O
voo da TAP que devia ter partido na quinta-feira à noite de Maputo(24) em
direção a Lisboa foi adiado para domingo de manhã(27) devido a um problema
informático."Foi
detetado um problema técnico que obriga à deslocação de um mecânico de Lisboa,
que reparará o problema e está já garantido que os passageiros embarcarão num
novo voo no domingo às 7 da manhã", disse uma fonte oficial da
transportadora citada pela agência Lusa, quanto confrontada com o facto de que
o avião que devia ter partido de Maputo na quinta-feira à noite ter ficado em
terra."Os
passageiros estão já instalados em hotéis, o problema é leve, mas não há em
Maputo meios locais para resolver o problema, daí ter de ser enviado um técnico
em sistemas informáticos para solucionar o problema", acrescentou o
porta-voz da TAP, em declarações à Lusa.
sexta-feira, julho 25, 2014
Avião da TAP com problemas
quinta-feira, julho 24, 2014
Raptado desiste de acusar
José Moreira Alves, uma das vítimas dos quatro
sequestradores em julgamento na cidade de Maputo desde terça-feira, comunicou
ontem(23/07) ao tribunal a sua intenção de desistir do processo em fase de
produção de provas por estar a receber chamadas telefónicas anónimas com teor
ameaçador.Proprietário da Jomofi Construções, Alves foi raptado
minutos após entrar na sua residência, no bairro da Costa do Sol, numa noite de
Abril de 2012. Os bandidos haviam se introduzido instantes antes. Amarraram os
guardas e substituíram-nos dos seus afazeres, o que concorreu para que a vítima
caísse na armadilha.O requerimento apresentado ao tribunal não detalha o teor
dos telefonemas mas deixa clara a existência de chamadas anónimas feitas para o
celular do empresário, o que lhe moveu a desistir do processo.Entretanto, o
juiz e a magistrada do Ministério Público explicaram que se tratando de crime
público não há como recuar, devendo-se avançar com o julgamento até ao fim.
Acordou-se que José Moreira Alves será ouvido através do seu advogado e
representante legal junto da 7.ª Sessão do Tribunal Judicial da Cidade de
Maputo. A esta audição seguir-se-ão as alegações finais.Segundo consta no despacho de acusação, após o sequestro
o construtor civil foi levado para um cativeiro algures no bairro de Magoanine,
uma zona não muito distante da sua casa.Fora dos 28 mil dólares norte-americanos que levava na
sua viatura Alves tinha consigo telefones celulares e outros bens de elevado
valor. Os sequestradores exigiram à família como valor de resgate dois milhões
de dólares norte-americanos.Tendo os familiares comunicado que dispunham de 300 mil
dólares, o filho da vítima foi orientado a deixar o valor no Campus da
Universidade Eduardo Mondlane e abandonar o local sem olhar para trás. O
empresário foi solto três dias após o rapto.
Foi também ouvido Jainudin Norudini Dali, proprietário da
Padaria Lafões, raptado pelo bando a 18 de Dezembro à entrada de sua casa, na
Avenida Kim Il-Sung, numa das zonas nobres da capital.Ao que relatou, após
tomarem a sua viatura, os bandidos vendaram-lhe os olhos com um goro e
conduziram por cerca de meia hora. Ao tomarem conhecimento de que o carro tinha
dispositivo de localização por satélite abandonaram-na para uma outra que lhes
levou até ao cativeiro.Jainudin Norudini Dali passou oito dias nas mãos dos
sequestradores sob ameaças de morte caso a família não pagasse um milhão de
dólares norte-americanos que exigiam. Foi libertado nas imediações das bombas
de combustível de Xinkanhanine, no Hulene, perto da Praça da Juventude e
orientado a ficar à espera do seu filho no local. Ao que posteriormente soube,
a família pagou 600 mil meticais e 200 mil dólares norte-americanos.quarta-feira, julho 23, 2014
Renamo "parece"abandonar paridade aritimética
“Entendo que o Governo de Moçambique, pelas políticas já iniciadas, é
capaz de encontrar uma solução duradoura, que já encontraram há muitos anos,
para o que se está a passar em Moçambique”, disse em conferência de imprensa
José Luís Guterres. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste falava
esta terça-feira em Díli no final da XIX reunião ordinária do Conselho de
Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). “É uma questão
apenas de tempo. Há uma vontade política já expressa pelo candidato da oposição
de participar nas eleições presidenciais, o que significa que o processo
democrático está no bom caminho”, sublinhou.
a) A Renamo moderou as suas exigências no que toca ao estabelecimento de
uma
paridade aritmética na direcção das Forças de Defesa e Segurança (FDS),
contentando- se com a aplicação do princípio de “despartidarização” das mesmas
– há quem entenda isto como uma repetição quase exacta de um alegado “erro” que
Dhlakama cometeu durante as conversações de Roma que conduziram ao fim dos 16
anos de guerra civil em Moçambique (1976/1992).
b) O Governo estará, ainda, disposto a proclamar, oficial e publicamente,
e aplicar uma amnistia ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e seus seguidores,
incluindo a retirada das acusações imputadas ao brigadeiro Jerónimo Malagueta
(ora em liberdade condicional depois de nove meses de detenção) e ao porta-voz
dolíder da “perdiz”, António Muchanga, detido na Cadeia de Máxima Segurança
(vulgo BO) em Maputo, há sensivelmente três semanas, sob acusação de incitação
à violência.
c) A fé dos mesmos observadores, o Executivo de Maputo estaria, ainda,
disposto a reforçar a segurança de Afonso Dhlakama quando este descer das
montanhas e retornar à actividade política plena, tendo como enfoque imediato a
campanha eleitoral com vista às eleições presidenciais de 15 de Outubro próximo.
Consta estar a ser redigido um pacto formal a ser celebrado pelas duas partes,
apesar de tanto os representantes do Governo como os da Renamo, na mesa
negocial no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, declinarem
confimar ou desmentir tal esforço.
Os mesmas analistas entendem que os sinais de aproximação dos pontos de
vista das duas delegações são ainda consubstanciados pela interrupção efectiva
dos confrontos entre as forças beligerantes do Governo e da Renamo nas últimas três
semanas, a “reacção contida” de Dhlakama face à detenção de Muchanga, a
resolução do dossier Certidão de Registo Criminal do líder da “perdiz”, bem
como a moderação da linguagem das duas partes, salvo raríssimas excepções, de
intervenientes tidos como “descontrolados”.
segunda-feira, julho 21, 2014
Israel: prossegue o genocídio, por etapas *
E hoje, a visão sionista é uma Israel que
cubra quase toda a Palestina histórica, onde ainda vivem milhões de palestinos.A
onda genocida em curso hoje tem, como todas as anteriores sempre tiveram, algum
contexto imediato. Dessa vez, teve a ver com o projeto de fazer gorar a decisão
dos palestinos de constituir um governo de unidade, contra o qual nem os EUA
teriam objeções.O colapso da desesperada iniciativa “de paz” do secretário de
Estado dos EUA John Kerry legitimou o apelo palestino a organizações
internacionais para que interviessem e pusessem fim à ocupação.
Ao mesmo tempo,
os palestinos ganharam amplo reconhecimento internacional e apoio para a
cautelosa tentativa, pelo governo de unidade, de construir política coordenada
entre os vários grupos políticos e respectivas agendas.

Desde junho de 1967, Israel procura um meio para manter os territórios que
ocupou naquele ano, sem incorporar a população palestina indígena e dar aos
palestinos os mesmos direitos de cidadania que têm os israelenses. E todo o
tempo os israelenses mantêm a farsa de algum “processo de paz”, para encobrir o
movimento pelo qual vão ganhando tempo para implantar suas políticas
unilaterais de colonização.Ao longo das décadas, Israel passou a diferenciar
entre áreas que queria controlar completa e diretamente, e áreas que
controlaria indiretamente, com o objetivo de, no longo prazo, reduzir ao mínimo
a população de palestinos, usando, dentre outros meios, campanhas de limpeza
étnica e estrangulamento econômico e geográfico.A localização geopolítica da
Cisjordânia cria a impressão em Israel, pelo menos, de que é possível conseguir
tal objetivo sem provocar uma terceira Intifada nem excessiva condenação
internacional.
A Faixa de Gaza, dada sua especialíssima localização geográfica, não se presta
muito facilmente a tal estratégica. Sempre desde 1994, ainda mais depois que
Ariel Sharon chegou ao poder como primeiro-ministro nos primeiros anos 2000s, a
estratégia é cercar Gaza num gueto, e pôr-se à espera de que todo o povo que
ali vive – hoje, 1,8 milhão de pessoas – morra e caia no esquecimento eterno.Mas
o Gueto mostrou-se rebelde, sem nenhuma disposição para se deixar ficar em
condições subumanas, de estrangulamento, isolamento, fome, colapso econômico.
Então, para que Israel consiga enviá-los para o esquecimento eterno, voltou a
ser indispensável retomar as políticas de genocídio.
*ILAN
PAPPÉ,Historiador judeu israelense, professor de História na Universidade
de Exeter, no Reino Unido. Foi docente em Ciências Políticas em sua cidade
natal, na Universidade de Haifa (1984-2007). Pappé faz uma análise profunda
sobre os acontecimentos de 1948 (criação do Estado de Israel) e seus
antecedentes. Em particular, ele defende em seu livro mais importante, Ethnic
Cleansing in Palestine [A limpeza étnica na Palestina], que houve uma limpeza
étnica, ou seja, a expulsão deliberada da população civil árabe da Palestina -
operada pela Haganah, pelo Irgun e outras milícias sionistas, que formariam a
base do Tzahal - segundo um plano elaborado bem antes de 1948. Pappé considera
a criação de Israel como a principal razão para a instabilidade e a
impossibilidade de paz no Oriente Médio.
sexta-feira, julho 18, 2014
"Moçambique está na moda, é o País com quem se quer falar'
A comunidade moçambicana em Portugal
considera que a paz e a segurança são dois pilares sem os quais 'não é possível
alavancar o desenvolvimento, o progresso social e o bem-estar do povo'.Em
mensagens de saudação ao Presidente moçambicano, Armando Guebuza, que acaba de terminar
uma visita de Estado de três dias a Portugal, a comunidade moçambicana exprime
sua preocupação pelos acontecimentos que têm ocorrido no centro do país,
particularmente no distrito da Gorongosa, provincia central de Sofala, e que
tem resultado em morte de civis e militares e na destruição de bens públicos e
privados, numa referência aos ataques dos homens armados da Renamo, o maior
partido da oposição em Moçambique.'Estamos convictos de que o diálogo e a
negociação deve ser a via privilegiada para a resolução pacífica do diferendo
que opõe o Governo e a Renamo', diz a mensagem da comunidade moçambicana
radicada em Portugal apresentada esta terça-feira, em Lisboa, no encontro com o
Presidente Armando Guebuza.
Armando Guebuza reuniu-se com a diáspora
para dar a conhecer os resultados da visita a Portugal e ouvir as múltiplas
preocupações que a comunidade moçambicana enfrenta no seu quotidiano nas terras
lusas.
A mesma preocupação também vem espelhada
na mensagem da Associação de Estudantes Moçambicanos em Portugal, na qual os
estudantes sublinham que têm recebido com muita preocupação, informação sobre a
tensão politico-militar que se vive no centro do país, 'pois a mesma constitui
um retrocesso à consolidação dos ganhos que o país acumulou ao longo dos
últimos anos'. 'Esta situação poderá retrair os investimentos tanto internos,
como estrangeiros, atraidos pelo ambiente de estabilidade política e de
negócios que de forma exemplar Moçambique representou nos últimos 20 anos.
Apelamos por isso que não poupem esforços na manutenção da Paz e da Unidade
Nacional, tendo em vista a consolidação do progresso e crescimento da nossa
bela nação', refere a mensagem.
Em Lisboa, tanto o Chefe de Estado
português, Aníbal Cavaco Silva, como o Governo de coligação PSD/CDS-PP chefiado
por Pedro Passos Coelho, condenaram o uso de armas por parte da Renamo para
fins políticos. É nesse contexto que se enquadra a reacção do vice
Primeiro-ministro português, Paulo Portas, quando diz que a palavra ou seja
diálogo e o voto são as únicas armas aceitáveis em democracia, para além de
serem o que mais interessa aos moçambicanos, bem como a consolidação da paz.
Paulo Portas falava num jantar por
ocasião da visita presidencial, oferecido pelo Grupo Impresa, dono do jornal
'Espresso', revista 'Visão', os canais de Televisão SIC, entre outras
publicações, condenando assim os ataques da Renamo.Na ocasião, Portas, líder do
CDS-PP, avançou que 'é preciso compreender que a palavra e o voto são as únicas
armas usadas em democracia cujo recurso deve respeitar as leis democráticas
vigentes no país'.Com estas reacções a Renamo vai ficando cada vez mais
isolada, segundo sublinham alguns académicos em Portugal.Nas duas mensagens, a comunidade
moçambicana em Portugal enaltece igualmente os esforços empreendidos pelo povo
moçambicano na luta contra a pobreza, na manutenção da unidade nacional, bem
como nos feitos do Governo, principalmente nos últimos dez anos de liderança de
Armando Guebuza. 'São visíveis as profundas transformações que o nosso belo
país, ao longo dos últimos 10 anos sofreu, a nível do desenvolvimento social e
económico. Hoje, Moçambique está na moda, é o País de que se fala e com quem se
quer falar', referem as missivas.Enaltecemos as visitas abertas (Presidências
Abertas) que tanto permitiram conhecer “in loco” a vida das populações, os seus
anseios, seus sucessos, bem como acompanhar o pulsar do desenvolvimento do país
no seu todo. Essas visitas tiveram ainda o condão de conferir a merecida
dignidade às populações e reafirmar a soberania do Estado moçambicano.
Foi através dessa metodologia de
trabalho, inserida 'na Vossa estratégia de governação, o empenho de Vosso
magnífico Governo e o trabalho árduo dos moçambicanos no geral que, determinou
que o País conhecesse o actual estágio sócioeconómico, do qual pudemos destacar
o incremento de infraestruturas como hospitais, pontes, instituições de ensino,
alargamento da rede de energia eléctrica, empreendimentos turísticos, intensa
actividade empresarial e o desejado aumento do nível de desenvolvimento humano,
constituindo estes factos, a alavanca necessária para o desenvolvimento de
Moçambique'.São destacados nas mensagens a reversão da Hidroeléctrica de Cahora
Bassa para Moçambique (HCB), referenciada como um 'marco histórico no exercício
da nossa soberania'; o impacto da atribuição do Fundo de Desenvolvimento do
Distrito, vulgo 7 milhões de Meticais, que galvanizaram o desenvolvimento dos
distritos na produção de alimentos e geração de emprego; a intensa actividade
em torno da construção da Circular de Maputo e os tantos edifícios na grande
capital, Maputo, descrita como o corolário do pulsar da 'nossa economia'.
Também é referenciada a expansão do
mercado de emprego desde o Sul ao Norte de Moçambique, decorrente dos grandes
investimentos em todo o país que impulsionam a eliminação das diferenças de
desenvolvimento entre os dois pólos.'O equilíbrio do género nos diversos postos
de governação. Hoje, é um facto que a mulher moçambicana está mais valorizada;
a passada presidência da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África
Austral) e a actual da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)
revelam o quão Moçambique está sempre empenhado em dar o seu contributo nas
Organizações Internacionais com vista ao desenvolvimento nacional e regional',
avançam as mensagens.Gostaríamos também de enaltecer os esforços que o Governo
moçambicano tem vindo a empreender para que no dia 15 de Outubro de 2014 todos
os moçambicanos na diáspora possam cumprir o seu direito de voto nas eleições
gerais (legislativas, presidenciais e das Assembleias Provinciais). Respondendo
aos apelos para a necessidade de se por cobro a tensão político-militar,
Armando Guebuza lamentou o facto de alguns moçambicanos não concordarem com o
desejo da maioria que quer ver consolidada a democracia por via das eleições.Depois
de recordar a tragédia provocada pela sangrenta guerra dos 16 anos (terminada
em 1992 com a assinatura do Acordo Geral de Paz de Roma, a capital italia) e
que provocou mais de um milhão de mortes, milhares de refugiados nos países
vizinhos e deslocados internos, o Presidente moçambicano reafirmou a
necessidade do diálogo social para vencer as diferenças. Armando Guebuza
chefiou a delegação do Governo às negociações com a Renamo, em Roma. 'Continuaremos
a trabalhar para garantir a unidade dos moçambicanos, a paz e a segurança',
referiu o Chefe de Estado, demonstrando mais uma vez a sua humildade.Mambas,OYEEEEEEE..........
As
ausências de jogadores considerados fundamentais em todo o desenho defensivo e
ofensivo dos “Mambas” levaram a que João Chissano testasse várias opções para
colmatar as lacunas deixadas por Mexer, no centro da defesa, Simão, no meio
campo e Sonito, a ponta de lança. Pelo que foi dado a observar parece que os
substitutos de Mexer e Simão estão encontrados: Zainadine Júnior (Nacional da
Madeira) deve fazer par no centro com Dário Khan (Costa do Sol), enquanto Momed
Hagi, titular indiscutível na Liga Muçulmana, deve substituir Simão; são duas
opções válidas com qualidade para fazer esquecer as referidas baixas.Quanto ao
avançado que deverá render Sonito ainda persistem dúvidas. Hélder Pelembe
(Orlando Pirates), Reginaldo (Nacional da Madeira) e Isac (Maxaquene), foram testados,
sendo que o primeiro nome é o potencial candidato a ser a referência do ataque.
João Chissano vai assim, procurando amenizar, a falta de jogadores que
constavam da convocatória, e que por motivos de vária ordem não podem estar
presentes. Telinho (Nacional da Madeira), Gelicio Banze (Dynamo de Dresden),
Boné-Mário Uaferro (AC Fortuna Colónia), e Jeffrey Constantino (BSV
Shawarz-Weir Rehden) ficaram também de fora; o primeiro por lesão e os três
últimos sem aval por estarem em período de pré-época.
É com este quadro que a
Selecção Nacional de Moçambique vai defrontar este domingo em terras
tanzanianas o conjunto local.A partida conta para a primeira mão da segunda e
última eliminatória de acesso a fase de grupos de apuramento ao CAN 2015 (Marrocos).A
selecção Moçambicana viajou num voo charter com escala técnica na cidade de
Nampula.Há armas que SÓ podem estar nas mãos de ESTADOS
Um avião
da Malaysia Airlines que levava 295 pessoas caiu na Ucrânia. Segundo órgãos de
inteligência dos EUA, ele foi abatido com um míssil disparado próximo à
fronteira com a Rússia. O governo da Ucrânia e os separatistas lutando no país
negam a responsabilidade. Enquanto esse mistério não é resolvido, os aviões
estão a fazer o mais lógico: evitando sobrevoar o país.
Pode acompanhar no
FlightRadar24 os mais de mil aviões sobrevoando a Europa, mas tenha paciência:
o site está instável devido à alta demanda. Só alguns aviões bastante corajosos
estão no espaço aéreo ucraniano: alguns deles voam rumo a Kiev; a maioria segue
a rota para a Rússia.Segundo a Associated Press, antes do acidente, agências de
aviação em diversos países já haviam alertado as empresas aéreas para não sobrevoarem partes da Ucrânia. Em questão
de horas, gigantes como Lufthansa, Delta e KLM confirmaram seguir a orientação.
O Boeing
777 que caiu na vila de Hrabove estavaO no voo MH17, viajando de Amsterdão para
Kuala Lumpur, Malásia. Ele teria-se desintegrado antes de atingir o solo; os destroços espalharam-se por uma área de 15 Km e.Anton
Gerashenko, conselheiro de um ministro ucraniano, disse no Facebook que o avião
voava a uma altitude de 10.000 m quando foi atingido por um míssil do sistema
Buk-M1, desenvolvido pela Rússia, que pode chegar a 22.000 m de altitude. Ele
foi criado para interceptar mísseis de cruzeiro, bombas inteligentes e
aeronaves.
A Rússia
é acusada de fornecer armamento aos separatistas na Ucrânia, e já foi ameaçada
pelos EUA caso realize uma intervenção militar no país – que está dividido
entre pessoas pró-União Europeia e pró-Rússia.Na noite de quarta-feira(16), um
caça ucraniano foi derrubado por um míssil ar-ar disparado por um avião russo.
E na segunda-feira, um avião militar foi derrubado por um míssil disparado em
território russo.O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, diz que as forças
armadas do país não dispararam o míssil. [Associated Press, Russia Today]terça-feira, julho 15, 2014
Que militantes e dirigentes da Renamo possam ler...
Embora
não tenha solicitado a permissão do meu então mestre, Mia Couto, que neste caso
foi quem diagnosticou a minha veia jornalística e me meteu no mundo
jornalístico, achei por bem que deveria fazer mais eco a sua crónica intitulada
“Uma Não-Carta para Afonso”, que a Revista-Encaixe do Semanário Sol do Índico
publicou na sua edição de 11 deste mês, porque ele consegue expor, a meu ver,
como mais ninguém, quão criminoso é o líder da perdiz e os que como ele pensam
e agem, ao voltarem a matar os seus próprios compatriotas.Para não diluir ou
enfraquecer esta Não-Carta de Mia a Afonso, prefiro transcrever com a devida
vénia, alguns parágrafos da mesma, como se segue: É pena que uma força política
que poderia ajudar a criar um clima pluripartidário mais vivo e dinâmico não seja
capaz de se libertar desse passado de movimento armado. É pena que a palavra de
construção que esta Nação tanto necessita seja substituída pelo discurso de
quem vai “partir” e “incendiar” o País. …Recordo-me das palavras de José
Saramago: a democracia é um regime tão extraordinário que aceita mesmo os
partidos e as práticas mais antidemocráticas.
“A
Renamo pode ter desistido das práticas democráticas mas os moçambicanos
insistem no diálogo e na tolerância. A democracia moçambicana, por mais jovem
que seja, alberga um partido que, em qualquer outro lugar do Mundo, seria
considerado ilegal. Em que outra democracia se poderia aceitar um partido que
recusa entregar as armas? Um partido que faz política com uma mão e faz Guerra
com a outra mão? Que outra nação toleraria um partido que reclama pela
despartidarização do Estado e do Exército, e depois quer partidarizar a dois em
negociações políticas nas costas da vontade do povo? Até quando a gente da
Renamo, que é patriótica e amante da Paz, tolera isso que é intolerável em
Moçambique ou em qualquer outra parte do Mundo?”
Gostaria
de não mais continuar e terminar aqui estas citações do meu mestre Mia com a
frase predilecta do Emílio Manhique Mais Palavras Para Quê, mas não resisto a
citar mais alguns trechos desta Não-Carta para o benefício dos que ainda não a
leram, como estes:”…O Presidente da RENAMO poderia ficar na História de
Moçambique como alguém que ajudou a consolidar o processo de pacificação e o
reencontro dos moçambicanos consigo mesmos. As suas declarações, contudo,
deitam a perder essa possibilidade. Nenhum político se pode orgulhar de usar o
medo como uma forma de fazer valer as suas intenções. A nação moçambicana não
pode ficar refém do retorno à violência. Ninguém que ame Moçambique e respeite o
seu povo quererá reviver a tragédia da guerra”.
Mia
conclui que Afonso Dhlakama opta por colocar a sua ambição pelo poder acima do
clamor pela Paz dos moçambicanos e do desenvolvimento do seu País, e o condena
por isso e a todos os que apoiam esta sua agenda belicista, porque, com isso,
“significa que mais moçambicanos continuarão a ser mortos num clima de Guerra
oculta ou declarada”.
“E
é pena porque um dos partidos políticos de Moçambique (Renamo neste caso), com
assento no Parlamento, está a dizer aos moçambicanos que aceita a Constituição
mas que a agride de forma frontal quando proclama que vai, por via da
violência, “dividir o País ao meio”.
Ele
dá como ponto mais alto deste seu grito ou apelo a Dhlakama, as seguintes
perguntas: Quantas vezes mais teremos que apelar? Quantas cartas teríamos que
fazer para que o dirigente da Renamo abdicasse do recurso às armas? Pode alguém
esperar que os fazedores de Guerra parem para escutar?
Sem
esperar pela resposta, Mia dá ele próprio a resposta, da seguinte maneira: Não
creio que tenhamos ainda alma para escrever a Afonso Dhlakama. Para que o
voltássemos a fazer, teria que haver fé que o líder do partido (ou será do
exército?) da Renamo colocasse os assuntos da Paz acima das suas ambições de
Poder. O que é mais grave ainda, é que a Renamo não é o único partido que tem
gente que é pela guerra de novo. No MDM,
que é um produto de dissidências apolíticas de interesses egoísticas na Renamo,
está cheio deles também, se bem que os que o proclamam à viva-voz, são poucos. Um
deles é o Edil de Quelimane, Manuel de Araújo, que faz apologia a esta mais uma
tentativa de Dhlakama de reactivar a guerra, ao mesmo tempo que faz outra
apologia à dos 16 anos que este mesmo Afonso moveu ao serviço do apartheid, e
que matou mais de um milhão de moçambicanos. Araújo revelou esta sua apologia
através duma longa entrevista que deu ao Savana, publicada na sua edição de 5
de Maio passado. Mesmo o próprio líder do MDM, Daviz Simango, deixa claro que é
favorável a belicismo do seu antigo líder, porque diz ser contra a compra de
armas pelo Governo para o exército moçambicano, o que é o mesmo que dizer
“deixem a minha antiga Renamo matar”, tudo na vã esperança de que as matanças
serão o feitiço que levará o povo a ver no MDM como o seu único salvador. Ele
recorre a uma linguagem dissimulada de meter a Renamo e o Governo no mesmo
saco, ou seja, de culpar ambos, o que é uma velha táctica que visa apresentar o
seu MDM como o único que não se mete em guerras. (G.Mavie)
segunda-feira, julho 14, 2014
Simango com promessas
O candidato do Movimento Democrático de Mocambique esteve
no final de semana (10 de Julho) no Planalto de Mueda. Simango trabalhou na
localidade de Nastenje e no povoado de Namatili onde orientou um comicio
popular, tendo dito que o cidadadão mostra-se desgastado face as
promessas que nunca são cumpridas. Pediu aos
presentes
para se juntarem a do MDM para que o país possa conhecer novos rumos de
desenvolvimento e de integração social. Disse ainda não fazer sentido que
as crianças se dediquem a venda de amendoim
depois da 12ª classe por falta de emprego. Igualmente o candidato do MDM
dirigiu um
comicio popular concorrido na vila sede de Mueda
onde acusou o governo de promover uma guerra injusta entre os moçambicanos.
Disse que o dinheiro que se gasta na compra de armamento poderia ser aplicado na
construção de infra-
problema de abastecimento de água, escolas e centros
de saúde. Disse mas que todos os moçambicanos são chamados a dizer, a 15 de
Outubro próximo,basta a corrupção. Na aldeia de Chitunde(Cabo Delgado)a caravana do Presidente do MDM foi obrigada a parar depois de ter sido apedrejada por desconhecidos.
100 milhões de meticais
Uma semana depois do assalto a uma viatura da empresa de segurança
privada “Delta Segurança”, que provocou a morte de quatro agentes e resultou no
roubo de mais de 100 milhões de meticais, na província de Tete, a Polícia da
República de Moçambique continua sem pistas para neutralizar os ladrões.Um
funcionário superior do departamento financeiro da “Mozambique Leaf Tobacco”,
que falou na condição de anonimato, disse que houve premeditação com o intuito
de roubar o dinheiro, mas não aponta nomes.“Sempre que necessitamos de elevados
valores em dinheiro para levar aos centros de produção, a fim de comprarmos
tabaco dos nossos agricultores, contratamos uma empresa de segurança, que
transporta os valores” explicou a fonte.
A mesma fonte disse que, para o transporte de valores, a empresa tem assinado
um contrato de prestação de serviços.“Só após esse contrato é que passamos os cheques e entregamos aos nossos
funcionários, para procederem ao levantamento do dinheiro, acompanhados por
guardas duma empresa de segurança”, disse.A fonte, que pediu o anonimato, disse
que, normalmente, depois do levantamento do dinheiro, as pastas ficam sempre
seladas, o que não aconteceu no dia em que ocorreu o assalto.“Não foram
observados esses passos todos. Apenas se entregou o cheque à ‘Delta Segurança’,
para proceder ao levantamento dos valores”, explicou, acrescentando que,
“estranhamente, as chefias do departamento financeiro deixaram tudo a cargo da
‘Delta Segurança’, mesmo sabendo quais são as regras”.
Dados obtidos depois do levantamento feito na noite do dia em que ocorreu
o assalto indicam que a viatura que transportou os valores devia pernoitar no
recinto da MLT depois do levantamento do dinheiro, para no dia seguinte,
quarta-feira seguir viagem, o que não aconteceu.“Na MLT, trabalham, em cada
turno, mais de 600 vigilantes da segurança privada e da PRM. A pergunta que
fica sem resposta é porquê os funcionários da MLT violaram as regras”, disse a
nossa fonte.
A PRM em Tete, embora se limite a dizer que está em curso o trabalho
investigação, acredita que o roubo do dinheiro resultou dum esquema montado
entre os funcionários da MLT e da empresa de segurança privada.“Nós já reunimos
com as empresas de segurança em diversas ocasiões, em que participaram os
gerentes dos bancos existentes aqui na província, e ficou estabelecido que,
para o transporte de valores acima de 100 mil meticais, tanto por pessoas
singulares como por empresas, deve ser comunicado à Polícia, para o devido
policiamento e acompanhamento gratuito”, disse Luís Nudias, porta-voz da PRM em
Tete.Nudias acusa o delegado da “Delta Segurança” em Tete, Armando Chico
António, de ter ignorado uma série de questões de segurança. A Polícia informa
que dentro da viatura foram encontrados apenas 25.030,50 MT (vinte e cinco mil,
trinta meticais e cinquenta centavos) em moedas.“Nunca dormimos aqui na
delegação com um montante igual. Não sabemos o que motivou essa decisão.
Pensamos que deve haver esclarecimentos”, disseram, por sua vez, os
trabalhadores da “Delta Segurança” abordados pela nossa reportagem e que
acreditam ter havido um esquema dos seus chefes para roubarem o dinheiro.
Enquanto isso, um funcionário duma empresa de seguros disse que, geralmente, as empresas de seguros não aceitam cobrir este tipo de
acidentes, afirmando que o risco de assaltos, em muitos casos, é grande. (J.Pantie)
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