terça-feira, novembro 01, 2011

Não está fácil!

O Aeroporto Internacional de Maputo está a tornar-se num destino ou posto de trânsito cada vez mais preferido por traficantes de droga, havendo já perto de uma dezena de casos do género registados pela Polícia, nos últimos dias.Dados fornecidos hoje pela Polícia da República de Moçambique (PRM) indicam que, só na semana passa, três cidadãos sul-africanos foram detidos naquele local em conexão com dois casos de tráfico de cocaína, numa quantidade total de sete quilogramas.“A PRM na cidade de Maputo deteve, no Aeroporto Internacional de Maputo, a cidadã H. Makhava, de 26 anos de idade, por tráfico de cinco quilogramas de cocaína, após ter desembarcado num voo proveniente da Etiópia”, indica o comunicado de imprensa do Comando Geral da PRM.Segundo a Polícia, na mesma semana e no mesmo aeroporto, a PRM deteve os cidadãos F. Nnoll e T. Mgidi, também sul-africanos, por tráfico de dois quilogramas de cocaína após o desembarque num voo da Ethiopian Airlines.Só na segunda metade de Setembro último, a PRM registou quatro casos de apreensão de droga pesada no Aeroporto Internacional de Maputo, um dos quais envolvendo três indivíduos (uma sul-africana, uma zambiana e um nigeriano), encontrados com 14,7 quilogramas de cocaína.Os outros casos registados em Setembro são de dois estrangeiros, uma zambiana e um sul-africano, surpreendidos com 500 gramas de cocaína pura; e o de uma cidadã boliviana, proveniente do Brasil, encontrada a transportar quantidades não especificadas de haxixe no estômago.A semana passada foi também marcada pela detenção de dois cidadãos, ambos de nacionalidade paquistanesa, acusados de tráfico de dinheiro no valor de 669.900 dólares americanos, quando eles pretendiam embarcar para Dubai, com trânsito na vizinha África do Sul.Refira-se que a legislação moçambicana não permite o porte e transporte de dinheiro em numerário superior a cinco mil dólares americanos sem a prévia autorização. Na altura da sua detenção, os dois indivíduos, ora detidos, contaram à PRM que eles operam no país há cerca de cinco anos, no ramo de venda de viaturas usadas. Os dois indivíduos foram posteriormente restituídos à liberdade, devendo responder o caso fora da cadeia. A PRM diz que não saber se houve pagamento de caução, mas avança que a natureza do processo ditou que os supostos traficantes de moeda fossem soltos. A Polícia de Investigação Criminal (PIC) está a investigar a origem do dinheiro, para apurar se existe ou não uma rede de tráfico em conexão com os dois cidadãos, bem como outros procedimentos que irão ajudar a aferir se o negócio de viaturas justifica o volume do dinheiro apreendido.

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