sexta-feira, setembro 30, 2016

Q400 na berlinda

O Ministério Público abriu uma investigação para esclarecer o destino dado ao valor da venda de duas aeronaves das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) que, entretanto, não aparece reflectido na contabilidade da companhia.
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Segundo o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) está em causa a compra, venda e aluguer de duas aeronaves do tipo Q 400, num processo que envolve a LAM e uma empresa estrangeira, cuja análise sumária do processo levou a suspeitas de que tenha havido esquemas de corrupção na aplicação do valor referente à operação. 
Face à suspeita, e de modo a apurar os factos, a 5 de Julho último foi instaurado um processo-crime registado sob o número 52/GCCC/16, ao mesmo tempo que foi solicitada uma auditoria ao processo de compra, venda e aluguer junto da Inspecção Geral de Finanças. A ideia é apurar, junto dos antigos gestores da companhia, o destino dado ao dinheiro.            As suspeitas da aplicação fraudulenta dos montantes provenientes da compra, venda e aluguer das duas aeronaves foram levantadas pelo GCCC quando procedia à investigação de matérias relacionadas com alegadas práticas de má gestão exercida por dois administradores da companhia aérea de bandeira, denunciadas pelos trabalhadores.Foi na sequência deste trabalho que o Ministério Público deduziu uma acusação contra um antigo administrador da LAM por abuso de função, consubstanciado na celebração de 25 contratos com uma empresa pertencente a um familiar directo, levando a firma a pagar mais de cinco milhões de meticais.

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