Os índices elevados de violência na sociedade cabo-verdiana estão a preocupar o Primeiro-Ministro que, neste final de semana, voltou a falar sobre essa questão. José Maria Neves que abordou o papel dos políticos, concluiu que a excessiva partidarização da sociedade e o discurso demasiado agressivos de muitos políticos são factores que contribuem para o aumento da violência.
De acordo com José Maria Neves, a sociedade cabo-verdiana está "excessivamente partidarizada". E explica que "quase tudo que é feito em Cabo Verde é depois transformado em discussão político partidária". Para o Primeiro-Ministro esse fenómeno cria um ambiente "de alguma exclusão, de alguma discriminação e de algum medo". E para José Maria Neves esse facto tem a ver com a falha dos políticos que não têm sabido exercer o seu papel pedagógico. Muito pelo contrário, "os discursos dos partidos políticos cabo-verdianos e dos políticos cabo-verdianos, pela sua agressividade têm contribuído um pouco para aumentar a violência na sociedade cabo-verdiana", aponta. Daí que apela para a necessidade de todos fazerem a avaliação dos seus discursos, das suas atitudes, dos seus actos. Isso, "para podermos valorizar mais a vivência democrática em Cabo Verde, combatermos a violência que existe na nossa sociedade, para termos mais tolerância, mais diálogo, mais respeito na sociedade cabo-verdiana". No que cabe ao Governo, considera, este tem cumprido o seu papel na questão do combate à violência e à criminalidade, embora esteja consciente de que é preciso fazer mais. Contudo, apela mais uma vez, não se pode "olhar exclusivamente para o Governo, pois essa é uma questão que interpela a toda sociedade. "Porque o Governo vai tomando medidas, mas se as outras instituições não funcionarem nunca conseguiremos debelar esta situação", frisa. Mais uma vez, Neves exalta a importância das famílias, como peças cruciais nessa questão, já que cabe a elas a responsabilidade maior na educação e formação dos seus filhos, para que não enveredam para os caminhos tortuosos da violência e da criminalidade. "E as famílias?", pergunta. Mas também há as outras instituições, "as igrejas, os órgãos de comunicação social, e o Governo, temos feito tudo?!", questiona José Maria Neves. E conclui que é preciso que todos juntos se questionem e possam encontrar respostas conjuntas a essa problemática,"fazer uma reavaliação, ver o trabalho que cada um de nós tem desenvolvido, no sentido de combatermos efectivamente a violência em Cabo Verde!".
Na mesma ocasião, José Maria Neves foi questionado sobre o significado do 13 de Janeiro,(dia de reflexão e avaliação da democracia) e respondeu que esse deve ser um dia de reflexão e avaliação sobre o processo democrático em Cabo Verde e que esta data deve ser comemorada por todos. "O 13 de Janeiro não é património de nenhum partido", afirma o Primeiro-Ministro. No que concerne à democracia cabo-verdiana, Neves reconhece a necessidade de maior intensificação e que falta "cumprir a promessa de mais igualdade, bem como expandir os espaços da liberdade e combater a exclusão social em Cabo Verde". O Chefe do Executivo considera ainda que é preciso que as escolas e os órgãos de comunicação promovam mais debates que contribuam para a interiorização dos princípios e valores das datas históricas enquanto referências para o país. Os próprios políticos devem assumir um papel mais pedagógico nesse sentido.(Fonte: página oficial do Governo da República de Cabo-Verde,18-jan-2010 )
Os régulos ou autoridades locais vão custar este ano aos cofres do Estado moçambicano cerca de 138 milhões de meticais, (4,6 milhões no câmbio de 30 Mts/USD). Os régulos são normalmente indivíduos oriundos de linhagens respeitadas e são designados pelas suas famílias. Não é suposto serem ditadores autoritários mas antes consultores e juízes que controlam as questões políticas das suas comunidades. A sua governação é reforçada pelos curandeiros tradicionais, que fazem a mediação entre os espíritos e o mundo material, o passado e o presente, comunidades e seus antepassados. Os líderes tradicionais trabalham com os curandeiros no sentido de resolver litígios, manter a saúde das pessoas e aumentar a quantidade de proveitos oriundos da terra. Nampula, por exemplo, com 4 076 642 habitantes, é a província que vai receber o valor mais alto para subsídios às autoridades comunitárias. São no total 18.981.450 meticais para uma província com 21 distritos que ocupam uma área de 78.197 km2.O município da Beira vai pagar, aos régulos do primeiro escalão (são cinco no total) 500 meticais mensais, fardamento, uma mota e um telemóvel.Os de segundo escalão recebem 300 meticais mensais, fardamento, bicicleta e telefone . Os do último escalão têm direito a 200 meticais mensais, fardamento, bicicleta e telefone celular. A figura da autoridade tradicional, já não é a de “fantoche” e uma criação do governo colonial português, um processo histórico que inicia na decada de noventa com o reconhecimento político. Na altura a guerra movida pela guerrilha da RENAMO estendia-se até aos principais centros urbanos de Moçambique, em parte facilitada pelos régulos descontentes com o seu abandono após a idepencia nacional. A entrada do século XXI passa-se para o legal, através do Decreto nº15/2000, do Conselho de Ministros, que aprova as formas de articulação dos órgãos locais do Estado com as autoridades comunitárias. Aconselha-se a leitura de um estudo de autoria de Sérgio Chichava com o título “A Frelimo e poder tradicional durante a luta anti-colonial na Zambézia” e divulgado pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto.
O mau comportamento das pessoas para com as outras, constitui um desrespeito que se inicia no lar, quando os pais não têm educação suficiente para mostrarem aos seus filhos, formas de bem proceder, a prática do respeito mútuo, a ajuda uns para com os outros, e a compreensão que se têm que ter para a união de todos. Esta é uma condição de vida que nem todos assumem, mesmo aqueles que pela sua instrução e vivência aparentam caminhar nesse sentido. Agora veio a saber-se ainda que pelos bastidores que o cidadão holandês Martin Noij não cultivou uma imagem de relações de respeito mutuo. Fora dos olhares atentos da comunicação social, aquele que foi responsável pelo regresso de Moçambique a alta roda do futebol africano, não exitou em alguns momentos quebrar as regras de boa educação. Levantar-se para cumprimentar os responsáveis da Federação não cabia na sua condição de trabalhador contratado, dizendo que o seu salário era pago (é verdade) pelo Ministério da Juventude e Desportos. No rol das contradições tendo a meio interesses outros de quem dirige a FMF, o então seleccionador nacional fazia questão de dizer que o único que o poderia “mandar” embora era o Presidente da República. A sua arrogância, interpretada no campo desportivo pelos jogadores como de rigor e exigência, não foi gerida fora das quatro linhas de igual forma. Dias antes do inicio do campeonato africano das nações em Angola, o Chefe de Estado recebeu a selecção nacional e foi aí onde o caldo entornou. Segundo as testemunhas presentes no Gabinete de trabalho do mais alta figura do Estado Moçambicano, Martin Noij foi a única pessoa que não se dignou a levantar-se na apresentação individual. Não se pode dizer que este senhor não é evoluído, mas, que é um exemplo que não deve ser seguido, pois o desrespeito é o que impera na sua mente. Pelo que foi visto, o desrespeito sustenta a ideia de se apresentar de diversas maneiras estando patente as desigualdades entre ricos e pobres, entre pretos e brancos, entre sociedade e marginais, e muitas outras formas de desrespeito mútuo.
Vão tentar nascer aqui em Moçambique capitalistas pretos - a chamada burguesia nacional, aqueles que tem vocação capitalista. Agora com chegada da independência, estão a deitar a barba agora, não é ? (aplausos) Ganância de fazer ressuscitar o colégio Luís De Camões. Agora que foi... que faliu o dono, vou ser eu. Como sou preto vão tolerar explorando outros pretos, hem? (Aplausos). É que no sistema capitalista o médico quando estuda é para explorar. O médico, o médico não quer fazer outra coisa que não fazer votos para que haja mais doentes. Havendo mais doentes ,terá muito dinheiro, ouviram ? Ouviram? Ouviram? Agora o conhecimento é um instrumento explorador no sistema capitalista.O conhecimento do indivíduo que estudou um pouquinho ou licenciou-se bem, tem o seu diplomazito, pronto, esta pronto, esta autorizado a explorar, faz lá...segue as...seguiu lá...letras.É o Senhor Doutor, chegou aqui o Sr Dr., Sr Dr., Sr Dr. ..Doutor de explorar, ouviram? Ouviram? Ouviram? Nao é Dr. Para ensinar o povo .Dr aonde também,com um conhecimento bastante reduzido, pequenito, fraco, débil, que necessita de outros, do apoio dos outros. Ele não produz, senão uma repetição daquilo que foi inculcado pelo capitalismo. É uma repetição, não cria absolutamente nada porque está isolado do povo, está isolado da pratica. A primeira ganância, primeira ganância, criar colégios. Quem vai a esses colégios? Quem lá vai? Quem lá vai? A escola deixa de ser a base para o povo tomar o poder. É ou ñ é? (é),passa a ser um instrumento de exploração. É ou ñ é? (é).Não queremos em Moçambique, não queremos isso em Moçambique. Não há lugar para exploradores aqui. Preto ou branco não pode explorar o povo. O dever de cada um de nós é dar tudo ao povo.Sermos últimos quando se trata de benefícios, primeiro quando se trata de sacrifico. Isso é que é servir o povo, ouviram camaradas? Ouviram? Alguns já estão a organizar para comprar 10 tractores. Já exploram a zona onde irão produzir. Não é assim? Não há produção individual em Moçambique. Produção colectiva, para colectivamente matarmos a fome, matarmos a miséria no nosso país. Ouviram ? Ouviram? Ouviram? Porque estes individualistas são ao mesmo tempo instrumentos do imperialismo, não são eles? Onde vão encontrar o dinheiro? Vocês todos são pobres aqui. Daqui a três anos nós vamos ver alguns a levantar edifícios de 15 andares. Onde arranjou o dinheiro? Hem? Não é vocês aí! Vocês aí, e nós também aqui. Estou a dizer a vocês e nós também. Se eu levantar um prédio, façam favor de me perguntar. Ouviram? Perguntar, então camarada Samora aonde arranjou o dinheiro? Três anos? (Risos,aplausos). Três anos de independência! Camarada Samora,então onde esta o povo agora? O povo também já tem muitos prédios? Estão a ouvir? Estão! Temos de combater contra os exploradores do povo ,e se pudermos liquidar ainda no estado embrionário, matar o pintainho no ovo, hem? (Dificuldades de tradução provocam comentários e risos na audiência). Viva a Frelimo! A luta continua! Independência ou morte (Venceremos)
O escândalo de pedofilia que se espalhou pela Igreja Católica dos Estados Unidos e da Europa chega também ao continente africano, afirmou o arcebispo de Johanesburgo e chefe da Conferência Episcopal da África Austral, dom Buti Tlhagale. Acrescentou ter recebido ao menos 40 queixas de abuso sexual de crianças cometidos por padres africanos desde 1996, a maioria casos ocorridos há muitos anos. Mais da metade das denúncias envolveu mulheres na adolescência. "A imagem da Igreja católica está bem arranhada (...)fomos incapazes de criticar o comportamento imoral dos membros de nossas respectivas comunidades. Estamos paralisados", criticou dom Tlhagale, considerando que o escândalo enfraquece a habilidade da Igreja Católica de agir com autoridade moral na África, onde muitas vezes é a única voz a desafiar ditaduras, corrupção e abuso de poder. Segundo o arcebispo, a má conduta dos sacerdotes africanos não foi exposta pela mídia com a mesma "visibilidade" que no resto do mundo. "Muitos dos que consideram os sacerdotes como modelos se sentem traídos, envergonhados e decepcionados", afirmou dom Tlhagale, ao reconhecer que esses escândalos foram mal administrados pelo clero. A Conferência Episcopal África Austral, estabeleceu em 1996 um protocolo que define o procedimento em caso de queixas de abuso sexual contra crianças cometidos por um membro do clero. O continente africano é uma das regiões de mais rápido crescimento do número de católicos tendo aumentado de cerca de 2 milhões em 1990 para a 140 milhões em 2000. O padre Chris Townsend, porta-voz da Conferência Episcopal, disse que alguns membros do clero chegaram a ser formalmente acusados e que medidas foram tomadas (leia aquí o contexto do título). (O celibato, contudo, é desaprovado em algumas sociedades tradicionais africanas e há vários relatos de padres com amantes e filhos em partes da África.
Sérgio Vieira, director-geral do Gabinete do Plano de Desenvolvimento da Região do Zambeze (GPZ) advertiu para o surgimento na província de Tete de grupos de frustrados e que podem alimentar o crime organizado. O veterano da Frente de Libertação de Moçambique, o último ministro da pasta da segurança no tempo do Presidente Samora Machel, falava num recente seminário de reflexão sobre o impacto dos grandes projectos de investimento. Segundo o orador o actual sistema de ensino dá aso ao surgimento de legiões de diplomados frustrados, descontentes e incompetentes, resultando em actos de racismo, regionalismo e tribalismo. “O que acontece em países como a França, Argélia e África do Sul, pode também acontecer em Moçambique”, afirmou, numa alusão ao fundamentalismo islâmico e xenofobia. Sérgio Vieira, conhecido pela sua relutancia quanto ao papel do FMI em Moçambique, referiu que a formação técnica está nivelada por baixo, contrastando com os níveis pré-universitário e superior, que abundam, dando como exemplo a cidade de Tete onde há mais faculdades que padarias. Segundo a sua visão, os mega-projectos estrangeiros dão poucas possibilidades de os moçambicanos tirarem proveito dos recursos disponíveis, podendo resultar ao que considerou de síndroma nigeriana, com aparecimento de gangues que sabotam oleodutos, sequestram técnicos com apoio popular. Exemplificando com actual realidade, recordou alguns sinais nesse sentido como o desaparecimento de peças da linha férrea de Sena, em Doa, distrito de Mutarara, para a sua utilização na pesca artesanal no rio Zambeze e o roubo de cabos eléctricos. O antigo governador do Banco de Moçambique nos anos oitenta, advogou o recurso à “Cláusula Ouro”, que permite ao Estado exigir aos investidores a cedência de 40% do capital, podendo passar para os nacionais, através dos municípios, distritos e provinciais, onde se encontram os empreendimentos. Sérgio Vieira,natural de Tete, o mais velho dos três filhos de dona Nini – Sérgio, Gabriela e... José – este último, uma figura conhecida nos meandros da alta roda artística portuguesa (Jet7).
Enquanto os doadores não estão a aumentar a ajuda porque o governo de Moçambique não alcança as suas metas, um relatório independente faz notar que não há penalizações para os doadores que não cumprem as suas promessas.O desempenho foi muito diverso. Foram dados até 38 pontos a cada doador. O Reino Unido foi o único doador a conseguir chegar aos 38. A Bélgica, a Holanda e a Suécia somaram 36, enquanto a Finlândia, a Irlanda e a Espanha fizeram 35. O pior desempenho foi de longe o de Portugal que apenas somou 15 pontos e é agora o único doador considerado “fraco”. Aparece no relatório como objecto de críticas especiais porque a sua ajuda é feita principalmente através de projectos individuais que não estão ligados às políticas e sistemas do governo. É de novo levantada a questão da França que reclama que o seu cancelamento da dívida deve ser contado como apoio ao orçamento.Leia aqui.
No mundo dos SUV´s, a Mercedes Benz com a sua divisão desportiva e a Porsche, disputam o topo de um segmento até pouco tempo atrás inexplorado-utilitários desportivos de alta perfomace. O ML 63 AMG, conta com as características históricas da Mercedes conforto e elegância, associada a esportividade e um excelente desepenho do modelos das AMG, divisão responsável, pela construção do motor do SLR McLaren, superesportivo, considerado um dos melhores do mundo.
O utilitário de alta perfomace, é equipado com um motor V8 de 6.2 litros com 510 cavalos de potência. Dez cavalos a mais do que o Cayenne Turbo S , utilitários mais rápido do mundo sendo capaz de chegar, aos 280 quilómetros hora. Apesar de ser limitado electronicamente ao contrário do Porsche Cayenne, o ML 63 AMG, possui um equipamento opcional, vendido sobre o codígo de 250, tal iten é capaz de elevar a velocidade máxima do modelo para a incrível marca de 275 quilómetros hora. O modelo pode acelerar de 0 a 100 km/h em 5.0 segundos.O ML 63, traz a base de equipamentos de série, da versão ML 500, incorporando itens como, bancos desportivos AMG, câmbio AMG Speddshift 7G-Tronic com modo manual, rodas AMG aro 21, sistema de entretenimento traseiro ( 2 telas de 7 polegadas, DVD e 2 fones de ouvido), painel AMG com Racetimer, volante multifuncional com designe AMG e sistema de troca de marcha. Em relação ao desenho, da versão ML 500, o modelo recebeu novos pará-choques, passando a possuir um visual mais arrojado e esportivo, que é reafirmado com as rodas aro 21.O modelo cumpre com excelência sua missão no mundo off-road. Oferecendo conforto e elegância, e no caso do AMG, muita esportividade. Apesar do tamanho, o SUV, possui uma notável agilidade no trânsito além de possui uma excelente dirigibilidade.De modo geral, Porsche Cayenne Turbo S e Mercedes ML 63 AMG, são superiores a quase todos os outros utilitários, seja em matéria de conforto, sofisticação, elegância ou no preço que nos Estados Unidos é de US$ 85, 500. No Brasil, o ML 63 AMG que é importado com a estratosférica carga tributária, chega custando US$ 242, 000.
Quinze criançasforam encontradas numa escola de cariz religioso, na cidade da Beira, capital da província de Sofala. As criançassão provenientes da província de Nampula, com o propósito deirem estudar naquela escola.A Polícia disse numa conferência de imprensa, que há fortes indícios de se tratar de um caso de tráfico de menores, pois as crianças foram transportadas de Nampula para Beira em condições precárias e sem conhecimento das autoridades. Segundo Mateus Mazive, porta voz da PRM na Beira, a corporação está em contacto com várias estruturas religiosas e governamentais de ambas as províncias com vista a clarificar o assunto. “Ainda não percebemos como foi possível as crianças teremviajado num autocarro sem nenhumaidentificação e, acima de tudo, terem passado por diversos postos de controlo sem ser identificadas pela polícia. Portanto, suspeitamos que as crianças tenham viajado escondidas, disse. O que mais preocupa a polícia é que as crianças estão na Beira desde o17 de Janeiro passado, alojadas numa residência arrendada por umaassociação de religiosos da Beira.Esta residência, segundo a polícia, não está oficialmente registada como pertença daquela congregação religiosa e muito menos como escola. “A casa em questão não oferece condições aceitáveis para alojar 15 crianças e parte das janelas está vedada com blocos, impedindo, assim, a circulação de ar”, lamenta o oficial da polícia. As crianças são cuidadas por uma nacional que disse que os menores estão nas condições “aceitáveis”, beneficiando por dia de três refeições. Entretanto, um homem de nome Yussufo, ligado à respectiva Associação em Sofala, e responsável das crianças, negou que se trata de tráfico, afirmando que se trata apenas de um “gesto de caridade” oferecido pela sua congregação religiosa, apoiando crianças cujos pais não têm capacidade para sustentar os seus estudos.
Chega! Chega de atirarem areia para os olhos como se o público fosse parvinho.O senhor presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) não pode dizer hoje uma coisa e depois afirmar ao país que não disse o que disse. Este rol de negociações com o técnico holandês resultou num fracasso por razões de pura instabilidade interior de quem deveria ter a solução. Negociar todos o podem fazer. Mas negociar o quê? Hoje quer passar a ideia que o salário foi o mais importante para determinar o “desmancho” da relação já tão precária entre as partes ao nível de relações humanas.Um profissional não se deixa “queimar”sabendo da desorganização que anda, no caso, no seio da entidade organizadora do futebol nacional.Alguém tem que colocar ponto final a tentativa sistemática de querertransformar a Federação como se tratasse de uma empresa privada que caminha na base da intuição de quem a dirige.Mesmo os menos conhecedores em matéria de gestão, não aceitariam fazer parte de um elenco que pratica acções de arrepiar, como a troca de favores para os tunisinos ganharem o jogo em Maputo, entretanto perdido e que os colocou fora do Mundial da África do Sul.O fim desta borrada tem que ser antecipado e tudo dependecomo as Associações Provinciais atreladas por promessas despertarem para o bem do futebolda pátria amada. Há que abrir uma auditoria a gestão da Federação Moçambicana de Futebol.Num ambiente turvo como este não se pode dar tréguas.É uma postura infantil e inconsequente afirmar com tamanha altivez e gozo que tem uma lista de dez possíveis treinadores para orientar a equipa de todos nós.De entre o checo, britânico, holandês e brasileiropercebe-se que tudo é para distrair, pois o senhor presidente da Federação desde da derrota na Machava diante do Botswana não escondeu os contactos havidos para trazer alguém da terra de Lula da Silva. Se não fosse a bendita intervenção do velho Marcelino no jogo de Nairobi, onde os Mambas perderam,o holandês teria sido despedido logo após o jogo. Claro a Federação não é uma pessoa e muito menos constituída de empregados e submissos ao patrão.Precisa-se de um projecto a médio e longo prazo para o futebol moçambicano.É desejo de todos, a ambição dos jovens talentos. Basta de impiricos!
Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças, confirmou a compra de um CD contendo dados obtidos ilegalmente sobre contas bancárias de alemães na Suíça.Uma situação que está a embaraçaros bancos suíços, pois jáadministraram fortunas de ditadores, corruptos e barões da droga de todo o mundo.O parlamento suíço aprovou em 1988 a nova “lei de combate a lavagem de dinheiro” obrigando todos os bancos suíços a contactarem as autoridades caso haja suspeita de que o dinheiro depositado num banco tenha origem ilegal. A fortuna mundial administrada fora dos países onde habitam seus donos é calculada em 5,89 trilhões de dólares. Desse montante, 27% é administrado por bancos suíços(leia aqui).
O Hospital Nossa Senhora do Livramento (Portugal) passa por uma situação caótica, parte dos funcionários lotados no centro de saúde estão sem receber salário há quatro meses e até mesmo os médicos estão sendo vitimas do abandono do governo do Estado. Um médico que está há três meses sem receber dinheiro abandonou o plantão diante da situação de inoperância.Descontentamento dos médicos do serviço público estadual de Juíz de Fora (Brasil) . Um dos problemas mais graves para quem trabalha no sector é que não recebeu o salário de Dezembro no período habitual. No caso dos médicos o vencimento básico inicial está a atingir um patamar insustentável. No Hospital Central de Nampula,(Moçambique) unidade de maior referencia ao nível da região norte do país, no ano passado, quatro médicos requereram a sua demissão do Estado, e semelhante cenário ocorre no Hospital Geral de Marrere, onde tem vindo a registar-se idêntica debandada a cada ano que passa. Os médicos nacionais queixam-se da demora dos respectivos honorários há cerca de três a meses ou mesmo da inexistência de subsídios para horas extras, da falta de habitação, entre outros benefícios de que desfrutam os seus colegas estrangeiros.
"Samora é o fundador de Moçambique, da mesma forma que, Mondlane foi o fundador da Frelimo e da unidade nacional. Esta é uma marca indelével da sua existência e vida. Pessoalmente, Samora foi a pessoa mais entusiasmante e decisiva que conheci na vida. Foi a pessoa que mais influência exerceu sobre mim". Afirmação de José Luís Cabaço numa entrevista ao jornal OPAÍS e que o aconselhamos a ler aqui. Mas na frente externa, Samora sempre seguiu uma política de angariar amizades e apoio para Moçambique, não só entre os amigos tradicionais, os países do bloco soviético e os países vizinhos unidos numa frente de integração regional, a SADCC, mas até entre os seus inimigos, sendo inclusivamente recebido por Ronald Reagan (leia aqui) e tendo assinado um acordo de boa-vizinhança com Pieter Botha, presidente da África do Sul nos últimos anos do apartheid . A guerra civil durou 16 anos, provocou cerca de um milhão de mortos e cinco milhões de deslocados e destruiu grande parte das infraestruturas do país.
O Secretário-Geral (SG) do partido Frelimo, Filipe Paunde, defendeu, que a história de Moçambique é a melhor que podemos ter, contrariando as alegações segundo as quais ela é deturpada, pois, segundo ele, é contada por pessoas que fizeram parte dela. Falando à margem das celebrações do “Dia dos Heróis” e do quadragéssimo aniversário da morte de Eduardo Mondlane, aquele que foi o arquitecto da unidade nacional, Paunde afirmou que a história do país é a melhor, pois ela é relatada pelos seus fazedores. “A história que está sendo contada hoje é a melhor que podemos ter, porque está na primeira pessoa, são as pessoas que estiveram nessa luta, não é contada por terceiros”, disse Paunde. Acrescentou ainda que, apesar da existência de pessoas que querem deturpar a história, ela é a mais correcta, completa e justa. “A nossa história é a mais correcta e completa possível. Poderá haver pessoas mal intencionadas que querem deturpá-la, mas a verdadeira história é esta que é feita pelos próprios combatentes, aqueles que participaram, portanto, é a mais justa” acrescentou Paunde.
O jornalista Mário Crespo deixou de escrever a sua coluna de opinião para o Jornal português de Notícias (JN).A ruptura deu-se depois de o jornalista ter sido informado pelo director do jornal, , de que o seu texto não seria publicado. Leia a crónica de Mário Crespo que deveria ter sido ontem publicada no Jornal de Notícias:
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ("um louco") a necessitar de ("ir para o manicómio"). Fui descrito como "um profissional impreparado". Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma bater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como "um problema" que teria que ter "solução". Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): "(...) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (...)". É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerados e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser "um problema" que exige "solução". Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos "problemas" nos media como tinha em 2009. O "problema" Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi "solucionado". O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser "um problema". Foi-se o "problema" que era o Director do Público. Agora, que o "problema" Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais "um problema que tem que ser solucionado". Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
O "Jornal de Notícias" (JN) disse, numa nota publicada no seu site que era preciso «que fosse exercido o direito ao contraditório relativamente às pessoas ali citadas», lê-se na nota. Além disso, o jornal argumenta que «a informação chegara a Mário Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante».Mário Crespo(aqui)teve o seu primeiro contacto com a informação no gabinete de imprensa militar do Comando-em-Chefe português em Moçambique , em 1972 .
Nelson Mandela está praticamente fechado em casa, com a memória mais recente a começar a falhar, e Graça Machel continua a correr o mundo, uma mulher no espírito Mandela. A grande conquista política extraordinária, sem precedentes em política democrática foi de persuadir o seu próprio povo a evitar a vingança e a embarcar no caminho da reconciliação depois de séculos de humilhação as mãos da minoria branca. Mais detalhes aqui.
Uma das coisas que hoje me preocupa, e que são várias, é saber quem é, neste momento, o sr. Afonso Dhlakama.
É verdade que os órgãos de informação continuam a designá-lo como líder da Renamo. Mas será, de facto? Estará ele a liderar alguma coisa nestes dias que correm?Para além do mais, Afonso Dhlakama deixou, praticamente, de ser visto. Não só não foi visto no almoço oferecido pelo Presidente da República. Não é visto em lado nenhum. E um político que não é visto é como se não existisse.Há imenso tempo que parece estar fechado na sua casa em Nampula. Cercado por uma quantidade enorme de polícias, fardados e à paisana.E digo “parece” porque já houve um jornal que afirmou que ele se teria escapulido de lá sem que os polícias de tal se apercebessem.As notícias que nos vão chegando dizem que ele continua a tomar importantes decisões sobre a vida do seu partido.Por exemplo decidiu, e afirmou-o com vigor, que os deputados da Renamo, eleitos para a Assembleia da República, não iriam tomar posse dos seus lugares, em protesto contra a fraude eleitoral.No entanto vamos assistindo à entrada desses deputados, pela porta traseira do Parlamento, para ocuparem as cobiçadas cadeirinhas. Não sei se já lá estão todos os 51 mas, se não estão, muito poucos devem faltar. Mesmo muito poucos.Outro exemplo das decisões de Afonso Dhlakama é a realização de manifestações de protesto, igualmente contra a fraude eleitoral.E, também, no entanto, as tais manifestações não acontecem. As eleições já foram em Outubro, os resultados oficiais foram proclamados em finais de Dezembro e agora, nos últimos dias de Janeiro, ainda ninguém viu um único manifestante a desfilar por nenhuma rua deste país.Tudo isto me leva a acreditar que, de facto, Afonso Dhlakama continua a tomar decisões sobre a vida da Renamo.Só que ninguém as cumpre. Só que os membros da Renamo, mesmo aqueles que são considerados mais próximos do tal líder, estão-se nas tintas para as decisões que ele toma e fazem o contrário do que o chefe manda.Este tipo de autoridade faz-me lembrar a do soldado que afirma ter feito um prisioneiro na guerra. Mas quando lhe perguntam onde está esse prisioneiro, responde: Ele não quis vir.No Parlamento os deputados da Renamo constituiram bancada e foram eleitos para cargos de chefia nas várias comissões parlamentares. Será que tudo isso pode acontecer não só à margem das decisões do Presidente daquele partido mas até contra essas decisões? Será que é possível o seleccionador nacional escalar uns tantos jogadores para os Mambas e aparecerem a jogar no campo outros jogadores, não seleccionados, um dos quais como capitão da equipa?Diz-se que quando, em Portugal, Salazar caiu da cadeira e deixou de regular bem da cabeça, os seus antigos ministros continuavam a ir lá a casa pedir orientações, fazendo este teatro como se ele ainda fosse o Primeiro-Ministro do país.Estará a acontecer o mesmo na Renamo? Estarão a fazer o teatro junto de Afonso Dhlakama como se ele ainda fosse o dirigente máximo do partido quando, na verdade, já existe uma nova direcção a tomar decisões que, essas sim, são cumpridas?O próprio desaparecimento físico de Afonso Dhlakama e a especulação, que acima refiro, de que ele possa já não estar no interior da casa de Nampula, não são boas coisas para a cama dentro do país. Se for verdade que já não está nesse local, está onde e a fazer o quê?Tudo isto são especulações que só a própria Renamo e a sua direcção, seja ela quem for, pode esclarecer.E era bom que esclarecesse a curto prazo porque a situação é bastante estranha e confusa e essas não são características que se desejem na segunda maior força política do país.(colunista do semanário SAVANA Machado da Graça)
A operadora de telefonia móvel, Moçambique Celular (Mcel) acaba de ser nomeada como finalista para os “Global Mobile Awards de 2010”, na categoria de “Melhor Contribuição da Telefonia Móvel para o Desenvolvimento Sócio-Económico” e prémio de “Melhor Rede Ecológica”.A “Global Mobile Awards de 2010” é uma competição mundial à qual se submeteram mais de 500 propostas de empresas do ramo das comunicações de telefonia móvel com “padrões de qualidade excepcional”. Segundo um comunicado da Mcel, o anúncio dos vencedores terá lugar em Barcelona, Espanha, entre os dias 15 e 18 de Fevereiro próximo.Os gestores da Mcel consideram que a nomeação desta companhia para a final do “Global Mobile Awards” projecta positivamente a empresa e o País no plano internacional. A Mcel é uma das maiores empresas de Moçambique segundo o Ranking das 100 maiores empresas levada a cabo anualmente pela empresa de consultoria e auditoria KPMG.Neste momento esta operadora conta com cerca de 3.8 milhões de clientes em todo o País, o que representa uma quota de mercado estimada em 66 por cento. Em termos geográficos, a Mcel cobre 62 por cento do território nacional e 83 por cento da população moçambicana.
O secretário-geral do Sindicato Nacional da Função Pública (SINAFP), Manuel Momade, considera ser uma realidade incontornável a existência e o funcionamento pleno desta organização sindical, não obstante os constrangimentos de vária ordem. Um dos principais constrangimentos, segundo Momade, tem a ver com a falta de regulamentação da actividade sindical na Função Pública, passados mais de oito anos desde a sua criação. Momade, que falava,durante uma conferência de imprensa, chegou a considerar que “há falta de cultura sindical na Função Pública”. A conferência de imprensa serviu para anunciar a realização, de 27 a 28 de Janeiro corrente, do Segundo Congresso do sindicato, um evento a ter lugar na Cidade da Matola, província de Maputo, Sul de Moçambique. O congresso poderá contar com a participação de pelo menos 120 delegados oriundos das diversas províncias moçambicanas, mas alguns deles ainda não foram dispensados dos seus locais de serviço, alegadamente porque o Sindicato ainda não foi regulamentado. “O SINAFP não pode deixar de repudiar veemente a tentativa de recusa por parte do Ministério da Função Pública em dispensar os funcionários e agentes do Estado que foram eleitos para este congresso”, sublinhou Momade. A tentativa de recusa em dispensar os delegados eleitos, segundo ele, foi anunciada em carta enviada pelo Ministério da Função Pública à OTM-CS.A regulamentação da actividade sindical na Função Pública moçambicana, segundo Momade, será um dos principais temas em discussão no Congresso, pois trata-se de uma condição fundamental para a consolidação do Sindicato e para a estabilização das relações laborais no sector.O congresso se debruçará sobre alteração dos estatutos do SINAFP com vista a conferir maior democraticidade ao funcionamento dos órgãos do sindicato e adaptar o SINAFP às novas realidades, preconizando “um sindicalismo de classe, reivindicativo e solidário”.A realização do Segundo Congresso foi adiada por três vezes por falta de fundos, sendo que a sua efectivação agora foi graças a um projecto que integra a parceria do sindicato português e dos sindicatos sul-africanos, a que se junta também a LO-FTF (Dinamarca), a PSI-África (Internacional de Serviços Públicos que o SINAFP integra) e alguns sindicatos brasileiros. (AIM)
O desenvolvimento de Moçambique para 25 anos começou a ser delineado em Dezembro de 2001, quando as diversas instituições do país se sentaram à mesa e definiram a versão preliminar dos conceitos e da metodologia a utilizar na elaboração da agenda nacional sobre o desenvolvimento do país. Mais recentemente realizou-se em Maputo uma conferência organizada pelo Instituto de Estudos Sociais e Económicos de Moçambique, IESE, em parceria com a Open Society Initiative for Southern Africa, OSISA, uma organização baseada em Joanesburgo, África do Sul, e que trabalha em dez países da África Austral, incluindo Moçambique.O objectivo foi debater os desafios e possíveis cenários pós-eleitorais,em Moçambique. O IESE anuncia agorano seu portal que prevê lançar este mês o livro "Desafios para Moçambique - 2010" que contém 16 artigos organizados em quatro secções (política, economia, sociedade e Moçambique no mundo) . Mas já em 2007, o IESE na sua Conferência Inaugural apresentou um estudo com Projecções e cenários possíveis do crescimento e desenvolvimento económico em Moçambique para o período 2000-2025, um documento de 33 páginas (leia aqui) colocando quatro possibilidades: Cenário do cabrito: corrupção, deixa-andar, intolerância, exclusão social; Cenário do caranguejo: cada actor anda aos zig-zags, ou tão depressa vai para a frente como retrocede; Cenário da Abelha: da inclusão, da unidade, da tolerância, do máximo uso das capacidades de cada actor; Cenário do Cágado: alguns dos factores crescem mais que outros, desequilibrando o crescimento.