sábado, julho 23, 2011

O governo indiano tenciona investir na construção de uma fábrica de produção de borracha a ser instalada no distrito do Guruè, província central mocambicana da Zambézia. O projecto para a implantação do referido empreendimento existe há duas décadas, sendo que a sua concretização ficou condicionada devido à guerra de desestabilização de 16 anos, terminada em 1992, havendo já boas perspectivas para a sua edificação.Neste momento, de acordo com o titular da pasta da Agricultura, o governo está a multiplicar as sementes para o fomento da referida planta, de forma a dar corpo ao projecto de produção industrial das espécies. No distrito existe uma área de 25 hectares de árvores de borracha e cada hectare possui 2500 plantas.

A empresa Sun Biofuels Moçambique exportou a sua primeira produção de biocombustíveis, vendendo à companhia aérea alemã Lufthansa 30 toneladas de óleo de jatropha.Luís Gouveia, director da empresa, disse que a Lufthansa fez uma encomenda de óleo produzido a partir da jatropha pela Sun Biofuels Moçambique, na província de Manica, centro de Moçambique, para os ensaios que está a realizar visando a utilização deste tipo de combustíveis nos seus aviões.
“Numa visita recente ao nosso projecto, o vice-presidente da Lufthansa considerou o óleo produzido na nossa unidade de alta qualidade”, afirmou Luís Gouveia, citado hoje pelo “Diario de Mocambique”.O biocombustível exportado pela firma moçambicana, uma subsidiária da britânica Sun Biofuels, teve uma primeira refinação em Moçambique e a segunda, para querosene, na capital da Finlândia, Helsínquia, antes de entrar nos ensaios da companhia alemã, explicou o director da Sun Biofuels Moçambique.

Um acordo de gemelagem entre as cidades capitais de Moçambique e Botswana está na forja, com o objectivo de iniciar uma cooperação em vários domínios, com destaque para a administração públi
ca. Este facto foi anunciado pelo presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, no âmbito da visita do Chefe de Estado tswana, Seretse Khama Ian Khama,.Aliás, o Presidente do Botswana foi agraciado com “chave da cidade” pelo edil de Maputo, tornando-se “citadino honorário”. “O Botswana tem elevados níveis de transparência na administração pública”, sublinhou David Simango, vincando que é esse saber de gestão que poderá ser partilhado em benefício da cidade de Maputo, que tem problemas muito graves de saneamento do meio, urbanização, superlotação, transporte, emprego, entre outros.

O Instituto de Gestão das Participações do Estado moçambicano (IGEPE) arrecadou, no primeiro semestre deste ano, uma receita de 295,43 milhões de meticais (o dólar EUA vale cerca de 30 meticais), contra 163,11 milhões obtidos em igual período de 2010, o que corresponde a um aumento na ordem de 81 por cento. O incremento registado deveu-se ao aumento dos dividendos na participação no sector financeiro e à alienação das acções do Estado aos gestores, técnicos e trabalhadores da Petromoc.O ministro das Finanças, Manuel Chang, destacou que o desempenho do IGEPE é “positivo, pois mostrou-se igualmente produtivo ao nível da regulamentação, nomeadamente na preparação da Lei das Empresas Públicas, Lei Complementar sobre Parcerias Público-Privadas, Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais e ainda a Lei sobre o processo de transmissão das participações do Estado reservadas aos gestores, técnicos e trabalhadores”.

O Governo meridional mocambicana de Inhambane ordenou a remoção de placas com a inscrição “propriedade privada” em estabelecimentos turísticos, por considerar esses anúncios uma forma de discriminação. Segundo o inspector do Turismo naquela província, Baltazar Dias Joaquim, a utilização daquele tipo de dizeres faz com que muitos utentes se sintam excluídos. “Quando encontramos nos restaurantes placas que dizem ‘propriedade privada’, ou ‘aqui não é para entrar’ removemo-las de imediato, porque isso parece um ‘apartheid’, pois quando as pessoas encontram essas placas sentem-se excluídas” , disse à Lusa Baltazar Dias Joaquim.O inspector acusou alguns operadores turísticos de instruírem os seus funcionários de impedir clientes de entrarem nos seus estabelecimentos e de usarem preços injustificadamente elevados como forma de seleccionar clientela.

Catorze vias, entre alamedas e ruas da capital mocambicana, Maputo, passarão a ter sentido único a partir de Outubro próximo, uma medida que visa reduzir o congestionamento e facilitar o escoamento do tráfego.Trata-se das avenidas Amílcar Cabral, Armando Tivane, Ho Chi-Min, Marien N´Gouabi, Mohamed Siad Barre, Romão Fernandes Farinha, Rio Tembe, Salvador Allende, Tomás Nduda, da Tanzânia, Vladimir Lénine, Malhangalene e as ruas da Resistência e da Rádio.O vereador do pelouro, João Matlombe, esclareceu que os sentidos únicos não serão aplicados em todas as extensões das avenidas e ruas abrangidas, mas nalguns troços onde ocorrem mais casos de congestionamento.Afirmou ainda que a proposta pretende organizar o estacionamento nas artérias sem separadores físicos centrais; reduzir o número de manobras em cruzamentos entre vias principais e secundárias com importância no escoamento de veículos, particularmente nos períodos de ponta.

A jornalista do programa infantil da Rádio Moçambique, Cecília Dimande, participa na inauguração oficial da II Sessão da Liga Internacional das Crianças que decorre na Ucrânia em representação de Moçambique e cujas actividades deverão se prolongar ate ao dia três do próximo mês. Cecília Dimande é uma das quatro crianças que partiram Domingo último para aquele pais do Báltico, para irem tomar parte numa série de actividades ligadas à realização daquele evento que reúne pela, segunda vez, crianças de todo o mundo, e que tem como chefe da Delegação, O Dr. Bento Baloi, um antigo jornalista do Semanário moçambicano 'Domingo', e agora membro da Fundação Joaquim Chissano, para além de que ele próprio já foi esteve num evento similar naquele país há 30 anos já quando ainda era criança também.Cecília é tida por profissionais da comunicação radiofónica e televisiva, como o jornalista da RM, Emílio Manhique, como uma promessa que já está a se revelar em ponto grande e que será uma grande estrela nos próximos anos, dado que mesmo criança que ainda é, “ela faz uma emissão com todos os condimentos que só se podem esperar de um comunicador já temperado pelo tempo experiência de anos de labor e dedicação”.

Sonambulismo de Dhalakama

O Secretário do Comité Central da Frelimo para a área de Mobilização e Propaganda, Edson Macuácua, diz que já é tempo de as instituições de direito disciplinarem os actores políticos que se animam e se emocionam em proferir discursos que atentam contra a ordem pública e segurança do Estado.Macuácua condenava, desta forma, as declarações inflamatórias e atentatórias ao Estado de Direito Democrático proferidas pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na sua reaparição pública no distrito de Montepuez, na província nortenha de Cabo Delgado.Depois de vários meses de “hibernação política”, na cidade nortenha de Nampula, o líder da Renamo, assumiu publicamente, esta semana, em Montepuez, que possui armas (bazukas e morteiros) e homens fortes preparados para matar e que vai realizar manifestações políticas à escala nacional para tirar a Frelimo do poder e instalar um Governo de transição com a duração de dois/três anos.Macuácua, que é igualmente o porta-voz da Frelimo, é citado pelo jornal “Noticias” a explicar que o Estado é a única instituição que detém a legitimidade para recorrer ao uso da força, em benefício da ordem e tranquilidade públicas. “O Estado e a única instituição autorizada a ser titular do exército. Quaisquer outros exércitos privados ou paralelos que possam existir consubstanciam uma flagrante violação à ordem jurídica estabelecida no país”, disse Edson Macuácua.Na sua alocução, o porta-voz da Frelimo considerou que o discurso de Afonso Dhlakama incita à desordem, à anarquia e ao caos e que o mesmo revela que ele está cada vez mais a regredir para aquilo que é a sua verdadeira origem de líder instrumentalizado para desestabilizar o país.“Queremos apelar ao líder da Renamo para que aprenda a aprender; para que cresça, evolua e aprenda a fazer política no quadro regular do funcionamento de um Estado Democrático. A nossa Constituição da República é clara ao vedar a possibilidade de recurso à violência armada para alterar a ordem vigente”, disse Macuácua.Para Macuácua, os pronunciamentos e as intenções de Afonso Dhlakama são inconstitucionais e antidemocráticos.Na ocasião, o Secretário do Comité Central da Frelimo para a Mobilização e Propaganda apelou a todos os cidadãos moçambicanos para se manterem calmos e serenos face a tais declarações, afirmando que o autor das mesmas denota a falta de urbanidade política.“É que depois da hibernação política a que Dhlakama se submeteu, parece que as declarações que faz resultam de um sonambulismo”, disse, salientando que com este tipo de discursos, ele mostra que não reúne mínimas capacidades que se exigem a um líder da oposição.No seu discurso, em Cabo Delgado, Dhlakama afirmou que não há recuo quanto as suas pretensões de levar a cabo tais manifestações pois o objectivo destas é permitir que Moçambique deixe de pertencer a Frelimo e passe a pertencer a todos os moçambicanos.O líder da Renamo foi longe no seu discurso afirmando que durante tais manifestações, caso a Polícia tente intervir encontrará uma resposta adequada pois “ficará sem as armas”.

sexta-feira, julho 22, 2011

Há salvação?

A resposta à questão acima é para já negativa, mas acreditamos que ela abre uma nova forma de olhar para o papel do Estado moçambicano, o mesmo que tem como objectivo garantir a Justiça, a Segurança e o Bem-estar do povo, o que, na realidade, infelizmente, ainda é uma miragem neste país.A constatação, por sinal negativa, pode parecer simplista e reducionista, quando tomamos em consideração as razões que estão por detrás da pergunta que dá título ao texto: a exportação (i) legal de madeira através do porto de Nacala, em Nampula.Mas, diga-se, é esta impressão com que se fica quando um Estado se confunde com um partido, e vice-versa, ou quando se assiste a episódios que se parecem mais com as cenas de uma telenovela mexicana.Pode parecer que estamos a caricaturar mas não estamos, pois esta é a pura realidade. Aliás, o comportamento do Governo e, por tabela, do Estado, é que é assim.

O recente caso do processo de verificação do conteúdo dos cerca de seiscentos contentores de madeira que foram retidos no porto de Nacala é paradigmático da promiscuidade do Estado, Governo e dos insaciáveis interesses empresariais pessoais dos dirigentes deste país. Ou seja, o que se viu no passado dia 8 de Julho é a prova cabal do nível que a “Corrupção Organizada” atingiu em Moçambique.O que se passou em Nacala não é mais do que falcatrua – habilmente orquestrada e, certamente, com gente poderosa envolvida no embuste, tendo em conta o facto de ninguém ter-se dado conta da madeira – que lesa o Estado moçambicano em milhões de meticais.Por que razão a Imprensa foi escorraçada do recinto portuário? Porque a inspecção passou a ser feita à porta fechada? Sem pretendermos insultar a inteligência do leitor, as respostas as essas perguntas podem revelar que a preocupação em salvaguardar os interesses (financeiros) pessoais está acima dos legítimos interesses do povo moçambicano. Pois é sabido que a madeira pertence a seis empresas, quatro chinesas e as remanescentes de capitais mistos (moçambicanos-chinesas).Este é o terceiro caso de centenas de contentores que são retidos no porto de Nacala quando já se encontravam no interior dos navios prontos para içar a âncora com destino à Ásia.Nós, os moçambicanos, assistimos, quietos e serenos, à reiteração de gangues, travestidos de empresas, espoliando os nossos recursos naturais. Não devemos deixar que o nosso país continue a ser uma das nações mais pobre do mundo, como resultado de roubo/exploração a que somos sujeitos.Não devemos permitir que uma minoria continue a ampliar o seu património pessoal para lá de inaceitável à custa do suor – e também sangue – da população.É chegada a hora de o povo assumir a sua responsabilidade e iniciativa política em relação à “Pátria Amada” e deixar de cantar “vivas e hossanas”, além de abdicar de subscrever as perversas decisões que visam levar para o abismo a nação de todos nós. É contra este duplo crime que se levanta a questão: Isto ainda é um país?(H.Xavier)

quinta-feira, julho 21, 2011

Défice? Para o COJA, não há !

O Comité Organizador dos Jogos Africanos (COJA), um evento a ter lugar de 03 a 18 de Setembro próximo, na capital moçambicana, Maputo, afirma estar a trabalhar com tranquilidade tendo em vista o sucesso da maior festa do desporto africano.Segundo o Porta-voz do COJA, Penalva César, as infra-estruturas que acolherão as diferentes modalidades, ora em construção ou em reabilitação, estarão prontas em tempo útil.“O COJA está a lidar com tranquilidade”, disse César , durante uma conferência de imprensa para anunciar as actividades a ter lugar nos próximos dias, no âmbito da preparação dos Jogos Africanos.Sobre os atrasos que tem vindo a ser reportados com relação ao processo de construção e de reabilitação de algumas infra-estruturas que vão acolher o evento, Penalva César tranquilizou os presentes, apontando que tudo está sendo feito com vista a que estas estejam prontas dentro dos prazos previstos.“É normal que hajam alguns constrangimentos no processo de reabilitação de infra-estruturas “, disse ele, explicando que, nalguns casos, os atrasos foram motivados porque se detectou que algumas destas infra-estruturas apresentavam um estado de degradação que não era visível a olho nú, aquando da avaliação.Noutros casos, a situação resultou da necessidade de importação de algum material inexistente no país.Contudo, Penalva César vincou que, até ao momento, o COJA está a trabalhar tranquilamente.Ao longo da semana, parte da imprensa nacional denunciou a existência de um défice, de cerca de 68 por cento do Orçamento do COJA, facto que o porta-voz negou.“Para o COJA, não há défice”, sentenciou o porta-voz, questionando a origem de tais notícias.Entretanto, quando faltam pouco mais de seis semanas para o arranque dos Jogos Africanos, o COJA decidiu transferir o seu “estado-maior” para o Estádio Nacional do Zimpeto, arredores da Cidade de Maputo, onde deverá realizar as suas actividades, até o término do evento. Contudo, os serviços administrativos continuarão nas actuais instalações, no centro da urbe.Como forma de actualizar o público sobre os trabalhos em torno dos Jogos Africanos, o COJA vai passar a promover conferências de imprensa todas as sextas-feiras no Zimpeto.A escolha deste local para o estabelecimento dos serviços operativos do COJA, segundo Penalva César, deve-se ao facto de grande parte das actividades relativa aos Jogos Africanos terem lugar naquele Estádio, onde também decorrerá a cerimónia de abertura.No âmbito do processo de preparação dos Jogos Africanos, tem lugar, em Maputo, a II Reunião dos Chefes das Missões dos países que, neles, vão participar. A Reunião realiza-se de 29 a 30 de Julho corrente.A margem do encontro, segundo o porta-voz do COJA, os Chefes das Missões terão a oportunidade de visitar os recintos onde os jogos terão lugar, bem como outras infra-estruturas de apoio.Penalva César revelou, na ocasião, que o processo de acreditação de jornalistas já arrancou, e no caso dos nacionais, sob auspícios do Gabinete de Informação (GABINFO), enquanto para os estrangeiros decorre por via electrónica.

Escasseia "combustível" do povo

A cidade e província de Maputo, Sul de Moçambique, estão a ressentir-se da falta de petróleo, combustível que serve como principal fonte de iluminação para famílias de renda baixa.Esta situação arrasta-se já há algum tempo, havendo bombas de combustível que não vendem petróleo há vários meses.Face a esta situação, milhares de famílias, particularmente as residentes na periferia, passam as noites às escuras ou então são obrigadas a recorrer a fontes alternativas de iluminação, como são os casos de velas, que são mais onerosas.Não estão claras as razões da escassez deste combustível, mas o “Notícias” de hoje escreve que constatou a sua inexistência em diversas bombas de Maputo, como são os casos da Galp e Total, ambas localizadas na Praça dos Combatentes, Petromoc, Engen, Milennium 2000, entre outra Khapra Jaipal, gestor das bombas da Milennium 2000, localizadas no bairro do Benfica, disse não vender este combustível há dois meses, uma vez que o seu fornecedor não o possui.Entretanto, o Presidente da Associação das Gasolineiras, Martinho Guambe, garantiu que Moçambique está suficientemente abastecido de petróleo de iluminação, pois aquele combustível é importando juntamente com o jet, cujo navio atracou há duas semanas.Apesar de reconhecer que os volumes de importação do petróleo de iluminação tendem a reduzir nos últimos anos em resultado da expansão da electrificação, Guambe disse não haver razões para a escassez de petróleo.O último censo populacional realizado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que 63 por cento das habitações da cidade de Maputo estão abastecidas de electricidade.Na província de Maputo, a situação é diferente, uma vez que apenas 29 por cento das habitações estão conectadas a luz eléctrica.Certamente que o número de pessoas com acesso a electricidade aumentou nos últimos anos, com as novas ligações que se registam, mas mesmo assim ainda existem muitas famílias que dependem do petróleo ou outras fontes de iluminação.

quarta-feira, julho 20, 2011

"Monstro Sagrado"

Falando no final do acto eleitoral que ditou a vitória de Feizal Sidat no passado sábado, na academia que ostenta o seu nome, disse que a nova Direcção da Federação Moçambicana de Futebol deve interagir com as associações provinciais para o desenvolvimento da modalidade rainha no país.Vejamos como decorreu a breve conversa com o presidente honorário da FMF.

Notícias (NOT) - Na qualidade de presidente honorário, o que achou destas eleições?

Mário Coluna (MC) - Achei-as muito boas. Foi uma justiça e que mereciam realmente a recandidatura de Feizal Sidat, porque é um homem honesto, bom trabalhador, amigo, não só da federação, mas das próprias associações do Rovuma ao Maputo. Portanto, merece a reeleição e está de parabéns.

NOT - Acha que o processo por si iniciado e por ele dado continuidade está a avançar num bom caminho?

MC - No futebol não há lógica…, nem sempre ganha o melhor. E assim infelizmente aconteceu e acontece. Nesta época o nosso futebol caiu um bocado. Mas eu penso que vai levantar com o tempo, com um bom trabalho, porque não é a federação nem o seu presidente que mexem o desporto ou o futebol em particular.

NOT - E qual é o conselho para Feizal neste segundo mandato?

MC - Que continue a dar apoio às associações para que trabalhem com força e vontade de vencer no futebol, porque em Moçambique sempre tivemos bons jogadores. Moçambique é conhecido em quase todo o mundo graças aos seus jogadores que foram jogar em Portugal, casos de Matateu, Mário Wilson, Vicente, Hilário… portanto, vamos continuar a trabalhar, temos que ter paciência e saber que no desporto não há lógica, nem sempre ganha o melhor. Mas eu acho que desta vez vamos entrar com o pé direito na próxima época.

“NOT” - … e Colunas.

MC – Mário Coluna não existiu. Só Monstro Sagrado (risos).

NOT – Para si, quem devia ou donde deveria vir o seleccionador nacional?

MC – O seleccionador deve ser um moçambicano e que conhece o futebol moçambicano. Agora, o treinador pode ser um estrangeiro. Portanto, é isso que temos que pensar. Temos que ter um seleccionador moçambicano, porque é ele que deve andar do Rovuma ao Maputo a apontar os valores que nós temos.

NOT”- Tem algum nome em vista, que poderia propor neste momento?

MC - Assim ao alto não, mas temos esses nossos antigos jogadores que treinam certas equipas. Portanto, veremos. Temos ainda muito tempo para escolher.

Isto está pior

Pelo menos seis pessoas morreram e outras sete contraíram ferimentos, entre graves e ligeiros, em resultado de um acidente de viação ocorrido no último fim-de-semana na zona de Murraça, distrito Caia, província de Sofala, Centro de Moçambique.O acidente ocorreu quando um camião “Freightliner”, que circulava a uma velocidade excessiva, despistou-se e embateu numa carrinha de marca Isuzu que na altura se encontrava estacionada, provocando a morte imediata de seis ocupantes, três dos quais menores de idade.Os feridos, segundo o “Diário de Moçambique”, foram imediatamente evacuados para o Centro de Saúde da vila de Caia, onde continuam a receber tratamentos médicos.“Confirmamos o acidente de viação caracterizado por um embate contra uma carrinha estacionada com ocupantes, incluindo o motorista que também perdeu a vida no local”, disse um oficial da polícia em Sofala. Pelo menos 33 pessoas morreram semana passada, em todo o território nacional, em consequência de 66 acidentes de viação que provocaram, ainda, 113 feridos, 57 dos quais em estado grave.A polícia refere que 17 destes acidentes foram provocados por excesso de velocidade.

Cada distrito tem 1 médico , mas...

O Ministro moçambicano da Saúde, Alexandre Manguele, diz que o número de funcionários qualificados que abandonam o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tende a aumentar facto que revela que as iniciativas em curso tendentes a reter o pessoal não são eficientes.Manguele reconheceu este facto tendo destacado, a título elucidativo, que nos últimos cinco anos em Moçambique foram formados 23 médicos com grau de Mestrado em saúde pública e em igual período 14 abandonaram o SNS. O Ministro falava num encontro que reúne directores nacionais da área da saúde, e representantes de países como Malawi, Serra Leoa, Zâmbia, Brasil, Ghana, bem como do Banco Mundial, do CDC e Agencias Americanas, da Organização Mundial da Saúde e de Parceiros de Cooperação que, durante dois dias, propõe-se a trocar experiências e encontrar uma estratégia de retenção de quadros no sector da saúde em Moçambique. “Moçambique, com pouco mais de 22 milhões de habitantes (projecção do INE 2007), possui um total de 1.277 unidades sanitárias de diferentes níveis, com um efectivo de 34.507 funcionários, sendo 18.587 da área específica e destes 863 são médicos e 9.507 enfermeiros gerais e de saúde materno infantil”, disse o Ministro.Em Moçambique, segundo Manguele, reina certa insatisfação no seio dos trabalhadores devido a dois factores essenciais: o primeiro esta relacionado com os baixos salários praticados e usufruto irregular de alguns direitos previstos no Estatuto Geral dos Funcionários do Estado e, o segundo, com o fraco desenvolvimento socio-económico das zonas periféricas do país.De 1975 a esta parte, indicou o Ministro, o sector da Saúde registou um crescimento, tendo em conta que hoje existe pelo menos um médico em cada distrito e ha perspectiva de um crescimento gradual devido ao aparecimento de mais escolas de medicina, contrariamente ao período anterior em que o país dispunha apenas de uma única Faculdade para formar médicos para satisfazer as necessidades de todo o país.“Contudo, Moçambique ainda está longe de atingir as metas recomendadas pela OMS, que seria de 230 profissionais de enfermagem, saúde materno infantil e médicos por 100 mil habitantes. Moçambique apresenta ainda 65 profissionais por cada 100 mil habitantes, cerca de um quinto do recomendável”, explicou Manguele.Manguele fez saber que para o cumprimento da meta, Moçambique precisaria de 45 mil profissionais nas áreas de enfermagem geral, saúde materno infantil e médicos, metas que de momento se afiguram impossíveis de alcançar, facto agravado pela iniquidade na distribuição desses poucos recursos pois a maioria esta concentrada nas grandes cidades.“Há dificuldade de colocar voluntariamente pessoal do sector nas zonas rurais, em particular nas zonas mais recônditas. Neste momento, a cidade de Maputo é o local com maior concentração de profissionais de Saúde”, explicou o Ministro. Esta é, segundo Manguele, a razão porque o Ministério da Saúde precisa de colher experiências internacionais em aspectos relacionados com a problemática de retenção de recursos humanos no sector que possam ajudar a entender melhor os desafios, as estratégias e as abordagens para se elaborar um roteiro que possa inverter o cenário.

terça-feira, julho 19, 2011

Zambezianos querem sentido de pertença

Os cidadãos moradores na Zambézia, no centro-norte do país, consideram que o desenvolvimento da província está a ser adiado por caprichos políticos ditados pela Frelimo, partido no poder, como punição pelo facto da Renamo ser a preferida aqui.De uma visão académica, a Zambézia assim como o país no seu todo, regride no desenvolvimento humano e do sector familiar pela incongruência de políticas e de planificação adoptadas pelo Governo e demais entidades públicas. Ou seja, as políticas de desenvolvimento sectoriais contradizem-se entre elas, e elas com o Programa Quinquenal do Governo.Já na visão popular, segundo constatações no terreno, a situação na Zambézia é resultado da opção política dos citadinos, que têm preferido votar em esmagadora maioria pela Renamo como ficou demonstrado nos vários plebiscitos realizados no País.Os cidadãos dizem que “a Frelimo já fez tudo para tirar da mentalidade dos cidadãos a ideia de confiarem na Renamo, mas não funciona”. “Até a Frelimo já realizou um congresso em Quelimane, capital da Zambézia, para persuadir os cidadãos, mas em vão”, dizem os munícipes. Aqui a oposição é preferida e tudo o que a Frelimo tem feito para tentar alterar a situação tem agravado ainda mais o desenvolvimento e acirrando ainda mais o desencanto pelo Frelimo.No distrito de Gilé, norte da Zambézia, a nossa reportagem conversou com vários cidadãos, destacando-se Roberto Jorge que avançou: “a Zambézia tem tudo para se desenvolver. Do litoral ao interior encontramos diversa riqueza, desde a do sobsolo à da superfície. Mas a Zambézia não se desenvolve porque a Frelimo e o seu Governo não querem, por não terem expressão política dominante”.O mesmo cidadão conclui que a Frelimo e o seu governo “fazem de tudo para matar esta província”.A percepção dos cidadãos encontra crédito até em alguns governantes distritais que embora sejam funcionários do estado estão também fartos das políticas de exclusão do governo central. Um administrador distrital, que falou à nossa reportagem na condição e anonimato por temer represálias, confidenciou-nos: “Ás vezes solicitam-nos no comité provincial para nos chamarem atenção de como devemos governar, o que nada tem a ver com o desenvolvimento da província, mas, sim, com o partido Frelimo”.Outro dado adquirido foi no distrito de Pebane, onde um nome sonante na nomenklatura política governativa é acusado em público de “impedir o desenvolvimento da província”. Trata-se do general Bonifácio Gruveta, primeiro governador da Zambézia pós-colonização e natural da terra do coco. A acusação foi feita pelo cidadão Lucas Grassane que disse : “Isto não vai longe porque Gruveta não quer, e muitos projectos bons para Zambézia são executados deficitariamente porque Gruveta assim quer”.“Veja que em tudo o que existe quanto à negociação e exploração desenfreada de recursos, Gruveta está metido quer directa e indirectamente”, acrescentou Grassane. Depois questiona: “Como vamos desenvolver se Gruveta quer comissão em tudo quanto existe que traga alguma rentabilidade?”.No distrito da Maganja da Costa, dos vários entrevistados, a anciã Verónica Domingos de Sousa, disse sem receios fe com um sorriso erematou: “Meu filho, você está a meter-se num caminho perigoso. Gruveta vai te matar, porque ele não gosta de chatices!”. Depois da chamada de atenção, a nossa interlocutora prosseguiu: “Nós já lutámos muito para desenvolver a Zambézia, mas quando o Massamba (Gruveta) se apercebe acaba com a pessoa que fez isso sem falar com ele, ou então terá que se sujeitar aos caprichos dele”.Uma outra questão levantada pelos nossos entrevistados é o tipo de pessoas, ou seja, das personalidades que têm sido indicadas para governar a província da Zambézia.Magda Palmeiras, residente na cidade de Quelimane, considera que “a Frelimo é muito esperta, por isso manda para esta província pessoas com coragem e capacidade de fazerem barulho, apenas para atrapalhar a opinião pública, mas é tudo em vão, porque aqueles senhores vêm satisfazer os interesses do partido Frelimo”.Esta interlocutora confessou disse ainda: “Imagine: se estes governadores fossem sérios a Zambézia estaria bem longe e à frente agora. Passou por aqui Carvalho Muária (NR: Actual governador de Sofala) e nada de visível aos olhos da população fez. Cantou e gritou que se fartou, mas em nada resultou. Agora temos o Itai Meque que, como Muária, passa a vida nos distritos a gastar dinheiro do povo”.Ademais, dizem os moradores da Zambézia, “estes governadores vêm também para satisfazer os interesses económicos e empresariais dos chefes máximos deste país”. (Aunício da Silva)

domingo, julho 17, 2011

As Alfândegas de Moçambique apreenderam, há dias, em Nacala, província de Nampula, 600 contentores com madeira que, ao que se suspeita, estava em vias de ser exportada sem a obediência rigorosa das normas estabelecidas para o efeito. Este caso, que se soma a muitos outros que amiúde têm sido reportados pelo país fora, destapa as graves fragilidades existentes no controlo ou fiscalização da exploração madeireira nos grandes centros de produção, localizados nas províncias da Zambézia, Nampula, Sofala e Cabo Delgado. Consequentemente, os desmandos nesta área estão a enriquecer um pequeno grupo de indivíduos, em detrimento da maioria. O Estado perde, com isso, os impostos e as taxas que deviam ser pagos pelos operadores florestais neste exercício. Como é do conhecimento geral, cerca de 51 por cento do território nacional é ocupado por florestas, com mais de cem espécies de madeira, mas, ao que tudo indica, quer o Estado, quer as comunidades tiram poucos benefícios da sua exploração por razões atrás mencionadas.A cada dia que passa, os operadores florestais desonestos ou mesmo ilegais estão a sofisticar as suas formas de actuação, em busca de lucros fabulosos, ganhos sem grande esforço, ante uma certa inércia dos fiscais florestais e alfandegários pagos com o dinheiro do erário público, resultante de impostos, para controlarem devidamente a actividade. Infelizmente, a ilegalidade neste ramo está a ganhar espaço, não só por causa da aparente fragilidade na fiscalização, por parte do Ministério da Agricultura, mas também devido à corrupção que se desenvolve a vários níveis dos sectores envolvidos no processo, manifestando-se pelo suborno a algumas estruturas de base e não só para a facilitação do negócio. Aliás, a situação atinge contornos alarmantes quando se reporta o envolvimento de alguns líderes comunitários, personalidades influentes a quem cabe a responsabilidade de mobilizar a população para a observância de boas práticas na sociedade.Estamos perante um problema grave, que exige das autoridades competentes, com destaque para a Direcção Nacional de Florestas e Fauna Bravia, do Ministério da Agricultura, Alfândegas e outras entidades, uma vigorosa actuação no sentido de se verificar o que se passa no terreno e corrigir rapidamente o que está errado.O que não se deve admitir é continuarem impávidos e serenos, a assistirem os nossos recursos florestais a serem delapidados por indivíduos que querem enriquecer à custa do empobrecimento do país. Não estamos contra os moçambicanos e estrangeiros que se enriquecem na base do corte e exportação da madeira, mas sim contra os que fazem isso violando a lei e sem benefício para Moçambique.(DN)

Oferecido modelo descontinuado

Depois de na semana passada ter chegado a Maputo o primeiro lote dos 150 autocarros adquiridos à TATA Group da Índia, o Governo da China efectuou ontem a doação de 72 autocarros que irão operar nas cidades de Maputo e Matola. São autocarros que se espera venha ajudar a reduzir a dramática falta de transportes nas duas cidades, onde as pessoas chegam mesmo a serem transportadas em carrinhas de caixa aberta, como se de animais ou carga se tratassem. A doação resulta de um acordo recentemente rubricado entre as autoridades moçambicanas e chinesas.Com a oferta de viaturas importadas da China, com capacidade de transportar cerca de 100 pessoas cada, a empresa Transportes Públicos de Maputo (TPM) passará a contar com aproximadamente 300 autocarros, para suprir a falta de transportes públicos nas duas cidades.A entrega dos autocarros foi feita pelo embaixador chinês em Maputo, Huang Songfu, ao primeiro -ministro moçambicano, Aires Ali, que pediu “maior responsabilidade e atenção” à direcção dos TPM.“Gostaríamos que a nível do município juntamente com a empresa TPM encontrassem a melhor forma de fazer a gestão de meios. Nós (Governo) vamos continuar a fazer esforços no sentido de colocar mais meios, mas gostaríamos que houvesse uma resposta mais cabal, célere na introdução de metodologias mais correctas e formas de gestão”, disse.

Outras vontades, outra qualidade

2011 ............................................................1988

Malawy em polvorosa

No Malawy organizações da sociedade civil, partidos da oposição e cidadãos anunciaram um plano de marchas pacíficas em todo o país para expressar a sua raiva contra o governo de Bingu wa Mutharika.Os manifestantes planeiam colocar o seu plano a 20 de Julho, sob o tema "Unir para a resistência pacífica contra um governo mal economicamente e anti-democrático". De acordo com um dos organizadores, o presidente do Comité Consultivo de Direitos Humanos (HRCC), Unduli Mwakasungura, as marchas pacíficas fazem parte do direito constitucional das pessoas de expressar o seu desagrado quanto a má gestão dos assuntos nacionais pelo regime."Gostaríamos de pedir o fim da má governação económica e democrática, da actual administração", disse ele. Destacando os muitos males sociais e econômicos enfrentados pelo malawyano comum, ele criticou as políticas desfazadas do regime de Mutharika.Mwakasungura menciona a violação dos direitos humanos, a falta de combustível ,instabilidade da moeda local e cortes de energia electrica acima de 8 horas.Ele disse que os malawianos têm o direito de valer a sua autoridade demonstrando que estão longe de serem felizes com o estado com a actual crise social, econômica e política.Apelou a todas as pessoas que queiram participar nas manifestacoes a vestirem de vermelho para simbolizar a sua oposição à ma gestão de questões sociais e políticas por parte do governo.Por outro lado, outras pessoas também prometem irem para as ruas e organizar manifestações de apoio ao regime do Presidente Mutharika, num ceneario que se espera explosivo no confronto entre os dois grupos. Malawyanos de descendência moçambicana temem o pior e começam amiudamente a atravessar a fronteira do Zobwe, na provincia de Tete. Desconhece-se o número de viaturas mas as autoridades locais dizem estar a serem transportadas para o interior do Malawy quantidades substanciais de combustível a título individual. (APA)

Feizal Sidat foi reeleito Presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), para os próximos quatro anos no culminar de um processo eleitoral em que teve como adversários outros dois concorrentes, nomeadamente Baptista Bonzo e Carlos Jeque.O empresário Sidat obteve 10 votos favoráveis, contra apenas um de Bonzo, que foi um dos seus colaboradores no mandato anterior. Por sua vez, o jurista e político Carlos Jeque, não conseguiu um único voto dos onze possíveis.Sidat, que concorreu à sua própria sucessão, sob slogan “Todos por um futebol vitorioso, tem como apostas a qualificação da selecção nacional os “Mambas” para o Campeonato Africano das Nações (CAN) da modalidade, a ter lugar na Líbia, em 2013.Para alem deste objectivo, segundo o seu manifesto eleitoral, Sidat compromete-se a melhorar as condições de trabalho das associações provinciais, a ajudar os grandes clubes a criar academias desportivas para formar talentos que engrandecerão o futebol nacional e construir mais infra-estruturas desportivas, particularmente no Centro e Norte do país, regiões mais necessitadas neste âmbito.Ainda a este respeito, Feizal pretende colocar piso sintético em alguns campos, a semelhança do que aconteceu no mandato ao conseguir colocar piso sintético em dois campos de futebol, na capital do país.

O Governo indiano está disposto a apoiar Moçambique na formação de quadros técnico-profissionais de nível médio e superior para responder aos desafios que se colocam ao país com o desenvolvimento da industria extractiva.Neste momento, Moçambique conta com cerca de 90 mil estudantes inscritos em mais de 40 instituições de ensino superior.A Índia disponibilizou 40 vagas para o próximo ano, um número que poderá aumentar dependendo das necessidades de Moçambique.As vagas são nas áreas de agricultura, geologia, petroquímica, engenharia de transportes, entre outras.Neste momento, 30 moçambicanos frequentam cursos em varias áreas de formação na Índia, por via de bolsas de estudos concedidas pelo Governo.

Um grupo de familiares de reclusos da cadeia provincial de Nampula, no Norte de Moçambique, proibidos de fornecer refeições aos seus parentes ali encarcerados, amotinaram-se, sexta-feira última, para exigir explicações em torno da medida.Segundo a Televisão de Moçambique (TVM), nos últimos dias, as autoridades da cadeia em referência têm estado a impedir a entrada de alimentos trazidos pelos familiares dos reclusos.As razões da proibição não foram reveladas, mas sabe-se que as condições de vida na cadeia provincial de Nampula na são das melhores, facto que vem provocando sucessivos motins de reclusos.Um destes motins ocorreu em Abril passado e envolveu 568 prisioneiros, entre detidos e condenados, exigindo melhores condições de reclusão.Tal como em várias unidades prisionais do país, a cadeia provincial de Nampula encontra-se superlotada, chegando a contar com um efectivo seis vezes superior a capacidade instalada, que é de 90 pessoas, agravando as condições de reclusão.

O Ministério do Trabalho (MITRAB) apela os 13 mil trabalhadores da empresa de segurança privada G4S, que operam em todo o território nacional, a privilegiarem o dialogo ao invés de avançarem para greve, cujo arranque está agendado para o próximo dia 20 de Julho corrente.Os trabalhadores reivindicam, entre outros benefícios, uma nova formula para o pagamento de horas extras, mais tempo de descanso na separação de turnos tendo em conta que, em Fevereiro último, a empresa introduziu o tempo de trabalho de oito horas com intervalo de 30 minutos, contra as anteriores 12 horas.O MITRAB é que está a mediar o processo negocial em curso entre a G4S e seus trabalhadores.A empresa de segurança privada G4S tem sido assolada por uma onda de greves e a última vez que se registou este tipo de acto, foi na primeira semana de Abril último, envolvendo os trabalhadores da cidade de Maputo.

Pelo menos seis rios da província de Manica, Centro de Moçambique, possuem águas impróprias para o consumo humano devido aos elevados níveis de poluição em resultado do garimpo ilegal.Trata-se dos rios Chimeza, Lucite, Nhancuarara, Púnguè, Revuè e Zambuzi que apresentam sérias ameaças a saúde pública bem como para o desenvolvimento de actividades socioeconómicas, segundo uma pesquisa sobre a matéria realizada naquela província.Os resultados da pesquisa sobre o “Impacto da Mineração artesanal de pequena escala” foram apresentados quinta-feira ultima, em Manica.Segundo esta pesquisa, a água destes rios, que já é colorida, é também imprópria para a irrigação e mesmo para o gado, além de ter efeitos nocivos em toda a cadeia alimentar.O estudo aponta como consequências da mineração artesanal, o assoreamento dos rios, extinção de espécies aquáticas, contaminação das águas fluviais por substâncias químicas como chumbo, mercúrio, arsénio, cobalto e níquel, usados pelos garimpeiros na realização da sua actividade.A apresentação desta pesquisa foi testemunhada por vários dirigentes com destaque para a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, a governadora de Manica, Ana Comoane, e a vice-ministra da Coordenação para a Acção Ambiental, Ana Chichava.

O Ministério moçambicano para a Coordenação e Acção Ambiental (MICOA) lançou em Maputo, o relatório da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) da Costa Moçambicana, um instrumento técnico que deverá facilitar o investimento e o ambiente de negócios no país e fortalecer o papel coordenador daquela instituição governamental.Esta iniciativa, avaliada em cerca de dois milhões de dólares norte-americanos, segundo a Ministra para a Coordenação da Acção Ambiental, Alcinda Abreu, também vai permitir a prossecução do desenvolvimento sustentável em Moçambique.A decisão de embarcar na AAE da costa moçambicana foi tomada pelo governo em 2008, em resposta ao facto de a zona costeira ser palco de várias iniciativas de desenvolvimento e também por albergar perto de 70 por cento da população num convívio que, muitas vezes, resulta em conflitos entre os diferentes interesses e a protecção ambiental. Alcinda Abreu explicou que se trata de um processo bastante consultivo que vai abranger 42 distritos de sete províncias moçambicanas, cuja consultoria está a cargo da IMPACTO, uma empresa moçambicana especializada no ramo ambiental. O programa tem a duração de um ano.

Moçambique está a “tomar um rumo correcto” e a dar os “passos necessários” com vista a abertura sindical no aparelho de Estado, afirmam as autoridades da administração e serviços públicos do Canadá.Este sentimento foi manifestado pelas autoridades canadianas durante os encontros mantidos com a ministra moçambicana da Função Pública, Vitória Dias Diogo, que iniciou uma visita de quatro dias àquele país da América do norte a busca de experiências sobre mecanismos, gestão e processos que conduzam a instituição sindical no aparelho do Estado moçambicano.Refira-se que o Canadá é citado como tendo a melhor experiência a nível internacional no que refere a esta matéria.David Long, vice-ministro para assuntos das Relações Laborais no Estado e serviços de Governo do Canadá, disse durante um encontro mantido com Vitória Diogo, que a “criação de sindicatos na função pública representa uma etapa e estágio de desenvolvimento num país que busca permanentemente assegurar as liberdades e direitos individuais dos cidadãos, mas que deve ser encarado com bastante responsabilidade”.Refira-se que o Aparelho do Estado moçambicano possui um total de 179.383 funcionários e agentes.

Pensar na Ilha de Moçambique

A Ilha de Moçambique, na província setentrional de Nampula, é uma das três cidades do património mundial da Africa Oriental abrangidas pelo projecto das paisagens históricas urbanas.O projecto é um sistema de gestão que ajuda na identificação de prioridades de gestão de uma cidade património mundial, de forma a integrá-la, no contexto global do desenvolvimento, incluindo os recursos presentes localmente, tanto ambientais quanto culturais. Para além da Ilha de Moçambique, o projecto contempla outras duas cidades da zona oriental de Africa nomeadamente Lamu, no Quénia, e Zanzibar, na Tanzânia, para além de muitas outras urbes de outros quadrantes do planeta consideradas património mundial.Com o objectivo de lançar o projecto na Ilha de Moçambique, encontra-se no país, desde o passado dia 10 de Julho, o coordenador do Programa das Cidades do Património Mundial, Ron Van Oers.Para o efeito, o Ministério moçambicano da Cultura organizou um seminário de consulta sobre esta temática naquele ponto do país.“A ideia é fazer um estudo comparativo das três cidades, em termos do que foi feito até aqui para preservar as cidades que são património mundial e o que falta por fazer”, refere o comunicado.Dessa maneira, de acordo com esta instituição governamental, espera-se também capitalizar experiências de cada cidade e estudar possíveis mecanismos de cooperação. “Além disso, espera-se produzir um Plano de Acção, que terá em conta os estudos, projectos e levantamentos anteriores efectuados na Ilha de Moçambique, respondendo aos desafios existentes, que consistem, fundamentalmente, no estabelecimento de um sistema de gestão, na capacitação institucional e no envolvimento do sector privado no uso sustentável dos recursos culturais”, acrescenta.Esta actividade conta com o financiamento do Governo de Flandres (Bélgica), que também financiou a elaboração do Plano de Gestão e Conservação da Ilha de Moçambique. Com vista a garantir a capacitação institucional participam nesta iniciativa universidades nacionais e internacionais, que irão estabelecer um programa de parceria e cooperação mútua em matéria de conservação e restauro da Ilha de Moçambique.Participam ainda no programa os representantes dos órgãos do Governo central, provincial da área de educação e cultura, bem como os líderes comunitários, autoridades locais da Ilha e outros representantes de sectores diversos, incluindo associações da Ilha de Moçambique.Actualmente, existem mais de 260 cidades do património mundial, o que faz com que a UNESCO sinta a necessidade de conceber um projecto em prol da sua conservação. Na Lista do Património Mundial da UNESCO estão inscritos 936 bens do património cultural, natural e de valor misto. A Ilha de Moçambique completa neste ano 20 anos da sua inscrição como Património Mundial e já funciona com instrumentos essenciais para a sua conservação.

Jornal "Faísca" editado em Lichinga

sexta-feira, julho 15, 2011

Parabéns Moçambique

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) condecorou hoje, em Maputo, o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, com o prémio “Presente para a Terra”, em reconhecimento dos esforços do seu Governo na promoção e aumento das áreas de conservação dos recursos naturais.Trata-se de um prémio internacional, conhecido originalmente com o nome inglês “Gift to the Earth”, que é representado por um certificado assinado pelo Director-geral e presidente do WWF que foi entregue a Guebuza pelo Director-geral adjunto desta organização, Jean Paul Paddack.Falando momentos após a recepção do prémio, o estadista moçambicano disse que este presente representa um estímulo para todo o povo no seu empenho pela preservação ambiental em Moçambique, país que, segundo disse, tem uma forte cultura ambiental que importa preservar e projecta-la como uma das marcas distintas.Guebuza disse que, no quadro de criar correias de transmissão inter-geracional dos valores sobre a planta, o Governo introduziu, em 2006, o programa “Um aluno, uma planta por ano”, esperando-se resultados positivos tendo em conta que o país conta com um universo de seis milhões de alunos, da primeira classe até ao ensino pré-universitário.“Impressiona-nos a forma apaixonada e criativa como um crescente número de alunos luta contra, por exemplo, a acção dos animais domésticos e os fenómenos da natureza, como a escassez de chuva, para assegurar a sobrevivência das suas plantas pessoais”, disse Guebuza.Ainda nesta área, o Governo lançou, em 2007, o programa “Um líder uma floresta comunitária nova”, que visa abranger todos os 48.400 lideres comunitários do país na reposição e multiplicação das espécies nativas, contribuindo assim para a prática de reflorestamento que deve ser continua e replicada por todos os cidadãos, incluindo os operadores florestais.“Para conferir maior proeminência à sua dimensão social, os líderes comunitários são encorajados a lançar fruteiras e plantas medicinais nessas suas florestas e a envolver as crianças e outros membros da comunidade no lançamento das suas próprias plantas e a fazer desse local um sitio de lazer e de reencontro”, disse o estadista moçambicano.Segundo Guebuza, a apropriação desta floresta pela comunidade e o sentido de utilidade pública que ganha são factores fundamentais na educação ambiental e, em particular, no combate as queimadas descontroladas e a desmatação.Igualmente, o Presidente da República enalteceu a iniciativa visando transformar o Paiol de Mahlazine em Parque Ecológico, sublinhando ser um projecto a replicar em outras regiões do país.Na sua história de existência, o WWF já atribuiu mais de cem prémios deste género, 17 dos quais ao nível do continente africano.Pelo menos três desses prémios foram atribuídos a Moçambique, com destaque para o atribuído ao antigo Chefe do Estado, Joaquim Chissano, em Setembro de 2003.Este ano, Guebuza dedicou o seu prémio aos lideres comunitários, professores, alunos, extensionistas, educadores ambientais, profissionais da comunicação social e a todos os moçambicanos engajados em acções em prol da natureza, mitigação do impacto das mudanças climáticas e conservação da biodiversidade.

quinta-feira, julho 14, 2011

O governo do Presidente Armando Guebuza tem brilhado com cada vez maior intensidade pelas sucessivas incoerências tanto nas declarações públicas de vários dos seus integrantes quanto da sua prática quotidiana. De manhã, pode dizer uma coisa, no mesmo dia, ao fim da tarde, salta da cadeira com desmentidos sem cabimento e, totalmente, desconexos, parecendo ser outras pessoas diferentes e de outras latitudes. São diversos os exemplos que corporizam o funcionamento pouco digno de um governo sério e realmente comprometido com o seu povo. Não se pode confiar em pessoas incoerentes e muito menos, ainda, num governo que sempre se contradiz.Vimos, há anos, o governo a falar, de maneira insistente, como se se tratasse de uma nova Arca de Noé, sobre a revolução verde, porém, sem definição clara dos seus pressupostos. Passado algum tempo, a tal febre passou e tudo voltou ao normal sem nunca ter livrado nenhum camponês da enxada de cabo de curto. Chegou a vez da milagrosa jatropha. Ministros que se acreditava que tivessem algum peso de conhecimento teórico e prático, andavam, nas famosas presidências abertas e inclusivas, com amostras de uma jatropha à cabeça, para o povo ver a bóia da sua salvação. Camponêses e empresas abraçaram o projecto, em detrimento de produzirem alimentos, e hoje estão com as sementes de jatropha a apodrecer, por falta de compradores. Aqui está o resultado de se andarem a preocupar com agendas estranhas.Tivemos a vez do registo de cartões de telemóvel “SIM” com prazo e avisos de fazer tremer quem os ouvisse. Tudo acontecia sem olharem para as condições e custos. Passou o prazo e os avisos morreram. Agora é por tempo indeterminado.A cesta básica anunciada pelos quatro cantos do País, foi abortada pelo seu mentor, o governo, apoiado pela sua bancada parlamentar. Ao invés de incentivar o produtor, o governo decidiu socorrer o consumidor, ignorando vozes autorizadas que indicavam no sentido inverso. Hoje diz que “a cesta básica nunca foi um dado adquirido” e “as condições internas e externas melhoraram”. Que tamanha incongroência!A cartada da inspecção de viaturas caiu mal. Tanto dinheiro a gastar para as viaturas voltarem a circular em estradas com buracos e sem manutenção periódica. Bastou a voz estridente dos chapistas para o governo encolher-se mais uma vez na sua incoerência. Aparece agora o governo a dizer que não pretende incomodar ninguém e cada automobilista há-de levar a sua viatura à inspecção quando tiver tempo.O ministro da Indústria e Comercio disse que vai retirar 50 meticais dos 200 do subsídio, em cada saco de trigo, porque a situação melhorou, mas, a mesma quantidade que antes custava 1050 está agora 1200 meticais.Se as condições que influenciam a alta de preços, em Moçambique, melhoraram não estão claras as razões que forçaram o governo a subir duas vezes os preços combustíveis em menos de dois meses, 10 e 8%, respectivamente. Isto baralha a todos, até os membros do governo. Com 35 anos de experiência de governação !! (E.H.)

Maxaquene deve andar longe dos árbitros

A alegada corrupção de que se fala no futebol moçambicano está a agitar os jogos do campeonato nacional, Moçambola-2011, envolvendo os clubes do topo da tabela classificativa com os organismos reguladores da prova. O Maxaquene, treinado por Arnaldo Salvado e segundo classificado, e a Liga Muçulmana, campeã em título e líder do campeonato nacional em curso, são os principais protagonistas, tanto na luta pelo título, como no que tange à assuntos de corrupção no desporto-rei.Neste final de semana, os dois clubes irão defrontar-se na 17ª jornada de Moçambola, jogo que pode significar mudanças na liderança da prova, já que os dois clubes estão separados por apenas dois pontos, com os “muçulmanos” na liderança. Já há movimentação com vista a evitar que o resultado do jogo seja viciado.A direcção da Liga Muçulmana emitiu duas cartas separadas dirigidas à Liga Moçambicana de Futebol e à Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), manifestando a sua preocupação face à possibilidade de o resultado do referido jogo vir a ser viciado.À CNAF, a Liga Muçulmana, escreveu para exigir que “a equipa de arbitragem para o mencionado jogo seja sorteada entre um conjunto de cinco equipas previamente determinadas” e que tal sorteio ocorra “logo após a reunião técnica do desafio em questão e na presença dos representantes dos dois clubes”.O clube campeão nacional e que está na liderança do campeonato alega que, a acontecer, isso vai “permitir que os clubes não conheçam, com muita antecedência, a equipa de arbitragem”.O presidente da CNAF, Venildo Mussane, ao reagir a este pedido da Liga Muçulmana, que pretende contrariar o modus operandi normal da arbitragem em que para todos os jogos, os árbitros são nomeados e não sorteados disse disse que “ainda não analisamos o expediente da Liga Muçulmana, mas não vejo como satisfazer este pedido”. Alegou que no início do campeonato, a CNAF sugeriu que a escolha de árbitros para todas as partidas fosse por sorteio, “mas a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol recusaram”.Agora diz que o pedido vindo da Liga Muçulmana será analisado e deliberado, mas duvida que a deliberação seja favorável.Na carta dirigida à Liga Moçambicana de Futebol, o clube dirigido por Rafik Sidat (irmão de Faizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol) pede, entretanto, que a “Liga” garanta que os dirigentes do Maxaquene andem longe dos árbitros escolhidos para o jogo.“Julgamos ser essencial que se tomem medidas no sentido de impedir que os dirigentes do Maxaquene tenham acesso ao balneário dos árbitros durante o intervalo do jogo”, apela a Liga Muçulmana em carta dirigida ao organismo regulador do Campeonato Nacional de Futebol.Entre outros apelos dirigidos à Liga Moçambicana de Futebol, o clube campeão nacional em título apela que seja reforçado o efectivo policial no campo do jogo e apela ainda para presença massiva da Polícia de Intervenção Rápida.A Liga Muçulmana justifica os redobrados apelos imaginando que “muitos adeptos do Maxaquene” possam estar “inflamados pelo discurso belicista dos dirigentes do respectivo clube e possam entrar com objectos perigosos para arremessá-los ao recinto do jogo”.Contactado pela comunicação social para reagir a estes pedidos da Liga Muçulmana, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Júnior, recusou-se a comentar, sem indicar porque assim procedia.Neste momento, um processo de alegada corrupção no futebol, levantado pelo treinador do Maxaquene, Arnaldo Salvado, corre seus trâmites na Procuradoria da República e sabe o Canalmoz que há dirigentes federativos que já foram chamados a depor.O facto da Liga Muçulmana pertencer à família Sidat, a mesma do presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Faizal Sidat, faz com que a pujança desportiva deste clube seja posta em causa.(Borges Nhamirre)

Malawy receia estar a perder terra

A edição de fim-de-semana do jornal do Malawy The Nation afirma que , um dos locais “mais afectados” é o distrito de Mongochi, que faz fronteira com a província moçambicana do Niassa.“Os moçambicanos estão a delimitar o terreno mesmo antes dos dois países chegarem a um acordo mútuo, sob o pretexto de um projeto florestal”, acusa o jornal.“Desde o momento que iniciámos o exercício de reafirmação (de fronteira) os moçambicanos seguem as nossas pegadas e plantam árvores ao longo da linha de delimitação”, acusou um agrimensor, Danfor Masamba, que diz ter sido preso temporariamente pelas autoridades de Moçambique.O jornal acrescenta que quatro aldeias, com 100 famílias camponesas, ocupando uma área de 200 hectares, já passaram para o lado moçambicano durante o processo.“Apesar do que se está a passar, o governo (do Malawy) continua a dizer-nos que não perdemos terrenos para Moçambique e que a decisão sobre as fronteiras será tomada após os dois governos se reunirem mas nós nem sabemos quando isso ocorrerá”, queixa-se um dos aldeões, citado pelo jornal.O Malawy, com uma área de 94.080 quilómetros quadrados para 14 milhões de habitantes, mantém também negociações de delimitação fronteiriça com Tanzânia e Zâmbia.Nos últimos anos, uma série de incidentes arrefeceu ainda mais as relações entre Moçambique e Malawy, que têm sido marcadas por uma grande desconfiança mútua.