Durante 17 anos, Juan Reinaldo Sánchez (na foto) , um ex-guarda-costas do
ex-líder cubano ,diz ter feito parte do círculo mais íntimo destinado a
proteger Fidel. Desempenhou tarefas das mais variadas,
Sánchez aparece em fotos ao lado de Fidel Castro e histórias de
bastidores reforçam a sua identidade. Em um vídeo gravado pela BBC na ilha em
1993, o ex-guarda-costas aparece ao lado do comandante.Duas décadas atrás,
porém, Sánchez caiu em desgraça aos olhos do regime.Após seu irmão desertar, o
ex-guarda-costas pediu aposentadoria e foi preso, mas conseguiu escapar e fugiu
da ilha em direção a um destino comum a perseguidos políticos de Cuba: Miami,
nos Estados Unidos.Hoje, ele conta à BBC detalhes do que diz ser uma vida de
luxo e ostentação gozada pelo líder comunista.
"No livro, ofereço provas
de que Fidel levava uma vida de luxos", conta o ex-guarda-costas. "Nem
todas as pessoas no mundo podem dizer que têm uma marina privada com quatro
iates, um barco de pesca e mais de cem homens que cuidam de seus imóveis."
"Ninguém em Cuba sonha em ter uma reserva de caça pessoal, mais de 20
residências que eu pessoalmente conheci e uma ilha privada, Cayo Piedra (ao sul
da Baía dos Porcos), que conta com um restaurante flutuante e um aquário de
golfinhos, aonde Fidel levava sua família e seus amigos mais próximos".
"No livro, ofereço provas
de que Fidel levava uma vida de luxos", conta o ex-guarda-costas. "Nem
todas as pessoas no mundo podem dizer que têm uma marina privada com quatro
iates, um barco de pesca e mais de cem homens que cuidam de seus imóveis."
"Ninguém em Cuba sonha em ter uma reserva de caça pessoal, mais de 20
residências que eu pessoalmente conheci e uma ilha privada, Cayo Piedra (ao sul
da Baía dos Porcos), que conta com um restaurante flutuante e um aquário de
golfinhos, aonde Fidel levava sua família e seus amigos mais próximos".
"Ao contrário do que dizem, Fidel nunca renunciou às
comodidades capitalistas ou escolheu viver na austeridade. Seu estilo de vida é
de um capitalista sem nenhum tipo de limite", diz Sánchez.
Fidel deixou oficialmente o poder em 2008, dois anos após adoecer. Desde
então, aparece pouco em público.
"Mas a partir desse momento, decidi encontrar uma maneira de
deixar aquela vida, porque não conseguia entender como podia estar protegendo
um homem que havia negado publicamente qualquer relação com o tráfico de
drogas."
Sánchez diz que em Cuba não havia trabalho de maior prestígio do
que dedicar a vida a proteger o "comandante"."Não era um
trabalho fácil. Fidel sempre estava sob ameaça e seu sistema de segurança é um
dos mais efetivos, sem ter os mesmos recursos de países desenvolvidos",
afirma o ex-guarda-costas."Não sou quem estou dizendo isso. O aparato de
segurança pessoal de Fidel é conhecido por agências de inteligência como a CIA
(americana) e o Mossad (israelense)."O ex-segurança diz que Fidel foi alvo
de centenas de atentados, mas considera exagerada a estimativa de 600 do
governo cubano.Segundo Sánchez, muitas desses atentados eram realizados pelo
próprio sistema de segurança pessoal do ex-líder cubano. O objetivo era provar
a sua efetividade e ajustar possíveis falhas. "Eu estimaria entre cem e
200 as tentativas reais de assassinar Fidel".
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