Depoimento de uma
senhora, que diz ter passado álcool em toda a casa após descobrir que seu pen drive (memória/flash) estava com vírus.
segunda-feira, janeiro 20, 2014
"Ou retoma a democracia ou perde o poder"
A segunda parte (última) da entrevista feita ao Padre Couto pelo Jornal Savana
O partido Frelimo reivindica ter cerca de quatro milhões de membros. A Renamo também tem o seu eleitorado. A actividade dos partidos é convencer os eleitores a
apostar nos seus programas. Porém, para o caso concreto dos dois principais partidos, as atenções
estão viradas para os órgãos eleitorais e não nos eleitores. O que estará por detrás disso?
Por
detrás disso está uma demagogia porque no meu entender não vejo nenhum
problema em haver paridade na Comissão Nacional de Eleições (CNE). O que custa
fazer paridade na CNE? Podem fazer isso. Aqui o problema é outro. Não é
entre a Renamo e a Frelimo. O problema é que as oportunidades na economia, as
vantagens dos proveitos dos
recursos naturais devem ser oportunidades que mais ou menos todos tenham. As
comunidades moçambicanas devem
todas beneficiar destes proveitos. Com isso não quero dizer que, uns não podem
ser ricos mais que os outros, mas basicamente todos querem os mesmos direitos e
esses direitos quando não há, não me admirarei que haja um grupo da Frelimo a
lutar contra a Frelimo oficial e por baixo a ajudar a Renamo. Não me admira que
haja frelimistas que apoiam o MDM. Se
for a ver, todos esses políticos que hoje aparecem como oposição à Frelimo
saíram todos da Frelimo. São pessoas que em algum momento sentiram que são
capazes de fazer isto ou aquilo, mas como não lhes dão espaço vão fazer do
outro lado.
Como é que o padre Couto avalia os resultados eleitorais das
eleições de 20 de Novembro?
Isso
significa que a democracia está a começar em Moçambique. Há democracia quando
de vez em quanto quem ganhou também perde. O jogo é democrático quando um dia
ganha o Maxaquene e noutro o Desportivo. Por isso, o facto de a Frelimo ter
ganho mas também perder não é uma coisa má para a democracia, é bom. Isso é uma
vertente. Analisando concretamente os resultados das eleições autárquicas, no caso
concreto de Nampula e Quelimane porque, como todos nós sabemos
Beira
é uma cidade que sempre se opôs a quem está no poder, mesmo o Movimento
Democrático de Moçambique se estivesse no poder, na Beira seria oposição.
Aquela cidade foi sempre assim. Voltando às cidades de Quelimane e Nampula, é
importante frisar que a Frelimo, existindo há 50 anos, dos quais perto de 40 no
poder, chegou a um momento em
que dentro do partido Frelimo não se tratam as coisas de maneira democrática.
Manda-se do topo para a base, esquecendo-se que a Frelimo era um partido que
tinha democracia a partir da célula, passando pela localidade, distrito,
província até
ao nível nacional. A base é que escolhia. Mas hoje é tudo o contrário. Muitas
vezes nota-se que o topo põe líderes que as bases
não querem. Aquela democracia de dizer que a base é que decide acabou. Vejam o
que aconteceu com o
candidato da Frelimo para o município de Nampula; quem o indicou? Foi a base ou
o topo? Na renúncia de Pio Matos (em Quelimane), também foi o mesmo. No caso de
Nampula,ouvi que a direcção da Frelimo foi avisada que aquele não era um candidato
querido pelas bases e isso foi ignorado. Perante esta situação há que frisar que
a Frelimo tem que mudar. Ou retoma
a democracia ou perde o poder. No mundo há exemplos de grandes partidos que
acabaram desaparecendo por
causa disso. O partido Comunista na União Soviética trabalhou só 50 anos e daí
já não podia ir mais a frente. Mikhail Gorbachev queria reformar e acabou com o
partido. O topo já não se ligava às bases, trabalha-se em grupos. O mesmo
está
a acontecer na Frelimo. Hoje, o partido trabalha através do cartão e no cartão
infiltrou-se gente que não está interessada no povo. Está interessada nos seus
próprios interesses.
Quem é o culpado disso?
O
culpado disso é aquele que não promove a qualidade técnica, promove o cartão.
Aquele que dá a entender que quem tem cartão tem mais vantagens e aquele que
não o possui menos vantagens, independentemente da competência técnica. Acho
que é uma tentativa errada porque está a fazer com que a Frelimo seja infestada
por pessoas alheias aos verdadeiros objectivos do partido Frelimo. É um erro
que a Frelimo tem de tomar em conta, porque se não corrigir pode culminar com a
divisão
do partido.
Há quem defenda que se a Renamo continuar na actual rota ela corre
o risco de perder a posição de segunda maior força política no país, a favor do MDM. Qual é a sua
leitura?
Acho
que neste momento a Renamo está a pôr suas raízes para competir nas próximas
eleições gerais. Agora se terá um resultado favorável ou não isso não sei. Mas
pode mostrar que ainda é forte e manter a posição de segunda
maior força política nacional.
Há dias, o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, disse
que o Presidente da Renamo deve ser acarinhado para se sentir confortável a voltar a Maputo.
Compartilha a mesma ideia?
Concordo
plenamente com as declarações do Presidente Chissano. Quando você quer dialogar
com uma pessoa não a pode humilhar. A Frelimo não pode humilhar a Renamo e quem
pode impedir isso é o eleitorado que deve fazer com que a Renamo não perca a
sua representatividade no parlamento.

Como é que o padre Couto avalia a forma como o Presidente da
República reage às críticas?
Não
é fácil ser chefe e ao mesmo tempo ouvir que sou criticado mas, em geral é um
erro que aqueles que cooperam comigo, façam calar aqueles que me criticam. Há
aqui os mandatados para fazer com que a opinião pública não diga aquilo que quer
dizer mesmo que seja a verdade. Neste ponto vou dar o exemplo do porta-voz do
Presidente da República, o Senhor Edson Macuácua. É um jovem que o conheço e
que foi nosso estudante na UEM. Nota-se da parte de Macuácua que há uma
tentativa de travar a imprensa e a crítica pública. Aliás, qualquer Governo
procura travar a imprensa de uma maneira ou de outra, mas se um Governo ou o
Presidente quer ser democrático, tem de trabalhar com a imprensa nos bons
moldes. Quer goste quer não. O que na realidade se vê é um exagero da parte de
Edson Macuácua, quando chega à Presidência. Ele devia saber que está a servir o
Chefe do Estado, que é Presidente de todos os moçambicanos. Não pode pensar que
é empregado de uma cervejaria onde os críticos do chefe não podem comprar
cerveja.
Nos seus encontros, os bispos católicos têm dito que a arrogância
e a intolerância política da parte dos detentores do poder, para além da distribuição
desigual da riqueza, é que estão a levar o país para o abismo. Concorda?
Sou
padre Católico e falo para exprimir as minhas opiniões. Não é meu hábito
comentar discursos de bispos católicos.
Exprimindo a minha opinião pessoal, posso dizer que em Moçambique há um grupo
de pessoas ricas que estão
a favorecer as suas famílias sem olhar para a competência, há pessoas que têm
mais facilidades que as outras. Uma das formas de criar riqueza é dar
oportunidades para aqueles que são capazes e não limitar as coisas a um grupo
de pessoas e
suas
famílias.
Qual é a opinião do padre Couto sobre o papel da sociedade civil
em Moçambique?
Em
Moçambique há muita gente que diz que é da sociedade civil mas que na realidade
não é. Sociedade civil não é família, não é Estado, não são sindicatos, não são
jornalistas. A sociedade civil é aquela que sempre potencia
a desvantagem e não aquela de potencia a vantagem. Alice Mabota, Lourenço do
Rosário, entre outros, não são sociedade civil. Alice Mabota e Lourenço do
Rosário fazem parte daquele grupo que tira proveitos das camadas desprezadas. Lourenço
do Rosário é proprietário de uma universidade onde toda a gente que vai estudar
tem de pagar dinheiro, é director do Fundo Bibliográfico onde tem regalias e ganha
salário, é membro do MARP onde ganha senhas de representação. Sociedade Civil é
aquela senhora que está no Xipamanine a vender para sustentar a sua família,
educar
seus
filhos.
Perante os factos que caracterizam a governação de Armando Guebuza
nos dois mandatos, pode-se dizer
que sai de cabeça erguida?
Antes
de mais há que realçar que nos primeiros cinco anos o próprio povo saiu
satisfeito com o desempenho do Presidente Guebuza e do seu governo, de tal forma
de conseguiu resultados positivos nas eleições gerais de 2009. Naquela altura,
o Presidente Armando Guebuza disse coisas que fez. Quando disse que o distrito
era o pólo de desenvolvimento e teria um fundo de sete milhões isso verificou. Podemos
discutir os critérios de atribuição desses valores mas a verdade é que os sete
milhões estão lá. Tivemos grandes realizações em infra-estruturas, acesso à
educação, água potável, saúde, emprego entre outras áreas. Agora, quando veio o
segundo período as coisas alteraram-se e os ministros não foram na mesma linha com
o Presidente. Vimos muita coisa dita e que depois não foi feita. Posso dar o
exemplo da cesta básica, da reforma do ensino superior entre outras promessas.
Pelo que, o segundommandato não foi todo bom mas ainda pode inverter a
situação. Para tal, é importante que o presidente Guebuza deixe o CC escolher um
candidato que é resultado de uma discussão ampla e que é verdadeiramente
acarinhado pelos moçambicanos e acabar com a instabilidade.
Nova terminal de adubos
BELAZ visitada por empresários
Uma delegação
de empresários moçambicanos encontra-se na Bielorrússia a pesquisar
experiências locais na produção de fertilizantes a base de nitrogénio e
potássio, bem como na indústria automóvel. Segundo escreve o portal de notícias
da rádio e televisão da Bielorrússia (TVR), a delegação moçambicana, que esteve
naquele país na semana passada, visitou a BelAZ, uma fábrica de equipamento de
transporte e de manobras baseada em Zhodzina.“Nos tempos da União Soviética,
camiões basculantes foram importados para Moçambique e agora há uma
oportunidade de restaurar a cooperação”, escreve a publicação.A fonte indica
que a delegação moçambicana assistiu a uma apresentação do maior camião
basculante do mundo, com uma capacidade de carga de 450 toneladas.A mesma fonte
afirma que os empresários moçambicanos visitaram a fábrica de automóveis Minsk
Automobile (que é fabricante de camiões MAZ), havendo interesse em estabelecer,
em Moçambique, uma fábrica conjunta de montagem destes veículos.
Ignorados 170 triliões de gás natural
A revisão do
plano de energia da África do Sul, um projecto que deverá ser implementado ao
longo dos próximos 20 anos, ignora “de forma chocante” as descobertas massivas
de gás natural na Bacia de Rovuma, província de Cabo Delgado, norte de
Moçambique.Esta é a posição de Johan de Vos, Presidente da Comissão Executiva
da Gigajoule, uma empresa sedeada em Pretória e que integra o consórcio da
Gigawatt, responsável por um projecto de geração de energia a partir do gás
natural em Ressano Garcia, sul de Moçambique.Segundo escreve o jornal
sul-africano “Business Day”, esta posição de Johan de Vos surge pelo facto de
as descobertas da Bacia do Rovuma constituírem o quarto maior depósito de gás
natural do mundo, que pode resolver a crise imediata da energia da Eskom e
evitar custos “dispendiosos” de construção de uma terceira nova central
eléctrica a carvão.A Gigajoule diz ter realizado estudos que demonstram a
viabilidade económica de um gasoduto com 2.450 quilómetros de comprimento e que
parte de Cabo Delgado, norte de Moçambique, a Richards Bay, na África do Sul.Segundo
de Vos, este gasoduto custaria cinco biliões de dólares americanos. Um estudo
encomendado pela Gigajoule a empresa de consultoria VGI, refere que seriam
construídos dois clientes âncora na forma de centrais de eléctricas a gás: um
em Maputo e o outro em Richards Bay, com uma capacidade combinada para a
geração de cinco mil megawatts e, para o efeito, seria necessário um
investimento de outros cinco biliões de dólares.
“Trabalhámos dois anos nesse estudo de viabilidade e sabemos que se
construirmos uma central eléctrica de cinco mil megawatts no fim do gasoduto
este projecto é um bancável”, disse ele.
Com um custo estimado em 10 biliões de dólares, o investimento numa central
térmica movida a gás seria “mais barato que o Medupi e irá custar menos a
operar se forem acrescidos os respectivos juros”, acrescentou.
Medupi é um projecto da Eskom, empresa produtora e distribuidora de energia
eléctrica na Africa do Sul, para a construção de uma central eléctrica a
carvão, um investimento orçado em 17 biliões de dólares. Esta central está em
construção próximo de Lephalale, província de Limpopo.“Nós (África do Sul) não
precisaríamos de construir a Coal 3”, disse a fonte, referindo-se ao plano do
governo para a construção de uma terceira central eléctrica a carvão, além das
de Medupi e Kusile.O fornecimento de energia na África do Sul tem sido precário
desde 2008, quando a rede de energia da Eskom começou a se ressentir devido a
sua incapacidade de suprir a demanda. Os grandes investimentos da Eskom em duas
novas centrais eléctricas a carvão têm sido afectadas por longos atrasos de
origem técnica e financeira.Os custos dispararam em flecha e a energia ainda
não chegou à rede. O tempo e os custos associados aos projectos como o Gasoduto
do Norte ao Sul de Moçambique (Gasnosu) mostram que se a construção arrancasse
no próximo ano, o projecto estaria concluído até finais de 2018.“Os japoneses
estão em tudo isso”, disse de Vos, referindo-se aos projectos de gás em curso
na Bacia do Rovuma. “O Primeiro-Ministro japonês esteve em Moçambique esta
semana (semana passada) para assinar acordos com o governo na área da energia.
Nós (África do Sul) não fazemos nada”, acrescentou. “É tecnicamente viável
e terá um impacto social massivamente positivo. Se estivermos todos alinhados,
isso pode acontecer, é uma janela de oportunidade que temos agora e não
devíamos desperdiçar, não podemos enveredar pelo Coal 3 quando existe esta
oportunidade logo à porta”, disse ele.Para Cornelis van der Waal, director da
unidade de energia na Frost & Sullivan, uma empresa de consultoria na área
de pesquisa de mercado, disse que o gasoduto é a coisa mais “interessante e
sensata” que ouviu sobre o desenvolvimento dos depósitos da Bacia do Rovuma.
Segundo referiu, o Plano Integrado de Recursos (IRP) encontra-se em revisão e
não é muito tarde considerar o gás natural de Moçambique para o plano de
electricidade da África do Sul.
“As companhias sul-africanas e o governo estão realmente a perder uma grande
oportunidade em Moçambique, com o gás deles na equação, o debate sobre a
necessidade de energia nuclear cai no vagão”, disse ele.“A beleza de um
gasoduto é que, se for bem feito, pode replicar uma outra Sasol e reduzir
seriamente a nossa dependência em importações de crude. Existem muitas
companhias e indústrias que poderiam beneficiar disso, tirar-lhes da rede e
fornecer-lhes gás barato e limpo. Rovuma devia absolutamente estar no IRP”,
disse ele.Segundo o “Business Day”, a única menção de Rovuma no IRP - e que até
foi erradamente escrito Romvula - é o facto de não ter sido considerado no
cenário alargado de gás natural devido a distância e os custos envolvidos no
transporte de gás natural liquefeito.
Pesquisas em curso na Bacia do Rovuma revelam a existência de reservas de gás
natural na ordem de 170 triliões de pés cúbicos, uma magnitude que a Gigajoule
considera capaz de responder a todas as necessidades energéticas da África do
Sul, estimadas em cerca de 40 mil megawatts, nos próximos 170 anos.
"Incumprimento do princípio de impugnação prévia"

O Conselho Constitucional (CC) chumbou o recurso apresentado pelo
Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido da oposição no país, no qual
solicitava a anulação da votação e, consequentemente, a repetição do processo
eleitoral no distrito de KaMubukwana, no município de Maputo. O MDM, segundo partido mais votado nas quartas eleições autárquicas no país,
não contesta na íntegra a deliberação da CNE, mas os resultados da eleição do
edil de Maputo assim como dos membros da respectiva assembleia. O CC, órgão de
soberania ao qual compete especialmente administrar a justiça em matérias de
natureza jurídico-constitucional, afirma no seu acórdão não poder, por força do
disposto na lei, conhecer os factos alegados no requerimento da interposição do
MDM, porque constituem parte do conteúdo da “Reclamação sobre os resultados do
apuramento intermédio”.A reclamação, segundo aquele organismo, foi
anteriormente decidida pela Comissão Provincial de Eleições da Cidade de
Maputo, órgão de cuja deliberação o ora recorrente não interpôs recurso para a
Comissão Nacional de Eleições (CNE), não tendo respeitado, por conseguinte, o
princípio de impugnação prévia, enquanto pressuposto necessário e indispensável
ao recurso para o Conselho Constitucional das deliberações da CNE.Em relação à
impugnação da deliberação do N/o 70/CNE/2013, de 04 de Dezembro, o acórdão
afirma que é manifesta a incongruência entre o pedido e os respectivos
fundamentos de facto ou causa de pedir, visto que os factos se consubstanciam a
fundamentação não têm conexão lógica com o objecto dessa deliberação.A
deliberação em questão consiste em (a)provar as operações materiais do
Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), a Acta de centralização
nacional e apuramento geral dos resultados eleitorais do dia 20 de Novembro de
2013, bem como proceder a divulgação dos resultados da eleição de um edil e dos
membros da assembleia municipal no último escrutínio.
sexta-feira, janeiro 17, 2014
Paúnde ou foi mal interpretado ou ele....
Filipe
Couto, antigo reitor das Universidades Católica e Eduardo Mondlane, mostrou o seu repúdio às declarações do
Secretário-Geral da Frelimo, Filipe Paúnde, sobre a limitação do CC na escolha
de candidatos daquele partido à Presidência da República. Couto, que falava em
entrevista ao SAVANA, referiu que espera que o CC defenda um candidato da
maioria e que seja uma pessoa
que
quer acabar com a guerra. Sobre a paridade na CNE, uma situação que está a
levar o país ao conflito armado, Couto disse que por detrás da paridade há uma
demagogia e não vê problema em haver paridade na Comissão Nacional de Eleições
(CNE). Diz que o problema não é paridade, mas sim oportunidades na economia e
nas vantagens dos proveitos dos recursos naturais. Acrescenta ainda que a
consolidação do MDM significa que a democracia está a nascer em Moçambique. Nas
linhas abaixo, segue a entrevista.
Falar
do percurso do padre Couto equivale escrever um tomo. Pelo que, vamos nos
concentrar apenas numa parte da sua história. Consta-nos que o padre Couto
conciliou a guerra, como guerrilheiro, e a
religião, como
missionário. Será que não era pecado pregar a palavra de Deus e ao mesmo tempo estar envolvido
numa organização que apregoava a violência?
As pessoas perguntam-me sempre como é que
fui à Frelimo naquela altura em que usava armas para ir contra o colonialismo
português. Fui porque o objectivo da Frente de Libertação de Moçambique era a independência
total e completa de Moçambique, do Rovuma ao Maputo. Este era o interesse geral. Naquele momento
pensava assim: tenho que fazer alguma contribuição na Frente. Esta contribuição
se não é nas armas vai ser noutra coisa. Por isso, quando cheguei lá fiz todos os
possíveis para ser aceite a trabalhar no campo mais ou menos humanitário. Ajudei
que houvesse medicina para mutilados de guerra, crianças, ajudei um pouco nas
escolas e um pouco nas relações exteriores para fazer ver que a Frelimo devia
ser aceite pelos Estados do ocidente. Colaborei na luta pela independência num
sentido contrário à violência, porque nem sequer fui treinado para tal e para
não treinar foi preciso justificar e fui aceite. A Frelimo compreendeu-me e conseguiu integrar a minha intenção
de contribuir para a independência de outra forma. Ou seja, no campo
educacional, da saúde e diplomático.
A
Frelimo acaba de anunciar os seus três pré-candidatos para as eleições
presidenciais de 15 de Outubro. Como
é que encara estas escolhas?
Eu
sou antigo combatente e tenho o cartão de membro. Pela minha idade posso dizer
que pertenço àquilo que chamam de veteranos da luta pela independência. Quando
a Frelimo faz alguma coisa na sua política, primeiro procuro ver a parte
positiva. A Comissão Política (CP) sugeriu nomes de três pré-candidatos para a
sucessão do Presidente Armando Guebuza. A
minha primeira reacção racional é que a CP, que representa o Comité Central
(CC) na política do dia-a-dia, corrigiu Filipe Couto.
Lembram-se
que eu falava de Feliciano Gundana como
figura ideal
para
suceder a Guebuza? A CP disse ‘não, Filipe, a tua geração e de Gundana devem ir
repousar. Quem deve entrar nessa coisa de ser Presidente da República deve ser uma
geração nova e não aquela dos veteranos. Gostas do teu Gundana, mas esta é a
vez da nova geração’, e achei isso positivo.
…Mas
como é encarou
a exclusão dele (Gundana) da lista dos pré--candidatos?
Encarei a ausência de Gundana com grande
disciplina e com a percepção de que nós velhos da Frelimo já não podemos querer
comandar. As nossas forças
diminuíram. A minha vista, os meus ouvidos e a minha flexibilidade hoje já não
é a mesma de há um tempo. Há coisas que já não posso fazer devido à minha
idade. É bom estar claro que estou satisfeito porque a escolha não recaiu sobre
um veterano, mas sim em jovens com mais energia. Eu, Gundana e outros veteranos
vamos ficar na retaguarda a olhar para o que esse jovem que será sucessor de
Armando Guebuza vai fazer.
Com isso quer dizer que está de acordo com
o Secretário-Geral da Frelimo, quando diz que não haverá outros candidatos para
além dos três já anunciados, numa situação em que o Comité Central é que é, de
facto, o órgão de decisão nesta matéria?
Sobre
este ponto, vou divergir completamente com o que o meu irmão Filipe Paúnde
disse. Não ouvi nem vi a entrevista dele, mas ouvi dizer que ele disse que a lista
dos candidatos é esta: fulano, sicrano e beltrano e dessalista, um deles vai
ser escolhido pelo CC para candidato da Frelimo. Na minha óptica, Paúnde
deveria ter dito que esta lista é definitiva do ponto de vista da CP e vamos
entregar ao CC. Cabe ao CC
julgar se um deles vai em frente ou não, ou que devemos aumentar a lista dos
candidatos para depois o CC escolher o candidato que vai de acordo com as exigências
actuais. Se o meu irmão Paúnde pensa que sobre aquela lista, o CC deve fazer como se fosse uma
vaca projéctil a CP e dizer sim…sim…sim…
sem dizer não…vamos aumentar outros candidatos, discordo plenamente. Na minha opinião, Paúnde ou foi mal
interpretado ou ele expressou--se mal. Aí o CC, na qualidade do órgão que elege a
CP e reúne maior número de membros, deverá corrigir esta situação.
Perante
este cenário, qual acha que será o posicionamento do CC?
Não
tenho dúvida de que o CC vai eleger um candidato proposto num contexto mais
vasto. Isto é, num contexto em que se apresentam outros candidatos. Vai eleger um candidate
que sai de uma discussão mais ampla e não só dos três. Os três são candidatos
daquele
pequeno grupo de gestores do dia-a-dia do partido. É um grupo minoritário. Não
se pode sobrepor à maioria que é o CC.
Em alguns sectores defende-se a ideia de
que o candidato ideal da Frelimo tem de ser alguém capaz de fazer pontes e
estabelecer consensos. Dos três
pré-candidatos, qual é que acha que preenche esse perfil?
Não
vou dizer se os três tem ou não qualidades ou quem dos três tem mais qualidades
que o outro. O que defendo é que o candidato da Frelimo saia de uma discussão mais ampla
e
num universo maior. Quanto às qualidades, posso dizer que todos nós mostramos
se as nossas qualidades são boas ou más no exercício das nossas actividades.
Na
óptica do padre Couto qual deverá ser o perfil do próximo presidente?
Tem
de ser uma figura que ouve a sua equipa, que sabe escolher pessoas certas para
posições certas, deve ser um presidente que é líder. Liderança não é só mandar
de uma maneira monomaníaca, onde o chefe diz a todo o mundo que ‘sou eu que mando
e se não faz assim vai embora’. Não. Tem de abrir espaço para discussão. Deve haver
coragem da parte do escolhido de dizer que eu sou fraco neste e naquele ponto,
mas juntos vamos procurar uma figura que melhor pode fazer as coisas e a outra
parte entender isso com normalidade.
Isso não se verifica no actual cenário?
Poderia
acontecer se quem é ministro de vez em quando mostrasse a sua personalidade. Infelizmente, isso
não se verifica. Por exemplo, no segundo mandato do Presidente Armando Guebuza,
dos ministros que estão lá, nunca testemunhei uma situação em que um ministro
saiu a defender o Presidente. Nunca vi um ministro a vir a público e dizer que ‘esta
situação tem a ver com o meu sector e vou responder’. Deixam que todos os erros recaiam sobre a
figura de Armando Guebuza. A própria imprensa só se limita a criticar o Presidente e
não olha para os ministros. Agora fala-se dos raptos. Todos exigem que o
Presidente fale disso, mas existe o Ministro do Interior. É difícil para um
Presidente de uma nação como esta responder a todas as perguntas.
…Mas
há quem diga que isto acontece porque o Presidente Guebuza promove lambebotas e
gosta de palmas.
O
presidente Guebuza pode ter um bocado de culpa, embora não concorde plenamente.
Tive
a sorte de ser nomeado Reitor da UEM por ele e durante os quatro anos que
estive lá, fiz coisas da minha cabeça e ele nunca veio me dizer ‘não faz isto e
faz aquilo’. Eu não creio que o
Presidente Guebuza proíba um ministro de fazer coisas como ele pensa. O que se verifica é que
pessoas que se tornaram ministros, especialmente a partir do segundo período do
Presidente Guebuza, ficam contentes quando vêem o chefe a ser criticado e eles
não.
Com
isso quer dizer que as partes puxam o mesmo comboio mas para
direcções
diferentes?
Todos
puxam o mesmo comboio mas quando há desastre dizem que o culpado é apenas o
maquinista. Embora fazendo parte da tripulação, dizem que não são culpados e
todas as
culpas
recaiem sobre o maquinista.
No
actual quadro político-partidário, não acha que qualquer um dostrês
pré-candidatos será um Presidente refém das vontades do Presidente do partido
Frelimo?
Se
for isso, o presidente Guebuza tem que ter muita sorte. Conheço pessoas dentro
das instituições do Estado que escolheram pessoas fiéis demais para lhes
suceder e foram essas pessoas que as contrariaram. Um pessoa com poder pensa de
outra forma e é capaz de dizer que até esse ponto não vou e você não faz nada porque
ele tem poder. O que está a originar este pensamento é que as pessoas do
Governo faziam coisas e diziam que o Presidente Guebuza é que mandou. Isso até o
(antigo) Primeiro-Ministro, Aires Ali, sempre deu a entender que tudo aquilo
que ele fazia era aquilo que Armando Guebuza queria. Agora, como
é que ele caíu, se fazia tudo o que Guebuza queria? Na política é difícil
obrigar uma pessoa, com poder, a fazer coisas quando não quer.
Estamos
a falar de uma situação em que teremos um Presidente do partido que não será o
mesmo que o da República e num cenário em que os estatutos da Frelimo dizem que
os órgãos eleitos pela Frelimo para cargos governamentais devem prestar contas
ao partido.
O presidente Samora morreu e entrou Joaquim
Chissano, quando foi embora entrou Armando Guebuza. Depois de Guebuza tomar o
poder, Chissano ficou Presidente do partido por pouco tempo, e logo entregou pastas
ao Presidente Guebuza para fazer com que não houvesse contrastes entre o
partido e o Governo. Se o próximo Presidente da República sair da Frelimo é
claro que a mesma Frelimo vai querer que essa figura, como Presidente da
República, apoie os interesses do partido, mas não numa vertente de oito para
oitenta. Tem que se saber que
aquele Presidente não é só dos membros da Frelimo, é de todos os moçambicanos. Mesmo
aqueles que não votaram nele. Aqui, a Frelimo deve ter um Presidente aberto a
todos os moçambicanos. Se isso acontecer já não será preciso fazer esta
diferença entre o Presidente do partido Frelimo e o Presidente da República. Ter um
presidente do partido e o outro da República tem uma desvantagem porque se o
Presidente da República for fraco, o partido vai condicionar tudo. Aqui, o mais importante é escolher uma pessoa
quetem um coração aberto ao partido e a toda a nação.
Depois
de 21 anos de paz, o país voltou a mergulhar numa nova guerra, tudo por causa
de umas linhasdo pacote eleitoral. Considera que há razões para tal?
Há
uma tese que defende que o Presidente Guebuza e Afonso Dhlakama é que têm a
solução. É uma tese que quando se diz, eu às vezes fico preso nela e digo que as
pessoas que a defendem talvez têm razão porque diz-se sempre que os presidentes
Guebuza e Dhlakama devem encontrar-se mas os dois não se encontram. Temos um outro problema.Desde
19 de Outubro de 2013 que nunca vi Afonso Dhlakama falar publicamente ou de forma que convença que é mesmo ele. Pelo
menos até ao dia 19 de Outubro, ele aparecia publicamente. Agora quem está a falar são membros da Renamo
que nos dizem que o que estão a dialogar no centro Joaquim Chissano não está a surtir
nenhum efeito. São quase três meses em que se fala da Renamo e do seu
presidente, mas que este não aparece. Onde
é que ele está? Está vivo ou está morto? Os membros da Renamo dizem apenas que
o Presidente Dhlakama não quer isto ou aquilo. Isso dá-nos a entender que esta
é uma conversação que só há poucos que conhecem o que está por detrás. Isso
pode ser bom porque talvez vão chegar a um acordo entre eles, mas pode ser mau se
isso está a ser levado para frente enquanto as coisas em baixo estão a
deteriorar-se, começa a se ouvir demais ataques ali e acolá. Isso faz com que o
país perca a confiança do cidadão e dos parceiros.
Quem
na sua opinião é o principal responsável desta situação?
O
principal responsável disto tudo somos nós moçambicanos. É que no meio disto
tudo, não sei quem é, mas há quem gosta da guerra porque daí resultam certas
vantagens. Primeiro diziam-nos que quer a Frelimo quer a Renamo não estavam
interessadas nas eleições, mas depois vimos que as eleições autárquicas tiverem
lugar. Depois disseram que ambas as partes não querem eleições gerais, mas agora
vê-se que as eleições gerais terão lugar e oiço que a Renamo vai participar. Quando há uma guerra há sempre um grupo que
ganha e o outro que sofre e nós dissemos que é o povo. Mas cuidado porque é
preciso saber qual povo. De certeza será aquele que perde parentes, seus bens,
aquele povo que será obrigado a deixar suas machambas, gado e outros bens para se
refugiar noutras zonas, aquele comerciante que terá a sua cantina saqueada ou
queimada. Portanto, é uma responsabilidade colectiva e que como moçambicanos
que somos, temos a responsabilidade de eleger uma pessoa que quer acabar com
essa guerra. Aí o CC também tem
a palavra a dizer. O CC deve defender que seja um candidato que convença
as pessoas que quer acabar com a guerra.
O Chefe terrorista
O governo de Moçambique não quer a guerra e os investimentos
estrangeiros devem continuar, contudo as FDS não podem continuar por
muito tempo na posição defensiva. Certo que a ofensiva por imperativo nacional
pode esperar mas não por muito tempo. Caso os ataques se mantenham, o estado tem
a luz verde da maioria dos moçambicanos de usar todos meios militares disponíveis
para acabar com as ameaças da guerra. Não sei se preferível um Dlhakama morto
ou vivo, o que sei e que este indivíduo vive como constante ameaça a paz
e o desenvolvimento de Moçambique. A monte da justiça há meses por acumulação
de crimes hediondos contra moçambicanos, lá gravou uma cassete através do
porta voz das suas façanhas CANALMOZ.O proscrito chefe terrorista
Dlhakama reapareceu em gravação para dizer das suas. Na verboreia que o caracteriza disse que o presidente Guebuza o
quis matar. Que o ataque a Sandjundira pelas FDS foi uma
tentativa de assassinato. Apesar dos incontornaveis iatos não quer perder o
barco. O seu desaparecimento pontual nada tem de inusitado.O drama vem quando
aparece a lidar quase sempre com os seu demónios. Da impressão que por temer em
demasia a morte consegue atrai-la. Todos nós um dia temos de morrer, mas se
alguém ouvir dizer que este fulano desapareceu do reino dos vivos, ninguém irá
ficar admirado. Omite que ele foi o mandante de crimes (inúmeras mortes )
moçambicanos e que mesmo com esse curriculum a partir de Abril de 2013 ,
se decidiu por repetir a façanha. Conforme o primeiro ministro Vaquina ``Ao
estado moçambicano não restava outra opção senão ir calar a voz do comando
terrorista. Mas ele em tom de desafio ainda se atreve ao desafio
afirmando que só permitirá paz em Moçambique a partir de
Fevereiro de 2014 .
Que despautério!...Afinal que país é este?
Compete ao executivo responder sem reticências a esta questão. O
cidadão não pode viver refém do terrorismo. O país tem a noção exacta do grau
de dificuldade na lide com a qualidade de político que este individuo
representa. Desde o seu surgimento político faz tempo obriga os moçambicanos
a viver no limbo e no inferno, e mesmo assim não tem remorso algum...,
O chefe terrorista comandou acções de violência sanguinária com
objectivos políticos de triste memória, classificado pela sua crueldade
nos arquivos de organizações internacionais; numa dos quais sabe-se
que o seu grupo assassinou com golpes de catanas mais de 400 pessoas
entre médicos, enfermeiros e doentes num hospital em Homoíne, província de
Inhambane. O mesmo aconteceu
recentemente quando os bandidos armados sob o seu comando atacaram hospitais e
centros de saúde na zona de Muxungué , roubar medicamentos e destruir
equipamentos médicos. O estereótipo jocoso endo
ssando a políticos
africanos e produto factual contra a existência deste tipo tipo de pseudo
políticos a viver ainda na era da tribo. Mas este tipo foi imposto
a Moçambique pela politica contra producente do ocidente através do AGP
como teste de ferro de interesse neocolonialista. O argumento apresentado e que
era um bando de andarilhos armados e não um reflexo sociológico de uma
sensibilidade política. Presente envenenado ligado a interesses
inconfessáveis sempre a procura subverter a ordem politico constitucional.
Em 1992 o governo estava mais preocupado em gerir a transição de
uma economia centralizada para a economia de mercado, assim como na construção
de infraestruturas económicas. Abriam-se desta forma as portas aos instituições
financeiras da Brenton Woods que se comprometiam e financiar processo de
transição. Mas o AGP e passado e plasmado na constituição da republica. Quem
procura ressuscita-lo e por não ter argumentos jurídicos e políticos para
disputar o presente com as armas exigidas numa democracia pluralista.
Efectivamente hoje a situação exige argumentos de sectores
habilitados a lidar com a tolerância politica e a diversidade. Houve um avanço
indiscutivel quanto a liberdade de expessao e de pensamento de informação e
opiniao.Apesar dos conflitos inerentes particularidade de sociedades em
construção,existe respeito pela diferença e a inclusão social e baseada
na igualdade de oportunidade para todas camadas e quadrantes politico
religiosos , sociais e culturais. O executivo geriu e bem o processo económico
e reformou a economia , privatizando empresas do estado e bancos assim
com abrindo as portas a investimento privado. Desde as eleicoes de 1994 ate
hoje a economia de Moçambique foi a que mais cresceu na África austral.E
se existe muito investimento estrangeiro no pais e por o governo ter feito bem
o seu trabalho e por os investidores acreditarem na estabilidade da democracia
moçambicana.Ora não vão ser os bandidos armados a travarem o processo de
desenvolvimento económico, nem ninguém forcara um governo patriótico a fazer
escolhas irracionais. No plano da democracia o hemiciclo passou a ser o
referencial onde governo e oposição degladiam pontos de vista divergentes e
onde se estabelecem as bases de consenso politico.
Será que passados 21 anos devemos continuar a cingir-nos por causas
esgotas quando sabemos ter contribuído para o inicio um ciclo de
desenvolvimento económico impar na nossa curta existência?.
A prerrogativa e
cerrar os dentes e continuar a lutar em varias frentes sabendo que o partido
Frelimo e o governo estão no caminho certo e que o empenhamento a
paciência e o tempo produzem a mais valia.
Estamos em pleno século XXI em que a China colocou uma sonda
espacial transportando um robot na Lua, numa proeza só agora realizada pelos
Estados Unidos e Russia.
A ultima vez em que um aparelho terrestre poisou na lua tinha sido
em 1976.
Vivemos uma época em que a ciência e tecnologia de varias
linguagens incluindo informática se tornaram imprescindiveis no quotidiano do
cidadão comum de todas as culturas, e civilizacoes e em que os sistemas
de governação democrática falam a mesma linguagem globalizada. Lideres politico partidários mediavais tipo Dlhakama que
foram colaboradores confesso do apartheid serem a vergonha de África. Primeiro usados como
instrumentos de assassinatos em massa repescados para politica e produtos da
guerra fria , ao serviço da direita politica, que o ocidente foi usando
pontualmente como forma de calar vozes criticas com receio do papão
comunista. As mesmas vozes calaram e abandonaram o barco deixando-o isolado mal
tiveram conhecimento ao longo do tempo das chacina de centenas de civis obra de
bandos cruéis armados da Renamo, mas já era tarde.
Sabe-se hoje de fonte segura que este individuo com ajuda da
secreta do apartheid durante 16 anos, tentou amealhar fundos financeiros de
sectores ultra conservadores e racistas, conforme passaporte confiscado em
Sandjundira. Nos dias de hoje e impossivel angariar fundos para uma
cruzada anticomunista, por isso e que a Renamo vive na tanga com problemas de
dinheiro. E que não existem comunistas genuínos e mesmos os utopistas vivem cépticos
e tem no Papa Francisco o virtual verdadeiro líder. Dlhakama deveria de uma vez por todas
sair do cenário politico de uma vez por todas. Deixar os moçambicanos construir
no quadro politico constitucional a sociedade democrática que escolheram. Em relação aos bandidos armados capturados , estes devem responder
criminalmente pelos seus actos.Ninguém pode atentar contra a segurança do
estado ou pregar a violência armada contra o estado sem sofrer as devidas
consequencias.As leis devem ser reforçadas em conformidade com o momento
que vivemos.Nao se deve confundir democracia com tolerância politica.Não pode
haver tolerância para com os terroristas e seus chefes. E que não haja
duvidas, os moçambicanos estão do lado das FDS ate que a limpeza
esteja completa.
Quanto a entrevista dada pelo chefe terrorista ao Canalmoz, julgo
que o estado deveria proceder criminalmente contra o jornal ou então
silencia-lo.
O chefe terrorista e neste momento alvo legitimo de guerra, por
continuar do seu esconderijo a comandar ataques contra as populacoes e contra
as FDS; ora a mandar farpas contra o chefe do estado e contra
as FDS.E verdadeiro que não existe um mandato de captura judicial
emitido da Procuradoria geral, por se tratar de matéria militar.
A Necessidade da Paz em Detrimento da guerra. O governo da Frelimo
contribuiu para o derrube do regime fascista e racista do apartheid, que
envergonhava a África tendo construído em Moçambique uma sociedadade
multiracial democrática onde todos se sentem iguais.E se existe alguem que não
se sente igual o problema e dele.; ou e recalcado ou ter contas no cartório.
O pais evoluiu, e foi construído uma sociedade respeitável, cuja democracia
poderia gozar de maior prestigio não fosse o facto de alguns sinistros doadores
e certas instituicoes, ainda navegarem na onda ideológica crispada
do passado e omitirem interesses inconfessáveis que os movem. Mas
atenção, o governo e soberano e os moçambicanos tem absoluta confiança no
executivo patritotico de Armando Guebuza de gerir o processo com a mestria que
sempre nos habituou.
Sobre o dialogo governo e Renamo.O diálogo entre as partes ficou
encalhado há cerca de um mês, com a Renamo a condicionar o seu regresso à mesa
a participação de observadores nacionais e estrangeiros. O governo já aceitou a
participação de observadores nacionais, mas rejeita observadores estrangeiros
por considerar tratar-se de “assuntos domésticos. Egixe-se uma maior cultura no
debate politico.O sistema de paridade a que a Renamo usa como arma de
conflituosidade politica violam o principio de proporcionalidade vigente no
sistema democrático. Por outro lado a Renamo sempre que o entender atraves da
sua bancada pode submeter à Assembleia da República a sua proposta de alteração
da Lei Eleitoral.Nao pode e exigir do governo um acordo político e uma
assinatura remetendo-o ao parlamento para a sua chancela. O
facto de a constituicao portuguesa considerar a paridade nos orgãos eleitorais
nao é uma particularidade cientifica nem única. Mocambique tem uma identidade
propria e os representantes do povo soberanos no redigir das leis. Nao existem
constituicoes iguais mas parecidas em que o regime de proporcionalidade e
considerado.Não e o regime de paridade nem de proprorcionalidade nos orgaos
eleitorais que vencem as eleicoes, mas sim os votos.
A hipótese de alternância e virtude consagrada pelas regras da
democracia e obedece movimentos cíclicos. Algo que não acontece na Renamo
por não se cruzar nas opcoes ideologicas
do líder. Na época nacionalista o africanos orgulhavam-se do que era
genuinamente seu. Hoje não é bem assim. Procuram-se importar modelos, como se o
mercado estrangeiro tivesse a resposta acerta para todos os seus anseios.
Uma norma errada por subestimar o que de melhor, criativo e patriótico existe
no povo moçambicano. A constituição moçambicana
e produto de moçambicanos e não um produto que venha de fora.
Moçambique e um Estado de direito e uma constituição em que o
Estado e o cidadão se revêm. Os órgãos de soberania que funcionam como os
sustentaculos da democracia, sendo que neste enquadramento um pretenso politico
que não respeita os principio da constituição não pode ser politico serio.E
quando o mesmo se arvora de campeão da desestabilização politica e chefe
terrorista que ameaça subverter a ordem democrática, mandando atacar os nossos
soldados e alvos civis e nada lhe acontecia e porque algo estava errado.
Uma democracia e sustentada no respeito e obediência a lei.A
liberdade de expressão esta consignada na constituição,mas os insultos
não.Qualquer cidadão, líder politico partidário que ameaça a segurança do
estado ou ofensa ao chefe o estado não pode ficar impune.
Deixar jornais e jornalistas a dizer barbaridades do piorio sobre
governantes e seus familiares esta errado.Foi um erro crasso do estado e hoje a
sociedade e reflexo dessa enfermidade. Foi uma falta de coragem politica. O
estado nao pode ter vergonha de executar a Lei.Não importa que chame asfixia ou
mordaça democrática,.....Pior e habituar o cidadao comum a ouvir falacias,
insultos, mentiras e faltas de respeito dirigidos aos orgaos de
soberania e seus repectivos respresentantes.
Ou estamos empenhados a construir uma sociedade seria
baseada no respeito da lei ou estamos perante a lei da selva.Uma selva
que que consome a sociedade e que mina a harmonia e camaradagem necessárias ao
desenvolvimento e que certas pessoas ja identificadas estão
empenhados em introduzir em Moçambique com vista a ver o pais
regredir. Tudo evolui, e todos mudam, mas Dlhakama e a Renamo na sua
idiosincrasia continuam estagnados e sem evolucaoa que lhes permita um
enquadramento politico filosófico do contexto actual .A intenção parece ser
romper com o paradigma normativo que gere a politica e políticos da actualidade
substituindo-a pela voz de comando tribalista.
Enquanto a narrativa politico ideológica do partido Frelimo
permitiu o partido abandonar escolhos desenvolvimento deixando para a historia
o centralismo democrático tornando-se um partido social democrata moderno,
dotado de uma visão moderna a altura de outros partidos socialista e social
democratas no mundo. Enquanto o partido Frelimo conservando as suas bases, da
esquerda foi cativando sectores moderados do centro esquerda ao centro politico,
o chefe terrorista e o seus sequazes foram afugentando tudo e todos e hoje pede
de joelhos que os estrangeiros lhe coloquem comida na boca.
Por Inácio Natividade
quarta-feira, janeiro 15, 2014
Uma audiência sem interlocutor
“Viemos saber o que está a acontecer e porque nos proíbem de içarmos a nossa bandeira”,
disse o deputado Fernando, para depois prosseguir: “é preciso que haja diálogo
entre nós os moçambicanos para evitar-se situações drásticas”.
Entretanto, a resposta da indisponibilidade do comandante Alfredo Mussa que
estaria numa suposta viagem à Mutivaze no distrito de Rapale chegou por via de
agentes de patrulha da PRM, pois o seu gabinete viu-se embaraçado e incapaz de
receber e enfrentar os deputados da Renamo. Com efeito, jornalistas que
acompanhavam os deputados da Renamo foram escorraçados do recinto do Comando
Provincial, alegadamente para não reportar a audiência fugida pelo comandante.O
porta-voz da PRM em Nampula, Miguel Bartolomeu, confirmou a indisponibilidade
do seu comandante em receber os deputados da Renamo, mas não se referiu ao
facto de ele estar ou não em viagem de emergência.(CMoz)
terça-feira, janeiro 14, 2014
"Abram o olho"
Uma das figuras centrais do movimento
"sem-terra" brasileiro, Augusto Juncal, esteve em Maputo como
"reforço de peso" da campanha dos camponeses moçambicanos contra o
ProSAVANA e deixou o alerta: "Abram o olho, vocês vão perder as
terras".
O ProSAVANA, um programa de desenvolvimento
agrário dos governos de Moçambique, Brasil e Japão, que está ainda na fase
inicial de implementação no centro e norte de Moçambique, está a ser contestado
pela União Nacional dos Camponeses de Moçambique (UNAC), a maior organização da
classe no país. A ser concretizado, em milhões de hectares de 19 distritos
moçambicanos do centro e norte de Moçambique, o ProSAVANA pretende dinamizar o
agro negócio através da participação do setor privado na produção de culturas
destinadas à exportação. A UNAC defende
que o modelo brasileiro de desenvolvimento agrário de cerrado tropical que será
replicado no projeto moçambicano vai provocar a expropriação de terra de
milhões de camponeses, agravar a pobreza e levar a tensões sociais, tal como se
passou com o fenómeno dos "sem-terra" no Brasil. Convidado de honra na II Conferência
Internacional Camponesa sobre a Terra, realizada esta semana em Maputo, Augusto
Juncal, porta-voz do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), não
tem dúvidas de que o ProSAVANA vai prejudicar os camponeses do centro e norte
de Moçambique.

"Eu acho que a preocupação com o ProSAVANA
está pouca para o problema que está vindo. Acho que os camponeses ainda não se
deram conta do que está vindo, porque, quando se derem conta, não vai ter
nenhuma negociação com o Governo", disse à Lusa o militante da causa dos
camponeses sem-terra do Brasil. "Eu estou falando: abram o olho, vocês vão
perder as terras, não é brincadeira, isso é um processo de usurpação, de
apropriação de terra. No Brasil, o cerrado desapropriou muita população, acabou
com um dos biomas mais importantes" do país, enfatizou Augusto Juncal.
Também o diretor da Organização Não-Governamental
(ONG) angolana Ação para o Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Angola
(ADRA), Guilherme Santos, considera que se o ProSAVANA fizer prevalecer os
interesses da agricultura empresarial em detrimento dos camponeses, o país
passará por tensões sociais sérias.
"Se não se fizer absolutamente nada para
proteger os interesses dos camponeses, se a tendência for de pisotear os
interesses dos camponeses vai haver convulsões", apontou Guilherme Santos.
O ativista dos direitos dos camponeses angolanos considera que Moçambique ainda
vai a tempo de evitar que o ProSAVANA resulte em prejuízos para os camponeses. "Há
ainda oportunidade de diálogo, um diálogo que tenha uma finalidade aceite por
todos, que tenha em conta a dimensão económica, social e cultural de todos os
agentes envolvidos. A sociedade civil moçambicana deve construir essa
capacidade de influenciar o processo de decisão sobre o ProSAVANA",
acrescentou Guilherme Santos.
Durante a conferência, a UNAC foi novamente
enfática no repúdio à iniciativa, acusando o Governo de
"contradições" nos pronunciamentos sobre as consequências do programa
e de intimidação nas discussões com os camponeses. "O ProSAVANA tem sido
marcado por contradições, porque temos o Governo central a negar que vai haver
reassentamentos, mas os funcionários locais falam de milhões de terra
necessária para o programa", disse Vicente Adriano, oficial de Advocacia e
Cooperação da UNAC.
ÚLTIMA...última hora!!!
As
Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) desactivaram agrupamentos de
homens armados da Renamo que semeavam terror no posto administrativo de Pembe,
no distrito de Homoíne, em Inhambane.De acordo com informações oficiais indicam
que as FADM desactivaram, com sucesso, esta segunda-feira a base de Catine, na
planície de Chiguive, onde se encontravam cerca de 30 homens armados. Na
operação foram capturados dois homens da Renamo que, segundo fontes, teriam
afirmado que se encontravam na região a mando do seu líder, Afonso Dhlakama e
que o seu objectivo era o de inviabilizar a realização do recenseamento
eleitoral naquele ponto do país.2013 para Cristiano Ronaldo
Entre 1956 e 1994, o troféu era destinado apenas a jogadores europeus que representassem clubes europeus. A partir de 1995, a distinção da publicação francesa foi alargada a todos os futebolistas a jogar na Europa. A partir de 2007, o prémio passa a ter amplitude planetária, sem qualquer distinção.
1956: Stanley Matthews (Ing)
1957: Alfredo Di Stefano (Esp) 1958:
Raymond Kopa (Fra) 1959: Alfredo Di Stefano (Esp)
1960: Luis Suarez (Esp)
1960: Luis Suarez (Esp)
1961: Omar Sivori (Ita) 1962: Josef Masopust (Che) 1963: Lev Yachine (URSS) 1964: Denis Law (Esc)
1965: Eusébio (Por) 1966: Bobby Charlton
(Ing) 1967: Florian Albert (Hun) 1968: George Best (Irn)
1969: Gianni Rivera (Ita)
1970: Gerd Müller (Ale)
1971: Johan Cruyff (Hol) 1972: Franz Beckenbauer (Ale) 1973: Johan Cruyff (Hol) 1974: Johan Cruyff (Hol)
1975: Oleg Blokhine (URSS) 1976: Franz Beckenbauer (Ale) 1977: Alan Simonsen (Din)
1978: Kevin Keegan (Ing) 1979: Kevin Keegan (Ing) 1980: Karl-Heinz Rummenigge (Ale)
1981: Karl-Heinz Rummenigge (Ale)
1982: Paolo Rossi (Ita) 1983: Michel Platini (Fra) 1984: Michel Platini (Fra) 1985: Michel Platini (Fra)
1986: Igor Belanov (URSS) 1987: Ruud Gullit (Hol) 1988: Marco Van Basten (Hol) 1989: Marco Van Basten (Hol)
1990: Lothar Matthaüs (Ale)
1991: Jean-Pierre Papin (Fra) 1992: Marco Van Basten (Hol) 1993: Roberto Baggio (Ita) 1994: Hristo Stoïchkov (Bul)
1995: George Weah (Lib) 1996: Matthias Sammer (Ale) 1997: Ronaldo (Bra) 1998: Zinédine Zidane (Fra) 1999: Rivaldo (Bra)
2000: Luis Figo (Por)
2001: Michael Owen (Ing) 2002: Ronaldo (Bra) 2003: Pavel Nedved (Che) 2004: Andrei Shevchenko (Ucr) 2005: Ronaldinho (Bra)
2006: Cannavaro (Ita) 2007: Kaká (Bra) 2008: Cristiano Ronaldo (Por) ; 2009/12:Leonel Messi
1969: Gianni Rivera (Ita)
1970: Gerd Müller (Ale)
1971: Johan Cruyff (Hol) 1972: Franz Beckenbauer (Ale) 1973: Johan Cruyff (Hol) 1974: Johan Cruyff (Hol)
1975: Oleg Blokhine (URSS) 1976: Franz Beckenbauer (Ale) 1977: Alan Simonsen (Din)
1978: Kevin Keegan (Ing) 1979: Kevin Keegan (Ing) 1980: Karl-Heinz Rummenigge (Ale)
1981: Karl-Heinz Rummenigge (Ale)
1982: Paolo Rossi (Ita) 1983: Michel Platini (Fra) 1984: Michel Platini (Fra) 1985: Michel Platini (Fra)
1986: Igor Belanov (URSS) 1987: Ruud Gullit (Hol) 1988: Marco Van Basten (Hol) 1989: Marco Van Basten (Hol)
1990: Lothar Matthaüs (Ale)
1991: Jean-Pierre Papin (Fra) 1992: Marco Van Basten (Hol) 1993: Roberto Baggio (Ita) 1994: Hristo Stoïchkov (Bul)
1995: George Weah (Lib) 1996: Matthias Sammer (Ale) 1997: Ronaldo (Bra) 1998: Zinédine Zidane (Fra) 1999: Rivaldo (Bra)
2000: Luis Figo (Por)
2001: Michael Owen (Ing) 2002: Ronaldo (Bra) 2003: Pavel Nedved (Che) 2004: Andrei Shevchenko (Ucr) 2005: Ronaldinho (Bra)
2006: Cannavaro (Ita) 2007: Kaká (Bra) 2008: Cristiano Ronaldo (Por) ; 2009/12:Leonel Messi
segunda-feira, janeiro 13, 2014
Moçambique pode estagiar no Japão
O Ministro moçambicano da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana
Júnior, disse que a Selecção Nacional de Basquetebol feminino deverá ter um
estágio no Japão, no âmbito da sua preparação para o campeonato mundial de
basquetebol, a decorrer este ano, na Turquia.Sumbana Júnior, que falava à Imprensa moçambicana, no âmbito da visita
que o Primeiro-Ministro do Japão, Shinzo Abe, efectua a Moçambique, afirmou que
a Federação Moçambicana de Basquetebol criou condições para que a selecção de
basquetebol feminino tivesse um estágio naquele país nipónico. Aliás, Abe
deslocou-se à Arena do Maxaquene, na capital moçambicana, para saudar a
selecção nacional pela sua qualificação ao campeonato mundial de basquetebol
feminino, a 17ª edição. Segundo o Primeiro-Ministro japonês, a Federação Moçambicana de Basquetebol
criou condições para que a selecção de basquetebol feminino tivesse um estágio
naquele país nipónico. O campeonato mundial da modalidade terá lugar de 27
de Setembro a 05 de Outubro deste ano e a selecção moçambicana estará presente,
depois de ter conquistado o segundo lugar do campeonato africano da modalidade,
que decorreu em Maputo, em finais de Setembro de 2013.
“A Federação Moçambicana de Basquetebol criou as condições para que a nossa selecção fosse estagiar no Japão, criou uma relação que está tendo continuidade agora e esperamos que até estreitar-se cada vez mais e trazer frutos”, disse Sumbana Júnior. O ministro garantiu que no encontro que manteve com Abe
não discutiu outras modalidades desportivas para além do basquetebol. Sumbana Júnior considerou ser prematuro avançar-se para outras modalidades, uma vez que a relação, no âmbito desportivo, entre o país e aquele estado nipónico é nova.
“Não discutimos questões relacionadas com outras modalidades. Mas, nós, sentimos que, simbolicamente, esta relação com o basquetebol significa que o Japão está a se abrir na relação na história do desporto”, disse Sumbana, tendo garantido que o povo japonês sente-se a par da selecção moçambicana de basquetebol.
A selecção moçambicana de basquetebol feminino visitou o Japão em 2013, e foi a primeira do continente africano a efectuar um jogo de preparação para o campeonato mundial de basquetebol, com a sua congénere nipónica.Num outro desenvolvimento, o Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Francisco Mabjaia, considera “simbólica” a estadia de Abe no Pavilhão do Maxaquene, onde a selecção feminina de basquetebol se encontrava, uma vez que, segundo Mabjaia “esperamos que nos abra as portas de apoio que nós precisamos para a preparação, rumo Turquia e não só”. Segundo Madjaia, as atenções do Primeiro-Ministro japonês estendem-se até aos níveis de basquetebol de sub-16. “Não é por acaso que tivemos a capitã da selecção se sub-16 aqui”, disse.O Primeiro-Ministro nipónico assistiu um jogo que durou sensivelmente 5 minutos em que a equipa nacional repartiu-se ao meio, ou seja, cinco jogadoras em cada lado, onde se faziam demonstrações da bola ao cesto. Abe também teve que lançar a bola ao cesto, numa posição de lançamentos livres, e tendo acertado a segunda tentativa.Na ocasião, houve oferta de bolas daquela modalidade pela parte japonesa.
“A Federação Moçambicana de Basquetebol criou as condições para que a nossa selecção fosse estagiar no Japão, criou uma relação que está tendo continuidade agora e esperamos que até estreitar-se cada vez mais e trazer frutos”, disse Sumbana Júnior. O ministro garantiu que no encontro que manteve com Abe
não discutiu outras modalidades desportivas para além do basquetebol. Sumbana Júnior considerou ser prematuro avançar-se para outras modalidades, uma vez que a relação, no âmbito desportivo, entre o país e aquele estado nipónico é nova.
“Não discutimos questões relacionadas com outras modalidades. Mas, nós, sentimos que, simbolicamente, esta relação com o basquetebol significa que o Japão está a se abrir na relação na história do desporto”, disse Sumbana, tendo garantido que o povo japonês sente-se a par da selecção moçambicana de basquetebol.
A selecção moçambicana de basquetebol feminino visitou o Japão em 2013, e foi a primeira do continente africano a efectuar um jogo de preparação para o campeonato mundial de basquetebol, com a sua congénere nipónica.Num outro desenvolvimento, o Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Francisco Mabjaia, considera “simbólica” a estadia de Abe no Pavilhão do Maxaquene, onde a selecção feminina de basquetebol se encontrava, uma vez que, segundo Mabjaia “esperamos que nos abra as portas de apoio que nós precisamos para a preparação, rumo Turquia e não só”. Segundo Madjaia, as atenções do Primeiro-Ministro japonês estendem-se até aos níveis de basquetebol de sub-16. “Não é por acaso que tivemos a capitã da selecção se sub-16 aqui”, disse.O Primeiro-Ministro nipónico assistiu um jogo que durou sensivelmente 5 minutos em que a equipa nacional repartiu-se ao meio, ou seja, cinco jogadoras em cada lado, onde se faziam demonstrações da bola ao cesto. Abe também teve que lançar a bola ao cesto, numa posição de lançamentos livres, e tendo acertado a segunda tentativa.Na ocasião, houve oferta de bolas daquela modalidade pela parte japonesa.
quinta-feira, janeiro 09, 2014
Fusão do Jo
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