terça-feira, novembro 08, 2016

Guerra digital em tempo de crise

Resultado de imagem para redes sociaisAs redes sociais estão cheias de informação caluniosa ou não sobre a alegada compra pela Presidência da República de Moçambique de 12 garrafas de um vinho português ao preço aproximado de 500 mil meticais no dia 6 de Novembro de 2016. A notícia foi despoletada quando uma fotografia de um documento que se acredita de ser a segunda via da fatura foi posta a circular pelo WhatsApp. A notícia desagradou os cidadãos, diga-se, a esmagadora maioria que julgou tratar-se de uso abusivo dos fundos públicos, num contexto marcado pelo custo de vida, instabilidade política e isolamento internacional. Estava a instalada a crise.
O Taverna entrou em crise. A Presidência também, cada instituição com suas razões. O Taverna por ver seu nome envolvido num aparente escândalo de esbanjamento dos fundos públicos para fins de lazer em tempos de crise enquanto a Presidência entrou em crise por ser a pretensa autora do escândalo.Na tentativa de apagar o fogo, o Taverna emitiu um comunicado que, ao invés de clarificar o assunto, simplesmente adensou as suspeitas. O comunicado do Taverna é quanto a mim um comunicado mal elaborado por não ter respondido o essencial.

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A par disso, ainda fica por discutir até que ponto podem os assuntos corridos dentro de uma rede social minoritária e fechada como o WhatApp merece um comunicado daquele género, assinado e carimbado. De uma ou de outra maneira, as seguintes perguntas deveriam ter sido respondidas. Mas antes, importa elencar quais deveriam ter sido os passos dados antes do envio do comunicado:
1. Análise da situação: verificar a autenticidade do documento, explorar o contexto em que tal foi emitido, apurar a verdade, analisar os danos.
2. Identificar os afectados e adotar a melhor estratégia de chegar a eles
3. Decidir sobre a melhor tática a usar na resposta para a gestão da imagem que poderia ser entre a minimização ou lidar com a crise, mediante os resultados apurados em 1 e 2.
4. Responder. 
Ora, este processo todo pode levar horas e dias. Dada a delicadeza do assunto – o Taverna não é a única instituição afectada (positiva ou negativamente) hoje não era o dia para responder. Para bem dizer, hoje era o dia para o Taverna emitir aqueles comunicados padrão do estilo “tomamos o conhecimento, o Taverna está preocupado e vai reagir dentro de horas”. A não observância de alguns passos simples fez-lhes tomar medidas estranhas que produziram impacto adverso. Ora, aqui vão as perguntas que o comunicado não respondeu.
• Primeiro: A Presidência da República comprou vinhos na data ou não?
Segundo: A presidência da República é seu cliente ocasional ou frequente?
• Terceiro: Aqueles vinhos são vendidos no local ou não? Em caso afirmativo, os vinhos custam o preço identificado na fatura?
• Quarto: Aquela fatura é autêntica ou não?
• Quinto Em caso negativo, quais são os marcos distintivos e de segurança do sistema informático do Taverna e o que difere da fatura impressa e posta a circular?
• Sexto: Aliado a pergunta anterior, quais os sinais visíveis de falsificação do documento. Aqui devo asseverar que a justificação de que o Taverna segundo a qual as faturas são emitidas em formato de talões. MENTIRA. Nada obsta a um cliente que, para além do talão lhe seja passado uma declaração ou recibo não fatura que confirme a transação, para efeitos de contabilidade. No recibo, indicam-se o nome da entidade a quem deverá recair a responsabilidade fiscal entre outros elementos. 
O Taverna também afirma que irá investigar e encontrar o prevaricador, o que sugere que ele desconfia que a fonte da tal denuncia tenha saído do restaurante. Só este elemento denuncia uma suspeita: das duas, uma: ou a fatura é autêntica ou o Taverna desconfia de alguém de lá de dentro. Ora, porque afirmara que a fatura não era sua, com que inteligência irá o Taverna trabalhar para identificar o malfeitor supondo que fosse de fora?
• Sétimo: uma vez ter afirmado que a fatura era falsa, que medidas correctivas adicionais tomaram? Pediram desculpas a Presidência e aos demais clientes, incluindo eu, que também sou useiro daqueles restaurantes? 
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Muitos cidadãos possuem uma noção muito reduzida da Presidência da República. Muitos julgam que na Presidência vivem apenas o Presidente da República e sua família e empregados e suas aves. Mas na Presidência trabalham ministros e outros titulares de cargos equiparáveis, para além do Presidente da República, num total que supera 200 funcionários. Com tal, e neste caso específico, existem vários níveis de responsabilização. Com a publicação do comunicado do Taverna, o escândalo ou a desinformação está oficializada. A Presidência da República, principalmente a casa civil deveria pronunciar-se, para clarificar se:
1. Compraram aquelas garrafas ou não
2. Em caso afirmativo naquele preço e porquê.
3. Caso não tenha comprado que medidas correctivas seriam adotadas.
O facto é que a ser verdade, brincou-se com o dinheiro do povo. Mas se não reagir, o povo ainda irá adensar as suas dúvidas e tomará como verdadeiros os factos, prejudicando ainda mais o bom nome institucional. 
Como se pode ver, o comunicado da Casa Civil não poderia sair sem a cooperação do Taverna. Pela natureza das instituições, não deveriam produzir nenhum comunicado conjunto.
Mas a pergunta que não quer calar é: precisava o Taverna emitir o comunicado por causa de uma mensagem de WhatsApp? Em caso afirmativo, que téticas digitais e igualmente agressivas seriam recomendáveis? A resposta a estas perguntas deveria basear-se numa análise situacional mais concreta. 
PS: A apreciação feita aqui foi técnica. E não política. É dirigida aos aficionados pela comunicação estratégica como eu. E aos outros interessados em apreciar temas relacionados com a comunicação de crise.(Dr.Egídio Vaz in facebook)

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Não haja equívocos....................
Não é que eu esteja a favor... Aliás sou contra o despesismo. Filipe Nyusi também. Mas aquela factura supostamente do Grupo Taverna para a Presidência da República foi posta a circular por alguém que se diverte fazendo mal a outrem. Mais uma vez, quero dizer aos moçambicanos, mormente à juventude moçambicana, que o futuro só será melhor em Moçambique com a Frelimo no poder. Não haja equívocos.O segredo para colocar Moçambique novamente na rota do progresso é os moçambicanos exigirem que aqueles veteranos da luta de libertação nacional que impingem líderes ao povo moçambicano deixem de fazer isso.Tenho comigo que Filipe Nyusi está a ser aparentemente falso porque não quer parecer alguém que governa na base de recados, sem ideias próprias. Os moçambicanos têm que ficar do lado do seu Presidente e instar os que lhe pedem projectos em privado para pararem de fazer isso.Pensando melhor, aquela suposta factura do Taverna só pode ser uma das armas usadas por aqueles a quem Filipe Nyusi recusa obedecer, em respeito à Constituição da República de Moçambique, que por isso o querem derrubar. Portanto, o problema em Moçambique não é a Frelimo, mas sim as pessoas que usam a Frelimo no interesse próprio. A luta tem que ser não de tirar a Frelimo do poder, mas sim desactivar os cartéis rivais que pretendem usar a Frelimo como escudo para defender interesses egoístas. Enfim, os militantes da Frelimo e o povo a quem este partido político sempre quis bem servir têm que unir forças para derrubar os detractores de Filipe Nyusi. Ele está a fazer bem por recusar ser marioneta. Confiemos nele e ajude-mo-lo a corrigir os erros do passado e do presente, para que Moçambique volte a ser uma boa referência no mundo!

Vamos acordar, não nos deixemos manipular, moçambicanos!

As contas não batem certo com IVA reportado de 17%. Só com IVA de 14,52991558442% é que as contas batem certo.Logo, a pergunta que se coloca é:

O Grupo Taverna cobra IVA diferente do oficial em Moçambique?
Enfim, diz um adágio, que «mentira tem perna curta». Desafio aqueles que acreditam que a cópia da suposta factura que se tornou viral nas redes sociais em Moçambique é uma reimpressão da original, feita por alguém com "bom senso", a explicar a discrepância dos totais reportados, com e sem IVA, com a taxa oficial do IVA praticada em Moçambique, que é de 17%.  (Dr.Júlio Cumbane in facebook)

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