quinta-feira, julho 13, 2017

Arrasto põem em risco o habitat do camarão

Resultado de imagem para camarao tigreA sustentabilidade da indústria de pesca de camarão, uma das principais  fontes de divisas do país, está ameaçada. Um estudo do Fundo Mundial da Natureza (WWF) Mediterrâneo – Portugal indica que o risco de insustentabilidade da indústria de pesca de camarão deriva duma combinação de factores em que se destaca a sobrepesca que provoca pressão sobre o camarão juvenil, a pesca ilegal que defrauda o país em mais de USD60 milhões por ano, capturas acessórias, alterações climáticas bem como ameaças aos ecossistemas. 
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Publicado em Portugal e citado pela imprensa espanhola, o estudo revela que a captura de camarão caiu de nove mil para 1.800 toneladas nos últimos anos, quando comparado com a década anterior ao ano 2012. Explicando os contornos do estudo, Maria João Rodrigues, coordenadora do Programa Marinho na WWF Moçambique, referiu que, como acção imediata, a organização apelou ao mercado europeu, responsável pelo consumo de cerca de 82% do camarão pescado em Moçambique, para um consumo mais moderado para além de promover iniciativas que permitam a sustentabilidade da espécie.
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A organização pediu ao mercado europeu, sobretudo o espanhol, que é um dos maiores importadores, para “tomar decisões informadas” e “apoiar” uma pesca sustentável através de um consumo responsável. Falando dos factores que contribuem  no agravamento desta situação, a WWF indica que os pescadores artesanais pescam camarão juvenil antes deste ter a oportunidade de reproduzir-se. Por outro lado, nas águas profundas, onde se pratica a pesca industrial,as redes de arrasto põem em risco o habitat do camarão. De acordo com a WWF, a pesca ilegal é outro problema que sufoca o sector de camarão e estima-se que grandes quantidades destes crustáceos saem do país sem nenhum controlo. Estima-se que Moçambique perde entre 36 a 67 milhões de dólares ano com pesca ilegal do camarão.

Resultado de imagem para camarao tigreO facto de  Moçambique ser um dos países do continente africano mais vulneráveis às alterações climáticas aumenta a pressão sobre as populações marinhas. 
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Perante esta situação, a WWF entende que ainda é possível colocar a pesca de camarão de Moçambique numa base sustentável oferecendo melhores rendimentos, impactos reduzidos no meio marinho e maiores margens de segurança a longo prazo. Para tal, definiu três grandes prioridades que consistem na sensibilização dos governos, empresas, pescadores e consumidores sobre os benefícios da sustentabilidade e a reconstrução das populações marinhas. Nessa linha com o apoio da WWF , Moçambique está a desenvolver um projecto de melhoria de pescas denominada Marine Stewardship Council. Dados do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, indicam  que, em 2016, a pesca de camarão rondou em volta de três mil toneladas, a mesma cifra conseguida em 2015.

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