado a interesses inconfessáveis sempre a procura subverter a ordem politico constitucional.
Em 1992 o governo estava mais preocupado em gerir a transição de uma economia centralizada para a economia de mercado, assim como na construção de infraestruturas económicas. Abriam-se desta forma as portas aos instituições financeiras da Brenton Woods que se comprometiam e financiar  processo de transição. Mas o AGP e passado e plasmado na constituição da republica. Quem procura ressuscita-lo e por não  ter argumentos jurídicos e políticos para disputar o presente com as armas exigidas numa democracia pluralista.
Efectivamente hoje a situação exige  argumentos de sectores habilitados a lidar com a tolerância politica e a diversidade. Houve um avanço indiscutivel quanto a liberdade de expessao e de pensamento de informação e opiniao.Apesar dos conflitos  inerentes particularidade de sociedades em construção,existe respeito pela diferença e a inclusão social  e baseada na igualdade de oportunidade para todas camadas  e quadrantes politico religiosos , sociais e culturais. O executivo geriu e bem o processo económico  e reformou a economia , privatizando empresas do estado e bancos assim com abrindo as portas a investimento privado. Desde as eleicoes de 1994 ate hoje a economia de Moçambique foi a que mais cresceu na África  austral.E se existe muito investimento estrangeiro no pais e por o governo ter feito bem o seu trabalho e por os investidores acreditarem na estabilidade da democracia moçambicana.Ora não vão ser os bandidos armados  a travarem o processo de desenvolvimento económico, nem ninguém forcara um governo patriótico a fazer escolhas irracionais. No plano da democracia o hemiciclo passou a ser o referencial onde governo e oposição degladiam pontos de vista divergentes e onde se estabelecem as bases de consenso politico.
Será que passados 21 anos devemos continuar a cingir-nos por causas esgotas quando sabemos ter contribuído para o  inicio um ciclo de desenvolvimento económico impar na nossa curta existência?. 
A prerrogativa e cerrar os dentes e continuar a lutar em varias frentes sabendo que o partido Frelimo e o governo estão no caminho certo  e que o empenhamento a paciência e o tempo produzem a mais valia.
Estamos em pleno século XXI em que a China colocou uma sonda espacial transportando um robot na Lua, numa proeza só agora realizada pelos Estados Unidos e Russia.
A ultima vez em que um aparelho terrestre poisou na lua tinha sido em 1976.
Vivemos uma época em que a ciência e tecnologia de varias linguagens incluindo informática se tornaram imprescindiveis no quotidiano do cidadão comum de todas as culturas, e civilizacoes e  em que os sistemas de governação democrática falam a mesma linguagem globalizada. Lideres politico  partidários mediavais tipo Dlhakama que foram colaboradores confesso do apartheid serem a vergonha de  África. Primeiro usados como  instrumentos de assassinatos em massa repescados para politica e produtos da guerra  fria , ao serviço da direita politica, que o ocidente foi usando pontualmente como forma de calar vozes criticas  com receio do papão comunista. As mesmas vozes calaram e abandonaram o barco deixando-o isolado mal tiveram conhecimento ao longo do tempo das chacina de centenas de civis obra de bandos cruéis  armados da Renamo, mas já era tarde.
Sabe-se hoje de fonte segura que este individuo com ajuda da secreta do apartheid durante 16 anos, tentou amealhar fundos financeiros de sectores ultra conservadores e racistas, conforme passaporte confiscado em Sandjundira. Nos dias de  hoje e impossivel angariar fundos para uma cruzada anticomunista, por isso e que a Renamo vive na tanga com problemas de dinheiro. E que não existem comunistas genuínos e mesmos os utopistas vivem cépticos e tem no Papa Francisco o virtual  verdadeiro líder.  Dlhakama deveria de uma vez por todas  sair do cenário politico de uma vez por todas. Deixar os moçambicanos construir  no quadro politico constitucional a sociedade democrática que escolheram.  Em relação aos bandidos armados capturados , estes devem responder criminalmente pelos seus actos.Ninguém pode atentar contra a segurança do estado ou pregar a violência armada contra o estado sem sofrer as devidas consequencias.As leis devem ser reforçadas em conformidade com  o momento que vivemos.Nao se deve confundir democracia com tolerância politica.Não pode haver tolerância para  com os terroristas e seus chefes. E que não haja duvidas, os moçambicanos estão do lado das FDS ate que a limpeza esteja completa.
Quanto a entrevista dada pelo chefe terrorista ao Canalmoz, julgo que o estado deveria proceder criminalmente contra o jornal ou então silencia-lo.
O chefe terrorista e neste momento alvo legitimo de guerra, por continuar do seu esconderijo a comandar ataques contra as populacoes e contra as FDS; ora a mandar farpas contra o chefe do estado e contra as FDS.E verdadeiro  que não existe um mandato de captura judicial emitido da Procuradoria geral, por se tratar de matéria militar.
A Necessidade da Paz em Detrimento da guerra. O governo da Frelimo  contribuiu para o derrube do regime fascista e racista do apartheid, que envergonhava a África tendo  construído em Moçambique uma sociedadade multiracial democrática onde todos se sentem iguais.E se existe alguem que não se sente igual o problema e dele.; ou e recalcado ou  ter contas no cartório. O pais evoluiu, e foi construído uma sociedade respeitável, cuja democracia poderia gozar de maior prestigio não fosse o facto de alguns sinistros doadores  e certas instituicoes, ainda navegarem na onda ideológica crispada  do passado e omitirem  interesses inconfessáveis que os movem. Mas atenção, o governo e soberano e os moçambicanos tem absoluta confiança no executivo patritotico de Armando Guebuza de gerir o processo com a mestria que sempre nos habituou.
Sobre o dialogo governo e Renamo.O diálogo entre as partes ficou encalhado há cerca de um mês, com a Renamo a condicionar o seu regresso à mesa a participação de observadores nacionais e estrangeiros. O governo já aceitou a participação de observadores nacionais, mas rejeita observadores estrangeiros por considerar tratar-se de “assuntos domésticos. Egixe-se uma maior cultura no debate politico.O sistema de paridade a que a Renamo usa como arma de conflituosidade politica violam o principio de proporcionalidade vigente no sistema democrático. Por outro lado a Renamo sempre que o entender atraves da sua bancada pode submeter à Assembleia da República a sua proposta de alteração da Lei Eleitoral.Nao pode e exigir do governo  um acordo político e uma assinatura  remetendo-o   ao parlamento para a sua chancela. O facto de a constituicao portuguesa considerar a paridade nos orgãos eleitorais nao é uma particularidade cientifica nem única. Mocambique tem uma identidade propria e os representantes do povo soberanos no redigir das leis. Nao existem constituicoes iguais mas parecidas em que o regime de proporcionalidade e considerado.Não e o regime de paridade nem de proprorcionalidade nos orgaos eleitorais que vencem as eleicoes, mas sim os votos.
A hipótese de alternância e virtude consagrada pelas regras da democracia e obedece movimentos cíclicos. Algo que não acontece na Renamo por  não se cruzar nas opcoes ideologicas do líder.  Na época nacionalista o africanos orgulhavam-se do que era genuinamente seu. Hoje não é bem assim. Procuram-se importar modelos, como se o mercado estrangeiro  tivesse a resposta acerta para todos os seus anseios. Uma norma errada por subestimar o que de melhor, criativo e patriótico existe no povo moçambicano.  A constituição moçambicana  e produto de moçambicanos e não um produto que venha de fora.
Moçambique e um Estado de direito e uma constituição em que o Estado e o cidadão se revêm. Os órgãos de soberania que funcionam como os sustentaculos da democracia, sendo que neste enquadramento um pretenso politico que não respeita os principio da constituição não pode ser politico serio.E quando o mesmo se arvora de campeão da desestabilização politica e chefe terrorista que ameaça subverter a ordem democrática, mandando atacar os nossos soldados e alvos civis e nada lhe acontecia e porque algo estava errado.
Uma democracia e sustentada no respeito e obediência a lei.A liberdade de expressão esta consignada na constituição,mas os insultos não.Qualquer cidadão, líder politico partidário que ameaça a segurança do estado ou ofensa ao chefe o estado não pode ficar impune.
Deixar jornais e jornalistas a dizer barbaridades do piorio sobre governantes e seus familiares esta errado.Foi um erro crasso do estado e hoje a sociedade e reflexo dessa enfermidade. Foi uma falta de coragem politica. O estado nao pode ter vergonha de executar a Lei.Não importa que chame asfixia ou mordaça democrática,.....Pior e habituar o cidadao comum a ouvir falacias, insultos, mentiras  e faltas de  respeito dirigidos aos orgaos de soberania e seus repectivos respresentantes.
 Ou estamos empenhados a construir uma sociedade seria baseada no respeito  da lei ou estamos perante a lei da selva.Uma selva que que consome a sociedade e que mina a harmonia e camaradagem necessárias ao desenvolvimento e que certas  pessoas ja identificadas  estão empenhados em introduzir em  Moçambique com vista a ver o pais  regredir. Tudo evolui, e todos mudam, mas Dlhakama e a Renamo na sua idiosincrasia continuam estagnados e sem evolucaoa que lhes permita um enquadramento politico filosófico do contexto actual .A intenção parece ser romper com o paradigma normativo que gere a politica e políticos da actualidade substituindo-a pela voz  de comando  tribalista.
Enquanto a narrativa politico ideológica do partido  Frelimo permitiu o partido abandonar escolhos desenvolvimento deixando para a historia o centralismo democrático tornando-se um partido social democrata moderno, dotado de uma visão moderna a altura de outros partidos socialista e social democratas no mundo. Enquanto o partido Frelimo conservando as suas bases, da esquerda foi cativando sectores moderados do centro esquerda ao centro politico, o chefe terrorista e o seus sequazes foram afugentando tudo e todos e hoje pede de joelhos que os estrangeiros lhe coloquem comida na boca.


Por Inácio Natividade

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Uma audiência sem interlocutor


O comandante provincial da PRM em Nampula, Alfredo Mussa, “não compareceu” a uma audiência na tarde de terça-feira (14) com deputados do partido Renamo por aquele círculo eleitoral depois de ter confirmado o pedido dos mesmos.  Na manhã do mesmo dia, Alfredo Mussa esteve no seu gabinete de trabalho e quando os cinco deputados da Renamo fizeram-se presentes ao Comando Provincial ele já não estava, mas a viatura protocolar afecto a si estava no local. De acordo com Fernando Mathuassane, deputado da Renamo, o grupo queria apresentar ao comandante da PRM em Nampula a sua inquietação face a detenções nocturnas e arbitrárias sem mandado judicial dos membros da Renamo na província de Nampula, sobretudo nos distritos de Murrupula, Rapale, Mogovolas e Memba.
“Viemos saber o que está a acontecer e porque nos proíbem de içarmos a nossa bandeira”, disse o deputado Fernando, para depois prosseguir: “é preciso que haja diálogo entre nós os moçambicanos para evitar-se situações drásticas”.
Entretanto, a resposta da indisponibilidade do comandante Alfredo Mussa que estaria numa suposta viagem à Mutivaze no distrito de Rapale chegou por via de agentes de patrulha da PRM, pois o seu gabinete viu-se embaraçado e incapaz de receber e enfrentar os deputados da Renamo. Com efeito, jornalistas que acompanhavam os deputados da Renamo foram escorraçados do recinto do Comando Provincial, alegadamente para não reportar a audiência fugida pelo comandante.O porta-voz da PRM em Nampula, Miguel Bartolomeu, confirmou a indisponibilidade do seu comandante em receber os deputados da Renamo, mas não se referiu ao facto de ele estar ou não em viagem de emergência.(CMoz)

Paz, por favor!


terça-feira, janeiro 14, 2014

"Abram o olho"

Uma das figuras centrais do movimento "sem-terra" brasileiro, Augusto Juncal, esteve em Maputo como "reforço de peso" da campanha dos camponeses moçambicanos contra o ProSAVANA e deixou o alerta: "Abram o olho, vocês vão perder as terras".
O ProSAVANA, um programa de desenvolvimento agrário dos governos de Moçambique, Brasil e Japão, que está ainda na fase inicial de implementação no centro e norte de Moçambique, está a ser contestado pela União Nacional dos Camponeses de Moçambique (UNAC), a maior organização da classe no país. A ser concretizado, em milhões de hectares de 19 distritos moçambicanos do centro e norte de Moçambique, o ProSAVANA pretende dinamizar o agro negócio através da participação do setor privado na produção de culturas destinadas à exportação.   A UNAC defende que o modelo brasileiro de desenvolvimento agrário de cerrado tropical que será replicado no projeto moçambicano vai provocar a expropriação de terra de milhões de camponeses, agravar a pobreza e levar a tensões sociais, tal como se passou com o fenómeno dos "sem-terra" no Brasil.  Convidado de honra na II Conferência Internacional Camponesa sobre a Terra, realizada esta semana em Maputo, Augusto Juncal, porta-voz do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), não tem dúvidas de que o ProSAVANA vai prejudicar os camponeses do centro e norte de Moçambique.
"Eu acho que a preocupação com o ProSAVANA está pouca para o problema que está vindo. Acho que os camponeses ainda não se deram conta do que está vindo, porque, quando se derem conta, não vai ter nenhuma negociação com o Governo", disse à Lusa o militante da causa dos camponeses sem-terra do Brasil. "Eu estou falando: abram o olho, vocês vão perder as terras, não é brincadeira, isso é um processo de usurpação, de apropriação de terra. No Brasil, o cerrado desapropriou muita população, acabou com um dos biomas mais importantes" do país, enfatizou Augusto Juncal.
Também o diretor da Organização Não-Governamental (ONG) angolana Ação para o Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Angola (ADRA), Guilherme Santos, considera que se o ProSAVANA fizer prevalecer os interesses da agricultura empresarial em detrimento dos camponeses, o país passará por tensões sociais sérias.
"Se não se fizer absolutamente nada para proteger os interesses dos camponeses, se a tendência for de pisotear os interesses dos camponeses vai haver convulsões", apontou Guilherme Santos. O ativista dos direitos dos camponeses angolanos considera que Moçambique ainda vai a tempo de evitar que o ProSAVANA resulte em prejuízos para os camponeses. "Há ainda oportunidade de diálogo, um diálogo que tenha uma finalidade aceite por todos, que tenha em conta a dimensão económica, social e cultural de todos os agentes envolvidos. A sociedade civil moçambicana deve construir essa capacidade de influenciar o processo de decisão sobre o ProSAVANA", acrescentou Guilherme Santos.

Durante a conferência, a UNAC foi novamente enfática no repúdio à iniciativa, acusando o Governo de "contradições" nos pronunciamentos sobre as consequências do programa e de intimidação nas discussões com os camponeses. "O ProSAVANA tem sido marcado por contradições, porque temos o Governo central a negar que vai haver reassentamentos, mas os funcionários locais falam de milhões de terra necessária para o programa", disse Vicente Adriano, oficial de Advocacia e Cooperação da UNAC.

ÚLTIMA...última hora!!!

FADM desactivam base da Renamo em HomoíneAs Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) desactivaram agrupamentos de homens armados da Renamo que semeavam terror no posto administrativo de Pembe, no distrito de Homoíne, em Inhambane.De acordo com informações oficiais indicam que as FADM desactivaram, com sucesso, esta segunda-feira a base de Catine, na planície de Chiguive, onde se encontravam cerca de 30 homens armados. Na operação foram capturados dois homens da Renamo que, segundo fontes, teriam afirmado que se encontravam na região a mando do seu líder, Afonso Dhlakama e que o seu objectivo era o de inviabilizar a realização do recenseamento eleitoral naquele ponto do país.

2013 para Cristiano Ronaldo

Entre 1956 e 1994, o troféu era destinado apenas a jogadores europeus que representassem clubes europeus. A partir de 1995, a distinção da publicação francesa foi alargada a todos os futebolistas a jogar na Europa. A partir de 2007, o prémio passa a ter amplitude planetária, sem qualquer distinção.

1956: Stanley Matthews (Ing)
1957: Alfredo Di Stefano (Esp) 1958: Raymond Kopa (Fra) 1959: Alfredo Di Stefano (Esp)
1960: Luis Suarez (Esp)
1961: Omar Sivori (Ita)   1962: Josef Masopust (Che)  1963: Lev Yachine (URSS)   1964: Denis Law (Esc)
1965: Eusébio (Por)  1966: Bobby Charlton (Ing)  1967: Florian Albert (Hun)   1968: George Best (Irn)
1969: Gianni Rivera (Ita)
1970: Gerd Müller (Ale)
1971: Johan Cruyff (Hol)  1972: Franz Beckenbauer (Ale)  1973: Johan Cruyff (Hol)  1974: Johan Cruyff (Hol)
1975: Oleg Blokhine (URSS)  1976: Franz Beckenbauer (Ale)   1977: Alan Simonsen (Din)
1978: Kevin Keegan (Ing)   1979: Kevin Keegan (Ing)   1980: Karl-Heinz Rummenigge (Ale)
1981: Karl-Heinz Rummenigge (Ale)
1982: Paolo Rossi (Ita)    1983: Michel Platini (Fra)   1984: Michel Platini (Fra)   1985: Michel Platini (Fra)
1986: Igor Belanov (URSS)   1987: Ruud Gullit (Hol)   1988: Marco Van Basten (Hol)  1989: Marco Van Basten (Hol)
1990: Lothar Matthaüs (Ale)
1991: Jean-Pierre Papin (Fra)  1992: Marco Van Basten (Hol)   1993: Roberto Baggio (Ita)   1994: Hristo Stoïchkov (Bul)
1995: George Weah (Lib)  1996: Matthias Sammer (Ale)  1997: Ronaldo (Bra)  1998: Zinédine Zidane (Fra)  1999: Rivaldo (Bra)
2000: Luis Figo (Por)
2001: Michael Owen (Ing)   2002: Ronaldo (Bra)  2003: Pavel Nedved (Che)   2004: Andrei Shevchenko (Ucr)  2005: Ronaldinho (Bra)
2006: Cannavaro (Ita)  2007: Kaká (Bra)   2008: Cristiano Ronaldo (Por) ; 2009/12:Leonel Messi



segunda-feira, janeiro 13, 2014

Moçambique pode estagiar no Japão

O Ministro moçambicano da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Júnior, disse que a Selecção Nacional de Basquetebol feminino deverá ter um estágio no Japão, no âmbito da sua preparação para o campeonato mundial de basquetebol, a decorrer este ano, na Turquia.Sumbana Júnior, que falava  à Imprensa moçambicana, no âmbito da visita que o Primeiro-Ministro do Japão, Shinzo Abe, efectua a Moçambique, afirmou que a Federação Moçambicana de Basquetebol criou condições para que a selecção de basquetebol feminino tivesse um estágio naquele país nipónico. Aliás, Abe deslocou-se à Arena do Maxaquene, na capital moçambicana, para saudar a selecção nacional pela sua qualificação ao campeonato mundial de basquetebol feminino, a 17ª edição.  Segundo o Primeiro-Ministro japonês, a Federação Moçambicana de Basquetebol criou condições para que a selecção de basquetebol feminino tivesse um estágio naquele país nipónico. O campeonato mundial da modalidade terá lugar de 27 de Setembro a 05 de Outubro deste ano e a selecção moçambicana estará presente, depois de ter conquistado o segundo lugar do campeonato africano da modalidade, que decorreu em Maputo, em finais de Setembro de 2013.
“A Federação Moçambicana de Basquetebol criou as condições para que a nossa selecção fosse estagiar no Japão, criou uma relação que está tendo continuidade agora e esperamos que até estreitar-se cada vez mais e trazer frutos”, disse Sumbana Júnior. O ministro garantiu que no encontro que manteve com Abe

não discutiu outras modalidades desportivas para além do basquetebol. Sumbana Júnior considerou ser prematuro avançar-se para outras modalidades, uma vez que a relação, no âmbito desportivo, entre o país e aquele estado nipónico é nova.
“Não discutimos questões relacionadas com outras modalidades. Mas, nós, sentimos que, simbolicamente, esta relação com o basquetebol significa que o Japão está a se abrir na relação na história do desporto”, disse Sumbana, tendo garantido que o povo japonês sente-se a par da selecção moçambicana de basquetebol.
A selecção moçambicana de basquetebol feminino visitou o Japão em 2013, e foi a primeira do continente africano a efectuar um jogo de preparação para o campeonato mundial de basquetebol, com a sua congénere nipónica.Num outro desenvolvimento, o Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Francisco Mabjaia, considera “simbólica” a estadia de Abe no Pavilhão do Maxaquene, onde a selecção feminina de basquetebol se encontrava, uma vez que, segundo Mabjaia “esperamos que nos abra as portas de apoio que nós precisamos para a preparação, rumo Turquia e não só”. Segundo Madjaia, as atenções do Primeiro-Ministro japonês estendem-se até aos níveis de basquetebol de sub-16. “Não é por acaso que tivemos a capitã da selecção se sub-16 aqui”, disse.O Primeiro-Ministro nipónico assistiu um jogo que durou sensivelmente 5 minutos em que a equipa nacional repartiu-se ao meio, ou seja, cinco jogadoras em cada lado, onde se faziam demonstrações da bola ao cesto. Abe também teve que lançar a bola ao cesto, numa posição de lançamentos livres, e tendo acertado a segunda tentativa.Na ocasião, houve oferta de bolas daquela modalidade pela parte japonesa.

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Fusão do Jo

A composição musical “Sweet Carol”, produzida na Itália, é a nova canção do artista moçambicano Jo Choneca, que combina uma língua do país, português, e o inglês, numa fusão de ritmos afro, pop, funk e reggae.O tema musical de João Joaquim Choneca ou simplesmente Choneca constitui a última composição do artista produzida pela editora discográfica italiana “Riserva Sonora”.João Joaquim Choneca que é cantor, compositor, violonista e percussionista de 27 anos de idade, oriundo da cidade da Beira, vem da tradição marrabenta, ritmo musical que desde criança começou a tocar com o grupo Myacha, com o qual realizou digressões pela Europa e Ásia como percussionista e “back vocal”. Em 2009, Choneca estabelece-se em Génova, onde começa a frequentar a universidade, levando contemporaneamente adiante a sua grande paixão pela música. Após três anos de concertos e saraus de pura alegria Afro-brasileira, com o seu grupo Mosamba, decide lançar-se como solista, pela editora discográfica Riserva Sonora, segundo a Agência Noticiosa Italiana (AGI). Em 2010, apresenta a sua primeira composição “Life in Erasmus” e em 2012 “Marrabenta”. Jo Choneca é expressão de alegria, sound e groove. “Sweet Carol” foi produzida e gravada em Novembro de 2013, nos estúdios da Reserva Sonora e colaboraram com Jo Choneca, Andrea Trabucco no violão e cavaquinho; no baixo Nello Amadei, jovem ítalo brasileiro e Paolo Piccardo na bateria. O disco já está disponível em em mais de 240 países.